Documentos oficiais obtidos pela reportagem revelam detalhes inéditos do caso que chocou Copacabana na última semana: a Justiça decretou a prisão preventiva de Anísio José Bueno, acusado de esfaquear o próprio sobrinho, manter duas mulheres sob ameaça dentro de um apartamento e mobilizar uma operação de negociação da Polícia Civil para conter a situação.
De acordo com os autos, por volta das 13h40 do dia 10 de abril de 2026, policiais civis da 12ª DP (Copacabana), que trafegavam pela Rua Barata Ribeiro, na altura do número 363, foram alertados por gritos de socorro. Populares informaram que um homem havia esfaqueado o sobrinho e se recolhido ao apartamento 901.
Diante da situação de flagrante, os agentes ingressaram no prédio com autorização do porteiro e seguiram até o imóvel. Ao chegarem ao local, encontraram duas mulheres sob restrição imposta pelo acusado.
Parte da equipe se posicionou para evitar fuga, enquanto outro grupo iniciou procedimento de gerenciamento de crise, com negociação técnica e não confrontativa, visando preservar a integridade das vítimas, dos policiais e do próprio agressor.
Após as tratativas, as mulheres foram liberadas sem ferimentos adicionais. Segundo relatos colhidos no local, Anísio teria tentado atingir uma das vítimas, sendo impedido pelo sobrinho, Vitor Hugo, que acabou ferido por um golpe de faca na região abdominal.
Ainda conforme os autos, o próprio autor teria se autolesionado com a mesma arma branca. Com a liberação das reféns, as negociações prosseguiram até a rendição do acusado, que entregou a faca utilizada no crime, posteriormente apreendida.
As vítimas receberam atendimento imediato no local, com apoio do Corpo de Bombeiros (CBMERJ), até a remoção de Vitor Hugo para atendimento hospitalar.
Encerradas as primeiras providências, Anísio foi encaminhado sob escolta ao Hospital Municipal Miguel Couto. Já as vítimas e o material apreendido foram levados à 12ª DP para apreciação da autoridade policial.
Posteriormente, o acusado foi conduzido à delegacia, onde foi autuado em flagrante. A Justiça já determinou sua prisão preventiva, e o caso deverá ter novos desdobramentos após a alta hospitalar do investigado.