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Bandido preso em condomínio invadido em Itaboraí disse que porteira seria condenada e agredida pelo tráfico se não lhe avisasse sobre a chegada da polícia

Uma porteira de condomínio em Itaboraí teria sido ameaçada por um traficante para funcionar como seu “radar” contra a polícia. Segundo o Auto de Prisão em Flagrante, o homem determinou que ela avisasse sempre que policiais chegassem ao local e teria dito que, caso não cumprisse a ordem, ela poderia ser condenada pelo tráfico e sofrer agressões. A ameaça teria acontecido na véspera da prisão. Por volta das 18h30 do dia 31 de agosto, o suspeito teria ordenado que a funcionária comunicasse qualquer chegada de policiais ao condomínio. Na manhã seguinte, a ordem acabou sendo cumprida. Quando percebeu a presença dos agentes, a porteira ligou para o suspeito usando o telefone da portaria e avisou que a polícia estava no local. Só que, desta vez, os policiais já estavam atrás dele. Por volta das 6h do dia 1º de setembro de 2026, uma equipe de busca do serviço reservado do 35º Batalhão de Polícia Militar foi até o Condomínio Residencial Dom Marcelino, na Rua J, nº 10, no bairro Bela Vista, em Itaboraí. A ação de inteligência apurava uma denúncia sobre a presença no condomínio de suspeitos de participação em um ataque ocorrido no bairro Outeiro das Pedras, na madrugada de 30 para 31 de agosto. O caso é investigado no inquérito nº 071-07298/2026. Ao perceber a movimentação policial, o custodiado tentou escapar pulando o muro do condomínio, mas acabou abordado e preso. E a fuga não era o único problema. Com o homem, os policiais encontraram uma mochila contendo 156 tiras de maconha, 94 pinos de cocaína, 336 pedras de crack, cinco rádios transmissores, duas bases para carregamento de rádio, três celulares e R$ 59 em espécie. A porteira também foi conduzida para a unidade policial. Em seu depoimento, contou que havia avisado o suspeito sobre a chegada da polícia porque, no dia anterior, ele havia determinado que ela fizesse isso e a ameaçado. Segundo a funcionária, caso não avisasse sobre a presença dos policiais, ela seria responsabilizada pelo tráfico e ainda sofreria agressões. Na prática, segundo o relato registrado no flagrante, o suspeito teria usado a ameaça para transformar a porteira em um sistema de alerta particular, capaz de avisá-lo quando a polícia entrasse no condomínio. O material apreendido foi encaminhado para perícia. O exame apontou 1.640 gramas de maconha, 75 gramas de cocaína em pó e 150 gramas de cocaína na forma popularmente conhecida como crack.

Em meio a guerra de facções na Tijuca, surgiu boato de que um dos chefes da área morreu de infarto na Maré

Em meio a mais uma madrugada e manhã de tiroteio na região da Tijuca e Andaraí, surgiu uma notícia que não está confirmada oficialmente mas que aumentou a tensão na área. Está circulando a informação de que o traficante Anderson de Oliveira Colares, conhecido como “Andril“, apontado como um dos principais chefes do tráfico no Morro do Cruz (TCP), no Andaraí, teria falecido na manhã desta quarta-feira (02/09), aos 49 anos, no Complexo da Maré (Lado do TCP). A causa da morte preliminares de infarto. O Morro do Cruz é um dos principais focos da guerra na região e tem sido alvo constante do Comando Vermelho. Policiais do 6º BPM deflagraram uma operação integrada no Morro do Andaraí, na Zona Norte na manhã desta quarta-feira (02) A ação estratégica visa combater o tráfico de drogas, conter disputas territoriais de criminosos rivais e realizar a remoção de barricadas para garantir o direito de ir e vir dos moradores da região. Haveria um plano de expansão de território: Comando Vermelho promove invasões a favelas da Grande Tijuca controladas por criminosos rivais. ASSISTA VÍDEO https://x.com/tinojunior/status/2095159696277565507/video/1

TERROR VOLTA A JACAREPAGUÁ: confrontos entre PMs e traficantes assustam moradores durante a noite. Pivô de guerra se manifestou nas redes

Depois do terror da noite de sábado, moradores de Jacarepaguá e Itanhangá, na Zona Sudoeste do Rio, voltaram a viver momentos de pânico na noite de ontem com novos tiroteios. Houve relatos que PMs entraram em confronto com traficantes do Comando Vermelho desde aproximadamente 23h40 nas localidades da Muzema , Pica-Pau e Tijuquinha. Circulam nas redes sociais alegações de que Kauan, apontado em publicações como ex-integrante da milícia de Rio das Pedras e atualmente associado ao tráfico na Muzema, ligado ao grupo de Zeus teria divulgado mensagens afirmando que já havia presença policial na região antes do início do confronto. Há informações circulando apontando que o traficante TL teria sido um dos mentores do ataque do CV no sábado na localidade do Sertão, em Rio das Pedras.Segundo informações, ele teria ligação anterior com a milícia da região e conheceria bem a área de mata. Talison, conhecido como TL, é apontado como um dos homens envolvidos na disputa pelo Sertão. Segundo informações, ele teria ligação anterior com a milícia da região e conheceria bem a área de mata. Ao lado dele estaria Felipinho, o FP, apontado como cria do Rio das Pedras. Ainda segundo relatos, cerca de 60 homens da Muzema, com reforços da Penha, teriam tentado avançar sobre a região, mas acabaram levando a pior. A área permanece, sob domínio da milícia. .

Vídeo levanta suspeita de possível apoio de PMs a milicianos durante cobranças na Taquara. ASSISTA

Um vídeo de procedência e data ainda desconhecidas, que circula nas redes sociais, levanta uma grave suspeita sobre uma possível relação entre policiais militares e integrantes de um grupo de milicianos que atua na comunidade Cabeça de Porco, na Taquara, Zona Oeste do Rio. De acordo com a legenda que acompanha as imagens, policiais militares lotados no 18º BPM (Jacarepaguá) teriam supostamente recebido propina de milicianos para escoltá-los durante ações de cobrança na região. A acusação, entretanto, não foi confirmada oficialmente e a reportagem não conseguiu verificar de forma independente quando e onde exatamente o vídeo foi gravado. As imagens, feitas aparentemente de um ponto elevado, mostram inicialmente a movimentação de vários homens na localidade. A própria gravação ou sua legenda cita os nomes de alguns deles e os identifica como supostos integrantes da milícia que atua na região. Na sequência, o vídeo registra a passagem de uma viatura da Polícia Militar. Pouco depois, o veículo se aproxima do grupo de homens que aparece nas imagens. A publicação também menciona os nomes de dois policiais militares que supostamente estariam envolvidos na cena, levantando a suspeita de que os agentes teriam acompanhado ou dado cobertura ao grupo durante uma atividade de cobrança. A reportagem comunicou o fato para a assessoria de imprensa da corporação e aguarda posicionamento.

Guerra continua em Caxias. Houve mais um morto, dois baleados e drone apreendido para monitorar rivais. LINK PARA VÍDEO

A guerra continua em Duque de Caxias depois da imprensa repercutir as mais de 10 mortos ocorridas na cidade nas últimas semanas, Nos últimos dias, um traficante foi morto e dois homens foram baleados durante ataques do Comando Vermelho. Um dos baleados foi um homem conhecido como Léo do Cabral. O outro tinha vulgo de Play. No sábado, foi morto um traficante do Terceiro Comando Puro vulgo Salsa no Barro Três. Hoje, Policiais do 15ºBPM prenderam um homem em flagrante no bairro Pantanal, um dos focos da guerra. O criminoso ligado ao TCP utilizava uma aeronave remotamente pilotada para monitorar ações policiais e rivais. Ele é suspeito de atirar granadas no Corte 8. O mesmo assumiu que recebia R$ 1.200 por semana para operar os drones. O drone foi encaminhado à 60ª DP, onde a ocorrência foi registrada. ASSISTA O VÍDEO https://x.com/ReageJaqueira2/status/2094546364730429720/video/1

Traficante do CV escondido na Rocinha ameaça síndicos e ordena invasão de três condomínios em Itaboraí; criminosos destruíram monitoramento e central de internet

Um traficante do Comando Vermelho que estava escondido na comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio, comandou uma invasãoa três condomínios residenciais no bairro Outeiro das Pedras, em Itaboraí. Trata-se de Jorge Mesquita da Silva, o Bicudo, 31 anos, As informações são da jornalista Roberta Trindade Os agentes da lei conseguiram chegar ao criminoso mesmo após seus comparsas destruírem câmeras de segurança dos imóveis, na madrugada de hoje. As investigações apontam que Bicudo ameaçava síndicos de condomínios com o objetivo de reforçar seu domínio territorial. De acordo com a Polícia, ele controla a venda de drogas não apenas no Outeiro das Pedras, mas também no bairro Bela Vista, igualmente em Itaboraí. Na madrugada desta segunda-feira, policiais militares foram acionados para verificar uma invasão ao condomínio Village Recanto, no Outeiro das Pedras. Segundo relatos de testemunhas, cerca de seis criminosos armados com fuzis e pistolas entraram no residencial, quebraram câmeras de segurança e destruíram a central de internet. Durante a ação, os bandidos teriam afirmado que não permitiriam mais a atuação da empresa Predial, responsável pela prestação desses serviços aos moradores. O grupo ainda invadiu o condomínio Vila das Mangueiras II, onde o sistema de monitoramento também foi destruído, e seguiu posteriormente para o condomínio Chardonnay, localizado em uma rua próxima. Ainda segundo testemunhas, os criminosos efetuaram disparos contra a guarita do Village Recanto e atiraram no interior do condomínio. Para realizar a ação e fugir, o bando utilizou três veículos: um Hyundai HB20 branco e dois Fiat Palio cinza, cujas placas não foram identificadas.Imagens de câmeras de segurança obtidas pela reportagem mostram parte da movimentação do grupo durante a madrugada. Em uma das gravações, feita por volta das 3h25, é possível observar um automóvel circulando nas proximidades de um dos condomínios. Outro registro mostra um dos homens portando uma arma longa junto à entrada de um residencial. Os equipamentos registraram parte da ação antes que fossem danificados pelos criminosos. Equipes do 35º BPM foram mobilizadas para a ocorrência e policiais realizaram buscas na região. A perícia também esteve no local para analisar os vestígios deixados pelos criminosos. O caso foi registrado na 71ª DP (Itaboraí). Bicudo é irmão de Pedro Henrique Mesquita da Silva, o Tikinho, 38 anos, que possui 11 anotações criminais por delitos como roubo, tentativa de homicídio, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas. Segundo a Polícia, Tikinho atualmente atua como “matuto” do CV — comercializando drogas em grandes quantidades para favelas e morros controlados pela facção. Os dois são filhos de um ex-traficante que, hoje, mantém um comércio na Rocinha. Contra Bicudo há dois mandados de prisão em aberto, por roubo e homicídio. O acusado possui ainda quatro anotações criminais — duas por tráfico de drogas, uma por resistência e outra por tentativa de homicídio.

MILICIANOS DO CATIRI COMEMORARAM EXECUÇÃO DE HOMEM LIGADO AO CV MORTO EM SHOPPING DE BANGU, REVELA RELATÓRIO DA JUSTIÇA

Mais de um ano e seis meses após a morte de um homem executado dentro do estacionamento do Shopping Bangu, na Zona Oeste do Rio, um relatório produzido no âmbito da Justiça revela um dos episódios mais contundentes relacionados ao crime: milicianos do Catiri teriam se reunido para comemorar a morte da vítima, apontada como ligada ao Comando Vermelho. Anderson da Cunha Figueiredo, de 40 anos, conhecido como Catatau, já havia tido envolvimento com paramilitares, mas, segundo as informações reunidas no processo, teria mudado de lado e passado a se aproximar do tráfico local em meio à disputa por territórios dominados por grupos de milicianos. A execução ocorreu no estacionamento do Shopping Bangu, e a suspeita de participação de integrantes da milícia do Catiri ganhou força após uma denúncia anônima recebida por policiais militares. De acordo com o documento, o Disque-Denúncia informou ao batalhão responsável pelo policiamento da região que, na Rua Três Marias, em Bangu, estaria ocorrendo uma reunião de indivíduos ligados à atividade miliciana. A denúncia apontava ainda que os suspeitos poderiam estar envolvidos diretamente na morte de Catatau. Mais do que isso: segundo o relato levado aos policiais, os milicianos estariam reunidos para comemorar o assassinato. Diante da informação, policiais militares foram até o endereço indicado e observaram um veículo cujos ocupantes apresentavam comportamento considerado suspeito. Os agentes realizaram a abordagem e fizeram buscas nos suspeitos. O arsenal encontrado chamou a atenção. Foram apreendidas uma pistola calibre 9mm, uma pistola calibre .40, seis carregadores de pistola 9mm, um carregador de pistola .40, um carregador de fuzil calibre 7,62 mm, 80 munições de AK calibre 7,62 mm curto, 20 munições de fuzil calibre 7,62 mm, 37 munições de pistola 9mm e nove munições de pistola calibre .40, além de três rádios comunicadores. Segundo o relatório, os envolvidos também estariam realizando cobranças de taxas na região e em áreas próximas — uma atividade característica da atuação de grupos milicianos. O documento registra ainda o impacto que a execução de Catatau teve dentro do próprio batalhão. Segundo o relato, o comandante da unidade chegou a informar a um policial militar que acompanhava as notícias divulgadas pela imprensa sobre a morte de Catatau que a suspeita era de que a milícia do Catiri estivesse por trás do crime. A informação recebida pelo Disque-Denúncia reforçava justamente essa hipótese: os milicianos apontados como envolvidos na execução estariam reunidos no momento em que comemoravam a morte de Catatau. O episódio, portanto, não aparece apenas como mais uma disputa entre criminosos pelo controle territorial. O relatório revela uma possível conexão entre a execução ocorrida dentro de um dos principais centros comerciais da Zona Oeste e a atuação de um grupo paramilitar que, segundo as investigações, mantinha domínio territorial, cobrava taxas e circulava fortemente armad

Suposto alvo de atiradores, ex-PM baleado em ataque em Nilópolis foi apontado como integrante de milícia que atuava na Baixada e no Rio

A nossa reportagem recebeu informação de que um ex-policial militar seria o suposto alvo dos autores do ataque ocorrido ontem nas proximidades da estação de Olinda, em Nilópolis, que deixou um morto e cinco feridos. Esse ex-PM, segundo o que saiu na imprensa, estaria internado no Hospital de Nova Iguaçu e seu quadro de saúde seria gravíssimo. Um levantamento feito pela nossa reportagem aponta que esse ex-policial militar, que tem o vulgo Mello,  foi apontado em investigação de 2021 como integrante de uma milícia que agia em Nilópolis, Mesquita e no bairro de Anchieta, na Zona Norte do Rio. O grupo, que era comandado por um vereador, praticava os crimes de homicídio, extorsão, corrupção e interceptação e distribuição clandestina de sinal de TV a cabo e de internet, além do comércio irregular de cigarros.  Mello tinha atitudes intimidatórias contra comerciantes, também estava envolvido com a exploração do serviço de mototáxi, recebendo quantias provenientes da cobrança de diárias efetuada junto aos mototaxistas e atuava na distribuição clandestina de sinal de TV a cabo e internet, conhecido como “gatonet” Ele também era um dos responsáveis pelo repasse de quantias arrecadadas da organização criminosa ao vereador que era chefe da quadrilha.  A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) foi investiga a morte de Yuri Dias Barreto, vítima fatal do ataque em Nilópolis. Outras cinco pessoas foram baleadas e socorridas para uma unidade de saúde. A ocorrência está em andamento e agentes já realizam diligências para identificar a autoria e circunstâncias do crime Imagens captadas pelas câmeras instaladas em pontos estratégicos da cidade estão sendo analisadas pelo Centro de Controle Operacional de Nilópolis (CCON) para subsidiar as investigações da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.

Apontado como elo entre a milícia de Curicica, TCP e PMs já havia sido preso junto com um policial suspeito de participar do Bonde do Zinho para invadir áreas em Santa Cruz

. Apontado em investigação como suposto elo entre a milícia de Curicica, Terceiro Comando Puro e PMs, Yuri Guimarães Soares chegou a ser preso com um policial reformado participando do Bonde de Zinho para invadir o Conjunto João 23, em Santa Cruz, há quase três anos. Yuri já estaria morto. Na ocasião, estavam com dois fuzis calibres 556 e 223, munições 556 e carregadores para fuzil. As informações de inteligência da época apontaram que o bonde do Zinho estava se equipando para uma empreitada da milícia. O PM dirigia o carro onde estava Yuri e as armas mas disse que estava fazendo uma corrida na ocasião. Já Yuri disse que os fuzis eram dele mas não revelou para onde iria levá-los. Negou que partiipava da milícia e que já tinha sido processado pelos crimes de porte ilegal de arma e assalto à mão armada; Para a Justiça, o armamento seria utilizado para “uma invasão as imediações da Avenida João XXIII, em Santa Cruz”, o que não ocorreu, por circunstâncias alheias, já que o grupo denominado “Bonde do Zinho” foi interceptado pelos agentes da lei. “Nas circunstâncias do crime, é notório que os acusados utilizavam o farto material bélico para manutenção do território da organização criminosa que atua em Santa Cruz e adjacências. Milícia está que aterroriza toda a comunidade.“Yuri e o PM foram condenados. Se sabe que a milícia do Boto que comanda Curicica chegou a ser aliada anos atrás do Bonde do Zinho. Aliança entre milícia e tráfico As investigações recentes do MPRJ apontaram uma aliança entre a milícia de Curicica e integrantes do TCP atuantes nos complexos da Maré e da Pedreira, baseada em um pacto de não agressão e cooperação operacional. O objetivo seria o apoio mútuo contra grupos rivais, especialmente o Comando Vermelho, além da facilitação do comércio ilícito de armas e drogas. Nesse contexto, Yuri Guimarães Soares, o “Lirow”, é apontado como elo entre a estrutura paramilitar e integrantes da facção criminosa. Outra característica destacada na denúncia é o comércio clandestino de armamentos de alto poder ofensivo, incluindo fuzis de calibres 5,56 mm, 7,62 mm e .223, além de pistolas e munições. Dois policiais militares, Jorge Anastácio Rodrigues Simões, lotado no 4º Batalhão da Polícia Militar, e Leo Carlos Araújo Santos, do 2º BPM, também foram denunciados por atuação no fornecimento e na intermediação de armas e munições destinadas à milícia de Curicica e ao TCP. Ao decretar as prisões preventivas, o Juízo destacou a gravidade concreta dos fatos, a estrutura armada da organização, o risco de reiteração criminosa e a necessidade de preservação da ordem pública.

Elo entre a milícia e o TCP estaria morto, segundo repórter. Aliança entre grupos e PMs é alvo de operação do MP

Segundo informações do repórter Bruno Assunção, Yuri Guimarães Soares, o “Lirow”, apontado pelo MPRJ como elo entre a milícia de Curicica e traficantes do TCP da Maré e da Pedreira foi morto no início deste mês, em Curicica, com vários disparos na região do rosto. Segundo o jornalista, Yuri teria sido morto pela própria milícia e foi sepultado no Cemitério do Caju Yuri aparece em investigação que culminou com operação hoje do MPRJ LEIA DETALHES O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou 20 pessoas investigadas por integrar núcleos ligados à milícia de Curicica e ao Terceiro Comando Puro (TCP). A denúncia, recebida pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, atribui aos denunciados os crimes de constituição de milícia privada, associação para o tráfico de drogas com emprego de arma de fogo e comércio ilegal de armas e munições de uso restrito. Nesta quinta-feira (27/08), a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, cumpre mandados de prisão contra os denunciados. Segundo a ação, a milícia de Curicica possui estrutura hierarquizada e divisão de tarefas. André Costa Bastos, conhecido como o “Boto” ou “Redbull”, mesmo preso no sistema penitenciário federal, seria o responsável pelo comando estratégico, enquanto Osmar Silva de Souza, o “Messi” ou “Novinho”, exerceria a liderança operacional do grupo. A organização teria como fontes de financiamento a cobrança de valores extorsivos de moradores e comerciantes, além da prática sistemática de roubos de veículos e cargas em Jacarepaguá e regiões próximas. Aliança entre milícia e tráfico As investigações também apontaram uma aliança entre a milícia de Curicica e integrantes do TCP atuantes nos complexos da Maré e da Pedreira, baseada em um pacto de não agressão e cooperação operacional. O objetivo seria o apoio mútuo contra grupos rivais, especialmente o Comando Vermelho, além da facilitação do comércio ilícito de armas e drogas. Nesse contexto, Yuri Guimarães Soares, o “Lirow”, era apontado como elo entre a estrutura paramilitar e integrantes da facção criminosa. Outra característica destacada na denúncia é o comércio clandestino de armamentos de alto poder ofensivo, incluindo fuzis de calibres 5,56 mm, 7,62 mm e .223, além de pistolas e munições. Dois policiais militares, Jorge Anastácio Rodrigues Simões, lotado no 4º Batalhão da Polícia Militar, e Leo Carlos Araújo Santos, do 2º BPM, também foram denunciados por atuação no fornecimento e na intermediação de armas e munições destinadas à milícia de Curicica e ao TCP. Ao decretar as prisões preventivas, o Juízo destacou a gravidade concreta dos fatos, a estrutura armada da organização, o risco de reiteração criminosa e a necessidade de preservação da ordem pública.

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