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Juninho Varão estaria supostamente cobrando taxas de motoristas de aplicativo em Nova Iguaçu, aponta denúncia

Informação ainda extra-oficial que circula na Internet aponta que o miliciano Gilson Ingrácio, conhecido como Juninho Varão estaria supostamente impondo uma taxa ilegal a motoristas de aplicativo que atuam em regiões sob domínio de sua facção na Baixada Fluminense A cobrança aconteceria nas proximidades de Cabuçu, KM32, Guandu, Valverde e outras localidades de Nova Iguaçu controladas pelo grupo. Segundo relatos de profissionais, estaria sendo exigido o pagamento de R$ 50,00 por semana para que possam realizar corridas na região;​ Quem se recusa a pagar sofre represálias: veículos são destruídos como forma de aviso;​ Em casos mais graves, motoristas são sequestrados e executados. A informação circula entre trabalhadores de aplicativo, que temem denunciar por medo de represálias. Até o momento, não há confirmação oficial de investigação policial divulgada publicamente.

PM é acusado de usar arma e distintivo para extorquir vítimas e tomar carro como “garantia” de pagamento

Um policial militar está sendo submetido a Conselho de Disciplina, procedimento que pode resultar em sua expulsão da corporação. O agente é acusado de participação em uma extorsão ocorrida em fevereiro de 2025, em Volta Redonda, no Sul Fluminense. De acordo com a denúncia, o caso ocorreu na manhã de 15 de fevereiro, no bairro Brasilândia. A vítima, identificada como Leonardo B.F.S., teria ido ao local combinado para entregar uma pomada anestésica utilizada em tatuagens, conhecida como Xilocaína. Ao chegar ao endereço, Leonardo teria sido surpreendido por um grupo de homens. Entre eles estaria o policial militar, que teria se aproximado portando uma arma de fogo e utilizando um distintivo, participando da abordagem intimidatória. Segundo a decisão judicial, Leonardo já conhecia o policial de antes, pois os dois frequentavam a mesma academia. Por esse motivo, a Justiça considerou segura a identificação feita pela vítima. Após a abordagem, os envolvidos teriam questionado Leonardo sobre a origem da Xilocaína e sobre o paradeiro de Iago H.V. Utilizando o próprio celular da vítima, eles teriam entrado em contato com Iago e o atraído para outro ponto da cidade. Quando Iago chegou, os dois homens teriam sido ameaçados, agredidos e pressionados a pagar uma elevada quantia em dinheiro. Segundo a acusação, as vítimas eram ameaçadas de prisão caso não entregassem o valor exigido. Como os dois não tinham o dinheiro, os envolvidos teriam tomado o veículo Kia Sportage pertencente a Leonardo e o mantido como garantia da vantagem econômica exigida. A conduta foi considerada pela Justiça como parte da dinâmica de uma extorsão qualificada. Justiça rejeitou alegações da defesa Durante o processo, Iago afirmou em juízo que não reconhecia o policial acusado. A Justiça, no entanto, entendeu que essa circunstância não afastava a autoria, diante do relato considerado firme de Leonardo e de outros elementos reunidos no processo. Entre as provas analisadas estavam os reconhecimentos realizados na fase policial e declarações prestadas por outros envolvidos durante a investigação, posteriormente confrontadas com as provas produzidas em juízo. A defesa sustentou fragilidade das provas, ausência de elementos que vinculassem o policial aos crimes e contradições nos depoimentos das vítimas. As alegações, porém, foram rejeitadas. Segundo o entendimento judicial, as divergências apontadas seriam periféricas e não comprometeriam o núcleo principal da acusação, especialmente em relação à abordagem, ao uso de arma de fogo e distintivo, à exigência de dinheiro e à tomada do veículo. Conselho vai avaliar permanência do PM na corporação O processo disciplinar instaurado pela Polícia Militar não terá como objetivo reavaliar a existência do crime, questão que cabe ao Poder Judiciário. O Conselho de Disciplina analisará os aspectos éticos e administrativos da conduta atribuída ao policial. A corporação deverá avaliar se, diante dos atos atribuídos ao militar, ele ainda reúne condições éticas e morais para permanecer em seus quadros. Segundo a acusação disciplinar, a conduta investigada seria incompatível com os deveres e valores esperados de um policial militar e representaria uma violação ao compromisso de servir e proteger a sociedade. Ao final do procedimento, o PM poderá ser absolvido na esfera administrativa ou sofrer sanções, incluindo a possibilidade de exclusão da corporação, conforme a conclusão do processo.

Depois de 14 anos, PM suspeito de cobrar propina de traficantes em Caxias foi expulso da corporação

A PM expulsou depois de 14 anos o terceiro sargento Dario Fabrício Barbosa da Silva suspeito de ter recebido propina de traficantes em Duque de Caxias. Os fatos foram apurados no âmbito da denominada “Operação Purificação”, repercutindo negativamente para a imagem da PMERJ. Interceptações telefônicas revelaram que o PM que tinha os vulgos de Chocolate ou Novato teria exigido propina dos traficantes Pit e RDcondicionando a devolução de veículo apreendido ao pagamento de valores e orientando o traficante a comparecer à “casa” (o DPO da Figueira) para “desenrolar melhor Entre os dias 04 e 14 de maio de 2012, o agente teria exigido e ajustou o recebimento de propina de traficantes da comunidade do Corte Oito,em Duque de Caxias, para abster-se da repressão ao tráfico, incumbindo-se de contatos telefônicos com os criminosos, de ameaças de retomada da repressão em caso de não pagamento e do recolhimento dos valores em diversas localidades, Por fim, entre 12 de abril e 21 de maio de 2012, recebeu, de forma reiterada e contínua,“arrego” periódico referente ao DPO da Figueira. Por conta destes fatos, o PM foi condenado três vezes pela Justiça.

Trabalhadores denunciam esquema de “arrego” a traficantes e milicianos para liberar entregas em favelas do Rio; dois processos expõem relatos chocantes

Uma ação trabalhista revelou denúncias que ultrapassam a discussão sobre direitos trabalhistas e expõem um suposto esquema envolvendo o pagamento de “arrego” para que caminhões de entrega pudessem circular em áreas dominadas por organizações criminosas no Estado do Rio de Janeiro. Os relatos foram feitos por trabalhadores que atuavam nas entregas e descrevem uma rotina marcada pelo medo, pela intimidação e pela convivência direta com homens armados. Segundo os depoimentos prestados à Justiça, a empresa teria estabelecido acordos com traficantes e milicianos para garantir o acesso às comunidades onde realizava suas operações comerciais. De acordo com uma das testemunhas ouvidas em juízo, o chamado “arrego” consistia na entrega de mercadorias a criminosos que controlavam essas regiões. O depoente afirmou que a prática beneficiava traficantes, milicianos e até policiais que atuariam nas localidades, permitindo que os caminhões continuassem realizando as entregas sem sofrer ataques ou impedimentos. A testemunha relatou que as equipes atendiam comunidades como Aliança, Dom Bosco e Grão Pará, em Nova Iguaçu, consideradas áreas de forte influência do crime organizado. Segundo o depoimento, quando o “acordo” deixava de ser cumprido, os trabalhadores eram impedidos de deixar a comunidade e permaneciam sob a vigilância de criminosos armados até que a situação fosse resolvida. O relato é um dos trechos mais impactantes do processo. Conforme a testemunha, motoristas e ajudantes ficavam literalmente sentados, cercados por homens armados, aguardando que representantes da empresa resolvessem o impasse com os criminosos responsáveis pelo controle territorial da região. As denúncias não partiram apenas do trabalhador que ajuizou a ação. Uma testemunha confirmou detalhadamente a existência desses supostos acordos e descreveu a dinâmica utilizada para garantir a entrada dos veículos nas comunidades. Já uma testemunha apresentada pela própria empresa reconheceu que o reclamante era responsável por uma rota que atendia a comunidade do Grão Pará, embora tenha afirmado não saber se havia pagamento de “arrego”. Ao analisar as provas, o juiz destacou que os relatos demonstram uma exposição completamente incompatível com qualquer ambiente de trabalho. Na sentença, o magistrado registrou que obrigar empregados a permanecerem em áreas dominadas por criminosos armados, aguardando a solução de conflitos envolvendo supostos pagamentos a grupos criminosos, extrapola qualquer risco normal da atividade profissional. A decisão afirma que a tensão psicológica vivida pelos trabalhadores, obrigados a aguardar uma “solução comercial” enquanto permaneciam sob a mira de armas de fogo, ultrapassa todos os limites de tolerância e configura grave violação aos direitos fundamentais do trabalhador. O magistrado também entendeu que, caso confirmadas essas circunstâncias, a empresa deixou de cumprir seu dever constitucional de proporcionar um ambiente de trabalho seguro, submetendo seus funcionários a um risco muito superior ao inerente à atividade de entrega de bebidas. Em razão desse conjunto de provas, a Justiça condenou a empresa ao pagamento de indenização por danos morais. No entanto, o trabalhador recorreu da decisão, sustentando que o valor fixado não é compatível com a gravidade das denúncias nem com o porte econômico da empresa. Mais do que uma discussão sobre verbas trabalhistas, o caso chama atenção pelo conteúdo dos depoimentos, que descrevem a suposta existência de negociações entre empresas privadas e grupos criminosos para viabilizar atividades comerciais em territórios dominados por facções e milícias. Os relatos apontam que os maiores prejudicados eram justamente os trabalhadores, obrigados a ingressar diariamente em áreas de alto risco e, segundo as testemunhas, abandonados à própria sorte sempre que os supostos acordos deixavam de ser cumpridos. As denúncias, registradas sob compromisso legal perante a Justiça do Trabalho, lançam luz sobre uma realidade frequentemente relatada por profissionais que atuam em comunidades dominadas pelo crime organizado: a de que, para manter suas operações, empresas acabam se submetendo às regras impostas por grupos armados, enquanto motoristas, ajudantes e entregadores são expostos a situações extremas de medo, coação e riscoA equipe do Fatos Policiais teve acesso a outro processo trabalhista que reforça denúncias semelhantes envolvendo a atuação de empresas em áreas dominadas pelo crime organizado no Estado do Rio de Janeiro. Na ação, um ex-funcionário afirma que foi obrigado a negociar diretamente com traficantes e milicianos para garantir a realização de entregas e ações comerciais em comunidades controladas por grupos criminosos. Segundo o trabalhador, a empresa delegava aos próprios empregados a responsabilidade de acertar com criminosos os valores e condições do chamado “arrego”, expondo vendedores e supervisores a um risco permanente de morte. O processo foi ajuizado em dezembro de 2023 e reúne uma série de acusações contra a empresa. Além de jornadas exaustivas, supressão de intervalos e outras irregularidades trabalhistas, o ponto mais grave da ação diz respeito às alegações de que funcionários eram utilizados como intermediários em negociações com traficantes e milicianos para viabilizar operações comerciais em territórios dominados por organizações criminosas. Em seu depoimento, o trabalhador afirmou que era obrigado a negociar “o percentual das doações” exigidas por criminosos para permitir a entrada das equipes nas comunidades. Segundo ele, a situação gerou tamanho abalo psicológico que passou a temer por sua própria vida, alterou sua rotina pessoal e afetou inclusive seu relacionamento familiar. Os relatos não ficaram restritos ao autor da ação. Uma testemunha confirmou em juízo que o chamado “arrego” correspondia a uma “taxa informal negociada entre a empresa e as comunidades para que pudesse fazer as vendas e as entregas”. Ainda segundo esse depoimento, quando o pagamento não era realizado, vendedores sofriam represálias impostas pelos criminosos. A testemunha revelou ainda um episódio que demonstra o nível de risco enfrentado pelos funcionários. Segundo declarou sob compromisso legal, chegou a permanecer retida por milicianos em Rio das Pedras até que o pagamento exigido fosse efetuado. O mesmo depoimento afirma que o supervisor da equipe — autor da ação — era quem costumava negociar diretamente com os criminosos e chegou a ir ao local para resolver o impasse. Outro trecho do processo chama atenção por indicar que a empresa tinha pleno conhecimento dos riscos enfrentados por seus empregados. Durante a audiência, o representante da companhia reconheceu que já haviam ocorrido episódios de violência relacionados à realidade das operações no Rio de Janeiro

Relatos apontam suposto aumento da ‘taxa de segurança’ e cobranças sobre água, energia e comércio em Rio das Pedras (milícia)

Circulam nas redes sociais denúncias de que moradores de Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio, teriam sido informados nesta semana sobre um aumento na chamada “taxa de segurança” cobrada na comunidade. Segundo as publicações, um comunicado teria sido distribuído aos moradores informando que a cobrança passará para R$ 80 mensais a partir do próximo mês. A informação foi compartilhada de forma anônima por um morador, que afirma já ter sido notificado por integrantes do grupo responsável pelas cobranças. Ainda de acordo com os relatos que circulam nas redes sociais, moradores também estariam sendo obrigados a pagar R$ 80 por cada caixa-d’água, R$ 70 pela chave dos portões da comunidade, R$ 150 de taxa de moradia — mesmo para imóveis próprios —, além de R$ 200 referentes ao fornecimento de energia e outros R$ 200 pelo abastecimento de água. As denúncias também apontam que comerciantes estariam sendo submetidos a cobranças semanais que variariam de acordo com o porte do estabelecimento. Conforme esses relatos, pequenos comerciantes pagariam até R$ 2 mil por semana, enquanto grandes comerciantes poderiam ser cobrados em valores que chegariam a R$ 50 mil semanais. Esse último valor, no entanto, ainda não pôde ser confirmado de forma independente. Além disso, comerciantes também estariam sendo obrigados a pagar taxas sobre diversos produtos comercializados, como farinha, lâminas de barbear, gaiolas para pássaros, carvão, entre outros. As informações têm caráter extraoficial e são baseadas em denúncias e relatos divulgados nas redes sociais, não havendo, até o momento, confirmação oficial sobre os fatos. Rio das Pedras viveu nas últimas semanas um acirramento das disputas entre a milícia e o Comando Vermelho com dias sucessivos de tiroteios e casas atingidas por granadas lançadas por drones. A comunidade estaria sendo controlada em conjunto entre milicianos e traficantes do Terceiro Comando Puro.

Bandido que foi morto em ‘tribunal do CV’ na Penha teve que deixar favela após matar ex-namorada. Ele comandou esquema que misturava tráfico, roubos de carga e extorsão no Rio; investigação aponta cobrança de até R$ 10 mil a comerciantes

Segundo documento de investigação que a reportagem teve acesso, o traficante Dalton Vieira Santana, o DT, que foi morto em um suposto tribunal do tráfico do Comando Vermelho neste fim de semana, teve que deixar a Favela Kelsons, na Penha, depois do assassinato da sua ex-namorada Bianca Lourenço, de 24 anos, em 2021.Quem assumiu no seu lugar foi um bandido conhecido como Maçã, que acabaria morto anos depois também em um ‘tribunal do tráfico’.DT foi o responsável pela estruturação do esquema que continuou operando com outros nomes à frente da facção O modelo operacional do grupo era baseado na integração entre tráfico de drogas, roubo de cargas e extorsão de comerciantes. De acordo com os depoimentos colhidos, ele exercia papel de comando, determinando ações do grupo e influenciando diretamente a dinâmica criminosa na região.outros nomes à frente da facção. Mesmo após sua saída, a investigação sustenta que o modelo criminoso por ele associado permaneceu ativo, com divisão de funções entre traficantes, executores de roubos, receptadores e operadores logísticos responsáveis pelo escoamento de cargas roubadas. ESQUEMA NO MERCADO SÃO SEBASTIÃO: ARROMBAMENTOS, CAMINHÕES E EXTORSÃO EM SÉRIE O núcleo mais detalhado do esquema descrito nos autos envolve o entorno do Mercado São Sebastião e empresas próximas, onde comerciantes passaram a relatar uma sequência de arrombamentos seguidos de cobranças extorsivas. Uma das testemunhas afirmou que o padrão criminoso começava com um ataque de grande impacto: galpões e lojas eram arrombados durante a madrugada, com quebra de paredes, portas e sistemas de segurança. Em um dos casos, foi relatado que os criminosos subtraíram praticamente todo o estoque de uma empresa, causando prejuízo estimado em mais de R$ 300 mil, além de danificar estrutura física do local. Logo após esses ataques, segundo os depoimentos, começavam as ligações telefônicas com exigências de pagamento. As primeiras cobranças chegaram a cerca de R$ 10 mil, apresentadas como condição para que os comerciantes pudessem “trabalhar em paz” na região. Com a negativa das vítimas, os valores passaram a ser reduzidos gradualmente durante as conversas, até chegar em torno de R$ 2 mil mensais, valor que seria pago de forma recorrente para evitar novos roubos e invasões. As testemunhas relataram que não se tratava de uma cobrança única, mas de um sistema contínuo de pressão: os criminosos ligavam diversas vezes, insistindo na “negociação”, alternando ameaças e promessas de cessar os ataques caso o pagamento fosse aceito. Em alguns relatos, as vítimas afirmaram que não chegaram a efetuar pagamento, mas que as ligações tiveram efeito imediato no funcionamento dos estabelecimentos, levando comerciantes a: fechar lojas mais cedo por medo de novos ataques; reforçar segurança privada; reduzir circulação de mercadorias;suspender atividades temporariamente após os episódios. DINÂMICA DOS ROUBOS: CAMINHÕES, VAN E TRANSPORTE PARA DENTRO DA KELSON Além das extorsões, os depoimentos descrevem a logística dos roubos de carga como parte essencial do esquema. Segundo testemunhas e policiais, os crimes ocorriam principalmente na Avenida Brasil, onde caminhões, vans e veículos de carga eram interceptados por criminosos armados. Após a subtração, os veículos eram direcionados para dentro da Comunidade da Kelson. Em um dos relatos, foi mencionado o uso de dois caminhões, uma van e diversas motos para transportar mercadorias roubadas de um grande galpão. Após o arrombamento, os veículos teriam seguido em direção à comunidade, conforme identificado por marcas de pneus e análise de imagens de câmeras de segurança. Dentro da Kelson, os caminhões eram descarregados e as mercadorias imediatamente distribuídas entre integrantes do grupo, que participavam do escoamento, separação e ocultação dos produtos roubados. As investigações apontam que esse fluxo era recorrente, com múltiplos episódios semelhantes na mesma região, envolvendo desde alimentos e ferramentas até grandes volumes de mercadorias de alto valor. EXTORSÃO COMO “SEGUNDA FASE” DO CRIME O ponto central destacado nos depoimentos é que a extorsão não ocorria de forma isolada, mas como continuação direta dos roubos. Segundo uma das testemunhas, o padrão era sempre o mesmo: Primeiro vinha o roubo ou arrombamento com grande prejuízo;Em seguida, surgiam os contatos telefônicos;Os criminosos apresentavam a cobrança como forma de “evitar novos ataques”;O valor era inicialmente alto e depois reduzido para parecer uma negociação. Uma das falas resumiu a dinâmica como uma estratégia de intimidação progressiva: o grupo causava o dano e depois oferecia a solução mediante pagamento mensal. CONTEXTO GERAL DO ESQUEMA A investigação aponta que a Comunidade da Kelson funcionava como base territorial de uma organização criminosa voltada simultaneamente para tráfico de drogas, roubo de cargas e extorsão de comerciantes. A estrutura incluía líderes, operadores de rua, responsáveis pelo transporte de cargas, vigilância armada e receptadores. Depoimentos também indicam a utilização de rádios transmissores para comunicação interna e controle da movimentação de veículos na região. O conjunto de provas reunido — incluindo depoimentos de policiais civis, militares e testemunhas civis — foi considerado convergente no sentido de demonstrar a existência de uma organização criminosa estável, com atuação contínua e divisão de tarefas, tendo Dalton como uma das figuras centrais da estrutura original.

Presidente de associação de moradores foi denunciada sob suspeita de atuar como tesoureira do TCP em Vargem Grande. Moradores são obrigados a pagar taxas e por serviços

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou a presidente de uma associação de moradores de uma comunidade em Vargem Grande sob a acusação de integrar a estrutura de arrecadação financeira do Terceiro Comando Puro (TCP), uma das facções criminosas que disputam o controle territorial na Zona Oeste da capital. Segundo a denúncia, a investigada exerceria função central dentro do esquema de extorsão imposto pelo grupo, atuando como responsável pela arrecadação e controle de valores pagos por moradores, comerciantes e prestadores de serviço. Na prática, ela seria apontada como uma espécie de tesoureira da organização criminosa na região. De acordo com o Ministério Público, o TCP mantém na área uma estrutura criminosa estável, hierarquizada e permanente, baseada no chamado “domínio social estruturado”, em que o grupo exerce controle sobre o território e sobre a rotina da população local por meio de violência, intimidação e coerção econômica. A denúncia detalha que o esquema não se limita ao tráfico de drogas. Além da atividade ilícita principal, a facção também impõe uma rede de cobranças ilegais que atinge diretamente a população civil. Moradores e comerciantes seriam obrigados a pagar taxas mensais sob ameaça de agressões, expulsão e retaliações, em um sistema paralelo de cobrança que substitui serviços públicos e regula atividades econômicas dentro da comunidade. Entre as cobranças relatadas estão taxas sobre fornecimento de energia elétrica, água e internet, além de valores exigidos em transações imobiliárias, como compra, venda e ocupação de imóveis na região. Segundo a acusação, o não pagamento dessas quantias poderia resultar em punições impostas pelos criminosos, incluindo ameaças diretas e violência física. A investigação aponta que a denunciada teria papel relevante na operacionalização desse sistema, sendo responsável por recolher e organizar os valores arrecadados, funcionando como elo entre os moradores e a estrutura financeira da facção. A atuação dela, segundo o Ministério Público, ajudaria a garantir a regularidade da arrecadação e a manutenção do fluxo de dinheiro dentro da organização. A denúncia foi embasada em informações colhidas durante uma operação policial realizada por agentes da 42ª DP, com apoio do 31º BPM, na comunidade apontada como área de influência do TCP. Durante a ação, policiais receberam relatos de moradores que optaram por não se identificar por medo de represálias. Esses depoimentos indicavam que a dirigente comunitária teria participação direta no recolhimento das taxas impostas pelo grupo criminoso. Além das informações obtidas em campo, o Ministério Público menciona que investigações anteriores já vinham recebendo comunicações anônimas por meio do Disque-Denúncia, relatando a existência de um sistema de extorsão estruturado na região. Esses relatos apontariam a cobrança sistemática de valores sob ameaça, incluindo taxas relacionadas a serviços básicos e a atividades comerciais. A acusação também cita a existência de vínculos entre a estrutura local e outros integrantes da facção, que seriam responsáveis por dar suporte ao esquema de dominação territorial e pela aplicação das regras impostas pelo grupo criminoso. A organização, segundo a peça acusatória, atua de forma hierarquizada, com divisão de tarefas entre membros responsáveis pela vigilância, cobrança, intimidação e controle financeiro. A denunciada foi localizada durante a operação policial e encaminhada à delegacia. Ela responde a ação penal na 34ª Vara Criminal da Capital. O Ministério Público sustenta que o conjunto de elementos indica a existência de uma estrutura criminosa consolidada na região, na qual funções como arrecadação, coerção e controle territorial estariam distribuídas entre diferentes integrantes, permitindo a manutenção do domínio da facção sobre a comunidade. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça, e a defesa poderá se manifestar no curso do processo.

Quem são os frentes do TCP no Complexo de São Carlos alvos de operação da Polícia Civil; denúncias de extorsão contra comerciantes e moradores anunciadas como novidade pela imprensa carioca se arrastam há anos

pontados como os principais responsáveis pelo comando do Terceiro Comando Puro (TCP) no Complexo de São Carlos, os traficantes conhecidos pelos apelidos de “Parazão”, “Empada” e “Cheru” estão no centro de uma investigação que revela uma estrutura criminosa muito mais ampla do que o tráfico de drogas. Subordinados diretamente ao traficante “Coelho”, apontado pela polícia como chefe da facção na comunidade mesmo estando preso, os três são acusados de administrar um esquema que há anos acumula denúncias de extorsão contra comerciantes, expulsão de moradores de suas casas, sequestros para transferências via Pix, roubos e lavagem de dinheiro. Formado pelos morros do São Carlos, Mineira, Zinco e Querosene, o Complexo de São Carlos é considerado uma das principais fortalezas do TCP na capital fluminense. Segundo as investigações, os chamados “frentes” da facção dividem entre si áreas estratégicas da comunidade e seriam responsáveis pela gestão das atividades criminosas que movimentam milhões de reais para a organização. As acusações envolvendo o grupo não são recentes. Há anos comerciantes da região denunciam a imposição de taxas ilegais cobradas pela facção para permitir o funcionamento de estabelecimentos comerciais. De acordo com a Polícia Civil, quem se recusava a pagar os valores exigidos corria o risco de sofrer ameaças, represálias e até ser impedido de trabalhar. As investigações apontam ainda que o TCP expandiu sua influência para setores que nada têm a ver com o tráfico de drogas. A facção passou a exercer controle sobre serviços como internet, gás e outras atividades econômicas dentro das comunidades dominadas, criando uma fonte permanente de arrecadação e aumentando seu poder sobre a população local. Outro ponto considerado gravíssimo pelos investigadores envolve a expulsão de moradores de seus próprios imóveis. Segundo a apuração, famílias eram ameaçadas por criminosos armados e obrigadas a abandonar suas residências. Após a saída forçada, os imóveis passavam a ser ocupados por integrantes da organização ou por pessoas ligadas ao grupo, fortalecendo o patrimônio da facção e ampliando seu domínio territorial. A atuação criminosa também se estendia para fora dos limites da comunidade. Nas regiões do Estácio, Cidade Nova e arredores, criminosos ligados ao Complexo de São Carlos são apontados como responsáveis por roubos de veículos, celulares e cargas. Entre os crimes investigados está uma modalidade que tem se tornado cada vez mais frequente no Rio de Janeiro: os sequestros para transferências bancárias via Pix. Segundo a Polícia Civil, vítimas eram abordadas nas ruas e levadas para dentro da comunidade, onde permaneciam sob ameaça de traficantes armados até realizarem transferências para contas controladas pela organização criminosa. Em alguns casos, os criminosos esvaziavam completamente as contas bancárias antes de libertar as vítimas. De acordo com os investigadores, traficantes do Complexo de São Carlos figuram entre os principais responsáveis pelos roubos de cargas e veículos registrados na área da 6ª DP e em regiões vizinhas, utilizando parte desses recursos para financiar as atividades da facção. As apurações também identificaram um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro utilizado para ocultar os lucros obtidos com o tráfico, as extorsões, os roubos e os sequestros. Empresas de fachada e pessoas utilizadas como laranjas teriam sido empregadas para movimentar recursos ilícitos e reinseri-los na economia formal sem levantar suspeitas. Mas um dos aspectos que mais chamou a atenção dos investigadores foi a descoberta de uma estrutura específica destinada ao comércio ilegal de armas de fogo. Segundo a Polícia Civil, integrantes da organização não atuavam apenas como operadores financeiros ou administradores do patrimônio da facção. Parte do grupo exercia funções ligadas à negociação, intermediação e aquisição clandestina de armamentos destinados ao fortalecimento do arsenal do TCP. As investigações apontam que essa rede era responsável por abastecer comunidades dominadas pela facção, garantindo a chegada de armas utilizadas para sustentar o controle territorial exercido pelo grupo criminoso. Para os investigadores, o esquema de armamentos era peça fundamental para manter o poder da organização, permitindo a imposição de taxas ilegais, a intimidação de comerciantes, a expulsão de moradores de imóveis e a prática de outros crimes sob a proteção de criminosos fortemente armados. A suspeita é que alguns dos investigados funcionassem como elo entre fornecedores de armamento e lideranças da facção, fortalecendo o aparato bélico utilizado pelo TCP tanto na defesa de seus pontos de venda de drogas quanto em disputas territoriais e ações criminosas realizadas fora das comunidades. Operação desta sexta-feira Foi justamente para atingir essa engrenagem financeira, patrimonial e operacional que policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) deflagraram nesta sexta-feira (12) uma operação interestadual contra integrantes do Terceiro Comando Puro ligados ao Complexo de São Carlos. A ação mobilizou equipes do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo para o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra investigados apontados como integrantes da estrutura criminosa. A ofensiva conta com apoio de agentes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Com base nas provas reunidas ao longo da investigação, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 60 milhões, além do sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens que, segundo os investigadores, teriam sido adquiridos com recursos provenientes das atividades criminosas. De acordo com a Polícia Civil, o objetivo da operação é desarticular a estrutura financeira da facção, atingir o patrimônio acumulado pelo grupo, enfraquecer o esquema de lavagem de dinheiro e desmontar a rede utilizada para abastecer o TCP com armamentos. As investigações continuam e novas diligências não estão descartadas. A expectativa dos investigadores é que a ofensiva represente um duro golpe contra uma das principais bases operacionais do Terceiro Comando Puro na Região Central do Rio, onde, segundo a polícia, o tráfico de drogas convive há anos com extorsões, sequestros para Pix, invasões de imóveis, roubos e um sofisticado esquema de movimentação de dinheiro e armas. V

Farinha de trigo vira novo filão do crime: investigação revela que maior milícia da Baixada Fluminense já monopolizava produto muito antes das recentes operações policiais

As recentes ações das forças de segurança contra esquemas de venda ilegal de farinha de trigo explorados por milicianos e traficantes no estado do Rio de Janeiro jogaram luz sobre um negócio que movimenta milhões de reais longe dos holofotes. Mas documentos judiciais mostram que esse mercado clandestino já era explorado por grupos criminosos há pelo menos um ano. Um processo que tramita na 1ª Vara Criminal Especializada em Organizações Criminosas revela que integrantes da chamada “Milícia do Varão”, que atua em Seropédica, já controlavam a comercialização de farinha de trigo desde 2025, obrigando comerciantes a comprar o produto exclusivamente de fornecedores ligados ao grupo criminoso. A milícia do Varão ´é o maior grupo paramilitar da Baixada Fluminense sendo comandada por Gilson Ingrácio de Souza Júnior, o Juninho Varão,. A descoberta reforça a suspeita das autoridades de que o domínio sobre produtos básicos de consumo se tornou uma das principais fontes de arrecadação das organizações criminosas, ao lado da extorsão, da venda irregular de gás, água e internet. Monopólio criminoso Segundo a denúncia do Ministério Público, a milícia impunha um verdadeiro monopólio econômico na região do Jardim Maracanã, em Seropédica. Os comerciantes não tinham liberdade para escolher fornecedores. De acordo com as investigações, eram obrigados a adquirir farinha de trigo, gás, água, carvão e materiais elétricos de empresas e pessoas ligadas ao grupo criminoso. A organização também cobrava taxas periódicas dos estabelecimentos da região. Para os investigadores, o esquema funcionava como uma espécie de “imposto paralelo” imposto pela milícia sobre a economia local. Cobrança de taxas e domínio territorial De acordo com a denúncia, três milicianos atuavam de forma organizada dentro da estrutura criminosa. Pablo seria responsável por recolher os valores arrecadados e repassá-los para integrantes de escalões superiores da milícia. Mateus realizaria as cobranças diretamente nos estabelecimentos comerciais e receberia pagamento semanal para desempenhar essa função. Já Thiago seria o motorista utilizado pelo grupo durante as incursões para arrecadação de dinheiro e cobranças de comerciantes. As investigações apontam que os criminosos percorriam os estabelecimentos utilizando um Volkswagen Fox preto para recolher valores referentes à chamada “taxa de segurança”. Somente no dia da prisão dos acusados, segundo o Ministério Público, cerca de R$ 1 mil teriam sido arrecadados dos comerciantes da região. Farinha de trigo entra na mira das autoridades O caso ganha relevância justamente em um momento em que as autoridades intensificam operações contra esquemas semelhantes envolvendo a comercialização de farinha de trigo. Nos últimos meses, investigações passaram a apontar que milicianos e traficantes vêm ampliando sua atuação para além das atividades criminosas tradicionais, buscando controlar setores inteiros da economia em comunidades e bairros sob sua influência. A farinha de trigo passou a chamar a atenção dos investigadores por se tratar de um produto amplamente utilizado por padarias, pizzarias, confeitarias e pequenos comerciantes, garantindo fluxo constante de arrecadação para grupos criminosos. Prisões mantidas pela Justiça Os três acusados tiveram as prisões mantidas durante o andamento do processo. Segundo o Ministério Público, eles integrariam uma organização paramilitar conhecida como “Milícia do Varão”, apontada como responsável por extorsões sistemáticas e pelo controle econômico de diversos serviços e produtos na região. A denúncia foi recebida pela Justiça e os acusados respondem por constituição de milícia privada e extorsão. O caso é mais uma evidência de uma tendência observada pelas forças de segurança: organizações criminosas cada vez menos dependentes apenas do tráfico de drogas e cada vez mais interessadas em controlar mercados inteiros de produtos essenciais, transformando itens comuns do dia a dia, como a farinha de trigo, em instrumentos de poder e lucro para o crime organizado. Base operacional A DRACO tem a informação de que Condomínio Jardim Guandu, no Município de Nova Iguaçu, é a base operacional da milícia  com registros reiterados de atuação armada, controle territorial e imposição de domínio à população local,.

Cobranças, ameaças e medo: como agia a milícia apontada por moradores após assassinato de comerciante em Belford Roxo

A morte do comerciante Leonel Braga da Silva, assassinado a tiros em Nova Aurora, Belford Roxo, trouxe novamente à tona as denúncias sobre a atuação da milícia que há anos é alvo de investigações da Polícia Civil e do Ministério Público na região. Familiares da vítima afirmam que Leonel teria sido morto após se recusar a pagar uma taxa de R$ 100 exigida por criminosos para permitir o funcionamento de seu lava jato. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga a motivação do crime e não descarta nenhuma hipótese. O que já consta em investigações do Ministério Público, porém, é que a região onde o comerciante foi executado possui um histórico de denúncias envolvendo extorsões sistemáticas contra comerciantes, praticadas por integrantes da chamada “Milícia do Babi”, organização criminosa que já foi alvo de operações policiais e procedimentos do MPRJ. Cobrança porta a porta Documentos do Ministério Público revelam que policiais da P2 flagraram, em janeiro deste ano, um homem apontado como cobrador da milícia realizando arrecadações em diversos estabelecimentos comerciais de Nova Aurora. Segundo a denúncia, o esquema funcionava de forma simples e eficiente: um integrante da organização, normalmente desarmado, percorria os comércios recolhendo dinheiro dos proprietários. A ameaça era indireta, mas clara. De acordo com informações obtidas pela inteligência policial, os comerciantes eram informados de que, caso não efetuassem os pagamentos exigidos, a cobrança passaria a ser feita de forma violenta pelos chefes da organização criminosa. Durante a ação policial, os agentes afirmaram ter observado o suspeito entrando em diversos estabelecimentos, recolhendo valores e seguindo para o comércio seguinte. Após a abordagem, dinheiro em espécie e um aparelho celular foram apreendidos. Comerciantes dominados pelo medo A investigação revelou ainda um dos aspectos mais marcantes da atuação da milícia: o silêncio imposto às vítimas. Conforme relatado pelo Ministério Público, comerciantes confirmaram informalmente aos policiais que o homem atuava como arrecadador da organização criminosa. No entanto, quando foram convidados a prestar depoimento formal na delegacia, recusaram-se por medo de represálias. O receio de denunciar os criminosos é apontado por investigadores como uma das principais ferramentas utilizadas pela milícia para manter o controle territorial e financeiro da região. Taxas variavam conforme o tamanho do negócio As investigações apontam que os valores cobrados não eram fixos. Segundo o Ministério Público, as taxas semanais eram calculadas de acordo com o porte do estabelecimento e a capacidade de faturamento de cada comerciante. Entre as vítimas identificadas na investigação estavam proprietários de drogarias, oficinas mecânicas, lojas de ração, bazares e outros pequenos empreendimentos da região. O dinheiro arrecadado seria repassado a integrantes da estrutura financeira da milícia, que posteriormente prestariam contas aos líderes da organização. Grupo já era monitorado por autoridades A própria denúncia do Ministério Público destaca que existiam indícios de atuação de milícia privada na região e que as investigações deveriam prosseguir para identificar outros integrantes da organização criminosa. Na ocasião, os promotores solicitaram inclusive a quebra do sigilo de dados do celular apreendido com o suspeito para aprofundar a apuração sobre o funcionamento da quadrilha, sua contabilidade, forma de arrecadação e cadeia de comando. Morte reacende denúncias Agora, após o assassinato de Leonel Braga da Silva, moradores e familiares voltam a apontar a atuação da milícia como pano de fundo para a violência em Nova Aurora. Além da suposta cobrança de taxa para funcionamento do lava jato, parentes relatam que criminosos já teriam demonstrado interesse em adquirir o estabelecimento do comerciante anteriormente, proposta que teria sido recusada. A DHBF busca imagens de câmeras de segurança e outras provas que possam esclarecer a autoria e a motivação do homicídio. Enquanto a investigação avança, o caso lança novamente luz sobre um modelo de atuação que, segundo autoridades, se sustenta por meio de cobranças sistemáticas, intimidação de comerciantes e controle econômico de áreas inteiras da Baixada Fluminense.

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