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Terceiro Comando Puro

Dias antes da morte de menino em Costa Barros, Justiça havia decretado prisão de traficante dono de festa da onde teria partido o tiro e de toda a cúpula do crime na Pedreira (TCP)

Em meio as suspeitas de que a bala que matou o menino Bento Costa Petillo Benze, de 12 anos, no Morro da Quitanda, em Costa Barros, tenha partido de uma festa, em comemoração ao aniversário do chefe do tráfico de drogas da região, Douglas Oliveira dos Santos, vulgo “Pudim ou Palmeiras, a Justiça decretou no último dia 27 a prisão deste bandido e de outros cinco bandidos que integram a linha de frente do tráfico no Complexo da Pedreira pelo crime de organização criminosa. O documento revela também a hierarquia do crime no Complexo da Pedreira. A investigação aponta a liderança de Raro (preso) apontado como “dono” da área e responsável por ordens e gestão da organização; a atuação de Coelho como braço armado e segundo na hierarquia; a função de “frente” exercidas por Morcego ou Cego e Menor D, com atuação operacional nas comunidades; a liderança de Neném em grupo armado próprio e de Pudim apontado como responsável pela comunidade da Quitanda. O inquérito policial apontou a existência de organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas e hierarquia definida, voltada à prática de diversos crimes graves Sobre a morte de Bento, o tiro atingiu o peito do menino enquanto ele brincava na quadra do condomínio, localizado na Rua Capitão Gouveia.Bento estava na companhia do irmão, de 13 anos, que presenciou o momento em que ele foi baleado. A comunidade fica a 2 quilômetros de onde o garoto foi atingido.

Entre ataques do CV e alianças com o TCP, rumores indicam nova tentativa de pacto entre as maiores milícias do RJ

Novamente circula boatos de que as duas maiores milícias do Rio de Janeiro_ a comandada por PL (sucessor de Zinho) e Juninho Varão_ estariam negociando um suposto acordo de paz num momento de novas guerras com o Comando Vermelho. Isso já ocorreu no início do ano e acabou sendo quebrado em razão da morte do miliciano Jiraya, executado com vários tiros em Nova Iguaçu. Em razão do fim do suposto acordo, vários outros homicídios ocorreram na época. O que foi publicado é que esse suposto novo acordo só sairia se PL aceitar devolver as áreaS tomadas da milícia do Waguinho em Santa Cruz, como o Conjunto João 23. Waguinho é aliado de Varão. O supotos acordo incluiria a milícia do Rio das Pedras, em Jacarepaguá, constantemente ameaçada pelo Comando Vermelho. Em meio a esse burburinho, há informações que PL teria firnado uma aliança com traficantes do Terceiro Comando Puro tanto da Zona Oeste da capital fluminense como na Baixada e estaria ordenando vários homicídios dentro da sua própria quadrilha como forma de ‘cobrança interna’, Essas supostas mortes teriam ocorrido em Guaratiba e também em Itaguaí. Em Itaguaí, o grupo sofre com ataques do Comando Vermelho principalmente em Chaperó, base da quadrilha na cidade. Por conta disso, seus homens teriam se refugiado no Morro do Carvão, área do TCP. Juninho Varão também está em guerra com o CV em Nova Iguaçu. Semana passada foram registrados confrontos no Grão Pará.

Muito além do esconderijo: captura de chefe do Bonde do Maluco na Vila Aliança expõe parceria entre TCP e facção do Nordeste para armas, drogas e logística criminosa”

A prisão de Iago Santiago dos Santos, conhecido pelos apelidos de “Carioca” ou “Sábio”, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças da facção Bonde do Maluco (BDM), de Pernambuco e Bahia, lança luz sobre uma relação cada vez mais ampla entre grupos criminosos de diferentes estados e o Terceiro Comando Puro (TCP), uma das maiores facções do Rio de Janeiro. Capturado nesta quarta-feira por agentes da Polícia Civil em uma operação com apoio do Projeto Captura, coordenado pelo Ministério da Justiça, Iago estava escondido na comunidade Vila Aliança, na Zona Oeste do Rio. Segundo as investigações, ele desembolsava cerca de R$ 3 mil por semana para permanecer protegido na região sob influência do TCP. O pagamento, segundo fontes da investigação, não representa apenas uma espécie de “aluguel” para permanecer na comunidade, mas evidencia uma estrutura criminosa que ultrapassa fronteiras estaduais e demonstra o grau de cooperação entre facções que atuam em diferentes regiões do país. Aliança criminosa vai além do refúgio Embora o caso tenha chamado atenção pelo valor pago para permanecer escondido no Rio, documentos de investigações apontam que a relação entre o BDM e o TCP é muito mais profunda do que a simples concessão de abrigo a foragidos. Segundo relatórios produzidos por autoridades que investigam a organização criminosa baiana, o BDM mantém articulação direta com facções do Sudeste, especialmente o TCP fluminense. A parceria envolveria não apenas a circulação de criminosos entre estados, mas também apoio logístico, operacional e intercâmbio de integrantes. As apurações indicam que a organização criminosa baiana utiliza essas conexões para obter acesso a carregamentos de drogas e armamentos de alto poder de fogo, além de contar com suporte para deslocamento e ocultação de integrantes procurados pela Justiça. Nesse cenário, o Rio de Janeiro se transformou em um dos principais destinos para criminosos de outros estados que buscam proteção em territórios controlados por facções armadas. Guerra entre facções e série de homicídios Iago possuía três mandados de prisão por homicídio expedidos pelos estados da Bahia e Pernambuco. Ele também é investigado por envolvimento em mais de 13 assassinatos relacionados à disputa entre grupos criminosos nas cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA). As investigações apontam ainda sua participação no fornecimento de armas, veículos e apoio logístico para ações criminosas. A captura do suspeito ocorre em meio ao avanço das operações voltadas à localização de criminosos que deixam seus estados de origem e passam a utilizar comunidades do Rio como esconderijos estratégicos. Estrutura semelhante à de organizações mafiosas Relatórios de inteligência descrevem o BDM como uma das maiores organizações criminosas da Bahia, com presença em diversas regiões do estado e uma estrutura considerada sofisticada pelas autoridades. Segundo as investigações, a facção exerce domínio territorial sobre comunidades vulneráveis, impondo controle sobre moradores e explorando atividades ilícitas que vão além do tráfico de drogas. Entre elas estariam extorsões, cobrança de taxas de comerciantes, exploração de serviços clandestinos de transporte, fornecimento irregular de energia elétrica e redes ilegais de internet e televisão. As autoridades também destacam o uso recorrente da violência para consolidar poder nas áreas dominadas, incluindo torturas, espancamentos e homicídios, além da utilização de armamentos de uso restrito. Rio segue atraindo criminosos de outros estados A prisão de Iago reforça uma realidade já identificada por órgãos de segurança: facções de diferentes estados vêm fortalecendo alianças para garantir rotas de tráfico, proteção de integrantes e expansão de suas atividades criminosas. O fato de um líder do BDM estar escondido em território controlado pelo TCP, pagando valores semanais para permanecer na comunidade, é apontado por investigadores como mais um indício da integração crescente entre organizações criminosas que atuam em diferentes regiões do país, tornando o combate a essas estruturas um desafio cada vez mais complexo para as forças de segurança.

“Testemunhas detalham atuação de grupo de extermínio ligado ao TCP: execuções, ‘botes’ e mortes sob encomenda” para milícia, tráfico e contravenção

Recentemente, nossa reportagem publicou uma matéria informando que traficantes do Terceiro Comando Puro foram contratados para cometer um assassinato para pessoas ligadas ao bicheiro Rogério Andrade. Depoimentos prestados à Justiça e documentos de investigações da Delegacia de Homicídios revelam detalhes da atuação do grupo de extermínio formado por esses traficantes que, segundo investigadores, realizava assassinatos sob encomenda para diferentes setores do crime organizado no Rio de Janeiro. No centro das investigações aparecem Jhonathan Borges dos Reis, conhecido como “Esquilo”, já morto, e Caio Siqueira Ribeiro, o “Caio Piloto”, apontados por policiais civis como uma dupla especializada em execuções. Segundo os relatos reunidos nos processos, eles não estariam vinculados exclusivamente a uma única organização criminosa. Pelo contrário: a dupla teria prestado serviços para milicianos, traficantes e até integrantes da contravenção, funcionando como verdadeiros pistoleiros de aluguel. “Matavam para quem contratasse” Um dos trechos mais impactantes dos depoimentos foi dado pelo delegado Leandro Teixeira Costa, que atuou nas investigações. Segundo ele, as apurações apontaram que a dupla construiu uma reputação de extrema violência na Zona Oeste. “Eles começaram a se envolver com o crime e começaram a matar por aluguel, indiscriminadamente. Matavam para a milícia, matavam para o tráfico, quem contratasse eles matavam”, afirmou o delegado em juízo. A declaração reforça a suspeita de que o grupo não possuía fidelidade a uma única facção ou estrutura criminosa, atuando conforme os interesses de quem estivesse disposto a pagar pelas execuções. Execuções em série De acordo com os investigadores, diversas equipes da Delegacia de Homicídios chegaram ao nome da dupla durante apurações distintas. O modus operandi era praticamente sempre o mesmo. As vítimas eram surpreendidas por uma motocicleta. Caio conduzia o veículo e Esquilo ocupava a garupa. Quando se aproximavam do alvo, os disparos eram efetuados rapidamente e os criminosos fugiam logo em seguida. O apelido “Caio Piloto”, segundo os próprios investigadores, surgiu justamente porque ele seria o responsável por conduzir motos e carros utilizados nas execuções. “Sempre que o Esquilo estava, o Caio estava junto pilotando”, relatou o delegado responsável pelas investigações. Morte de policiais entrou no radar da DH A gravidade das suspeitas aumentou quando os nomes da dupla passaram a aparecer em investigações relacionadas ao assassinato de agentes de segurança. Segundo depoimentos prestados à Justiça, Esquilo tornou-se alvo prioritário após ser apontado como envolvido em crimes contra policiais. Um dos investigadores afirmou que uma operação da Delegacia de Homicídios voltada para casos envolvendo agentes de segurança foi desencadeada justamente após a morte de policiais. “O que gerou a prisão dele foi a morte de um policial militar e de um policial penal”, declarou o delegado Leandro Costa durante audiência. As investigações também apontavam que, após os assassinatos, armas das vítimas teriam sido levadas pelos criminosos. Ligação com a contravenção Além da atuação para milicianos e traficantes, os investigadores também citaram envolvimento da dupla em crimes relacionados à contravenção. Um policial civil afirmou em juízo que Esquilo era tratado nas investigações como um matador profissional. “Era um matador até de aluguel, de contrato. Inclusive está envolvido em homicídio ligado à contravenção do jogo do bicho”, declarou. A afirmação reforça uma das principais linhas investigativas da Delegacia de Homicídios: a de que a dupla teria se transformado em uma espécie de braço armado utilizado por diferentes grupos criminosos. Do apoio à milícia à aproximação com facção As investigações indicam que a trajetória criminosa da dupla teria passado por diferentes fases. Inicialmente, segundo os policiais, os suspeitos circulavam em áreas dominadas por milicianos na região de Guaratiba, Vargem Grande e adjacências. Posteriormente, passaram a atuar em conflitos ligados ao tráfico de drogas. Segundo os investigadores, no fim da trajetória criminosa ambos já estavam diretamente ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP). Os depoimentos apontam que os dois chegaram a residir na comunidade da Vila do João, no Complexo da Maré, de onde saíam para realizar execuções e ações ligadas à expansão territorial da facção na Zona Oeste. Testemunha descreveu dupla como “matadores” Uma testemunha ouvida em outra investigação também atribuiu à dupla a prática de diversos homicídios. Segundo o depoimento, Esquilo e Caio eram conhecidos na região por realizar assassinatos sob encomenda. O relato afirma que: Esquilo seria o executor;Caio atuaria como motorista e pilotoExecuções ligadas aos chamados “botes” As investigações revelam que parte dos homicídios atribuídos à dupla estaria relacionada aos chamados “botes”, expressão utilizada no mundo do crime para designar furtos, roubos, desvios de dinheiro, drogas ou mercadorias pertencentes a traficantes e milicianos. Segundo os autos, a execução de Helivelton Ragazzi Marcelino, conhecido como “Pitico”, teria sido motivada justamente por um conflito desse tipo. De acordo com testemunhas e investigadores, Pitico teria criado problemas para uma “estica” — ponto de venda de drogas ligado a Esquilo — provocando prejuízos aos interesses do grupo criminoso. Um dos depoimentos afirma que a vítima teria dado um “bote” em um dos homens que trabalhavam para Esquilo na comercialização de entorpecentes. A reação teria sido imediata. Pouco depois, Pitico foi executado a tiros em Barra de Guaratiba. Outro homicídio teria ocorrido após adulteração de drogas Os autos também mencionam o assassinato de um homem identificado como Felipe. Segundo relato prestado por uma testemunha à Polícia Civil, Felipe teria sido morto após supostamente adulterar cargas de cocaína pertencentes ao grupo criminoso. O depoimento aponta que ele teria aberto pacotes da droga e alterado seu conteúdo, causando prejuízo financeiro aos traficantes. A suposta traição teria resultado em uma sentença de morte. Investigadores afirmam que testemunhas atribuíram a execução à dupla formada por Esquilo e Caio. Um histórico marcado por mortes Embora cada caso possua investigação própria, os depoimentos reunidos pela Justiça apontam para um padrão que se repetia constantemente: assassinatos realizados em motocicletas, ataques rápidos, vítimas ligadas a disputas do crime organizado e motivações frequentemente relacionadas a dívidas, traições, “botes” ou conflitos entre grupos criminosos. Para os investigadores que atuaram nos inquéritos, o histórico atribuído à dupla revela uma estrutura que ultrapassava as disputas locais e operava como um verdadeiro grupo de extermínio a serviço de diferentes interesses

“Matei mais de 40 vagabundos”: traficante do TCP admite série de assassinatos em áudio anexado à Justiça

Um áudio atribuído ao traficante Bruno Siqueira, conhecido pelos apelidos de “Morrão”, “Professor” e “Sombra”, revelou detalhes chocantes sobre a atuação do Terceiro Comando Puro (TCP) em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. Apontado pelas investigações como integrante e uma das lideranças da facção criminosa TCP, o criminoso aparece se vangloriando de homicídios cometidos durante a disputa pelo controle de comunidades da cidade. A gravação foi citada em decisão judicial que manteve a prisão preventiva do acusado. Para a Justiça e o Ministério Público, o conteúdo demonstra a alta periculosidade do traficante e reforça os indícios de participação direta em execuções ligadas à guerra entre facções. No trecho mais impactante do áudio, Bruno Siqueira afirma: “… Dentro de Teresópolis ninguém tem mais homicídio de que eu de Comando Vermelho, ninguém tem. Eu posso bater no peito e falar. Ninguém tem. Eu matei pra mais de 40 vagabundo aí dentro dessa porra aí, ninguém tem. Posso falar de cabeça erguida, pergunta ao Da Roça, pergunta a qualquer um. Até na cadeia, o cara do Amarelinho falou: ‘E aí mano, parou com aquela saga lá em cima?’ Falei: ‘parei nada’. Falou: ‘Que isso, rapaz?’ Eles ficaram apavorados, ficaram apavorados. Quando eu saí também, agora, fiz uma limpa, acabei com tudo, né mano?’” Apesar de citar o “Comando Vermelho” no áudio, a própria investigação aponta que Bruno Sequeira atua ligado ao Terceiro Comando Puro (TCP), facção que disputa território e rotas do tráfico na Região Serrana. Segundo os autos, o traficante utilizava violência extrema para manter a hegemonia criminosa em comunidades de Teresópolis, além de intimidar moradores e rivais. O processo também aponta que Bruno Siqueira e comparsas teriam ameaçado um policial militar e familiares do agente após apreensões de drogas e armas ligadas à facção. De acordo com o Ministério Público, os criminosos monitoravam a rotina da família da vítima e faziam promessas constantes de morte. Na decisão, o juiz destacou que o acusado “causava verdadeiro terror” em localidades antes consideradas pacíficas e que sua liberdade representa risco concreto à ordem pública. Além da acusação de associação para o tráfico e coação no curso do processo, Bruno Sequeira possui antecedentes por tráfico de drogas e crimes envolvendo armas de fogo. Por conta da gravidade dos fatos e do risco de reiteração criminosa, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva do traficante. Ele preso na Vila Aliança, na Zona Oeste do Rio, em 2024.

Menor de 15 anos foi atingido por explosivos jogados por drone em favela da Zona Norte do Rio

Um adolescente de 15 anos ficou ferido após ser atingido por explosivos lançados por um drone na noite desta sexta-feira (29), no Morro da Caixa d’Água, na Zona Norte do Rio de Janeiro. De acordo com relatos de moradores ouvidos pelo repórter Bruno Assunção, o equipamento teria lançado ao menos dois artefatos explosivos na direção do jovem. A principal suspeita é de que ele tenha sido confundido com um soldado de uma facção rival durante uma ação de monitoramento realizada por criminosos. A região é vizinha às comunidades do Quitungo e Guaporé, que há mais de uma semana vêm sendo palco de sucessivas tentativas de invasão promovidas por traficantes ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP), oriundos do Complexo de Israel. O adolescente foi socorrido e encaminhado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. Segundo informações apuradas, ele permanece internado e apresenta quadro de saúde estável. Diante da escalada da violência na região, parentes da vítima, moradores e amigos organizaram uma manifestação para este sábado (30). O grupo pretende cobrar o fim dos confrontos entre facções criminosas e uma resposta das forças de segurança diante da situação que tem colocado em risco a vida de moradores inocentes.

Justiça manda prender “Flamengo”, apontado como chefão do TCP em Duque de Caxias, por execução de policial militar

A Justiça do Rio decretou a prisão preventiva de Leandro Santos Sabino, o “Flamengo”, apontado pelas investigações como um dos principais líderes do TCP em Duque de Caxias, acusado de participação na execução brutal de um policial militar em outubro de 2023. Além de Flamengo, também tiveram a prisão decretada Wilian Teixeira da Silva, o “Neymar”, e Charles Wallace dos Santos Targino, o “Lalá”. Os três vão responder por homicídio qualificado no Tribunal do Júri. Segundo a denúncia do Ministério Público, o assassinato foi cometido com características típicas de uma ação de guerra do tráfico: emboscada, armamento pesado, divisão de tarefas e destruição de provas após o crime. A vítima foi atacada com diversos disparos de fuzis calibres 7,62 e 5,56, armamentos normalmente utilizados por facções criminosas em confrontos armados. EXECUÇÃO TERIA SIDO RETALIAÇÃO DO TCP De acordo com a investigação, o policial militar foi morto em uma ação ligada diretamente à atuação do TCP na Baixada Fluminense. A denúncia afirma que os criminosos agiram por “motivação torpe” e em represália à atuação funcional da vítima como policial. O Ministério Público sustenta que os acusados participaram de uma emboscada cuidadosamente planejada, utilizando armas de guerra para garantir a execução. A decisão judicial destaca que os investigados fariam parte de uma organização criminosa armada com forte atuação territorial em Duque de Caxias. JUSTIÇA APONTA PERICULOSIDADE EXTREMA Ao decretar a prisão preventiva, a Justiça ressaltou a extrema gravidade do caso e o elevado nível de organização dos criminosos. Segundo a decisão: Um dos pontos destacados pela Justiça foi o incêndio do veículo utilizado na ação criminosa, apontado como tentativa de dificultar as investigações. O magistrado também afirmou que os acusados apresentam alto grau de periculosidade e que medidas cautelares alternativas seriam insuficientes diante da gravidade do caso. “FLAMENGO” É APONTADO COMO LIDERANÇA DO TCP Entre os denunciados, o nome que mais chama atenção é o de Leandro Santos Sabino, o “Flamengo”, apontado nas investigações como uma das principais lideranças do TCP em Duque de Caxias. Investigadores afirmam que o criminoso possui forte influência em áreas dominadas pela facção na Baixada Fluminense e seria ligado a ações armadas da organização criminosa. A decisão que autorizou a prisão preventiva reforça que os acusados estariam inseridos em uma facção fortemente armada e com capacidade de promover novos ataques violentos. GUERRA CONTRA AGENTES DE SEGURANÇA O caso é tratado nos bastidores da segurança pública como mais um episódio da escalada de violência promovida por facções criminosas contra agentes do Estado no Rio de Janeiro. A utilização de fuzis de guerra, emboscadas e ações coordenadas tem preocupado investigadores, principalmente em regiões da Baixada Fluminense dominadas por grupos fortemente armados. Com o recebimento da denúncia, os acusados passam agora a responder formalmente pelo homicídio qualificado do policial militar perante a Justiça.

Guerra no Recreio e Vargens: investigação revela estrutura do TCP com “matadores”, tráfico na praia e disputa sangrenta contra CV e milícia

A recente execução de um casal no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, voltou a escancarar a guerra silenciosa que vem transformando a região do Recreio e de Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio, em território de disputa entre traficantes do Comando Vermelho (CV), integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e grupos milicianos. Em meio ao clima de tensão, uma denúncia do Ministério Público do Rio revelou detalhes da estrutura criminosa montada pelo TCP nas regiões do Terreirão e Posto 12, apontando traficantes responsáveis por execuções, distribuição de drogas, monitoramento policial e venda de entorpecentes em plena orla da praia. A morte do casal, ocorrida recentemente em uma das áreas mais conflagradas do Recreio, aumentou o medo entre moradores e frequentadores da região. O crime é tratado nos bastidores da segurança pública como mais um reflexo da disputa territorial que se intensificou nos últimos anos na Zona Sudoeste da capital. Segundo o Ministério Público, o TCP mantém domínio sobre pontos estratégicos do Terreirão, Canal, Pombo Sem Asa, Taboinha e Notredame, além de áreas próximas às Vargens e ao Posto 12, onde traficantes atuariam até mesmo durante o dia comercializando drogas para turistas e frequentadores de quiosques. A investigação aponta que armas e entorpecentes eram escondidos na areia da praia, debaixo de decks e próximos a barcos utilizados pelos criminosos. Estrutura da facção tinha gerentes, distribuidores e executores A denúncia mostra que a facção possuía uma divisão clara de funções dentro da organização criminosa. O traficante conhecido como “Lobim” aparece como um dos principais gerentes do tráfico na região, responsável pelo abastecimento de drogas vindas da Vila do João, no Complexo da Maré. Além da logística dos entorpecentes, ele é apontado como um dos principais “matadores” da facção, ligado a diversos homicídios ocorridos no Recreio. Outro nome citado é “RB”, descrito pelos investigadores como um dos “frentes” do TCP no Terreirão. Segundo o Ministério Público, ele atuava diretamente na eliminação de rivais e no controle dos pontos de venda de drogas. Já o criminoso conhecido como “Sem Vulgo” é apontado como um dos principais executores da organização. Testemunhas afirmaram que ele fazia rondas diárias pela comunidade à procura de integrantes de facções rivais para matar. Outro denunciado, conhecido como “Chibata”, foi apontado como participante de ataques armados e homicídios ligados à disputa territorial. Em um dos episódios citados na investigação, ele teria efetuado disparos contra um rival dentro de um posto de saúde no Terreirão. Tráfico funcionava em quiosques e pistas de skate A denúncia detalha ainda que o tráfico funcionava abertamente em áreas movimentadas do Posto 12. Segundo as investigações, integrantes da facção comercializavam cocaína e maconha na areia da praia, em quiosques, decks e próximos à pista de skate frequentada por jovens e turistas. Uma das denunciadas foi flagrada vendendo drogas diretamente para frequentadores da praia. Outro integrante acabou preso após fazer uma transmissão ao vivo nas redes sociais exibindo cocaína e anunciando a venda do entorpecente. O Ministério Público afirma que quase metade dos registros de tráfico da região estavam concentrados no entorno do Posto 12. Guerra envolve também milicianos e o Comando Vermelho As investigações mostram que a violência no Recreio e nas Vargens vai além da rivalidade entre TCP e CV. Grupos milicianos também tentam avançar sobre áreas estratégicas da Zona Sudoeste, aumentando o cenário de confrontos e execuções. Um dos casos citados na denúncia envolve a morte de dois homens apontados como milicianos. Segundo os investigadores, traficantes do TCP teriam sido acionados após a presença dos rivais ser identificada no Terreirão. O Ministério Público afirma que o conflito armado provocou uma explosão nos homicídios da região, que registrou aumento de 163% nas mortes entre 2022 e 2023. Além das execuções, os criminosos utilizavam grupos de WhatsApp para monitorar viaturas e operações policiais em tempo real, permitindo esconder drogas e armas antes da chegada das equipes. Para os investigadores, o Recreio e a região das Vargens deixaram de ser apenas áreas de expansão imobiliária e lazer da cidade para integrar o mapa das principais disputas do crime organizado no Rio de Janeiro. cara, nao eh para omitir as funcoes dos traficantes Execução de casal expõe guerra entre facções na Zona Sudoeste do Rio; denúncia revela estrutura do TCP no Recreio com gerentes, “matadores” e tráfico na praia A execução recente de um casal no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, voltou a expor a escalada da violência na região do Recreio e de Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio, onde traficantes do Comando Vermelho (CV), integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e grupos milicianos travam uma disputa armada por território, pontos de drogas e influência criminosa. Em meio ao clima de guerra, uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio detalhou a estrutura montada pelo TCP no Terreirão e no Posto 12, revelando a atuação de gerentes do tráfico, distribuidores de drogas, vendedores na praia, executores de rivais e integrantes responsáveis por monitorar operações policiais. Segundo a investigação, a facção domina áreas como Terreirão, Canal, Pombo Sem Asa, Taboinha, Notredame e pontos estratégicos próximos às Vargens e à orla do Recreio. O documento mostra que a região virou um dos principais centros de venda de drogas da Zona Sudoeste, com traficantes atuando até mesmo em quiosques, decks e pistas de skate frequentadas por turistas. A denúncia afirma que armas e drogas eram enterradas na areia da praia ou escondidas embaixo de barcos e estruturas da orla. Gerentes do tráfico e ligação com o Complexo da Maré Entre os principais nomes citados está o traficante conhecido como “Lobim”, apontado como um dos gerentes do tráfico no Posto 12 e Terreirão. Segundo o Ministério Público, ele era responsável por trazer drogas da Vila do João, no Complexo da Maré, para abastecer os pontos de venda no Recreio. Além da logística dos entorpecentes, Lobim também seria um dos principais “matadores” da facção, ligado a diversos homicídios registrados na região. Outro denunciado apontado como liderança é “RB”, descrito como um dos “frentes” do TCP no Terreirão. A investigação afirma

DISQUE DENÚNCIA CONFIRMA UNIÃO ENTRE MAIOR MILÍCIA DO RJ E TCP NA ZONA OESTE CARIOCA

Segundo informações divulgadas pelo Portal dos Procurados do Disque Denúncia, a maior milícia do RJ teria se unido mesmo ao Terceiro Comando Puro na Zona Oeste do RIo. De acordo com a publicação, a aliança ocorre entre José Rodrigo Gonçalves Silva, vulgo “Sabão”, chefe do tráfico de drogas Vila Aliança e da Coreia, em Senador Camará, chamado de Cidade de Davi, e Paulo Roberto de Carvalho Martins, vulgo “Pl ou Jorjão, atual frente do grupo paramilitar. Ambos estariam juntos em mais diversos crimes como: extorsão, segurança, cobrança de taxas obrigatórias de moradores e comerciantes sob a falsa justificativa de oferecer proteção. PL e Jorjão estariam praticando na região monopólio de serviços, controle ilegal sobre o fornecimento de água e gás encanado, sinal clandestino de TV a cabo, internet e transporte alternativo (como vans).Especulação imobiliária, além da construção e venda irregular de imóveis muitas vezes em áreas de risco ou de preservação ambiental. A milícia já tinha se unido ao TCP da Serrinha na guerra com o Comando Vermelho na comunidade Vila Sapê, em Curicica, há alguns meses. Essa aliança do TCP com a milícia também se repetiria na Baixada Fluminense, com o grupo de PL aliado ao traficante Bicheiro da Maré que está preso para guerrear com a milícia de Juninho Varão e o Comando Vermelho em Seropédica e Itaguaí.

BARBÁRIE EM MADUREIRA: Homem foi morto com aval de Lacoste e Coelhão após dono de bar ter ido reclamar dele para os traficantes. Corpo não apareceu até agora

Mais uma crueldade sem limites dos traficantes Lacoste e Coelhão do Complexo da Serrinha, em Madureira. Um homem foi submetido ao tribunal do tráfico após desentendimento com o proprietário de um bar. O crime foi cometido ano passado e só agora a Justiça decretou a prisão dos suspeitos. Segundo a companheira da vítima, Gustavo foi parar em um bar localizado na comunidade da Patolinha, área dominada pela facção Terceiro Comando Puro (TCP) e que neste bar teria discutido com o dono e que este homem teria ido se queixar com traficantes que estavam de “plantão” em uma boca de fumo próxima. Os traficantes então teriam capturado Gustavo no bar, levado ele para a comunidade da Serrinha onde ele teria sido executado e seu corpo ocultado com a autorização e aval do dono de vulgo Lacosta e seu braço-direito Coelhão. Segundo os autos, a execução de Gustavo ocorreu na madrugada do dia 23/03/2025 e a declarante neste mesmo dia foi acompanhada pelo primo do marido, de quem não possui o telefone e não sabe o nome completo, procurar por informações sobre o paradeiro de seu companheiro. Coelhão e Lacoste estão com a prisão preventiva decretada pelo crime com mandado que tem validade de 20 anos.

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