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Terceiro Comando Puro

GUERRA EM CAXIAS FAZ MAIS UMA VÍTIMA: Ao ouvir tiros no último domingo, mulher foi na janela ver o que era, acabou baleada e morreu hoje

A guerra entre traficantes em Duque de Caxias fez mais uma vítima inocente. Morreu hoje Rosana da Silva, de 53 anos. Ela foi baleada no rosto no último domingo durante troca de tiros na comunidade do Pantanal. Segundo relatos, Rosana estava se preparando para sair de casa pra ir pagar o seu aluguel, no momento em que se iniciou um confronto entre traficantes rivais que disputam o território da região. Rosana ao colocar o rosto pra fora do portão para tentar ver oque está acontecendo, acabou sendo alvejada. Ela foi socorrida às pressas, e foi encaminhada para o Hospital Adão Pereira Nunes onde chegou a ficar internada em coma, com o projétil alojado no maxilar. Na manhã desta quinta, ela acabou não resistindo e foi a óbito. Ela deixa três filhos. A guerra entre traficantes em Caxias já matou quase 20 pessoas nas últimas três semanas. A disputa ocorre entre as quadrilhas dos traficantes Bochecha Rosa ou BX do Comando Vermelho e Flamengo do Terceiro Comando Puro.

Traficante do CV vai a júri popular acusado de matar dois rivais do TCP e ganhar R$ 10 mil pela execução

A Justiça decidiu levar a júri popular Leandro Azevedo Pereira, acusado pelo Ministério Público de participar do assassinato de Geovani Braz Patrício de Oliveira e Marcos Cesar da Silva Costa, dois homens apontados na denúncia como integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), em meio à disputa territorial com o Comando Vermelho (CV). Segundo a acusação, após a execução, Leandro teria recebido R$ 10 mil de bonificação dos líderes do CV pela ação. O Ministério Público ofereceu denúncia contra Leandro Azevedo Pereira e outros acusados, imputando a ele a prática do crime previsto no artigo 121, § 2º, incisos I, IV e V, do Código Penal, ou seja, homicídio qualificado. De acordo com a denúncia, o crime ocorreu no dia 25 de abril de 2023, por volta das 20h, na Rua Altair, nº 171, em Anchieta, na Zona Norte do Rio. Segundo o MP, Leandro, agindo de forma livre e consciente e em comunhão de ações e desígnios com os traficantes Doca e Pedro Bala cujas ordens obedeceria, teria participado da ação com a intenção de matar Geovani e Marcos. As lesões provocadas pelos disparos, segundo os laudos de necropsia, foram a causa das mortes das duas vítimas. A denúncia afirma que os acusados seriam integrantes do Comando Vermelho, facção que dominava a localidade conhecida como Az de Ouro, e que o grupo mantinha disputas territoriais frequentes com criminosos da comunidade conhecida como Jaqueira, apontada como área ainda dominada pelo Terceiro Comando Puro, facção à qual, segundo a acusação, pertenciam as vítimas. No dia do crime, conforme o Ministério Público, Leandro e outros criminosos ainda não identificados seguiram de carro até a Rua Altair, nº 171, descrita na denúncia como local de traficância. Ao avistarem integrantes da facção rival, os criminosos teriam efetuado diversos disparos e fugido em seguida. Geovani Braz Patrício de Oliveira e Marcos Cesar da Silva Costa foram atingidos fatalmente. A denúncia afirma ainda que, depois do crime, Leandro teria comemorado em sua conta na rede social Twitter o resultado da ação, fazendo referência à morte dos chamados “dois alemães”. Ainda segundo o Ministério Público, a atuação teria sido reconhecida pelos líderes do Comando Vermelho, que teriam realizado o pagamento de uma bonificação de R$ 10 mil em razão da precisão na execução da empreitada criminosa determinada pelo grupo. Os elementos relacionados às redes sociais e ao suposto pagamento foram mencionados pelo MP nos anexos 37, 42 e 55 da investigação. Crime teria ocorrido em meio à guerra entre CV e TCP Na denúncia, o Ministério Público sustenta que o homicídio foi cometido por motivo torpe, em razão do conflito entre duas facções criminosas rivais e da tentativa de o TCP avançar territorialmente sobre pontos de venda de drogas, chamados de “esticas”. A acusação também afirma que o crime foi cometido de maneira a impossibilitar a defesa das vítimas, que teriam sido surpreendidas por criminosos fortemente armados. Outra qualificadora apontada pelo MP é a de que os homicídios teriam sido praticados para assegurar vantagem relacionada a outro crime, já que a ação teria como objetivo o controle do tráfico de drogas na região. Processo chegou à fase do Tribunal do Júri Leandro estava preso preventivamente em razão de outro processo. Depois do oferecimento da denúncia, a acusação foi recebida pela Justiça. A defesa apresentou resposta à acusação e, posteriormente, o recebimento da denúncia foi ratificado. Foi realizada audiência de instrução e julgamento, com a produção das provas e a oitiva das testemunhas. Nas alegações finais, o Ministério Público pediu a pronúncia de Leandro, para que ele fosse submetido ao julgamento pelo Tribunal do Júri. A defesa técnica, por sua vez, pediu inicialmente o reconhecimento da nulidade da prova digital apresentada no processo e, no mérito, a absolvição por insuficiência de provas. Defesa questionou prints de redes sociais A defesa alegou que haveria nulidade na prova digital porque seria apenas um print de tela isolado, sem perícia técnica e sem observância da cadeia de custódia da prova. O juiz rejeitou o argumento. Na decisão, o magistrado observou que a defesa não havia sequer especificado a qual print de tela isolado estava se referindo, não indicando a folha ou o índice do processo em que estaria localizado o material. Apesar disso, o juiz verificou a existência de prints nos IDs 114 e 883. Segundo os relatórios nos quais os materiais estavam inseridos, as imagens haviam sido obtidas de fontes abertas de contas em redes sociais, entre elas perfis no Instagram, Twitter e Facebook. Foram citados no processo os endereços de perfis como @constamarcos_21, o perfil do Twitter @diretodomiolo, além de @KiinTorre – Twitter e Kíín Torre (Carrapato Citty) – Facebook. Diante disso, a Justiça entendeu que a alegação da defesa não deveria ser acolhida.

BASTIDORES DO CRIME: Ex-dono do Morro dos Macacos que perdeu a favela para o CV teria assumido controle de comunidade em guerra na Tijuca após suposta morte de chefão por infarto

Bastidores do crime apontam que o traficante Leandro Nunes Botelho, o Scooby, teria assumido o controle do Morro do Cruz, no Andaraí, área do Terceiro Comando Puro. Ex-dono das bocas de fumo no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, Scooby substituiria o traficante Anderson Oliveira Colares, o Andril que, segundo relatos, teria morrido de infarto ontem no Complexo da Maré, informação que não foi oficialmente confirmada. O TCP perdeu o controle do Morro dos Macacos para o Comando Vermelho no ano passado e Scooby passou a se refugiar no Complexo de São Carlos, no Estácio. Ele ficou muito tempo escondido também no Complexo da Maré. O Morro do Cruz tem sido um dos principais focos da guerra que se instalou na região da Tijuca nos últimos meses, sofrendo sucessivos ataques do CV. Ontem, por conta da suposta morte de Andril, o comércio chegou a ficar fechado na comunidade.

Em meio a guerra de facções na Tijuca, surgiu boato de que um dos chefes da área morreu de infarto na Maré

Em meio a mais uma madrugada e manhã de tiroteio na região da Tijuca e Andaraí, surgiu uma notícia que não está confirmada oficialmente mas que aumentou a tensão na área. Está circulando a informação de que o traficante Anderson de Oliveira Colares, conhecido como “Andril“, apontado como um dos principais chefes do tráfico no Morro do Cruz (TCP), no Andaraí, teria falecido na manhã desta quarta-feira (02/09), aos 49 anos, no Complexo da Maré (Lado do TCP). A causa da morte preliminares de infarto. O Morro do Cruz é um dos principais focos da guerra na região e tem sido alvo constante do Comando Vermelho. Policiais do 6º BPM deflagraram uma operação integrada no Morro do Andaraí, na Zona Norte na manhã desta quarta-feira (02) A ação estratégica visa combater o tráfico de drogas, conter disputas territoriais de criminosos rivais e realizar a remoção de barricadas para garantir o direito de ir e vir dos moradores da região. Haveria um plano de expansão de território: Comando Vermelho promove invasões a favelas da Grande Tijuca controladas por criminosos rivais. ASSISTA VÍDEO https://x.com/tinojunior/status/2095159696277565507/video/1

Conversas levantam suspeitas que líder comunitária de Brás de Pina teria ligação com traficantes e mobilizado moradores para fechar ruas. OUÇA

Trechos de conversas que passaram a circular nas redes sociais levantam suspeitas sobre um possível envolvimento de uma suposta líder de uma associação de moradores de uma comunidade de Brás de Pina com traficantes que atuam na região. Segundo as informações que acompanham o material divulgado, a mulher teria entre suas atribuições a mobilização de moradores para ações como fechamento de vias, realização de manifestações e deslocamentos de grupos, em circunstâncias que agora despertam a atenção das autoridades. Em um dos diálogos divulgados, aparece uma menção ao traficante conhecido pelo apelido de Tiriça, apontado como integrante da criminalidade que atua na região. O teor das conversas, caso confirmado, poderá ajudar a esclarecer a eventual relação entre lideranças comunitárias e integrantes do tráfico. O episódio ganha ainda mais relevância diante do cenário de violência registrado recentemente na região de Cordovil e Brás de Pina. Em agosto, áreas dos dois bairros foram palco de uma intensa disputa territorial entre criminosos ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP) e ao Comando Vermelho (CV). Durante os confrontos, moradores ficaram expostos a intensos tiroteios e até a ataques com granadas lançadas por drones, em uma escalada de violência que provocou medo e alterou a rotina de diversas comunidades. As conversas que circulam nas redes sociais, entretanto, ainda precisam ter sua autenticidade, origem, data e contexto devidamente confirmados. Não há, até o momento, confirmação oficial de que o conteúdo divulgado corresponda integralmente a diálogos reais ou de que a mulher tenha efetivamente cometido qualquer crime.

Da guerra à parceria: milícia de Curicica se aliou ao TCP e depois buscou aproximação com o Comando Vermelho

Apesar de a investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), revelada ontem, apontar uma aliança entre a milícia de Curicica e traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) dos complexos da Pedreira e da Maré para enfrentar o Comando Vermelho (CV), documentos de inteligência indicam que o mesmo grupo paramilitar também teria buscado uma aproximação com o próprio CV. Segundo informações de inteligência produzidas em 2025, a milícia de Dois Irmãos, em Curicica, liderada por Shrek ou Boto, estaria se associando ao Comando Vermelho por meio do traficante Doca. A eventual parceria caracterizaria uma espécie de narcomilícia, com a atuação conjunta de criminosos ligados aos dois grupos. A suposta aproximação teria ganhado força após a prisão de traficantes ligados ao Amigos dos Amigos (ADA) que atuavam na região da Vila Sapê, em Curicica. O movimento teria culminado na detenção do traficante Celsinho da Vintém, que atualmente estaria alinhado ao Comando Vermelho. Ainda de acordo com as investigações, Boto teria chegado a negociar a comunidade da Vila Sapê com Celsinho da Vintém, em uma movimentação que reforçaria a aproximação entre a milícia e o tráfico. Também chegou a ser veiculado que André Boto iria abandonar a milícia e entrar para a contravenção e vender áreas para o CV. A suposta aliança com o CV parece aue também não se sustentou porque o CV realizou vários ataques à comunidade Dois Irmãos este ano. É importante destacar que a investigação do MPRJ revelada ontem trata de fatos ocorridos em 2023, enquanto as informações de inteligência sobre uma possível aproximação com o CV são de 2025. Ou seja, os documentos apontam para diferentes momentos e diferentes rearranjos no cenário criminoso de Curicica. Em 2023, uma das principais lideranças da milícia de Curicica era Playboy, nome que voltou a aparecer nesta sexta-feira em um trecho de escuta telefônica divulgado pela imprensa carioca. Naquele período, as investigações também localizaram um esconderijo utilizado por Playboy em um bunker no Complexo da Maré. O miliciano estaria protegido na comunidade por traficantes do Terceiro Comando Puro, em um episódio que teria ocorrido justamente após a formação de uma aliança entre os dois grupos. Os episódios revelam a complexidade e a constante mudança das alianças entre grupos criminosos no Rio: em determinados momentos, milicianos e traficantes se unem para enfrentar um inimigo comum; em outros, os mesmos grupos negociam territórios e estabelecem novas parcerias, inclusive com antigos adversários.

Apontado como elo entre a milícia de Curicica, TCP e PMs já havia sido preso junto com um policial suspeito de participar do Bonde do Zinho para invadir áreas em Santa Cruz

. Apontado em investigação como suposto elo entre a milícia de Curicica, Terceiro Comando Puro e PMs, Yuri Guimarães Soares chegou a ser preso com um policial reformado participando do Bonde de Zinho para invadir o Conjunto João 23, em Santa Cruz, há quase três anos. Yuri já estaria morto. Na ocasião, estavam com dois fuzis calibres 556 e 223, munições 556 e carregadores para fuzil. As informações de inteligência da época apontaram que o bonde do Zinho estava se equipando para uma empreitada da milícia. O PM dirigia o carro onde estava Yuri e as armas mas disse que estava fazendo uma corrida na ocasião. Já Yuri disse que os fuzis eram dele mas não revelou para onde iria levá-los. Negou que partiipava da milícia e que já tinha sido processado pelos crimes de porte ilegal de arma e assalto à mão armada; Para a Justiça, o armamento seria utilizado para “uma invasão as imediações da Avenida João XXIII, em Santa Cruz”, o que não ocorreu, por circunstâncias alheias, já que o grupo denominado “Bonde do Zinho” foi interceptado pelos agentes da lei. “Nas circunstâncias do crime, é notório que os acusados utilizavam o farto material bélico para manutenção do território da organização criminosa que atua em Santa Cruz e adjacências. Milícia está que aterroriza toda a comunidade.“Yuri e o PM foram condenados. Se sabe que a milícia do Boto que comanda Curicica chegou a ser aliada anos atrás do Bonde do Zinho. Aliança entre milícia e tráfico As investigações recentes do MPRJ apontaram uma aliança entre a milícia de Curicica e integrantes do TCP atuantes nos complexos da Maré e da Pedreira, baseada em um pacto de não agressão e cooperação operacional. O objetivo seria o apoio mútuo contra grupos rivais, especialmente o Comando Vermelho, além da facilitação do comércio ilícito de armas e drogas. Nesse contexto, Yuri Guimarães Soares, o “Lirow”, é apontado como elo entre a estrutura paramilitar e integrantes da facção criminosa. Outra característica destacada na denúncia é o comércio clandestino de armamentos de alto poder ofensivo, incluindo fuzis de calibres 5,56 mm, 7,62 mm e .223, além de pistolas e munições. Dois policiais militares, Jorge Anastácio Rodrigues Simões, lotado no 4º Batalhão da Polícia Militar, e Leo Carlos Araújo Santos, do 2º BPM, também foram denunciados por atuação no fornecimento e na intermediação de armas e munições destinadas à milícia de Curicica e ao TCP. Ao decretar as prisões preventivas, o Juízo destacou a gravidade concreta dos fatos, a estrutura armada da organização, o risco de reiteração criminosa e a necessidade de preservação da ordem pública.

Elo entre a milícia e o TCP estaria morto, segundo repórter. Aliança entre grupos e PMs é alvo de operação do MP

Segundo informações do repórter Bruno Assunção, Yuri Guimarães Soares, o “Lirow”, apontado pelo MPRJ como elo entre a milícia de Curicica e traficantes do TCP da Maré e da Pedreira foi morto no início deste mês, em Curicica, com vários disparos na região do rosto. Segundo o jornalista, Yuri teria sido morto pela própria milícia e foi sepultado no Cemitério do Caju Yuri aparece em investigação que culminou com operação hoje do MPRJ LEIA DETALHES O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou 20 pessoas investigadas por integrar núcleos ligados à milícia de Curicica e ao Terceiro Comando Puro (TCP). A denúncia, recebida pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, atribui aos denunciados os crimes de constituição de milícia privada, associação para o tráfico de drogas com emprego de arma de fogo e comércio ilegal de armas e munições de uso restrito. Nesta quinta-feira (27/08), a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, cumpre mandados de prisão contra os denunciados. Segundo a ação, a milícia de Curicica possui estrutura hierarquizada e divisão de tarefas. André Costa Bastos, conhecido como o “Boto” ou “Redbull”, mesmo preso no sistema penitenciário federal, seria o responsável pelo comando estratégico, enquanto Osmar Silva de Souza, o “Messi” ou “Novinho”, exerceria a liderança operacional do grupo. A organização teria como fontes de financiamento a cobrança de valores extorsivos de moradores e comerciantes, além da prática sistemática de roubos de veículos e cargas em Jacarepaguá e regiões próximas. Aliança entre milícia e tráfico As investigações também apontaram uma aliança entre a milícia de Curicica e integrantes do TCP atuantes nos complexos da Maré e da Pedreira, baseada em um pacto de não agressão e cooperação operacional. O objetivo seria o apoio mútuo contra grupos rivais, especialmente o Comando Vermelho, além da facilitação do comércio ilícito de armas e drogas. Nesse contexto, Yuri Guimarães Soares, o “Lirow”, era apontado como elo entre a estrutura paramilitar e integrantes da facção criminosa. Outra característica destacada na denúncia é o comércio clandestino de armamentos de alto poder ofensivo, incluindo fuzis de calibres 5,56 mm, 7,62 mm e .223, além de pistolas e munições. Dois policiais militares, Jorge Anastácio Rodrigues Simões, lotado no 4º Batalhão da Polícia Militar, e Leo Carlos Araújo Santos, do 2º BPM, também foram denunciados por atuação no fornecimento e na intermediação de armas e munições destinadas à milícia de Curicica e ao TCP. Ao decretar as prisões preventivas, o Juízo destacou a gravidade concreta dos fatos, a estrutura armada da organização, o risco de reiteração criminosa e a necessidade de preservação da ordem pública.

Presa ontem no Complexo de Israel (TCP), Madrinha da Cidade Alta afirmou à Justiça que levou tapas no rosto de policiais

Presa ontem em operação no Complexo de Israele, Luana Rosa de Arapjo, a Madrinha da Cidade Alta”, afirmou à Justiça que foi agredida por dois policiais civis durante a prisão. Segundo seu relato na audiência de custódia, os agentes teriam dado tapas em seu rosto para que ela fornecesse a senha do celular.  Acrescentou que não sabe dizer o nome dos policiais, tendo sido os mesmos que a conduziram à Delegacia.  Aponta como testemunha Rafael Guedes. Perguntada sobre as características físicas dos policiais, aponta que um deles era branco, de cabelos lisos, alto, forte, enquanto o segundo era moreno, alto, forte.  A denúncia apresentada pela presa foi encaminhada para investigação. A Justiça determinou o envio de cópias dos autos à Promotoria de Investigação Penal, à Corregedoria da Polícia Civil, à Corregedoria Geral Unificada e à Segunda Vice-Presidência. O exame de corpo de delito realizado anteriormente, entretanto, apresentou resultado negativo. A magistrada ressaltou que a acusação ainda não foi devidamente apurada e que não seria possível presumir, neste momento, a ocorrência de excesso policial. CELULARES REVELAM MONITORAMENTO DE VIATURAS A prisão ocorreu durante uma operação no Complexo de Israel, realizada para o cumprimento de mandados de prisão. Segundo os policiais, Luana foi localizada em uma casa na Rua Itupuí, em Parada de Lucas. No imóvel foram apreendidos três celulares, um tablet e um caderno com anotações relacionadas ao tráfico de drogas. O conteúdo encontrado nos aparelhos, segundo os agentes, é considerado especialmente relevante. Após Luana fornecer a senha de um dos celulares, os policiais afirmaram ter localizado mensagens com informações sobre a localização de viaturas policiais, contabilidade do tráfico e ordens destinadas a “bocas de fumo”. A Justiça citou esse material para apontar que, em tese, a investigada teria participação relevante na estrutura criminosa, inclusive no acompanhamento da movimentação das forças de segurança. Entre os elementos apreendidos também está um print que, segundo a decisão, indica que Luana fazia parte de um grupo denominado “Exército de Israel”. QUATRO MANDADOS DE PRISÃO De acordo com o Registro de Ocorrência, Luana tinha quatro mandados de prisão em aberto, inclusive por homicídio, e figurava no Portal dos Procurados. Os policiais a identificaram pelo vulgo de “Madrinha da Cidade Alta” e afirmaram que ela seria braço direito do traficante conhecido como “Peixão”, apontado como liderança do TCP na região. Ainda segundo os agentes, Luana inicialmente teria informado um nome falso, dizendo chamar-se Fernanda. Sua identidade foi posteriormente confirmada pelo IPOL. A Justiça destacou que os elementos reunidos durante a prisão apontariam, em análise inicial, para uma possível atuação de confiança dentro da organização criminosa, e não para uma participação meramente periférica. PRISÃO PREVENTIVA Luana foi presa em flagrante, em tese, pelos crimes previstos nos artigos 33, 35 e 40-A da Lei 11.343/2006. O Ministério Público pediu a conversão do flagrante em prisão preventiva, alegando a gravidade concreta dos fatos e o risco de reiteração criminosa. A Justiça manteve a prisão preventiva, considerando principalmente os quatro mandados em aberto, o histórico atribuído à investigada e o material apreendido, incluindo as mensagens sobre viaturas, contabilidade do tráfico e ordens para pontos de venda de drogas. A acusação de agressão feita por Luana, por sua vez, seguirá para apuração pelos órgãos competentes. Até o momento, não há conclusão de que os policiais tenham praticado as agressões relatadas pela presa.

G1 confirma guerra antecipada pelo Fatos Policiais: mais de 10 mortos e ofensiva do CV contra o TCP espalham terror em Caxias

O portal G1 divulgou nesta quarta-feira que Duque de Caxias registrou mais de dez mortes nos últimos dias em meio à guerra entre as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP). A informação, porém, já havia sido antecipada pelo Fatos Policiais na semana passada, quando o site revelou que uma sequência de mortes vinha ocorrendo na Baixada Fluminense após o acirramento da disputa territorial entre os dois grupos. TRAIÇÃO, ROUBO DE FUZIS E EXECUÇÕES: GUERRA ENTRE FACÇÕES FAZ 10 MORTOS EM MENOS DE UMA SEMANA EM CAXIAS – Segundo a reportagem do G1, um dos principais personagens apontados como responsáveis pelo atual cenário de confronto é o traficante conhecido como Bochecha Rosa, ou BX, apontado como chefe do tráfico no Corte 8, área de influência do Comando Vermelho. O Fatos Policiais já havia informado que a escalada de violência começou justamente após BX divulgar uma mensagem nas redes sociais declarando guerra ao TCP. Desde então, a disputa passou a produzir uma sequência de ataques e mortes em diferentes pontos da Baixada Fluminense. Chefão do CV usa redes sociais para declarar guerra a rivais do TCP. “Para que haja paz é preciso ter a guerra” – Ainda de acordo com as informações levantadas, BX e o traficante conhecido como Flamengo, ligado ao TCP, fizeram manifestações nas redes sociais relacionadas à morte de moradores durante a disputa, evidenciando o nível de tensão entre os grupos criminosos. A guerra, no entanto, não ficou restrita a Duque de Caxias. O grupo comandado por BX também teria realizado ataques em Nova Iguaçu e Belford Roxo, ampliando o rastro de violência provocado pela disputa territorial. Deputado acompanha situação no Pantanal A escalada da violência chamou a atenção do deputado Marcelo Dino, que se reuniu com o comandante do 15º BPM, coronel Lourival do Nascimento, e acompanhou de perto a situação no Pantanal, uma das áreas atingidas pela atuação do Comando Vermelho. O parlamentar defendeu a presença permanente do Estado nas regiões dominadas ou ameaçadas pelo crime organizado e afirmou que “território nenhum pode pertencer ao tráfico ou à milícia”, ressaltando que a autoridade e o controle territorial devem ser exercidos pelo poder público. Durante a visita, Dino constatou ainda uma situação que demonstra a estrutura utilizada pelos criminosos para facilitar a movimentação pela região. Segundo o deputado, traficantes teriam construído um cais improvisado às margens do rio, utilizado como ponto de travessia em direção à Jerusa. Durante a fiscalização, parte da estrutura foi retirada pela Polícia Militar. O parlamentar afirmou que continuará cobrando a remoção completa do cais clandestino. “Recebi informações no local que criminosos ligados ao Terceiro Comando montaram esse cais para fazer a travessia pelo rio em direção à Jerusa. A polícia já retirou parte da estrutura usada para auxiliar a travessia. Agora vamos cobrar para que o restante seja removido, pois cada vez mais a atuação do crime organizado tem que ser dificultada”, afirmou. Operação mira articulação do CV Em meio à escalada da disputa, a Polícia Militar realiza nesta quarta-feira operações simultâneas em comunidades da Zona Norte do Rio e em Duque de Caxias. A ação foi desencadeada a partir de informações de inteligência que apontam para a realização de reuniões de integrantes do Comando Vermelho em comunidades da região. Segundo os levantamentos, os criminosos estariam articulando uma tentativa de avanço territorial sobre Vigário Geral, Parada de Lucas, Cidade Alta, Cinco Bocas e Pica-Pau, localidades que formam o chamado Complexo de Israel. As cinco comunidades são apontadas como áreas de influência do Terceiro Comando Puro e vêm sendo alvo de recentes ações da Polícia Militar, que contribuíram para enfraquecer a atuação de grupos criminosos na região. A operação desta quarta-feira ocorre nas comunidades do Quitungo, Guaporé, Furquim, Dique e Ficap, na Zona Norte do Rio, além do Parque das Missões, em Duque de Caxias. De acordo com as informações de inteligência, o objetivo da operação é impedir a movimentação e a articulação de criminosos, conter a disputa territorial e evitar novas tentativas de expansão do Comando Vermelho sobre comunidades do entorno. A ofensiva também integra a estratégia da Polícia Militar de atuar preventivamente a partir de informações de inteligência, buscando interromper articulações criminosas antes que elas resultem em novos confrontos e preservar o controle territorial nas áreas de Vigário Geral, Parada de Lucas, Cidade Alta, Cinco Bocas e Pica-Pau. O cenário revela que a disputa iniciada na Baixada Fluminense ultrapassou os limites de Duque de Caxias e passou a envolver diferentes pontos da Região Metropolitana do Rio, colocando comunidades sob ameaça de novos confrontos e obrigando as forças de segurança a intensificar as operações para impedir uma nova ofensiva territorial do crime organizado.

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