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guerra de facções

GUERRA EM CAXIAS FAZ MAIS UMA VÍTIMA: Ao ouvir tiros no último domingo, mulher foi na janela ver o que era, acabou baleada e morreu hoje

A guerra entre traficantes em Duque de Caxias fez mais uma vítima inocente. Morreu hoje Rosana da Silva, de 53 anos. Ela foi baleada no rosto no último domingo durante troca de tiros na comunidade do Pantanal. Segundo relatos, Rosana estava se preparando para sair de casa pra ir pagar o seu aluguel, no momento em que se iniciou um confronto entre traficantes rivais que disputam o território da região. Rosana ao colocar o rosto pra fora do portão para tentar ver oque está acontecendo, acabou sendo alvejada. Ela foi socorrida às pressas, e foi encaminhada para o Hospital Adão Pereira Nunes onde chegou a ficar internada em coma, com o projétil alojado no maxilar. Na manhã desta quinta, ela acabou não resistindo e foi a óbito. Ela deixa três filhos. A guerra entre traficantes em Caxias já matou quase 20 pessoas nas últimas três semanas. A disputa ocorre entre as quadrilhas dos traficantes Bochecha Rosa ou BX do Comando Vermelho e Flamengo do Terceiro Comando Puro.

Traficante do CV vai a júri popular acusado de matar dois rivais do TCP e ganhar R$ 10 mil pela execução

A Justiça decidiu levar a júri popular Leandro Azevedo Pereira, acusado pelo Ministério Público de participar do assassinato de Geovani Braz Patrício de Oliveira e Marcos Cesar da Silva Costa, dois homens apontados na denúncia como integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), em meio à disputa territorial com o Comando Vermelho (CV). Segundo a acusação, após a execução, Leandro teria recebido R$ 10 mil de bonificação dos líderes do CV pela ação. O Ministério Público ofereceu denúncia contra Leandro Azevedo Pereira e outros acusados, imputando a ele a prática do crime previsto no artigo 121, § 2º, incisos I, IV e V, do Código Penal, ou seja, homicídio qualificado. De acordo com a denúncia, o crime ocorreu no dia 25 de abril de 2023, por volta das 20h, na Rua Altair, nº 171, em Anchieta, na Zona Norte do Rio. Segundo o MP, Leandro, agindo de forma livre e consciente e em comunhão de ações e desígnios com os traficantes Doca e Pedro Bala cujas ordens obedeceria, teria participado da ação com a intenção de matar Geovani e Marcos. As lesões provocadas pelos disparos, segundo os laudos de necropsia, foram a causa das mortes das duas vítimas. A denúncia afirma que os acusados seriam integrantes do Comando Vermelho, facção que dominava a localidade conhecida como Az de Ouro, e que o grupo mantinha disputas territoriais frequentes com criminosos da comunidade conhecida como Jaqueira, apontada como área ainda dominada pelo Terceiro Comando Puro, facção à qual, segundo a acusação, pertenciam as vítimas. No dia do crime, conforme o Ministério Público, Leandro e outros criminosos ainda não identificados seguiram de carro até a Rua Altair, nº 171, descrita na denúncia como local de traficância. Ao avistarem integrantes da facção rival, os criminosos teriam efetuado diversos disparos e fugido em seguida. Geovani Braz Patrício de Oliveira e Marcos Cesar da Silva Costa foram atingidos fatalmente. A denúncia afirma ainda que, depois do crime, Leandro teria comemorado em sua conta na rede social Twitter o resultado da ação, fazendo referência à morte dos chamados “dois alemães”. Ainda segundo o Ministério Público, a atuação teria sido reconhecida pelos líderes do Comando Vermelho, que teriam realizado o pagamento de uma bonificação de R$ 10 mil em razão da precisão na execução da empreitada criminosa determinada pelo grupo. Os elementos relacionados às redes sociais e ao suposto pagamento foram mencionados pelo MP nos anexos 37, 42 e 55 da investigação. Crime teria ocorrido em meio à guerra entre CV e TCP Na denúncia, o Ministério Público sustenta que o homicídio foi cometido por motivo torpe, em razão do conflito entre duas facções criminosas rivais e da tentativa de o TCP avançar territorialmente sobre pontos de venda de drogas, chamados de “esticas”. A acusação também afirma que o crime foi cometido de maneira a impossibilitar a defesa das vítimas, que teriam sido surpreendidas por criminosos fortemente armados. Outra qualificadora apontada pelo MP é a de que os homicídios teriam sido praticados para assegurar vantagem relacionada a outro crime, já que a ação teria como objetivo o controle do tráfico de drogas na região. Processo chegou à fase do Tribunal do Júri Leandro estava preso preventivamente em razão de outro processo. Depois do oferecimento da denúncia, a acusação foi recebida pela Justiça. A defesa apresentou resposta à acusação e, posteriormente, o recebimento da denúncia foi ratificado. Foi realizada audiência de instrução e julgamento, com a produção das provas e a oitiva das testemunhas. Nas alegações finais, o Ministério Público pediu a pronúncia de Leandro, para que ele fosse submetido ao julgamento pelo Tribunal do Júri. A defesa técnica, por sua vez, pediu inicialmente o reconhecimento da nulidade da prova digital apresentada no processo e, no mérito, a absolvição por insuficiência de provas. Defesa questionou prints de redes sociais A defesa alegou que haveria nulidade na prova digital porque seria apenas um print de tela isolado, sem perícia técnica e sem observância da cadeia de custódia da prova. O juiz rejeitou o argumento. Na decisão, o magistrado observou que a defesa não havia sequer especificado a qual print de tela isolado estava se referindo, não indicando a folha ou o índice do processo em que estaria localizado o material. Apesar disso, o juiz verificou a existência de prints nos IDs 114 e 883. Segundo os relatórios nos quais os materiais estavam inseridos, as imagens haviam sido obtidas de fontes abertas de contas em redes sociais, entre elas perfis no Instagram, Twitter e Facebook. Foram citados no processo os endereços de perfis como @constamarcos_21, o perfil do Twitter @diretodomiolo, além de @KiinTorre – Twitter e Kíín Torre (Carrapato Citty) – Facebook. Diante disso, a Justiça entendeu que a alegação da defesa não deveria ser acolhida.

BASTIDORES DO CRIME: Ex-dono do Morro dos Macacos que perdeu a favela para o CV teria assumido controle de comunidade em guerra na Tijuca após suposta morte de chefão por infarto

Bastidores do crime apontam que o traficante Leandro Nunes Botelho, o Scooby, teria assumido o controle do Morro do Cruz, no Andaraí, área do Terceiro Comando Puro. Ex-dono das bocas de fumo no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, Scooby substituiria o traficante Anderson Oliveira Colares, o Andril que, segundo relatos, teria morrido de infarto ontem no Complexo da Maré, informação que não foi oficialmente confirmada. O TCP perdeu o controle do Morro dos Macacos para o Comando Vermelho no ano passado e Scooby passou a se refugiar no Complexo de São Carlos, no Estácio. Ele ficou muito tempo escondido também no Complexo da Maré. O Morro do Cruz tem sido um dos principais focos da guerra que se instalou na região da Tijuca nos últimos meses, sofrendo sucessivos ataques do CV. Ontem, por conta da suposta morte de Andril, o comércio chegou a ficar fechado na comunidade.

GUERRA DE FACÇÕES EXPLODE NO BRASIL E DEIXA RASTRO DE SANGUE: CV, PCC, TCP E OUTROS GRUPOS TRAVAM DISPUTAS E EXECUÇÕES SE ESPALHAM PELO PAÍS

“Morre desgraçado, aqui é o bonde dos 40 caralho”. Essa frase foi dita por um criminoso armado que aparece atirando a queima roupa no rosto de um homem. A cena foi retratada em vídeo e divulgada nas redes sociais. Ela mostraria um assassinato de um membro do Comando Vermelho cometido por integrantes da facção Bonde dos 40, no Maranhão. Facções criminosas continuam se enfrentando em vários estados brasileiros e promovendo um verdadeiro banho de sangue. Nos últimos dias, foram registrados vários casos de homicídios pelo país por conta de disputa entre quadrilhas. Em Pontes e Lacerda, no Mato Grosso, um integrante do CV foi morto por membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). Os traficantes do Sindicato do Crime exibiram o corpo separado da cabeça de um suposto integrante do CV morto por eles no Rio Grande do Norte e botaram a frase. “É bala no Cu Vermelho”. Em Minas Gerais, um traficante do CV vulgo Fiel foi executado no Complexo Jardim Alvorada por traficantes do TCP. No Mato Grosso do Sul, o CV teria matado um membro do PCC em Paranaíba e divulgou uma postagem e uma foto fosca do corpo com sangue. “Obtivemos êxito em eliminar nosso inimigo por nome de Arthur ou Menor Progresso. Ele era lojista do PCCu” Em Três Lagoas, no mesmo estado, um bandido do PCC foi morto e outras quatro pessoas foram baleadas. Uma mulher chamada Marilei Pereira foi morta em Maracaju (MS). Ela era mãe do traficante Tu, membro do PCC preso mês passado por atirar contra traficantes do CV na cidade. O marido da moça estava levando o filho na escola na hora do crime. Em Castanhal, no Pará, um homem chamado Alan, ligado ao CV, foi assassinado pelo TCP. Foi divulgada uma imagem com os dizeres: “Eliminado com Sucesso” Essa semana, um homem ligado ao PCC morreu dias após ser baleado por membros do CV em Cáceres, no Mato Grosso. Ainda em Belo Horizonte, um  bandido ligado ao TCP foi morto no Complexo da Calama por um traficante conhecido como Balinha, do CV. Como presente de aniversário do PCC, um membro do CV por um padrinho da facção paulista em Maracaju, no MS Outra informação curiosa: o PCC estaria começando a retaliar ataques do CV no MS. Alguns integrantes estariam vindo de Minas Gerais. Uma lista de decretados foi divulgada. Eles divulgaram ainda um toque de exterminar integrantes do CV

Em meio a guerra de facções na Tijuca, surgiu boato de que um dos chefes da área morreu de infarto na Maré

Em meio a mais uma madrugada e manhã de tiroteio na região da Tijuca e Andaraí, surgiu uma notícia que não está confirmada oficialmente mas que aumentou a tensão na área. Está circulando a informação de que o traficante Anderson de Oliveira Colares, conhecido como “Andril“, apontado como um dos principais chefes do tráfico no Morro do Cruz (TCP), no Andaraí, teria falecido na manhã desta quarta-feira (02/09), aos 49 anos, no Complexo da Maré (Lado do TCP). A causa da morte preliminares de infarto. O Morro do Cruz é um dos principais focos da guerra na região e tem sido alvo constante do Comando Vermelho. Policiais do 6º BPM deflagraram uma operação integrada no Morro do Andaraí, na Zona Norte na manhã desta quarta-feira (02) A ação estratégica visa combater o tráfico de drogas, conter disputas territoriais de criminosos rivais e realizar a remoção de barricadas para garantir o direito de ir e vir dos moradores da região. Haveria um plano de expansão de território: Comando Vermelho promove invasões a favelas da Grande Tijuca controladas por criminosos rivais. ASSISTA VÍDEO https://x.com/tinojunior/status/2095159696277565507/video/1

Conversas levantam suspeitas que líder comunitária de Brás de Pina teria ligação com traficantes e mobilizado moradores para fechar ruas. OUÇA

Trechos de conversas que passaram a circular nas redes sociais levantam suspeitas sobre um possível envolvimento de uma suposta líder de uma associação de moradores de uma comunidade de Brás de Pina com traficantes que atuam na região. Segundo as informações que acompanham o material divulgado, a mulher teria entre suas atribuições a mobilização de moradores para ações como fechamento de vias, realização de manifestações e deslocamentos de grupos, em circunstâncias que agora despertam a atenção das autoridades. Em um dos diálogos divulgados, aparece uma menção ao traficante conhecido pelo apelido de Tiriça, apontado como integrante da criminalidade que atua na região. O teor das conversas, caso confirmado, poderá ajudar a esclarecer a eventual relação entre lideranças comunitárias e integrantes do tráfico. O episódio ganha ainda mais relevância diante do cenário de violência registrado recentemente na região de Cordovil e Brás de Pina. Em agosto, áreas dos dois bairros foram palco de uma intensa disputa territorial entre criminosos ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP) e ao Comando Vermelho (CV). Durante os confrontos, moradores ficaram expostos a intensos tiroteios e até a ataques com granadas lançadas por drones, em uma escalada de violência que provocou medo e alterou a rotina de diversas comunidades. As conversas que circulam nas redes sociais, entretanto, ainda precisam ter sua autenticidade, origem, data e contexto devidamente confirmados. Não há, até o momento, confirmação oficial de que o conteúdo divulgado corresponda integralmente a diálogos reais ou de que a mulher tenha efetivamente cometido qualquer crime.

MORTE, DINHEIRO E GUERRA PELO TERRITÓRIO EM JACAREPAGUÁ: FAMÍLIA PEDE AJUDA PARA VELÓRIO DE HOMEM MORTO EM GUERRA NO SÁBADO E MILÍCIAS DE OUTRAS ÁREAS REFORÇAM RIO DAS PEDRAS

A família de Pablo, morto no último fim de semana durante o confronto entre traficantes e milicianos na região de Rio das Pedras, fez um apelo nas redes sociais em busca de ajuda para conseguir custear as despesas do velório. Em uma publicação na internet, familiares pediram contribuição financeira e afirmaram que qualquer valor seria importante neste momento. “Qualquer valor será de grande ajuda neste momento.” A situação chamou a atenção diante das circunstâncias da morte. A Polícia Civil investiga se Pablo tinha envolvimento com o tráfico de drogas e apura ainda informações de que o chefe do tráfico na região, conhecido pelo vulgo Zeus, teria se recusado a bancar as despesas do velório. Milícia estaria recebendo reforços de outras regiões Paralelamente às investigações sobre a morte de Pablo, informações obtidas pela reportagem, que também carecem de confirmação oficial, apontam para uma movimentação de grupos paramilitares em apoio à milícia de Rio das Pedras. Segundo esses relatos, integrantes de grupos de outras regiões estariam ajudando os milicianos locais na disputa pelo controle territorial. Entre os nomes citados estão PL, apontado como liderança de Santa Cruz, e Juninho Varão, da Baixada Fluminense. Há relatos de que PL teria enviado homens para a região do Sertão, área que se tornou um dos principais focos da guerra ocorrida no último fim de semana, semanas antes dos confrontos mais recentes. A movimentação reforçaria a possibilidade de que a disputa em Rio das Pedras tenha ultrapassado os limites do grupo local, envolvendo alianças com outras estruturas paramilitares. Cerca de 100 milicianos estariam concentrados no Sertão Após ser atacada por traficantes do Comando Vermelho no sábado, a milícia teria reagido e avançado em direção à Muzema, segundo informações ainda não confirmadas oficialmente. Relatos obtidos pela reportagem apontam ainda que cerca de 100 milicianos estariam concentrados na região de mata do Sertão, supostamente preparados para uma possível nova investida contra áreas controladas pelos traficantes conhecidos como Zeus e Maromba. A concentração de homens armados indicaria que a disputa territorial pode estar longe de terminar e que novos confrontos não estão descartados. O atual frente da milícia de Rio das Pedras, conhecido como Labareda, também teria determinado, segundo esses relatos, que o grupo avance sobre a Muzema. Outra informação repassada para a reportagem seria de que os traficantes do Terceiro Comando Puro, que estavam ajudando os milciianos de Rio das Pedras, teriam recuado diante da suposta união entre os grupos paramilitares Com o suposto apoio de homens ligados a Varão e PL, a milícia teria conseguido realizar recentemente um ataque na Muzema dias atrás. Todas essas informações sobre movimentação, efetivo e ordens de ataque dependem de confirmação das autoridades. Mortes e caos nas ruas O confronto ocorrido no sábado deixou outras vítimas. Entre elas está Jô Sapatão, apontado como integrante da milícia, além de outros três homens que teriam sido executados na região de Curicica. A violência provocou um cenário de caos em diferentes pontos da Zona Oeste. Ônibus foram atravessados nas vias e utilizados como barricadas, enquanto pontos de bloqueio foram incendiados. Segundo o Rio Ônibus, 14 coletivos foram utilizados como barricadas na noite de sábado (29 de agosto), nos bairros de Muzema, Gardênia Azul, Curicica e Taquara. De acordo com a entidade, a operação do transporte coletivo já havia sido normalizada nessas regiões. Os 14 ônibus usados como barricadas Muzema Curicica e Taquara Gardênia Azul

Cúpula do CV teria ordenado invasão de Rio das Pedras e espalhado caos por Jacarepaguá; com ônibus atravessados e mortes.VEJA TODOS PONTOS CRÍTICOS

A noite de sábado (30) terminou em clima de guerra em diferentes pontos de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Informações que circulam sobre os episódios, mas que ainda dependem de confirmação oficial, apontam que traficantes do Comando Vermelho (CV) de diferentes regiões teriam recebido uma ordem da alta cúpula da facção para tentar invadir a localidade do Sertão, em Rio das Pedras, área sob influência de grupos milicianos. A possível ofensiva teria provocado uma sequência de episódios violentos e bloqueios em importantes vias da região. Segundo os relatos, além da tentativa de ataque ao território rival, a cúpula do CV teria determinado que criminosos interrompessem a circulação em pontos estratégicos de Jacarepaguá, numa tentativa de dificultar o deslocamento das forças de segurança e criar obstáculos para quem circulava pela região. Ao menos 14 ônibus teriam sido atravessados nas ruas e utilizados como barricadas. Objetos também foram incendiados e colocados nas pistas. CONFRONTO NO SERTÃO No Sertão, os traficantes que teriam participado da tentativa de invasão teriam sido surpreendidos por homens armados ligados à milícia. O encontro entre os grupos teria provocado uma intensa troca de tiros, espalhando o medo entre moradores e pessoas que transitavam pela região. Mas a violência não teria ficado concentrada em Rio das Pedras. QUATRO MORTOS EM CURICICA Em Curicica, quatro pessoas foram mortas em circunstâncias que também são investigadas pela polícia. Entre as vítimas está Josiane Dias de Assunção Maia, conhecida como Jô Sapatão, apontada como ligada à milícia associada aos criminosos conhecidos como Boto e Capitão América. Jô foi encontrada morta dentro de um Ford EcoSport preto. Os outros três mortos ainda não haviam sido identificados oficialmente. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga os homicídios e realiza diligências para identificar os responsáveis e esclarecer a dinâmica dos crimes. JACAREPAGUÁ SITIADA? VEJA OS PONTOS ONDE HOUVE BLOQUEIOS, INCÊNDIOS E CONFUSÃO A possível ofensiva criminosa provocou reflexos em uma extensa área da Zona Oeste. Ônibus, lixeiras, sofás e outros objetos foram utilizados para bloquear ruas e avenidas, segundo relatos recebidos. 🚌 MUZEMA / ITANHANGÁ Ônibus teriam sido atravessados nas vias, formando barricadas e dificultando a circulação de veículos. A Polícia Militar confirmou que criminosos armados promoveram um confronto na comunidade da Muzema. Um homem foi baleado na perna e levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge. 🔥 ESTRADA DOS BANDEIRANTES Lixeiras teriam sido incendiadas e colocadas na pista para impedir ou dificultar a passagem de veículos. 🔥 AVENIDA SALVADOR ALLENDE Um sofá foi incendiado na pista lateral, contribuindo para o bloqueio da via. 🚨 GARDÊNIA AZUL / VIA PARQUE — AVENIDA AYRTON SENNA Também houve relatos de incêndios na pista lateral. Segundo as informações recebidas, criminosos teriam abordado ônibus e tomado as chaves dos coletivos, impedindo a circulação. 🚌 ESTRADA DO GUERENGUÊ Também houve relatos de ônibus atravessados na pista. 🚨 RUA LOPO SARAIVA — JACAREPAGUÁ Por volta de 1h da madrugada deste domingo (30), seguidores relataram um possível arrastão na Rua Lopo Saraiva, próximo ao Center Shopping. Segundo os relatos, seis criminosos, utilizando três motocicletas, teriam participado da ação. Ainda de acordo com as informações recebidas, disparos teriam sido efetuados durante a ocorrência, aumentando a tensão entre moradores e motoristas que estavam na região. 🚨 BARRA OLÍMPICA A onda de ocorrências também afetou o transporte público. BRTs tiveram a circulação interrompida e passageiros precisaram desembarcar dos veículos. PM CONFIRMA CONFRONTO E BLOQUEIOS Em nota, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que, neste sábado (30), criminosos armados promoveram um confronto na comunidade da Muzema. De acordo com a corporação, um homem foi atingido na perna e socorrido para o Hospital Municipal Lourenço Jorge. A PM informou ainda que, durante a ocorrência, pessoas interceptaram veículos e atearam fogo em objetos com o objetivo de bloquear as vias da região. Equipes do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) atuaram para estabilizar o perímetro e restabelecer o fluxo de veículos. O policiamento permaneceu reforçado nos pontos considerados de atenção, com apoio de equipes do 1º Comando de Policiamento de Área (CPA). Enquanto isso, a Delegacia de Homicídios da Capital continua investigando as mortes de Josiane Dias de Assunção Maia e dos três homens ainda não identificados. As investigações deverão apontar se os diferentes episódios registrados durante a noite fazem parte de uma mesma ofensiva criminosa e qual foi a participação de integrantes do Comando Vermelho e de grupos milicianos nos confrontos. No meio da tensão, um suposto milciiano provocou os traficantes nas redes sociais cu vermelho da muzema, junta os pano de bunda, está mais próximo que nunca, eu avisei! vamos voltar p onde é nosso, equipe LB vai chegar com pé na porta!

“AQUI É TROPA DO JUNINHO VARÃO”: O SEQUESTRO, A EXECUÇÃO E O CORPO QUE A MILÍCIA FEZ DESAPARECER

Oito homens armados com fuzis cercaram o carro, arrancaram o motorista de aplicativo Luiz Henrique de dentro do veículo e o colocaram na mala de uma Fiat Toro. Dois anos depois, denúncia do MP revela testemunho, suposta ordem de Xandi e bilhete encontrado na prisão: “Missão cumprida como você mandou” “NÃO É NADA COM VOCÊS RAPAZIADA, É COM ELE. AQUI É SEGURANÇA TROPA DO JUNINHO VARÃO.” Foi assim, segundo uma testemunha, que homens armados anunciaram o sequestro de um motorista de aplicativo na noite de 4 de maio de 2024, na região da Rua do Valão, em Seropédica, na Baixada Fluminense. Luiz Henrique Vieira da Silva estava dentro de seu carro quando dois veículos o cercaram. De acordo com o depoimento prestado à polícia por Maycon dos Santos de Oliveira, aproximadamente oito homens saíram dos automóveis. Todos estavam armados com fuzis. A testemunha estava jogando bola na rua quando presenciou a abordagem. Os homens disseram que a ação não era contra as demais pessoas que estavam no local. Era contra Luiz Henrique. Depois do aviso, os criminosos foram até o carro da vítima, retiraram o motorista à força, amarraram seus pulsos com uma fita branca e o colocaram na mala de uma Fiat Toro branca. Foi a última vez que Luiz Henrique foi visto. O corpo nunca foi encontrado. Mais de dois anos depois do crime, documentos de uma ação penal revelam detalhes da investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A acusação aponta Alexandre Silva de Almeida, o “Xandi”, como o homem que teria ordenado a execução. E o caso envolve duas expressões que aparecem de forma marcante na investigação: “Tropa do Juninho Varão” e “Tropa do Cerol”. “AQUI É SEGURANÇA TROPA DO JUNINHO VARÃO” A frase atribuída aos sequestradores é um dos elementos mais fortes do depoimento da testemunha. Maycon contou à polícia que os homens estavam mascarados e, por isso, não conseguiu reconhecer nenhum deles. Mas conseguiu ouvir o que disseram. “AQUI É SEGURANÇA TROPA DO JUNINHO VARÃO.” A identificação feita pelos próprios criminosos passou a integrar a investigação. Segundo a denúncia do Ministério Público, Xandi era apontado como uma das lideranças da organização miliciana que atuaria no Km 32, em Nova Iguaçu, Cabuçu e Seropédica, juntamente com “Juninho Varão” e outros integrantes. A acusação sustenta que somente mediante ordem ou autorização das lideranças poderiam ocorrer execuções e homicídios praticados pela organização. A referência a Varão, portanto, aparece em dois momentos distintos dos documentos: na fala dos homens durante o sequestro e na descrição, feita pelo Ministério Público, da estrutura de comando investigada. UM DOS HOMENS FEZ UMA LIGAÇÃO Embora não tenha conseguido reconhecer os sequestradores, Maycon relatou outro detalhe aos investigadores. Durante a abordagem, um dos homens fez uma ligação telefônica. A testemunha afirmou ter conseguido escutar o nome “Xandi” durante a conversa. Essa informação foi incorporada à investigação como um dos elementos utilizados para sustentar a hipótese de que Alexandre Silva de Almeida teria participado do planejamento ou determinado a ação. O Ministério Público afirma que Luiz Henrique teria sido executado por integrantes da chamada Tropa do Cerol, sob ordem de Xandi. A motivação apontada pela acusação seria a suposta ligação da vítima com uma milícia rival, vinculada ao grupo de Luís Antônio da Silva Braga, o “Zinho”. DEPOIS DO SEQUESTRO, O CARRO APARECEU QUEIMADO Luiz Henrique desapareceu naquela noite. Seu veículo, porém, reapareceu. Foi encontrado posteriormente incendiado na Rua Jersei, no Jardim Guandu, em Comendador Soares. Dentro do automóvel havia também um celular que havia sido queimado. Para a investigação, a destruição do veículo e do aparelho reforçava a suspeita de que não se tratava de um simples desaparecimento. O Ministério Público sustenta que Luiz Henrique foi morto depois de ser levado pelos criminosos. O corpo, entretanto, nunca foi localizado. A HIPÓTESE DO RIO GUANDU A investigação levantou a possibilidade de que o cadáver tenha sido levado até o Rio Guandu. Segundo a denúncia, existem fortes indícios de que o corpo tenha sido ocultado por integrantes da organização criminosa. A acusação menciona ainda que a ocultação de cadáver faria parte de um modus operandi atribuído ao grupo investigado. Sem o corpo, a investigação passou a depender de outros elementos para reconstruir o que aconteceu depois que Luiz Henrique foi colocado na mala da Fiat Toro. E um deles apareceu dentro de uma prisão. O BILHETE ENCONTRADO NA CELA DE XANDI Alexandre Silva de Almeida estava custodiado no Presídio Bandeira Stampa, o Bangu 9, quando investigadores encontraram uma anotação manuscrita dentro de sua cela. O conteúdo, segundo a denúncia, é direto: “XANDI, TROPA DO CEROL ENCONTROU O UBER JÁ ERA. MISSÃO CUMPRIDA COMO VOCE MANDOU. CONFIRMADO O ARROMBADO ERA LUIS HENRIQUE”. Para o Ministério Público, o bilhete reforça a hipótese de que Xandi teria ordenado a execução e que integrantes da Tropa do Cerol teriam cumprido a determinação. A expressão “MISSÃO CUMPRIDA COMO VOCE MANDOU” é apontada pela acusação como indicativo de que havia uma ordem anterior atribuída ao acusado. A mensagem também é utilizada pelo Ministério Público para sustentar que Xandi teria mantido capacidade de comando sobre integrantes da organização mesmo estando preso. UMA EXECUÇÃO SEM CORPO A reconstrução apresentada pela acusação começa na Rua do Valão. Dois carros cercam o veículo de Luiz Henrique. Oito homens armados com fuzis descem. Eles anunciam que são da “Tropa do Juninho Varão”. Retiram o motorista do carro. Amarram seus pulsos. Colocam-no na mala de uma Fiat Toro branca. Um dos homens faz uma ligação. A testemunha ouve o nome “Xandi”. Os criminosos deixam o local. Depois, o carro da vítima é encontrado queimado. O celular também está destruído. O corpo desaparece. E, posteriormente, surge dentro da cela de Xandi uma mensagem dizendo que a Tropa do Cerol havia encontrado o Uber e que a “missão” estava cumprida conforme ele havia mandado. É essa sequência de acontecimentos que sustenta a acusação apresentada pelo Ministério Público. DISPUTA ENTRE MILÍCIAS Segundo a denúncia, Luiz Henrique teria sido escolhido como alvo

Guerra na Zona Sudoeste tem vários ônibus atravessados na noite deste sábado

Terror na Zona Sudoeste do Rio na noite deste sabádo. Segundo relatos, traficantes da Muzema, no Itanhangá, invadiram a localidade do Sertão, em Rio das Pedras, em Jacareapguá. No confronto, um traficante teria morrido em confroto com milicianos. A partir daí, o caos se instalou na região. Vários ônibus foram atravessados na Avenida Engenheiro Souza Filho e barricadas feitas com lixeiras foram montadas dificultando a passagem de veículos. Os bandidos do CV também teriam atacado a Vila Sapê, em Curicica. Um morador teria ficado ferido. Um ônibus foi atravessado na Estrada dos Bandeirantes e há informação de outro nas proximidades da Gardênia Azul. Durante a semana, foi divulgada nas redes sociais uma foto em que apareciam juntos o traficante Zeus, frente da Muzema, e Kauan, ex-miliciano de Rio das Pedras que pulou para ol CV.

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