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guerra de facções

Entre ataques do CV e alianças com o TCP, rumores indicam nova tentativa de pacto entre as maiores milícias do RJ

Novamente circula boatos de que as duas maiores milícias do Rio de Janeiro_ a comandada por PL (sucessor de Zinho) e Juninho Varão_ estariam negociando um suposto acordo de paz num momento de novas guerras com o Comando Vermelho. Isso já ocorreu no início do ano e acabou sendo quebrado em razão da morte do miliciano Jiraya, executado com vários tiros em Nova Iguaçu. Em razão do fim do suposto acordo, vários outros homicídios ocorreram na época. O que foi publicado é que esse suposto novo acordo só sairia se PL aceitar devolver as áreaS tomadas da milícia do Waguinho em Santa Cruz, como o Conjunto João 23. Waguinho é aliado de Varão. O supotos acordo incluiria a milícia do Rio das Pedras, em Jacarepaguá, constantemente ameaçada pelo Comando Vermelho. Em meio a esse burburinho, há informações que PL teria firnado uma aliança com traficantes do Terceiro Comando Puro tanto da Zona Oeste da capital fluminense como na Baixada e estaria ordenando vários homicídios dentro da sua própria quadrilha como forma de ‘cobrança interna’, Essas supostas mortes teriam ocorrido em Guaratiba e também em Itaguaí. Em Itaguaí, o grupo sofre com ataques do Comando Vermelho principalmente em Chaperó, base da quadrilha na cidade. Por conta disso, seus homens teriam se refugiado no Morro do Carvão, área do TCP. Juninho Varão também está em guerra com o CV em Nova Iguaçu. Semana passada foram registrados confrontos no Grão Pará.

Menor de 15 anos foi atingido por explosivos jogados por drone em favela da Zona Norte do Rio

Um adolescente de 15 anos ficou ferido após ser atingido por explosivos lançados por um drone na noite desta sexta-feira (29), no Morro da Caixa d’Água, na Zona Norte do Rio de Janeiro. De acordo com relatos de moradores ouvidos pelo repórter Bruno Assunção, o equipamento teria lançado ao menos dois artefatos explosivos na direção do jovem. A principal suspeita é de que ele tenha sido confundido com um soldado de uma facção rival durante uma ação de monitoramento realizada por criminosos. A região é vizinha às comunidades do Quitungo e Guaporé, que há mais de uma semana vêm sendo palco de sucessivas tentativas de invasão promovidas por traficantes ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP), oriundos do Complexo de Israel. O adolescente foi socorrido e encaminhado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. Segundo informações apuradas, ele permanece internado e apresenta quadro de saúde estável. Diante da escalada da violência na região, parentes da vítima, moradores e amigos organizaram uma manifestação para este sábado (30). O grupo pretende cobrar o fim dos confrontos entre facções criminosas e uma resposta das forças de segurança diante da situação que tem colocado em risco a vida de moradores inocentes.

Guerra no Recreio e Vargens: investigação revela estrutura do TCP com “matadores”, tráfico na praia e disputa sangrenta contra CV e milícia

A recente execução de um casal no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, voltou a escancarar a guerra silenciosa que vem transformando a região do Recreio e de Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio, em território de disputa entre traficantes do Comando Vermelho (CV), integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e grupos milicianos. Em meio ao clima de tensão, uma denúncia do Ministério Público do Rio revelou detalhes da estrutura criminosa montada pelo TCP nas regiões do Terreirão e Posto 12, apontando traficantes responsáveis por execuções, distribuição de drogas, monitoramento policial e venda de entorpecentes em plena orla da praia. A morte do casal, ocorrida recentemente em uma das áreas mais conflagradas do Recreio, aumentou o medo entre moradores e frequentadores da região. O crime é tratado nos bastidores da segurança pública como mais um reflexo da disputa territorial que se intensificou nos últimos anos na Zona Sudoeste da capital. Segundo o Ministério Público, o TCP mantém domínio sobre pontos estratégicos do Terreirão, Canal, Pombo Sem Asa, Taboinha e Notredame, além de áreas próximas às Vargens e ao Posto 12, onde traficantes atuariam até mesmo durante o dia comercializando drogas para turistas e frequentadores de quiosques. A investigação aponta que armas e entorpecentes eram escondidos na areia da praia, debaixo de decks e próximos a barcos utilizados pelos criminosos. Estrutura da facção tinha gerentes, distribuidores e executores A denúncia mostra que a facção possuía uma divisão clara de funções dentro da organização criminosa. O traficante conhecido como “Lobim” aparece como um dos principais gerentes do tráfico na região, responsável pelo abastecimento de drogas vindas da Vila do João, no Complexo da Maré. Além da logística dos entorpecentes, ele é apontado como um dos principais “matadores” da facção, ligado a diversos homicídios ocorridos no Recreio. Outro nome citado é “RB”, descrito pelos investigadores como um dos “frentes” do TCP no Terreirão. Segundo o Ministério Público, ele atuava diretamente na eliminação de rivais e no controle dos pontos de venda de drogas. Já o criminoso conhecido como “Sem Vulgo” é apontado como um dos principais executores da organização. Testemunhas afirmaram que ele fazia rondas diárias pela comunidade à procura de integrantes de facções rivais para matar. Outro denunciado, conhecido como “Chibata”, foi apontado como participante de ataques armados e homicídios ligados à disputa territorial. Em um dos episódios citados na investigação, ele teria efetuado disparos contra um rival dentro de um posto de saúde no Terreirão. Tráfico funcionava em quiosques e pistas de skate A denúncia detalha ainda que o tráfico funcionava abertamente em áreas movimentadas do Posto 12. Segundo as investigações, integrantes da facção comercializavam cocaína e maconha na areia da praia, em quiosques, decks e próximos à pista de skate frequentada por jovens e turistas. Uma das denunciadas foi flagrada vendendo drogas diretamente para frequentadores da praia. Outro integrante acabou preso após fazer uma transmissão ao vivo nas redes sociais exibindo cocaína e anunciando a venda do entorpecente. O Ministério Público afirma que quase metade dos registros de tráfico da região estavam concentrados no entorno do Posto 12. Guerra envolve também milicianos e o Comando Vermelho As investigações mostram que a violência no Recreio e nas Vargens vai além da rivalidade entre TCP e CV. Grupos milicianos também tentam avançar sobre áreas estratégicas da Zona Sudoeste, aumentando o cenário de confrontos e execuções. Um dos casos citados na denúncia envolve a morte de dois homens apontados como milicianos. Segundo os investigadores, traficantes do TCP teriam sido acionados após a presença dos rivais ser identificada no Terreirão. O Ministério Público afirma que o conflito armado provocou uma explosão nos homicídios da região, que registrou aumento de 163% nas mortes entre 2022 e 2023. Além das execuções, os criminosos utilizavam grupos de WhatsApp para monitorar viaturas e operações policiais em tempo real, permitindo esconder drogas e armas antes da chegada das equipes. Para os investigadores, o Recreio e a região das Vargens deixaram de ser apenas áreas de expansão imobiliária e lazer da cidade para integrar o mapa das principais disputas do crime organizado no Rio de Janeiro. cara, nao eh para omitir as funcoes dos traficantes Execução de casal expõe guerra entre facções na Zona Sudoeste do Rio; denúncia revela estrutura do TCP no Recreio com gerentes, “matadores” e tráfico na praia A execução recente de um casal no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, voltou a expor a escalada da violência na região do Recreio e de Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio, onde traficantes do Comando Vermelho (CV), integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e grupos milicianos travam uma disputa armada por território, pontos de drogas e influência criminosa. Em meio ao clima de guerra, uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio detalhou a estrutura montada pelo TCP no Terreirão e no Posto 12, revelando a atuação de gerentes do tráfico, distribuidores de drogas, vendedores na praia, executores de rivais e integrantes responsáveis por monitorar operações policiais. Segundo a investigação, a facção domina áreas como Terreirão, Canal, Pombo Sem Asa, Taboinha, Notredame e pontos estratégicos próximos às Vargens e à orla do Recreio. O documento mostra que a região virou um dos principais centros de venda de drogas da Zona Sudoeste, com traficantes atuando até mesmo em quiosques, decks e pistas de skate frequentadas por turistas. A denúncia afirma que armas e drogas eram enterradas na areia da praia ou escondidas embaixo de barcos e estruturas da orla. Gerentes do tráfico e ligação com o Complexo da Maré Entre os principais nomes citados está o traficante conhecido como “Lobim”, apontado como um dos gerentes do tráfico no Posto 12 e Terreirão. Segundo o Ministério Público, ele era responsável por trazer drogas da Vila do João, no Complexo da Maré, para abastecer os pontos de venda no Recreio. Além da logística dos entorpecentes, Lobim também seria um dos principais “matadores” da facção, ligado a diversos homicídios registrados na região. Outro denunciado apontado como liderança é “RB”, descrito como um dos “frentes” do TCP no Terreirão. A investigação afirma

Lacoste e Coelhão da Serrinha (TCP) têm prisão preventiva decretada suspeitos de mandarem matar entregadores de lanche envolvidos com o tráfico no Morro do Dezoito (CV)

Os líderes do tráfico de drogas no Complexo da Serrinha, em Madureira, os bandidos conhecidos como Lacoste ou Salomão e Coelhão tiveram as prisões preventivas decretadas suspeitos de ordenarem dois homicídios de envolvidos com o crime no Morro do Dezoito, em Água Santa. Uma das vítimas foi Henrique Vitor Martins de Oliveira Marçano. A mãe disse que soube da morte do filho por populares que disseram que duas pessoas tinham sido baleadas em frente a uma estação de trem na Rua Nerval Gouveia. Ao chegar no local, viu Henrique morto e uma outra pessoa ferida. Falou que soube que Henrique estava com um amigo em uma moto que havia parado por falta de gasolina , e que em determinado momento parou um carro de cor preta com quatro elementos bem armados , e sairam perguntando ao filho e ao amigo dizendo: Fé fé? ; O amigo do filho respondeu dizendo fé e foi baleado em seguida e que Henrique tentou correr mas também fora alvejado. Segundo a tesemunha, os atiradores seriam integrantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro e que o filho estava envolvido com o tráfico do morro do Dezoito cuja facção é CV. Tinha conhecimento que Henrique trabalhava como entregador de lanche e não soube dizer se Henrique tinha ou não briga/rixa ou se vinha ou não sofrendo ameaças . A outra vítima foi Lucas Teixeira de Carvalho. Seu avô contou que oube da morte por meio de um telefonema de uma pessoa que não se identificou , e informou a sua esposa , a , que informou que Lucas estava baleado junto com outro rapaz em frente a estação de trem; Que LUCAS ainda foi socorrido para Hospital Municipal Lourenço Jorge , porém quand. Lucas foi socorrido ao Hospital Salgado Filho mas chegou morto. Também falou que o neto era entregador de lanche mas que tomou conhecimento recentemente que estava envolvido na organização criminosa do tráfico do morro do Dezoito e Caixa d`agua em Quintino, e que o mesmo era usuário de drogas. Ele já fora preso por crime de Roubo. Após a informação trazida pelos familiares das vítimas de que ambos eram membros da organização criminosa que explora o tráfico de drogas na localidade dos fatos, o relatório policial informa que a referida localidade encontra-se marcada por uma guerra entre organizações criminosas rivais que buscam o domínio do comércio ilegal de drogas. Os denunciados ocupam posição de liderança da organização criminosa rival a que pertenciam as vítimas, de forma que cabe somente a eles ordenar, coordenar e comandar os atos ilícitos praticados nas ações que visam a expansão territorial de seus domínios. . O fato criminoso imputado aos denunciados reveste-se de extrema violência na medida em que os autos noticiam que a principal motivação para o cometimento do crime foi a disputa territorial pela exploração do tráfico de drogas ilícitas entre duas facções criminosas. Há indícios de que os denunciados tem uma vida voltada para o crime, sendo líderes de uma organização criminosa em região próxima de onde o fato ocorreu, não existindo segurança de que tenha uma vida voltada para atividades lícitas, justificando-se a prisão preventiva .

Ex-traficante do CV que tentava recomeçar a vida foi chamado de volta à favela agora sob o domínio do TCP e acabou morto; Justiça só agiu quase dois anos depois

Chamado por um suposto amigo para voltar à comunidade onde havia deixado o tráfico para trás, Lucas Soares da Silva saiu de casa dizendo que “seria rápido”. Horas depois, desapareceu. Na manhã seguinte, o jovem foi encontrado morto em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Quase dois anos após o crime, a Justiça finalmente deu andamento ao caso e aceitou parcialmente a denúncia contra um dos acusados de participação no assassinato. A motivação da execução, no entanto, continua um mistério cercado de dúvidas, silêncio e versões conflitantes. Segundo familiares, Lucas tentava reconstruir a vida após abandonar o tráfico. Depois de sair da prisão em 2022, passou a trabalhar como ajudante de pedreiro ao lado do tio e também vendia roupas para sobreviver. Pessoas próximas afirmam que ele queria se afastar definitivamente do ambiente criminoso da comunidade do Danon, em Nova Iguaçu, que na sua epoca de crime era dominada pelo Comando Vermeho. Mas o passado voltou a bater à porta. De acordo com a investigação, Lucas vinha sendo procurado por antigos conhecidos da época em que atuava no tráfico. Entre eles estava “Macauly”, apontado agora pelo Ministério Público como o homem que teria atraído o rapaz para uma armadilha mortal. A namorada da vítima, M.S.S, contou em depoimento que Lucas estava em sua casa no dia 14 de setembro de 2023 quando começou a receber mensagens insistentes no WhatsApp. Pouco depois, avisou que amigos estavam chamando para um encontro na comunidade do Danon. Ela tentou impedir que ele fosse. Lucas, porém, respondeu que voltaria rápido. Foi a última vez que saiu de casa com vida. Horas depois, ele desapareceu sem deixar pistas. Na manhã seguinte, Monique recebeu uma mensagem devastadora: uma foto da identidade de Lucas acompanhada da frase “ACHARAM ESSE MENINO MORTO AQUI EM NOVA ERA”. Desesperada, ela correu até o local indicado e encontrou o corpo do namorado já sem vida. Na época, M afirmou ainda estar grávida de Lucas. A mãe da vítima revelou em depoimento que Vinicius teria até providenciado um carro de aplicativo para levar Lucas até a comunidade onde ele acabou morto. Para investigadores, esse é um dos principais elementos que sustentam a acusação de que o acusado teria participado da emboscada. Em depoimento à polícia, Macauly confirmou que era amigo de Lucas e admitiu que ambos já haviam atuado no tráfico da comunidade do Danon. Ele também declarou que esteve com a vítima horas antes do desaparecimento, afirmando que os dois saíram juntos para comprar uma peça para um tablet e depois seguiram para sua casa, onde fizeram um lanche preparado por sua mãe. Segundo Macualy Lucas deixou o local por volta das 17h para ir até a casa da namorada e, desde então, ele não teria mais mantido contato com o amigo. O acusado afirmou ainda que só soube da morte na manhã seguinte pelas redes sociais. No depoimento, Vinicius também confirmou que Lucas já havia trabalhado no tráfico do Danon e disse que, após deixar a prisão, ele teria retornado à comunidade já sob domínio do TCP. Apesar disso, alegou não saber quem matou o rapaz nem qual teria sido a motivação do crime. A Justiça decidiu não decretar a prisão preventiva de Vinicius Reis, impondo apenas medidas cautelares. Já o traficante conhecido como Boris ou Tiririca, apontado como líder do TCP no Danon e denunciado pelo Ministério Público como suposto mandante da execução, acabou beneficiado pela rejeição da denúncia. O juiz entendeu que não existem provas suficientes de que ele tenha ordenado diretamente o homicídio. Na decisão, o magistrado também afirmou que a investigação ainda não conseguiu esclarecer exatamente o que motivou a morte de Lucas. O Ministério Público sustentava a hipótese de que o rapaz teria sido executado por integrantes da facção por supostas desavenças relacionadas ao fato de ter deixado o tráfico, mas a tese não foi considerada suficientemente comprovada. O caso continua cercado de perguntas sem respostas. Por que Lucas foi chamado de volta ao Danon? O que aconteceu depois que ele entrou na comunidade? E quem decidiu sua morte? Enquanto a investigação tenta esclarecer os bastidores do crime, familiares convivem com a dor de ver o jovem que dizia querer abandonar o passado acabar executado de forma brutal após retornar ao lugar de onde tentava se afastar

Homem morto ao sair de Fórum de Campos trocou o TCP pela ADA. Rivais debocharam da morte. “Ficou feio c… vai oprimir morador no inferno”

“Ficou feio seu cuzão, vai oprimir morador no inferno, seu cuzão, ficou feio na história Cláudio Henrique fdp” Essa mensagem foi adicionada ao vídeo que mostra o corpo de Cláudio Henrique Jeremias Prudêncio. Ele foi assassinado na tarde de ontem ao sair do Fórum de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Há relatos que Cláudio era membro da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) e foi morto pelos rivais do Terceiro Comando Puro (TCP). No início da década, ele fazia parte do TCP mas com a morte do líder do tráfico das “Casinhas do Parque Prazeres”, conhecido como “Felipe da Roça”, se mudou do local e teria migrado para a facção criminosa “ADA”, estabelecida no Parque Santa Rosa (Sapo 1). Cláudio foi morto , após sair do Fórum e seguir em um carro de aplicativo, na Avenida José Carlos Pereira Pinto, em Guarus, Campos. O crime aconteceu durante o trajeto, quando duas motocicletas com dois homens se aproximaram do veículo e efetuaram diversos disparos. Segundo informações apuradas no local, o motorista do aplicativo, um carro modelo HB20, cor branca, também foi atingido pelos tiros e ficou ferido. Já Cláudio Henrique, ainda conseguiu sair do carro e tentou correr pela rua, mas acabou caindo poucos metros depois e morreu antes da chegada do socorro. 

“Resolve e joga em Seropédica”: Conversa vazada mostra milicianos discutindo destino de corpo de adolescente que teria sido morto pelo grupo. ASSISTA

Uma conversa vazada nas redes sociais trouxe à tona detalhes assustadores sobre o desaparecimento do adolescente João Victor Campos, de apenas 16 anos, e levantou suspeitas de que o jovem possa ter sido executado por criminosos ligados à milícia que atua entre Seropédica, Itaguaí e a Zona Oeste do Rio. Além dos diálogos atribuídos aos milicianos, um vídeo que circula nas redes sociais também estaria sendo apontado como uma possível gravação do do corpo do adolescente em meio a um matagal. Até o momento, porém, não há confirmação oficial sobre a autenticidade das imagens nem sobre o paradeiro de João Victor No vídeo, um homem diz: “Ai Peoa, Pegou a visão, arrombado ta aí ficou fudido”. Nas mensagens vazadas, o miliciano Pepa, de Itaguaí, conversa com Sassá, do Cesarão, ambos apontados como integrantes ligados ao grupo de PL, atualmente associado à milícia do Zinho. Durante o diálogo, eles comentam que o miliciano Bigode — ex-chefe da milícia de Seropédica e atualmente preso em Bangu 8 — teria perguntado sobre o adolescente, que, segundo informações divulgadas em grupos da região, teria sido sequestrado pela quadrilha. O trecho mais chocante da conversa acontece quando os criminosos discutem onde o corpo do jovem poderia ser desovado. Eles citam as regiões do Jesuítas, em Santa Cruz, e Seropédica. Em seguida, Sassá teria determinado: “resolve e joga em Seropédica mesmo”. A foto de João Victor passou a circular nas redes sociais acompanhada de mensagens de despedida e forte comoção. Em uma das publicações, aparece a frase:“Eu te dei tantos conselhos, queria tanto que você estivesse me escutado. Meu coração fica apertado de saber.” O caso aumentou ainda mais o clima de medo na Baixada Fluminense, principalmente diante das informações de que integrantes ligados a PL e Bigode estariam articulando ataques contra comunidades de Seropédica atualmente dominadas pelo grupo de Juninho Varão. A possibilidade de uma nova guerra entre milicianos e traficantes deixou moradores em alerta máximo. Bigode é apontado como o antigo chefe da milícia de Seropédica, grupo que mantinha aliança com o Terceiro Comando Puro (TCP). A quadrilha é investigada por diversos crimes violentos, incluindo o confronto que terminou com a morte do universitário Bernardo Paraíso e deixou duas crianças feridas. A tensão na região aumentou ainda mais após a execução de Gustavo, ex-miliciano que teria abandonado o crime para trabalhar como mototaxista. Ele foi morto na noite da última sexta-feira, na região do Km 54, no Salão Raposa. Os principais suspeitos do ataque seriam Reinaldo, GL e Peppa. GL, morador de Chaperó e apontado como integrante ligado diretamente ao GAT de Gordão/Bigode, estaria enviando áudios com ameaças contra rivais e moradores da região. Veja aqui a conversa:

NOVA IGUAÇU: Rapaz foi morto por traficantes do CV porque postou em rede social foto com time de futebol da milícia. Desesperada, mãe foi at´pe a boca de fumo pedir notícias do filho

A Justiça do Rio decretou em abril a prisão de mais dois envolvidos no assassinato de um rapaz em setembro de 2025 no bairro de Austin, em Nova Iguaçu. O rapaz foi morto porque publicou em rede social foto usando o uniforme de um time de futebol considerado rival (da milícia) pelos autores do crime, que são ligados ao Comando Vermelho. O asassinato teve contornos ainda mais dramáticos porque a mãe da vítima foi até a boca de fumo para saber da notícia do filho;Um outro suspeito, vulgo Buzico, já teve a prisão decretada em fevereiro. Narra a denúncia que “entre os dias 21 de setembro de 2025 – quando a vítima foi retirada de sua residência situada na Rua Bilu, nº 03, Bairro Vila Guimarães, Austin, Nova Iguaçu/RJ – e o dia 24 de setembro de 2025, data em que seu corpo foi localizado na Estrada do Tinguazinho, s/n, Tinguazinho, Nova Iguaçu, os criminosos efetuaram disparos de arma de fogo contra a vítima Matheus Ribeiro dos Santos, que veio a óbito; O crime foi cometido por motivo torpe, consistente na imposição violenta de domínio territorial pela facção criminosa Comando Vermelho tendo a vítima sido executada em razão da publicação, em rede social, de fotografia na qual vestia uniforme de time de futebol cujos integrantes teriam suposto vínculo com uma organização criminosa rival daquela integrada pelos autores O homicídio foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, a qual foi retirada de sua residência pelos denunciados e por seus comparsas, integrantes da facção criminosa Comando Vermelho, e conduzida, sob coação, para o interior de área dominada pelo grupo armado, onde foi executada com múltiplos disparos de arma de fogo após permanecer sob o domínio dos acusados, sem qualquer possibilidade de reação ou fuga, em ambiente integralmente controlado pelos criminosos.” A mãe de Matheus foi chamada no dia 21 de setembro por dois amigos do seu filho para avisar que Buzico teria levado Matheus.Ela disse que Buzico é morador da região, e que o conhece desde que ele” nasceu; Que o filho e o bandido já tiveram problemas em um jogo de futebol no campo do zenit, em Austin. Desde então “Buzico” vinha ameaçando Matheus. A mae ao correr até a esquina de sua rua ainda conseguiu ver três motos em uma moto estava um indivíduo não identificado pilotando e Buzico na garupa e Matheus no meio. Viu ainda mais outros dois indivíduos um em cada moto, sendo uma delas a do filho. Ela não conseguiu alcançar as motos por estar a pé e foi até a comunidade São Simão, sabendo que “Buzico” é integrante do tráfico desta comunidade, dominada pela facção criminosa “comando vermelho”; Ao chegar na favela, um traficante falou para a declarante ir na “boca do flamengo onde ela viu Buzico. Ele veio em sua direção com uma moto, modelo honda PCX e arma em punho; Buzico” ficou rodeando a declarante com a moto e ela perguntando onde estava seu filho; O bandido respondeu que não tinha pego Matheus.A mãe retrucou. “Você pegou o meu filho, que eu vi”; “Buzico” respondeu “Foi eu que matei ele?”, “Pode me empurrar mais um homicídio, o do “Nando” foi eu que matei mesmo, (Fazendo referência ao homicídio do procedimento 861-00979/2024) mas pode ir lá e depois aguenta as consequências” e subiu a rampa; A mãe perguntou quem era o responsável e um dos indivíduos se identificou; Que a declarante pediu para que entregassem o seu filho e o traficante disse que ia ver o que poderia fazer, e pegou uma moto e subiu a ladeira; Quando o traficante saiu já era 02hrs da manhã e voltou depois de uma hora e meia falando para a declarante ir embora que o filho dela estava morto:A mulher pediu para que pelo menos entregassem o corpo de Matheus e o traficante Que o informou que não poderia fazer mais nada e que já tinha falado de mais;. A mãe do rapaz morto foi para casa por volta das 05hrs30min. No entanto, mpaciente com a situação foi novamente à comunidade São Simão.Ao chegar na boca, haviam dez pessoas e a cunhada dela que a acompahava perguntou a um traficante sobre Matheus e o bandido respondeu que não queria saber e que não para envolver o nome dele; A mãe recebeu uma ligação anônima que informou a declarante que não era só “Buzico” que estaria envolvido na morte de seu filho e que um traficante chamado Matheus também estaria e que a motivação seria que a vítima teria postado uma foto em que estaria usando uniforme de um time de várzea da região em que alguns integrantes do time seriam milicianos. A moto que Matheus usava era de trabalho e pertencia ao patrão dele, que disse que, no dia do fato, pelo aplicativo da seguradora da moto, constava que a localização do veículo estaria na comunidade São Simão; A tia de Matheus falou que implorou a um traficante para que entregasse o sobrinho. “Por favor Matheusn é meu sobrinho, me ajuda”. O bandido respopndeu. “Sai de perto de mim, não fala meu nome aqui não”.Perguntada o que sabia do homicídio, respondeu que pelo fato da declarante ter um comércio na região, todos comentam que Buzico e um traficante chamado Matheus e seriam os autores do homicídio em tela. Falou inclusive que Buzico já teria ameaçado o sobrinho de morte anteriormente; Sobre a motivação, a declarante respondeu que seria pelo fato de Matheys ter tirado fotografia com um time de futebol que possuem milicianos que jogam nesse time. O patrão de Matneus afirmou que Buzico e comparsa estavam “tacando” terror na comunidade e que a vítima era trabalhador e não possuía envolvimento com a milícia; Contou inclusive que quatro dias antes do homicídio, Matheus lhe relatou que Buzico teria ido até ele e perguntou se o mesmo estava na “mancada” e mandou o mesmo abrir o olho;

Testemunha detona: CV da Penha manda em Belford Roxo e banca ataques na cidade

No ano passado estourou uma guerra na comunidade Gogó da Ema, em Belfors Roxo,. O traficante vulgo Ésquilo deu um golpe no criminoso vulgo Lacoste e trouxe o Comndo Vermelho para a Favela. Foram semanas de tiroteios com o Terceiro Comando Puro tentando retomar o controle.  Uma testemunha ouvida pela Justiça fez uma declaração reveladora. Segundo ela, o Bonde do Ésquilo que hoje está. no Gogó é submisso ao tráfico de drogas do Complexo da  Penha, De acordo com o declarante, os traficantes prestam satisfações para o chefe da organização criminosa do Comando Vermelho, Edgar Alves de Andrade, vulgo “Doca ou Urso. A testemunha ainda disse que os ataques em Belford Roxo partem do traficante BlBochecha Rosa”, frente da comunidade do Corte 8, em Duque de Caxias; E falou ainda quem apoiava financeiramente os ataques em  em Belford Roxo, disse que eram os frentes do Complexo da Penha. Doca, Bochecha e Ésquilo foram denunciados por um homicídio resultante desta guerra. A Justica acatou a denúncia em abril mas não decretou a prisão dos suspeitos. A Corte deteminou diligências requeridas pelo Ministério Público Estadual e requisitou laudos periciais pendentes,

Braço do TCP e alvo de guerra com a ADA em Campos: quem é Júnior do Beco, o traficante ligado a deputado preso pela PF

Antes de surgir nas investigações que levaram à prisão do deputado estadual Thiago Rangel, o nome de Júnior do Beco já era sinônimo de violência e domínio do tráfico no interior do Rio de Janeiro. A imprensa do Rio noticiou com destaque nesta terça-feira que Rangel, preso pela Polícia Federal na Operação Unha e Carne, teria oferecido vagas na Secretaria Estadual de Educação ao traficante — mas sem detalhar quem é, de fato, o criminoso por trás desse elo explosivo. Levantamentos mostram que Júnior do Beco já era uma figura conhecida pelas forças de segurança desde os anos 2000, especialmente em Guarus, em Campos dos Goytacazes. Entre criminosos que atuavam do Rio até o interior, ele era apontado como o maior braço do Terceiro Comando Puro (TCP) na região. Ele foi flagrado em uma conversa com um comparsa em que disseram que era preciso tomar uma providência contra a opressão da facção rival Amigos dos Amigos (ADA). Na interceptação, afirmaram que “teriam que manchar o chão de sangue” e que iriam manejar armas vindas de outras localidades dominadas pelo TCP, especialmente Tira Gosto e Portelinha, para reforçar o confronto. Policiais relataram, na época, que Juninho do Beco e seu irmão, conhecido como “Cavalinho”, bagunçavam a região. A maioria dos homicídios em áreas como Custodópolis e Baixada do Rotary era atribuída a eles, consolidando um cenário de medo constante. É esse o criminoso que, segundo decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, mantinha relação íntima com o deputado Thiago Rangel. A decisão que fundamentou a prisão revela que Júnior do Beco teria recebido do parlamentar a oferta de duas vagas de trabalho como auxiliar de serviços gerais, para indicações próprias, aparentemente em órgãos públicos ligados à área de educação. Rangel foi orientado a procurar o traficante ou enviar seu número de telefone para que ele próprio entrasse em contato e definisse quem seriam as pessoas inseridas em uma planilha de contratações. Em seguida, Thiago Rangel encaminhou o contato salvo como “Junior Beco” e pediu a um conhecido que falasse com ele em seu nome, informando que possuía oito vagas de ASG (auxiliar de serviços gerais) disponíveis na educação. Dessas oito, ao menos duas seriam destinadas ao traficante, que já havia feito a solicitação. Uma das pessoas indicadas, segundo os autos, foi a própria irmã de Júnior do Beco. A Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal, tem como objetivo desarticular uma quadrilha voltada para fraudes em procedimentos de compra de materiais e contratação de serviços, incluindo obras de reforma no âmbito da Secretaria Estadual de Educação. As investigações apontam para um possível esquema de direcionamento de contratações realizadas por escolas estaduais, beneficiando empresas previamente selecionadas e ligadas ao grupo criminoso. O que emerge desse cenário é uma conexão alarmante entre crime organizado e estruturas públicas, revelando indícios de que interesses de facções podem ter ultrapassado as fronteiras do tráfico e alcançado o interior da máquina do Estado.

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