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denúncia

Em áudios atribuídos a Peixão (TCP), ele tenta convencer rivais do CV a mudarem de facção. OUÇA Bando matou trabalhadora em invasão.

ÍEm meio a guerra que ocorre em Cordovil, a TV Record divulgou trechos de audios que mostrariam o traficante “Peixão” tentando convencer integrantes do Comando Vermelho a deixarem a facção. O objetivo, segundo as informações, seria que esses criminosos migrassem para o Terceiro Comando Puro. Ouça: Além da guerra em Cordovil, Peixão investe também no Jardim América. Sua tropa teria aplicado um novo baque nos rivais ligados à Tropa do Mister (CV) na Furquim Mendes.NOTÍCIA URGENTE Eles atacaram também a Favela do Dique. Uma idosa dona de uma padaria, chamada Leda, teria sido mantida como refém e acabou morta segundo o repórter Bruno Assunção. O clima segue tenso na região vamos ter cautela ao passar pelo local. A Tropa do Mister também deu um baque nos rivais ligados a Peixão nas comunidades da Tinta e Dourados em Cordovil. Eles teriam jogado granadas com drones.

Vídeo mostra dezenas de criminosos reunidos em Cordovil enquanto circula rumor de invasão do CV ao Complexo de Israel (veja postagem)

Mais um fim de semana de terror em Cordovil, na Zona Norte do Rio, em meio à guerra entre o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP). A tensão permanece na região e, neste domingo, circularam rumores sobre uma possível invasão do Complexo de Israel por criminosos ligados ao CV. O repórter Bruno Assunção publicou em suas redes sociais que a Polícia Militar teria monitorado vários criminosos que estariam preparados para um confronto em Cordovil. Segundo o jornalista, uma laje localizada na Rua Clio estaria sendo utilizada como abrigo por integrantes de grupos criminosos. Imagens do local foram divulgadas. Veja: https://www.facebook.com/share/r/18kTZtEeup/ Durante a noite, também circulou uma postagem apontando que o Comando Vermelho estaria supostamente planejando uma grande invasão ao Complexo de Israel, área sob influência do Terceiro Comando Puro. Até o momento, não há confirmação oficial de que uma operação desse tipo esteja em andamento, mas a informação aumentou ainda mais a tensão na região. A guerra em Cordovil e nas áreas próximas começou há algumas semanas, depois que criminosos ligados ao TCP invadiram e tomaram o controle da comunidade do Dourado. Durante a ofensiva, sete pessoas foram assassinadas, entre elas uma jovem autista. Desde então, o Comando Vermelho tenta retomar o controle da área. A disputa provocou novos confrontos e mantém moradores de Cordovil e de comunidades próximas sob tensão permanente. As operações policiais também se intensificaram na região. Pelo menos cinco criminosos foram baleados em ações recentes, sendo dois apenas neste fim de semana. A possibilidade de uma nova ofensiva do Comando Vermelho contra o Complexo de Israel, ainda tratada como um rumor, mostra que a guerra está longe de terminar. A região permanece sob tensão, com criminosos se preparando para novos confrontos e moradores convivendo com o medo de uma nova escalada da violência.

Entrada de traficantes do TCP da Maré em Vargem Grande acirrou guerra de facções e aumentou violência contra moradores

Alvo recente da atenção das forças de segurança devido ao acirramento da guerra entre facções, a região das Vargens, na Zona Sudoeste do Rio, passou nos últimos anos por uma profunda mudança no mapa do crime organizado. O avanço de traficantes ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP), oriundos de comunidades da Maré, alterou o equilíbrio de forças na região. Esses criminosos passaram a atuar em parceria com setores da milícia na administração de comunidades de Vargem Grande, criando uma frente de resistência à expansão do Comando Vermelho (CV). Ao mesmo tempo, o CV avançou sobre áreas que estavam sob influência da milícia em Vargem Pequena. Em determinado momento, os dois grupos chegaram a atuar conjuntamente na comunidade Cesar Maia, mas os traficantes do Comando Vermelho acabaram predominando na região. A movimentação expôs uma aliança entre setores da milícia e o TCP. O acordo reúne interesses distintos. De um lado, grupos paramilitares que perderam espaço e capacidade de controle territorial diante da expansão do CV. De outro, traficantes interessados em ampliar a venda de drogas e sua presença em áreas estratégicas da Zona Oeste. O avanço do Comando Vermelho na Grande Jacarepaguá contribuiu para redesenhar o mapa do crime organizado. A expansão dos traficantes aumentou a pressão sobre áreas tradicionalmente influenciadas por milicianos e aproximou grupos que, em outros momentos, atuavam de forma independente. Nas Vargens, essa aproximação se traduziu em uma frente comum contra o avanço dos vermelhos. A chegada de criminosos ligados ao TCP da Maré tornou a disputa ainda mais intensa. Com capacidade de mobilização e reforço armado, a estrutura passou a ser utilizada para consolidar posições e impedir o avanço do CV em pontos estratégicos da região. A aliança também representa uma mudança na dinâmica de exploração dos territórios. Enquanto a milícia mantém mecanismos de extorsão e controle de serviços e atividades econômicas, os traficantes ligados ao TCP ampliam a venda de drogas e a presença armada nas comunidades. Na prática, os grupos passaram a atuar com interesses convergentes na manutenção do domínio territorial. A conexão com os criminosos da Maré seria feita por integrantes ligados ao traficante conhecido como GB, apontado como uma das principais lideranças do TCP na Vila do João e em comunidades do Complexo da Maré. A partir dessa estrutura, criminosos ligados ao grupo passaram a atuar em áreas das Vargens, como Taboinha, Canal, Pombo Sem Asa e Posto 12. Um inquérito foi aberto ano passado para apurar, além do movimento de traficância, a atividade de extorsão de comerciantes locais em troca de segurança, tendo em vista a unificação da facção criminosa Terceiro Comando Puro com as Milícias que já controlavam a região. Conforme apurado pela investigação, é apontada a atuação de facções criminosas (Terceiro Comando Puro e Comando Vermelho) em conjunto com a Milícia na região de Vargem Grande, Vargem Pequena e adjacências, e que, considerando que uma das condutas apuradas é relativa à atuação da Milícia, A presença desses traficantes teria provocado uma mudança na dinâmica local. Relatos divulgados em redes sociais e canais de denúncia apontam a atuação de homens ligados ao grupo de GB na Taboinha e em outras áreas da região. As denúncias mencionam ameaças, agressões e abusos contra moradores e comerciantes, além da chegada de novos integrantes da quadrilha. Em uma das mensagens, moradores questionam a ausência de uma liderança efetiva na comunidade e reclamam da falta de controle sobre integrantes do grupo. Em outra, criminosos ligados ao TCP são acusados de intimidar moradores. A disputa ganhou novos contornos nas últimas semanas com integrantes do TCP e da milícia insatisfeitos que resolveram pular para o Comando Vermelho fazendo com que o TCP perdesse áreas em Vargem Grande. Com isso, os traficantes tentaram recupera as áreas, acirrando o conflito. A movimentação do grupo de GB em direção à Taboinha eria colocado a população no centro de mais um conflito territorial. Ao serem expulsos de Vargem Grand,e os bandidos do TCP foram se refugiar na Maré. A guerra pelo controle das Vargens, portanto, não se resume a uma disputa entre duas facções. Ela resulta da combinação entre a expansão territorial do Comando Vermelho, a perda de espaço da milícia, a aproximação entre grupos paramilitares e o TCP e a chegada de traficantes de outras regiões do Rio para reforçar a disputa. O resultado é uma região cada vez mais pressionada pela presença de grupos armados. Enquanto facções e milicianos disputam território e fontes de renda, moradores e comerciantes convivem com ameaças, interrupções na rotina e o risco de novos confrontos. A entrada de criminosos ligados ao TCP da Maré, nesse cenário, tornou-se um dos principais elementos do agravamento da disputa nas Vargens. A presença de uma estrutura criminosa externa, com capacidade de mobilização e interesse direto na expansão territorial, transformou uma disputa local em mais uma frente da guerra entre o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro na Zona Oeste do Rio.

Ataque do TCP teria deixado três mortos no Juramento (CV)

Três homens foram executados por criminosos ligados à Tropa do Zezito ligada ao Terceiro.Comando Puri no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, área do Comando Vermelho. Um do mortos era lutador. Foi confundido com um rival.do.CV. Ele estava se recuperando, pois foi baleado recentemente na frente de casa. Um.menir conhecido como Maiky, foi atingido por disparos durante o confronto e não resistiu aos ferimentos. Ainda de acordo com relatos, a disputa entre traficantes do Comando Vermelho e do Terceiro Comando Puro durou cerca de duas horas, com intenso tiroteio na região. Fotos dos corpos das vítimas circulam na Internet

Juninho Varão estaria supostamente cobrando taxas de motoristas de aplicativo em Nova Iguaçu, aponta denúncia

Informação ainda extra-oficial que circula na Internet aponta que o miliciano Gilson Ingrácio, conhecido como Juninho Varão estaria supostamente impondo uma taxa ilegal a motoristas de aplicativo que atuam em regiões sob domínio de sua facção na Baixada Fluminense A cobrança aconteceria nas proximidades de Cabuçu, KM32, Guandu, Valverde e outras localidades de Nova Iguaçu controladas pelo grupo. Segundo relatos de profissionais, estaria sendo exigido o pagamento de R$ 50,00 por semana para que possam realizar corridas na região;​ Quem se recusa a pagar sofre represálias: veículos são destruídos como forma de aviso;​ Em casos mais graves, motoristas são sequestrados e executados. A informação circula entre trabalhadores de aplicativo, que temem denunciar por medo de represálias. Até o momento, não há confirmação oficial de investigação policial divulgada publicamente.

Documentos revelam como mulher de Marcinho VP usaria operador financeiro para movimentar dinheiro do tráfico

Documentos de uma investigação que levou à denúncia de um suposto operador financeiro do Comando Vermelho revelam detalhes dos bastidores da movimentação de dinheiro atribuída a Márcia Gama, apontada como mulher do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, uma das principais lideranças da facção criminosa. Segundo uma decisão judicial, Carlos Alexandre Martins da Silva é apontado pela Polícia Civil como suposto operador financeiro de uma liderança do Comando Vermelho e, especificamente, como operador financeiro pessoal de Márcia Gama. De acordo com o relatório policial citado na decisão, conversas interceptadas indicam que boa parte dos pagamentos feitos a mando de Márcia saía da conta bancária de Carlos Alexandre. A suspeita investigada é de que Carlos Alexandre teria utilizado suas próprias contas para realizar pagamentos e movimentar recursos supostamente relacionados a Márcia, dificultando a identificação da origem e do destino dos valores. O objetivo da estrutura, segundo a linha investigativa apresentada à Justiça, seria ocultar a origem de recursos supostamente ilícitos e integrar ativos relacionados ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro ao patrimônio aparentemente lícito. Um Honda Fit, ano 2019, foi apreendido durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um imóvel localizado no Morro do Adeus, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, endereço relacionado a integrante do Comando Vermelho. A decisão judicial, no entanto, não afirma que o veículo pertencia diretamente a Márcia Gama ou que era utilizado por ela. A relação do automóvel com a investigação aparece no contexto da apuração contra Carlos Alexandre, apontado como suposto operador financeiro pessoal de Márcia. Ainda assim, para a Justiça, havia indícios de que o veículo poderia ter sido utilizado como instrumento de ocultação patrimonial e integração de ativos supostamente ilícitos ao patrimônio aparentemente lícito do investigado. A decisão autorizou a Polícia Civil a utilizar provisoriamente o Honda Fit em suas atividades. O veículo deverá receber placas reservadas e um certificado provisório de registro em nome da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). O pedido de perdimento definitivo do automóvel não foi analisado neste momento. A Justiça decidiu que a questão deverá ser examinada posteriormente, na sentença da ação penal. A investigação ainda deverá esclarecer a extensão da atuação de Carlos Alexandre, a origem dos recursos movimentados em suas contas e a eventual relação patrimonial entre os bens apreendidos e os investigados. Carlos Alexandre Martins da Silva responde a uma ação penal e é considerado inocente até o trânsito em julgado de eventual condenação. Márcia Gama também tem direito à presunção de inocência em relação às acusações investigadas.

Mensagem atribuída a chefe do Dendê indica possível fim de racha entre traficantes do TCP na Ilha mas guerra com o CV continua

Circula nas redes sociais um recado supostamente feito pelo traficante Neves ou Dançarino, chefe do Complexo do Dendê na Ilha do Governador, , afirmando que moradores da sua área de domínio podem novamente frequentar o Morro do Boogie Woggie também na Ilha. Vale destacar que recentemente, Neves e o traficante Neguinho ou Sistema, chefe do Boogie Woogie,  brigaram, fazendo com que moradores e bandidos não frequentem área um do outro., mesmo com as duas comunidades sendo dominadas pela mesma facção, o Terceiro Comando Puro. Se a apz reina de um lado, do outro a situação não é a mesma. Os bandidos do Dendê atacaram os rivais do Morro do Barbante, dominado pelo Comando Vermelho essa semana, mataram um oponente e pegaram um fuzil. Ainda debocharam na rede. “”Adorei o presente BBT”

Por videochamada de presídio, traficante expulsou empresário e entregou mercado de internet a empresa controlada pelo Comando Vermelho em comunidades de Caxias

A expansão do crime organizado em Duque de Caxias teria ultrapassado o tráfico de drogas, o roubo de cargas e de veículos. Segundo elementos reunidos em uma investigação policial e citados em decisão judicial, uma liderança do Comando Vermelho teria usado a força e a ameaça para tomar o controle do mercado de internet em comunidades da Baixada Fluminense. O caso é analisado na ação penal nº 011659-64.2025.8.19.0001, em tramitação na 1ª Vara Criminal Especializada da Comarca da Capital. O acusado responde, em tese, pelos crimes de organização criminosa e extorsão e teve a prisão preventiva decretada. De acordo com a investigação, o acusado, apontado como liderança criminosa da comunidade do Bom Retiro, em Duque de Caxias, teria sido responsável por uma verdadeira expulsão de um provedor de internet da região. A vítima, empresária do ramo, teria recebido uma videochamada do criminoso, que se identificaria pelo vulgo de “Frei”. Segundo o relato incorporado ao processo, ele teria se apresentado como a “frente” das comunidades do Bom Retiro e do Rasta e determinado que a empresa deixasse de operar na região. A ameaça teria sido acompanhada de uma ordem clara: o fornecimento de internet passaria a ser feito por uma empresa escolhida pelo próprio tráfico, a W.M. Telecom, apontada na investigação como uma empresa gerida pelo grupo criminoso. Na prática, segundo o Ministério Público e os elementos descritos no processo, o crime organizado teria utilizado o domínio territorial para eliminar a concorrência e transformar o serviço de internet em um monopólio controlado pela facção. O caso revela uma modalidade de atuação cada vez mais sofisticada das organizações criminosas: o controle de serviços essenciais dentro das comunidades. Em vez de apenas cobrar taxas clandestinas de empresas, a facção, segundo a investigação, teria avançado para a própria exploração direta do mercado, expulsando concorrentes e direcionando os moradores para um provedor escolhido pelo grupo. FACÇÃO TERIA ESTRUTURA PARALELA As investigações conduzidas nos Inquéritos Policiais nº 060-02118/2022 e nº 060-02796/2025 apontaram, segundo a decisão judicial, a existência de uma organização criminosa armada ligada ao Comando Vermelho e estruturada em diferentes núcleos. O grupo teria atuação em diversas comunidades de Duque de Caxias e estaria envolvido, conforme os investigadores, com tráfico de drogas, roubos de veículos e cargas, exploração extorsiva de serviços de internet e lavagem de dinheiro. A suspeita é de que as diferentes atividades funcionassem de forma integrada, sob uma mesma estrutura de comando e com o domínio territorial garantido pelo uso ostensivo de armas e pela violência. No caso específico da internet, a acusação é de que o controle territorial teria sido utilizado para impedir que empresas concorrentes continuassem trabalhando na região. DONO DO PROVEDOR TERIA SIDO IDENTIFICADO EM VIDEOCHAMADA A defesa contestou a forma como o acusado foi reconhecido, argumentando que a identificação teria ocorrido por meio da comparação entre uma fotografia extraída de uma videochamada e uma imagem antiga existente em cadastro estatal. O Tribunal, entretanto, entendeu que a discussão exigiria uma análise aprofundada das provas e não poderia ser resolvida naquele momento por meio do habeas corpus. Além do reconhecimento, a investigação teria reunido registros de ocorrência, depoimentos de empresários do setor, quebra de sigilo telemático de terminal utilizado pelo líder criminoso, apreensão de drogas e de um caderno de contabilidade, entre outros elementos. Segundo a acusação, o acusado teria utilizado um telefone cadastrado em seu próprio nome para realizar a videochamada na qual teria ordenado que a empresa concorrente deixasse de atuar na região. PRISÃO PREVENTIVA Ao manter a prisão preventiva, a Justiça considerou a gravidade concreta da acusação e a posição que o investigado ocuparia dentro da estrutura criminosa. A decisão aponta que ele seria uma liderança local do Bom Retiro e estaria ligado à expulsão de provedores concorrentes e à imposição de um serviço de internet supostamente controlado pela organização criminosa. Para a Justiça, a liberdade do acusado poderia representar risco à ordem pública e à continuidade das atividades do grupo. O caso expõe como o crime organizado vem ampliando seu modelo de negócios. A facção não se contentaria apenas em controlar o território para vender drogas: segundo a investigação, também teria usado a ameaça para escolher quem poderia trabalhar, qual empresa poderia prestar serviço e quem ficaria com o dinheiro dos moradores. A acusação ainda será submetida ao julgamento definitivo da Justiça. O acusado é considerado inocente até o trânsito em julgado de eventual condenação.

NARRATIVA FANTASIOSA”: PM filmado em conversa amistosa com chefe do tráfico na Ilha foi expulso da corporação

O policial militar Eduardo Félix da Silva foi expulso da corporação em junho, após ser filmado conversando com Wagner Barreto de Alencar, conhecido como “Cachulé”, apontado como chefe do tráfico de drogas no Morro do Barbante, na Ilha do Governador. As imagens, divulgadas em maio de 2025, mostram o PM dentro da comunidade conversando com o traficante. Os dois aparecem sorrindo e demonstrando intimidade, enquanto outros dois homens armados permanecem próximos. Segundo a investigação, os indivíduos seriam seguranças pessoais de Cachulé. De acordo com o Termo de Análise Técnica de Vídeo elaborado pela Polícia Militar, o cabo Eduardo Félix aparece usando uma camisa regata preta e conversando com Cachulé, que vestia uma camisa amarela. O policial carregava uma sacola verde, cujo conteúdo não foi identificado. Após o diálogo, Cachulé aparece deixando o local com um fuzil. Na sequência, as imagens mostram outros traficantes no mesmo local. Eduardo permanece com a sacola nas mãos e aparece usando óculos. Em outro momento, Cachulé pega um fuzil, uma mochila e uma bolsa e deixa o local acompanhado do policial militar. Cachulé morreu em operação policial Segundo os documentos do processo disciplinar, Wagner Barreto de Alencar morreu em 16 de janeiro de 2026, durante uma operação realizada por policiais militares do 17º BPM, com apoio do Grupamento Aeromóvel, no Morro do Barbante. Cachulé possuía duas condenações por tráfico de drogas e respondia a outras ações penais por homicídio. PM negou envolvimento com o tráfico Durante o processo disciplinar, Eduardo Félix negou qualquer envolvimento com o grupo criminoso que atuava no Morro do Barbante. O policial afirmou que morava na comunidade havia aproximadamente 42 anos, desde o nascimento. Questionado sobre há quanto tempo o crime organizado dominava a região, respondeu que as facções se alternavam no controle da localidade desde que ele era criança. Eduardo também negou ter proximidade com pessoas ligadas ao crime organizado. No entanto, ao ser questionado se as lideranças do tráfico costumavam abordar policiais militares que moravam na comunidade, respondeu que sim. Segundo ele, os criminosos costumavam abordar os PMs residentes e, quando descobriam que se tratava de policiais militares, não ofereciam resistência. Sobre o encontro registrado nas imagens, o policial afirmou que o vídeo mostrava apenas parte do que aconteceu. Segundo Eduardo, ele teria chegado ao local preocupado e nervoso, pois não sabia o motivo pelo qual havia sido chamado. Questionado sobre a razão do encontro, o PM afirmou que Cachulé teria informado que dois policiais militares seriam expulsos da comunidade. Segundo sua versão, ele próprio não seria expulso por ser morador antigo e não ter provocado problemas na região. O policial também declarou que já havia demonstrado vontade de deixar a Vila Juaniza, nome oficial da localidade conhecida como Morro do Barbante. No entanto, afirmou que não conseguiu se mudar porque possui imóvel próprio na comunidade e não teria condições financeiras de pagar aluguel em outro local. Eduardo negou ainda que tivesse mantido qualquer contato com integrantes do crime organizado antes do episódio registrado no vídeo. O policial afirmou que já morava na comunidade quando prestou concurso para ingressar na Polícia Militar. Questionado sobre a realização de visitas de equipes do setor de inteligência da PM, a P/2, à sua residência, disse que não tinha conhecimento de qualquer visita. Afirmou, entretanto, que recebeu uma ligação telefônica solicitando seu comparecimento ao setor de inteligência do 17º BPM. PM disse que não tinha noção dos riscos Durante o interrogatório, Eduardo também foi questionado sobre os riscos de um policial militar morar em uma comunidade dominada por traficantes. O PM afirmou que, quando ingressou na corporação, não tinha noção da exposição e dos riscos que enfrentaria. Segundo ele, desde a infância convivia com policiais militares que moravam na região e trabalhavam no antigo PPC Juaniza, atualmente sede da 1ª Companhia. Na época, afirmou, o ambiente era mais tranquilo. Eduardo também destacou que havia servido durante sete anos no Exército e que mantinha um comportamento discreto no cotidiano. Segundo sua declaração, a criminalidade na região não era tão influente e perigosa quanto nos dias atuais, razão pela qual não teria compreendido, quando ingressou na PM, a dimensão do risco de continuar morando em uma área dominada pelo tráfico. Questionado sobre a estrutura policial existente na Vila Juaniza, o PM afirmou que a comunidade conta com a sede da 1ª Companhia da Polícia Militar e duas cabines blindadas. Ele também declarou que não costumam ocorrer confrontos armados entre traficantes e policiais militares nos postos de serviço existentes na região. versão apresentada por Eduardo Félix durante o interrogatório foi contestada no processo disciplinar. Segundo a análise feita pela Polícia Militar, o depoimento do agente apresentaria uma narrativa considerada incompatível com as imagens divulgadas pela imprensa. Para a corporação, o vídeo mostraria que a conversa entre o cabo e Wagner Barreto de Alencar, o “Cachulé”, ocorreu de maneira amistosa e descontraída. A análise destacou que o policial aparece conversando tranquilamente com o traficante, sorrindo e permanecendo ao lado de outros homens armados que, segundo a investigação, atuavam como seguranças de Cachulé. Outro ponto considerado relevante pela Polícia Militar foi o fato de Eduardo não ter comunicado oficialmente o suposto episódio de intimidação que, segundo sua versão, teria motivado o encontro. Após conversar com o traficante, o PM não teria acionado uma guarnição pelo telefone 190, não teria comparecido a uma delegacia da Polícia Civil para registrar a suposta abordagem criminosa e também não teria informado o episódio ao seu superior imediato na unidade policial. Para a corporação, a ausência de qualquer comunicação oficial enfraqueceria a versão de que o policial teria sido chamado ao local contra sua vontade e apenas para ser informado sobre uma suposta expulsão de outros PMs da comunidade. A análise disciplinar também levou em consideração o contexto de atuação das organizações criminosas no Rio de Janeiro. O documento destaca que integrantes de facções atuam abertamente em diversas regiões, inclusive durante o dia, portando armas de grosso calibre, intimidando moradores e comerciantes por meio de extorsões e participando de confrontos armados em

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