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JÚRI POPULAR: Traficante vai a júri popular por morte de suposto X9 da milícia em homicídio que marcou a entrada do CV na Gardênia Azul. Chefões da facção forneciam armas, homens e davam ordens para matar suspeitos de serem informantes de rivais

A Justiça decidiu levar a júri popular depois de mais de três anos o traficante Francisco Glauber, o GL, que está preso, pelo homicídio de um homem que o Comando Vermelho considerava X9 da milícia na Gardênia Azul, em Jacarepaguá. O crime marcou a entrada do CV na comunidade. Erinaldo Gomes da Silva foi morto com tiros pelas costas. Líder do CV nas ruas, o traficante Doca e seu assessor direto, vulgo Gardenal, fornecendo homens e armas de fogo e dando instruções sobre as execuções que deveriam ocorrer para a retomada e controle territorial e criminoso da região do Gardênia Azul. BMW colocava em prática as instruções sobre as execuções que deveriam ocorrer para retomada e controle territorial e criminoso da região.GL e outros bandidos já mortos (Lesk e Vin Diesel) eram líderes locais que solicitaram o auxílio de Doca e Gardenal e deram as ordens para que o executor (vulgo Mãozinha) para matar a vítima. Os envolvidos no crime acreditavam que Erinaldo era informante da polícia e/ou integrante da milícia privada que anteriormente dominava a região do Gardênia Azul, conforme prints de postagens dos criminosos no Twitter Mas há relatos de que Erinaldo possa ter sido confundido com alguém. Entre 1º fevereiro e 15 de março de 2023, na região do Gardênia Azul/Jacarepaguá, traficantes do CV praticaram diversos homicídios, além da venda de botijões de gás (motivação do homicídio apurado no I. P. nº 901-00286/2023). Além de ordenar homicídios, Doca passou a lucrar com a repartição das drogas comercializadas na região do Gardênia Azul. Uma testemunha revelou que a Gardênia Azul era dividida em algumas áreas e cada uma dominada por um grupo de milicianos diferente.Todos conviviam pacificamente até que um grupo, na época liderado pelo já falecido Gargalhone que era composto pelos milicianos Lesk, GL dentre outros tentou tomar as outras comunidades. Eles acabaram expulsos e foram pedir auxílio do miliciano Zinho para tentarem reconquistar a parte que eles perderam e toda a Gardênia.Zinho não pôde apoiá-los nessa guerra porque ele já estava apoiando guerras lá na Zona Oeste e fez interlocução com os traficantes Doca e Gadernaldo Comando Vermelho, que passaram a dar suporte bélico, de soldados, de armas, enfim de insumos, para que esses milicianos que passaram a integrar o Comando Vermelho assumissem a Gardênia Azul. Isso foi um início ali de muitos homicídios e os traficantes passaram a matar pessoas que eles acusavam ou desconfiavam de serem X9 ou de milicianos ou da polícia. Foi neste contexto que Erinaldo acabou sendo morto porque os traficantes acreditavam que ele fosse um X9 da polícia ou da milícia. Esse grupo de traficantes tinha o hábito de publicar os homicídios como forma de impor o medo aos demais moradores da região.Foi constatado na época diversas pichações com vulgos de traficantes que estavam atuando lá. O traficante que vai a júri popular pelo homicídio de Erinaldo era na época a liderança direta que atuava diretamente na Gardênia. Além da Gardênia, na época, haviam muitos homicídios também na Rua Araticum devido a essas pessoas que eram acusadas de participar da milícia, ou algum informante, algum simpatizante da milícia, o tráfico estava ali, estava executando. Tanto a milícia como o CV faziam quase que uma campanha de mídia, divulgando os atos, as ameaças, o que eles faziam, o que iam fazer. Ouvido na época, GL negou tudo e disse que nem conhecia a vítima. Confirmou que já tinha sido da milícia e rolou uma guerra ali e tinha que deixar a região. Ele também responde pelos homicídios dos três médicos, mortos na orla da Barra da Tijuca após um deles ser confundido com o miliciano Taillon de Rio das Pedras.

Traficante do CV vai a júri popular acusado de matar dois rivais do TCP e ganhar R$ 10 mil pela execução

A Justiça decidiu levar a júri popular Leandro Azevedo Pereira, acusado pelo Ministério Público de participar do assassinato de Geovani Braz Patrício de Oliveira e Marcos Cesar da Silva Costa, dois homens apontados na denúncia como integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), em meio à disputa territorial com o Comando Vermelho (CV). Segundo a acusação, após a execução, Leandro teria recebido R$ 10 mil de bonificação dos líderes do CV pela ação. O Ministério Público ofereceu denúncia contra Leandro Azevedo Pereira e outros acusados, imputando a ele a prática do crime previsto no artigo 121, § 2º, incisos I, IV e V, do Código Penal, ou seja, homicídio qualificado. De acordo com a denúncia, o crime ocorreu no dia 25 de abril de 2023, por volta das 20h, na Rua Altair, nº 171, em Anchieta, na Zona Norte do Rio. Segundo o MP, Leandro, agindo de forma livre e consciente e em comunhão de ações e desígnios com os traficantes Doca e Pedro Bala cujas ordens obedeceria, teria participado da ação com a intenção de matar Geovani e Marcos. As lesões provocadas pelos disparos, segundo os laudos de necropsia, foram a causa das mortes das duas vítimas. A denúncia afirma que os acusados seriam integrantes do Comando Vermelho, facção que dominava a localidade conhecida como Az de Ouro, e que o grupo mantinha disputas territoriais frequentes com criminosos da comunidade conhecida como Jaqueira, apontada como área ainda dominada pelo Terceiro Comando Puro, facção à qual, segundo a acusação, pertenciam as vítimas. No dia do crime, conforme o Ministério Público, Leandro e outros criminosos ainda não identificados seguiram de carro até a Rua Altair, nº 171, descrita na denúncia como local de traficância. Ao avistarem integrantes da facção rival, os criminosos teriam efetuado diversos disparos e fugido em seguida. Geovani Braz Patrício de Oliveira e Marcos Cesar da Silva Costa foram atingidos fatalmente. A denúncia afirma ainda que, depois do crime, Leandro teria comemorado em sua conta na rede social Twitter o resultado da ação, fazendo referência à morte dos chamados “dois alemães”. Ainda segundo o Ministério Público, a atuação teria sido reconhecida pelos líderes do Comando Vermelho, que teriam realizado o pagamento de uma bonificação de R$ 10 mil em razão da precisão na execução da empreitada criminosa determinada pelo grupo. Os elementos relacionados às redes sociais e ao suposto pagamento foram mencionados pelo MP nos anexos 37, 42 e 55 da investigação. Crime teria ocorrido em meio à guerra entre CV e TCP Na denúncia, o Ministério Público sustenta que o homicídio foi cometido por motivo torpe, em razão do conflito entre duas facções criminosas rivais e da tentativa de o TCP avançar territorialmente sobre pontos de venda de drogas, chamados de “esticas”. A acusação também afirma que o crime foi cometido de maneira a impossibilitar a defesa das vítimas, que teriam sido surpreendidas por criminosos fortemente armados. Outra qualificadora apontada pelo MP é a de que os homicídios teriam sido praticados para assegurar vantagem relacionada a outro crime, já que a ação teria como objetivo o controle do tráfico de drogas na região. Processo chegou à fase do Tribunal do Júri Leandro estava preso preventivamente em razão de outro processo. Depois do oferecimento da denúncia, a acusação foi recebida pela Justiça. A defesa apresentou resposta à acusação e, posteriormente, o recebimento da denúncia foi ratificado. Foi realizada audiência de instrução e julgamento, com a produção das provas e a oitiva das testemunhas. Nas alegações finais, o Ministério Público pediu a pronúncia de Leandro, para que ele fosse submetido ao julgamento pelo Tribunal do Júri. A defesa técnica, por sua vez, pediu inicialmente o reconhecimento da nulidade da prova digital apresentada no processo e, no mérito, a absolvição por insuficiência de provas. Defesa questionou prints de redes sociais A defesa alegou que haveria nulidade na prova digital porque seria apenas um print de tela isolado, sem perícia técnica e sem observância da cadeia de custódia da prova. O juiz rejeitou o argumento. Na decisão, o magistrado observou que a defesa não havia sequer especificado a qual print de tela isolado estava se referindo, não indicando a folha ou o índice do processo em que estaria localizado o material. Apesar disso, o juiz verificou a existência de prints nos IDs 114 e 883. Segundo os relatórios nos quais os materiais estavam inseridos, as imagens haviam sido obtidas de fontes abertas de contas em redes sociais, entre elas perfis no Instagram, Twitter e Facebook. Foram citados no processo os endereços de perfis como @constamarcos_21, o perfil do Twitter @diretodomiolo, além de @KiinTorre – Twitter e Kíín Torre (Carrapato Citty) – Facebook. Diante disso, a Justiça entendeu que a alegação da defesa não deveria ser acolhida.

BASTIDORES DO CRIME: Ex-dono do Morro dos Macacos que perdeu a favela para o CV teria assumido controle de comunidade em guerra na Tijuca após suposta morte de chefão por infarto

Bastidores do crime apontam que o traficante Leandro Nunes Botelho, o Scooby, teria assumido o controle do Morro do Cruz, no Andaraí, área do Terceiro Comando Puro. Ex-dono das bocas de fumo no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, Scooby substituiria o traficante Anderson Oliveira Colares, o Andril que, segundo relatos, teria morrido de infarto ontem no Complexo da Maré, informação que não foi oficialmente confirmada. O TCP perdeu o controle do Morro dos Macacos para o Comando Vermelho no ano passado e Scooby passou a se refugiar no Complexo de São Carlos, no Estácio. Ele ficou muito tempo escondido também no Complexo da Maré. O Morro do Cruz tem sido um dos principais focos da guerra que se instalou na região da Tijuca nos últimos meses, sofrendo sucessivos ataques do CV. Ontem, por conta da suposta morte de Andril, o comércio chegou a ficar fechado na comunidade.

GUERRA DE FACÇÕES EXPLODE NO BRASIL E DEIXA RASTRO DE SANGUE: CV, PCC, TCP E OUTROS GRUPOS TRAVAM DISPUTAS E EXECUÇÕES SE ESPALHAM PELO PAÍS

“Morre desgraçado, aqui é o bonde dos 40 caralho”. Essa frase foi dita por um criminoso armado que aparece atirando a queima roupa no rosto de um homem. A cena foi retratada em vídeo e divulgada nas redes sociais. Ela mostraria um assassinato de um membro do Comando Vermelho cometido por integrantes da facção Bonde dos 40, no Maranhão. Facções criminosas continuam se enfrentando em vários estados brasileiros e promovendo um verdadeiro banho de sangue. Nos últimos dias, foram registrados vários casos de homicídios pelo país por conta de disputa entre quadrilhas. Em Pontes e Lacerda, no Mato Grosso, um integrante do CV foi morto por membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). Os traficantes do Sindicato do Crime exibiram o corpo separado da cabeça de um suposto integrante do CV morto por eles no Rio Grande do Norte e botaram a frase. “É bala no Cu Vermelho”. Em Minas Gerais, um traficante do CV vulgo Fiel foi executado no Complexo Jardim Alvorada por traficantes do TCP. No Mato Grosso do Sul, o CV teria matado um membro do PCC em Paranaíba e divulgou uma postagem e uma foto fosca do corpo com sangue. “Obtivemos êxito em eliminar nosso inimigo por nome de Arthur ou Menor Progresso. Ele era lojista do PCCu” Em Três Lagoas, no mesmo estado, um bandido do PCC foi morto e outras quatro pessoas foram baleadas. Uma mulher chamada Marilei Pereira foi morta em Maracaju (MS). Ela era mãe do traficante Tu, membro do PCC preso mês passado por atirar contra traficantes do CV na cidade. O marido da moça estava levando o filho na escola na hora do crime. Em Castanhal, no Pará, um homem chamado Alan, ligado ao CV, foi assassinado pelo TCP. Foi divulgada uma imagem com os dizeres: “Eliminado com Sucesso” Essa semana, um homem ligado ao PCC morreu dias após ser baleado por membros do CV em Cáceres, no Mato Grosso. Ainda em Belo Horizonte, um  bandido ligado ao TCP foi morto no Complexo da Calama por um traficante conhecido como Balinha, do CV. Como presente de aniversário do PCC, um membro do CV por um padrinho da facção paulista em Maracaju, no MS Outra informação curiosa: o PCC estaria começando a retaliar ataques do CV no MS. Alguns integrantes estariam vindo de Minas Gerais. Uma lista de decretados foi divulgada. Eles divulgaram ainda um toque de exterminar integrantes do CV

Em meio a guerra de facções na Tijuca, surgiu boato de que um dos chefes da área morreu de infarto na Maré

Em meio a mais uma madrugada e manhã de tiroteio na região da Tijuca e Andaraí, surgiu uma notícia que não está confirmada oficialmente mas que aumentou a tensão na área. Está circulando a informação de que o traficante Anderson de Oliveira Colares, conhecido como “Andril“, apontado como um dos principais chefes do tráfico no Morro do Cruz (TCP), no Andaraí, teria falecido na manhã desta quarta-feira (02/09), aos 49 anos, no Complexo da Maré (Lado do TCP). A causa da morte preliminares de infarto. O Morro do Cruz é um dos principais focos da guerra na região e tem sido alvo constante do Comando Vermelho. Policiais do 6º BPM deflagraram uma operação integrada no Morro do Andaraí, na Zona Norte na manhã desta quarta-feira (02) A ação estratégica visa combater o tráfico de drogas, conter disputas territoriais de criminosos rivais e realizar a remoção de barricadas para garantir o direito de ir e vir dos moradores da região. Haveria um plano de expansão de território: Comando Vermelho promove invasões a favelas da Grande Tijuca controladas por criminosos rivais. ASSISTA VÍDEO https://x.com/tinojunior/status/2095159696277565507/video/1

DOIS TRIBUNAIS DO TRÁFICO: EM TANGUÁ homem foi torturado, entregou paradeiro de outro e se salvou; alvo foi encontrado, levado a via férrea e morto

Dois “tribunais do tráfico” em sequência teriam marcado um violento episódio em Tanguá, na Região Metropolitana do Rio. Primeiro, um homem foi sequestrado, levado para um local usado pelos criminosos e submetido a uma brutal sessão de tortura até revelar o paradeiro de outra pessoa. Depois que conseguiram a informação, os integrantes do grupo teriam partido em busca do segundo alvo, que acabou localizado e espancado até a morte. A sequência de violência é descrita em uma decisão judicial que manteve a prisão preventiva de um dos acusados pelos crimes. Segundo a denúncia, M.O.S.A. teria sido abordado no Centro de Tanguá por um grupo formado por quatro adultos e um adolescente de 17 anos. Mediante violência e grave ameaça, os criminosos teriam obrigado a vítima a entrar no porta-malas de um veículo Fiat Argo. O carro seguiu até um condomínio conhecido como “Carandiru”, no bairro Pinhão. Foi ali, segundo a acusação, que teria ocorrido o primeiro “tribunal do tráfico”. M.O.S.A. teria sido submetido a uma sessão de tortura com pedaços de madeira e barras de ferro. Os criminosos queriam saber onde estava Carlos Raylon Costa de Souza. A vítima teria sido repetidamente espancada enquanto os integrantes do grupo exigiam informações sobre o paradeiro de Carlos Raylon. A violência foi tão intensa que M.O.S.A. sofreu lesões corporais graves e precisou permanecer internado por um longo período. Segundo a denúncia, os ataques somente cessaram depois que ele revelou aos criminosos onde Carlos Raylon poderia ser encontrado. O segundo “tribunal” Com a informação obtida durante a tortura, o grupo teria iniciado uma nova etapa da ação. Carlos Raylon Costa de Souza foi localizado e levado até a região da linha férrea situada na Rua Dulce Lopes Garcia, no Centro de Tanguá. Ali teria ocorrido o segundo “tribunal do tráfico”. De acordo com a denúncia, Carlos Raylon permaneceu sob o domínio dos criminosos e passou a ser violentamente espancado. Os golpes teriam sido desferidos em diversas partes do corpo, com especial violência na região da cabeça. A sessão de agressões terminou em morte. O laudo de necropsia, citado na decisão judicial, apontou que as lesões provocadas pelas agressões constituíram a causa eficiente da morte de Carlos Raylon. A dinâmica descrita pela acusação revela, portanto, uma sequência em que uma vítima teria sido torturada para fornecer informações que permitissem aos criminosos chegar à segunda vítima. Punição determinada pelo tráfico A denúncia sustenta que os crimes ocorreram no contexto do chamado “tribunal do tráfico”, mecanismo utilizado por integrantes de uma organização criminosa para impor punições privadas a pessoas supostamente envolvidas em furtos na região. Em vez de recorrer às autoridades, os criminosos teriam assumido o papel de investigadores, julgadores e executores das punições. O primeiro alvo teria sido usado para obter uma informação. Depois de entregar o paradeiro de Carlos Raylon, teria sobrevivido às agressões. Já o homem apontado como segundo alvo não teve a mesma sorte. Ele foi encontrado pelo grupo e, segundo a acusação, submetido a uma nova sequência de espancamentos que terminou com sua morte. Adolescente também estaria entre os envolvidos A denúncia aponta ainda a participação de um adolescente de 17 anos na ação. Segundo o Ministério Público, os denunciados teriam corrompido ou, ao menos, facilitado a corrupção do menor, além de manterem uma associação estável para a prática de crimes, entre eles homicídio e tortura. A participação de um adolescente na dinâmica descrita foi considerada mais um elemento de gravidade pelo conjunto de circunstâncias apresentado à Justiça. Justiça destaca violência extrema Ao analisar o pedido de habeas corpus, a Justiça considerou que a prisão preventiva deveria ser mantida para garantir a ordem pública. O tribunal destacou principalmente o modus operandi atribuído ao acusado: sequestro, transporte da vítima no porta-malas, tortura com instrumentos contundentes, obtenção de informações mediante violência e posterior localização de outra pessoa, que acabou morta. Para a decisão, não se trata de uma simples análise abstrata da gravidade dos crimes. A própria maneira como os delitos teriam sido praticados demonstraria, em tese, uma elevada periculosidade. O histórico criminal do acusado também pesou. Acusado já tinha condenação por tráfico Segundo a decisão, o acusado possui condenação definitiva por tráfico de drogas, referente a processo que transitou em julgado em 30 de maio de 2022. Além disso, existem outras anotações relacionadas a crimes de ameaça, tortura e extorsão. Para o tribunal, esse histórico reforça o risco de reiteração criminosa e constitui mais um motivo para a manutenção da prisão preventiva. A decisão cita entendimentos do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça segundo os quais a gravidade concreta da conduta, a periculosidade do agente e o modo de execução dos crimes podem justificar a prisão cautelar. Risco de intimidação A Justiça também apontou que a liberdade do acusado poderia comprometer a instrução criminal. Segundo a decisão, ele poderia intimidar a vítima sobrevivente e testemunhas, prejudicando a produção das provas. O tribunal considerou especialmente relevante o fato de existir uma vítima que teria sobrevivido à sessão de tortura e que poderá ser chamada a prestar depoimento durante o processo. Acusado não foi localizado Outro fundamento utilizado para manter a prisão foi o risco de fuga. A decisão afirma que o acusado não comprovou possuir emprego fixo ou residência fixa em seu próprio nome e que, até aquele momento, o mandado de prisão expedido contra ele não havia sido cumprido. Ele permanecia em local incerto e não sabido. Para a Justiça, essa circunstância reforça o risco de evasão e a possibilidade de que o acusado se furte à aplicação da lei penal. Diante de todo o cenário, o tribunal concluiu que medidas cautelares alternativas à prisão não seriam suficientes. O habeas corpus foi denegado, mantendo-se a prisão preventiva do acusado. As acusações descritas na decisão ainda serão submetidas ao devido processo legal. A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa, por si só, condenação definitiva.

TERROR VOLTA A JACAREPAGUÁ: confrontos entre PMs e traficantes assustam moradores durante a noite. Pivô de guerra se manifestou nas redes

Depois do terror da noite de sábado, moradores de Jacarepaguá e Itanhangá, na Zona Sudoeste do Rio, voltaram a viver momentos de pânico na noite de ontem com novos tiroteios. Houve relatos que PMs entraram em confronto com traficantes do Comando Vermelho desde aproximadamente 23h40 nas localidades da Muzema , Pica-Pau e Tijuquinha. Circulam nas redes sociais alegações de que Kauan, apontado em publicações como ex-integrante da milícia de Rio das Pedras e atualmente associado ao tráfico na Muzema, ligado ao grupo de Zeus teria divulgado mensagens afirmando que já havia presença policial na região antes do início do confronto. Há informações circulando apontando que o traficante TL teria sido um dos mentores do ataque do CV no sábado na localidade do Sertão, em Rio das Pedras.Segundo informações, ele teria ligação anterior com a milícia da região e conheceria bem a área de mata. Talison, conhecido como TL, é apontado como um dos homens envolvidos na disputa pelo Sertão. Segundo informações, ele teria ligação anterior com a milícia da região e conheceria bem a área de mata. Ao lado dele estaria Felipinho, o FP, apontado como cria do Rio das Pedras. Ainda segundo relatos, cerca de 60 homens da Muzema, com reforços da Penha, teriam tentado avançar sobre a região, mas acabaram levando a pior. A área permanece, sob domínio da milícia. .

Conversas levantam suspeitas que líder comunitária de Brás de Pina teria ligação com traficantes e mobilizado moradores para fechar ruas. OUÇA

Trechos de conversas que passaram a circular nas redes sociais levantam suspeitas sobre um possível envolvimento de uma suposta líder de uma associação de moradores de uma comunidade de Brás de Pina com traficantes que atuam na região. Segundo as informações que acompanham o material divulgado, a mulher teria entre suas atribuições a mobilização de moradores para ações como fechamento de vias, realização de manifestações e deslocamentos de grupos, em circunstâncias que agora despertam a atenção das autoridades. Em um dos diálogos divulgados, aparece uma menção ao traficante conhecido pelo apelido de Tiriça, apontado como integrante da criminalidade que atua na região. O teor das conversas, caso confirmado, poderá ajudar a esclarecer a eventual relação entre lideranças comunitárias e integrantes do tráfico. O episódio ganha ainda mais relevância diante do cenário de violência registrado recentemente na região de Cordovil e Brás de Pina. Em agosto, áreas dos dois bairros foram palco de uma intensa disputa territorial entre criminosos ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP) e ao Comando Vermelho (CV). Durante os confrontos, moradores ficaram expostos a intensos tiroteios e até a ataques com granadas lançadas por drones, em uma escalada de violência que provocou medo e alterou a rotina de diversas comunidades. As conversas que circulam nas redes sociais, entretanto, ainda precisam ter sua autenticidade, origem, data e contexto devidamente confirmados. Não há, até o momento, confirmação oficial de que o conteúdo divulgado corresponda integralmente a diálogos reais ou de que a mulher tenha efetivamente cometido qualquer crime.

Vídeo levanta suspeita de possível apoio de PMs a milicianos durante cobranças na Taquara. ASSISTA

Um vídeo de procedência e data ainda desconhecidas, que circula nas redes sociais, levanta uma grave suspeita sobre uma possível relação entre policiais militares e integrantes de um grupo de milicianos que atua na comunidade Cabeça de Porco, na Taquara, Zona Oeste do Rio. De acordo com a legenda que acompanha as imagens, policiais militares lotados no 18º BPM (Jacarepaguá) teriam supostamente recebido propina de milicianos para escoltá-los durante ações de cobrança na região. A acusação, entretanto, não foi confirmada oficialmente e a reportagem não conseguiu verificar de forma independente quando e onde exatamente o vídeo foi gravado. As imagens, feitas aparentemente de um ponto elevado, mostram inicialmente a movimentação de vários homens na localidade. A própria gravação ou sua legenda cita os nomes de alguns deles e os identifica como supostos integrantes da milícia que atua na região. Na sequência, o vídeo registra a passagem de uma viatura da Polícia Militar. Pouco depois, o veículo se aproxima do grupo de homens que aparece nas imagens. A publicação também menciona os nomes de dois policiais militares que supostamente estariam envolvidos na cena, levantando a suspeita de que os agentes teriam acompanhado ou dado cobertura ao grupo durante uma atividade de cobrança. A reportagem comunicou o fato para a assessoria de imprensa da corporação e aguarda posicionamento.

MORTE, DINHEIRO E GUERRA PELO TERRITÓRIO EM JACAREPAGUÁ: FAMÍLIA PEDE AJUDA PARA VELÓRIO DE HOMEM MORTO EM GUERRA NO SÁBADO E MILÍCIAS DE OUTRAS ÁREAS REFORÇAM RIO DAS PEDRAS

A família de Pablo, morto no último fim de semana durante o confronto entre traficantes e milicianos na região de Rio das Pedras, fez um apelo nas redes sociais em busca de ajuda para conseguir custear as despesas do velório. Em uma publicação na internet, familiares pediram contribuição financeira e afirmaram que qualquer valor seria importante neste momento. “Qualquer valor será de grande ajuda neste momento.” A situação chamou a atenção diante das circunstâncias da morte. A Polícia Civil investiga se Pablo tinha envolvimento com o tráfico de drogas e apura ainda informações de que o chefe do tráfico na região, conhecido pelo vulgo Zeus, teria se recusado a bancar as despesas do velório. Milícia estaria recebendo reforços de outras regiões Paralelamente às investigações sobre a morte de Pablo, informações obtidas pela reportagem, que também carecem de confirmação oficial, apontam para uma movimentação de grupos paramilitares em apoio à milícia de Rio das Pedras. Segundo esses relatos, integrantes de grupos de outras regiões estariam ajudando os milicianos locais na disputa pelo controle territorial. Entre os nomes citados estão PL, apontado como liderança de Santa Cruz, e Juninho Varão, da Baixada Fluminense. Há relatos de que PL teria enviado homens para a região do Sertão, área que se tornou um dos principais focos da guerra ocorrida no último fim de semana, semanas antes dos confrontos mais recentes. A movimentação reforçaria a possibilidade de que a disputa em Rio das Pedras tenha ultrapassado os limites do grupo local, envolvendo alianças com outras estruturas paramilitares. Cerca de 100 milicianos estariam concentrados no Sertão Após ser atacada por traficantes do Comando Vermelho no sábado, a milícia teria reagido e avançado em direção à Muzema, segundo informações ainda não confirmadas oficialmente. Relatos obtidos pela reportagem apontam ainda que cerca de 100 milicianos estariam concentrados na região de mata do Sertão, supostamente preparados para uma possível nova investida contra áreas controladas pelos traficantes conhecidos como Zeus e Maromba. A concentração de homens armados indicaria que a disputa territorial pode estar longe de terminar e que novos confrontos não estão descartados. O atual frente da milícia de Rio das Pedras, conhecido como Labareda, também teria determinado, segundo esses relatos, que o grupo avance sobre a Muzema. Outra informação repassada para a reportagem seria de que os traficantes do Terceiro Comando Puro, que estavam ajudando os milciianos de Rio das Pedras, teriam recuado diante da suposta união entre os grupos paramilitares Com o suposto apoio de homens ligados a Varão e PL, a milícia teria conseguido realizar recentemente um ataque na Muzema dias atrás. Todas essas informações sobre movimentação, efetivo e ordens de ataque dependem de confirmação das autoridades. Mortes e caos nas ruas O confronto ocorrido no sábado deixou outras vítimas. Entre elas está Jô Sapatão, apontado como integrante da milícia, além de outros três homens que teriam sido executados na região de Curicica. A violência provocou um cenário de caos em diferentes pontos da Zona Oeste. Ônibus foram atravessados nas vias e utilizados como barricadas, enquanto pontos de bloqueio foram incendiados. Segundo o Rio Ônibus, 14 coletivos foram utilizados como barricadas na noite de sábado (29 de agosto), nos bairros de Muzema, Gardênia Azul, Curicica e Taquara. De acordo com a entidade, a operação do transporte coletivo já havia sido normalizada nessas regiões. Os 14 ônibus usados como barricadas Muzema Curicica e Taquara Gardênia Azul

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