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NEGOCIOS ILEGAIS

Por videochamada de presídio, traficante expulsou empresário e entregou mercado de internet a empresa controlada pelo Comando Vermelho em comunidades de Caxias

A expansão do crime organizado em Duque de Caxias teria ultrapassado o tráfico de drogas, o roubo de cargas e de veículos. Segundo elementos reunidos em uma investigação policial e citados em decisão judicial, uma liderança do Comando Vermelho teria usado a força e a ameaça para tomar o controle do mercado de internet em comunidades da Baixada Fluminense. O caso é analisado na ação penal nº 011659-64.2025.8.19.0001, em tramitação na 1ª Vara Criminal Especializada da Comarca da Capital. O acusado responde, em tese, pelos crimes de organização criminosa e extorsão e teve a prisão preventiva decretada. De acordo com a investigação, o acusado, apontado como liderança criminosa da comunidade do Bom Retiro, em Duque de Caxias, teria sido responsável por uma verdadeira expulsão de um provedor de internet da região. A vítima, empresária do ramo, teria recebido uma videochamada do criminoso, que se identificaria pelo vulgo de “Frei”. Segundo o relato incorporado ao processo, ele teria se apresentado como a “frente” das comunidades do Bom Retiro e do Rasta e determinado que a empresa deixasse de operar na região. A ameaça teria sido acompanhada de uma ordem clara: o fornecimento de internet passaria a ser feito por uma empresa escolhida pelo próprio tráfico, a W.M. Telecom, apontada na investigação como uma empresa gerida pelo grupo criminoso. Na prática, segundo o Ministério Público e os elementos descritos no processo, o crime organizado teria utilizado o domínio territorial para eliminar a concorrência e transformar o serviço de internet em um monopólio controlado pela facção. O caso revela uma modalidade de atuação cada vez mais sofisticada das organizações criminosas: o controle de serviços essenciais dentro das comunidades. Em vez de apenas cobrar taxas clandestinas de empresas, a facção, segundo a investigação, teria avançado para a própria exploração direta do mercado, expulsando concorrentes e direcionando os moradores para um provedor escolhido pelo grupo. FACÇÃO TERIA ESTRUTURA PARALELA As investigações conduzidas nos Inquéritos Policiais nº 060-02118/2022 e nº 060-02796/2025 apontaram, segundo a decisão judicial, a existência de uma organização criminosa armada ligada ao Comando Vermelho e estruturada em diferentes núcleos. O grupo teria atuação em diversas comunidades de Duque de Caxias e estaria envolvido, conforme os investigadores, com tráfico de drogas, roubos de veículos e cargas, exploração extorsiva de serviços de internet e lavagem de dinheiro. A suspeita é de que as diferentes atividades funcionassem de forma integrada, sob uma mesma estrutura de comando e com o domínio territorial garantido pelo uso ostensivo de armas e pela violência. No caso específico da internet, a acusação é de que o controle territorial teria sido utilizado para impedir que empresas concorrentes continuassem trabalhando na região. DONO DO PROVEDOR TERIA SIDO IDENTIFICADO EM VIDEOCHAMADA A defesa contestou a forma como o acusado foi reconhecido, argumentando que a identificação teria ocorrido por meio da comparação entre uma fotografia extraída de uma videochamada e uma imagem antiga existente em cadastro estatal. O Tribunal, entretanto, entendeu que a discussão exigiria uma análise aprofundada das provas e não poderia ser resolvida naquele momento por meio do habeas corpus. Além do reconhecimento, a investigação teria reunido registros de ocorrência, depoimentos de empresários do setor, quebra de sigilo telemático de terminal utilizado pelo líder criminoso, apreensão de drogas e de um caderno de contabilidade, entre outros elementos. Segundo a acusação, o acusado teria utilizado um telefone cadastrado em seu próprio nome para realizar a videochamada na qual teria ordenado que a empresa concorrente deixasse de atuar na região. PRISÃO PREVENTIVA Ao manter a prisão preventiva, a Justiça considerou a gravidade concreta da acusação e a posição que o investigado ocuparia dentro da estrutura criminosa. A decisão aponta que ele seria uma liderança local do Bom Retiro e estaria ligado à expulsão de provedores concorrentes e à imposição de um serviço de internet supostamente controlado pela organização criminosa. Para a Justiça, a liberdade do acusado poderia representar risco à ordem pública e à continuidade das atividades do grupo. O caso expõe como o crime organizado vem ampliando seu modelo de negócios. A facção não se contentaria apenas em controlar o território para vender drogas: segundo a investigação, também teria usado a ameaça para escolher quem poderia trabalhar, qual empresa poderia prestar serviço e quem ficaria com o dinheiro dos moradores. A acusação ainda será submetida ao julgamento definitivo da Justiça. O acusado é considerado inocente até o trânsito em julgado de eventual condenação.

Milhões em espécie, notas frias e lavagem de dinheiro: o esquema do braço-direito de Adilsinho

Preso este ano, o contraventor Adilsinho voltou a ser destaque na mídia carioca com a decisão da Justiça de mantê-lo em uma penitenciária federal longe do Estado do Rio de Janeiro. Nossa reportagem foi atrás de novas informações sobre o bicheiro para não ficar na mesmice do factual e descobriu junto à Justiça uma peça-chave no funcionamento dos negócios do criminoso. O suspeito trata-se de um homem conhecido como Verdini, apontado como braço-direito de Adilsinho; Empregado da empresa de Adilsinho e sócio dele em um clube na Barra da Tijuca, Verdini chegou a movimentar cerca de R$ 5,5 milhões entre 2015 e 2024, valores em espécie incompatíveis com seus rendimentos. Ele fez isso como forma de dissimular a origem do dinheiro. Ele chegou a realizar quatro depósitos no valor de R$ 5,5 milhões, tudo em espécie, sem qualquer identifficação de origem sendo que, deste total, R4 4,8 milhões eram destinados à firma de Adilsinho. O suspeito, junto de outras pessoas, ainda fez transações de câmbio para uma mulher que vivia nos Estados Unidos, o que pode configurar evasão de divisa Segundo a investigação, Verdini comandaria a elaboração de notas falsas em favor de Adilsinho, a quem se referia como ‘presidente”; Diálogos captados pela polícia mostraram ele indicando endereço e nome de quem deveriam ser emitidas as notas. A polícia ainda identificou diversas transferências para a conta dele, muitas delas feitas pela empresa de Adilsinho no total de R$ 127 mil. Verdini era ainda o responsável pela gestão financeira e administrativa de Adilsinho e da própria organização criminosa. Foram encontrados em sua nuvem vinculada à sua conta de email, por exemplo, planilhas de fluxo financeiro por pontos de vendas de cigarros, além de uma planilha de controle de gastos pessoais da filha e da esposa do cotnraventor., bem como a declaração do imposto de renda de Adilsinho. Com ele, foram achadas ainda 500 planilhas que revelaram o fluxo de caixa da quadrilha e as movimentações com proventos econômicos do escoamento da produção de cigarros, documentando a entrada e saída de bens do estoque da matriz e de cada uma das filiais A investigação revelou que Adilsinoh passou a emitir notas fiscais falsas de compra e venda de cigarros por três de suas empresas a pessoas físicas geralmente integrantes da máfia sem capacidade financeira e com inúmeros antecedentes criminais de delitos violentos de modo a encobrir a fabricação e comercialização clandetina de cigarros de modo a dissimular a origem e a movimentação dos valores auferidos com os crimes cometidos. Verdini teve a prisão decretada em 18 de fevereiro do ano passado pelos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais. GRUPO DE EXTERMÍNIO Um outro relatório obtido pela reportagem, haveria um grupo de extermínio que contaria com a participação de PMs do 15º Batalhão (Duque de Caxias) que atenderia aos interesses da quadrilha de Adilsinho, que é chamado também de ‘patrão’, ‘zero um’ ou ‘homem’. Adilsinho explora a comercialização ilegal de cigarros e jogos de azar.

“EU PAGO TODO MUNDO”: CHEFÃO DO TCP FOI FLAGRADO EM ESCUTA DIZENDO CONTROLAR POLICIAIS EM CAXIAS

Uma interceptação telefônica obtida no âmbito de uma investigação policial revelou o nível de poder e ousadia atribuído ao traficante conhecido como Flamengo, apontado como um dos chefes do Terceiro Comando Puro (TCP) em Duque de Caxias. Na gravação, ele afirma, em tom explícito, que pagaria propina a policiais militares que atuam na região. “Eu tenho a porra do batalhão todo na minha mão. Os polícia da área eu conheço tudo, eu pago todo mundo. Tu acha que essa porra tem tráfico de drogas porque? Eu pago é todo mundo, porra”. A escuta foi realizada anos atrás, durante uma investigação sobre a atuação do TCP em condomínios residenciais da região, e é tratada pelas autoridades como um indício do possível nível de infiltração criminosa e controle territorial sustentado por corrupção e intimidação. Na mesma interceptação, Flamengo aparece fazendo ameaças diretas a um síndico de condomínio, exigindo o repasse de dinheiro ao grupo criminoso. “Ou tu dá a porra do nosso dinheiro nessa porra ou tu vai morrer fdp”. Segundo as investigações, os condomínios Volterra, Rotonda, Parma, Pádua e Bolzano eram anteriormente dominados por um miliciano conhecido como Baby. Esse cenário mudou no final de 2022, após uma operação que prendeu diversos integrantes da milícia. Com o enfraquecimento do grupo, traficantes ligados ao TCP, oriundos da comunidade do Barro 3 e sob liderança de Flamengo, teriam avançado sobre a região e assumido o controle. De acordo com a apuração, o grupo passou a atuar como uma espécie de “empresa do crime”. Além do tráfico de drogas, passou a controlar serviços dentro dos condomínios, como venda de gás, distribuição de água, fornecimento de internet, TV a cabo, iluminação e até a cobrança de taxas de condomínio. Parte desses valores, segundo a investigação, seria destinada à organização criminosa. Para manter o domínio, os criminosos teriam adotado práticas violentas e sistemáticas. Entre elas, roubos de carga, extorsões, tortura de moradores, expulsão de residentes e assassinatos de pessoas que contrariavam seus interesses. Ainda segundo os elementos reunidos, Flamengo teria consolidado seu poder expulsando síndicos, retirando moradores e eliminando desafetos. Pessoas de sua confiança teriam sido colocadas na administração dos condomínios, ampliando o controle financeiro da organização. O grupo também teria expandido sua atuação para os morros do Sossego e do Cacareco, reforçando o domínio territorial. A disputa pelo controle da região provocou confrontos entre traficantes e milicianos. Em setembro de 2023, episódios de violência resultaram na queima de ônibus e veículos, afetando diretamente a população local. Relatos de moradores que afirmaram ter sido vítimas de tortura foram levados às autoridades policiais, que já conduziam outras investigações sobre a organização criminosa. Após um trabalho considerado minucioso, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, com o objetivo de responsabilizar os envolvidos. Embora as acusações ainda dependam de julgamento, o material reunido descreve um cenário em que, segundo a investigação, o crime organizado não apenas atua na região, mas exerce controle direto sobre a rotina e a vida cotidiana dos moradores.

PMs combinaram assalto a caminhão de carga de guaraná para vendê-la a 100 mil reais para depósito

A investigaçâo contra PMs que veio à tona hoje pelo Ministerio Público Estadual do Rio apontou que os agentes suspeitos tramaram um assalto a um caminhão com carga de guaraná para posteriormente venderem a carga a um depósito, no valor de 100 mil reais a venda, sendo possível constatar o dono do depósito verificando o CPF do mesmo.  Supostamente houve troca de mensagens entre Ricardo e Raphael. planejando a venda de 140 quilos de maconha, sendo negociada inclusive comissão da venda ao entre eles uma vez encontrassem um comprador. A apuração apontou ndícios do envolvimento de policiais militares com as milícias alvo da operação, sendo possível constatar a troca de mensagens entre eles planejando negócios escusos, tais quais a venda de drogas, de armas apreendidas e o assalto a caminhão de carga. Foram constatadas ainda mais mensagens ligando os agentes da lei a uma estrutura maior, possibilitando ainda a identificação deles através do uso de seus dados pessoais, como CPF, para identificação de chaves PIX. Nesse sentido, foi possível constatar a maquinação entre os PMs Raphael, Ricardo e Thiago averiguando-se indícios contundentes de uma associação estável com o uso da função pública que possuem, de polícias militares, para a empresa de delitos.

Como agia a milícia de Queimados

Investigação revela que a milícia de Queimados tem como membros principais João da Jacutinga, Flávio, Paulinho Motorista, PQD e Carlos. Em agosto do ano passado, três integrantes foram presos quando estavam armados no interior de um veículo da marca Jeep Renegade, de cor prata, placa RIS4J36, realizando cobranças extorsivas a comerciantes no município de Queimados. Na ocasião, foram pegos com (quatro) pistolas calibre 9mm; 01 (uma) espingarda calibre 12; 16 (dezesseis) carregadores de pistola calibre 9 mm; 01 (um) kit Roni; 302 (trezentos e duas) munições calibre 9 mm; 20 (vinte) munições calibre 12; 05 (cinco) coletes; 01 (um) cinto tático; 01 (um) coldre; 04 (quatro) aparelhos celulares e o montante de R$ 2.309,75 (Dois Mil, Trezentos e Nove Reais e Setenta e Cinco Centavos) Jeep Renegade, cor prata, ano 2021, placa RIS4J36, era produto de delito de roubo. A espingarda estava registrada no nome de um policial civil lotado na 51ª DP (Paracambi) e pai de um dos presos. Havia diversas informações no Disque-Denúncia de que moto-taxistas no município de Queimados estariam sendo coagidos a pagar supostas “taxas”de segurança, além da distribuição de cartões a comerciantes do local com o nome de uma suposta empresa com números de celulares os quais também são utilizados como chave PIX. Outras notícias anônimas informam que o suposto grupo criminoso seria liderado por um dos presos, além da participação de seu pai e de Paulinho Motorist, que ocuparia cargo público na Prefeitura de Queimados/RJ Paulinho Motorista inicialmente trabalhava como motorista. Posteriormente, passou, em tese, a exercer outras tarefas, como, por exemplo, realizar vigilância juntamente com outros integrantes; receber e fornecer informações acerca da movimentação de criminosos rivais e operações policiais, bem como a marcar encontros entre os supostos líderes, Paulinho tinha à sua disposição o veículo do Conselho Tutelar de Queimados, em tese, utilizava o referido veículo para transportar os integrantes do suposto grupo criminoso Constatam-se também diálogos travados pelo filho do policial com milicianos de outras regiões do Estado do Rio de Janeiro, cujas cópias (os denominados “prints ”) foram encaminhados ao número de telefone de Paulinho, reforçando a relação existente entre eles. Notam-se, ainda, comprovantes de pagamentos efetuados pelo líder do grupo a Paulinho.o que demonstra a sua suposta associação ao grupo criminoso. (…) No tocante ao suposto delito de extorsão praticado por todos os denunciados, verifica-se na exordial diversas mensagens de aplicativo de celular extraídas do aparelho apreendido na ocasião da prisão dos três milicianos. Em tais conversas nota-se a cobrança de valores ilegais a diversos comerciantes a título de “taxa”, cujo pagamento deveria ser efetuado por PIX. Os destinatários das cobranças eram identificados com nomes que faziam alusão a seus comércios, como por exemplo: “Fábio do Gás ”; “Material de Cons-trução ”; “Serralheria Aliança ”; “Churrasquinho Russo ”; “Padaria Angela ”; “Hortifruti ”, dentre outros Ademais, constata-se também que o grupo criminoso, em tese, não tolerava atrasos no pagamento e agia com ameaças aos comerciantes, como se visualiza em um diálogo mantido com um interlocutor de nome “Distribuidor de Gás Paraíso. Com relação especificamente às supostas vítimas mototaxistas, estas eram obrigadas, em tese, a efetuar o pagamento indevido, bem como tirar foto da placa da motocicleta e solicitar a entrega das chaves dos veículos, as quais ficavam sob a posse do grupo criminoso. Destacam-se também fotografias de caderno contendo anotações acerca dos pagamentos semanais e mensais efetuados por cada comerciante, divididos pelos bairros que o grupo supostamente dominava a saber os bairros de Fanchem, Paraíso e Porteira, todos situados no município de Queimados/RJ. FONTE: TJ-RJ

Preso no Rio suspeito de coordenadr esquema milionário de jogos de azar para financiar o CV no Mato Grosso

Ederson Xavier de Lima, conhecido como Boré, que foi preso em uma praia de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, em 28 de setembro, é apontado pela Polícia Civil de Mato Grosso como o chefe de um esquema milionário de jogos de azar ilegais que atuava em mais de 20 cidades do estado. A quadrilha explorava raspadinhas clandestinas e usava o lucro para financiar atividades da facção Comando Vermelho (CV). Segundo as investigações, Boré coordenava o esquema à distância, a partir do Rio de Janeiro, utilizando apenas o celular. Ele recebia pedidos, fazia pagamentos de prêmios e administrava as contas bancárias de laranjas para lavar o dinheiro obtido com as raspadinhas ilegais. FONTE: Portal dos Procurados do Disuqe Denúncia

Com o dinheiro do jogo do bicho e das máquinas caça-níqueis, Adilsinho montou a máfia de cigarros no Rio. Saiba como ele criou um império que movimenta cifras altíssimas

O contraventor Adilsinho é citado em processo da Justiça Federal como potencial mafioso que manda matar seus adversários ou pessoas que cruzam seu caminho clandestino, A máfia dos cigarros comandada por Adilsinho   foi responsável pela instalação e pelo funcionamento das fábricas desmanteladas em 2022, 2023 e 2024, mas foi em 2018 o marco inicial de toda a atividade desenvolvida pela máfia de cigarros instituída por Adilsinho, quando ele passou a fabricar e comercializar cigarros clandestinos utilizando-se de suas empresas e da parceria mantida com responsável contábil da empresa Cia Sulamericana de Tabacos, para dar aparência de legitimidade às ações criminosas perpetradas pela máfia, inclusive com manipulação contábil na emissão de notas fiscais fictícias e na falsa declaração de rendimentos.” O vínculo de Adilsinho  com a máfia do jogo do bicho e das máquinas caças níquel vem desde 2005. Já naquela época, o contraventor  já possuía poder para monopolizar a venda de cigarros clandestinos em territórios sob exploração da máfia do bicho, bem como carregava a bagagem teórica e relacionamentos para isso.   Com a renda obtida na prática dos crimes perpetrados na máfia do jogo de azar, além de aumentar seu estoque de riquezas, Adilsinho investiu valores, fomentou e iniciou a fabricação e comercialização de cigarros implementando, a partir de 2018, idêntico modo de atuar antes já desenvolvido na exploração de máquinas caça níquel, qual seja: monopólio territorial, corrupção de agentes públicos para atender aos interesses da máfia e fraude.Assim, desde 2018, ele comanda e fomenta intelectual e financeiramente as atividades criminosas desenvolvidas na fabricação e comercialização clandestina de cigarros, em regime de monopólio e mediante a corrupção de agentes públicos (inclusive da esfera federal), bem como recruta pessoas e as manda, direta ou indiretamente, executar ou concorrer para a prática de condutas penalmente proibidas, visando principalmente a obtenção e maximização do lucro, e a diminuição de riscos, momento em que aufere o lucro mais expressivo, no domínio funcional dos fatos perpetrados e resultados alcançados por demais componentes da máfia. Contudo, em 2021, depois que Adilsinho e suas empresas foram alvos de procedimentos fiscais da Receita Federal do Brasil e investigações criminais, ele desistiu de tentar atribuir aspecto de legitimidade às ações criminosas desenvolvidas e abandonou as operações realizadas através das suas empresas, tendo migrado e assumido a forma de atuação integralmente informal. Naquele ano,  ano de 2021, Adilsinho deu início a sua empreitada de montar um complexo industrial clandestino, com grande parte da operação em Duque de Caxias, onde possui poder e influência em razão de ter o domínio da região como integrante da “máfia do jogo do bichoSua quadrilha movimentou cifras altíssimas. Em  2020, uma de suas empresas movimentou “por dentro” do sistema financeiro, cerca de R$ 45.000.000,00 na Caixa Econômica Federal e R$ 30.000.000,00 no Santander, com a maioria das transações em espécie.  O acervo patrimonial de Adilsinho adquirido com os crimes perpetrados e encobertados mediante mecanismos característicos de lavagem de capital ultrapassa o valor de R$ 25.192.812,50 e US$ 1.000.000,00,    Adilsinho é o maior falsificador de cigarros e que ele teria a capacidade de falsificar qualquer cigarro. Estimam que ele em breve vai falsificar cigarros da empresa Souza Cruz, e não vai mais perder tempo fabricando o cigarro da marca Gift. Dizem ainda que têm medo de Adilsinho e que ele é inteligentíssimo e perigosíssimo” (Evento 1, INF32, fls. 34/54).   Uma das fábricas clandestina sde cigarros que pertencia ao contraventor Adilsinho tinha faturamento mensal de, no mínimo, R$ 9.000.000,00 (nove milhões de reais), tendo em vista a informação de que eram fabricados cerca de 150 (cento e cinquenta) caixas por dia, sendo que em cada caixa há 50 (cinquenta) pacotes, e em cada pacote há 10 (dez) maços de cigarros, os quais seriam vendidos cada um por R$ 4,00 (quatro reais). Nestas fábricas havia a utilização de trabalhadores paraguaios aliciados e de lá trazidos vendados e sem acesso ao celular, regime de escravidão, fabricação do cigarros paraguaios da marca GIFT, jornada de trabalho de 12h, ausência de emissão de nota fiscal, contexto de poderio bélico e ameaçador existente na localidade de Duque de Caxias/RJ e perpetrado por parte do grupo investigado contra os trabalhadores para restringir a liberdade de locomoção. Adilsinho é proprietário de uma empresa de comércio de cigarros, cigarrilhas e charutos,  uma outra de serviços de organização de férias, congressos, exposições e festas; e de um clube, além de agenciamento de profissionais para atividades esportivas e outras não especificadas.” Um ex-PM que tinha duas empresas que eram utilizadas para tentar, supostamente, dissimular os valores obtido com a Fábrica Clandestina de Cigarros, foi executado a tiros na tarde do dia 15/06/2023 na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Uma conversa entre um homem conhecido como Alex e uma mulher chamada Jordana evidencia que ele estava conduzindo negócios que poderiam contrariar os interesses do grupo de Adilsinho, mas que poderiam gerar à interlocutora uma oportunidade de comercialização de cigarros falsificados mais rentável, ocasião em que a interlocutora Jordana responde que teme a morte ao atuar em interesses contrários ao bando de Adislinho. Adilsinho era o patrão da quadrilha, .exercendo poder hierárquico sobre as demais pessoas e auferem os maiores lucros; Depois dele, havia os assessores, responsáveis pelas atividades administrativas e burocráticas. Realizam pagamentos e transferências de valores em favor do patrão e sua própria família, normalmente por meio de pessoas interpostas; Em seguida, os gerentes das fábricas, que eram. os responsáveis por coordenar os locais em que são produzidos os cigarros, bem como falsificam documentos que instruem a fabricação e o comércio do falso cigarro paraguaio (embalagens e comprovante de pagamento de tributos paraguaios), custeiam despesas das fábricas e dos alojamentos de trabalhadores escravos, mantém em depósito produto de crimes, fornecem maquinário, insumo e matéria prima para a fábrica; Em quarto, aparecia os comerciantes, que eram os responsáveis pela venda dos cigarros aos consumidores finais. Depois, vinham fornecedores de bens e insumos, encarregados por fornecer insumos, maquinários, matéria-prima e imóveis que permitem a instalação e operação das fábricas clandestinas de cigarro e a consequente produção de contrafeitos;

Veja o histórico de contraventor suspeito de ser mandante de tentativa de homicídio na Ilha do Governador

O contraventor que é suspeito de ser o mandante de uma recente tentativa de homicídio contra um homem considerado desafeto na Ilha do Governador, é figura conhecida dos órgãos de segurança por explorar jogos na região. .Conhecido como Baixinho, o bicheiro utiliza-se de seu subordinado vulgo Passarinho para a execução dos crimes. Ele era dono de um patrimônio milionário e bastante conceituado no submundo da máfia do bicho”, O contraventor tinha uma empresa de onde as ações eram comandadas, eram feitos os acertos financeiros e também promovidas reuniões e encontros entre os integrantes do grupo, constituindo um verdadeiro escritório do crime. O caráter empresarial da exploração do jogo imprimido por Passarinho, chefe imediato do bando ficava claro também na autorização de pagamentos de gratificações como retribuição ao desempenho e estimulação ao trabalho. Tudo visando o fomento dos lucros como numa autêntica empresa privada. Anos atrás, a quadrilha fazia em média de R$ 300.000,00 por mês com a exploração do jogo. Além da Ilha do Governador, o bando explorava o jogo também em Paraíba do Sul, Três Rios, Itaguaí, e Petrópolis, além de TeresópolisCentenas e centenas de selos identificativos de máquinas caça-níqueis, timbrados com o nome da empresa do contraventor foram encontrados no escritório em Teresópolis e também no interior das máquinas apreendidas. Ele era inclusive detentor da “concessão” outorgada pelos banqueiros do jogo do bicho para a exploração das máquinas caça-níqueis na cidade.Foi veiculada a possível ligação do contraventor com um político influente nesta cidade da Região Serrana. O grupo usava uma revendedora de veículos para lavar o dinheiro do crime. O contraventor foi alvo de operação hoje pela Polícia Civil onde foram apreendidos cerca de R$ 300 mil. A tentativa de homicídio citada foi cometida por um policial militar, que foi ferido na ocasião e está preso. FONTE: TRF2 e Polícia Civil do RJ

De olho no metanol: polícia do RJ faz operação para combater fabricação e comércio de bebidas adulteradas

Policiais civis da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) fazem hoje uma operação para coibir a produção e a venda de bebidas alcoólicas adulteradas e impróprias para o consumo. Os agentes fazem buscas na capital e na Baixada Fluminense para cumprir 21 mandados de busca e apreensão. Milhares de garrafas com suspeita de falsificação já foram apreendidas e serão encaminhadas para análise, que vai indicar possíveis irregularidades prejudiciais para os consumidores, como o uso irregular de metanol. Esta é mais uma ação realizada pela DRCPIM nesta semana com o objetivo de garantir a segurança para os consumidores. Ações de fiscalização vêm ocorrendo deste quarta-feira (01/10), quando as equipes foram a um grande distribuidor de bebidas em Ramos, na Zona Norte, após denúncia de clientes de um estabelecimento na Barra da Tijuca, Zona Oeste. Na sexta (03/10), os agentes foram a bares e casas noturnas em bairros das zonas Norte e Sul. Mais de 30 estabelecimentos foram verificados nos últimos dias. Durante as diligências, os policiais civis encontraram diversas bebidas alcoólicas fora da validade e armazenadas em condições insalubres. A perícia constatou fortes indícios de adulteração em centenas de garrafas de cerveja e destilados. Ao todo, seis pessoas foram conduzidas à delegacia para prestar esclarecimentos. Elas vão responder por falsificação ou adulteração de bebida e por crimes contra as relações de consumo. A operação faz parte de um esforço contínuo da Polícia Civil para garantir a saúde e bem-estar da sociedade e reforça o compromisso da instituição no combate à comercialização de produtos falsificados, que geram danos aos consumidores e ao mercadO. FONTE: Polícia Civil do RJ

Os negócios controlados por Doca, chefão do CV no Complexo da Penha

Depoimento de uma testemunha em uma investigação antiga da polícia revela o poder que o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, tem dentro do Complexo da Penha (CV). Segundo o que revelou, além de comandar o tráfico de drogas, Doca também é o responsável por controlar os pontos de mototaxistas, de lotadas (Kombis), a venda de cigarros clandestinos (contrabandeados ou falsificados), a gatonet (desvio de sinais de TV e internet), um bar de bebidas e entreterimento masculino, além das barraquinhas de festas que acontecem no Complexo da Penha, , ficando responsável por notadamente o “Baile da Gaiola. Doca também determina que moradores façam depósitos bancários de dinheiro proveniente da venda de drogas. Essa testemunha afirmou à polícia que era obrigada a comparecer a agências bancárias para depositar dinheiro em espécie. As contas bancárias que recebiam os valores earm informadas ao declarante através de mensagem do aplicativo Whatsapp. Após executar os depositos bancários, o declarante tinha que apagar essas mensagens e entregar os comprovantes de depósitos bancários para a pessoa que lhe “pagou a missão”. Por ela, recebia R$ 100, Informou que mesmo que quisesse recusar agir sob as ordens dos traficantes não poderia porque em represália seria castigado por Doca e;/ou com a suspensão de suas atividades no ponto de mototáxi por pelo menos uma semana ou seria alvo de coisa pior; que o declarante precisa de atuar nessa função para sustentar sua família e o dinheiro que consegue com os depósitos ajudava muito na sua renda. A investigação também revelou que Doca começou no crime atuando como gerente de Elias Maluco e por essa função recebia R$ 7.000 por semana Conhecikdo também como Paraíba, Doca comanda a Tropa do Urso, um grupo de “soldados do tráfico”, treinados e fortemente armados para defesa, tomada e retomada de territórios da organização criminosa. Composto por mais de 300 marginais, provenientes de várias comunidades dominadas pela facção, mas principalmente aqueles da região dos complexos da Penha e do Alemão, “Doca tem uma política expansionista pela dominação de territórios, subjugando facções rivais e moradores. .

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