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Motorista de aplicativo preso suspeito de transportar dinheiro do jogo do bicho disse que fazia isso há quatro meses fora da plataforma e recebia R$ 50 por cada entrega

O caso da prisão de um motorista de aplicativo acusado de transportar valores ligados ao jogo do bicho ganhou destaque na mídia nesta semana. O Auto de Prisão em Flagrante, porém, traz um detalhe que não apareceu nas matérias sobre a ocorrência: o transporte dos valores não era feito pela plataforma. Segundo o depoimento do motorista, ele realizava esse serviço por fora da plataforma, havia aproximadamente quatro meses, recebendo R$ 50 por cada entrega. Na ocasião da prisão, ele fazia uma corrida regular pelo aplicativo e aproveitou o mesmo deslocamento para buscar um envelope e levá-lo até a Barra da Tijuca. O flagrante ocorreu em 2 de setembro, por volta das 11h30. Policiais do 18º BPM receberam informações de que um Renault Kwid branco estaria sendo utilizado para recolher valores provenientes da exploração do jogo do bicho. O veículo foi localizado na Avenida Geremário Dantas, na Freguesia, em Jacarepaguá. Durante a abordagem, os policiais encontraram dois envelopes, dois celulares e R$ 1.685 em espécie. O mtotorista contou que havia iniciado uma corrida pela plataforma com destino à Barra da Tijuca e, com autorização da passageira, fez uma parada na Praça do Valqueire. No local, recolheu um envelope lacrado a pedido de uma mulher chamada “Elaine”. O motorista afirmou que fazia esse tipo de transporte de maneira rotineira, fora dos aplicativos, e que recebia R$ 50 por entrega com destino à Barra. Também declarou que, por retirar os envelopes em um ponto de exploração do jogo do bicho, presumia que eles continham dinheiro. A partir das informações fornecidas pelo motorista policiais foram até um endereço na Rua Quiririm, na Vila Valqueire, onde encontraram Elaine Cristina Cosme da Silva. Segundo o auto, ela admitiu que o estabelecimento funcionava como ponto de anotação do jogo do bicho. No local, foram apreendidos dois celulares, duas impressoras térmicas e, em uma sala nos fundos, três máquinas caça-níqueis em funcionamento. Outra equipe foi até um imóvel na Rua das Cravinas, também na Vila Valqueire, que havia sido identificado durante o acompanhamento do trajeto do motorista. Os policiais encontraram bilhetes de jogo do bicho e um porta-tabelas. Elgen Vieira de Souza, que estava no local, tentou fugir ao perceber a presença dos agentes. Na sala, foram apreendidos uma máquina de apostas, bilhetes de jogo do bicho e dinheiro. De acordo com a decisão judicial, ao todo foram apreendidos R$ 2.518 em espécie, além de máquinas de caça-níqueis, celulares, máquina de cartão, notas fiscais, recibos, calculadora, veículos, folhetos, bobinas, cadernos de anotações e outros materiais relacionados à atividade. A decisão também destaca que o relato de Erick aponta para uma atuação habitual, já que ele afirmou realizar o transporte dos envelopes havia cerca de quatro meses, mediante pagamento de R$ 50 por entrega. A história ganhou mais contornos hoje quando o Núcleo de Atuação perante as Centrais de Audiência de Custódia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (NACAC/MPRJ) recorreu da decisão que concedeu prisão domiciliar a Elgen Vieira de Souza, de 70 anos. Ele teve a prisão preventiva convertida em domiciliar, com monitoramento eletrônico, em razão da idade e do estado de saúde debilitado.  No recurso, o NACAC/MPRJ sustenta que os documentos apresentados pela defesa não comprovam que o estado de saúde de Elgen seja incompatível com o cumprimento da prisão no sistema penitenciário. O material, segundo o Núcleo, não demonstra de forma inequívoca que o investigado esteja extremamente debilitado por doença grave, nem que o tratamento necessário não possa ser oferecido em uma unidade prisional. Outro argumento é que a prisão domiciliar não impediria Elgen de continuar exercendo, de dentro de casa, as atividades que lhe são atribuídas no esquema. A estrutura investigada operaria fortemente por meios digitais, sem depender da presença física dos envolvidos nos pontos de jogo. Com acesso a celular, internet e aplicativos, ele poderia continuar se comunicando com outros integrantes, acompanhando a contabilidade do jogo e autorizando movimentações financeiras por PIX. Da corrida de aplicativo aos pontos de jogo A ocorrência que resultou nas prisões começou na quarta-feira (02/09), quando uma passageira de transporte por aplicativo desconfiou de que o motorista, carregava dinheiro relacionado ao jogo do bicho. Durante o trajeto, ela enviou mensagens ao namorado, um delegado da Polícia Civil, relatando que estava com medo e compartilhando sua localização. A partir do alerta, policiais localizaram e abordaram o veículo. Segundo os autos, Erick estava com R$ 1.675 e informou aos policiais que fazia a coleta de valores para Elaine Cristina Cosme da Silva, em um percurso que começava em Vila Valqueire e terminaria na Barra da Tijuca. As informações obtidas na abordagem levaram os agentes a novas diligências em endereços que seriam utilizados pela estrutura do jogo do bicho. Em um desses locais, os policiais encontraram Elgen. De acordo com o recurso, ele tentou fugir ao perceber a chegada dos agentes. No endereço, foram apreendidos uma máquina utilizada para apostas, cartelas, cadernos de anotações e R$ 833. O NACAC/MPRJ atribui a ele atuação no recebimento de apostas, nos registros e na movimentação de valores do esquema.

Bandido preso em condomínio invadido em Itaboraí disse que porteira seria condenada e agredida pelo tráfico se não lhe avisasse sobre a chegada da polícia

Uma porteira de condomínio em Itaboraí teria sido ameaçada por um traficante para funcionar como seu “radar” contra a polícia. Segundo o Auto de Prisão em Flagrante, o homem determinou que ela avisasse sempre que policiais chegassem ao local e teria dito que, caso não cumprisse a ordem, ela poderia ser condenada pelo tráfico e sofrer agressões. A ameaça teria acontecido na véspera da prisão. Por volta das 18h30 do dia 31 de agosto, o suspeito teria ordenado que a funcionária comunicasse qualquer chegada de policiais ao condomínio. Na manhã seguinte, a ordem acabou sendo cumprida. Quando percebeu a presença dos agentes, a porteira ligou para o suspeito usando o telefone da portaria e avisou que a polícia estava no local. Só que, desta vez, os policiais já estavam atrás dele. Por volta das 6h do dia 1º de setembro de 2026, uma equipe de busca do serviço reservado do 35º Batalhão de Polícia Militar foi até o Condomínio Residencial Dom Marcelino, na Rua J, nº 10, no bairro Bela Vista, em Itaboraí. A ação de inteligência apurava uma denúncia sobre a presença no condomínio de suspeitos de participação em um ataque ocorrido no bairro Outeiro das Pedras, na madrugada de 30 para 31 de agosto. O caso é investigado no inquérito nº 071-07298/2026. Ao perceber a movimentação policial, o custodiado tentou escapar pulando o muro do condomínio, mas acabou abordado e preso. E a fuga não era o único problema. Com o homem, os policiais encontraram uma mochila contendo 156 tiras de maconha, 94 pinos de cocaína, 336 pedras de crack, cinco rádios transmissores, duas bases para carregamento de rádio, três celulares e R$ 59 em espécie. A porteira também foi conduzida para a unidade policial. Em seu depoimento, contou que havia avisado o suspeito sobre a chegada da polícia porque, no dia anterior, ele havia determinado que ela fizesse isso e a ameaçado. Segundo a funcionária, caso não avisasse sobre a presença dos policiais, ela seria responsabilizada pelo tráfico e ainda sofreria agressões. Na prática, segundo o relato registrado no flagrante, o suspeito teria usado a ameaça para transformar a porteira em um sistema de alerta particular, capaz de avisá-lo quando a polícia entrasse no condomínio. O material apreendido foi encaminhado para perícia. O exame apontou 1.640 gramas de maconha, 75 gramas de cocaína em pó e 150 gramas de cocaína na forma popularmente conhecida como crack.

Guerra continua em Caxias. Houve mais um morto, dois baleados e drone apreendido para monitorar rivais. LINK PARA VÍDEO

A guerra continua em Duque de Caxias depois da imprensa repercutir as mais de 10 mortos ocorridas na cidade nas últimas semanas, Nos últimos dias, um traficante foi morto e dois homens foram baleados durante ataques do Comando Vermelho. Um dos baleados foi um homem conhecido como Léo do Cabral. O outro tinha vulgo de Play. No sábado, foi morto um traficante do Terceiro Comando Puro vulgo Salsa no Barro Três. Hoje, Policiais do 15ºBPM prenderam um homem em flagrante no bairro Pantanal, um dos focos da guerra. O criminoso ligado ao TCP utilizava uma aeronave remotamente pilotada para monitorar ações policiais e rivais. Ele é suspeito de atirar granadas no Corte 8. O mesmo assumiu que recebia R$ 1.200 por semana para operar os drones. O drone foi encaminhado à 60ª DP, onde a ocorrência foi registrada. ASSISTA O VÍDEO https://x.com/ReageJaqueira2/status/2094546364730429720/video/1

ANTES DE DELEGACIA SER ATACADA EM CAXIAS, POLICIAIS QUASE FORAM MORTOS EM EMBOSCADA COM GRANADAS E FUZIS

Horas antes do ataque à 60ª Delegacia (Campos Elíseos) em fevereiro de 2025 que deixou dois policiais feridos, agentes da unidade viveram momentos dramáticos na comunidade da Vai Quem Quer, em Duque de Caxias, sendo atacados violentamente com granadas e tiros de fuzil. Na ocasião, a Polícia Civil recebeu, através de trabalho de campo, informações de inteligência que apontavam que indivíduos da comunidade do”Vai Quem Quer”, sob influência da facção criminosa autodenominada”Comando Vermelho”, deslocar-se-iam para a capital com a intenção de reforçar/participar da disputa territorial pelo domínio do Morro do Juramento, na Zona Norte carioca. Os policiais fizeram monitoramento, que permaneceu até as primeiras horas da manhã, onde foi detectada a presença de diversos homens armados, inclusive com uso de equipamento militar – policial, na comunidade A equipe procedeu de forma velada, discreta, até o local, não encontrando resistência até determinado ponto. Após cerca de 5 minutos na comunidade, as equipes começaram a ser atacadas em diversos pontos. Em um momento, um homem parou uma motocicleta e começou a realizar disparos de fuzil, tendo os agentes da lei revidado. Chegando em uma travessa, presenciaram diversos homens armados com pistolas e fuzis, os quais lançaram granadas na direção de policiais civis, colocando em risco a vida e a integridade dos agentes da lei e de uma quantidade indeterminada de pessoas próximas ao local do confronto. Os cinco policiais atacados, entre eles uma mulher, só não foram atingidos devido a má pontaria dos criminosos. Alguns desses homens correram em direções diversas, alguns deles adentraram uma espécie de beco, sendo iniciada perseguição por este local, sendo possível ver que um dos homens, tratando-se do traficante Wesley, jogou um fuzil 556mm, municiado com oito munições de mesmo calibre, para o alto e correu. Ele foi alcançado metros à frente e preso, sem oferecer resistência. Na esquina do local onde Wesley foi preso, em uma casa que se encontrava aberta, foi encontrado Rodolfo Manhães, vulgo Rato, chefão da localidade. Rato era investigado pela Polícia Civil por sua participação no tráfico de drogas da região, pertencente ao comando vermelho. De acordo com os policiais, é notório que ele é o líder do tráfico na citada comunidade, uma das mais violentas da região, sendo notada a presença de diversas barricadas e a presença atiradores disparando com bastante intensidade. ” No mesmo dia da prisão , por volta de 22h50min, um grupo de cerca de 20 criminosos armados com fuzis, diretamente ligados e subordinados a Rato, cercaram a 60aDP causando intenso confronto e resultando no ferimento de alguns policiais. Tal ação tinham como objetivo o resgate de Rato e Wesley. A ação criminosa resultou na destruição da unidade policial e dois agentes da lei feridos, visto que os criminosos fizeram uso de fuzis e granadas. Tendo em vista a resistência dos policiais e o fato de que que os bandidos já haviam sido transferidos da carceragem da Delegacia, os criminosos não lograram êxito no resgate. O ataque à unidade policial foi amplamente divulgado pela mídia, causando intenso temor na população

Apontado como elo entre a milícia de Curicica, TCP e PMs já havia sido preso junto com um policial suspeito de participar do Bonde do Zinho para invadir áreas em Santa Cruz

. Apontado em investigação como suposto elo entre a milícia de Curicica, Terceiro Comando Puro e PMs, Yuri Guimarães Soares chegou a ser preso com um policial reformado participando do Bonde de Zinho para invadir o Conjunto João 23, em Santa Cruz, há quase três anos. Yuri já estaria morto. Na ocasião, estavam com dois fuzis calibres 556 e 223, munições 556 e carregadores para fuzil. As informações de inteligência da época apontaram que o bonde do Zinho estava se equipando para uma empreitada da milícia. O PM dirigia o carro onde estava Yuri e as armas mas disse que estava fazendo uma corrida na ocasião. Já Yuri disse que os fuzis eram dele mas não revelou para onde iria levá-los. Negou que partiipava da milícia e que já tinha sido processado pelos crimes de porte ilegal de arma e assalto à mão armada; Para a Justiça, o armamento seria utilizado para “uma invasão as imediações da Avenida João XXIII, em Santa Cruz”, o que não ocorreu, por circunstâncias alheias, já que o grupo denominado “Bonde do Zinho” foi interceptado pelos agentes da lei. “Nas circunstâncias do crime, é notório que os acusados utilizavam o farto material bélico para manutenção do território da organização criminosa que atua em Santa Cruz e adjacências. Milícia está que aterroriza toda a comunidade.“Yuri e o PM foram condenados. Se sabe que a milícia do Boto que comanda Curicica chegou a ser aliada anos atrás do Bonde do Zinho. Aliança entre milícia e tráfico As investigações recentes do MPRJ apontaram uma aliança entre a milícia de Curicica e integrantes do TCP atuantes nos complexos da Maré e da Pedreira, baseada em um pacto de não agressão e cooperação operacional. O objetivo seria o apoio mútuo contra grupos rivais, especialmente o Comando Vermelho, além da facilitação do comércio ilícito de armas e drogas. Nesse contexto, Yuri Guimarães Soares, o “Lirow”, é apontado como elo entre a estrutura paramilitar e integrantes da facção criminosa. Outra característica destacada na denúncia é o comércio clandestino de armamentos de alto poder ofensivo, incluindo fuzis de calibres 5,56 mm, 7,62 mm e .223, além de pistolas e munições. Dois policiais militares, Jorge Anastácio Rodrigues Simões, lotado no 4º Batalhão da Polícia Militar, e Leo Carlos Araújo Santos, do 2º BPM, também foram denunciados por atuação no fornecimento e na intermediação de armas e munições destinadas à milícia de Curicica e ao TCP. Ao decretar as prisões preventivas, o Juízo destacou a gravidade concreta dos fatos, a estrutura armada da organização, o risco de reiteração criminosa e a necessidade de preservação da ordem pública.

Presa ontem no Complexo de Israel (TCP), Madrinha da Cidade Alta afirmou à Justiça que levou tapas no rosto de policiais

Presa ontem em operação no Complexo de Israele, Luana Rosa de Arapjo, a Madrinha da Cidade Alta”, afirmou à Justiça que foi agredida por dois policiais civis durante a prisão. Segundo seu relato na audiência de custódia, os agentes teriam dado tapas em seu rosto para que ela fornecesse a senha do celular.  Acrescentou que não sabe dizer o nome dos policiais, tendo sido os mesmos que a conduziram à Delegacia.  Aponta como testemunha Rafael Guedes. Perguntada sobre as características físicas dos policiais, aponta que um deles era branco, de cabelos lisos, alto, forte, enquanto o segundo era moreno, alto, forte.  A denúncia apresentada pela presa foi encaminhada para investigação. A Justiça determinou o envio de cópias dos autos à Promotoria de Investigação Penal, à Corregedoria da Polícia Civil, à Corregedoria Geral Unificada e à Segunda Vice-Presidência. O exame de corpo de delito realizado anteriormente, entretanto, apresentou resultado negativo. A magistrada ressaltou que a acusação ainda não foi devidamente apurada e que não seria possível presumir, neste momento, a ocorrência de excesso policial. CELULARES REVELAM MONITORAMENTO DE VIATURAS A prisão ocorreu durante uma operação no Complexo de Israel, realizada para o cumprimento de mandados de prisão. Segundo os policiais, Luana foi localizada em uma casa na Rua Itupuí, em Parada de Lucas. No imóvel foram apreendidos três celulares, um tablet e um caderno com anotações relacionadas ao tráfico de drogas. O conteúdo encontrado nos aparelhos, segundo os agentes, é considerado especialmente relevante. Após Luana fornecer a senha de um dos celulares, os policiais afirmaram ter localizado mensagens com informações sobre a localização de viaturas policiais, contabilidade do tráfico e ordens destinadas a “bocas de fumo”. A Justiça citou esse material para apontar que, em tese, a investigada teria participação relevante na estrutura criminosa, inclusive no acompanhamento da movimentação das forças de segurança. Entre os elementos apreendidos também está um print que, segundo a decisão, indica que Luana fazia parte de um grupo denominado “Exército de Israel”. QUATRO MANDADOS DE PRISÃO De acordo com o Registro de Ocorrência, Luana tinha quatro mandados de prisão em aberto, inclusive por homicídio, e figurava no Portal dos Procurados. Os policiais a identificaram pelo vulgo de “Madrinha da Cidade Alta” e afirmaram que ela seria braço direito do traficante conhecido como “Peixão”, apontado como liderança do TCP na região. Ainda segundo os agentes, Luana inicialmente teria informado um nome falso, dizendo chamar-se Fernanda. Sua identidade foi posteriormente confirmada pelo IPOL. A Justiça destacou que os elementos reunidos durante a prisão apontariam, em análise inicial, para uma possível atuação de confiança dentro da organização criminosa, e não para uma participação meramente periférica. PRISÃO PREVENTIVA Luana foi presa em flagrante, em tese, pelos crimes previstos nos artigos 33, 35 e 40-A da Lei 11.343/2006. O Ministério Público pediu a conversão do flagrante em prisão preventiva, alegando a gravidade concreta dos fatos e o risco de reiteração criminosa. A Justiça manteve a prisão preventiva, considerando principalmente os quatro mandados em aberto, o histórico atribuído à investigada e o material apreendido, incluindo as mensagens sobre viaturas, contabilidade do tráfico e ordens para pontos de venda de drogas. A acusação de agressão feita por Luana, por sua vez, seguirá para apuração pelos órgãos competentes. Até o momento, não há conclusão de que os policiais tenham praticado as agressões relatadas pela presa.

Meio a operações e ocupação policial, Complexo de Israel (TCP) tem pichações alusivas ao CV

Moradores acusam policiais de terem pichado paredes e casas durante a operação no Complexo de Israel, deixando siglas associadas ao Comando Vermelho(CV) e referências à chamada “Tropa do Urso”, comandada pelo traficante Doca, chefão do Complexo da Penha. Segundo os relatos que serão repassados, as pichações teriam sido feitas durante a ação policial. As acusações ainda precisam ser apuradas e confirmadas pelas autoridades. Não é a primeira denúncia que moradores fazem contra PMs desde que o conjunto de favelas foi ocupado na última sexta-feira. No sábado, a TV Globo afirmou que a população acusou os agentes da lei de abusos como invasão de domicílios. Agora a noite, policiais do #BAC, com apoio de cães farejadores, localizaram um bunker usado para esconder material entorpecente durante operação em Vigário Geral. O compartimento, localizado em um imóvel abandonado, foi encontrado após alteração de comportamento do cão durante o vasculhamento. Mais cedo, quatro criminosos foram presos por policiais do #BOPE durante operação em Parada de Lucas e Vigário Geral. Após negociação para rendição, os agentes apreenderam 2 fuzis na área de charco.

Traficante Peixão (TCP) fica acuado entre ofensiva da PM no Complexo de Israel e ataques do CV na Baixada mas reage com violência

A quadrilha do traficante Peixão, uma das principais lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP) no Rio, vem sendo pressionada simultaneamente por operações da Polícia Militar e por ataques do Comando Vermelho (CV), que tenta avançar sobre áreas controladas pelos rivais. Enquanto a PM intensifica as operações no Complexo de Israel, o grupo de Peixão também enfrenta investidas de traficantes do CV em comunidades de sua área de influência. No último fim de semana, criminosos das tropas de Bochecha Rosa, ou BX, e Urso, ligados ao Comando Vermelho, teriam invadido a comunidade do Buraco do Boi, em Nova Iguaçu. Durante a ação, os invasores executaram dois integrantes do bando de Peixão e levaram drogas que pertenciam aos rivais. Depois da invasão, traficantes do CV passaram a debochar dos integrantes mortos nas redes sociais, numa demonstração de força diante dos adversários. A pressão sobre o grupo também teria provocado uma deserção. Um traficante conhecido pelo vulgo de “Tá Maluco”, que atuava no Buraco do Boi, teria abandonado o TCP e passado a integrar o Comando Vermelho. No mesmo momento em que enfrenta a ofensiva do CV, Peixão também está no alvo de uma nova operação da Polícia Militar no Complexo de Israel. Nesta segunda-feira, a PM realizou uma nova etapa da operação. Depois de concentrar a primeira fase na Cidade Alta e em comunidades do entorno, as forças policiais avançaram para Parada de Lucas e Vigário Geral. A ofensiva provocou uma nova reação violenta dos criminosos. Houve intensos tiroteios, explosões, incêndios de caminhões e veículos e importantes vias expressas chegaram a ser fechadas preventivamente. S egundo o repórter Bruno Assunção, criminosos agrediram motoristas e retiraram vítimas de seus carros, enquanto gritavam: “Quem manda aqui é a gente. Mete o pé, mete o pé.” Durante a operação em Parada de Lucas e Vigário Geral, quatro criminosos foram presos por policiais do BOPE. Após negociação para a rendição, os agentes apreenderam dois fuzis escondidos em uma área de charco. Segundo a Polícia Militar, um dos soldados de Peixão estava com um explosivo preso ao colete. Ainda de acordo com os policiais, o artefato seria utilizado para ser lançado contra as equipes durante o confronto. As equipes também realizaram a desobstrução de vias, dando continuidade à operação para conter a atuação de grupos criminosos armados e reduzir os impactos da violência sobre moradores e usuários das principais vias expressas da região. A Cidade Alta é considerada uma área de posição topográfica privilegiada, característica que pode ser explorada por grupos criminosos para ampliar a capacidade de observação, controle territorial e enfrentamento às forças de segurança. Depois de estabilizar a Cidade Alta, a Polícia Militar avançou para uma segunda fase da operação, concentrada em Parada de Lucas e Vigário Geral. De acordo com a PM, um dos principais objetivos é conter as disputas territoriais entre facções criminosas nas comunidades do entorno do Complexo de Israel e combater quadrilhas que utilizam essas áreas como base para roubos de veículos e cargas, exploração ilegal de serviços e outras atividades criminosas. A operação também busca combater práticas de perseguição e intolerância religiosa contra minorias religiosas, incluindo praticantes de religiões de matriz africana e outros segmentos cristãos, preservando a liberdade religiosa e a segurança da população. Antes do início da ação, a PM realizou o fechamento preventivo da Avenida Brasil e da Linha Vermelha, seguindo o protocolo de segurança adotado em operações realizadas em comunidades próximas às principais vias expressas. A medida teve como objetivo proteger motoristas e usuários das duas vias durante a atuação das equipes policiais. Com ataques do CV contra áreas de seu domínio e a pressão crescente das forças de segurança, o grupo de Peixão enfrenta uma situação de forte cerco no Complexo de Israel, tendo de reagir simultaneamente à disputa territorial com uma facção rival e às operações policiais que avançam sobre seus principais redutos.

Do mapeamento ao bombardeio: drones viram armas na guerra entre facções em Vargem Grande.

Somente neste bairro, polícia fez apreensão e ouviu suspeito confessar que usa os equipamentos para atacar rivais Duas operações policiais realizadas em julho e agosto de 2026 reforçaram a ideia de uma nova dimensão da disputa territorial entre facções criminosas em Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio: o uso de drones como ferramenta de guerra. Os casos mostram que os equipamentos vêm sendo empregados não apenas para vigilância e reconhecimento do terreno, mas também em ações ofensivas com explosivos. Somente neste bairro, polícia fez apreensão e ouviu suspeito confessar que usa os equipamentos para atacar rivais Os episódios ocorreram na comunidade Pombo Sem Asa e apresentam elementos que apontam para uma crescente utilização da tecnologia por criminosos envolvidos na disputa pelo controle da região. IMPORTANTE: Em outros locais do Rio, foram registrados vários ataques de granadas atiradas por drones mas em nenhum deles a polícia prendeu suspeitos nem apreendeu equipamentos muto menos ouviu depoimentos de suspeitos admitindo o uso dos aparelhos para atacar redutos rivais. Em julho, drone era usado para mapear território para invasão do TCP O primeiro caso veio à tona a partir de uma denúncia apresentada pelo Ministério Público em um processo relacionado a uma operação realizada em 10 de julho de 2026, durante um intenso confronto na comunidade Pombo Sem Asa. Segundo a denúncia, integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) tentavam retomar o controle da comunidade, então ocupada pelo Comando Vermelho (CV). A ação envolveu homens armados, que teriam utilizado tecnologia para auxiliar a ofensiva. Um dos denunciados admitiu aos policiais que atuava como operador de drone, realizando o mapeamento do terreno para orientar os traficantes que participavam da invasão. A função era considerada estratégica pela própria acusação. De acordo com o Ministério Público, o equipamento era utilizado para obter informações sobre o território e favorecer a movimentação dos criminosos durante a tentativa de retomada da comunidade. A dimensão militar da ação ficou ainda mais evidente com o arsenal encontrado pelos policiais em um terreno abandonado: um fuzil calibre 5,56 mm, uma pistola 9 mm com numeração suprimida, cinco granadas, além de um lançador de granada adaptado para drone e um carregador de drone. O Ministério Público classificou o episódio como um cenário de “guerra urbana” entre TCP e CV e destacou que o operador de drone exercia uma função técnica e estratégica dentro da organização criminosa. Ou seja, em julho, o drone aparece como uma ferramenta de inteligência, reconhecimento e preparação da ofensiva territorial. Um mês depois, drone passa do reconhecimento ao ataque Em agosto, uma nova operação policial em Vargem Grande revelou uma utilização ainda mais agressiva da tecnologia. Na madrugada do dia 12 de agosto, policiais militares realizaram uma operação na comunidade Pombo Sem Asa após identificarem o uso de um drone para transportar explosivos e realizar ataques contra a comunidade e forças de segurança. Segundo as informações divulgadas sobre a operação, dois criminosos foram presos e os policiais conseguiram rastrear o drone até uma cobertura alugada, apontada como ponto de controle do equipamento. Um dos momentos mais graves da ação ocorreu quando um blindado da Polícia Militar foi alvo de explosões provocadas pelos criminosos. Além das prisões, o drone utilizado na ação e materiais explosivos foram apreendidos. O caso passou a ser investigado pela 42ª Delegacia de Polícia, que busca identificar outros integrantes do grupo responsável pela utilização do equipamento. Dois episódios, uma mesma guerra Os dois casos, embora tenham ocorrido em momentos distintos, revelam uma evolução preocupante no emprego dos drones por criminosos em Vargem Grande. Em julho, o equipamento era utilizado para observar e mapear o território que seria alvo de uma invasão do TCP. Em agosto, um drone foi empregado para transportar explosivos e realizar ataques. A sequência chama atenção porque demonstra que a tecnologia passou a integrar diferentes etapas das ações criminosas: da coleta de informações sobre o território até operações ofensivas. O primeiro episódio também mostra que os drones já estavam incorporados ao aparato de guerra empregado na disputa entre TCP e CV. O segundo indica que a tecnologia passou a ser utilizada diretamente contra forças de segurança, aumentando o alcance dos ataques e permitindo que explosivos fossem transportados por via aérea. Os casos ainda têm outro ponto em comum: a comunidade Pombo Sem Asa, em Vargem Grande, cenário de confrontos e disputa territorial. A utilização de drones, portanto, deixa de aparecer como um recurso pontual e passa a fazer parte do próprio cenário de guerra entre grupos criminosos na região. As investigações deverão esclarecer se os episódios estão relacionados à mesma estrutura criminosa e qual é a extensão da utilização desses equipamentos pelas facções que disputam o território.

Cinco mortos em confronto com a PM em Caxias

Cinco suspeitos morreram após um tiroteio com policiais militares durante uma operação na comunidade do Corte 8, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, nesta terça-feira (4). Segundo a PM, as equipes foram atacadas por homens armados e revidaram. Os criminosos chegaram a ser socorridos, mas não resistiram. Na ação, foram apreendidos dois fuzis, duas pistolas, dois rádios comunicadores, um detector de drones e uma quantidade de drogas. O caso foi encaminhado à Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que investigará as circunstâncias da ocorrência.

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