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Ataques simultâneos e execuções espalham terror em comunidades da Zona Oeste do Rio

Ataques atribuídos ao Comando Vermelho, execuções e um duplo homicídio espalharam terror em diferentes comunidades da Zona Oeste do Rio nos últimos dias. Os episódios, registrados em Santa Cruz, Campo Grande e Paciência, evidenciam a escalada da violência na região. Na favela de Antares, em Santa Cruz, há relatos de que dois moradores foram sequestrados e mortos por milicianos. As vítimas foram identificadas como Leandro da Kombi e Jefferson Rodrigues. Já durante a madrugada, traficantes do Comando Vermelho teriam atacado a comunidade do Vilar Carioca, em Campo Grande. Dois dos invasores foram baleados, sendo um atingido por milicianos e outro por policiais militares. Um fuzil foi apreendido pela PM, enquanto outro armamento teria sido levado pelos paramilitares. Ainda em Santa Cruz, um miliciano teria sido executado durante uma investida do Comando Vermelho na comunidade do Rodo. Segundo relatos, os criminosos fugiram levando uma pistola da vítima e teriam utilizado uma bag de entregador para facilitar a aproximação e surpreender os rivais. Também durante a madrugada, um miliciano matou duas pessoas em um bar na comunidade da Urucânia, em Paciência. De acordo com relatos, o criminoso se desentendeu com um homem no estabelecimento. Quando o proprietário do bar tentou intervir para encerrar a discussão, também foi baleado. As duas vítimas morreram no local.

De homicídio, apreensão de arsenal à operação de hoje prisão em 2024′ desvendou milícia que aterrorizava Queimados. LEIA COMO FOI

Em junho de 2024, Washington Gabriel de Oliveira Rosa, o Bibi, um dos alvos da operação deflagrada nesta terça-feira pelo Ministério Público do Rio de Janeiro contra a milícia de Queimados, já havia sido preso em flagrante após ser apontado pela polícia como integrante de um grupo armado envolvido em um ataque a tiros que terminou com um homem morto e outro baleado no Centro do município. Segundo o auto de prisão em flagrante, policiais militares do 24º BPM foram acionados após receberem informações sobre disparos de arma de fogo na Avenida Doutor Pedro Jorge. Durante as buscas, os agentes localizaram um Nissan Versa preto, apontado como o veículo utilizado pelos criminosos, e realizaram a abordagem. No carro estavam Bibi e outros três comparrsas. Durante a revista, os policiais encontraram um verdadeiro arsenal: um fuzil calibre 5,56 com numeração raspada, cinco carregadores abastecidos com 135 munições, três pistolas calibre 9 mm também com numeração suprimida, 14 carregadores contendo 149 munições, um simulacro de arma de fogo, um colete balístico, outros três coletes, uma balaclava, cinco porta-carregadores, três coldres, quatro camisas semelhantes às utilizadas por policiais, dois uniformes pretos e quatro telefones celulares. Os agentes também constataram que o Nissan Versa utilizado pelo grupo possuía placa falsa e era produto de furto. De acordo com a investigação da Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança e vídeos obtidos nas redes sociais mostraram que o veículo ocupado pelos quatro suspeitos foi utilizado minutos antes para atacar ocupantes de um Citroën C3 prata, estacionado na Avenida Doutor Pedro Jorge. As gravações, segundo a autoridade policial, registraram o momento em que o Versa se aproxima por trás do carro das vítimas e seus ocupantes efetuam diversos disparos de arma de fogo. No atentado, um homem morreu e outro ficou gravemente ferido, sendo posteriormente identificado como Wesley Santos Martins, que permaneceu internado sob custódia policial por também responder por porte ilegal de arma de fogo e constituição de milícia privada. Ao analisar o caso, o juiz Pedro Ivo Martins Caruso D’Ippolito destacou que os elementos reunidos no inquérito indicavam que os quatro presos integrariam um grupo miliciano responsável por homicídios, desaparecimentos forçados, extorsões contra comerciantes e outros crimes violentos em Queimados. Na decisão, o magistrado ressaltou ainda que, além do arsenal apreendido, a polícia atribuía ao grupo a execução do homicídio ocorrido pouco antes da abordagem. Segundo o juiz, a forma de atuação dos investigados demonstrava “elevada audácia e destemor”, revelando periculosidade concreta e risco de reiteração criminosa. A operação de hoje O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou 21 pessoas por integrarem uma milícia que atuava em Queimados, na Baixada Fluminense, e requereu a prisão preventiva de 20 delas, medida deferida pela Justiça. Nesta quarta-feira (01/07), a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar, cumpre os 20 mandados de prisão, sendo cinco no sistema penitenciário, em razão de os denunciados já se encontrarem presos, e 15 em endereços localizados nos municípios de Nova Iguaçu e Queimados. Até o momento, nove mandados já foram cumpridos: cinco no sistema penitenciário e quatro nas ruas. A investigação direta do GAECO/MPRJ apontou que, em 2024, o grupo extorquiu vários comerciantes e mototaxistas, ameaçando as vítimas e cobrando semanalmente taxas de segurança. De acordo com a denúncia recebida pela Justiça, as informações foram obtidas a partir da análise do telefone celular apreendido com Washington Gabriel de Oliveira Rosa, conhecido como Bibi, preso logo após um confronto entre duas milícias que disputavam o controle da região. As mensagens revelaram que, além de planejar ataques contra grupos rivais, o grupo monitorava policiais militares. .Esta é a terceira fase da Operação Hunter. A primeira foi deflagrada em julho de 2019, e a segunda, em janeiro de 2024. O nome Hunter faz alusão, em inglês, ao objetivo da operação: dar continuidade às ações de combate ao grupo de milicianos que se autointitula “caçadores de ganso”. “Ganso” é um termo informal utilizado por criminosos para se referir a criminosos e integrantes de grupos rivais. Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa

Ex-milicianos que pularam para o CV foram mortos em tiroteio com a PM em Rio das Pedras

Policiais do 18°.BPM prenderam quatro criminosos e apreenderam um adolescente durante ação na comunidade Rio das Pedras. Na ação, foram arrecadados dois fuzis, duas pistolas, munições e granadas caseiras. Três dos presos ficaram feridos e foram socorridos mas não resistiram. Segundo relatos, os três mortos estariam no grupo de quase 20 milicianos que teriam pulado para o Comando Vermelho São eles Farol, Duduzinho e Solteiro.

Bomba na Justiça Militar: PMs viram réus por suposto desvio de armas de operação enquanto câmeras corporais ficaram “apagadas”

Uma denúncia explosiva recebida pela Justiça Militar do Rio revelou acusações gravíssimas contra cinco policiais militares do 15º BPM (Duque de Caxias), suspeitos de desviar armas apreendidas durante uma operação na comunidade da Fumacinha, na Baixada Fluminense. O caso chama atenção não apenas pela acusação de peculato envolvendo armamento recolhido em serviço, mas também pela demora para que a ação penal fosse efetivamente aberta: os fatos ocorreram em dezembro de 2023 e somente agora, em 2026, a denúncia foi recebida oficialmente. Segundo o Ministério Público, os PMs teriam se apropriado de duas armas de fogo que haviam sido apreendidas após uma troca de tiros com criminosos. A investigação aponta ainda possíveis tentativas de dificultar a apuração por meio do uso irregular das câmeras corporais da corporação. acusação envolve sumiço de armas após confronto De acordo com a denúncia, os policiais estavam em serviço pelo GAT I quando participaram de uma ação na Estrada Velha do Pilar, na comunidade da Fumacinha, em Duque de Caxias, no dia 6 de dezembro de 2023. Após uma troca de tiros, quatro suspeitos foram presos e, segundo o próprio registro da ocorrência, três armas teriam sido arrecadadas pelos PMs. No entanto, apenas uma delas acabou sendo oficialmente apresentada na 60ª DP. A arma apresentada foi uma pistola HS-9 calibre 9 mm. Já as outras duas desapareceram. As investigações do IPM apontam que imagens das câmeras corporais flagraram momentos em que os armamentos aparecem nas mãos dos policiais. Um laudo pericial confirmou que uma das armas ocultadas seria compatível com pistolas dos modelos 92, 99, 100 ou 11, calibres 9 mm ou .40. Em um trecho destacado pela investigação, um dos PMs afirma de maneira “peremptória” que a equipe havia recolhido três armas na ocorrência — informação que confronta diretamente o material oficialmente entregue na delegacia. câmeras corporais viraram peça-chave no caso Outro ponto considerado extremamente grave pela investigação foi a suposta manipulação das câmeras corporais utilizadas pelos policiais. Segundo o Ministério Público, quatro dos cinco acusados desligaram, retiraram ou deixaram as COPs em locais inadequados durante a operação e também já na delegacia. Em alguns momentos, os equipamentos gravaram apenas “tela preta” ou imagens estáticas. A denúncia descreve situações em que câmeras teriam sido deixadas dentro da viatura, em coletes largados na delegacia ou até em local não identificado. Os promotores sustentam que os policiais descumpriram normas internas da PM sobre o uso obrigatório e contínuo das câmeras operacionais portáteis durante ações policiais. As imagens das COPs, inclusive, foram fundamentais para que a própria investigação identificasse indícios do suposto desvio das armas. crime pode levar a até 15 anos de prisão Os PMs respondem por peculato militar, crime previsto no artigo 303 do Código Penal Militar, cuja pena pode chegar a 15 anos de prisão. Parte dos acusados também vai responder por recusa de obediência, devido às irregularidades apontadas no uso das câmeras corporais. Na decisão, a Justiça Militar entendeu que existem indícios suficientes de autoria e materialidade para abertura da ação penal. O magistrado destacou que os relatórios produzidos a partir das gravações das câmeras corporais fornecem lastro mínimo para prosseguimento do processo. demora para abertura da ação chama atenção Um dos aspectos que mais chama atenção no caso é o intervalo entre os fatos investigados e o recebimento formal da denúncia. A operação ocorreu em dezembro de 2023, o Inquérito Policial Militar foi instaurado em 2024 e apenas em 2026 a Justiça Militar decidiu abrir oficialmente a ação penal contra os agentes. O caso agora será analisado pelo Conselho Permanente de Justiça da PMERJ, órgão responsável por julgar crimes militares envolvendo policiais da corporação. Os acusados serão citados para apresentar defesa por escrito antes do avanço da instrução criminal.

Bunker do TCP em Senador Camará tinha 16 fuzis e uma ponto 30

Equipes do #14BPM localizaram um paiol do tráfico na Comunidade da Coréia, em Senador Camará. O local possuía uma passagem subterrânea para um cômodo, que funcionava como uma espécie de bunker secreto. No espaço, foram localizados dois criminosos, apontados como lideranças do crime local, e foram apreendidos uma metralhadora calibre ponto 30 – capaz de abater aeronaves e avariar veículos blindados – e outros 16 fuzis de guerra, além de farta quantidade de entorpecentes. Cinco criminosos foram presos, sendo dois deles apontados como lideranças do crime organizado local. Um sexto suspeito foi ferido em confronto e socorrido ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo. Além do 14º BPM (Bangu), a operação conta com a participação de equipes do Comando de Operações Especiais (COE) da Corporação e agentes da 34ª DP (Bangu), que vêm conduzindo diversos procedimentos investigativos sobre o grupo criminoso que atua na região, que é responsável por disputas territoriais armadas, assim como por diversos roubos de veículos e cargas na Zona Oeste da Capital Fluminense. A área é dominada pela facção criminosa Terceiro Comando Puro e tem como chefe o traficante vulgo Sabão ou 31

VAMOS EXPLODIR TUDO’: Justiça revela terror de jovem feita refém com granada na Ilha”

Sob ameaça de ser explodida dentro do próprio quarto, uma jovem viveu momentos de desespero ao ser mantida refém por traficantes armados no Morro do Barbante, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. Segundo os autos do processo, a vítima chegou a pedir socorro enquanto os criminosos afirmavam estar com armamento pesado, incluindo fuzis, e ameaçavam “explodir tudo” caso fossem confrontados. A jovem foi mantida sob poder de quatro homens armados, dentro de um quarto, por cerca de meia hora. Durante esse período, conforme a documentação judicial, foi submetida a grave ameaça com armamento de alto poder letal, incluindo a possibilidade de detonação de uma granada no interior do cômodo. O episódio ocorreu no ano passado, durante uma operação do BOPE contra traficantes ligados ao Comando Vermelho na comunidade. Na ocasião, houve confronto armado, e parte dos suspeitos fugiu da ação policial. De acordo com o processo, durante a fuga, quatro homens invadiram a residência de um morador. Policiais que realizavam a perseguição entraram no imóvel e, ao se aproximarem de uma porta fechada, foram surpreendidos por ameaças diretas feitas pelos suspeitos. Do outro lado da porta, os acusados afirmavam estar fortemente armados com fuzis e explosivos e advertiam que, caso a entrada fosse forçada, detonariam o material — colocando em risco tanto os policiais quanto a jovem, mantida no local como refém. Diante da situação de alto risco, foi iniciada uma negociação que se estendeu por cerca de 30 minutos. Segundo os autos, os suspeitos condicionaram a rendição à garantia de que não sofreriam agressões. A decisão judicial destaca que a restrição da liberdade da vítima teve como único objetivo utilizá-la como escudo humano, uma vez que os acusados temiam ser atingidos pelos policiais do BOPE. A resolução do impasse contou com a atuação de uma moradora conhecida como “Tia Maria”, que intermediou a situação. Ela entrou no quarto, recolheu os armamentos e os entregou à equipe policial, permitindo o fim da ocorrência sem ferimentos à vítima. Após a rendição, os quatro homens foram presos e encaminhados à delegacia. Com eles, foram apreendidos: Ao final do processo, os quatro acusados foram condenados a 7 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, além do pagamento de 1.362 dias-multa.

Policial civil e falsos agentes formavam milícia para extorquir comerciantes em Búzios — detalhes de uma cobrança sob mira de réplica de fuzil vêm à tona

Uma operação criminosa com características típicas de milícia atuou livremente em Búzios, na Região dos Lagos, explorando comerciantes sob ameaça e com participação direta de um agente da lei. O caso, que começou a ser desvendado ainda em dezembro de 2025, ganha agora contornos muito mais graves com a revelação de novos detalhes da investigação. Os criminosos se passavam por policiais civis para extorquir empresários locais, utilizando armamento, distintivos e até viatura disfarçada para dar aparência de legalidade às ações. O grupo exigia dinheiro sob ameaça de apreensão de bens — uma prática clássica de milícias que atuam como um “Estado paralelo”. Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu na manhã de 5 de dezembro de 2025. Um empresário do ramo de construção foi surpreendido ao ser informado de que uma suposta equipe da Polícia Civil estava em seu terreno, na Estrada de Tucuns, onde mantinha máquinas e caminhões. Ao chegar ao local, encontrou três homens dentro da propriedade. Um deles, identificado como policial civil, ostentava distintivo oficial e comandava a ação. Outro portava uma pistola na cintura. O terceiro permanecia no interior de um Renault Kwid. A abordagem foi violenta. O empresário foi rendido sob a mira de um fuzil — posteriormente identificado como uma réplica — em uma clara demonstração de intimidação. Em seguida, o suposto agente da lei passou a questionar a documentação dos veículos. Mesmo com os documentos apresentados, o grupo encontrou um pretexto: dois caminhões estavam com o licenciamento vencido. Foi o suficiente para a chantagem. A exigência veio de forma direta: R$ 10 mil para “resolver a situação”. Caso contrário, os veículos seriam apreendidos — e, segundo a ameaça, dificilmente recuperados. Pressionado e temendo prejuízos ainda maiores, o empresário iniciou os pagamentos via PIX. Foram transferidos R$ 4 mil — parte por ele, parte por familiares — enquanto tentava completar o valor exigido. A operação total só não foi concluída porque a transferência maior entrou em análise bancária. Mesmo assim, os criminosos não foram embora de imediato. Permaneceram nas proximidades aguardando o restante do dinheiro, deixando claro que a extorsão ainda estava em andamento. Foi nesse momento que o esquema começou a ruir. Por volta das 10h, a polícia recebeu denúncias de que homens estavam se passando por policiais civis em Búzios, utilizando um Renault Kwid branco para extorquir comerciantes. O monitoramento confirmou que o veículo circulava pela cidade desde cedo e seguia em direção a Cabo Frio. A interceptação aconteceu na Estrada Velha Cabo Frio/Búzios. Durante a abordagem, um dos suspeitos voltou a se apresentar como policial civil e afirmou estar armado. Ao desembarcar, outro integrante foi flagrado com uma pistola na cintura. A situação rapidamente escalou quando um dos criminosos tentou tomar a arma de um policial, entrando em confronto físico. Um disparo foi efetuado para conter a agressão, atingindo o suspeito. Na revista do veículo, veio a confirmação do nível de organização do grupo: Com o policial envolvido, foram apreendidos distintivo e carteira funcional da Polícia Civil, evidenciando que o esquema contava com suporte interno para dar credibilidade às ações criminosas. As anotações encontradas reforçam que não se tratava de um caso isolado. O grupo operava de forma estruturada entre Búzios e Cabo Frio, com alvos previamente definidos — um verdadeiro roteiro de extorsões. Um dos presos confessou ter recebido R$ 4 mil da vítima. Posteriormente, o empresário compareceu à delegacia e reconheceu, sem qualquer dúvida, tanto o veículo quanto os autores do crime. O caso, que inicialmente parecia mais um episódio pontual de falsos policiais, agora se revela como algo muito mais profundo: uma engrenagem criminosa com método, planejamento e participação de quem deveria combater o crime. E o mais grave: tudo isso começou a ser descoberto em dezembro — mas só agora a dimensão real do esquema vem à tona.

Justiça revela bastidores de ataque do CV a Rio das Pedras (milícia) e confronto que terminou com morto

A Justiça trouxe à tona detalhes explosivos de mais um capítulo da guerra entre facções e milícias na Zona Sudoeste do Rio. Documentos oficiais revelam como integrantes do Comando Vermelho (CV) avançaram contra a comunidade de Rio das Pedras, em Jacarepaguá — área historicamente dominada por milicianos — no último dia 29, desencadeando uma operação policial que terminou em intenso tiroteio, suspeitos baleados e um morto. De acordo com informações da Polícia Militar, a corporação foi acionada após relatos de que criminosos ligados ao CV promoviam um ataque armado na região. Durante o deslocamento, ao acessarem a Avenida Tenente-Coronel Muniz de Aragão, na altura do número 2277, no bairro Gardênia Azul, os agentes se depararam com quatro veículos suspeitos — cujas marcas e modelos não puderam ser totalmente identificados naquele momento. Ainda segundo o relato oficial, ao tentarem ultrapassar os carros, os policiais foram surpreendidos: ocupantes dos veículos desembarcaram e passaram a atirar contra a guarnição. Diante da agressão, houve reação. Um dos policiais militares efetuou oito disparos com um fuzil FAL, calibre 7,62 mm, conforme registrado, com o objetivo de preservar a própria integridade e a de seus colegas. Após o fim do confronto, dois dos quatro veículos permaneceram no local: um VW Polo preto e um Toyota Corolla. Os outros dois conseguiram fugir. Consultas aos sistemas SINESP e INFOSEG indicaram que ambos os carros abandonados tinham registro de roubo, reforçando a suspeita de envolvimento direto em ações criminosas. Durante buscas nas imediações, os policiais encontraram, próximo ao VW Polo, um homem baleado no fêmur, identificado como “Orelha”. Segundo a ocorrência, ele estava em posse de um fuzil AK-47, calibre 7,62 mm, com numeração suprimida e municiado. Um segundo homem, que estava dentro do mesmo veículo e se identificou como “Marçal”, se rendeu sem apresentar ferimentos. Já no interior do Toyota Corolla, foram localizados três indivíduos baleados. Todos foram socorridos e levados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge. Entre eles, o motorista, identificado como Igor Martins de Jesus, não resistiu aos ferimentos e morreu. Com ele, segundo a Delegacia de Homicídios da Capital, foram apreendidos um fuzil AK-47, calibre 7,62 mm, com numeração suprimida, além de três granadas. Ainda no interior do veículo, os agentes encontraram outros dois fuzis: um G3 calibre 7,62 mm, com carregador contendo duas munições, e um COLT R10, também calibre 7,62 mm, com três munições — ambos igualmente com numeração suprimida. Do total de feridos, dois permanecem internados. Um terceiro já recebeu alta hospitalar. Este último foi identificado pelo apelido de “Jogador” e, conforme apontado nas investigações, seria uma das lideranças da comunidade da Gardênia Azul. O ataque não foi um episódio isolado. Semanas antes, criminosos ligados ao Comando Vermelho já haviam passado por Rio das Pedras e lançado granadas contra um grupo de pessoas na região. Na ocasião, duas pessoas ficaram feridas por estilhaços. Os episódios reforçam a escalada da disputa armada pelo controle territorial na Zona Sudoeste, onde facções do tráfico tentam avançar sobre áreas dominadas por milícias, aumentando o risco para moradores e expondo a rotina de violência na região

Operação histórica vira campo de guerra: PM relata ataque durante retirada de 48 toneladas de drogas”

A apreensão recorde de 48 toneladas de maconha no Complexo da Maré, na última terça-feira, foi marcada por momentos de alta tensão e confronto armado durante a operação. Segundo a Polícia Militar, equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) foram atacadas a tiros por criminosos no momento em que realizavam a retirada da droga. Houve revide e troca de tiros na região. Após o cessar do confronto, os agentes localizaram um homem apontado como suspeito de participação no ataque. Com ele, foi apreendido um quinto fuzil. O ferido foi socorrido ao Hospital de Bonsucesso, onde permanece internado sob custódia. A ação provocou um prejuízo estimado em R$ 50 milhões ao tráfico de drogas. O entorpecente foi localizado com o auxílio de cães farejadores do Batalhão de Ações com Cães (BAC), em uma laje no alto de uma construção abandonada, na comunidade Nova Holanda. De acordo com a corporação, o cão Hulck, da raça pastor belga de malinois, indicou alteração de comportamento ao se aproximar do imóvel, que funcionava como um verdadeiro bunker do tráfico. No local, além da grande quantidade de maconha, foram encontrados quatro fuzis e quatro pistolas. A retirada do material foi considerada uma operação complexa e demorada, levando cerca de cinco horas e mobilizando dezenas de policiais militares. Ao todo, foram necessários quatro caminhões para transportar a droga apreendida. Para efeito de comparação, a maior apreensão de drogas do país até então havia sido registrada em 2021, com 36,5 toneladas recolhidas pela Polícia Militar Rodoviária no Mato Grosso do Sul — número significativamente inferior ao volume encontrado na Maré. A operação contou com a atuação integrada de diversas unidades da PM, incluindo o BOPE, BAC, Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), Rondas Especiais e Controle de Multidões (RECOM) e o Batalhão Tático de Motociclistas (BTM). As equipes atuaram tanto no interior das comunidades quanto no entorno do complexo, com o objetivo de evitar reações criminosas e possíveis bloqueios de vias. O trabalho também teve apoio aéreo do Grupamento Aeromóvel (GAM) e o uso de veículos blindados do Grupamento de Salvamento e Resgate (GESAR), em uma ofensiva de grande escala que expôs o nível de organização e poder de fogo das facções que atuam na região.

PF apreendeu dez fuzis em duas ações na Dutra

Em duas ações na Rodovia Presidente Dutra, a Policia Federal apreendeu dez fuzis nesta segunda-feira Primeiro, um casal foi preso em flagrante.. A interceptação ocorreu na altura do município de Piraí/RJ. Os policiais federais abordaram um veículo de passeio proveniente do estado de São Paulo, e os ocupantes apresentaram nervosismo acentuado e versões conflitantes sobre o motivo e a logística da viagem durante a entrevista preliminar na barreira. Diante das suspeitas, os policiais federais realizaram uma vistoria minuciosa na estrutura do automóvel, logrando êxito em identificar alterações na lataria. No interior de compartimentos ocultos (fundos falsos) preparados na carroceria do veículo, a equipe localizou seis fuzis e 11 pistolas, além de carregadores. O armamento estava embalado e acondicionado com o claro intuito de burlar fiscalizações ordinárias. Em seguida, o material foi apreendido e o casal que viajava no carro foi preso em flagrante. As apreensões representam um impacto direto na estrutura bélica das facções, retirando de circulação armas de fogo cujo destino final seria o abastecimento de comunidades fluminenses dominadas pelo crime organizado. Durante a tarde de hoje, foi presa em flagrante uma mulher que transportava quatro fuzis e uma pistola em veículo com destino à cidade do Rio de Janeiro. A interceptação ocorreu durante uma barreira policial montada na altura do município de Itatiaia/RJ. Os policiais federais abordaram um veículo de aplicativo proveniente do estado de São Paulo e, depois da sinalização positiva do cão farejador presente no local, realizaram uma checagem nas bagagens que estavam no porta-malas. Após a confirmação da presença do armamento, o material foi apreendido e a mulher que viajava no carro foi presa em flagrante

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