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Mulher que levou 34 facadas na Praça Seca só não foi morta porque traficantes intercederam

Os autos do processo contra acusadas de dar mais de 30 facadas em Hayannah de Almeida Vieira revelaram que a vítima só não foi morta porque a autora dos golpoes, Andrea Camilli Bezerra dos Santos interrompeu as agressões com a chegada dos integrantes do tráfico na Favela Bateau Mouche, na Praça Seca. Andrea foi amante do marido da vítima (um traficante já falecido). Ela foi presa assim como a ex-sogra de Hayannah, Jaqueline Alves Vasconcellos, que acusa a vítima da morte do filho. Uma das testemunhas diss ter presnciado Jaqueline segurando a vítima, enquanto Andrea desferia sucessivos golpes de faca. A declarante acrescentou que, ao perceber a aproximação de terceiros, Jaqueline passou a simular que tentava separar a agressão, circunstância que evidencia tentativa de ocultação de sua efetiva participação. Disse ainda que Andrea continuou agredindo a vítima e ameaçou de morte aqueles que tentavam socorrê-la, somente interrompendo as agressões após a chegada de integrantes do tráfico local. Outra testemunha afirmou que encontrou Hayannah gravemente ferida, perdendo grande quantidade de sangue, e visualizou Andrea portando faca ensanguentada, enquanto debochava da situação, chegando a questionar os presentes sobre o que iriam fazer contra ela. Uma terceira testemunha declarou que encontrou a vítima gravemente lesionada, visualizando Andrea Camilli portando faca com sangue na mão e demonstrando absoluto desprezo pela situação. Os autos informaram que os fatos ocorreram na madrugada do dia 31/05/2026, com o crime sendo noticiado na manhã do mesmo dia. As autoras residem na mesma comunidade onde a vítima habita, permanecendo esta internada em estado grave no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em situação de vulnerabilidade, Segundo consta dos autos, na madrugada do dia 31/05/2026, por volta das 04h30, ao retornar para sua residência localizada na comunidade Bateau Mouche, Praça Seca, a vítima foi emboscada por Jaqueline e Andrea , amante do falecido marido de Hayannah. A motivação do crime, conforme apurado, foi o relacionamento extraconjugal mantido por Andrea com o marido da vítima, já falecido.A dinâmica delitiva, conforme reconstruída a partir das provas colhidas, é a seguinte: Jaqueline imobilizou a vítima, segurando-a pelo corpo, enquanto Andrea desferiu sucessivos golpes de faca contra Hayannah. A vítima sofreu trinta e quatro perfurações distribuídas por diversas regiões do corpo, incluindo extremidades, dorso, face e região cervical esquerda, com perfuração do platisma supra-clavicular esquerdo, sendo necessária a realização de toracostomia fechada com drenagem torácica. Andrea e Jaqueline estão com as prisões preventivas decretadas.

Antes da tortura de duas mulheres em São Gonçalo, defesa de um dos mandantes alegou que bandido não era de alta periculosidade para ficar preso em Bangu 1

Antes de ser apontado pela Polícia Civil como um dos envolvidos na tortura de duas mulheres submetidas a um “tribunal do tráfico” na comunidade do Risca-Faca, em São Gonçalo, um dos investigados, vulgo Mumu, sustentava na Justiça que não possuía perfil de alta periculosidade para permanecer em Bangu 1, uma das unidades prisionais mais rígidas do estado. Em uma petição apresentada após sua prisão em outro processo, a defesa questionou a transferência do acusado para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino, conhecida como Bangu 1. Segundo os advogados, ele foi o único entre sete denunciados encaminhado para a unidade de segurança máxima, apesar de, segundo a tese defensiva, não se enquadrar nos critérios normalmente utilizados para esse tipo de custódia. Os advogados também alegaram que a transferência teria ocorrido sem fundamentação adequada e relataram dificuldades enfrentadas pelo preso dentro da unidade, incluindo a falta de acesso ao banho de sol durante parte do período em que permaneceu custodiado, argumento utilizado para pedir sua remoção para um presídio comum. Meses depois, porém, o nome do suspeito voltou a aparecer em uma investigação relacionada a um dos episódios mais violentos registrados recentemente na região de São Gonçalo. Segundo a Polícia Civil, ele está entre os integrantes do Comando Vermelho investigados por participação nas agressões praticadas contra duas mulheres em 18 de maio deste ano, no interior da comunidade do Risca-Faca. De acordo com as investigações, as vítimas foram levadas ao chamado “tribunal do tráfico”, mecanismo de punição ilegal utilizado por facções criminosas. Elas teriam sido espancadas, humilhadas e obrigadas a se submeter a uma série de castigos impostos pelos traficantes. As mulheres tiveram os cabelos raspados e foram forçadas a caminhar pelas ruas da comunidade pedindo desculpas aos criminosos diante de moradores da região. As cenas foram registradas pelos próprios traficantes e posteriormente divulgadas nas redes sociais. Para os investigadores, a exposição das imagens teve o objetivo de intimidar a população local, reforçar o controle territorial da facção e demonstrar o poder exercido pelo grupo criminoso. Após a repercussão do caso, a Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) iniciou uma investigação que envolveu análise de vídeos, coleta de depoimentos, cruzamento de informações e diligências de inteligência. Segundo a Polícia Civil, o conjunto de provas reunido aponta a participação direta de integrantes da organização criminosa. As investigações também indicam que as ordens para a prática das torturas teriam partido de lideranças da facção com histórico de atuação no tráfico de drogas. Nesta terça-feira (2), agentes da DRE-CAP, com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), realizaram uma operação na comunidade para cumprir mandados de busca e apreensão contra os investigados. Três pessoas foram presas. As investigações prosseguem para identificar todos os participantes das agressões e aprofundar a apuração sobre a atuação da facção na comunidade do Risca-Faca. O caso chama atenção porque, enquanto a defesa sustentava anteriormente que o investigado não apresentava características que justificassem sua permanência em uma unidade destinada a presos considerados de alta periculosidade, as apurações mais recentes o colocam entre os alvos de uma investigação envolvendo um episódio de extrema violência atribuído ao chamado tribunal do tráfico. Mumu era apontado como chefe do tráfico no Morro do Estado, em Niterói. Ele fo preso ano passado (Durante a ação, os policiais apreenderam um grande arsenal: dois fuzis Colt AR-15 calibre 5,56 mm, uma pistola Glock calibre 9 mm, 91 munições calibre 5,56 mm, nove munições calibre 9 mm, três munições calibre 45 mm, além de carregadores, 885 trouxinhas de maconha, duas capas de colete, um cinto tático e R$ 200 em dinheiro. Dois veículos, um Chevrolet Onix e um Chevrolet Prisma, ambos brancos, também foram apreendidos. Segundo a polícia, ‘Mumu’ possui duas anotações criminais por tráfico de drogas e uma por homicídi

Muito além do esconderijo: captura de chefe do Bonde do Maluco na Vila Aliança expõe parceria entre TCP e facção do Nordeste para armas, drogas e logística criminosa”

A prisão de Iago Santiago dos Santos, conhecido pelos apelidos de “Carioca” ou “Sábio”, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças da facção Bonde do Maluco (BDM), de Pernambuco e Bahia, lança luz sobre uma relação cada vez mais ampla entre grupos criminosos de diferentes estados e o Terceiro Comando Puro (TCP), uma das maiores facções do Rio de Janeiro. Capturado nesta quarta-feira por agentes da Polícia Civil em uma operação com apoio do Projeto Captura, coordenado pelo Ministério da Justiça, Iago estava escondido na comunidade Vila Aliança, na Zona Oeste do Rio. Segundo as investigações, ele desembolsava cerca de R$ 3 mil por semana para permanecer protegido na região sob influência do TCP. O pagamento, segundo fontes da investigação, não representa apenas uma espécie de “aluguel” para permanecer na comunidade, mas evidencia uma estrutura criminosa que ultrapassa fronteiras estaduais e demonstra o grau de cooperação entre facções que atuam em diferentes regiões do país. Aliança criminosa vai além do refúgio Embora o caso tenha chamado atenção pelo valor pago para permanecer escondido no Rio, documentos de investigações apontam que a relação entre o BDM e o TCP é muito mais profunda do que a simples concessão de abrigo a foragidos. Segundo relatórios produzidos por autoridades que investigam a organização criminosa baiana, o BDM mantém articulação direta com facções do Sudeste, especialmente o TCP fluminense. A parceria envolveria não apenas a circulação de criminosos entre estados, mas também apoio logístico, operacional e intercâmbio de integrantes. As apurações indicam que a organização criminosa baiana utiliza essas conexões para obter acesso a carregamentos de drogas e armamentos de alto poder de fogo, além de contar com suporte para deslocamento e ocultação de integrantes procurados pela Justiça. Nesse cenário, o Rio de Janeiro se transformou em um dos principais destinos para criminosos de outros estados que buscam proteção em territórios controlados por facções armadas. Guerra entre facções e série de homicídios Iago possuía três mandados de prisão por homicídio expedidos pelos estados da Bahia e Pernambuco. Ele também é investigado por envolvimento em mais de 13 assassinatos relacionados à disputa entre grupos criminosos nas cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA). As investigações apontam ainda sua participação no fornecimento de armas, veículos e apoio logístico para ações criminosas. A captura do suspeito ocorre em meio ao avanço das operações voltadas à localização de criminosos que deixam seus estados de origem e passam a utilizar comunidades do Rio como esconderijos estratégicos. Estrutura semelhante à de organizações mafiosas Relatórios de inteligência descrevem o BDM como uma das maiores organizações criminosas da Bahia, com presença em diversas regiões do estado e uma estrutura considerada sofisticada pelas autoridades. Segundo as investigações, a facção exerce domínio territorial sobre comunidades vulneráveis, impondo controle sobre moradores e explorando atividades ilícitas que vão além do tráfico de drogas. Entre elas estariam extorsões, cobrança de taxas de comerciantes, exploração de serviços clandestinos de transporte, fornecimento irregular de energia elétrica e redes ilegais de internet e televisão. As autoridades também destacam o uso recorrente da violência para consolidar poder nas áreas dominadas, incluindo torturas, espancamentos e homicídios, além da utilização de armamentos de uso restrito. Rio segue atraindo criminosos de outros estados A prisão de Iago reforça uma realidade já identificada por órgãos de segurança: facções de diferentes estados vêm fortalecendo alianças para garantir rotas de tráfico, proteção de integrantes e expansão de suas atividades criminosas. O fato de um líder do BDM estar escondido em território controlado pelo TCP, pagando valores semanais para permanecer na comunidade, é apontado por investigadores como mais um indício da integração crescente entre organizações criminosas que atuam em diferentes regiões do país, tornando o combate a essas estruturas um desafio cada vez mais complexo para as forças de segurança.

Luxo e festas: denúncia aponta mulher de Rabicó (CV) como peça da ostentação da quadrilha

A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro contra integrantes da facção que atua no Complexo do Salgueiro traz detalhes sobre o padrão de vida luxuoso mantido por RAQUEL NEVES DOS SANTOS MENDONÇA, companheira do traficante Antônio Ilário Ferreira, o “Rabicó”, além de expor diálogos e movimentações atribuídas a ALEX SANDRO FERREIRA DE ARAÚJO, o “TEC”, apontado como operador financeiro da quadrilha. Segundo a investigação, Raquel seria uma das principais responsáveis pela ocultação de patrimônio e pela administração de bens ligados ao núcleo criminoso. Os investigadores afirmam que a análise da nuvem de dados da denunciada revelou registros de festas privadas, viagens, resorts de luxo, cruzeiros, carros e grande quantidade de dinheiro em espécie. De acordo com o relatório, foram encontrados registros de eventos de alto padrão, comemorações privadas e encontros realizados em áreas controladas pela facção. A denúncia afirma que Raquel ostentava joias, roupas caras e maços de dinheiro em fotos armazenadas em dispositivos eletrônicos. Entre os locais citados pelos investigadores aparecem hospedagens em resort de luxo, participação em cruzeiro e festas realizadas em imóveis atribuídos ao grupo criminoso. O Ministério Público sustenta que o padrão de vida seria incompatível com qualquer renda oficialmente declarada. Outro trecho da investigação aponta que o esquema financeiro da quadrilha também teria sido utilizado para beneficiar integrantes da família de “Rabicó”, incluindo seu filho, RUAN DOS SANTOS FERREIRA. Segundo os investigadores, foram identificadas transferências bancárias relacionadas a pessoas que realizavam visitas ao filho do traficante enquanto ele estava preso. A denúncia cita, por exemplo, uma transferência de R$ 2 mil feita por “TEC” para uma mulher identificada como frequentadora das visitas a Ruan no sistema penitenciário. Para os investigadores, o pagamento reforça a ligação direta entre o operador financeiro da quadrilha e o núcleo familiar do chefe da facção. As investigações também apontam que Raquel administrava veículos e imóveis registrados em nome de terceiros, prática que, segundo os promotores, teria o objetivo de ocultar patrimônio supostamente adquirido com dinheiro do tráfico, roubos e lavagem de capitais. Outro ponto destacado na denúncia envolve as conversas entre “Rabicó” e “TEC”, descrito pelas autoridades como o principal operador financeiro da organização criminosa. Os áudios reunidos pela investigação mostram pedidos de pagamentos, depósitos, compras e transferências bancárias. Trechos das mensagens atribuídas a “Rabicó” revelam a relação direta com “TEC”: “Meu parceiro Tec, é só você dar o sinal aí pra me encostar lá, pegar lá essa parada aqui, pros caras pintar aqui, valeu? É só você dar um salvão que eu vou encostar lá agora.” Em outro áudio anexado ao processo, “Rabicó” solicita a compra de materiais: “Meu querido, por que você pode fazer esse favor pra mim aí? Dá uma batida lá na madeira, rola isso lá e encomenda esse material pra mim, por favor aí, cara.” As escutas também mostram pedidos frequentes de PIX e depósitos bancários: “É isso mesmo, Tec. Vem já bem. Eu vou mandar mais um Pix pra tu aí pra você ir adiantar aí pra botar uma conta agora de 700 reais aí, valeu?” Outro trecho aponta novas solicitações financeiras: “Oi meu mano Tec, bom dia aí. Tem como você botar aí um Pix de mil reais nessa conta pra mim por gentileza aí mano?” E ainda: “Oi Tec, me faz um favor aí, deposita mil nessa conta, por favor aí, por gentileza aí, cara.” Segundo o Ministério Público, os diálogos demonstram uma relação de confiança e subordinação entre os integrantes da organização criminosa. A investigação afirma que “TEC” era responsável por movimentar dinheiro da facção, realizar transferências pulverizadas e administrar contas utilizadas para ocultar recursos ilícitos. Os promotores afirmam ainda que o operador financeiro teria movimentado mais de R$ 73 milhões em operações consideradas suspeitas pelo COAF, utilizando empresas de reciclagem, contas de passagem e depósitos fracionados para dificultar o rastreamento do dinheiro. A denúncia sustenta que Raquel, “TEC” e pessoas ligadas à família de “Rabicó” integravam diretamente a engrenagem financeira da organização criminosa comandada pelo traficante no Complexo do Salgueiro. A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro contra integrantes da facção que atua no Complexo do Salgueiro traz detalhes sobre o padrão de vida luxuoso mantido por Raquel Neves dos Santos Meondoça companheira do traficante Antônio Ilário Ferreira, o “Rabicó”, além de expor diálogos e movimentações atribuídas a Alex Sandro Ferreira de Araújo, , apontado como operador financeiro da quadrilha. Segundo a investigação, Raquel seria uma das principais responsáveis pela ocultação de patrimônio e pela administração de bens ligados ao núcleo criminoso. Os investigadores afirmam que a análise da nuvem de dados da denunciada revelou registros de festas privadas, viagens, resorts de luxo, cruzeiros, carros e grande quantidade de dinheiro em espécie. De acordo com o relatório, foram encontrados registros de eventos de alto padrão, comemorações privadas e encontros realizados em áreas controladas pela facção. A denúncia afirma que Raquel ostentava joias, roupas caras e maços de dinheiro em fotos armazenadas em dispositivos eletrônicos. Entre os locais citados pelos investigadores aparecem hospedagens em resort de luxo, participação em cruzeiro e festas realizadas em imóveis atribuídos ao grupo criminoso. O Ministério Público sustenta que o padrão de vida seria incompatível com qualquer renda oficialmente declarada. Outro trecho da investigação aponta que o esquema financeiro da quadrilha também teria sido utilizado para beneficiar integrantes da família de “Rabicó”, incluindo seu filho, RUAN DOS SANTOS FERREIRA. Segundo os investigadores, foram identificadas transferências bancárias relacionadas a pessoas que realizavam visitas ao filho do traficante enquanto ele estava preso. A denúncia cita, por exemplo, uma transferência de R$ 2 mil feita por “TEC” para uma mulher identificada como frequentadora das visitas a Ruan no sistema penitenciário. Para os investigadores, o pagamento reforça a ligação direta entre o operador financeiro da quadrilha e o núcleo familiar do chefe da facção. As investigações também apontam que Raquel administrava veículos e imóveis registrados em nome de terceiros, prática que, segundo os promotores, teria o objetivo de ocultar patrimônio supostamente adquirido com dinheiro do tráfico, roubos e lavagem de capitais. Outro ponto destacado na

Rabicó transformou o Complexo do Salgueiro em fortaleza do CV com quadrilha especializada em roubos de cargas, execuções e comboios armados em São Gonçalo

Apontado como um dos criminosos mais antigos e influentes de São Gonçalo, ANTÔNIO ILÁRIO FERREIRA, o “Rabicó” ou “Coroa”, transformou o Complexo do Salgueiro em um dos principais quartéis-generais do Comando Vermelho fora da capital fluminense, comandando uma quadrilha envolvida com tráfico de drogas, roubos de cargas, homicídios e ações armadas em diferentes regiões do estado. Segundo as investigações, o Complexo do Salgueiro — também conhecido como “G-84” — consolidou-se como uma base estratégica da facção em São Gonçalo, abrangendo comunidades dos bairros Porto do Rosa, Itaúna, Fazenda dos Mineiros, Palmeiras, Itaóca, Praia da Luz, Jardim São Lourenço e Recanto das Acácias. Os autos apontam que a organização utilizava barricadas, áreas de mata e a geografia da região para dificultar operações policiais e garantir o domínio territorial armado imposto pelo grupo. Rabicó aparece descrito como a principal liderança criminosa da região. Condenado a mais de 27 anos de prisão, ele foi preso em Pernambuco em 2008, mas, após deixar o sistema prisional, reassumiu o controle do tráfico no Complexo do Salgueiro e ampliou violentamente as atividades da facção. As investigações apontam que a quadrilha deixou de atuar apenas no tráfico de drogas e passou a explorar roubos de cargas, roubos de veículos, homicídios e ações armadas de grande impacto. Os autos descrevem uma organização criminosa altamente estruturada, com divisão de tarefas, homens fortemente armados e células específicas para cada modalidade criminosa. Segundo o Ministério Público, Rabicó exercia controle direto sobre diversas ações violentas praticadas pela quadrilha e era constantemente visto circulando armado ao lado de comparsas com fuzis. Fotografias reunidas na investigação mostram o traficante cercado por criminosos fortemente armados dentro do Complexo do Salgueiro. Em uma das imagens citadas nos autos, Rabicó aparece sentado no centro de um grupo de criminosos armados, incluindo integrantes apontados como lideranças da organização. Outra fotografia mencionada no relatório final mostra Rabicó portando uma arma de grosso calibre ao lado de RAFAEL TEIXEIRA GUIMARÃES PEIXOTO, o “Funil”, apontado como chefe da célula especializada em roubos da facção. Na mesma imagem aparece também o rapper Oruam segurando uma criança enquanto os criminosos ostentavam armamento pesado em uma área dominada pelo Comando Vermelho. Segundo os investigadores, Funil atuava como um dos principais homens de confiança de Rabicó e era responsável por coordenar roubos de cargas, veículos e joias em São Gonçalo e Niterói. A investigação sustenta que ele liderava ações criminosas de grande violência e impacto econômico, sempre com autorização direta da cúpula da facção no Salgueiro. Depoimentos reunidos nos autos descrevem momentos em que Rabicó apareceu pessoalmente supervisionando cargas roubadas dentro da comunidade. Uma das vítimas relatou que foi levada por criminosos armados até o interior da favela, onde Rabicó surgiu portando um fuzil e sendo tratado pelos comparsas como “chefe”. Segundo o depoimento, ele analisava notas fiscais das mercadorias roubadas e determinava para onde os produtos seriam levados. Outra testemunha afirmou que Rabicó coordenava o posicionamento dos caminhões roubados enquanto homens armados realizavam o transbordo das cargas. Os investigadores apontam que a organização não hesitava em utilizar violência extrema para manter o controle territorial e impor medo à população. Os autos descrevem uma facção fortemente armada, envolvida em confrontos constantes e homicídios ligados à disputa de território e manutenção do poder criminoso na região. Além do domínio em São Gonçalo, as investigações revelam que Rabicó mantinha contato com outras lideranças criminosas do Comando Vermelho em diferentes regiões do país. Entre os nomes citados aparece ISAÍAS DO BOREL, apontado como uma das lideranças da facção no Morro do Borel. Os investigadores também mencionam ligações com ARNALDO DA SILVA DIAS, o “Samurai”, criminoso associado a atividades da facção no Distrito Federal, além de contatos com integrantes identificados pelo vulgo “Bebezinha”. Segundo os autos, a estrutura liderada por Rabicó possuía forte articulação com diferentes núcleos criminosos e operava como uma engrenagem armada voltada ao fortalecimento territorial do Comando Vermelho em São Gonçalo. O material reunido pela investigação descreve a quadrilha como uma organização criminosa violenta, hierarquizada e fortemente armada, responsável por transformar o Complexo do Salgueiro em uma das áreas mais estratégicas do Comando Vermelho no estado do Rio de Janeiro.

Rabicó (CV) usava mulheres da família, empresas de reciclagem e frota de veículos para esconder fortuna milionári em São Gonçalo

O esquema financeiro montado pelo traficante Antônio Ilário Ferreira, o “Rabicó”, ia muito além do simples uso de empresas de fachada para ocultar dinheiro do tráfico. As investigações da Polícia Civil e do Ministério Público revelam uma estrutura criminosa altamente profissionalizada, sustentada por familiares, operadores financeiros, contas bancárias de terceiros, veículos registrados em nome de pessoas próximas e empresas do ramo de reciclagem usadas para dar aparência de legalidade a milhões de reais movimentados pelo Comando Vermelho em São Gonçalo. Embora a operação deflagrada nesta semana tenha chamado atenção pela prisão da companheira do traficante, Raquel, os documentos mostram que o principal alvo das autoridades é desmontar uma engrenagem financeira sofisticada que, segundo os investigadores, vinha sendo estruturada há anos para blindar o patrimônio da facção. Núcleo familiar era usado para esconder patrimônio do traficante As investigações apontam que Rabicó utilizava pessoas do próprio círculo familiar para dificultar o rastreamento de bens e valores obtidos com o tráfico de drogas, roubos, extorsões e outras atividades criminosas. A companheira do traficante, Raquel, aparece inserida justamente nesse contexto de ocultação patrimonial. Segundo os autos, familiares e pessoas próximas atuavam como interpostas pessoas — os chamados “laranjas” — registrando veículos, movimentando contas bancárias e mantendo bens formalmente desvinculados do nome do chefe do tráfico. Os investigadores afirmam que veículos utilizados pela estrutura criminosa apareciam registrados em nomes de parentes e pessoas ligadas ao núcleo familiar, estratégia considerada fundamental para impedir bloqueios patrimoniais e dificultar a identificação da origem dos recursos. Esses automóveis, segundo as apurações, não serviam apenas para uso pessoal. Eles eram utilizados em deslocamentos operacionais da facção, transporte de dinheiro, apoio logístico e circulação de integrantes do grupo criminoso entre áreas dominadas pelo Comando Vermelho. As autoridades identificaram ainda incompatibilidade entre o patrimônio mantido pelos familiares e a renda oficialmente declarada por eles. Esquema de lavagem girava milhões através de operador conhecido como “Tec” O principal responsável pela movimentação financeira da organização seria Alex Sandro Ferreira de Araújo, conhecido como “Tec” ou “Tek”, apontado como homem de confiança de Rabicó e peça central do núcleo financeiro do grupo. Relatórios de inteligência financeira do COAF revelaram que Tec movimentou R$ 72.932.144,00 entre agosto de 2020 e setembro de 2024. Segundo as investigações, foram identificados: Os investigadores apontam que o padrão é típico de organizações criminosas especializadas em lavagem de capitais. Depósitos fracionados eram usados para escapar da fiscalização As autoridades identificaram ainda o uso do método conhecido como “smurfing”, prática comum em esquemas de lavagem de dinheiro. O sistema consistia em dividir grandes quantias em depósitos menores realizados em caixas eletrônicos espalhados por diferentes cidades do Estado do Rio de Janeiro. O objetivo era evitar movimentações únicas de alto valor que pudessem gerar alertas automáticos nos órgãos de controle financeiro. Além disso, as investigações revelaram o uso de chamadas “contas de passagem”, utilizadas apenas para receber e repassar rapidamente os valores ilícitos. Segundo o Ministério Público, muitas dessas contas pertenciam a moradores de áreas controladas pelo Comando Vermelho no Complexo do Salgueiro e em outras comunidades da região. Os relatórios apontam que diversos titulares dessas contas não possuíam renda compatível com os valores movimentados. Alguns eram cadastrados em programas assistenciais do governo e, ainda assim, apareciam vinculados a movimentações financeiras consideradas milionárias. Empresas de reciclagem eram usadas para dar aparência legal ao dinheiro do tráfico Outro braço importante da estrutura era o núcleo empresarial, composto por empresas ligadas ao ramo de reciclagem. Segundo o Ministério Público, Rabicó já utilizava esse tipo de atividade para ocultar patrimônio desde 2008, quando foi preso anteriormente. Agora, as investigações apontam que o modelo foi ampliado e profissionalizado. As empresas analisadas apresentavam características consideradas típicas de fachada: Os investigadores afirmam que essas empresas eram utilizadas para inserir o dinheiro do tráfico na economia formal, mascarando a origem ilícita dos recursos. Estrutura financeira sustentava o poder do CV em São Gonçalo As autoridades sustentam que o esquema financeiro montado por Rabicó era essencial para manter o funcionamento do Comando Vermelho no Complexo do Salgueiro e em outras áreas de São Gonçalo. Segundo os investigadores, o dinheiro lavado através da estrutura era usado para financiar compra de armas, logística da facção, pagamento de criminosos, manutenção de pontos de tráfico e expansão territorial do grupo. Os documentos apontam ainda que a organização criminosa possuía divisão clara de funções entre operadores financeiros, familiares, empresários ligados ao esquema e integrantes armados da facção. Embora a operação desta semana tenha sido divulgada principalmente pela prisão da companheira de Rabicó, os autos mostram que as autoridades enxergam a estrutura financeira da facção como um dos pilares mais importantes do poder criminoso exercido pelo grupo na região.

Alvo de operação de hoje que prendeu sua mulher, Rabicó expandiu seus domínios em São Gonçalo e tinha esquema de envio de armas diretamente da fronteira com o Paraguai

Uma investigação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio revelou detalhes de um esquema interestadual de envio de armas para traficantes do Comando Vermelho em São Gonçalo, envolvendo fornecedores ligados à fronteira com o Paraguai e integrantes da facção que atuam no Complexo do Salgueiro e no Jardim Catarina. Segundo documentos obtidos pela reportagem, o traficante Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó” ou “Coroa”, apontado como uma das principais lideranças do CV na região, mantinha contato com fornecedores responsáveis pelo abastecimento de armamentos destinados à facção. As investigações apontam que parte das armas chegava ao Rio de Janeiro a partir de Foz do Iguaçu, no Paraná, área considerada estratégica para o tráfico internacional de armamentos vindos do Paraguai. Outro fornecedor citado nos autos é um homem identificado pelo vulgo “Imperador”, apontado como um dos responsáveis pelo fornecimento bélico da organização criminosa. Arsenal pesado abastecia comunidades dominadas pelo CV A estrutura investigada abasteceria traficantes que atuavam no Complexo do Salgueiro e também no Jardim Catarina, para onde o grupo criminoso expandiu suas operações nos últimos anos. De acordo com o Ministério Público, integrantes da facção eram frequentemente vistos circulando com armamento pesado nas comunidades controladas pelo grupo. Em uma das operações realizadas anteriormente no Salgueiro, agentes apreenderam munições de calibre 5.56, pistolas e carregadores de fuzil, reforçando as suspeitas sobre a existência de uma rota permanente de abastecimento de armas para o Comando Vermelho em São Gonçalo. Rabicó ampliou domínio do CV após deixar a prisão As investigações mostram que Rabicó reassumiu o comando do tráfico no Complexo do Salgueiro após deixar a prisão, em novembro de 2019. A partir daí, segundo os investigadores, o criminoso ampliou os domínios da facção para o Jardim Catarina, uma das maiores comunidades de São Gonçalo. Além do tráfico de drogas, o grupo é acusado de participação em roubos de carga, extorsões contra comerciantes e moradores e venda de cargas roubadas. A denúncia aponta ainda que a quadrilha possuía divisão de tarefas bem definida. Rafael Teixeira Guimarães Peixoto, o “Funil”, seria um dos principais homens de confiança de Rabicó e responsável pelo recebimento de drogas, armas e munições que chegavam às áreas controladas pela facção. Já Luan Lourenço Laube, conhecido como “Bola”, atuaria no transporte de drogas entre comunidades dominadas pelo CV. Jhonny Ribeiro da Silva é apontado como participante da movimentação de drogas e de confrontos armados entre facções rivais. Leonardo Riccio de Almeida Barros, o “Léo da Providência”, teria função de segurança pessoal de Rabicó e atuação armada nas bocas de fumo. Operação desta sexta teve mulher de Rabicó presa A nova ofensiva da Polícia Civil realizada nesta sexta-feira teve como alvo a estrutura criminosa ligada ao traficante. Durante a operação, a companheira de Rabicó foi presa pelos agentes. O caso tramita na Vara Criminal Especializada em Organizações Criminosas, após a Justiça reconhecer que o grupo atuava de forma estruturada e armada em diferentes regiões de São Gonçalo. A investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) revelou uma sofisticada estrutura criminosa voltada à ocultação, dissimulação e lavagem de recursos ilícitos provenientes do tráfico de drogas, principalmente no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. Segundo os levantamentos da especializada, o esquema movimentou mais de R$ 453 milhões. As ações ocorrem simultaneamente em diversos municípios do estado do Rio de Janeiro, como a capital, São Gonçalo, Duque de Caxias, Itaboraí, Iguaba Grande, Armação dos Búzios e São João de Meriti. Também são cumpridos mandados em outros estados, incluindo cidades de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão. A operação é resultado de aproximadamente um ano e quatro meses de investigação da DRE-CAP, que identificou uma estrutura criminosa com atuação interestadual voltada à lavagem de dinheiro para a facção. Os mandados de prisão, busca e apreensão e as medidas patrimoniais foram deferidos pela 1ª Vara Criminal Especializada em Combate ao Crime Organizado, após denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Durante as investigações, os agentes captaram diálogos envolvendo Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó”, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho, e o principal operador financeiro da facção. Segundo a apuração, ele era responsável pela lavagem de dinheiro, gerenciamento de empresas de fachada, movimentações bancárias e utilização de terceiros para ocultar patrimônio e valores ilícitos. As diligências apontaram que o investigado atuava como verdadeiro gestor financeiro da organização criminosa. O esquema utilizava empresas de reciclagem e ferros-velhos, contas bancárias de passagem, depósitos fracionados em espécie, emissão de notas fiscais falsas e intensa movimentação financeira entre empresas ligadas ao grupo para conferir aparência de legalidade aos recursos oriundos do tráfico. A investigação identificou ainda que empresas do ramo de reciclagem e comércio de sucatas transferiam milhões de reais diretamente para contas do investigado e de empresas controladas por ele, funcionando como engrenagens de financiamento do narcotráfico. A DRE-CAP também apurou indícios de receptação qualificada, aquisição de materiais de origem suspeita e pulverização de recursos em diversas contas bancárias para dificultar o rastreamento dos valores. Durante a apuração, equipes da DRE realizaram monitoramentos que identificaram áreas utilizadas para a queima clandestina de cabos de cobre e estabelecimentos vinculados ao operador financeiro, reforçando os indícios de integração das atividades ilícitas à cadeia de lavagem de dinheiro da facção. Os valores movimentados pelo esquema foram identificados a partir de Relatórios de Inteligência Financeira (RIF/COAF), análises bancárias, afastamentos de sigilos fiscal, telefônico e telemático, além de cruzamentos de dados financeiros e patrimoniais realizados ao longo da investigação. O MPRJ enunciou e obteve 55 mandados de prisão preventiva contra integrantes da quadrilha de Rabicó. s.A denúncia do GAECO/MPRJ relata que, sob a liderança do denunciado Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó”, o Comando Vermelho consolidou no Complexo do Salgueiro um quartel-general fora da capital fluminense, abrangendo as comunidades localizadas nos bairros do Porto do Rosa, Itaúna, Fazenda dos Mineiros, Palmeiras, Itaóca, Praia da Luz, Jardim São Lourenço e Recanto das Acácias.Ainda De acordo com a denúncia, “Rabicó” estruturou, com o auxílio dos demais denunciados, uma

Operador financeiro do Comando Vermelho chegou a ser preso durante operação contra a quadrilha de Adilsinho levantando suspeitas sobre possível ligação da facção com a contravenção

Uma revelação contida em decisão judicial escancarou uma conexão explosiva entre integrantes do Comando Vermelho e um dos principais alvos das investigações contra a contravenção no Rio de Janeiro: um homem apontado como operador financeiro da facção foi preso justamente durante uma operação contra o grupo do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”. O investigado aparece nos autos como responsável por movimentações financeiras clandestinas em benefício da cúpula do Comando Vermelho, incluindo operações ilegais de câmbio em dólares destinadas ao traficante Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”, atual chefe da facção no Complexo do Alemão. Segundo a investigação, Igor integrava o chamado núcleo financeiro da organização criminosa e teria atuado diretamente na ocultação e dissimulação de recursos oriundos do tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e outras atividades do CV. O detalhe que chamou atenção dos investigadores — e que até então não havia sido divulgado — é que o operador financeiro do Comando Vermelho acabou preso em março de 2025 numa operação policial voltada justamente contra as atividades ilícitas atribuídas ao grupo do mafioso do jogo do bicho “Adilsinho”. A informação cria um elo inédito entre um personagem apontado como lavador de dinheiro do Comando Vermelho e uma investigação ligada à estrutura financeira da contravenção carioca. Dólares para o CV e ligação com esquema investigado na contravenção Os autos apontam que, em abril de 2024, Igor teria realizado uma operação clandestina de câmbio no valor de US$ 60 mil para beneficiar diretamente “Pezão”, uma das lideranças máximas do CV no Rio. As tratativas, segundo a investigação, envolveram ainda outros integrantes do grupo, incluindo operadores políticos e logísticos ligados à facção. Mesmo com esse histórico descrito pelos investigadores, Igor acabou aparecendo posteriormente no radar da operação contra “Adilsinho”, acusado de integrar organização criminosa ligada a esquemas financeiros ilícitos. O operador foi preso durante a ofensiva policial, mas acabou libertado meses depois, respondendo atualmente em liberdade.

Após prisão de membro do CV do RN em Macaé, investigação revela estrutura da facção no estado nordestino com grupos de whatsapp, “decretos” e alianças armadas

A prisão de um integrante do Comando Vermelho em Macaé nesta semana jogou luz sobre a estrutura que a facção mantém no Rio Grande do Norte. Uma decisão da UJUDOCRIM, obtida pela reportagem, detalha como funciona a organização criminosa no estado, incluindo liderança regional, grupos de WhatsApp usados para coordenação interna, controle financeiro, alianças armadas e disputas territoriais violentas. Segundo a investigação da Delegacia Especializada de Repressão a Facções Criminosas (DEFAC), o CV no RN opera com divisão de funções, hierarquia definida e comunicação permanente entre integrantes por aplicativos de mensagem. Entre os grupos identificados pela polícia estão “SINTONIA GERAL CV.RL-RN” e “FUTEBOL BREJINHO”, apontados como espaços usados para articulação da facção, transmissão de ordens, alinhamento de ações criminosas e disciplinamento interno. A investigação aponta que havia integrantes responsáveis pela expansão territorial do grupo, administração das comunicações, arrecadação financeira e organização das ações armadas contra facções rivais. Um dos investigados é descrito como principal liderança do CV em Brejinho, no interior potiguar. Segundo os autos, ele administrava o grupo “SINTONIA GERAL CV.RL-RN” e seria responsável por coordenar o crescimento da facção na região. Na casa dele foram apreendidos revólver calibre 38, munições e material tático. As autoridades também identificaram integrantes ligados diretamente ao setor financeiro da organização. Relatórios do COAF apontaram movimentações bancárias consideradas suspeitas, incluindo transferências incompatíveis com a renda declarada dos investigados. Outro ponto destacado na decisão é o uso de “decretos” internos, prática comum entre facções criminosas. Um dos denunciados teria sido marcado para morrer pela facção rival Sindicato do Crime (SDC) após migrar para o Comando Vermelho, reforçando o cenário de guerra entre grupos criminosos no estado. As investigações mostram ainda que o CV mantém atuação organizada em áreas das zonas Norte e Oeste de Natal, onde integrantes da facção seriam responsáveis por ataques armados, ameaças e homicídios ligados à disputa territorial. Um dos investigados usava redes sociais para divulgar conteúdo criminoso, incluindo referências a assassinatos, ameaças contra rivais e exaltação de ataques promovidos pela facção. A decisão também aponta a existência de alianças criminosas firmadas pelo Comando Vermelho no Rio Grande do Norte. Um dos denunciados aparece ligado à facção “Cangaço”, numa articulação que, segundo os investigadores, fortaleceu o poder bélico e operacional do grupo. Além da estrutura nas ruas, o CV também mantinha integrantes considerados estratégicos dentro do sistema penitenciário. Parte dos denunciados já estava presa em penitenciárias do estado, mas continuava sendo apontada como participante ativa da organização criminosa. O Judiciário manteve a prisão preventiva dos investigados e autorizou o compartilhamento das provas com a DEFAC, DEICOR e forças integradas de segurança pública, permitindo o aprofundamento de novas investigações sobre a atuação do Comando Vermelho no estado. A prisão Em uma ação cirúrgica, policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) prenderam, nesta quarta-feira (20/05), uma liderança de alta periculosidade do Comando Vermelho do Rio Grande do Norte. O narcotraficante vulgo Professsor foi localizado em um imóvel em Macaé após troca de informações e trabalho integrado de inteligência com a Polícia Civil potiguar. De acordo com as investigações, o homem exercia função estratégica dentro da estrutura da facção criminosa e era apontado como um dos responsáveis pelo braço armado utilizado nas invasões de territórios dominados pelo “Sindicato do Crime”, grupo rival que atua no Rio Grande do Norte. A disputa desencadeou uma intensa guerra entre facções no estado, marcada por homicídios, ataques armados, execuções e confrontos violentos pelo controle do tráfico de drogas. O criminoso é investigado por diversos homicídios relacionados à escalada da violência e era considerado pelas forças de segurança um alvo de altíssima periculosidade devido à sua atuação operacional dentro da organização criminosa. Segundo as apurações, ele participava diretamente do recrutamento de integrantes para atuar na guerra entre facções, além de ser responsável pela guarda e manutenção do armamento utilizado pelo grupo. Contra o traficante havia mandados de prisão por organização criminosa armada, além de diversas anotações criminais por tráfico de drogas, receptação, roubo e posse de entorpecentes, evidenciando seu envolvimento contínuo com a criminalidade organizada e ações violentas atribuídas ao Comando Vermelho. Após intenso trabalho de inteligência e monitoramento entre as duas instituições, os agentes da Draco localizaram e prenderam o criminoso sem dar chance de fuga.

VERGONHOSO: Justiça liberou para indulto do Dia das Mães homem que matou o patrão e baleou um PM e ele não retornou para a prisão

Rogério Honorato Ramos é um ex-porteiro que ficou conhecido após assassinar seu chefe e balear um subtenente da Polícia Militar (proprietário da empresa de segurança em que trabalhava) em abril de 2014, na cidade do Rio de Janeiro. O crime ocorreu em um escritório em Bonsucesso. Rogério, que prestava serviço no Hospital Quinta DOr, foi chamado ao local para esclarecer sua suposta participação em um assalto à cantina da unidade de saúde. Após ser confrontado pelo supervisor Leonardo Martins da Costa, o porteiro sacou uma pistola calibre .40, matou o chefe com tiros na cabeça e na barriga, e feriu o dono da empresa com um disparo no pescoço. Após o ataque, ele fugiu. Quase cinquenta dias depois, em maio de 2014, ele foi preso em Xerém, Duque de Caxias (Baixada Fluminense), em um carro roubado na companhia de seu irmão, portando também duas bombas de fabricação caseira. O criminoso recebeu o benefício na modalidade de Visita Periódica ao Lar (VPL), referente ao Indulto dos Dia das Mães, quando teriaque voltar na quinta-feira (14/05/2026), e não voltou mais a sua unidade prisional, sendo considerado um Evadido do Sistema Penitenciário, desde então. Ele cumpria uma pena de 44 anos de reclusão, pelo crime de Homicídio Qualificado, com Pena Cumprida Até Data Atual: 13a10m20d, com Pena Remanescente a ser cumprida de 30a2m10d.

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