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Traficante do CV preso hoje usava equipamentos que detectam drones da polícia

Preso hoje por policiais do 39º BPM/3º CPA o tr traficante RF uma das principais lideranças CV na comunidade do Castelar em Belford Roxo, usava equipamentos eletrônicos que detectam a presença de aeronaves remotamente pilotadas (drones) utilizadas pelas forças de segurança, com o objetivo de antecipar e frustrar ações policiais. RF” ocupa uma posição de liderança na organização criminosa Comando Vermelho (CV), sendo identificado pelos setores de inteligência como um dos principais responsáveis pelo planejamento e pela coordenação de ações criminosas voltadas à expansão territorial da facção, especialmente nas comunidades do Gogó da Ema e São Leopoldo, reduto da facção Terceiro Comando Puro (TCP). Também há informações que o associam à coordenação de ataques armados contra membros da facção rival, além do monitoramento de áreas de interesse do CV, e no comando de equipes envolvidas nessas ações. Ele foi preso na Rodovia Presidente Dutra, na Vila Santo Antônio da Prata, em Belford Roxo, Na operação, outro criminoso foi preso, e estava na condição de evadido do sistema penitenciário. Munidos de informações, policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT), se deslocaram para o local indicado, onde avistaram RF dirigindo uma motocicleta, acompanhado de “Mumu”, que pilotava outra motocicleta. Quando foi dada a ordem legal de parada, os ocupantes não a seguiram, iniciando uma fuga que se prolongou até a Rodovia Presidente Dutra, onde ambos foram alcançados e abordados. Com “RF”, foram apreendidos os seguintes itens: uma pistola Glock Gen 17, calibre 9 mm, carregada, com dois carregadores e 49 munições do mesmo calibre. De acordo com as investigações, “RF” é subordinado diretamente aos traficantes José Severino da Silva Júnior, conhecido como “Soró do Castelar” ou “Jetta”, e Raphael Linhares Chagas, que é conhecido como “Esquilo”. Em consulta aos sistemas de segurança pública, foi verificado que a motocicleta que “RF” conduzia pertencia a um veículo clonado, cujo original era produto de roubo, registrado na área da 61ª DP (Xerém). Tanto os criminosos quanto a arma de fogo, munições e a motocicleta clonada, foram levados à 54ª DP (Belford Roxo) para a adoção das medidas legais cabíveis. Na delegacia, foi constatado que “Mumu” possuía uma extensa ficha criminal e estava evadido do sistema prisional, desde março de 2025, com um mandado de recaptura da Vara de Execuções Penais (VEP), pelo crime de tráfico de drogas, onde fora condenado a uma pena de 19 anos, em regime semiaberto. Após a apreciação da Autoridade Policial, ambos permaneceram detidos, incluindo todo o material apreendido e, posteriormente, foram conduzidos a uma unidade prisional da SEPPENRJ, onde já estão sob custódia à disposição da Justiça. O Disque Denúncia solicita que, quem tiver informações sobre o paradeiro de foragidos da justiça, entre em contato através dos seguintes canais de atendimento: Central de Atendimento/Call Center do DD: (021) – 2253 1177 ou 0300-253-1177WhatsApp Anonimizado/DD: (021) – 2253-1177 (utilizando uma técnica de processamento de dados que elimina ou modifica informações que possam identificar uma pessoa)Aplicativo: Disque Denúncia RJAnonimato garantido.

Preso hoje, braço-direito de Doca e BMW é suspeito de envolvimento em morte de figura influente do CV que teve conversa flagrada com chefão sobre liberar campanha de vereador na Gardênia Azul

Preso hoje, Kayky Alves de Oliveira, conhecido como “Jhony”, apontado como gerente do tráfico na Gardênia Azul e braço direito dos traficantes Doca da Penha (Urso) e BMW, lideranças do Comando Vermelho, é suspeito de envolvimento no homicídio de uma figura importante e influente dentro da própria facção. Ele estava com a prisão decretada pela morte de Elder Lima Landim em maio de 2025 no Recreio dos Bandeirantes Elder era um dos homens de confiança do traficante Juan Breno Malta Ramos Rodrigues (vulgo” BMW “), que comanda a Gardênia Azul, além de também ser assessor do então deputado Estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva (vulgo” TH Joias “), sendo responsável por atuar junto à Associação de Moradores da comunidade, administrando os imóveis tomados pelo bando. O nome de Elder ganhou notoriedade na imprensa após uma suposta conversa dele com o traficante Doca datada de março de 2025. Na troca de mensagens, os dois mencionariam uma suposta autorização para que o vereador Salvino Oliveira“trabalhasse” na Gardênia Azul. O político chegou a ser preso mas acabou solto. Segundo relatos, BMW quem teria ordenado a morte de Elder por suspeita de desvio de dinheiro da facção. Elton era uma espécie de síndico da favela ligado a facção. Ele citou nominalmente o vereador Salvino. Ele questiona a um dos chefes se deve obedecer uma orientação recebida para “dar suporte ajudar nos projetos” do então candidato. A prsião Jhony foi monitorado por cerca de nove meses e acabou preso em flagrante pelos crimes de associação para o tráfico e adulteração de sinal identificador de veículo, além de ter contra si dois mandados de prisão preventiva por homicídio qualificado e roubo majorado. Com ele, os agentes apreenderam um caderno com anotações do tráfico e uma motocicleta clonada. Segundo a investigação, o bandido integrava a chamada “Tropa do Urso” e participou das recentes disputas entre facções na Zona Oeste. Ele também é investigado por um roubo de veículo de luxo em Jacarepaguá e . Após a prisão, o criminoso foi encaminhado ao sistema prisional

Alvo de operação que descobriu elo de facções brasileiras com a Al Qaeda já havia sido investigado desde 2018 por suspeitas de terrorismo e comércio irregular no Mercado Livre

Um dos alvos da Operação Hawala, deflagrada nesta quarta-feira (15) pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), já havia sido investigado pela Polícia Federal desde 2018 por suspeitas que chegaram a envolver possível financiamento ao terrorismo e negociações irregulares de mercadorias pela internet. Trata-se do empresário Reda Zayoun, integrante de um núcleo de empresários de origem libanesa denunciado por participação em um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 100 milhões em benefício de facções criminosas. Ele foi preso no Paraná. Documentos da Justiça Federal mostram que, em janeiro de 2018, a Polícia Federal representou pela expedição de mandados de busca e apreensão contra Reda Zayoun, E outros dois estrangeiros após receber denúncias de movimentações consideradas suspeitas em um apartamento localizado na Rua do Riachuelo, na Lapa, região central do Rio. Segundo a investigação da época, moradores do condomínio relataram que os estrangeiros utilizavam diariamente um maçarico e uma bacia metálica dentro do imóvel. Ao comparecerem ao local acompanhados pelo chefe de segurança do condomínio, agentes da Polícia Federal tentaram contato com os moradores, mas ninguém abriu a porta, embora houvesse indícios de que havia pessoas no interior do apartamento. Durante as diligências, os policiais também constataram que Reda Zayoun e Yasser Zayoun (outro alvo da operação de hoje) e um comparsa estavam em situação migratória irregular no Brasil. Suspeitas chegaram a envolver terrorismo Na representação encaminhada à Justiça Federal, a Polícia Federal sustentou que os elementos reunidos até aquele momento poderiam indicar, em tese, a prática de crimes contra a ordem econômica e até possíveis infrações previstas na Lei Antiterrorismo (Lei nº 13.260/2016). O Ministério Público Federal manifestou-se favoravelmente à busca e apreensão, entendendo que a denúncia anônima, a utilização constante de maçarico, a situação migratória irregular de parte dos investigados e a recusa em permitir a entrada dos agentes formavam um conjunto mínimo de indícios suficiente para justificar a medida cautelar. A Justiça Federal autorizou a operação em 31 de janeiro de 2018, determinando buscas para apreensão de eventuais peças de ouro comercializadas ilegalmente, armas, munições, maçaricos e outros objetos que pudessem comprovar os crimes investigados. Dinheiro apreendido teria origem em vendas pelo Mercado Livre Durante o cumprimento do mandado, em fevereiro de 2018, os policiais federais não encontraram armas, ouro ou qualquer material que confirmasse as suspeitas iniciais. Entretanto, apreenderam R$ 186 mil em espécie. Posteriormente, Reda Zayoun ingressou na Justiça alegando que o dinheiro era proveniente da venda de peças de reposição para celulares comercializadas pela plataforma Mercado Livre, atividade desenvolvida em sociedade com um homem chamado Yago. Segundo sua versão, Yago era responsável pela movimentação financeira do negócio, enquanto Reda realizava a compra das mercadorias em lojas físicas de São Paulo, efetuando pagamentos à vista e em dinheiro. Para comprovar a origem dos recursos, foram apresentados extratos bancários e comprovantes de saques realizados na plataforma Mercado Pago. Operação Hawala Sete anos depois, o nome de Reda Zayoun voltou ao centro das investigações. Nesta quarta-feira, a Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) deflagraram a Operação Hawala, que busca desmontar uma das maiores estruturas de lavagem de dinheiro já identificadas no Estado do Rio de Janeiro. A investigação começou a partir de apurações sobre a atuação do Terceiro Comando Puro (TCP) no Complexo de São Carlos, na região central do Rio. Ao longo das diligências, os investigadores descobriram que a organização financeira responsável por ocultar recursos do TCP também prestava serviços para outras facções criminosas, incluindo o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a Polícia Civil, entre 2021 e 2024, o grupo movimentou mais de R$ 100 milhões utilizando dezenas de empresas de fachada espalhadas pelos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Essas empresas eram usadas para dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido com o tráfico de drogas, receptação qualificada e comércio de produtos falsificados. As investigações revelaram uma sofisticada engenharia financeira baseada em depósitos fracionados, utilização de “laranjas”, sucessivas transferências entre empresas ligadas ao grupo, ocultação patrimonial e movimentações incompatíveis com a capacidade financeira declarada pelos investigados. O trabalho contou com apoio do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) da Polícia Civil. Os investigadores também identificaram um núcleo de empresários de origem libanesa, integrado por Reda Zayoun, Yasser Zayoun e Kassem Zayoun, apontado como responsável por ampliar a circulação interestadual e internacional dos recursos ilícitos. Empresas registradas em São Paulo e Minas Gerais teriam sido utilizadas para movimentar valores entre operadores financeiros, empresas de fachada e integrantes das organizações criminosas. Outro ponto que chamou a atenção da investigação foi a identificação de movimentações relacionadas à Tríplice Fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina), região historicamente monitorada por autoridades nacionais e internacionais devido à atuação de redes de lavagem de dinheiro e financiamento de organizações terroristas. Além disso, a Polícia Civil afirma ter identificado uma relação comercial entre empresa ligada aos investigados e um indivíduo sancionado pelo Office of Foreign Assets Control (OFAC), órgão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, apontado como integrante de uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al-Qaeda. Segundo os investigadores, essa possível conexão internacional ainda será aprofundada com a análise do material apreendido durante a operação. Ao todo, a Operação Hawala cumpre 10 mandados de prisão, 37 mandados de busca e apreensão e diversas medidas de bloqueio de contas bancárias, indisponibilidade de bens e participações societárias nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Até o momento, oito investigados já foram presos, enquanto as diligências prosseguem para identificar outros integrantes da organização e rastrear novos ativos financeiros ligados ao esquema. 22 denunciados O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou à Justiça 22 pessoas acusadas de integrar uma ampla rede de lavagem de dinheiro que opera para variadas facções criminosas do Brasil. Nesta quarta-feira (15/07), a Polícia Civil, pela Delegacia de Defesa dos

PM executado teve celular alvo de pedido de quebra de sigilo após flagrante com 139 kg de cocaína do CV. Objetivo era ampliar as informações sobre seu envolvimento com a facção

Sobre a morte do sargento da Polícia Militar Yuri Luiz Desiderati Ribeiro, executado com mais de 20 tiros no último fim de semana, em Jacarepaguá, vale lembrar que, quando foi preso em flagrante, em outubro de 2023, transportando 139 quilos de cocaína que, segundo a investigação, seriam destinados a uma comunidade dominada pelo Comando Vermelho, a Polícia Civil representou à Justiça pela quebra do sigilo dos dados de seus telefones celulares e do conteúdo armazenado na conta iCloud. No pedido, a autoridade policial sustentou que o acesso aos aparelhos era essencial para aprofundar as investigações e identificar o maior número possível de integrantes da organização criminosa. A representação destacava que a perícia nos celulares poderia revelar contatos, conversas em aplicativos como WhatsApp, Telegram e Messenger, histórico de chamadas, fotografias, vídeos, e-mails, registros de navegação e outras informações capazes de esclarecer a estrutura e o funcionamento do grupo criminoso. Até o momento, porém, não há informação pública sobre o desfecho desse pedido. Não se sabe se a Justiça autorizou a quebra do sigilo dos aparelhos e dos dados armazenados em nuvem, nem se a análise do material levou à identificação de outros integrantes da organização criminosa ou à obtenção de novos elementos para a investigação. Segundo a Polícia Civil, embora a extração dos dados não se confunda com interceptação telefônica, a medida depende de autorização judicial por envolver o acesso a informações protegidas pelo direito à intimidade. Por esse motivo, foi solicitado o afastamento do sigilo dos aparelhos apreendidos e do conteúdo armazenado na nuvem para subsidiar o avanço das investigações. A execução do policial militar voltou a chamar atenção para esse episódio. Veículos de imprensa do Rio de Janeiro têm divulgado que Yuri Luiz Desiderati Ribeiro era apontado como homem de confiança do traficante Abelha, que até pouco tempo figurava entre as principais lideranças do Comando Vermelho. Como foi a operação A operação que prendeu Yuri na época ocorreu da seguinte forma. Agentes estavam em operação desencadeada pela Polícia Civil no Complexo de favelas da Maré e da Penha, e na Cidade de Deus; Q Em dado momento da operação, dados de inteligência deram conta de que um caminhão branco, placa BCZ7I96, com certa carga de drogas estaria em fuga do Complexo de Favelas da Penha, por conta da operação policial; Que em razão disso, a equipe iniciou buscas nas principais rodovias lindeiras ao Complexo da Penha, quando de repente, a equipe avistou o veículo, decidindo por abordá- lo, na Avenida Brasil, altura da Cidade Alta/RJ; Durante a abordagem, foram identificados o motorista e o policial militar. Ao revistarem o baú daquele caminhão, os agentes constataram se tratar de uma carga de cocaína em caixas de papelão;

Saiba os motivos que levaram STF a mandar soltar Márcio Canella

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu liberdade provisória ao ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e ao policial militar Antônio Gomes da Silva Neto por entender que ainda existem dúvidas que precisam ser esclarecidas sobre a posse das armas apreendidas durante a operação policial. Embora tenha reconhecido a legalidade das prisões em flagrante, o magistrado concluiu que, neste momento da investigação, a custódia poderia ser substituída por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e proibição de deixar a comarca sem autorização judicial. Na decisão, o ministro destacou que a defesa de Canella sustentou que a arma encontrada em seu veículo pertencia ao policial militar Alexandre Paixão da Silva Júnior, integrante de sua equipe de escolta. Segundo os advogados, o próprio militar confirmou essa informação durante o cumprimento dos mandados e apresentou documentos indicando que o armamento havia sido regularmente cedido pela Polícia Militar. Em relação a Antônio Gomes da Silva Neto, a defesa afirmou que ele exercia a função de segurança no imóvel alvo das buscas e utilizava arma pertencente à corporação em razão de sua condição de policial militar. Ao analisar o caso, o ministro afirmou que ainda será necessário esclarecer se a posse da arma pelo policial militar era regular, por qual motivo o armamento estava no veículo utilizado por Canella e se Antônio Gomes exercia legalmente a atividade de segurança utilizando arma da Polícia Militar. Para o magistrado, essas dúvidas deverão ser esclarecidas no curso da investigação, inclusive mediante informações a serem prestadas pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Diante disso, concluiu que a prisão preventiva não era necessária neste momento e concedeu liberdade provisória aos investigados, impondo medidas cautelares. A decisão ressalta que a arma apreendida no veículo de Márcio Canella não era registrada em seu nome, mas sim de um policial militar que integrava sua equipe de escolta. Segundo a defesa, o armamento havia sido regularmente cedido pela Polícia Militar ao agente, circunstância que ainda será apurada durante a investigação e que foi considerada pelo ministro como um dos pontos que justificam a substituição da prisão pelas medidas cautelares. Márcio Canella foi preso em flagrante durante a Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal para cumprir mandados de busca e apreensão no âmbito de investigação que apura a atuação de uma suposta organização criminosa voltada à prática de crimes como corrupção, obstrução de Justiça e utilização da estrutura pública em benefício de interesses privados. Durante as diligências, os agentes apreenderam armamentos, o que motivou a autuação em flagrante de Canella e do policial militar Antônio Gomes da Silva Neto. Posteriormente, o ministro do STF reconheceu a legalidade das prisões, mas concedeu liberdade provisória aos dois investigados mediante o cumprimento de medidas cautelares.

De respiradores na pandemia a suposto rombo de R$ 86 milhões: Didê volta ao centro de investigação milionária

Antes da denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro contra o presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM), Davi Perini Vermelho, conhecido como “Didê”, ele teve seu nome envolvido em um episódio que já havia colocado seu nome no centro de uma das maiores investigações de corrupção durante a pandemia de Covid-19. Antes de ser apontado como líder de uma suposta organização criminosa acusada de desviar R$ 86,2 milhões do Instituto Rio Metrópole, Davi Perini já figurava entre os investigados da Operação Oxigênio, deflagrada em 2020 para apurar fraudes na compra emergencial de respiradores pelo Governo de Santa Catarina. Na época, a investigação do Ministério Público Federal apontava indícios de corrupção, fraude na dispensa de licitação e possível desvio de R$ 33 milhões destinados à aquisição de ventiladores pulmonares da empresa Veigamed. Segundo os investigadores, Davi Perini integrava o grupo de pessoas suspeitas de participação nas negociações do contrato investigado. Embora a prisão preventiva dos investigados tenha sido posteriormente substituída por medidas cautelares, o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal por meio de um habeas corpus. Em novembro de 2020, a Segunda Turma do STF, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, manteve as restrições impostas aos investigados. Na decisão, o ministro destacou que havia elementos concretos que justificavam a manutenção das medidas cautelares, citando a gravidade dos fatos investigados, o suposto desvio milionário de recursos públicos e a necessidade de preservar a apuração. O voto menciona expressamente Davi Perini Vermelho ao lado de outros investigados e registra que mensagens de WhatsApp teriam sido apagadas, em aparente tentativa de dificultar as investigações, circunstância considerada relevante para impedir contatos entre os investigados e evitar eventual reiteração criminosa. Entre as medidas impostas estavam a entrega do passaporte, proibição de manter contato com os demais investigados, comparecimento periódico à Justiça, recolhimento domiciliar noturno, uso de tornozeleira eletrônica, além da proibição de contratar com a administração pública e de atuar em atividades relacionadas à aquisição de equipamentos médicos destinados ao enfrentamento da pandemia. Ao negar o recurso da defesa de um dos investigados, Gilmar Mendes afirmou que as restrições eram proporcionais e adequadas diante dos indícios reunidos pela investigação, ressaltando que elas poderiam ser revistas futuramente caso surgissem novos elementos no processo. Agora, quase seis anos depois, Davi Perini volta a ser alvo de uma investigação de grande repercussão. Segundo a denúncia do Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (GAESF/MPRJ), ele comandava o núcleo de servidores responsável por autorizar contratações, firmar contratos e controlar pagamentos dentro do Instituto Rio Metrópole. De acordo com o Ministério Público, entre 2022 e 2026 foi estruturado um esquema que teria movimentado R$ 86,28 milhões, por meio de contratos com empresas privadas. Parte dos recursos, segundo a acusação, era transferida para uma entidade sem estrutura operacional compatível, de onde o dinheiro era sacado em espécie e posteriormente transportado sob escolta armada para dificultar o rastreamento dos valores. A nova denúncia, portanto, recoloca Davi Perini no centro de uma investigação sobre supostos desvios de recursos públicos, poucos anos após seu nome já ter aparecido na Operação Oxigênio, quando o Supremo Tribunal Federal considerou legítima a imposição de medidas cautelares diante dos indícios apresentados pelos investigadores. O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESF/MPRJ) denunciou 11 pessoas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações e lavagem de dinheiro em um esquema de desvio de recursos públicos do Instituto Rio Metrópole (IRM). São cumpridos seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão, nesta quinta-feira (09/07), em endereços na capital, em São Gonçalo e em Teresópolis, com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra) do Ministério da Justiça e da Corregedoria da Polícia Civil. De acordo com a denúncia apresentada à 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, os acusados utilizaram contratos firmados pelo IRM entre julho de 2022 e maio de 2026 para desviar recursos, em um esquema que movimentou R$ 86,28 milhões. Segundo o Ministério Público, valores pagos a duas empresas contratadas eram posteriormente transferidos para a Brazilian Institute of Organics (Instituto BIO), uma entidade sem estrutura operacional compatível, de onde o dinheiro era sacado em espécie. O MPRJ requereu e obteve a prisão preventiva de seis agentes públicos identificados como integrantes do esquema. Segundo a denúncia, Davi Perini Vermelho, o “Didê”, ex-presidente da Câmara de São João de Meriti e atual presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM), liderava o núcleo de servidores investigado, autorizando contratações, firmando contratos e controlando pagamentos. Ele foi preso durante a ação. Também foram cumpridos mandados de prisão contra Franquis Dias Nepomuceno, diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM e delegado da Polícia Civil, que atuava como ordenador de despesas e exercia o controle de fato do grupo RioForte, responsável pela escolta armada do dinheiro; Marcelo Lopes da Silva, procurador do Estado então à frente da Procuradoria-Geral do IRM, acusado de emitir os pareceres que deram cobertura jurídica às contratações e ao reajuste irregular do contrato; Caroline Soares Barros, que acumulava as funções de fiscal de contratos do IRM e presidente do Instituto BIO — a entidade de fachada por onde os recursos passavam antes de serem sacados em espécie; e Amanda Íthala Santos da Paschoa, que a sucedeu na fiscalização e atestou a execução dos contratos, respaldando os pagamentos. O GAESF/MPRJ também obteve mandado de prisão contra Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do IRM e integrante da Comissão Técnica de Licitação, apontado como articulador do direcionamento das licitações em favor das contratadas. Ele encontra-se foragido.Em relação aos demais denunciados, a Justiça aplicou medidas cautelares diversas da prisão, entre elas, o monitoramento eletrônico, o comparecimento periódico em juízo e a proibição de se ausentarem do País. São eles: Leilson de Souza Nepomuceno, Gerson Luís de Araújo Rodrigues, Hélio Augusto Machado Pessôa, Roberto Accioly Peotta e Roberto Peotta.

CV comemora prisão de Canella com fogos e deboche nas redes. VIDEO

Traficantes do Comando Vermelho da comunidade do Castelar, em Belford Roxo, comemoraram com a prisão do ex-prefeito Márcio Canella Relatos dão conta de quase 10 minutos de fogos na noite da terça-feira. Os bandidos também postaram fotos debochando do político, que é pré-candidato ao Senado. “Cracudo fedorento. Se fudeu”. A prisão aconteceu durante a Operação Unha e Carne, que cumpriu 19 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. Segundo a investigação, o grupo é suspeito de lavar dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis. Entre os alvos estava Canella, que acabou preso por portar um fuzil A repercussão nas redes mostra o impacto da operação na Baixada Fluminense. Durante o seu governo, Canella disse que reprimiu o tráfico, principalmente com a retirada de barricadas. Toda vez que um bandido era preso, o então prefeito dizia que iria ”sentar no colo do capeta’

Alvo da Operação Unha e Carne, delegado Marcus Amin já havia sido afastado pela Justiça por operação considerada ilegal

Um dos alvos da sexta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta terça-feira (7) pela Polícia Federal, o delegado Marcus Vinícius Amin volta ao centro de uma investigação policial anos depois de ter sido alvo de uma decisão judicial que determinou seu afastamento cautelar da Polícia Civil por supostas irregularidades durante uma operação da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo. O processo, no entanto, foi arquivado. Amim já foi chefe da Polícia Civil também. Marcus Amin já havia enfrentado problemas com a Justiça em um processo decorrente de uma operação realizada em fevereiro de 2017. Em decisão que acolheu pedido do Ministério Público, o juiz destacou que havia indícios, corroborados pela investigação ministerial e pela Corregedoria da Polícia Civil, de que policiais da Delegacia de Homicídios ingressaram em uma residência sem mandado judicial e sem autorização dos moradores. Segundo a decisão, imagens do circuito interno de segurança e laudos periciais indicariam que os agentes acessaram o imóvel pelos fundos, pulando o portão da residência. O próprio Marcus Amin, em depoimento prestado à Corregedoria, confirmou que a equipe realizava diligências para localizar uma arma de fogo supostamente utilizada em um homicídio, admitindo que não havia mandado de busca e apreensão para a operação. O magistrado também apontou indícios de outras irregularidades, como a condução de um suspeito sem ordem judicial e o suposto emprego excessivo de força durante a ação, fatos que, segundo a decisão, eram corroborados pelas imagens anexadas ao processo. Diante desse conjunto de elementos, o juiz determinou o afastamento cautelar dos policiais envolvidos, incluindo Marcus Amin, proibindo-os de exercer funções policiais, ingressar em delegacias como agentes públicos e portar armamento funcional enquanto perdurassem as medidas cautelares. O pedido de prisão preventiva, entretanto, foi negado por ausência de elementos que demonstrassem risco concreto à investigação ou tentativa de intimidação de testemunhas. Na ação desta terça, a Polícia Federal cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense, além de medidas de sequestro de bens, bloqueio de valores e suspensão das atividades de empresas ligadas ao grupo investigado. Segundo a PF, a organização criminosa teria utilizado uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro e movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). Durante o cumprimento dos mandados, agentes apreenderam veículos de luxo em imóveis localizados nos bairros de Camboinhas e Piratininga, em Niterói, além de dinheiro em espécie e outros bens que serão periciados. Ainda durante a operação, um dos investigados apontado pela Polícia Federal como braço político da organização foi preso em flagrante após os policiais encontrarem um fuzil calibre .556 no interior de seu veículo. Trata-se do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, que foi autuado pelo crime de posse ou porte de arma de fogo de uso restrito. Agora, o delegado volta a figurar entre os investigados na Operação Unha e Carne, que apura uma suposta estrutura criminosa responsável por lavar recursos por meio de empresas do setor de combustíveis, com participação de agentes públicos e operadores financeiros.

Homem envolvido em morte da menina Eduarda que foi morto um dia após o crime teria participado de assassinato de PM junto a suspeito de planejar homicídio da garota que foi preso hoje

Jefferson Bruno da Silva Oliveira, o Teleco, homem que, segundo a Polícia Civil do Rio, teria participado do assassinato da menina Eduarda Cruz dos Santos, de sete anos, em Nova Iguaçu, e que foi morto um dia após o crime, participou junto com Marcos Vinicius Moura da Silva, o Marquinho, do homicídio de um PM no ano passado, de acordo com informações da Justiça. Marquinho foi preso hoje suspeito de planejar o assassinato da menina. Segundo as investigações, o homem agiu como autor intelectual do crime e forneceu informações logísticas para a concretização do homicídio. Ele foi responsável por dar detalhes sobre a residência da vítima, além de ter reunido outros criminosos do Comando Vermelho para participarem do crime hediondo. Conforme os trabalhos de investigação, o fato teria acontecido após o criminoso dizer que o pai da vítima seria miliciano. Desta forma, os trabalhos de inteligência da unidade apontaram que a invasão à residência da família da criança foi orquestrada por traficantes da facção criminosa para executar o pai dela e subtrair bens. Durante o ataque armado, a menor foi alvejada por disparos de arma de fogo, vindo a óbito. No dia seguinte a morte da menina, o criminoso compareceu à residência da família dela sob o pretexto de prestar condolências. A Polícia Ciivl informou que no dia 20 de fevereiro de 2025, Marquinho assassinou um policial militar, na saída de uma casa noturna na Rodovia Presidente Dutra, em Nova Iguaçu. Após o crime, ele se escondeu no Complexo do Alemão, onde atuou ativamente para a concretização do assassinato da menina Eduarda. Conforme apurado, o homem não frequentava a região desde a morte do policial militar e o objetivo da visita seria verificar o nível de conhecimento das vítimas acerca de sua participação no crime. Sobre Teleco, ele foi encontrado morto, no mesmo bairro, um dia após o ataque à casa de Eduarda, o que demonstra uma tentativa de “queima de arquivo” e a ligação dos fatos. Ainda sobre o assassinato do PM, Marquinho teria dito no dia: “Pô cara, teve uma briga na Malibu, não tinha jeito, era o cara ou o Teleco. O cara colocou a arma na cabeça do Jefferson”.

Preso por suspeita de integrar milícia, policial civil também é investigado por tráfico de drogas sintéticas após flagrante com MDMA

Um policial civil preso no ano passado sob suspeita de integrar uma milícia que atuava em Belford Roxo também passou a ser investigado por envolvimento com o tráfico de drogas sintéticas, conforme revela um documento da Justiça obtido com exclusividade pela reportagem. A prisão do agente foi decretada no âmbito da investigação que apura a atuação da organização paramilitar na Baixada Fluminense. No entanto, durante o cumprimento do mandado, a operação revelou um cenário ainda mais grave. Na residência do policial, localizada no Condomínio Reserva do Parque, em Jacarepaguá, os agentes encontraram grande quantidade de drogas sintéticas escondidas dentro de um travesseiro no quarto do casal. Outra parte do entorpecente foi localizada no interior da viatura oficial da Polícia Civil que estava sob a posse do investigado. O policial foi preso em flagrante no dia 9 de dezembro de 2025. O laudo pericial confirmou que o material apreendido era composto por MDA e MDMA, totalizando mais de 180 gramas entre comprimidos e pó. Segundo o documento judicial, os elementos reunidos apontam para a prática de tráfico de drogas de forma individual, investigação distinta da apuração sobre a suposta participação do agente na milícia. Além dos entorpecentes, a operação apreendeu um verdadeiro arsenal em poder do policial: um fuzil, uma pistola Glock — ambos pertencentes ao patrimônio da corporação —, um simulacro de pistola, carregadores, munições, colete balístico, distintivo funcional de comissário, carteira funcional da SEPOL, um canivete, um coldre de Glock e a viatura oficial Toyota Corolla, prefixo 67-2098, utilizada pelo investigado.

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