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Bandido preso em condomínio invadido em Itaboraí disse que porteira seria condenada e agredida pelo tráfico se não lhe avisasse sobre a chegada da polícia

Uma porteira de condomínio em Itaboraí teria sido ameaçada por um traficante para funcionar como seu “radar” contra a polícia. Segundo o Auto de Prisão em Flagrante, o homem determinou que ela avisasse sempre que policiais chegassem ao local e teria dito que, caso não cumprisse a ordem, ela poderia ser condenada pelo tráfico e sofrer agressões. A ameaça teria acontecido na véspera da prisão. Por volta das 18h30 do dia 31 de agosto, o suspeito teria ordenado que a funcionária comunicasse qualquer chegada de policiais ao condomínio. Na manhã seguinte, a ordem acabou sendo cumprida. Quando percebeu a presença dos agentes, a porteira ligou para o suspeito usando o telefone da portaria e avisou que a polícia estava no local. Só que, desta vez, os policiais já estavam atrás dele. Por volta das 6h do dia 1º de setembro de 2026, uma equipe de busca do serviço reservado do 35º Batalhão de Polícia Militar foi até o Condomínio Residencial Dom Marcelino, na Rua J, nº 10, no bairro Bela Vista, em Itaboraí. A ação de inteligência apurava uma denúncia sobre a presença no condomínio de suspeitos de participação em um ataque ocorrido no bairro Outeiro das Pedras, na madrugada de 30 para 31 de agosto. O caso é investigado no inquérito nº 071-07298/2026. Ao perceber a movimentação policial, o custodiado tentou escapar pulando o muro do condomínio, mas acabou abordado e preso. E a fuga não era o único problema. Com o homem, os policiais encontraram uma mochila contendo 156 tiras de maconha, 94 pinos de cocaína, 336 pedras de crack, cinco rádios transmissores, duas bases para carregamento de rádio, três celulares e R$ 59 em espécie. A porteira também foi conduzida para a unidade policial. Em seu depoimento, contou que havia avisado o suspeito sobre a chegada da polícia porque, no dia anterior, ele havia determinado que ela fizesse isso e a ameaçado. Segundo a funcionária, caso não avisasse sobre a presença dos policiais, ela seria responsabilizada pelo tráfico e ainda sofreria agressões. Na prática, segundo o relato registrado no flagrante, o suspeito teria usado a ameaça para transformar a porteira em um sistema de alerta particular, capaz de avisá-lo quando a polícia entrasse no condomínio. O material apreendido foi encaminhado para perícia. O exame apontou 1.640 gramas de maconha, 75 gramas de cocaína em pó e 150 gramas de cocaína na forma popularmente conhecida como crack.

Guerra continua em Caxias. Houve mais um morto, dois baleados e drone apreendido para monitorar rivais. LINK PARA VÍDEO

A guerra continua em Duque de Caxias depois da imprensa repercutir as mais de 10 mortos ocorridas na cidade nas últimas semanas, Nos últimos dias, um traficante foi morto e dois homens foram baleados durante ataques do Comando Vermelho. Um dos baleados foi um homem conhecido como Léo do Cabral. O outro tinha vulgo de Play. No sábado, foi morto um traficante do Terceiro Comando Puro vulgo Salsa no Barro Três. Hoje, Policiais do 15ºBPM prenderam um homem em flagrante no bairro Pantanal, um dos focos da guerra. O criminoso ligado ao TCP utilizava uma aeronave remotamente pilotada para monitorar ações policiais e rivais. Ele é suspeito de atirar granadas no Corte 8. O mesmo assumiu que recebia R$ 1.200 por semana para operar os drones. O drone foi encaminhado à 60ª DP, onde a ocorrência foi registrada. ASSISTA O VÍDEO https://x.com/ReageJaqueira2/status/2094546364730429720/video/1

ANTES DE DELEGACIA SER ATACADA EM CAXIAS, POLICIAIS QUASE FORAM MORTOS EM EMBOSCADA COM GRANADAS E FUZIS

Horas antes do ataque à 60ª Delegacia (Campos Elíseos) em fevereiro de 2025 que deixou dois policiais feridos, agentes da unidade viveram momentos dramáticos na comunidade da Vai Quem Quer, em Duque de Caxias, sendo atacados violentamente com granadas e tiros de fuzil. Na ocasião, a Polícia Civil recebeu, através de trabalho de campo, informações de inteligência que apontavam que indivíduos da comunidade do”Vai Quem Quer”, sob influência da facção criminosa autodenominada”Comando Vermelho”, deslocar-se-iam para a capital com a intenção de reforçar/participar da disputa territorial pelo domínio do Morro do Juramento, na Zona Norte carioca. Os policiais fizeram monitoramento, que permaneceu até as primeiras horas da manhã, onde foi detectada a presença de diversos homens armados, inclusive com uso de equipamento militar – policial, na comunidade A equipe procedeu de forma velada, discreta, até o local, não encontrando resistência até determinado ponto. Após cerca de 5 minutos na comunidade, as equipes começaram a ser atacadas em diversos pontos. Em um momento, um homem parou uma motocicleta e começou a realizar disparos de fuzil, tendo os agentes da lei revidado. Chegando em uma travessa, presenciaram diversos homens armados com pistolas e fuzis, os quais lançaram granadas na direção de policiais civis, colocando em risco a vida e a integridade dos agentes da lei e de uma quantidade indeterminada de pessoas próximas ao local do confronto. Os cinco policiais atacados, entre eles uma mulher, só não foram atingidos devido a má pontaria dos criminosos. Alguns desses homens correram em direções diversas, alguns deles adentraram uma espécie de beco, sendo iniciada perseguição por este local, sendo possível ver que um dos homens, tratando-se do traficante Wesley, jogou um fuzil 556mm, municiado com oito munições de mesmo calibre, para o alto e correu. Ele foi alcançado metros à frente e preso, sem oferecer resistência. Na esquina do local onde Wesley foi preso, em uma casa que se encontrava aberta, foi encontrado Rodolfo Manhães, vulgo Rato, chefão da localidade. Rato era investigado pela Polícia Civil por sua participação no tráfico de drogas da região, pertencente ao comando vermelho. De acordo com os policiais, é notório que ele é o líder do tráfico na citada comunidade, uma das mais violentas da região, sendo notada a presença de diversas barricadas e a presença atiradores disparando com bastante intensidade. ” No mesmo dia da prisão , por volta de 22h50min, um grupo de cerca de 20 criminosos armados com fuzis, diretamente ligados e subordinados a Rato, cercaram a 60aDP causando intenso confronto e resultando no ferimento de alguns policiais. Tal ação tinham como objetivo o resgate de Rato e Wesley. A ação criminosa resultou na destruição da unidade policial e dois agentes da lei feridos, visto que os criminosos fizeram uso de fuzis e granadas. Tendo em vista a resistência dos policiais e o fato de que que os bandidos já haviam sido transferidos da carceragem da Delegacia, os criminosos não lograram êxito no resgate. O ataque à unidade policial foi amplamente divulgado pela mídia, causando intenso temor na população

MILICIANOS DO CATIRI COMEMORARAM EXECUÇÃO DE HOMEM LIGADO AO CV MORTO EM SHOPPING DE BANGU, REVELA RELATÓRIO DA JUSTIÇA

Mais de um ano e seis meses após a morte de um homem executado dentro do estacionamento do Shopping Bangu, na Zona Oeste do Rio, um relatório produzido no âmbito da Justiça revela um dos episódios mais contundentes relacionados ao crime: milicianos do Catiri teriam se reunido para comemorar a morte da vítima, apontada como ligada ao Comando Vermelho. Anderson da Cunha Figueiredo, de 40 anos, conhecido como Catatau, já havia tido envolvimento com paramilitares, mas, segundo as informações reunidas no processo, teria mudado de lado e passado a se aproximar do tráfico local em meio à disputa por territórios dominados por grupos de milicianos. A execução ocorreu no estacionamento do Shopping Bangu, e a suspeita de participação de integrantes da milícia do Catiri ganhou força após uma denúncia anônima recebida por policiais militares. De acordo com o documento, o Disque-Denúncia informou ao batalhão responsável pelo policiamento da região que, na Rua Três Marias, em Bangu, estaria ocorrendo uma reunião de indivíduos ligados à atividade miliciana. A denúncia apontava ainda que os suspeitos poderiam estar envolvidos diretamente na morte de Catatau. Mais do que isso: segundo o relato levado aos policiais, os milicianos estariam reunidos para comemorar o assassinato. Diante da informação, policiais militares foram até o endereço indicado e observaram um veículo cujos ocupantes apresentavam comportamento considerado suspeito. Os agentes realizaram a abordagem e fizeram buscas nos suspeitos. O arsenal encontrado chamou a atenção. Foram apreendidas uma pistola calibre 9mm, uma pistola calibre .40, seis carregadores de pistola 9mm, um carregador de pistola .40, um carregador de fuzil calibre 7,62 mm, 80 munições de AK calibre 7,62 mm curto, 20 munições de fuzil calibre 7,62 mm, 37 munições de pistola 9mm e nove munições de pistola calibre .40, além de três rádios comunicadores. Segundo o relatório, os envolvidos também estariam realizando cobranças de taxas na região e em áreas próximas — uma atividade característica da atuação de grupos milicianos. O documento registra ainda o impacto que a execução de Catatau teve dentro do próprio batalhão. Segundo o relato, o comandante da unidade chegou a informar a um policial militar que acompanhava as notícias divulgadas pela imprensa sobre a morte de Catatau que a suspeita era de que a milícia do Catiri estivesse por trás do crime. A informação recebida pelo Disque-Denúncia reforçava justamente essa hipótese: os milicianos apontados como envolvidos na execução estariam reunidos no momento em que comemoravam a morte de Catatau. O episódio, portanto, não aparece apenas como mais uma disputa entre criminosos pelo controle territorial. O relatório revela uma possível conexão entre a execução ocorrida dentro de um dos principais centros comerciais da Zona Oeste e a atuação de um grupo paramilitar que, segundo as investigações, mantinha domínio territorial, cobrava taxas e circulava fortemente armad

Naldinho Samuray e os bastidores do poder do Comando Vermelho dentro dos presídios

Escutas, documentos judiciais e registros de comunicação apontam atuação de Naldinho na estrutura de comando do CV, incluindo reunião com outras lideranças, transmissão de ordens e mobilização de presos contra agentes penitenciários Arnaldo da Silva Dias, conhecido como Naldinho ou Samuray, aparece em investigações como um dos integrantes de maior influência do Comando Vermelho mesmo estando recolhido ao sistema penitenciário. Com penas que ultrapassam 80 anos de prisão, ele é apontado em documentos judiciais como integrante da chamada “Casa Maior” do Comando Vermelho, núcleo ao qual as investigações atribuem participação em decisões estratégicas da organização. Uma reunião que revela a articulação da facção Um dos elementos mais reveladores consta de material produzido a partir da análise de dados apreendidos pelas autoridades. O documento apresenta um print de uma tela de celular com registros de chamadas pelo WhatsApp e identifica uma suposta chamada coletiva com duração aproximada de duas horas. Entre os participantes aparecem os presos Arnaldo da Silva Dias, o Naldinho/Samuray; Eliezer Miranda Joaquim, o Criam; Marcos Antonio Pereira Firmino da Silva, o My Thor; e Roberto, o Metralha. Também teriam participado da chamada outros integrantes apontados como relevantes na estrutura do Comando Vermelho: Edgard Alves de Andrade, o Doca; Luciano Martiniano da Silva, o Pezão; Wilton Carlos Rabelo Quintanilha, o Abelha; Luiz Fernando Nascimento Ferreira, o Nando Bacalhau; e Jorge Alexandre Candido Maria, o Sombra. O registro é um dos elementos que ajudam a mostrar como integrantes da organização conseguiam manter comunicação entre si mesmo estando encarcerados ou em diferentes posições dentro da estrutura criminosa. Apontado como integrante da “Casa Maior” Em processo relacionado à atuação do Comando Vermelho no Acre, Naldinho é descrito como conselheiro da facção e integrante da “Casa Maior” no Rio de Janeiro. O documento também o classifica como indivíduo de alta periculosidade e registra que a Polícia Federal o teria apontado como um dos braços direitos de Fernandinho Beira-Mar. Segundo a acusação, Naldinho teria integrado e promovido pessoalmente o Comando Vermelho, organização descrita no processo como estruturada e dividida em funções, com atuação em crimes como tráfico de drogas, homicídios, tortura e crimes contra o patrimônio. A participação atribuída a ele teria sido identificada a partir da análise de comunicações telefônicas e dados telemáticos obtidos durante as investigações. Ordens transmitidas de dentro da prisão As investigações realizadas a partir das comunicações de 2024 acrescentam outro elemento à atuação atribuída a Naldinho. Segundo os documentos, ele articulava e transmitia ordens a outros integrantes do Comando Vermelho, indicando que sua influência não estaria restrita ao ambiente prisional. O caso reforça a preocupação das autoridades com a utilização de celulares e outros meios clandestinos de comunicação para manter a atuação de organizações criminosas mesmo com seus integrantes encarcerados. Mobilização de presos contra agentes Ainda em 2024, Naldinho teria protagonizado outro episódio dentro do sistema penitenciário. Segundo a investigação, ele incitou o coletivo de presos contra agentes penitenciários para impedir a realização de um procedimento de revista. Durante a ocorrência, foram apreendidos 13 aparelhos celulares. O episódio ganha relevância justamente por envolver uma tentativa de impedir uma ação de fiscalização dentro da unidade prisional e pela apreensão dos equipamentos utilizados para comunicação clandestina. A tentativa de sair da prisão com documento falso A relação de episódios envolvendo Naldinho inclui ainda uma tentativa de obter a liberdade em 2021 mediante a utilização de um alvará falso. O caso acrescenta outro capítulo à trajetória do criminoso, que, segundo os documentos analisados, acumulou condenações superiores a 80 anos e continuou sendo citado pelas autoridades em investigações sobre a estrutura do Comando Vermelho. As informações sobre a atuação criminosa de Naldinho são baseadas nos documentos judiciais e materiais de investigação mencionados na reportagem e correspondem às acusações e conclusões apresentadas pelas autoridades nos respectivos procedimentos.

Antes de ser morto, chefão do CV em Angra envolvido em execução de policial civil aterrorizava agentes e mandava monitorar rotina de policiais

Um dos envovlidos pelo assassinato do policial civil Elber Fares, ocorrido em agosto de 2025 e que fol morto desde dezembro botava terror nos agentes que atuavam na cidade. Vulgo Bigode, liderança do Comando Vermelho em Angra, mandava realizar o monitoramento da rotina de agentes de segurança pública.Ele planejava atentado contra policial atuante na cidade e teria contribuído mediante o compartilhamento de fotografias da residência do agente e de informações relacionadas à sua rotina ‘Ele fazia a intimidação de agentes públicos responsáveis pela repressão à criminalidade local”, diz a investigação. Um comparsa dele teria sido surpreendido fotografando a residência do policial Amaro, ocasião em que tentou empreender fuga ao perceber a aproximação da guarnição, sendo alcançado logo em seguida. Ao ser abordado, o suspeito autorizou o acesso ao conteúdo de seu aparelho celular. A partir da análise do dispositivo, foram encontradas fotografias da residência do policial, além de mensagens encaminhadas pelo líder do tráfico local, dentre elas a expressão “Viu as gat hoje?”, seguida de duas ligações, tendo o próprio criminoso esclarecido que a mensagem fazia referência à rotina e à movimentação dos agentes de segurança nas proximidades da comunidade. Ontem, policiais civis da 166ª DP (Angra dos Reis) prenderam três criminosos envolvidos no assassinato de Elber Fares, ocorrido em agosto de 2025,O trio foi localizado no município, após trabalho de inteligência e diligências realizadas pela unidade. Segundo as investigações, em 31 de agosto de 2025, o policial civil foi morto por seis criminosos que armaram uma emboscada. Ele foi executado na frente do próprio filho, ao sair de uma igreja, no bairro Balneário, em Angra dos Reis. Um dos presos, de 44 anos, é apontado como financiador do crime e responsável por fornecer suporte bélico para a execução. O segundo, de 38 anos, monitorou a vítima, auxiliou na fuga do atirador e ocultou a arma utilizada no crime em uma área de mata. O terceiro, de 43 anos, atuou como motorista e deu suporte à fuga do executor. Outros dois envolvidos já haviam sido neutralizados pela 166ª DP. Em setembro de 2025, os agentes identificaram um homem apontado como autor dos disparos que mataram o policial. Em fevereiro deste ano, uma liderança do tráfico na região, apontada como mandante do crime, também foi localizada.Durante as diligências, ambos tentaram fugir e atiraram contra os policiais civis, houve confronto e ambos foram neutralizados. As investigações continuam para localizar o sexto envolvido, apontado como recrutador e operador logístico da ação criminosa. Ele é considerado foragido

Presa ontem no Complexo de Israel (TCP), Madrinha da Cidade Alta afirmou à Justiça que levou tapas no rosto de policiais

Presa ontem em operação no Complexo de Israele, Luana Rosa de Arapjo, a Madrinha da Cidade Alta”, afirmou à Justiça que foi agredida por dois policiais civis durante a prisão. Segundo seu relato na audiência de custódia, os agentes teriam dado tapas em seu rosto para que ela fornecesse a senha do celular.  Acrescentou que não sabe dizer o nome dos policiais, tendo sido os mesmos que a conduziram à Delegacia.  Aponta como testemunha Rafael Guedes. Perguntada sobre as características físicas dos policiais, aponta que um deles era branco, de cabelos lisos, alto, forte, enquanto o segundo era moreno, alto, forte.  A denúncia apresentada pela presa foi encaminhada para investigação. A Justiça determinou o envio de cópias dos autos à Promotoria de Investigação Penal, à Corregedoria da Polícia Civil, à Corregedoria Geral Unificada e à Segunda Vice-Presidência. O exame de corpo de delito realizado anteriormente, entretanto, apresentou resultado negativo. A magistrada ressaltou que a acusação ainda não foi devidamente apurada e que não seria possível presumir, neste momento, a ocorrência de excesso policial. CELULARES REVELAM MONITORAMENTO DE VIATURAS A prisão ocorreu durante uma operação no Complexo de Israel, realizada para o cumprimento de mandados de prisão. Segundo os policiais, Luana foi localizada em uma casa na Rua Itupuí, em Parada de Lucas. No imóvel foram apreendidos três celulares, um tablet e um caderno com anotações relacionadas ao tráfico de drogas. O conteúdo encontrado nos aparelhos, segundo os agentes, é considerado especialmente relevante. Após Luana fornecer a senha de um dos celulares, os policiais afirmaram ter localizado mensagens com informações sobre a localização de viaturas policiais, contabilidade do tráfico e ordens destinadas a “bocas de fumo”. A Justiça citou esse material para apontar que, em tese, a investigada teria participação relevante na estrutura criminosa, inclusive no acompanhamento da movimentação das forças de segurança. Entre os elementos apreendidos também está um print que, segundo a decisão, indica que Luana fazia parte de um grupo denominado “Exército de Israel”. QUATRO MANDADOS DE PRISÃO De acordo com o Registro de Ocorrência, Luana tinha quatro mandados de prisão em aberto, inclusive por homicídio, e figurava no Portal dos Procurados. Os policiais a identificaram pelo vulgo de “Madrinha da Cidade Alta” e afirmaram que ela seria braço direito do traficante conhecido como “Peixão”, apontado como liderança do TCP na região. Ainda segundo os agentes, Luana inicialmente teria informado um nome falso, dizendo chamar-se Fernanda. Sua identidade foi posteriormente confirmada pelo IPOL. A Justiça destacou que os elementos reunidos durante a prisão apontariam, em análise inicial, para uma possível atuação de confiança dentro da organização criminosa, e não para uma participação meramente periférica. PRISÃO PREVENTIVA Luana foi presa em flagrante, em tese, pelos crimes previstos nos artigos 33, 35 e 40-A da Lei 11.343/2006. O Ministério Público pediu a conversão do flagrante em prisão preventiva, alegando a gravidade concreta dos fatos e o risco de reiteração criminosa. A Justiça manteve a prisão preventiva, considerando principalmente os quatro mandados em aberto, o histórico atribuído à investigada e o material apreendido, incluindo as mensagens sobre viaturas, contabilidade do tráfico e ordens para pontos de venda de drogas. A acusação de agressão feita por Luana, por sua vez, seguirá para apuração pelos órgãos competentes. Até o momento, não há conclusão de que os policiais tenham praticado as agressões relatadas pela presa.

Complexo de Israel (TCP): investigações revelam tráfico que cobra taxas, controla serviços, mantém homens armados e trava guerras pelo território

As operações policiais realizadas desde a última sexta-feira (21) no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio, acontecem em um território que, segundo uma investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, é submetido a uma estrutura criminosa muito mais ampla do que o comércio de drogas. A denúncia descreve uma organização ligada ao Terceiro Comando Puro (TCP) que teria construído um sistema de poder baseado em tráfico, extorsões, exploração de serviços, cobrança de taxas, controle territorial, violência e uma estrutura armada utilizada contra rivais e agentes do Estado. O processo reúne informações sobre a atuação do grupo nas comunidades de Vigário Geral, Parada de Lucas, Cidade Alta, Pica-pau e Cinco Bocas. Segundo o Ministério Público, a organização teria se estruturado para obter vantagens econômicas não apenas com a venda de entorpecentes, mas também com a exploração de outros serviços existentes no território. Entre as atividades apontadas pela investigação estão o fornecimento de TV a cabo, internet e a cobrança de taxas de funcionamento de estabelecimentos comerciais e de serviços. Também são mencionadas cobranças relacionadas a telecomunicações, distribuição de sinais de internet e transportes alternativos. Na avaliação do Ministério Público, o modelo de atuação apresentava características semelhantes às de uma milícia, razão pela qual a denúncia utiliza a expressão “narcomilícia” para descrever a estrutura. A organização, segundo a acusação, teria como objetivo ampliar o domínio territorial e transformar esse controle em fonte permanente de arrecadação. Estrutura hierarquizada e divisão de funções A denúncia descreve uma organização estruturalmente ordenada, permanente e com divisão de tarefas. No topo, segundo o Ministério Público, está Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, apontado como principal líder da organização. A investigação afirma que ele exerceria comando sobre o grupo e seria responsável pela administração da sistemática de arrecadação de aluguéis e taxas de funcionamento de comércio e serviços no chamado Complexo de Israel. Peixão também é apontado na denúncia como mandante de homicídios, torturas e invasões armadas a imóveis e áreas dominadas por grupos rivais. Ainda segundo o Ministério Público, foi durante sua liderança que o território controlado pelo grupo teria se expandido significativamente. A denúncia também atribui ao líder a imposição da fé cristã aos moradores das áreas dominadas. Abaixo da principal liderança, a investigação identificou diferentes funções. Um dos integrantes é apontado como braço direito e liderança do tráfico em Parada de Lucas, enquanto outro, mesmo estando preso, teria mantido posição de prestígio na hierarquia do TCP e continuado a se comunicar com subordinados, inclusive para autorizar ou orientar ações relacionadas a invasões de outras comunidades. Outro integrante, também atuando de dentro do sistema prisional, é apontado como responsável pela coordenação de invasões a comunidades rivais e pela execução de desafetos de Peixão, além de exercer influência sobre uma comunidade localizada em Duque de Caxias. Há ainda integrantes identificados como responsáveis pelo gerenciamento de pontos de venda de drogas em Cinco Bocas e Cidade Alta. Foi justamente a quebra do sigilo de dados de um dos celulares apreendidos durante a investigação que permitiu, segundo o Ministério Público, reunir um grande acervo de conversas entre integrantes da organização. Esse integrante também teria sido identificado em imagens publicadas em redes sociais ostentando armas de grosso calibre, um caderno de anotações do tráfico e fazendo gestos relacionados à facção. Outro denunciado é apontado como liderança do tráfico em uma área controlada pelo grupo fora da capital, no Buraco do Boi, em Nova Iguaçu. Segundo a investigação, ele aparecia em redes sociais em pontos de venda de drogas e ao lado de integrantes armados da organização. Braço armado e homens responsáveis pela segurança A estrutura tinha ainda uma camada dedicada exclusivamente à força. Um dos integrantes é apontado como braço armado da organização na Cidade Alta, tendo atuado anteriormente como segurança de uma liderança. A investigação afirma que ele ostentava armas de fogo em redes sociais e comemorava a morte de traficantes rivais. Outro integrante é apontado como responsável pelo gerenciamento das bocas de fumo da Cidade Alta e como um dos homens de confiança de Peixão, contando inclusive com segurança própria. Também havia criminosos responsáveis especificamente pela segurança das bocas de fumo e pela contenção de invasões de rivais e operações policiais. A denúncia cita, inclusive, um episódio em que um desses integrantes teria efetuado disparos contra uma guarnição da Polícia Militar que, ao tentar escapar do trânsito, acabou entrando na comunidade. Outro integrante exerceria a função de segurança armada, especialmente na Cidade Alta, enquanto outro atuaria como vendedor de drogas, descrito na investigação como responsável pela comercialização dos entorpecentes dentro da comunidade. A investigação aponta ainda outros três integrantes como seguranças armados da organização, sendo um deles descrito pelos investigadores como particularmente violento. O Ministério Público ressalta que os chamados “soldados do tráfico” exerciam também a função de proteger criminosos que ocupavam posições superiores na hierarquia da organização, permanecendo constantemente armados e utilizando outros equipamentos bélicos. Nem o SAMU escapou do domínio territorial Um dos episódios descritos no processo ajuda a mostrar até onde, segundo a investigação, chegava o controle exercido pelos criminosos. Em 2 de maio de 2022, uma ambulância do SAMU foi chamada para atender uma emergência dentro de uma comunidade. Quando a equipe chegou ao local, um integrante apontado pela investigação como segurança armado da organização abordou a técnica de enfermagem e o motorista da ambulância e determinou que eles deixassem a comunidade, alegando que naquele momento ocorria uma operação policial. O episódio demonstra, segundo os elementos reunidos na investigação, que os criminosos não se limitavam a controlar atividades diretamente relacionadas ao tráfico. Eles também impunham regras sobre a circulação de serviços públicos e de emergência dentro do território, utilizando a força e a ameaça como instrumento de controle. Menores também participavam da estrutura A investigação identificou ainda a participação de adolescentes na organização criminosa liderada por Peixão. Segundo o Ministério Público, menores de idade participavam ativamente de atividades de interesse da facção. A presença de adolescentes se somava à utilização de homens armados para garantir a vigilância das

Madrinha da Cidade Alta (TCP) é suspeita também de envolvimento em homicídio de homem que foi morto com 17 tiros nas costas. Vítima foi executada porque testemunhou morte do irmão e jurou vingança

Luana Rosa de Araújo, a Madrinha da Cidade Alta, presa hoje em operação no Complexo de Israel, é suspeita de envolvimento em um homicídio cometido no dia 30 de dezembro de 2015, em Santa Cruz da Serra, Duque de Caxias. Segundo a denúncia, Luana junto com Ratinho, Paraná e Gelsinho efetuaram disparos de arma de fogo contra a vítima Rubens de Oliveira Silva, que veio a óbito. O crime foi praticado por motivo torpe, eis a vítima, além de ser testemunha do homicídio de seu irmão, Luis Carlos deOliveira Silva, ocorrido em 2014, o qual também foi arquitetado pelos recorrentes, não se conformava com a morte do mesmo, prometendo vingá-lo um dia. O crime foi praticado por meio cruel, eis que a vítima foi atingida por 21 disparos de arma de fogo, O crime foi perpetrado mediante recurso que dificultou adefesa da vítima, eis que foi atingida de surpresa quando menos poderia supor o ataque. O crime foi praticado mediante outro recurso que dificultou a defesa da vítima, eis que foi atingida por 17 disparos de arma de fogo pelas costas,. Luana é apontada como uma das chefes do tráfico do Terceiro Comando Puro (TCP), com atuação em Imbariê e Massapê, em Duque de Caxias, além de ligações com Cidade Alta e Parada de Lucas. Ela também é apontada como braço direito do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o “Peixão”. A Polícia Civil investiga ainda a suspeita de que Luana tenha expulsado moradores de imóveis do Minha Casa, Minha Vida para utilizar os locais como pontos de venda de drogas e esconderijos. Ela também é investigada por suposto envolvimento em ataques a ônibus.

Presa hoje, Madrinha da Cidade Alta (TCP) é suspeita de participar falsa blitz de traficantes que terminou com homem morto

A traficante Luana Rosa de Araújo, conhecida como “Madrinha da Cidade Alta”, presa nesta terça-feira (25) durante uma operação policial no Complexo de Israel, é suspeita de envolvimento em um homicídio ocorrido em 2020, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O crime aconteceu em meio a uma disputa territorial entre traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e integrantes do Comando Vermelho (CV). Segundo as investigações, criminosos armados realizavam uma espécie de falsa blitz na Avenida dos Coqueiros, na região da comunidade do Massapê, quando abordaram veículos que passavam pelo local. A vítima fatal foi Alan Kardec, que estava em uma Ford Ranger prata. O processo aponta que ele acabou atingido por disparos de arma de fogo depois de tentar escapar do bloqueio realizado pelos criminosos. O caso também envolve o traficante conhecido como “Noventinha”, apontado como parceiro de Luana. Ele será submetido a júri popular pelo homicídio, enquanto o processo em relação à traficante foi desmembrado e continua tramitando. Traficantes esperavam confronto com o CV De acordo com os elementos reunidos na investigação e posteriormente apresentados no processo, os criminosos estariam posicionados na Avenida dos Coqueiros à espera de um possível confronto com integrantes do Comando Vermelho, que dominariam a comunidade conhecida como “Vai Quem Quer”. A dinâmica descrita pelas testemunhas ajuda a explicar como Alan acabou sendo morto. Segundo o relato de um amigo da vítima, policiais que atenderam a ocorrência disseram que os criminosos realizavam uma falsa blitz na região do Massapê, área apontada como dominada pelo TCP. O amigo afirmou ainda ter ouvido dos policiais que, antes de Alan tentar passar pelo bloqueio, um Toyota Corolla blindado, conduzido por um homem que seria policial militar, havia chegado ao local. O motorista teria reagido à abordagem e efetuado disparos contra os traficantes. Foi nesse momento que Alan, que vinha logo atrás em sua Ranger, teria tentado fugir. A suspeita levantada durante a investigação é que os criminosos possam ter confundido a Ranger com um veículo ligado à facção rival, já que o motorista tentou escapar depois de presenciar os disparos. Grupo tinha fuzis e atirou contra veículos Uma das pessoas que sobreviveu ao ataque contou em juízo que retornava para casa, em Santa Cruz da Serra, acompanhado da esposa, Danielle, depois de um treinamento. Ao acessar a Avenida dos Coqueiros, próximo a uma praça antes da Rua Massapê, o casal teria sido abordado por um homem armado com uma pistola, que apontou a arma para o vidro do veículo. O motorista, que é policial militar, decidiu fugir porque seu carro era blindado. Segundo seu depoimento, o criminoso chegou a se colocar à frente do veículo, mas caiu no chão sem ser atropelado e passou a efetuar disparos contra o automóvel. O policial acreditou inicialmente que a situação havia terminado. No entanto, pouco depois, deparou-se com outro grupo de criminosos. Desta vez, segundo seu relato, havia pelo menos seis homens armados com fuzis. Sem alternativa para retornar, o motorista decidiu atravessar o bloqueio. Os criminosos então passaram a atirar contra o veículo. O carro sofreu pelo menos 16 perfurações provocadas por disparos. Durante o ataque, Danielle, que estava no banco do carona, que havia sido reclinado para baixo, acabou atingida por um tiro na região do cóccix. O projétil atravessou o glúteo. Ela teria avisado ao marido que havia sido atingida somente depois que conseguiram deixar o local. PM reconheceu um dos acusados Em seu depoimento, o policial afirmou ter conseguido reconhecer um dos acusados. Segundo ele, a identificação foi possível porque havia boa iluminação pública no local e o criminoso não utilizava qualquer acessório para esconder o rosto. O policial afirmou ainda que, por exercer a função de agente de segurança e morar na região, já havia visto o acusado anteriormente no Portal dos Procurados. A testemunha contou que só posteriormente tomou conhecimento de que outro veículo, que vinha atrás, também havia tentado atravessar o bloqueio. Era o carro de Alan. Ranger foi atingida por vários disparos A perícia encontrou diversas marcas de tiros na Ford Ranger conduzida por Alan. Foram identificadas perfurações provocadas por projéteis de arma de fogo na porta dianteira direita, roda dianteira direita, para-choque dianteiro, para-lama dianteiro esquerdo, porta dianteira esquerda e para-choque traseiro. Os vestígios indicaram impactos no sentido de fora para dentro. A prova pericial foi reforçada pelos depoimentos das testemunhas, que relataram que Alan havia sido atingido por disparos. Depois de conseguir sair da região, ele ainda estava vivo. Um amigo da vítima contou que recebeu a informação de que Alan havia sido baleado e estava sendo levado para o Hospital Adão Pereira Nunes. Ao chegar à unidade, encontrou o colega sendo submetido a uma cirurgia. Alan, entretanto, não resistiu aos ferimentos e morreu pouco tempo depois. Mulher também foi atingida durante o ataque A ocorrência deixou outras vítimas. Além de Alan, Danielle foi baleada enquanto estava dentro do Corolla blindado. Segundo os depoimentos, ela foi atingida na região do cóccix, com o disparo atravessando o glúteo. O amigo de Alan também afirmou ter recebido dos policiais a informação de que uma mulher que estava no veículo blindado havia sido atingida durante a troca de tiros. As circunstâncias descritas no processo apontam para um cenário de extrema violência, com criminosos fortemente armados tentando controlar a circulação de veículos em uma área disputada por facções rivais. Processo aponta atuação do TCP na região Segundo o relato prestado pelo amigo de Alan, policiais que participaram da ocorrência atribuíram o ataque a traficantes que controlavam a região do Massapê. O depoente afirmou ter ouvido que os criminosos pertenciam ao grupo comandado pelo traficante conhecido como “Peixão”, apontado como liderança do TCP na região. Ainda de acordo com o depoimento, a disputa pelo território ocorria justamente entre criminosos do TCP e do Comando Vermelho. A investigação, portanto, trabalha com a hipótese de que Alan tenha sido vítima de uma ação criminosa relacionada à guerra entre as duas facções. O fato de ele ter tentado escapar da falsa blitz, segundo a linha investigativa apresentada

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