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processo judicial

Saiba os motivos que levaram STF a mandar soltar Márcio Canella

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu liberdade provisória ao ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e ao policial militar Antônio Gomes da Silva Neto por entender que ainda existem dúvidas que precisam ser esclarecidas sobre a posse das armas apreendidas durante a operação policial. Embora tenha reconhecido a legalidade das prisões em flagrante, o magistrado concluiu que, neste momento da investigação, a custódia poderia ser substituída por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e proibição de deixar a comarca sem autorização judicial. Na decisão, o ministro destacou que a defesa de Canella sustentou que a arma encontrada em seu veículo pertencia ao policial militar Alexandre Paixão da Silva Júnior, integrante de sua equipe de escolta. Segundo os advogados, o próprio militar confirmou essa informação durante o cumprimento dos mandados e apresentou documentos indicando que o armamento havia sido regularmente cedido pela Polícia Militar. Em relação a Antônio Gomes da Silva Neto, a defesa afirmou que ele exercia a função de segurança no imóvel alvo das buscas e utilizava arma pertencente à corporação em razão de sua condição de policial militar. Ao analisar o caso, o ministro afirmou que ainda será necessário esclarecer se a posse da arma pelo policial militar era regular, por qual motivo o armamento estava no veículo utilizado por Canella e se Antônio Gomes exercia legalmente a atividade de segurança utilizando arma da Polícia Militar. Para o magistrado, essas dúvidas deverão ser esclarecidas no curso da investigação, inclusive mediante informações a serem prestadas pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Diante disso, concluiu que a prisão preventiva não era necessária neste momento e concedeu liberdade provisória aos investigados, impondo medidas cautelares. A decisão ressalta que a arma apreendida no veículo de Márcio Canella não era registrada em seu nome, mas sim de um policial militar que integrava sua equipe de escolta. Segundo a defesa, o armamento havia sido regularmente cedido pela Polícia Militar ao agente, circunstância que ainda será apurada durante a investigação e que foi considerada pelo ministro como um dos pontos que justificam a substituição da prisão pelas medidas cautelares. Márcio Canella foi preso em flagrante durante a Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal para cumprir mandados de busca e apreensão no âmbito de investigação que apura a atuação de uma suposta organização criminosa voltada à prática de crimes como corrupção, obstrução de Justiça e utilização da estrutura pública em benefício de interesses privados. Durante as diligências, os agentes apreenderam armamentos, o que motivou a autuação em flagrante de Canella e do policial militar Antônio Gomes da Silva Neto. Posteriormente, o ministro do STF reconheceu a legalidade das prisões, mas concedeu liberdade provisória aos dois investigados mediante o cumprimento de medidas cautelares.

Trabalhadores denunciam esquema de “arrego” a traficantes e milicianos para liberar entregas em favelas do Rio; dois processos expõem relatos chocantes

Uma ação trabalhista revelou denúncias que ultrapassam a discussão sobre direitos trabalhistas e expõem um suposto esquema envolvendo o pagamento de “arrego” para que caminhões de entrega pudessem circular em áreas dominadas por organizações criminosas no Estado do Rio de Janeiro. Os relatos foram feitos por trabalhadores que atuavam nas entregas e descrevem uma rotina marcada pelo medo, pela intimidação e pela convivência direta com homens armados. Segundo os depoimentos prestados à Justiça, a empresa teria estabelecido acordos com traficantes e milicianos para garantir o acesso às comunidades onde realizava suas operações comerciais. De acordo com uma das testemunhas ouvidas em juízo, o chamado “arrego” consistia na entrega de mercadorias a criminosos que controlavam essas regiões. O depoente afirmou que a prática beneficiava traficantes, milicianos e até policiais que atuariam nas localidades, permitindo que os caminhões continuassem realizando as entregas sem sofrer ataques ou impedimentos. A testemunha relatou que as equipes atendiam comunidades como Aliança, Dom Bosco e Grão Pará, em Nova Iguaçu, consideradas áreas de forte influência do crime organizado. Segundo o depoimento, quando o “acordo” deixava de ser cumprido, os trabalhadores eram impedidos de deixar a comunidade e permaneciam sob a vigilância de criminosos armados até que a situação fosse resolvida. O relato é um dos trechos mais impactantes do processo. Conforme a testemunha, motoristas e ajudantes ficavam literalmente sentados, cercados por homens armados, aguardando que representantes da empresa resolvessem o impasse com os criminosos responsáveis pelo controle territorial da região. As denúncias não partiram apenas do trabalhador que ajuizou a ação. Uma testemunha confirmou detalhadamente a existência desses supostos acordos e descreveu a dinâmica utilizada para garantir a entrada dos veículos nas comunidades. Já uma testemunha apresentada pela própria empresa reconheceu que o reclamante era responsável por uma rota que atendia a comunidade do Grão Pará, embora tenha afirmado não saber se havia pagamento de “arrego”. Ao analisar as provas, o juiz destacou que os relatos demonstram uma exposição completamente incompatível com qualquer ambiente de trabalho. Na sentença, o magistrado registrou que obrigar empregados a permanecerem em áreas dominadas por criminosos armados, aguardando a solução de conflitos envolvendo supostos pagamentos a grupos criminosos, extrapola qualquer risco normal da atividade profissional. A decisão afirma que a tensão psicológica vivida pelos trabalhadores, obrigados a aguardar uma “solução comercial” enquanto permaneciam sob a mira de armas de fogo, ultrapassa todos os limites de tolerância e configura grave violação aos direitos fundamentais do trabalhador. O magistrado também entendeu que, caso confirmadas essas circunstâncias, a empresa deixou de cumprir seu dever constitucional de proporcionar um ambiente de trabalho seguro, submetendo seus funcionários a um risco muito superior ao inerente à atividade de entrega de bebidas. Em razão desse conjunto de provas, a Justiça condenou a empresa ao pagamento de indenização por danos morais. No entanto, o trabalhador recorreu da decisão, sustentando que o valor fixado não é compatível com a gravidade das denúncias nem com o porte econômico da empresa. Mais do que uma discussão sobre verbas trabalhistas, o caso chama atenção pelo conteúdo dos depoimentos, que descrevem a suposta existência de negociações entre empresas privadas e grupos criminosos para viabilizar atividades comerciais em territórios dominados por facções e milícias. Os relatos apontam que os maiores prejudicados eram justamente os trabalhadores, obrigados a ingressar diariamente em áreas de alto risco e, segundo as testemunhas, abandonados à própria sorte sempre que os supostos acordos deixavam de ser cumpridos. As denúncias, registradas sob compromisso legal perante a Justiça do Trabalho, lançam luz sobre uma realidade frequentemente relatada por profissionais que atuam em comunidades dominadas pelo crime organizado: a de que, para manter suas operações, empresas acabam se submetendo às regras impostas por grupos armados, enquanto motoristas, ajudantes e entregadores são expostos a situações extremas de medo, coação e riscoA equipe do Fatos Policiais teve acesso a outro processo trabalhista que reforça denúncias semelhantes envolvendo a atuação de empresas em áreas dominadas pelo crime organizado no Estado do Rio de Janeiro. Na ação, um ex-funcionário afirma que foi obrigado a negociar diretamente com traficantes e milicianos para garantir a realização de entregas e ações comerciais em comunidades controladas por grupos criminosos. Segundo o trabalhador, a empresa delegava aos próprios empregados a responsabilidade de acertar com criminosos os valores e condições do chamado “arrego”, expondo vendedores e supervisores a um risco permanente de morte. O processo foi ajuizado em dezembro de 2023 e reúne uma série de acusações contra a empresa. Além de jornadas exaustivas, supressão de intervalos e outras irregularidades trabalhistas, o ponto mais grave da ação diz respeito às alegações de que funcionários eram utilizados como intermediários em negociações com traficantes e milicianos para viabilizar operações comerciais em territórios dominados por organizações criminosas. Em seu depoimento, o trabalhador afirmou que era obrigado a negociar “o percentual das doações” exigidas por criminosos para permitir a entrada das equipes nas comunidades. Segundo ele, a situação gerou tamanho abalo psicológico que passou a temer por sua própria vida, alterou sua rotina pessoal e afetou inclusive seu relacionamento familiar. Os relatos não ficaram restritos ao autor da ação. Uma testemunha confirmou em juízo que o chamado “arrego” correspondia a uma “taxa informal negociada entre a empresa e as comunidades para que pudesse fazer as vendas e as entregas”. Ainda segundo esse depoimento, quando o pagamento não era realizado, vendedores sofriam represálias impostas pelos criminosos. A testemunha revelou ainda um episódio que demonstra o nível de risco enfrentado pelos funcionários. Segundo declarou sob compromisso legal, chegou a permanecer retida por milicianos em Rio das Pedras até que o pagamento exigido fosse efetuado. O mesmo depoimento afirma que o supervisor da equipe — autor da ação — era quem costumava negociar diretamente com os criminosos e chegou a ir ao local para resolver o impasse. Outro trecho do processo chama atenção por indicar que a empresa tinha pleno conhecimento dos riscos enfrentados por seus empregados. Durante a audiência, o representante da companhia reconheceu que já haviam ocorrido episódios de violência relacionados à realidade das operações no Rio de Janeiro

Preso por suspeita de integrar milícia, policial civil também é investigado por tráfico de drogas sintéticas após flagrante com MDMA

Um policial civil preso no ano passado sob suspeita de integrar uma milícia que atuava em Belford Roxo também passou a ser investigado por envolvimento com o tráfico de drogas sintéticas, conforme revela um documento da Justiça obtido com exclusividade pela reportagem. A prisão do agente foi decretada no âmbito da investigação que apura a atuação da organização paramilitar na Baixada Fluminense. No entanto, durante o cumprimento do mandado, a operação revelou um cenário ainda mais grave. Na residência do policial, localizada no Condomínio Reserva do Parque, em Jacarepaguá, os agentes encontraram grande quantidade de drogas sintéticas escondidas dentro de um travesseiro no quarto do casal. Outra parte do entorpecente foi localizada no interior da viatura oficial da Polícia Civil que estava sob a posse do investigado. O policial foi preso em flagrante no dia 9 de dezembro de 2025. O laudo pericial confirmou que o material apreendido era composto por MDA e MDMA, totalizando mais de 180 gramas entre comprimidos e pó. Segundo o documento judicial, os elementos reunidos apontam para a prática de tráfico de drogas de forma individual, investigação distinta da apuração sobre a suposta participação do agente na milícia. Além dos entorpecentes, a operação apreendeu um verdadeiro arsenal em poder do policial: um fuzil, uma pistola Glock — ambos pertencentes ao patrimônio da corporação —, um simulacro de pistola, carregadores, munições, colete balístico, distintivo funcional de comissário, carteira funcional da SEPOL, um canivete, um coldre de Glock e a viatura oficial Toyota Corolla, prefixo 67-2098, utilizada pelo investigado.

Após ameaças de traficantes, Claro ficou meses impedida de atuar em comunidade do Complexo da Penha (CV)

Equipes da concessionária Claro foram proibidas por meses de entrar em regiões do Complexo da Penha no ano passado. Uma cliente chegou a entrar na Justiça contra a empresa em razão da interrupção do serviço de Internet e mudou de operadora.  Consta no Registro de Ocorrência de ID 187227194 que no dia 27.01.2025 prestadores de serviço da operadora Claro compareceram à Rua Inácio Acioli, no bairro da Penha Circular, nas proximidades da Comunidade do Sereno, no Complexo da Penha para executar reparo na rede. Contudo, conforme aquele mesmo registro de ocorrência, os técnicos foram ameaçados e expulsos por por traficantes.  Pelo menos até junho de 2025 quando o processo criminal tramitou,  a concessionária  foi impedida de prestar qualquer serviço na localidade, deixando de atender inúmeros clientes. Hoje em dia não sabemos como está a situação.. A moradora disse que, quando contratou a empresa era possível a prestação do serviço de internet banda larga na área, tanto que o serviço foi devidamente instalado e, ao que tudo indica, funcionava regularmente. Entretanto, no início do ano de 2025, a a operadora comprovou que a manutenção deste mesmo serviço na região não se fazia mais possível, dada a crescente criminalidade que assola a cidade, sobretudo as regiões Norte e Oeste  A Claro argumentou ser dificil acessar esses locais atualmente para executar reparos, necessários muitas vezes devido aos danos causados por condutas dos próprios traficantes, que vandalizam o cabeamento das operadoras, eis que interessados em prestar os serviços em troca da contraprestação pecuniária como mais uma fonte de renda para o tráfico. A Justiça concluiu que exigir da operadora o reparo do serviço, assim que acionada pela consumidora, significaria pôr em risco a integridade física e até mesmo a vida dos seus colaboradores, o que não se mostra razoável e negou a indenização por dano moral exigida pela cliente. 

Traficante do TCP presa com o filho em Cabo Frio ameaçou picotar casal por suspeitar que morasse em favela rival. Vítimas fugiram e mulher foi baleada na orelha

  A traficante que foi presa ontem com o filho suspeita de comandar o crime na comunidade Buraco do Boi, em Cabo Frio, ameaçou picotar duas pessoas abordadas por ela no ano passado em um estacionamento na cidade. A criminosa questionou as vítimas se elas moravam na Favela do Luxo, dominada por uma facção rival. Os alvos fugiram mas tiveram o carro atingido por tiros e uma mulher acabou atingida na orelha. A investigação demonstrou que os fatos se iniciaram no estacionamento no Centro, região adjacente à comunidade conhecida comuraco do Boi, dominada pela facção criminosa Terceiro Comando Puro. Naquela manhã, as vítimas trabalhavam no estacionamento quando foram abordadas pela traficante  responsável pelo controle do tráfico de drogas local, acompanhada de diversos indivíduos armados, dentre eles Cocão. Os bandidos forçaram as vítimas  a se identificarem, indagando-lhes seus endereços e afirmando que verificariam se seriam moradores de área dominada pelo comando vermelho, facção riva. Diante da suspeita de que o casal residia na comunidade do Lixo, área sob o domínio do Comando Vermelho, os investigados proferiram ameaças explícitas de morte, afirmando que, se confirmada a vinculação territorial rival, ‘não sairiam vivos dali’, e que seriam ‘picotados’, tendo os suspeitos fotografado as vítimas. As vitimas pediram para serem retirados imediatamente do local pelo proprietário do estacionamento, que conduziu o casal em seu automóvel. Poucos minutos após deixarem o local, já na rotatória da Avenida Adolfo Beranger Júnior, o veículo foi surpreendido por disparo de arma de fogo que atingiu o vidro traseiro direito e feriu a moça na orelha esquerda . As vítimas dirigiram-se imediatamente à Delegacia, onde registraram o fato e foram encaminhadas para atendimento médico e posterior exame de corpo de delito no IML, que confirmou a lesão produzida por projétil de arma de fogo. Durante o procedimento, as vítimas reconheceram a mulher e Cocão.como o indivíduo que também proferiu ameaças diretas e participou da perseguição e identificação do casal O vigia do estacionamento, confirmou que o casal ficou apavorado logo após a abordagem , deixando o local minutos antes do disparo, e que o automóvel do dono etornou com evidente dano decorrente de arma de fogo  A operação de ontem Policiais civis da 126ª DP (Cabo Frio) desmontaram uma central de monitoramento do tráfico, nesta quarta-feira (25/06), e prenderam mãe e filho apontados como lideranças da facção criminosa Terceiro Comando Puro em Cabo Frio.. A ação aconteceu no Buraco do Boi, no mesmo município, na Região dos Lagos. Após intenso trabalho de investigação da unidade, os agentes identificaram que um endereço da região estava sendo utilizado como ponto estratégico e operacional da facção criminosa Terceiro Comando Puro. Os agentes deflagraram uma operação na localidade e, durante a abordagem, as equipes localizaram uma central de monitoramento clandestina do tráfico. Os policiais flagraram um sofisticado sistema de monitoramento da facção composto por diversas câmeras distribuídas nas entradas, saídas e becos da localidade, permitindo o acompanhamento em tempo real da movimentação das forças de segurança. Ainda durante as diligências, os policiais localizaram uma narcotraficante envolvida em tentativas de homicídios praticadas durante a disputa territorial entre facções criminosas na localidade. Contra ela, foi cumprido um mandado de prisão. Também foi capturado o filho dela, um criminoso apontado como uma das principais lideranças operacionais do TCP na região. As investigações apontam que ambos exerciam funções de comando da facção em Cabo Frio, sendo responsáveis pela gestão do tráfico de drogas, coordenação de criminosos armados e pela determinação de ações violentas destinadas à manutenção do domínio territorial. Ao serem flagrados, a mulher tentou fugir pulando do terraço para o imóvel do vizinho e sofreu lesão no pé. Ela foi socorrida pelos agentes e, posteriormente, conduzida à 126ª DP.No imóvel, agentes apreenderam grande quantidade deventorpecentes já embalados para comercialização. Ao todo, foram arrecadados 1870 buchas de maconha, 23 tabletes de maconha e 9 unidades de crack. Além disso, os policiais localizaram duas pistolas, aparelhos celulares, rádios comunicadores, bases de comunicação, cadernos de anotações do tráfico, dinheiro em espécie, material utilizado para endolação de drogas e diversas embalagens com a identificação da facção criminosa. Conforme apurado, o imóvel também  funcionava como base operacional da organização criminosa, sendo utilizado para armazenamento de armas e drogas e gerenciamento das atividades ilícitas, além do monitoramento permanente da atuação das forças de segurança na região.

Adolescente que teria participado de morte de turista que entrou por engano em favela disse que foi levado ao ‘tribunal do tráfico’ na Penha (CV) e foi salvo por Doca

O adolescente que participou da cena que levou a morte da turista  Diely da Silva Maia, de 34 anos,   que estava em um veículo de aplicativo que foi atingido por tiros disparados por traficantes do Comando Vermelho ao entrar por engano na comunidade do Fontela, em Vargem Pequena em dezembro de 2024 contou em depoimento na Justiça que foi levado ao ‘tribunal do tráfico’  no Complexo da Penha no.mesmo dia do crime é foi salvo pelo chefão da facção; Edgar Alves de Andrade, o Doca O menor disse que naquela noite se dirigiu até a Penha de Uber para “desenrolar” sua situação. Chegando no local ele fez uma ligação de vídeo com o teaficante Pinduca , que mandou ele aguardar em uma casa enquanto era submetido ao tribunal do tráfico. Ele participou apenas por vídeo de uma parte do julgamento, enquanto era mantido na casa guardada por outros traficantes que não sabe dizer quem são. Disse não viu os líderes da facção presencialmente. Falou que os chefes os líderes, o qual acredita ser Pinduca e Gardenal pediram a sua morte. No entanto,  o declarante só não foi morto pois Doca não permitiu e recebeu uma ligação de voz de dizendo que estava liberado.  Contou que ão sabe dizer se os outros integrantes como Pinduca  que estavam na boca  foram para o tribunal do tráfico, acredita que simA pistola que o menor usava no dia do crime ficou com os traficantes da Penha. Depois, ele saiu da Penha e se dirigiu até a Cidade de Deus  onde passou a virada do ano. No dia 02/01/2025 retornou até a comunidade do Fontela  onde  foi localizado por policiais civis  sendo apreendido. O menor disse que  ficava na comunidade armado com uma pistola 9mm da marca Bersa. Segundo ele,,não havia mais fuzil na favela. Disse  que havia  ordem para os carros entrarem com a luz do salão acesa, pisca alerta ligado e vidros abaixados na comunidade  dada pela cúpula da facção, Doca e Pinduca, sendo que este último controlava a Fontela direto da Penhan.. Tais ordens estavam em vigor desde que a comunidade passou a ser controlada pelo CV. Segundo ele, a ordem foi reforçada nos últimos 2 meses pois a facção temia invasão por parte do TCP, que poderiam vir da comunidade do  Pombo Sem Asa , Cansl e Beira Rio. O adolescente disse que a ordem não fosse cumprida era para mandar o carro parar e caso não parasse a ordem era para abrir fogo. No dia 28/12/2024 estava na boca de fumo desde 14h e sairia 2:00 do dia seguinte. Por volta 21:00 ou 21:30 o declarante viu o carro Peugeot prata vindo em alta velocidade na direção da boca de fumo. Então seu comparsa  VT deu um primeiro disparo para o alto, e como o carro acelerou ele atirou na lateral do carro. Depois que o carro passou pela boca de fumo, o menor disparou no vidro traseiro do automóvel e correu atrás do veiculo. Mostradas imagens das câmeras de segurança, o declarante se reconhece como sendo o homem que aparece nas gravações. Enquanto corria atrás do carro ouviu mais disparos de arma de fogo. Disee acreditar que esses disparos tenham sido efetuados por VT e Paraiba Logo após o ocorrido os moradores falaram que a turista foi baleada. A Justiça decidiu que dois suspeitos de serem os autores do crime vulgos Paraiba e Meio Quilo vão a juri popular. Doca também é réu mas em processo desmembrado. 

Processo revela valores que, segundo o MP, Rogério Andrade teria pago a UPPs; montante não havia sido divulgado

Em abril de 2025, uma reportagem do Portal G1 revelou detalhes da investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro que apontou que o contraventor Rogério Andrade teria destinado cerca de R$ 500 mil em propinas a batalhões da PMERJ e delegacias da Polícia Civil em apenas dois dias. Na ocasião, a reportagem expôs os valores que, segundo a investigação, teriam sido destinados a diversas unidades policiais, mas não detalhou as quantias que também teriam sido repassadas às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Agora, a reportagem teve acesso ao processo nº 0087234-41.2025.8.19.0001, que traz uma planilha atribuída ao esquema e revela os valores que, segundo o Ministério Público, teriam sido destinados a cinco UPPs entre os dias 6 e 9 de maio de 2023: De acordo com a denúncia, os pagamentos fariam parte de um esquema que teria resultado em 19 atos independentes de corrupção ativa majorada, com o objetivo de fazer com que unidades policiais retardassem ou deixassem de praticar atos de ofício. O Ministério Público sustenta que a exploração do jogo do bicho e de máquinas caça-níquel ocorria de forma ostensiva, em estabelecimentos comerciais e à luz do dia, sem a repressão esperada por parte dos órgãos responsáveis. Segundo a investigação, os indícios dos supostos pagamentos foram obtidos a partir de mensagens encontradas no celular de Flávio da Silva Santos, conhecido como Flávio Mocidade. Nas conversas, ele se comunicaria com um interlocutor identificado pelo codinome “Botafogo”. Ainda segundo a denúncia, em 8 de maio de 2023, “Botafogo” enviou uma versão inicial de uma planilha de contabilidade e, após diversas chamadas de voz e vídeo com Flávio Mocidade, elaborou um arquivo em formato PDF mais detalhado. Para o Ministério Público, o conteúdo das conversas indicaria que Flávio exercia supervisão sobre as finanças do grupo e sobre o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos corrompidos. As informações fazem parte da ação penal em curso e correspondem às acusações formuladas pelo Ministério Público, que ainda serão submetidas ao contraditório e à análise da Justiça.

Granada, sangue e um vulto armado: policiais da Core revelam bastidores da operação do Jacarezinho (CV). Confronto terminou com 28 mortos

Antes mesmo do sol nascer completamente sobre o Jacarezinho, o som dos helicópteros já cobria a comunidade. Eram pouco mais de cinco horas da manhã quando o barulho das aeronaves se misturou ao estampido dos tiros. O que viria nas horas seguintes entraria para a história como uma das operações mais letais já realizadas pela polícia no Rio de Janeiro que terminou com 28 mortos. Cinco anos depois, os bastidores daquela manhã de 6 de maio de 2021 voltaram a ser reconstruídos em detalhes na Justiça. Os policiais civis Douglas Siqueira e Anderson Silveira Pereira, ambos da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), prestaram depoimentos minuciosos sobre a sequência de acontecimentos que terminou na morte de Omar dentro de uma residência da comunidade. Os dois irão a júri popular pela morte de um suspeito. As declarações descrevem uma operação em clima de guerra, com tiroteios ininterruptos, policiais feridos, um agente morto, disparos partindo de diferentes direções e a tensão permanente de entrar em vielas estreitas sem saber de onde viria o próximo ataque. “Tinha tiro por toda a favela” Comissário da Polícia Civil e integrante da Core há 13 anos, Anderson Silveira Pereira contou que participou de mais de mil operações semelhantes, mas classificou o Jacarezinho como um dos ambientes mais hostis que já enfrentou. Segundo ele, os confrontos aconteciam praticamente em todos os setores da comunidade. — Estava tendo tiroteio a todo momento por toda a favela. Parava um pouco e começava de novo. Era intenso — relatou. Em determinado momento, as equipes receberam a notícia de que um policial havia sido baleado. Somente depois souberam que o colega havia morrido. Mesmo assim, segundo Anderson, não houve qualquer movimento de vingança. — Não surgiu nos grupos nenhuma conversa de retaliação. Ficamos sabendo da morte dele quando já estávamos socorrendo outro ferido. Os policiais avançavam em progressão tática, cobrindo uns aos outros. O cenário era considerado extremamente perigoso. O terreno acidentado, os becos estreitos e a possibilidade de disparos vindos de lajes faziam com que cada deslocamento fosse feito lentamente. O rastro de sangue Em determinado momento da operação, Anderson encontrou a equipe comandada por Douglas Siqueira. Os dois seguiam por um dos becos quando perceberam marcas de sangue espalhadas pelo chão. As gotas se estendiam pela viela e continuavam escada acima. — Pensamos: “Tem algum baleado que entrou aqui” — relatou Anderson. Ao chegarem diante de uma porta preta, Douglas entrou primeiro. Uma mulher apareceu. Segundo os policiais, ela confirmou que havia uma pessoa baleada dentro do imóvel. Os agentes retiraram os moradores e iniciaram uma entrada tática. Douglas seguia à frente. Anderson vinha logo atrás, praticamente ombro a ombro, mas ligeiramente recuado, a uma distância de cerca de um braço. O espaço era apertado. — Era tudo muito pequeno. Um barraco. A cozinha já ficava colada no quarto — descreveu. O instante decisivo Segundo Anderson, eles ainda não haviam conseguido visualizar ninguém. A única pista era o sangue. Douglas avançou em direção a um dos quartos enquanto Anderson permanecia na posição de cobertura, voltado para a cozinha. Foi então que ouviu um barulho. Só mais tarde identificaria aquele som como sendo o de uma granada. — Quando ouvi, virei automaticamente. Segundo o policial, naquele instante viu a granada rolando na direção dos agentes. E viu também um vulto. — Só vi um vulto segurando uma arma. Era Omar. Anderson contou que não tinha visão completa do cômodo porque Douglas estava na sua frente. — Vi apenas o vulto e o disparo. Segundo ele, tudo aconteceu em frações de segundo. Douglas atirou uma única vez. Omar caiu. “Ele ainda se debatia” Os policiais afirmam que Omar ainda estava vivo. Segundo Anderson, ele continuava gesticulando. A pistola teria caído no chão e estava ao alcance da mão do suspeito. Os agentes então recolheram a arma. Mais tarde, segundo eles, verificaram que a pistola possuía um kit rajada. Ao mesmo tempo, chamaram o esquadrão antibombas para recolher o explosivo. Mesmo em meio ao confronto externo, os policiais decidiram socorrer Omar imediatamente. — Era melhor levar até o blindado do que esperar o socorro chegar. Sem maca e sem espaço para manobras, os agentes improvisaram. Pegaram um lençol ou cobertor e suspenderam o ferido. As escadas estreitas dificultavam a remoção. — Era da forma que dava. Não arrastamos pelo chão. Segundo Anderson, a descida foi lenta porque o tiroteio continuava. — Parava um pouco e voltava. A progressão até o blindado foi difícil. O caveirão estava do lado de fora, já que era impossível sua entrada na viela. “Jacarezinho foi a única favela onde tomei tiro” Ao longo do depoimento, Anderson afirmou que perdeu dois amigos em operações no Jacarezinho e revelou que aquela foi a única comunidade em que acabou atingido por disparos ao longo da carreira. — É uma das piores. Ele contou que já participou de mais de mil operações e continua lotado na Core. A outra versão Dentro da residência, porém, os moradores contam uma história completamente diferente. Segundo eles, Omar havia chegado cerca de meia hora antes. Ferido no pé, sangrando muito, sem camisa e vestindo apenas uma bermuda tactel, ele pedia ajuda. O sangue espalhou-se pela escada, pela sala e pelo quarto da criança. Moradores dizem que ele recebeu um pano para estancar o ferimento e se deitou em uma cama. Ninguém afirma ter visto arma. Ninguém afirma ter visto granada. Todos descrevem um homem desesperado e debilitado. “Cadê a arma?” Os moradores relatam que ouviram os passos dos policiais subindo a escada. Flávia, dona da casa, teria descido para avisar: — Tem um menino baleado aqui, mas tem criança em casa. Segundo ela, o policial passou por ela e entrou. Seu marido gritou: — Morador, estou com criança! A resposta teria sido: — Sai, sai. Na sequência, testemunhas afirmam ter ouvido o policial gritar: — Cadê a arma? Cadê a arma? E logo depois veio um único disparo. Os moradores afirmam que não ouviram resposta. Nenhum deles diz ter visto Omar armado. Corpos espalhados pela

Com navalha, socos e tiros: investigação revela execução brutal de jovem em área dominada pelo CV. Vítima foi acusada de dedurar traficantes

Uma decisão recente da Justiça manteve presos os acusados de um crime brutal que, apesar de ter ocorrido em 2022, nunca teve grande repercussão. Segundo a investigação, uma jovem foi sequestrada dentro de casa, torturada durante cerca de três horas e executada a tiros por integrantes do Comando Vermelho (CV) em Volta Redonda, após ser acusada de ter acionado a polícia e de espalhar boatos sobre uma suposta mudança de facção envolvendo dois criminosos da comunidade, deixando os bandidos furiosos. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Sthefany Laura Teles Caetano Pereira da Silva vivia sob ameaças no bairro Açude I, área dominada pelo Comando Vermelho. Dias antes do crime, ela havia deixado a residência onde morava e retornou ao local apenas para retirar seus móveis, acompanhada do ex-companheiro Renato e de um freteiro. Por volta das 16h20 do dia 9 de julho de 2022, quatro criminosos chegaram em um Corsa azul. Entre eles estava uma mulher armada com uma navalha. Segundo a acusação, o grupo arrancou Sthefany à força, puxando-a pelos cabelos e carregando-a pelos braços e pernas, enquanto a mulher gritava “piranha” e “vagabunda” e encostava a lâmina em seu pescoço. Renato ainda tentou impedir a ação, mas foi empurrado e ameaçado pelos criminosos. O grupo fugiu levando a vítima e, no caminho, teria recolhido outro integrante que já estava previamente ajustado para participar do crime. Enquanto isso, Renato e o motorista do caminhão saíram em busca da polícia. Equipes da PM fizeram buscas na região, mas não conseguiram localizar os sequestradores. Durante aproximadamente três horas, segundo a denúncia, Sthefany permaneceu sob o domínio dos criminosos. O Ministério Público afirma que ela foi submetida a sessões de tortura, com golpes de navalha, cortes de cabelo, socos, cotoveladas, puxões de cabelo, xingamentos e ameaças. Por volta das 19h37, policiais receberam a informação de que havia um corpo às margens da Rodovia do Contorno, nas proximidades do Alphaville. No local, encontraram Sthefany caída, com múltiplas perfurações pelo corpo, ferimentos no rosto, cabelos presos às mãos e diversos estojos de munição espalhados pela cena do crime. Laudos periciais confirmaram que, além de ter sido morta a tiros, a jovem apresentava inúmeras lesões cortantes compatíveis com os golpes de navalha descritos pela investigação. Segundo o Ministério Público, o assassinato foi uma espécie de “tribunal do tráfico”. A vítima era acusada pelos criminosos de ter levado policiais à comunidade dias antes e de espalhar comentários sobre uma suposta mudança de facção envolvendo Patrick, conhecido como “PK”, e Lucas. Mensagens extraídas do celular da vítima, com autorização judicial, mostraram que ela vinha sofrendo ameaças. Em um dos áudios atribuídos a Lucas, enviado dias antes do assassinato, ele teria advertido: “Quem avisa amigo é. Estou te dando só um papo. Por enquanto é só um papo mesmo”. Horas antes do homicidio, ele teria ameaçado a vítima: “”E aí doidona, tu para de ficar mandando mensagem para minha mãe hein doidona. Se não tu vai arrumar problema para você hein garota. Tu não me conhece não garota, não fica nessa não rapá. Preocupando a família dos outros falando merda nada hein doidona? As investigações também revelaram que um dos acusados usava tornozeleira eletrônica e que os registros de geolocalização obtidos pela Seap são compatíveis com a dinâmica do crime. Após ser preso, um dos denunciados confessou participação no sequestro e na execução e identificou os demais envolvidos, segundo os autos. Ao pedir a manutenção das prisões, o Ministério Público destacou a extrema gravidade dos fatos e afirmou que os acusados agiram como representantes do Comando Vermelho, submetendo a vítima a um verdadeiro “tribunal de exceção” imposto pela facção criminosa que domina a comunidade do Açude I. A Promotoria também sustentou que a liberdade dos denunciados colocaria em risco testemunhas fundamentais do processo e poderia favorecer a prática de novos atos violentos na região.

Justiça decreta prisão de Isaias do Borel suspeito de mandar matar traficante que pretendia pular do CV para o TCP. Vítima teria sido esquartejada e teve o corpo jogado para porcos comerem, segundo denúncia

A Justiça do Rio decretou a prisão preventiva de Isaias do Borel, apontado pelas investigações como um dos mais antigos líderes do Comando Vermelho (CV) na Zona Norte da cidade, acusado de mandar executar um integrante da própria facção que estaria tentando trocar de lado e se juntar ao grupo rival Terceiro Comando Puro (TCP). Segundo o Ministério Público, a vítima foi torturada, assassinada, esquartejada e teve os restos mortais entregues a porcos para serem devorados. A ordem de prisão também foi expedida contra o traficante conhecido por “Rafael”, apontado como subordinado de Isaias e um dos responsáveis por colocar a execução em prática. De acordo com as investigações, a vítima integrava o Comando Vermelho, mas passou a ser considerada traidora após surgirem informações de que pretendia abandonar a facção e migrar para o TCP. A suposta mudança de lado teria resultado em uma sentença de morte aplicada em um dos chamados “tribunais do tráfico”, mecanismo utilizado por organizações criminosas para punir integrantes considerados desleais. Segundo a denúncia do Ministério Público, após tomarem conhecimento da suposta traição, criminosos ligados ao Borel decidiram executar o rapaz. A acusação sustenta que a ordem partiu de Isaias do Borel e foi cumprida por seus subordinados. As investigações apontam que uma das principais testemunhas do caso foi a companheira da vítima, que relatou às autoridades toda a sequência de acontecimentos envolvendo o desaparecimento do namorado. O depoimento, considerado detalhado e consistente pelos investigadores, ajudou a embasar a identificação dos suspeitos, juntamente com registros de ocorrência, reconhecimentos e outros elementos reunidos durante a apuração. A decisão judicial destaca a extrema brutalidade do crime. Conforme os elementos reunidos no inquérito, a vítima teria sido submetida a sessões de tortura antes de ser assassinada. Após a execução, o corpo foi esquartejado e os restos mortais teriam sido entregues a porcos, numa tentativa de destruir evidências e dificultar a localização do cadáver. A prisão de Isaias ocorre em um momento de forte tensão no Maciço da Tijuca, região que há meses vive uma guerra entre facções criminosas. O Comando Vermelho vem tentando expandir sua influência em áreas estratégicas da região, cenário que tem provocado confrontos armados, operações policiais e deixado moradores em constante clima de insegurança. Apontado pelas investigações como uma das lideranças históricas do CV no Borel, Isaias é considerado uma figura de peso dentro da estrutura da facção na Tijuca, uma das regiões mais disputadas por grupos criminosos na capital fluminense. Ao decretar as prisões preventivas, a Justiça destacou que há indícios de que o assassinato foi praticado no contexto de um “tribunal do tráfico” e ressaltou a gravidade concreta dos fatos. O magistrado também apontou o risco de reiteração criminosa e a possibilidade de intimidação de testemunhas caso os acusados permaneçam em liberdade. Na decisão, o juiz enfatizou que o modo como o crime foi executado — com tortura, esquartejamento e destruição dos restos mortais — demonstra elevado grau de violência e periculosidade dos investigados. Os mandados de prisão já foram expedidos. Caso não sejam localizados pelas forças de segurança, Isaias do Borel e Rafael passarão a ser considerados foragidos da Justiça. A decretação da prisão de Isaias ocorre em meio a uma das mais violentas disputas territoriais do Rio de Janeiro. Nos últimos meses, o Maciço da Tijuca tem sido palco de uma guerra envolvendo traficantes do Comando Vermelho, que tentam avançar sobre comunidades estratégicas da região, incluindo a Casa Branca e a Chácara do Céu, áreas dominadas por facções rivais.

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