O adolescente que participou da cena que levou a morte da turista Diely da Silva Maia, de 34 anos, que estava em um veículo de aplicativo que foi atingido por tiros disparados por traficantes do Comando Vermelho ao entrar por engano na comunidade do Fontela, em Vargem Pequena em dezembro de 2024 contou em depoimento na Justiça que foi levado ao ‘tribunal do tráfico’ no Complexo da Penha no.mesmo dia do crime é foi salvo pelo chefão da facção; Edgar Alves de Andrade, o Doca
O menor disse que naquela noite se dirigiu até a Penha de Uber para “desenrolar” sua situação. Chegando no local ele fez uma ligação de vídeo com o teaficante Pinduca , que mandou ele aguardar em uma casa enquanto era submetido ao tribunal do tráfico.
Ele participou apenas por vídeo de uma parte do julgamento, enquanto era mantido na casa guardada por outros traficantes que não sabe dizer quem são.
Disse não viu os líderes da facção presencialmente. Falou que os chefes os líderes, o qual acredita ser Pinduca e Gardenal pediram a sua morte.
No entanto, o declarante só não foi morto pois Doca não permitiu e recebeu uma ligação de voz de dizendo que estava liberado.
Contou que ão sabe dizer se os outros integrantes como Pinduca que estavam na boca foram para o tribunal do tráfico, acredita que simA pistola que o menor usava no dia do crime ficou com os traficantes da Penha.
Depois, ele saiu da Penha e se dirigiu até a Cidade de Deus onde passou a virada do ano.
No dia 02/01/2025 retornou até a comunidade do Fontela onde foi localizado por policiais civis sendo apreendido.
O menor disse que ficava na comunidade armado com uma pistola 9mm da marca Bersa. Segundo ele,,não havia mais fuzil na favela.
Disse que havia ordem para os carros entrarem com a luz do salão acesa, pisca alerta ligado e vidros abaixados na comunidade dada pela cúpula da facção, Doca e Pinduca, sendo que este último controlava a Fontela direto da Penhan..
Tais ordens estavam em vigor desde que a comunidade passou a ser controlada pelo CV. Segundo ele, a ordem foi reforçada nos últimos 2 meses pois a facção temia invasão por parte do TCP, que poderiam vir da comunidade do Pombo Sem Asa , Cansl e Beira Rio.
O adolescente disse que a ordem não fosse cumprida era para mandar o carro parar e caso não parasse a ordem era para abrir fogo.
No dia 28/12/2024 estava na boca de fumo desde 14h e sairia 2:00 do dia seguinte. Por volta 21:00 ou 21:30 o declarante viu o carro Peugeot prata vindo em alta velocidade na direção da boca de fumo.
Então seu comparsa VT deu um primeiro disparo para o alto, e como o carro acelerou ele atirou na lateral do carro.
Depois que o carro passou pela boca de fumo, o menor disparou no vidro traseiro do automóvel e correu atrás do veiculo.
Mostradas imagens das câmeras de segurança, o declarante se reconhece como sendo o homem que aparece nas gravações.
Enquanto corria atrás do carro ouviu mais disparos de arma de fogo. Disee acreditar que esses disparos tenham sido efetuados por VT e Paraiba Logo após o ocorrido os moradores falaram que a turista foi baleada.
A Justiça decidiu que dois suspeitos de serem os autores do crime vulgos Paraiba e Meio Quilo vão a juri popular. Doca também é réu mas em processo desmembrado.