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agressão

PMs são denunciados por estrangular homem até desmaiar dentro de delegacia no RJ

A Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro decidiu receber a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra dois policiais militares acusados de submeter um homem a uma série de agressões e abusos de autoridade que teriam culminado em um estrangulamento dentro de uma delegacia, fazendo a vítima perder a consciência e cair no chão. Os denunciados são um terceiro-sargento e um cabo que agora passam a responder formalmente ao processo criminal após o magistrado entender que existem indícios suficientes de autoria e materialidade para a abertura da ação penal. Segundo a denúncia do Ministério Público, os fatos ocorreram em 27 de março de 2025, em Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense. De acordo com a investigação, os policiais abordaram M.J.O.H que transitava em uma bicicleta vermelha pelo bairro Parque das Águas. A revista pessoal não teria encontrado qualquer material ilícito e também não havia mandado de prisão contra ele. Mesmo assim, segundo a acusação, os agentes teriam obrigado o homem a acompanhá-los até a 144ª Delegacia de Polícia, onde os episódios mais graves teriam ocorrido. A denúncia afirma que, após ser constatado que não existia qualquer mandado de prisão contra m, um dos policiais exigiu que fosse feita uma fotografia do seu rosto. A vítima teria se recusado. Foi então que, segundo o Ministério Público, o sargento puxou M pela camisa e o levou para uma área mais reservada da delegacia. Ainda conforme a denúncia, o policial passou a pressionar o pescoço da vítima contra uma parede para forçá-la a aceitar o registro fotográfico. Quando Marlon pediu que o agente soltasse seu pescoço, o cabo teria segurado seus braços enquanto o sargento continuava a esganadura. A acusação sustenta que o estrangulamento foi tão intenso que a vítima acabou perdendo a consciência. “O estrangulamento persistiu até que M perdesse a consciência, caindo ao solo e batendo com a cabeça no chão”, descreve a denúncia. O Ministério Público afirma que as acusações são amparadas por análises de imagens, vídeos e demais elementos reunidos durante o Inquérito Policial Militar. Como se não bastasse o episódio do estrangulamento, a denúncia relata que, pouco antes de liberar a vítima, o sargento ainda teria desferido um tapa em seu rosto. A agressão teria provocado um ferimento na boca de Marlon, registrado por fotografias e outros elementos periciais anexados aos autos. Na decisão, o juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venancio Braga, da Auditoria da Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro, destacou que a denúncia atende aos requisitos legais e que os elementos reunidos durante a investigação fornecem base suficiente para a instauração da ação penal. O magistrado ressaltou que a acusação está apoiada em depoimentos, registros audiovisuais e demais provas produzidas durante o Inquérito Policial Militar. Diante disso, determinou o recebimento da denúncia e a citação dos policiais para apresentarem defesa. Os dois PMs são acusados de crimes militares relacionados a constrangimento ilegal praticado com abuso de autoridade e violência, enquanto o sargento também responderá por acusação de lesão corporal em razão do tapa que teria atingido a vítima. Com o recebimento da denúncia, o processo entra agora na fase de instrução, quando serão analisadas as provas, ouvidas testemunhas e apresentadas as versões da defesa e da acusação. O episódio chama atenção pela gravidade das acusações, já que a suposta violência não teria ocorrido durante uma troca de tiros ou uma prisão em flagrante, mas dentro de uma unidade policial e contra uma pessoa que, segundo a própria investigação, não possuía mandado de prisão e não portava material ilícito no momento da abordagem. A denúncia descreve uma sequência de atos que vão desde a condução forçada à delegacia até um alegado estrangulamento que teria feito a vítima desmaiar, fatos que agora serão analisados pela Justiça Militar do Rio de Janeiro.

Sessão de tortura em Bonsucesso: PMs teriam usado barras de ferro e spray de pimenta contra suspeito rendido. Depois de quase três anos, envolvidos foram afastados das ruas

IDepois de quase três anos, a Justiça Militar suspendeu o exercício de função pública de dois PMs acusados de aplicar golpes com barras de ferro e de madeira, além da utilização de spray, a intenso sofrimento físico, como forma de aplicar castigo pessoal a uma pessoa que não foi identificada nos autos suspeita de furto a residência, O relatório aponta que, no dia 24 de outubro de 2023, por volta das 00h40min, na rua Bonsucesso, no bairro Bonsucesso, Rio de Janeiro/RJ, os PMs . Na ocasião, os PMs foram acionados para verificação da possível prática de furto a uma residência no endereço Ao chegarem ao local, se depararam com um suspeito, ainda não identificado e autor do suposto delito, momento em que os agentes, como forma de punição, iniciaram as agressões com a utilização de barra de ferro, pedaço de madeira e uso de spray contra a vítima. Tais atos de violência duraram cerca de 4 (quatro) minutos e foram capturados pelas imagens juntadas. Cessadas as agressões, os PMs liberaram a vítima e voltaram ao patrulhamento de rotina. A decisão judicial determinou que os PMs envolvidos não sejam escalados na atividade policial (atividade-fim), devendo permanecer na atividade administrativa; O Inquérito Policial Militar foi instaurado com a finalidade de apurar possível crime de tortura cometido pelos policiais durante o serviço, bem como eventual prática de ilícitos por parte dos militares responsáveis pelo registro dos fatos. A apuração preliminar se deu por análise da oitiva dos investigados, do Termo de Análise de Vídeo e do Laudo Pericial de Exame Audiovisual, os quais geraram os relatórios acostados ao inquérito que apontam fatos e imagens que trazem indícios mínimos dos delitos imputados na denúncia.

PISÕES NA CABEÇA, GOLPES DE FUZIL E AMEAÇAS DE MORTE”: Justiça Militar demora mais de 2 anos para agir contra PMs acusados de torturar suspeitos de tráfico no Sul Fluminense

Depois de mais de dois anos, a Justiça Militar aceitou denúncia contra três PMs acusados de invadir a casa de dois homens e torturá-los com o fim de obter informações e declaração das vítimas sobre localização de drogas. O fato ocorreu na cidade de Vassouras, no Sul Fluminense. De acordo com a denúncia, no dia 24 de outubro de 2023, por volta das 23h, na Travessa Jubal Samico no bairro Residência, os sargentos Igor, Rocha e Pinho entraram,clandestinamente na casa de J.M.R.A. Os agentes teriam agredido a vítima com socos e chutas causando-lhe sofrimento físico e mental, vindo a provocar lesões no rapaz.Na ocasião, os três PMs estavam em serviço de Patamo 4ª CIA quando receberam uma denúncia anônima de que haveria tráfico de drogas na rua da ¿Antiga Linha¿. Os agentes suspeitos procederam ao local e encontraram um homem chamado S que foi revistado sem que nada de ilícito fosse encontrado consigo. Após liberálo, os policiais militares continuaram o patrulhamento, até que desembarcaram da viatura e procuraram por ele novamente, tendo o revistado mais uma vez. S conseguiu fugir. Então, os militares invadiram a casa de J e o agrediram com pisões na cabeça e nas costas, bem como ameaças de morte, para obter informações e declarações acerca da localização de drogas, vindo a provocar equimoses na região infraescapular esquerda, na região paravertebral dorsal direita, na região lombar esquerda, na região temporal direita,descritas Já com J na viatura, os PMs se deslocaram até a casa de S, invadindo a residência e encontrando-o no quintal. Nessa ocasião, os três policiai lhe desferiram socos, chutes e golpes com fuzil na costela e, já na viatura, um dos PMs lhe desferiu um soco na boca, provocando lesões Até agora, no entanto, a Justiça não aplicou qualquer punição aos PMs suspeitos. O MP requereu a condenação dos envolvidos.

TORTURA POLICIAL: Depois de mais de três anos, Justiça afasta PMs acusados de torturar homem com pauladas para descobrir esconderijo de drogas em Jacarepaguá

Depois de mais de três anos, a Justiça Militar decidiu suspender a função pública de três PMs suspeitos de cometer atos de tortura para obter informação sobre localização de drogas. Segundo os autos, no dia 27 de dezembro de 2022, por volta das 17h30min, na rua XIV de dezembro, no interior da comunidade Asa Branca, no bairro de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, os agentes deram pauladas nas pernas e nos braços em M.J.V. G, causando-lhe sofrimento físico, com o intuito de obter informação sobre a localização de drogas. Na ocasião, os PMs estavam escalados no serviço de Patamo, quando, ao realizarem campana policial, por volta das 17h30min, visualizaram a vítima e procederam a sua abordagem. Com a aproximação dos militares, o alvo fugiu tendo sido capturado. Com isso, um dos PMs, Pimentel desferiu pauladas nos braços e pernas de M enquanto que os outros agentes permaneceram ao seu lado de modo encorajador, fazendo a varredura do local em busca de drogas. A apuração preliminar se deu por por meio de depoimento da vítima, os quais geraram os relatórios acostados ao inquérito que apontam imagens e diálogos que trazem indícios mínimos dos delitos imputados na denúncia. Com a decisão da Justiça, os PMs, até a sentença definitiva ou ordem de contracautela, não podem escalados na atividade policial (atividade-fim), devendo permanecer na atividade administrativa

Rapazes que fugiam de assalto entraram no Complexo de Israel (TCP), foram sequestrados e torturados e quase acabaram “picotados” em tribunal do tráfico comandado por irmão de Peixão. Bandidos desistiram de matá-los por achar que “ia dar m..”

A Justiça decretou no últmo sábado (9) a prisão preventiva de 12 traficantes do Complexo de Israel, entre eles de Sardinha, irmão do chefão local, Peixão.Eles são acusados de espancar dois rapazes que ingressaram na favela para fugir de uma tentativa de assalto. Os traficantes chegaram a dizer era para ‘picotar eles” mas depois desistiram “achando que ia dar merda”. Os autos revelam momentos dramáticos vivido pelas vítimas. Segundo os autos, no dia 09 de janeiro de 2026, os rapazes transitavam de motocicleta pela região da Penha/Parada de Lucas, quando, diante de uma tentativa de assalto, ingressaram na Comunidade Cidade Alta, tida como área estratégica do Complexo de Israel, sendo palco frequente de ações armadas contra forças de segurança e de imposição de uma ordem paralela, sustentada pelo tráfico de drogas. De acordo, com os depoimentos colhidos em sede policial, as vítimas, ao adentrarem a comunidade, teriam sido perseguidas por diversos integrantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro os quais, em superioridade numérica e fortemente armados, teriam efetuado disparos de arma de fogo em via pública, o que resultou, inclusive, no óbito de Jandir da Nóbrega Amorim, senhora de 70 anos que acabou alvejada Após buscarem abrigo em uma residência local, as vítimas relatam terem sido cercadas por inúmeros integrantes da citada facção, os quais as teriam capturado e as submetido a uma sequência de ameaças, agressões e atos tortura, que só cessaram após o início de uma operação policial de resgate.Um dos rapazes foi capaz não só de reconhecer os denunciados em sede policial, mas também de detalhar e individualizar a conduta de cada um deles: Lulão ou Lulinha, Sardinha ou Aldo Sem Perna, Quinho, Farinha, Di Bebê, Paulo Henrique, Ninho, Amarelo, Titânio, Gordinho, Carroceiro e Allan. O jovem se recorda que assim que buscou abrigo numa casa da comunidade, juntamente com o amigo, pediu ajuda pelo 190, logo em seguida, notou que a casa foi cercada por criminosos e fato contínuo, eles entraram na casa e começaram a bater neles. Disse que Lulão e Farinha o agrediram com socos no rosto e nas costas, Di Beb~e e Pauo Henrique o agrediram com a coronhas de armas;Falou que depois dessa sessão de espancamento foi retirado da casa e foi obrigado a entrar dentro de um veículo preto tipo SUV, onde estavam Quinho, Ninho, Titânio e Gordinho que a todo momento agrediram o depoente, com socos e golpes de coronha das armas e diziam “Agora você vai morrer no resort Playboy”. Ele soube que seu amigo entrou em outro carro. Chegando no resort foi levado a presença de Sardinha disse: “O qye está fazendo aqui: Onde você foi se meter. Agora você vai morrer”. Logo teve início uma nova etapa de espancamentos, onde os criminosos que estavam no carro com o depoente, reiniciaram a violência com chutes, socos e golpes de armas, ainda com a ajuda de Carroceiro e Allan.que estavam no Resort, também agrediram o depoente com socos e chutes e ameaças de morte, gritando: “Vamos picotar vocês”. Em dado momento, Amarelo se aproximou, recebeu uma ligação, respondeu OK e ordenou para os demais: “Não vamos matar eles. Se não vai dar merda, dá mais umas porradas e vamos levar eles”. O rapaz esclareceu que foi possível ver o rosto dos criminosos pois todos estavam com rosto descoberto, também estava sempre bem próximo deles e a todo momento era golpeado por um ou outro; Disse saber que a localidade onde estava faz parte da Comunidade Cidade Alta, localidade dominada pela facção criminosa Terceiro Comando Puro, tendo como seu líder, o traficante conhecido como Peixão. A outra vítima deu as mesmas delcarações sobre o episódio. Não há nos autos, no entanto, como eles conseguiram deixar a favela. ]Vale mencionar que, de acordo com as investigações, o local conhecido como “resort”, mencionado reiteradamente pelas vítimas, é tido popularmente como um ponto de reunião e execução de ordens da facção, sendo utilizado para sessões de tortura e julgamentos informais, sob comando das lideranças do TCP, Foram expedidos mandados de prisão, com prazo de 20 (vinte) anos aos suspeitos.

MACAÉ: Espancado por suposto caso com mulher de bandido, homem fugiu desesperado e cheio de sangue para cabine da PM e escapou de execução

A Justiça do Rio recebeu denúncia do Ministério Público e decretou a prisão preventiva de integrantes de um grupo acusado de participar de uma brutal tentativa de execução ocorrida no bairro Aeroporto, em Macaé. Segundo as investigações, a vítima, identificada apenas pelas iniciais R.H., só escapou da morte após conseguir fugir correndo e buscar ajuda em uma cabine da Polícia Militar. De acordo com os autos, o crime teria sido motivado por ciúmes e teria como pano de fundo a suposta relação da vítima com a companheira de um criminoso conhecido pelo vulgo de “Sucesso”, apontado como líder do grupo investigado. vítima foi cercada por cerca de dez homens armados O caso aconteceu na noite de 12 de fevereiro de 2026, por volta das 21h. Conforme a denúncia, R.H. estava saindo de uma academia quando foi surpreendido por aproximadamente dez homens. Segundo o relato da vítima, o grupo estava armado com pedaços de madeira e pelo menos um dos criminosos portava pistola. As investigações apontam que os agressores começaram a espancar violentamente a vítima ainda na rua. Em meio às agressões, os criminosos tentaram colocar R.H. à força dentro de um Ford Focus preto, que seria usado para levá-lo ao local onde ocorreria a execução. chamada de vídeo teria autorizado execução Um dos trechos mais dramáticos da investigação envolve uma suposta chamada de vídeo realizada durante o ataque. Segundo o depoimento da vítima, um adolescente conhecido como “BH”, apontado como homem de confiança de “Sucesso”, teria colocado o celular diante do rosto de R.H. para que outro integrante do grupo, conhecido pelos vulgos “PH” e “Petrusco”, autorizasse a execução em tempo real. Ainda conforme os autos, após a autorização, os criminosos intensificaram as agressões e tentaram concluir o sequestro da vítima. fuga desesperada salvou a vida da vítima O homicídio só não teria sido consumado porque, mesmo ferido, R.H. conseguiu escapar dos agressores. A vítima correu em direção a uma cabine da Polícia Militar e acabou sendo socorrida, sendo posteriormente levada para uma UPA da região. Segundo a denúncia, todos os envolvidos teriam participado diretamente das agressões, usando pedaços de madeira para espancar a vítima. Justiça aponta risco às testemunhas e decreta prisão Na decisão, o juiz destacou que há “sólidos e robustos elementos” indicando a materialidade do crime e os indícios de autoria. O magistrado também ressaltou que a prisão preventiva era necessária para garantir a ordem pública e proteger testemunhas e a própria vítima, que ainda serão ouvidas judicialmente. Foram decretadas as prisões preventivas dos acusados identificados pelos vulgos: Outros integrantes do grupo também tiveram mandados expedidos pela Justiça. Os mandados de prisão possuem validade até maio de 2046 e foram cadastrados no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). denúncia foi oficialmente recebida pela Justiça Ao receber a denúncia, a Justiça entendeu que o Ministério Público apresentou elementos suficientes para abertura da ação penal. Os acusados agora serão citados para apresentar defesa por escrito no processo que apura tentativa de homicídio qualificado.

Sessões de tortura filmadas pelo TCP chocaram pequena cidade do interior do RJ “Berravam de dor”

Na pacata cidade de Cardoso Moreira, no interior do RJ, cenas que costumam acontecer na Região Metropolitana se repetiram em um município pequeno. Segundo os autos, membros da facção criminosa Terceiro Comando Puro, instauraram verdadeiro ¿tribunal do crime.  Eles submeteram duas pessoas a intenso sofrimento físico e mental, consistente em linchamento por pauladas, como forma de punição, em razão de o primeiro ter contraído uma dívida de drogas e o segundo ter furtado uma bicicleta em local dominado pela facção.  Ambas as sessões de tortura foram filmadas e compartilhadas entre os moradores do pequeno munícipio do interior, o que abalou a comunidade. Os vídeos mostram uma verdadeira sessão de tortura, sendo os ofendidos espancados a pauladas pelos réus, de forma selvagem, enquanto suplicam por clemência e berram de dor.  Os acusados exerciam domínio fático contra as vítimas, pois, através do engendramento da facção criminosa TCP, se colocaram como verdadeiro poder paralelo ao Estado, para subjugar as vítimas, se utilizando da violência, da coordenação e da superioridade numérica. O processo tramita em sigilo e não se sabe quantos são os envolvidos e se já teve mandados de prisão expedidos. Se sabe que tem um menor envolvido.

Escândalos na PM: baleados teriam sido ameaçados de ficar sem socorro para confessar crime. Em outro caso, agentes invadiram casa de morador sem consentimento e o agrediram com socos e mata leão

Uma denúncia explosiva recebida pela Auditoria da Justiça Militar expõe acusações gravíssimas contra policiais militares no Rio de Janeiro: dois PMs são suspeitos de ameaçar homens baleados, condicionando o socorro médico à confissão de crime e à entrega de uma arma que, segundo os próprios autos, pode nunca ter existido. O caso aconteceu em 13 de junho de 2023, na Rua Salgueiro, no bairro Vilar dos Teles, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. De acordo com a denúncia, equipes do Grupamento de Ações Táticas (GAT) realizavam uma operação na comunidade Vila Ruth quando houve um confronto armado. Após o tiroteio, dois homens foram encontrados caídos, feridos, em uma laje, já rendidos e sob custódia policial. Um deles apresentava um ferimento de raspão nas costas; o outro havia sido atingido na região escapular. É nesse momento que, segundo os autos, a ocorrência ganha contornos ainda mais graves. Um dos policiais teria se aproveitado da vulnerabilidade de uma das vítimas — ferida, sangrando e em estado de desespero — para fazer uma ameaça direta: sem confissão de porte ilegal de arma e sem indicação da localização do suposto armamento descartado na fuga, não haveria socorro. A denúncia aponta que o homem foi submetido a intenso sofrimento psicológico sob a pressão de morrer sem atendimento médico. Horas depois, já na 64ª Delegacia de Polícia, o mesmo policial — acompanhado de outro agente — teria reforçado a ilegalidade. Ambos são acusados de prestar depoimentos falsos, afirmando que os feridos estavam com drogas, radiotransmissor e uma pistola no momento da abordagem. A investigação, no entanto, sustenta o oposto: os homens não portavam qualquer desses materiais. Apesar da gravidade das acusações, não há até o momento qualquer punição judicial aplicada aos policiais envolvidos. Outro caso: invasão de domicílio e agressão em Petrópolis Em outro episódio que também acendeu alerta na Justiça Militar, três policiais militares foram denunciados por invadir a casa de um morador em Petrópolis, na Região Serrana, sem mandado judicial e sem consentimento. O caso ocorreu em 5 de julho de 2024, na comunidade do Neylor. Segundo os autos, os agentes entraram à força na residência de um homem identificado como T.F.F., ignorando sua negativa expressa. Dentro da casa, ele teria sido brutalmente agredido com socos no rosto e um golpe conhecido como “mata-leão”, sofrendo lesões corporais. Desta vez, há um elemento ainda mais contundente: a ação foi registrada pelas câmeras corporais dos próprios policiais, o que reforçou a aceitação da denúncia pela Justiça. Mesmo assim, até agora, também não houve qualquer punição judicial contra os envolvidos. Os dois casos, agora sob análise da Justiça Militar, escancaram denúncias de abuso de poder, violência e possível manipulação de provas por agentes do Estado — acusações que, se confirmadas, atingem diretamente a credibilidade das forças de segurança.

NÃO É NOTÍCIA REPETIDA NÃO: Outro caso de ‘tribunal do tráfico’ do TCP em Italva (RJ) em que vítimas foram agredidas a madeiradas. Crime foi filmado

Levantamos outro caso de ‘tribunal do tráfico’ no município de Italva, no Noroeste Fluminense, ocorrido no ano passado, que envolve também bandidos do Terceiro Comando Puro e um dos criminosos que teria participado da tortura do caso anterior noticiado também por nós. No mês de abril de 2025, no período noturno no Bairro São Caetano, Italva/RJ, traficantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) submeteram três pessoas a intenso sofrimento físico, mediante agressões com pedaços de madeira, filmadas e divulgadas em vídeos, em típico procedimento de “tribunal do tráfico”. As agressões contra uma das vítimas ocorreram em represália ao depoimento prestado por ela em procedimento policial que apura homicídio, sendo o motivo da tortura dívida de drogas com a facção TCP, da qual os denunciados são integrantes. Já as agressões contra um outro foram em razão de desentendimento relacionado ao tráfico de drogas no bairro São Caetano,, também motivadas por dívida. Os vídeos das agressões, juntados aos autos, mostraram o traficante “G3” filmando e dando comandos, Marreco agredindo as vítimas com pedaço de madeira, e PL participando das agressões, conforme reconhecido por testemunhas e por policial militar que conhece os envolvidos. As vítimas, por medo de represálias, não procuraram atendimento médico nem formalizaram registro de ocorrência, sendo que uma delas mudou-se de Italva após os fatos, com destino incerto e não sabido.

Interior sob terror: jovem foi brutalmente espancado em “tribunal do tráfico” do TCP em plena luz do dia no RJ e teve que se mudar de cidade

Até mesmo em pacatas cidades do interior do Estado do Rio de Janeiro, cenas de extrema violência semelhantes às ocorridas na capital e Região Metropolitana costumam acontecer.. Foi o caso do município de Italva, no Noroeste Fluminense. No dia 22 de outubro de 2025 , entre 09h e 11h, no bairro São Caetano, traficantes do Terceiro Comando Puro submeteram um rapaz  a intenso sofrimento físico, mediante agressões com pedaços de madeira, em típico procedimento de “tribunal do tráfico”, com o objetivo de aplicar castigo pessoal, por suposta dívida de drogas com a facção. Os criminosos, agindo em conjunto, restringiram a liberdade da vítima, agredindo-a fisicamente e moralmente, inclusive com a participação de um adolescente, corrompido pelos adultos, conforme apurado nos autos. Os crimes foram praticados em contexto de domínio territorial do tráfico de drogas, com emprego de violência e grave ameaça, em plena luz do dia, em local público, visando impor temor à comunidade e reafirmar o poder da facção TCP.  A vítima, por medo de represálias, não formalizou registro de ocorrência imediatamente e mudou-se de Italva após os fatos, estando em local incerto e não sabido. O Ministério Público Estadual denunciou quatro suspeitos do crime, entre eles o traficante G3, gerente da facção e responsável por ordenar a execução do “tribunal do tráfico” contra a vítima. Um dos bandidos que participou diretamente das agrssões se descuidou e deixou documento e telefone celular na residência da vítima, evidenciando envolvimento ativo. Um terceiro ficou encarregado de dar pauladas na vítima e o quarto confessou ter desferido soco nas costas do rapaz.

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