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TORTURA

Homem que saiu da Baixada Fluminense para fazer cobranças atribuídas à milícia em São Gonçalo foi executado por traficantes do Comando Vermelho; motorista que o levou foi torturado, espancado e quase morto

Um homem apontado pelas investigações como integrante da milícia foi perseguido e executado por traficantes do Comando Vermelho após sair da Baixada Fluminense para realizar cobranças ilegais em estabelecimentos comerciais de São Gonçalo. O crime, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, foi seguido de uma sessão de tortura contra o mototaxista que transportou a vítima até a Comunidade do Feijão. O trabalhador foi espancado por diversos criminosos, teve a moto e o celular roubados e escapou da morte ao aproveitar um momento de distração dos traficantes. Os fatos levaram a Justiça a receber denúncia por homicídio qualificado, tortura e roubo contra Wanderson Silva Nogueira, o “Wandgol”, Cristian Rodrigues Nepomuceno de Souza, o “Negueba”, Wesley Luiz Leite Martins, o “Nego”, e Hilário Gabriel dos Santos Rangel, o “Biel do Feijão”, apontado como uma das lideranças do tráfico na comunidade. Investigação aponta que vítima saiu de São João de Meriti para fazer “recolhe” em área dominada pelo tráfico Segundo a denúncia, a vítima fatal foi Carlos Alberto da Silva Junior, morador de São João de Meriti. A investigação sustenta que ele costumava se deslocar até São Gonçalo para realizar atividades atribuídas à milícia, especialmente o chamado “recolhe”, que consiste na cobrança de dinheiro de comerciantes. A companheira da vítima, Darlene Silva Almeida, prestou depoimento à polícia e apresentou mensagens que, segundo os investigadores, reforçam a suspeita de que Carlos Alberto atuava em favor da milícia. O Ministério Público afirma que o assassinato ocorreu porque traficantes do Comando Vermelho descobriram a presença do suposto miliciano em território controlado pela facção. Para os investigadores, o crime foi motivado pela disputa entre tráfico e milícia pelo controle de áreas e fontes de arrecadação. Corrida começou em Nova Iguaçu A principal testemunha do caso foi o mototaxista Jorge Michal Cirino da Costa. Em depoimento, ele contou que trabalha como mototaxista e eventualmente utiliza o aplicativo 99. Ele admitiu que utilizava uma conta de terceiro para fazer corridas porque possuía habilitação provisória e anotações criminais. Jorge afirmou que estava em um ponto de mototáxi próximo à Via Dutra, em Nova Iguaçu, quando Carlos Alberto o procurou. Segundo o relato: “A vítima perguntou se eu faria uma corrida para São Gonçalo e ofereceu R$ 150.” O motorista disse que não conhecia Carlos Alberto e afirmou que, naquele momento, não sabia que ele seria apontado posteriormente como integrante da milícia. Três paradas antes da execução Durante o trajeto, Carlos Alberto pediu diversas paradas. Segundo a testemunha, a primeira ocorreu em uma loja de roupas. A vítima permaneceu aproximadamente 30 minutos no local e saiu carregando uma sacola. Depois foi até um salão de beleza instalado em um prédio. Lá, permaneceu cerca de uma hora. A terceira parada ocorreu em uma loja de ração. O motorista afirmou que, naquele momento, começou a suspeitar que o passageiro estivesse realizando o chamado “recolhe”. Após as visitas, seguiram para o destino final: um posto de combustíveis localizado na entrada da Comunidade do Feijão. Moto chega em alta velocidade e criminosos anunciam assalto Quando chegaram ao posto, Carlos Alberto iniciou uma transferência via PIX para pagar a corrida. Nesse momento, uma motocicleta Yamaha Lander azul surgiu em alta velocidade. Segundo Jorge, os ocupantes foram diretamente em direção à moto dele. O carona já desceu com uma pistola na mão. As primeiras palavras foram: “Perdeu! Perdeu!” Os criminosos mandaram os dois levantarem a camisa. Jorge disse que imediatamente informou ser trabalhador. Carlos Alberto reagiu de forma diferente. Ao perceber a abordagem, correu. Perseguição termina com execução Segundo o mototaxista, o homem armado saiu correndo atrás de Carlos Alberto. Ele ouviu vários tiros. Em um depoimento relatou mais de dois disparos. Posteriormente afirmou que ouviu mais de cinco. Pouco depois, o atirador retornou. Foi então que, segundo Jorge, ouviu a frase: “Matei o seu amigo e você vai ser o próximo.” A investigação aponta que quem efetuou os disparos foi Wanderson Silva Nogueira, o Wandgol. Segundo o Ministério Público, ele perseguiu Carlos Alberto pelas ruas da região até alcançá-lo e executá-lo. Mata-leão e sequestro Enquanto Carlos Alberto era perseguido, Jorge tentou fugir para o lado oposto. Mas acabou capturado. Segundo o relato, o piloto da Yamaha Lander o alcançou e aplicou um golpe conhecido como mata-leão. A polícia afirma que esse homem era Cristian Rodrigues Nepomuceno de Souza, o Negueba. A partir daí começou uma sequência de agressões. Os traficantes passaram a arrastá-lo para dentro da comunidade. “Tu tá mandado” Ainda próximo ao posto, os criminosos iniciaram os espancamentos. O motorista relatou que recebia socos, chutes e golpes enquanto era interrogado. A todo momento escutava ameaças. Segundo ele, os traficantes repetiam: “Tu tá mandado.” “Tu vai morrer.” Eles queriam saber quem ele era e qual sua ligação com Carlos Alberto. Quando informou que morava em Valverde, em Nova Iguaçu, a situação piorou. Segundo o depoimento, os criminosos passaram a desconfiar ainda mais dele porque a região possui atuação de grupos milicianos. Tráfico acreditava que motorista também era ligado à milícia O trabalhador insistia que era apenas mototaxista. Chegou a pedir seu celular para mostrar provas. Mas os traficantes já haviam ficado com o aparelho. Enquanto era espancado, um terceiro criminoso apareceu conduzindo sua motocicleta roubada. Nesse momento, segundo o relato, avisou: “Tem viatura rondando.” Mesmo assim as agressões continuaram. “Parecia um formigueiro” O motorista contou que não conseguia identificar todos os agressores. Mas afirmou que o número de traficantes aumentava rapidamente. Em determinado momento disse: “Parecia um formigueiro em cima de mim.” Ele relatou que ouviu criminosos chamando uns aos outros pelos apelidos “Negueba” e “Wandgol”. Também afirmou que um novo grupo chegou ao local em outra motocicleta. Aparição de Biel do Feijão Segundo a testemunha, uma Honda 160 preta chegou com dois ocupantes. O passageiro desembarcou, conversou com os traficantes e foi embora. Jorge afirmou ter reconhecido o homem como Hilário Gabriel dos Santos Rangel, o Biel do Feijão. Ele declarou que reconheceu o traficante por fotografias divulgadas na imprensa após uma prisão anterior. Para o Ministério Público, a presença de Biel

Antes da tortura de duas mulheres em São Gonçalo, defesa de um dos mandantes alegou que bandido não era de alta periculosidade para ficar preso em Bangu 1

Antes de ser apontado pela Polícia Civil como um dos envolvidos na tortura de duas mulheres submetidas a um “tribunal do tráfico” na comunidade do Risca-Faca, em São Gonçalo, um dos investigados, vulgo Mumu, sustentava na Justiça que não possuía perfil de alta periculosidade para permanecer em Bangu 1, uma das unidades prisionais mais rígidas do estado. Em uma petição apresentada após sua prisão em outro processo, a defesa questionou a transferência do acusado para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino, conhecida como Bangu 1. Segundo os advogados, ele foi o único entre sete denunciados encaminhado para a unidade de segurança máxima, apesar de, segundo a tese defensiva, não se enquadrar nos critérios normalmente utilizados para esse tipo de custódia. Os advogados também alegaram que a transferência teria ocorrido sem fundamentação adequada e relataram dificuldades enfrentadas pelo preso dentro da unidade, incluindo a falta de acesso ao banho de sol durante parte do período em que permaneceu custodiado, argumento utilizado para pedir sua remoção para um presídio comum. Meses depois, porém, o nome do suspeito voltou a aparecer em uma investigação relacionada a um dos episódios mais violentos registrados recentemente na região de São Gonçalo. Segundo a Polícia Civil, ele está entre os integrantes do Comando Vermelho investigados por participação nas agressões praticadas contra duas mulheres em 18 de maio deste ano, no interior da comunidade do Risca-Faca. De acordo com as investigações, as vítimas foram levadas ao chamado “tribunal do tráfico”, mecanismo de punição ilegal utilizado por facções criminosas. Elas teriam sido espancadas, humilhadas e obrigadas a se submeter a uma série de castigos impostos pelos traficantes. As mulheres tiveram os cabelos raspados e foram forçadas a caminhar pelas ruas da comunidade pedindo desculpas aos criminosos diante de moradores da região. As cenas foram registradas pelos próprios traficantes e posteriormente divulgadas nas redes sociais. Para os investigadores, a exposição das imagens teve o objetivo de intimidar a população local, reforçar o controle territorial da facção e demonstrar o poder exercido pelo grupo criminoso. Após a repercussão do caso, a Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) iniciou uma investigação que envolveu análise de vídeos, coleta de depoimentos, cruzamento de informações e diligências de inteligência. Segundo a Polícia Civil, o conjunto de provas reunido aponta a participação direta de integrantes da organização criminosa. As investigações também indicam que as ordens para a prática das torturas teriam partido de lideranças da facção com histórico de atuação no tráfico de drogas. Nesta terça-feira (2), agentes da DRE-CAP, com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), realizaram uma operação na comunidade para cumprir mandados de busca e apreensão contra os investigados. Três pessoas foram presas. As investigações prosseguem para identificar todos os participantes das agressões e aprofundar a apuração sobre a atuação da facção na comunidade do Risca-Faca. O caso chama atenção porque, enquanto a defesa sustentava anteriormente que o investigado não apresentava características que justificassem sua permanência em uma unidade destinada a presos considerados de alta periculosidade, as apurações mais recentes o colocam entre os alvos de uma investigação envolvendo um episódio de extrema violência atribuído ao chamado tribunal do tráfico. Mumu era apontado como chefe do tráfico no Morro do Estado, em Niterói. Ele fo preso ano passado (Durante a ação, os policiais apreenderam um grande arsenal: dois fuzis Colt AR-15 calibre 5,56 mm, uma pistola Glock calibre 9 mm, 91 munições calibre 5,56 mm, nove munições calibre 9 mm, três munições calibre 45 mm, além de carregadores, 885 trouxinhas de maconha, duas capas de colete, um cinto tático e R$ 200 em dinheiro. Dois veículos, um Chevrolet Onix e um Chevrolet Prisma, ambos brancos, também foram apreendidos. Segundo a polícia, ‘Mumu’ possui duas anotações criminais por tráfico de drogas e uma por homicídi

Sessão de tortura em Bonsucesso: PMs teriam usado barras de ferro e spray de pimenta contra suspeito rendido. Depois de quase três anos, envolvidos foram afastados das ruas

IDepois de quase três anos, a Justiça Militar suspendeu o exercício de função pública de dois PMs acusados de aplicar golpes com barras de ferro e de madeira, além da utilização de spray, a intenso sofrimento físico, como forma de aplicar castigo pessoal a uma pessoa que não foi identificada nos autos suspeita de furto a residência, O relatório aponta que, no dia 24 de outubro de 2023, por volta das 00h40min, na rua Bonsucesso, no bairro Bonsucesso, Rio de Janeiro/RJ, os PMs . Na ocasião, os PMs foram acionados para verificação da possível prática de furto a uma residência no endereço Ao chegarem ao local, se depararam com um suspeito, ainda não identificado e autor do suposto delito, momento em que os agentes, como forma de punição, iniciaram as agressões com a utilização de barra de ferro, pedaço de madeira e uso de spray contra a vítima. Tais atos de violência duraram cerca de 4 (quatro) minutos e foram capturados pelas imagens juntadas. Cessadas as agressões, os PMs liberaram a vítima e voltaram ao patrulhamento de rotina. A decisão judicial determinou que os PMs envolvidos não sejam escalados na atividade policial (atividade-fim), devendo permanecer na atividade administrativa; O Inquérito Policial Militar foi instaurado com a finalidade de apurar possível crime de tortura cometido pelos policiais durante o serviço, bem como eventual prática de ilícitos por parte dos militares responsáveis pelo registro dos fatos. A apuração preliminar se deu por análise da oitiva dos investigados, do Termo de Análise de Vídeo e do Laudo Pericial de Exame Audiovisual, os quais geraram os relatórios acostados ao inquérito que apontam fatos e imagens que trazem indícios mínimos dos delitos imputados na denúncia.

PISÕES NA CABEÇA, GOLPES DE FUZIL E AMEAÇAS DE MORTE”: Justiça Militar demora mais de 2 anos para agir contra PMs acusados de torturar suspeitos de tráfico no Sul Fluminense

Depois de mais de dois anos, a Justiça Militar aceitou denúncia contra três PMs acusados de invadir a casa de dois homens e torturá-los com o fim de obter informações e declaração das vítimas sobre localização de drogas. O fato ocorreu na cidade de Vassouras, no Sul Fluminense. De acordo com a denúncia, no dia 24 de outubro de 2023, por volta das 23h, na Travessa Jubal Samico no bairro Residência, os sargentos Igor, Rocha e Pinho entraram,clandestinamente na casa de J.M.R.A. Os agentes teriam agredido a vítima com socos e chutas causando-lhe sofrimento físico e mental, vindo a provocar lesões no rapaz.Na ocasião, os três PMs estavam em serviço de Patamo 4ª CIA quando receberam uma denúncia anônima de que haveria tráfico de drogas na rua da ¿Antiga Linha¿. Os agentes suspeitos procederam ao local e encontraram um homem chamado S que foi revistado sem que nada de ilícito fosse encontrado consigo. Após liberálo, os policiais militares continuaram o patrulhamento, até que desembarcaram da viatura e procuraram por ele novamente, tendo o revistado mais uma vez. S conseguiu fugir. Então, os militares invadiram a casa de J e o agrediram com pisões na cabeça e nas costas, bem como ameaças de morte, para obter informações e declarações acerca da localização de drogas, vindo a provocar equimoses na região infraescapular esquerda, na região paravertebral dorsal direita, na região lombar esquerda, na região temporal direita,descritas Já com J na viatura, os PMs se deslocaram até a casa de S, invadindo a residência e encontrando-o no quintal. Nessa ocasião, os três policiai lhe desferiram socos, chutes e golpes com fuzil na costela e, já na viatura, um dos PMs lhe desferiu um soco na boca, provocando lesões Até agora, no entanto, a Justiça não aplicou qualquer punição aos PMs suspeitos. O MP requereu a condenação dos envolvidos.

TORTURA POLICIAL: Depois de mais de três anos, Justiça afasta PMs acusados de torturar homem com pauladas para descobrir esconderijo de drogas em Jacarepaguá

Depois de mais de três anos, a Justiça Militar decidiu suspender a função pública de três PMs suspeitos de cometer atos de tortura para obter informação sobre localização de drogas. Segundo os autos, no dia 27 de dezembro de 2022, por volta das 17h30min, na rua XIV de dezembro, no interior da comunidade Asa Branca, no bairro de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, os agentes deram pauladas nas pernas e nos braços em M.J.V. G, causando-lhe sofrimento físico, com o intuito de obter informação sobre a localização de drogas. Na ocasião, os PMs estavam escalados no serviço de Patamo, quando, ao realizarem campana policial, por volta das 17h30min, visualizaram a vítima e procederam a sua abordagem. Com a aproximação dos militares, o alvo fugiu tendo sido capturado. Com isso, um dos PMs, Pimentel desferiu pauladas nos braços e pernas de M enquanto que os outros agentes permaneceram ao seu lado de modo encorajador, fazendo a varredura do local em busca de drogas. A apuração preliminar se deu por por meio de depoimento da vítima, os quais geraram os relatórios acostados ao inquérito que apontam imagens e diálogos que trazem indícios mínimos dos delitos imputados na denúncia. Com a decisão da Justiça, os PMs, até a sentença definitiva ou ordem de contracautela, não podem escalados na atividade policial (atividade-fim), devendo permanecer na atividade administrativa

Rapazes que fugiam de assalto entraram no Complexo de Israel (TCP), foram sequestrados e torturados e quase acabaram “picotados” em tribunal do tráfico comandado por irmão de Peixão. Bandidos desistiram de matá-los por achar que “ia dar m..”

A Justiça decretou no últmo sábado (9) a prisão preventiva de 12 traficantes do Complexo de Israel, entre eles de Sardinha, irmão do chefão local, Peixão.Eles são acusados de espancar dois rapazes que ingressaram na favela para fugir de uma tentativa de assalto. Os traficantes chegaram a dizer era para ‘picotar eles” mas depois desistiram “achando que ia dar merda”. Os autos revelam momentos dramáticos vivido pelas vítimas. Segundo os autos, no dia 09 de janeiro de 2026, os rapazes transitavam de motocicleta pela região da Penha/Parada de Lucas, quando, diante de uma tentativa de assalto, ingressaram na Comunidade Cidade Alta, tida como área estratégica do Complexo de Israel, sendo palco frequente de ações armadas contra forças de segurança e de imposição de uma ordem paralela, sustentada pelo tráfico de drogas. De acordo, com os depoimentos colhidos em sede policial, as vítimas, ao adentrarem a comunidade, teriam sido perseguidas por diversos integrantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro os quais, em superioridade numérica e fortemente armados, teriam efetuado disparos de arma de fogo em via pública, o que resultou, inclusive, no óbito de Jandir da Nóbrega Amorim, senhora de 70 anos que acabou alvejada Após buscarem abrigo em uma residência local, as vítimas relatam terem sido cercadas por inúmeros integrantes da citada facção, os quais as teriam capturado e as submetido a uma sequência de ameaças, agressões e atos tortura, que só cessaram após o início de uma operação policial de resgate.Um dos rapazes foi capaz não só de reconhecer os denunciados em sede policial, mas também de detalhar e individualizar a conduta de cada um deles: Lulão ou Lulinha, Sardinha ou Aldo Sem Perna, Quinho, Farinha, Di Bebê, Paulo Henrique, Ninho, Amarelo, Titânio, Gordinho, Carroceiro e Allan. O jovem se recorda que assim que buscou abrigo numa casa da comunidade, juntamente com o amigo, pediu ajuda pelo 190, logo em seguida, notou que a casa foi cercada por criminosos e fato contínuo, eles entraram na casa e começaram a bater neles. Disse que Lulão e Farinha o agrediram com socos no rosto e nas costas, Di Beb~e e Pauo Henrique o agrediram com a coronhas de armas;Falou que depois dessa sessão de espancamento foi retirado da casa e foi obrigado a entrar dentro de um veículo preto tipo SUV, onde estavam Quinho, Ninho, Titânio e Gordinho que a todo momento agrediram o depoente, com socos e golpes de coronha das armas e diziam “Agora você vai morrer no resort Playboy”. Ele soube que seu amigo entrou em outro carro. Chegando no resort foi levado a presença de Sardinha disse: “O qye está fazendo aqui: Onde você foi se meter. Agora você vai morrer”. Logo teve início uma nova etapa de espancamentos, onde os criminosos que estavam no carro com o depoente, reiniciaram a violência com chutes, socos e golpes de armas, ainda com a ajuda de Carroceiro e Allan.que estavam no Resort, também agrediram o depoente com socos e chutes e ameaças de morte, gritando: “Vamos picotar vocês”. Em dado momento, Amarelo se aproximou, recebeu uma ligação, respondeu OK e ordenou para os demais: “Não vamos matar eles. Se não vai dar merda, dá mais umas porradas e vamos levar eles”. O rapaz esclareceu que foi possível ver o rosto dos criminosos pois todos estavam com rosto descoberto, também estava sempre bem próximo deles e a todo momento era golpeado por um ou outro; Disse saber que a localidade onde estava faz parte da Comunidade Cidade Alta, localidade dominada pela facção criminosa Terceiro Comando Puro, tendo como seu líder, o traficante conhecido como Peixão. A outra vítima deu as mesmas delcarações sobre o episódio. Não há nos autos, no entanto, como eles conseguiram deixar a favela. ]Vale mencionar que, de acordo com as investigações, o local conhecido como “resort”, mencionado reiteradamente pelas vítimas, é tido popularmente como um ponto de reunião e execução de ordens da facção, sendo utilizado para sessões de tortura e julgamentos informais, sob comando das lideranças do TCP, Foram expedidos mandados de prisão, com prazo de 20 (vinte) anos aos suspeitos.

Sessões de tortura filmadas pelo TCP chocaram pequena cidade do interior do RJ “Berravam de dor”

Na pacata cidade de Cardoso Moreira, no interior do RJ, cenas que costumam acontecer na Região Metropolitana se repetiram em um município pequeno. Segundo os autos, membros da facção criminosa Terceiro Comando Puro, instauraram verdadeiro ¿tribunal do crime.  Eles submeteram duas pessoas a intenso sofrimento físico e mental, consistente em linchamento por pauladas, como forma de punição, em razão de o primeiro ter contraído uma dívida de drogas e o segundo ter furtado uma bicicleta em local dominado pela facção.  Ambas as sessões de tortura foram filmadas e compartilhadas entre os moradores do pequeno munícipio do interior, o que abalou a comunidade. Os vídeos mostram uma verdadeira sessão de tortura, sendo os ofendidos espancados a pauladas pelos réus, de forma selvagem, enquanto suplicam por clemência e berram de dor.  Os acusados exerciam domínio fático contra as vítimas, pois, através do engendramento da facção criminosa TCP, se colocaram como verdadeiro poder paralelo ao Estado, para subjugar as vítimas, se utilizando da violência, da coordenação e da superioridade numérica. O processo tramita em sigilo e não se sabe quantos são os envolvidos e se já teve mandados de prisão expedidos. Se sabe que tem um menor envolvido.

NÃO É NOTÍCIA REPETIDA NÃO: Outro caso de ‘tribunal do tráfico’ do TCP em Italva (RJ) em que vítimas foram agredidas a madeiradas. Crime foi filmado

Levantamos outro caso de ‘tribunal do tráfico’ no município de Italva, no Noroeste Fluminense, ocorrido no ano passado, que envolve também bandidos do Terceiro Comando Puro e um dos criminosos que teria participado da tortura do caso anterior noticiado também por nós. No mês de abril de 2025, no período noturno no Bairro São Caetano, Italva/RJ, traficantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) submeteram três pessoas a intenso sofrimento físico, mediante agressões com pedaços de madeira, filmadas e divulgadas em vídeos, em típico procedimento de “tribunal do tráfico”. As agressões contra uma das vítimas ocorreram em represália ao depoimento prestado por ela em procedimento policial que apura homicídio, sendo o motivo da tortura dívida de drogas com a facção TCP, da qual os denunciados são integrantes. Já as agressões contra um outro foram em razão de desentendimento relacionado ao tráfico de drogas no bairro São Caetano,, também motivadas por dívida. Os vídeos das agressões, juntados aos autos, mostraram o traficante “G3” filmando e dando comandos, Marreco agredindo as vítimas com pedaço de madeira, e PL participando das agressões, conforme reconhecido por testemunhas e por policial militar que conhece os envolvidos. As vítimas, por medo de represálias, não procuraram atendimento médico nem formalizaram registro de ocorrência, sendo que uma delas mudou-se de Italva após os fatos, com destino incerto e não sabido.

Interior sob terror: jovem foi brutalmente espancado em “tribunal do tráfico” do TCP em plena luz do dia no RJ e teve que se mudar de cidade

Até mesmo em pacatas cidades do interior do Estado do Rio de Janeiro, cenas de extrema violência semelhantes às ocorridas na capital e Região Metropolitana costumam acontecer.. Foi o caso do município de Italva, no Noroeste Fluminense. No dia 22 de outubro de 2025 , entre 09h e 11h, no bairro São Caetano, traficantes do Terceiro Comando Puro submeteram um rapaz  a intenso sofrimento físico, mediante agressões com pedaços de madeira, em típico procedimento de “tribunal do tráfico”, com o objetivo de aplicar castigo pessoal, por suposta dívida de drogas com a facção. Os criminosos, agindo em conjunto, restringiram a liberdade da vítima, agredindo-a fisicamente e moralmente, inclusive com a participação de um adolescente, corrompido pelos adultos, conforme apurado nos autos. Os crimes foram praticados em contexto de domínio territorial do tráfico de drogas, com emprego de violência e grave ameaça, em plena luz do dia, em local público, visando impor temor à comunidade e reafirmar o poder da facção TCP.  A vítima, por medo de represálias, não formalizou registro de ocorrência imediatamente e mudou-se de Italva após os fatos, estando em local incerto e não sabido. O Ministério Público Estadual denunciou quatro suspeitos do crime, entre eles o traficante G3, gerente da facção e responsável por ordenar a execução do “tribunal do tráfico” contra a vítima. Um dos bandidos que participou diretamente das agrssões se descuidou e deixou documento e telefone celular na residência da vítima, evidenciando envolvimento ativo. Um terceiro ficou encarregado de dar pauladas na vítima e o quarto confessou ter desferido soco nas costas do rapaz.

DESCULPA REVOLTANTE: Pais presos por tortura de bebê de 50 dias dizem que carrinho que fechou sozinho com criança dentro causou lesões; médicos apontam sinais de violência extrema

A investigação sobre o caso do bebê de apenas 50 dias internado em estado gravíssimo na Baixada Fluminense ganhou um novo e revoltante capítulo: os pais presos suspeitos de tortura e estupro afirmaram segundo testemunhas que as graves lesões teriam sido causadas porque o carrinho onde a criança estava “fechou com ela dentro”. Segundo a assistente social responsável por ouvir o casal, os dois também disseram ter ficado surpresos com o estado da criança, o que levantou ainda mais suspeitas diante da gravidade dos ferimentos. A justificativa foi apresentada em depoimento, mesmo com os próprios investigados reconhecendo que se trata de um carrinho leve — versão considerada incompatível com a extensão das lesões. A reportagem teve acesso ao inquérito, que aponta um quadro extremo de violência. A bebê foi transferida do Hospital Geral de Nova Iguaçu para a UTI neonatal após apresentar politrauma e convulsões. De acordo com a médica pediatra e neonatologista responsável pelo atendimento, a criança apresentava hemorragia intracraniana, identificada em tomografia, além de lesões cerebrais antigas e recentes, em diferentes estágios evolutivos — quadro altamente sugestivo da chamada Síndrome do Bebê Sacudido. A médica também relatou que exames de corpo inteiro identificaram fraturas antigas em três arcos das costelas, já em processo de cicatrização, indicando episódios anteriores de agressão. Em avaliação oftalmológica especializada, foram constatadas múltiplas hemorragias retinianas, outro indicativo típico de violência. O caso se torna ainda mais grave com a suspeita de abuso sexual. Segundo a equipe médica, durante procedimento de troca de sonda, foi verificado que a criança apresentava ânus extremamente dilatado, com sangramento e vermelhidão intensa, condição absolutamente incompatível com a fisiologia de um bebê e sugestiva de violência. Ainda de acordo com a médica, a bebê segue em estado extremamente grave, sob ventilação mecânica, sedação contínua e uso de medicações, com risco concreto de morte. Outro ponto destacado pela profissional foi o comportamento dos pais, que não procuraram a equipe médica para obter informações sobre o estado da filha nem demonstraram reação emocional compatível com a gravidade do quadro durante todo o período de internação. A assistente social também relatou que o casal negou qualquer agressão física e apresentou apenas a versão do carrinho como explicação para todas as lesões. O inquérito aponta ainda que a bebê permanecia praticamente todo o tempo sob os cuidados diretos da mãe, sem contato frequente com terceiros, convivendo basicamente apenas com os próprios pais — fator que, segundo os investigadores, torna o caso ainda mais grave e reforça que as agressões ocorreriam dentro do ambiente familiar. O pai da criança possui condenação anterior por tortura-castigo contra outra filha, o que agrava ainda mais a suspeita sobre o histórico de violência. Para a polícia, não há qualquer explicação plausível para o conjunto de lesões. Os exames indicam agressões repetidas ao longo do tempo, evidenciadas pelos diferentes estágios de cicatrização. Diante da gravidade do caso, a Justiça decretou a prisão temporária do casal. As investigações seguem para apurar todos os detalhes, incluindo a possível prática de estupro de vulnerável.

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