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Bandido preso em condomínio invadido em Itaboraí disse que porteira seria condenada e agredida pelo tráfico se não lhe avisasse sobre a chegada da polícia

Uma porteira de condomínio em Itaboraí teria sido ameaçada por um traficante para funcionar como seu “radar” contra a polícia. Segundo o Auto de Prisão em Flagrante, o homem determinou que ela avisasse sempre que policiais chegassem ao local e teria dito que, caso não cumprisse a ordem, ela poderia ser condenada pelo tráfico e sofrer agressões. A ameaça teria acontecido na véspera da prisão. Por volta das 18h30 do dia 31 de agosto, o suspeito teria ordenado que a funcionária comunicasse qualquer chegada de policiais ao condomínio. Na manhã seguinte, a ordem acabou sendo cumprida. Quando percebeu a presença dos agentes, a porteira ligou para o suspeito usando o telefone da portaria e avisou que a polícia estava no local. Só que, desta vez, os policiais já estavam atrás dele. Por volta das 6h do dia 1º de setembro de 2026, uma equipe de busca do serviço reservado do 35º Batalhão de Polícia Militar foi até o Condomínio Residencial Dom Marcelino, na Rua J, nº 10, no bairro Bela Vista, em Itaboraí. A ação de inteligência apurava uma denúncia sobre a presença no condomínio de suspeitos de participação em um ataque ocorrido no bairro Outeiro das Pedras, na madrugada de 30 para 31 de agosto. O caso é investigado no inquérito nº 071-07298/2026. Ao perceber a movimentação policial, o custodiado tentou escapar pulando o muro do condomínio, mas acabou abordado e preso. E a fuga não era o único problema. Com o homem, os policiais encontraram uma mochila contendo 156 tiras de maconha, 94 pinos de cocaína, 336 pedras de crack, cinco rádios transmissores, duas bases para carregamento de rádio, três celulares e R$ 59 em espécie. A porteira também foi conduzida para a unidade policial. Em seu depoimento, contou que havia avisado o suspeito sobre a chegada da polícia porque, no dia anterior, ele havia determinado que ela fizesse isso e a ameaçado. Segundo a funcionária, caso não avisasse sobre a presença dos policiais, ela seria responsabilizada pelo tráfico e ainda sofreria agressões. Na prática, segundo o relato registrado no flagrante, o suspeito teria usado a ameaça para transformar a porteira em um sistema de alerta particular, capaz de avisá-lo quando a polícia entrasse no condomínio. O material apreendido foi encaminhado para perícia. O exame apontou 1.640 gramas de maconha, 75 gramas de cocaína em pó e 150 gramas de cocaína na forma popularmente conhecida como crack.

Traficante do CV escondido na Rocinha ameaça síndicos e ordena invasão de três condomínios em Itaboraí; criminosos destruíram monitoramento e central de internet

Um traficante do Comando Vermelho que estava escondido na comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio, comandou uma invasãoa três condomínios residenciais no bairro Outeiro das Pedras, em Itaboraí. Trata-se de Jorge Mesquita da Silva, o Bicudo, 31 anos, As informações são da jornalista Roberta Trindade Os agentes da lei conseguiram chegar ao criminoso mesmo após seus comparsas destruírem câmeras de segurança dos imóveis, na madrugada de hoje. As investigações apontam que Bicudo ameaçava síndicos de condomínios com o objetivo de reforçar seu domínio territorial. De acordo com a Polícia, ele controla a venda de drogas não apenas no Outeiro das Pedras, mas também no bairro Bela Vista, igualmente em Itaboraí. Na madrugada desta segunda-feira, policiais militares foram acionados para verificar uma invasão ao condomínio Village Recanto, no Outeiro das Pedras. Segundo relatos de testemunhas, cerca de seis criminosos armados com fuzis e pistolas entraram no residencial, quebraram câmeras de segurança e destruíram a central de internet. Durante a ação, os bandidos teriam afirmado que não permitiriam mais a atuação da empresa Predial, responsável pela prestação desses serviços aos moradores. O grupo ainda invadiu o condomínio Vila das Mangueiras II, onde o sistema de monitoramento também foi destruído, e seguiu posteriormente para o condomínio Chardonnay, localizado em uma rua próxima. Ainda segundo testemunhas, os criminosos efetuaram disparos contra a guarita do Village Recanto e atiraram no interior do condomínio. Para realizar a ação e fugir, o bando utilizou três veículos: um Hyundai HB20 branco e dois Fiat Palio cinza, cujas placas não foram identificadas.Imagens de câmeras de segurança obtidas pela reportagem mostram parte da movimentação do grupo durante a madrugada. Em uma das gravações, feita por volta das 3h25, é possível observar um automóvel circulando nas proximidades de um dos condomínios. Outro registro mostra um dos homens portando uma arma longa junto à entrada de um residencial. Os equipamentos registraram parte da ação antes que fossem danificados pelos criminosos. Equipes do 35º BPM foram mobilizadas para a ocorrência e policiais realizaram buscas na região. A perícia também esteve no local para analisar os vestígios deixados pelos criminosos. O caso foi registrado na 71ª DP (Itaboraí). Bicudo é irmão de Pedro Henrique Mesquita da Silva, o Tikinho, 38 anos, que possui 11 anotações criminais por delitos como roubo, tentativa de homicídio, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas. Segundo a Polícia, Tikinho atualmente atua como “matuto” do CV — comercializando drogas em grandes quantidades para favelas e morros controlados pela facção. Os dois são filhos de um ex-traficante que, hoje, mantém um comércio na Rocinha. Contra Bicudo há dois mandados de prisão em aberto, por roubo e homicídio. O acusado possui ainda quatro anotações criminais — duas por tráfico de drogas, uma por resistência e outra por tentativa de homicídio.

Chefão do CV usa redes sociais para declarar guerra a rivais do TCP. “Para que haja paz é preciso ter a guerra”

Apontado como principal liderança do Comando Vermelho em Duque de Caxias, o traficante Bochecha Rosa (BX), que controla a Favela do Corte 8, fez uma publicação no seu perfil do Instagram sobre alguns acontecimentos em favelas dominadas pelo TCP em Duque de Caixas, se referindo a Gramado e Pantanal. Ele deixou claro que vai começar a guerra pra tomar essa região. Após a publicação, moradores dessas áreas teriam mandado mensagens para o criminoso pedindo ao BX para tomar essa área que é dominada pelo traficante Corinthians. Veja as postagens: Anos atrás, os traficantes Corinthians e Flamengo deram um golpe na quadrilha do traficante Fernandinho Beira-Mar e tomaram áreas dele em Duque de Caxias. Os comentários sobre possível guerra na região já circulam há alguns dias nas redes sociais.

Ameaçado por Peixão (TCP) e endividado com traficantes, homem foi forçado a ir a Manaus buscar quase 20 kg de maconha para trazer para o sul do país. Acabou parado no aeroporto do DF

Usuário de drogas e endividado com traficantes, um homem chamado Felioe afirmou à Justiça que passou a ser ameaçado pelo traficante carioca Peixão e que, diante das pressões, acabou obrigado a cumprir uma missão para quitar a dívida: buscar uma grande quantidade de maconha em Manaus, no Amazonas, e transportá-la para a região Sul do país. A história terminou no Aeroporto Internacional de Brasília, onde Felipe foi preso com 19 tabletes de maconha, totalizando 19,305 quilos. Segundo a versão apresentada pela defesa no processo, Felipe teria sido colocado sob forte pressão por causa de uma dívida com traficantes. Ele alegou que recebeu ameaças de Peixão e que temia sofrer represálias caso não cumprisse a determinação de transportar a droga. A defesa utilizou justamente esse contexto para tentar demonstrar que Felipe não teria agido por livre vontade. USUÁRIO, DÍVIDA E AMEAÇAS De acordo com a versão apresentada no processo, Felipe era usuário de drogas e acabou contraindo uma dívida com traficantes. A situação teria se agravado quando, segundo seu relato, passou a receber ameaças de Peixão. Pressionado pelo débito e temendo pelas consequências caso se recusasse a colaborar, teria sido encarregado de buscar a droga em Manaus. A missão era transportar o entorpecente posteriormente para a região Sul. A defesa sustentou que as ameaças foram tão graves que Felipe teria agido sob uma situação de coação moral irresistível, argumento utilizado para pedir sua absolvição. QUASE 20 QUILOS DE MACONHA No dia 13 de novembro de 2025, por volta das 8h, a viagem terminou em Brasília. Felipe foi abordado no Aeroporto Internacional de Brasília transportando 19 tabletes de maconha, acondicionados em papel de seda e plástico filme. A perícia confirmou que a substância era maconha, com peso total de 19,305 quilos. Durante o processo, o próprio acusado confirmou que fazia o transporte da droga. A defesa, entretanto, insistiu que ele havia sido colocado naquela situação por causa da dívida e das ameaças que, segundo seu relato, teria recebido de Peixão. O próprio depoimento de Felipe também reforça a conexão da operação com o Rio de Janeiro. Segundo ele, as pessoas que fizeram contato com ele em Manaus para que pegasse a droga eram do Rio. Felipe afirmou que não sabia os nomes dos envolvidos, mas contou que, ao chegar a Manaus, recebeu uma ligação, foi buscado no aeroporto e levado para uma casa. No local, recebeu uma mala que já estava com a droga que deveria transportar para Florianópolis. A declaração é relevante porque, segundo o próprio acusado, a articulação para que ele buscasse o entorpecente em Manaus partiu de pessoas que tinham ligação com o Rio de Janeiro. Ele também relatou que não recebeu os nomes dos envolvidos porque, segundo sua versão, eles não confiavam nele o suficiente para revelar suas identidades. O acusado afirmou ainda que receberia R$ 1 mil pelo transporte e que consumiu grande quantidade de cocaína durante a passagem por Manaus. AMEAÇA NÃO CONVENCEU A JUSTIÇA A Justiça não aceitou a tese de que Felipe teria agido sob coação irresistível. O juiz considerou comprovadas a materialidade e a autoria do crime e rejeitou a alegação apresentada pela defesa. Assim, o caso acabou revelando uma história em que, segundo o próprio acusado, uma dívida relacionada ao consumo de drogas teria evoluído para ameaças de Peixão e o obrigou a entrar em uma operação para buscar quase 20 quilos de maconha em Manaus.

HISTÓRIA ANTIGA MAS NUNCA CONTADA: O papo foi dado, nóis vai cobrar’: policial penal que apreendia drogas no presídio encontrou ameaça do Comando Vermelho no carro dentro do Complexo de Gericinó e se aposentou por invalidez”

Uma história pouco conhecida, mas de enorme impacto, veio à tona em uma ação movida na Justiça por uma policial penal aposentada contra o Estado do Rio de Janeiro e o Rioprevidência. Na ação, a servidora sustenta que desenvolveu incapacidade permanente para o trabalho após sofrer uma ameaça de morte atribuída a integrantes do Comando Vermelho dentro do Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, e busca o reconhecimento de que sua aposentadoria decorreu de doença ocupacional, o que lhe garantiria proventos integrais. Segundo o processo, a policial ingressou na carreira em 2010 e, à época dos fatos, atuava na Penitenciária Moniz Sodré, unidade destinada a presos ligados ao Comando Vermelho. Lotada no setor de revista de visitantes, ela era responsável por impedir a entrada de drogas, armas e outros materiais ilícitos no presídio, realizando cerca de 250 revistas por plantão. A ação relata que, durante 2016, a servidora participou de diversas apreensões de drogas e conduções de visitantes à delegacia, após flagrantes de tentativas de introdução de entorpecentes na unidade prisional. O trabalho rigoroso teria desagradado integrantes da facção criminosa. Um dos episódios descritos ocorreu quando uma visitante de um detento do pavilhão B foi submetida a uma revista após o detector de metais apresentar repetidos sinais. Como não havia efetivo suficiente para operar o equipamento de escaneamento corporal, a mulher foi informada de que poderia aceitar a revista manual ou desistir da visita. Ela concordou com o procedimento e nada de irregular foi encontrado. Posteriormente, porém, colegas de trabalho informaram à policial que a visitante havia reclamado da abordagem aos integrantes da facção, acusando-a de supostos abusos e afirmando que o chamado “coletivo” do Comando Vermelho estaria revoltado com sua atuação. Embora a servidora reconheça que essas informações tenham chegado por intermédio de colegas, a ação sustenta que elas não poderiam ser tratadas como meros comentários diante do ambiente de violência vivido diariamente dentro do sistema prisional e do histórico de apreensões realizadas por ela. Dias depois, a ameaça se concretizou. Na tarde de 16 de novembro de 2016, ao deixar o plantão e caminhar até seu carro, estacionado ainda dentro do Complexo de Gericinó, a policial encontrou um papel preso ao retrovisor esquerdo do veículo. Ao abrir o bilhete, leu a seguinte mensagem: “O PAPO FOI DADO – NOIS VAI COBRA – TU TEM FAMILHA.” A ameaça fazia referência direta à família da servidora, que havia se tornado mãe no ano anterior, ampliando o temor de que não apenas ela, mas também seus familiares pudessem ser alvo da organização criminosa. O caso foi imediatamente comunicado à direção da Penitenciária Moniz Sodré. A administração determinou o encaminhamento da policial à autoridade policial, sendo registrado, no dia seguinte, o Termo Circunstanciado nº 034-14078/2016. O documento, segundo a ação, apreendeu o bilhete e relacionou a ameaça ao exercício das funções da servidora no setor de revista de visitantes e às constantes apreensões de drogas realizadas por ela, ressaltando ainda que a unidade era destinada a internos vinculados ao Comando Vermelho. Na ação judicial, a policial afirma que os episódios vividos no exercício da função culminaram no desenvolvimento de um quadro incapacitante que levou à sua aposentadoria por invalidez permanente, concedida em outubro de 2018. O benefício, entretanto, foi calculado com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. Agora, ela pede que a Justiça reconheça que a invalidez decorreu diretamente das atividades exercidas como policial penal e do trauma provocado pelas ameaças sofridas em razão do combate ao crime organizado dentro do sistema penitenciário. Caso o pedido seja acolhido, a servidora terá direito à revisão da aposentadoria, com pagamento de proventos integrais e das diferenças salariais retroativas.

Traficante do TCP que levou golpe e perdeu áreas em Vargem Grande tentou acordo com rivais (OUÇA ÁUDIO) que não aceitaram e ainda debocharam. “Tá passando vergonha”. Mesmo assim, bandido ameaçou moradores e comerciantes (OUÇA)

Depois de ter tomado um golpe e perdido todas as comunidades para o Comando Vermelho na região de Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio, o traficante GB teria supostamente tentado negociar com rivais a retomada das áreas. Um áudio atribuído a ele que circula nas redes sociais reforça essa suspeita ]OUÇA:https://x.com/Vargensnoticia/status/2074545255471354212/video/1 O mesmo bandido também teve um áudio divulgado em que ameaçaria moradores e comerciantes da região OUÇA: https://x.com/Vargensnoticia/status/2074524655172333772/video/1 Segundo apuração do repórter Bruno Assunção, um dos áudios mostra o criminoso conhecido como BMW, apontado como uma das principais lideranças do CV, rejeitando qualquer possibilidade de acordo com o TCP. Outros soldados da facção também teriam se manifestado contra a negociação. O CV ainda debochou do CV; ENTENDA O CASO Entre sexta-feira e sábado, o Terceiro Comando Puro perdeu suas comunidades em Vargem Grande devido a um “golpe de estado”, agora todas pertencem ao Comando Vermelho. Segundo relatos, a troca de bandeira teria acontecido pois um dos chefes do TCP na região, vulgo GB, não estaria dando a devida atenção nas comunidades e deixando seus soldados “abandonados”. Com a mudança, GB e seus aliados buscaram refúgio no Complexo da Maré. Os principais articuladores da ação teriam sido os traficantes Orelha, chefe da comunidade Taboinha, e o Renatinho, que era um dos homens de confiança do GB. Na sexta, traficantes do TCP tentaram baquear a Favela do Canal porém não tiveram sucesso e um inocente acabou morto. Até o momento, o CV encontra apenas milicianos como resistência em Vargem Grande. O vídeo abaixo, mostra GB e seus aliados exibindo seus armamentos. Eles estariam escondidos na Vila do João (TCP). As comunidades que trocaram a bandeira foi: Pombo Sem Asa, Canal, Taboinha, Comunidade do 30, Paciência, Vila dos Crentes e Fundação.

Após ameaças de traficantes, Claro ficou meses impedida de atuar em comunidade do Complexo da Penha (CV)

Equipes da concessionária Claro foram proibidas por meses de entrar em regiões do Complexo da Penha no ano passado. Uma cliente chegou a entrar na Justiça contra a empresa em razão da interrupção do serviço de Internet e mudou de operadora.  Consta no Registro de Ocorrência de ID 187227194 que no dia 27.01.2025 prestadores de serviço da operadora Claro compareceram à Rua Inácio Acioli, no bairro da Penha Circular, nas proximidades da Comunidade do Sereno, no Complexo da Penha para executar reparo na rede. Contudo, conforme aquele mesmo registro de ocorrência, os técnicos foram ameaçados e expulsos por por traficantes.  Pelo menos até junho de 2025 quando o processo criminal tramitou,  a concessionária  foi impedida de prestar qualquer serviço na localidade, deixando de atender inúmeros clientes. Hoje em dia não sabemos como está a situação.. A moradora disse que, quando contratou a empresa era possível a prestação do serviço de internet banda larga na área, tanto que o serviço foi devidamente instalado e, ao que tudo indica, funcionava regularmente. Entretanto, no início do ano de 2025, a a operadora comprovou que a manutenção deste mesmo serviço na região não se fazia mais possível, dada a crescente criminalidade que assola a cidade, sobretudo as regiões Norte e Oeste  A Claro argumentou ser dificil acessar esses locais atualmente para executar reparos, necessários muitas vezes devido aos danos causados por condutas dos próprios traficantes, que vandalizam o cabeamento das operadoras, eis que interessados em prestar os serviços em troca da contraprestação pecuniária como mais uma fonte de renda para o tráfico. A Justiça concluiu que exigir da operadora o reparo do serviço, assim que acionada pela consumidora, significaria pôr em risco a integridade física e até mesmo a vida dos seus colaboradores, o que não se mostra razoável e negou a indenização por dano moral exigida pela cliente. 

Traficante do TCP presa com o filho em Cabo Frio ameaçou picotar casal por suspeitar que morasse em favela rival. Vítimas fugiram e mulher foi baleada na orelha

  A traficante que foi presa ontem com o filho suspeita de comandar o crime na comunidade Buraco do Boi, em Cabo Frio, ameaçou picotar duas pessoas abordadas por ela no ano passado em um estacionamento na cidade. A criminosa questionou as vítimas se elas moravam na Favela do Luxo, dominada por uma facção rival. Os alvos fugiram mas tiveram o carro atingido por tiros e uma mulher acabou atingida na orelha. A investigação demonstrou que os fatos se iniciaram no estacionamento no Centro, região adjacente à comunidade conhecida comuraco do Boi, dominada pela facção criminosa Terceiro Comando Puro. Naquela manhã, as vítimas trabalhavam no estacionamento quando foram abordadas pela traficante  responsável pelo controle do tráfico de drogas local, acompanhada de diversos indivíduos armados, dentre eles Cocão. Os bandidos forçaram as vítimas  a se identificarem, indagando-lhes seus endereços e afirmando que verificariam se seriam moradores de área dominada pelo comando vermelho, facção riva. Diante da suspeita de que o casal residia na comunidade do Lixo, área sob o domínio do Comando Vermelho, os investigados proferiram ameaças explícitas de morte, afirmando que, se confirmada a vinculação territorial rival, ‘não sairiam vivos dali’, e que seriam ‘picotados’, tendo os suspeitos fotografado as vítimas. As vitimas pediram para serem retirados imediatamente do local pelo proprietário do estacionamento, que conduziu o casal em seu automóvel. Poucos minutos após deixarem o local, já na rotatória da Avenida Adolfo Beranger Júnior, o veículo foi surpreendido por disparo de arma de fogo que atingiu o vidro traseiro direito e feriu a moça na orelha esquerda . As vítimas dirigiram-se imediatamente à Delegacia, onde registraram o fato e foram encaminhadas para atendimento médico e posterior exame de corpo de delito no IML, que confirmou a lesão produzida por projétil de arma de fogo. Durante o procedimento, as vítimas reconheceram a mulher e Cocão.como o indivíduo que também proferiu ameaças diretas e participou da perseguição e identificação do casal O vigia do estacionamento, confirmou que o casal ficou apavorado logo após a abordagem , deixando o local minutos antes do disparo, e que o automóvel do dono etornou com evidente dano decorrente de arma de fogo  A operação de ontem Policiais civis da 126ª DP (Cabo Frio) desmontaram uma central de monitoramento do tráfico, nesta quarta-feira (25/06), e prenderam mãe e filho apontados como lideranças da facção criminosa Terceiro Comando Puro em Cabo Frio.. A ação aconteceu no Buraco do Boi, no mesmo município, na Região dos Lagos. Após intenso trabalho de investigação da unidade, os agentes identificaram que um endereço da região estava sendo utilizado como ponto estratégico e operacional da facção criminosa Terceiro Comando Puro. Os agentes deflagraram uma operação na localidade e, durante a abordagem, as equipes localizaram uma central de monitoramento clandestina do tráfico. Os policiais flagraram um sofisticado sistema de monitoramento da facção composto por diversas câmeras distribuídas nas entradas, saídas e becos da localidade, permitindo o acompanhamento em tempo real da movimentação das forças de segurança. Ainda durante as diligências, os policiais localizaram uma narcotraficante envolvida em tentativas de homicídios praticadas durante a disputa territorial entre facções criminosas na localidade. Contra ela, foi cumprido um mandado de prisão. Também foi capturado o filho dela, um criminoso apontado como uma das principais lideranças operacionais do TCP na região. As investigações apontam que ambos exerciam funções de comando da facção em Cabo Frio, sendo responsáveis pela gestão do tráfico de drogas, coordenação de criminosos armados e pela determinação de ações violentas destinadas à manutenção do domínio territorial. Ao serem flagrados, a mulher tentou fugir pulando do terraço para o imóvel do vizinho e sofreu lesão no pé. Ela foi socorrida pelos agentes e, posteriormente, conduzida à 126ª DP.No imóvel, agentes apreenderam grande quantidade deventorpecentes já embalados para comercialização. Ao todo, foram arrecadados 1870 buchas de maconha, 23 tabletes de maconha e 9 unidades de crack. Além disso, os policiais localizaram duas pistolas, aparelhos celulares, rádios comunicadores, bases de comunicação, cadernos de anotações do tráfico, dinheiro em espécie, material utilizado para endolação de drogas e diversas embalagens com a identificação da facção criminosa. Conforme apurado, o imóvel também  funcionava como base operacional da organização criminosa, sendo utilizado para armazenamento de armas e drogas e gerenciamento das atividades ilícitas, além do monitoramento permanente da atuação das forças de segurança na região.

“Quem ficar contra nós, vai entrar na bala”: traficante do CV faz ameaça pública a moradores e apoiadores da milícia na Zona Oeste no Rio. OUÇA COMPLETO

Em um áudio que circula nas redes sociais atribuído ao traficante RD vinculado ao Comando Vermelho, ele fez uma série de ameaças às pessoas que estariam apoiando milicianos na Zona Oeste do Rio de Janeiro. “Não se mete na porra da guerra não hein. É só meia dúzia de gato pingado que está fechando com essa merda de milícia, esculachando nosso bairro, esculachando criança, esculachando morador, ninguém aguenta mais essa porra não, Quem estiver fechando com a milícia, vai entrar na bala. Quem estiver contra nós vai entrar na bala, vai ficar fudido”. RD é um ex-miliciano que se aliou ao CV e ficou encarregado pela facção de atacar redutos paramilitares na região. Há vários meses, seu bando tem realizado investidas em Campo Grande, Paciência, Santa Cruz, o que já resultou em várias mortes, inclusive de pessoas inocentes. Moradores de Paciência viveram momentos de tensão após uma intensa sequência de disparos de fuzil registrada na região. Segundo informações que circulam nas redes sociais e grupos de mensagens, um miliciano identificado como “Mancu do Antares” teria sido capturado e executado por integrantes ligados a RD, atualmente apontado como integrante da chamada “Tropa do Urso”. Relatos apontam que a quantidade de tiros assustou moradores da região, gerando medo e apreensão durante a ação criminosa.

Tráfico proíbe entrada de oficiais de Justiça na Penha (CV) e mandado deixa de ser cumprido por ameaça de morte

Um oficial de Justiça informou ao Tribunal de Justiça do Rio que deixou de cumprir um mandado na Penha após o tráfico de drogas supostamente proibir a entrada de agentes do Judiciário nas comunidades que integram o complexo. Em certidão anexada a um processo, o servidor relatou que criminosos ameaçam de morte qualquer oficial encontrado na região. O documento foi encaminhado ao cartório após a tentativa frustrada de cumprimento de uma ordem judicial. Segundo o oficial, a facção que controla as favelas do Complexo da Penha teria vetado o cumprimento de mandados em todas as ruas de acesso às comunidades. Na certidão, o servidor afirma que a diligência não foi realizada por causa do alto risco à integridade física dos agentes públicos. Ele também cita a presença constante de olheiros do tráfico e criminosos circulando armados com fuzis e metralhadoras pelas vias da região. O oficial relata ainda que o cenário ficou mais perigoso após uma grande operação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão em 28 de outubro que deixou 122 mortos, aumentando os riscos para a atuação de representantes do Estado na localidade. Antes de devolver o mandado sem cumprimento, o servidor informou ter tentado localizar a parte por telefone e meios eletrônicos, sem sucesso. Mesmo com a possibilidade de apoio da Polícia Militar, o oficial destacou que não haveria garantia de segurança para agentes do Judiciário, policiais ou moradores durante a realização da diligência. Diante da situação, o mandado foi devolvido ao cartório com a solicitação de um endereço alternativo para localização da pessoa que deveria ser intimada. A certidão expõe um cenário preocupante: segundo o relato oficial encaminhado à Justiça, o poder exercido pelo tráfico na região estaria impedindo até mesmo o cumprimento de ordens judiciais por servidores do Estado.

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