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Repórter descreve terror vivido por motoristas, passageiros e moradores com guerra de facções no Juramento (TCP X CV)

O eporter Bruno Assunção descreveu o tertor que foi a noite de ontem durante um ataque de traficantes do Terceiro Comando Puro ao Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio,. Na acão, quatro pessoas morreram. A disputa entre os traficantes durou cerca de duas horas, com intenso tiroteio. Segundo apuração do repórter Bruno Assunção, motoristas que passavam pelas proximidades precisaram retornar na contramão para tentar escapar dos disparos . Passageiros que estavam em um metrô também tiveram que se proteger dentro da composição por causa da intensidade do confronto. Mais uma vez, a população ficou no meio de uma guerra que não escolhe vítimas e que transforma ruas, casas e transportes públicos em cenários de medo. Um adolescente de 16 anos, identificado como Maiky, foi atingido por disparos e não resistiu. Um jovem lutador, estudante e, segundo familiares, sem qualquer envolvimento com a criminalidade, que acabou vítima da guerra covarde travada por criminosos pelo controle do território. A morte de Maiky expõe a injustiça e a covardia de uma violência que interrompeu precocemente a vida de um adolescente que tinha sonhos e se preparava para seguir carreira no esporte. Para a família, fica a dor de perder um irmão, um filho e um jovem que tinha toda uma vida pela frente. Uma despedida marcada pela revolta e pela saudade. “Hoje, o meu coração se despediu de uma das pessoas mais importantes da minha vida. Meu irmão Maiky, ainda dói acreditar que você se foi. Parece que tudo aconteceu rápido demais, e a saudade já aperta de um jeito que nem consigo explicar. Você sempre vai fazer parte de mim. Vou guardar com muito carinho todas as lembranças, os momentos que vivemos, as risadas e tudo o que compartilhamos. Seu amor e sua presença jamais serão esquecidos. Descanse em paz, meu irmão. Eu te amo e vou sentir sua falta todos os dias da minha vida. Você nunca deixará de ser parte de mim. Até um dia, meu irmão.” A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga as mortes de Maiky Brian dos Santos Silva e de outros três homens, ainda não identificados. Diligências estão em andamento para apurar a autoria e  circunstâncias do crime.

Ataque deixou jovem morta e duas pessoas feridas em Três Rios

Uma jovem de 18 anos morreu após um ataque a tiros dentro de uma residência no bairro Palmital, em Três Rios, na madrugada desta sexta-feira (17). Além da vítima, um homem foi baleado e outra mulher estava no imóvel. A polícia investiga as circunstâncias do crime. Há suspeita de que as duas jovens estivessem no local para a realização de programas, mas essa informação ainda não foi confirmada oficialmente pela Polícia Civil. O caso é investigado pela 108ª DP (Três Rios). Até o momento, nenhum suspeito foi preso e a motivação do ataque permanece desconhecida.

Festival de granadas atiradas por drones aterrorizaram noite em Cordovil e na Penha. Morador se feriu

Depois que a PM trocou tiros na tarde de ontem com criminosos em Cordovil deixando três suspeitos baleados, á situação se agravou na região com.uma sucessão de ataques de granadas de ambas às facções. Criminosos ligados à Tropa do Peixão (TCP) jogaram uma granada com um drone no Morro da Chatub, no Complexo da Penha (CV). . No dia anterior, há haviam atirado outras duas granadas no Morro da Caixa D’Água (CV), também ña Penha. Em resposta à granada lançada no Morro da Chatuba, os traficantes ligados à Tropa do Urso (CV) utilizaram um drone e lançaram uma granada na Cidade Alta (TCP), em Cordovil. : Devido à granada jogada na Chatuba, um morador foi atingido, mas foi socorrido e atendido no Hospital Getúlio Vargas. : Os criminosos ligados ao Peixão (TCP) ainda teriam lançado mais uma granada com drone na Chatuba. A guerra na região se acirrou na semana passada quando nove pessoas foram mortas no Dourado, sendo sete inocentes.

Violência explode em Cordovil: relatos indicam que TCP tomou Tinta e Dourado após dias de confrontos e CV está a espreita para retomar. Veja relatos de terror na região

Informações que circulam nas redes sociais apontam que, após dias de tiroteios, os traficantes do Terceiro Comando Puro estariam no domínio das comunidades da Tinta e do Dourado, em Cordovil, Os rivais do Comando Vermelho estariam no Quitungo, em Brás de Pina, aguardando o momento certo para retomar as favelas. Os bandidos do Quitungo e da Penha não conseguem atravessar a estrada do Quitungo para retomar ao Dourado e Tinta, Essa tarde teve mais tiroteio. A PM informou que três suspeitos foram baleados na Tinta e Dourado. .Na ação, foram apreendidos uma pistola, um rádio transmissor e uma das motocicletas utilizadas pelos criminosos. O repórter Bruno Assunção afirmou em suas redes sociais que a escalada da violência segue levando medo aos moradores da região. Desde a última sexta-feira, ao menos nove pessoas morreram em episódios relacionados à disputa entre grupos criminosos que atuam na região. Além dos confrontos, moradores relatam uma rotina marcada por insegurança, interrupções na circulação e incerteza sobre o futuro dos bairros. Moradores afirmam que a ausência de policiamento nas áreas onde ocorrem os confrontos tem facilitado o avanço de criminosos por diversas ruas da região. Ao mesmo tempo, dizem que há reforço policial em locais que não fazem parte da disputa territorial. Na noite de terça-feira, a equipe do SBT Rio 2ª Edição percorreu ruas da região e não encontrou viaturas nas áreas onde, segundo os relatos, a tensão é mais intensa. Por questões de segurança, os links ao vivo do telejornal precisaram ser realizados em uma delegacia localizada na região da Penha. O clima de medo já começa a provocar reflexos na vida dos moradores. Pessoas que estão de mudança para a região ou pretendem vender ou alugar imóveis relatam preocupação com a dificuldade para encontrar compradores ou inquilinos em razão da falta de segurança. Segundo os relatos, a violência tem desvalorizado os imóveis e levado famílias a repensarem a permanência nos bairros. Os moradores também afirmam que os impactos já atingem diversos serviços. Motoristas de aplicativo estariam recusando corridas para determinadas ruas, enquanto profissionais das áreas da Saúde e da Educação enfrentam dificuldades para acessar algumas localidades durante os confrontos. Há ainda relatos de que moradores das comunidades do Dourado e da Tinta estariam sendo expulsos por criminosos do TCP, sob suspeitas de serem rivais, informantes da polícia ou de grupos criminosos adversários. Um relato publicado em rede social ilustra bem o terror que se instalou no local “Gente boa noite,sei que o grupo é de vendas, mas infelizmente tive que vim compartilhar com vocês,sabemos que o clima está tenso,mas achamos que nada vai “acontecer; . Estava tranquilamente conversando com uma amiga,ali na entrada da Pica Pau,me despedi e acelerei a moto, foi só sair do lugar, um drone lançou a bomba exatamente em cima da onde estávamos paradas, acelerei tão rápido que só quis fugir com as costas queimando muito, pensei que eu estivesse ferida,mas graças a Deus posso dizer que recebi um livramento e que nasci de novo.Não custa saber ou ser avisada sobre como está nossa região,pois quando menos se espera pode acontecer,então peço a todos que puderem,se resguardarem o máximo” disse. Veja esse outro relato 📍⚠️Drones vistos por moradores na região de Brás de Pina, Cordovil e Penha circular. ⚠️ Muita atenção na região.

Ataque do CV em Rio das Pedras encerra trajetória de miliciano condenado por arma de uso restrito e acusado de execução

Morto durante o ataque promovido por criminosos do Comando Vermelho (CV) na última sexta-feira, o miliciano Maycon Lucas da Silva Ferreira já havia sido alvo de investigações por crimes envolvendo armas e homicídio na Justiça do Rio de Janeiro. Em agosto de 2024, Maycon foi condenado por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, após ser preso em flagrante com uma pistola Glock calibre 9 mm municiada, durante uma ocorrência em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio. Segundo a sentença, policiais militares faziam buscas após um cabo da Polícia Militar relatar que havia sido alvo de diversos disparos contra seu veículo nas proximidades da comunidade. Minutos depois, Maycon foi localizado pilotando uma motocicleta vermelha e, durante a abordagem, os agentes encontraram com ele uma pistola Glock carregada com 11 munições. O policial que sofreu o ataque afirmou que seu carro foi atingido por cinco disparos, mas, por ser blindado, ninguém ficou ferido. Apesar disso, durante o julgamento, a Justiça entendeu que não havia provas suficientes para responsabilizar Maycon pelos tiros contra o veículo, já que a vítima não conseguiu identificar o autor dos disparos e os policiais que efetuaram a prisão também não presenciaram o ataque. Por esse motivo, ele foi absolvido da acusação de disparo de arma de fogo, mas acabou condenado pelo porte ilegal da pistola de uso restrito. A pena foi fixada em três anos de reclusão, posteriormente substituída por prestação de serviços à comunidade e limitação de fim de semana, permitindo que respondesse em liberdade. Além dessa condenação, Maycon também se tornou réu em outro processo, desta vez acusado de participação na execução de Pedro Henrique dos Santos Pires, morto a tiros em maio de 2023, na entrada do Condomínio Jardim Clarice, no Anil. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Maycon teria atuado ao lado de Gerlan Anacleto de Oliveira, conhecido como “GL Moreno”, apontado nas investigações como integrante da milícia de Rio das Pedras. Imagens de câmeras de segurança e o reconhecimento feito pela companheira da vítima embasaram a acusação. Segundo o Ministério Público, Pedro Henrique foi executado por homens que chegaram ao local em motocicletas e efetuaram diversos disparos de arma de fogo. A companheira da vítima afirmou reconhecer Maycon e Gerlan porque ambos moravam em Rio das Pedras e eram conhecidos da região. Ela também relatou que Pedro Henrique havia se desentendido meses antes com “GL Moreno”, que teria ameaçado “fazer algo pior” contra ele. Ao receber a denúncia, a Justiça entendeu haver indícios suficientes de autoria e materialidade para instaurar a ação penal e decretou a prisão preventiva de Maycon e Gerlan. Na decisão, o magistrado destacou a gravidade da execução em via pública, o modo de agir dos acusados, a necessidade de preservar a ordem pública e o risco de intimidação das testemunhas, que relataram medo em razão da suposta atuação dos denunciados na milícia da região. Agora, a trajetória de Maycon termina de forma violenta. Ele está entre os mortos do ataque atribuído a criminosos do Comando Vermelho, encerrando uma sequência de processos judiciais que o colocaram no centro de investigações envolvendo armas e um homicídio praticado na Zona Oeste do Rio. . Em menos de 24 horas, houve dois ataques do CV em Rio das Pedras deixando dois mortos e dois feridos. Entre os mortos está um homem identificado como LC, apontado pelas investigações como uma das lideranças do grupo paramilitar que atua na localidade conhecida como Sertão. Segundo a apuração, soldados da tropa de Kauan invadiram o imóvel onde ele estava. Outro homem, conhecido como Pitomba, também foi alvo da ação, mas conseguiu fugir. Os criminosos ainda levaram armas, celulares desbloqueados e outros materiais ligados ao grupo rival. Após o ataque, perfis atribuídos ao Comando Vermelho divulgaram imagens de um fuzil nas redes sociais com a frase “Presente do Doca” e voltaram a ameaçar lideranças rivais. Investigadores avaliam que a facção vem adotando uma estratégia de expansão territorial baseada no monitoramento prévio de seus alvos e em ataques direcionados, um fenômeno que especialistas classificam como uma “mexicanização” do crime organizado, pela semelhança com métodos empregados por cartéis mexicanos na disputa por territórios. Ver menos

Saiba quem é o bandido que pode ter herdado o comando do Muquiço (TCP) após a prisão de Coronel. Traficantes da favela atacaram policiais e um agente acabou morto

A morte do policial civil Carlos Alberto Freire Neto, durante um ataque de traficantes da Favela do Muquiço, em Deodoro, colocou novamente no centro das atenções um dos criminosos mais perigosos do estado. Com a prisão recente do chefe do tráfico da comunidade, conhecido como Coronel, investigadores apontam que um dos bandidos que pode ter assumido o comando da favela é o traficante Grisalho, contra quem existem 14 mandados de prisão. O ataque que vitimou o agente da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) também deixou uma policial civil e um morador baleados, provocando uma megaoperação da Polícia Civil na comunidade. Natural de São Gonçalo, Grisalho foi aliado de Thomas Jhayson Vieira Gomes, o 3N, um dos antigos chefes do tráfico do Complexo do Salgueiro. Os dois romperam com o Comando Vermelho (CV) e migraram para o Terceiro Comando Puro (TCP), fortalecendo a facção em diversas regiões do estado. Segundo investigações, Grisalho chegou a comandar o tráfico em mais de dez comunidades de São Gonçalo. Além da atuação no tráfico, Grisalho e Coronel são apontados em investigações como responsáveis por impor um regime de terror na região do Muquiço. Trabalhadores da Light eram impedidos de realizar cortes de energia elétrica e chegaram a ser ameaçados de morte. Em um dos episódios, dois funcionários tiveram equipamentos roubados na Rua Melita, atrás da Igreja Nossa Senhora de Guadalupe, e receberam o aviso de que seriam mortos caso retornassem ao local. As investigações também apontam que Grisalho e Coronel mantinham ligação com supostos milicianos. A partir dessa aliança, comerciantes passaram a ser obrigados a pagar taxas ilegais sob ameaça de morte. Um comerciante que se recusou a pagar acabou assassinado. Grisalho e Coronel também fizeram parte da Tropa do Pai, que comandava o Complexo da Alma, em São Gonçalo. A quadrilha foi identificada em diversos procedimentos investigatórios, vários deles instaurados na DHNSG para apurar a prática reiterada de crimes de homicídio na região. Foi possível verificar que os denunciados, valendo-se do denominado “tribunal do tráfico” por eles instituído, julgavam e executavam todos aqueles que são considerados inimigos ou informantes (“X-9”) da facção criminosa rival Comando Vermelho, Mesmo sendo um dos criminosos mais procurados do Rio de Janeiro, Grisalho chegou a desafiar publicamente as autoridades. Após ter sua foto divulgada em um cartaz do Disque Denúncia oferecendo recompensa de R$ 1 mil por informações sobre seu paradeiro, publicou uma selfie nas redes sociais com a frase: “Quem me pegar tem um doce!!!” Após o assassinato do policial Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, a Secretaria de Estado de Polícia Civil desencadeou uma operação emergencial na Favela do Muquiço, mobilizando equipes dos Departamentos-Gerais de Polícia Especializada (DGPE), da Capital (DGPC), da Baixada (DGPB) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Carlos Alberto ingressou na Polícia Civil em dezembro de 2023 e, desde maio deste ano, atuava na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense. Ele deixa esposa e dois filhos. Em nota, a Polícia Civil afirmou que ataques contra agentes de segurança representam um ataque direto ao Estado e garantiu que seguirá intensificando o combate às facções criminosas. A instituição se solidariza com familiares, amigos e colegas de trabalho, prestando suas mais sinceras condolências.Até

Comando Vermelho domina principais comunidades de Paraty e ataque que deixou menino de 4 anos morto pode ter sido ação do TCP

A cidade de Paraty, na Costa Verde fluminense, vive um momento de tensão após a tragédia registrada no último fim de semana, quando um ataque a tiros no bairro Pantanal deixou um menino de quatro anos morto, uma menina de cinco gravemente ferida e um adolescente baleado. Enquanto a polícia investiga o crime, levantamento da reportagem mostra que as principais comunidades do município estão atualmente sob domínio do Comando Vermelho (CV), que ampliou sua presença na região nos últimos anos. Segundo apurado, a facção controla o próprio Pantanal, além das comunidades da Mangueirinha e do Condado, assim como a Iha das Cobras. O portal A Cidade da Costa Verde informou que o ataque deste domingo teria sido uma ação de integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) contra rivais do CV. Assim como ocorre em áreas dominadas pela facção na capital fluminense, o Comando Vermelho também ampliou a exploração de atividades econômicas nas localidades que controla em Paraty. O grupo, por exemplo, extorque barqueiros. O bando também controla áreas turísticas. Mais recentemente, em abril deste ano, a Polícia Militar prendeu o apontado chefe do tráfico no Pantanal, conhecido como “Luan dos Remédios”, durante uma operação em que foi apreendida uma pistola. O ataque Um ataque a tiros deixou um menino de 4 anos morto, uma menina de 5 anos em estado grave e um adolescente de 15 anos ferido na noite deste domingo, no bairro Pantanal, em Paraty. O crime aconteceu por volta das 19h30, quando três homens armados abriram fogo contra uma praça onde moradores acompanhavam uma partida de futebol e crianças brincavam. Os três jovens foram atingidos pelos disparos. José Heitor Dias Cerqueira, de 4 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu. Segundo uma moradora, o menino vivia em Salvador com a mãe e passava as férias na casa do pai, em Paraty. No momento do ataque, brincava na praça. Uma moradora, que preferiu não se identificar, contou ter ouvido cerca de 20 disparos e descreveu o desespero vivido pelos moradores. “Estava em casa com a minha família após o jogo quando ouvi cerca de 20 tiros. Desci correndo para a praça e vi o menino baleado no chão, todo mundo em desespero. Ele mora em Salvador com a mãe, estava passando férias com o pai, e aconteceu isso. A família está inconsolável”, relatou. Segundo ela, que mora na região há mais de 30 anos, o Pantanal sempre foi considerado um bairro tranquilo, o que tornou o episódio ainda mais chocante para os moradores. “Ninguém esperava isso. Os bandidos saíram atirando, e só tinha famílias na praça. Colocaram uma TV perto da quadra para o pessoal assistir ao jogo. Tem a pracinha, o parquinho, a quadra e um quiosque. Estava todo mundo reunido ali, com as crianças brincando. Existem outros bairros de Paraty onde a gente sabe que há disputas entre criminosos, mas aqui nunca teve isso. A gente entra e sai a qualquer hora, abre a garagem de madrugada, sai de casa. Aqui não tem assalto. Você dorme com a porta e a janela abertas. É uma tranquilidade que acabou”, lamentou.

Ataques simultâneos e execuções espalham terror em comunidades da Zona Oeste do Rio

Ataques atribuídos ao Comando Vermelho, execuções e um duplo homicídio espalharam terror em diferentes comunidades da Zona Oeste do Rio nos últimos dias. Os episódios, registrados em Santa Cruz, Campo Grande e Paciência, evidenciam a escalada da violência na região. Na favela de Antares, em Santa Cruz, há relatos de que dois moradores foram sequestrados e mortos por milicianos. As vítimas foram identificadas como Leandro da Kombi e Jefferson Rodrigues. Já durante a madrugada, traficantes do Comando Vermelho teriam atacado a comunidade do Vilar Carioca, em Campo Grande. Dois dos invasores foram baleados, sendo um atingido por milicianos e outro por policiais militares. Um fuzil foi apreendido pela PM, enquanto outro armamento teria sido levado pelos paramilitares. Ainda em Santa Cruz, um miliciano teria sido executado durante uma investida do Comando Vermelho na comunidade do Rodo. Segundo relatos, os criminosos fugiram levando uma pistola da vítima e teriam utilizado uma bag de entregador para facilitar a aproximação e surpreender os rivais. Também durante a madrugada, um miliciano matou duas pessoas em um bar na comunidade da Urucânia, em Paciência. De acordo com relatos, o criminoso se desentendeu com um homem no estabelecimento. Quando o proprietário do bar tentou intervir para encerrar a discussão, também foi baleado. As duas vítimas morreram no local.

Chefão do Alemão (CV) teria pago indenização à família de criança de cinco anos que ficou tetraplégica após ser baleada em ataque para evitar investigação

Um relatório da Justiça obtido pela reportagem traz um episódio que chamou muito atenção: Após uma criança de cinco anos ser baleada e ficado tetraplégica durante um ataque promovido por traficantes que tentavam tomar o controle da comunidade da Coreia, em Inhaúma, o traficante Professor (já falecido) que era um dos chefes do Complexo do Alemão, pago uma indenização à família da vítima e determinado que ela não fosse levada para realizar o exame de corpo de delito, numa tentativa de evitar o avanço das investigações. Segundo um agente da 44ª DP, a delegacia recebeu informalmente a informação de que Professor havia colocado a família da criança em uma espécie de “caixinha”, oferecendo assistência financeira após o ataque. Em razão disso, os pais teriam sido orientados a não comparecer à delegacia nem submeter a criança ao exame pericial. Na época, o policial contou que a 44ª DP passou a receber uma sequência de registros envolvendo a comunidade da Coreia, região que, até então, não possuía histórico de homicídios, tráfico de drogas ou ocorrências graves. A partir daquele momento, começaram a surgir apreensões de drogas, armas, granadas, explosivos e outros materiais bélicos. Diante da mudança no cenário, foi criada uma equipe de investigação que passou a monitorar a região. Durante as diligências, os policiais encontraram muros e paredes pichados com inscrições do Comando Vermelho, indicando a tentativa da facção de expandir seu domínio para a localidade. Segundo o investigador, em dezembro de 2021 ocorreu um ataque a tiros contra um bar localizado nos fundos da Linha Amarela. Quatro criminosos, divididos em duas motocicletas, chegaram pelos fundos do estabelecimento e, após visualizar o alvo por cima de um muro, um deles efetuou diversos disparos contra o interior do bar. O atentado atingiu dois homens adultos e uma criança de cinco anos. Os policiais estiveram no Hospital de Bonsucesso e conseguiram ouvir os dois adultos feridos. Um deles era morador da região e havia trabalhado como uma espécie de segurança dos estabelecimentos locais, função que abandonou em razão da guerra pelo controle da comunidade. Segundo as investigações, ele era o verdadeiro alvo do ataque. O outro homem, que não morava na região, também foi baleado. Duas semanas depois, ambos morreram em decorrência de infecção hospitalar. Já a criança ficou paraplégica. O policial afirmou que a equipe tentou diversas vezes convencer os pais da criança a comparecerem à delegacia, mas não conseguiu. Foi então que receberam, informalmente, a informação de que Professor teria indenizado a família e determinado que ela não colaborasse com a investigação. Pouco tempo depois, ocorreu uma nova tentativa de homicídio, desta vez contra o irmão de uma das vítimas do primeiro atentado. Inicialmente, os moradores permaneceram em silêncio, mas esse sobrevivente resolveu procurar a polícia e passou a colaborar com as investigações, fornecendo detalhes sobre a atuação do grupo criminoso. Segundo o policial, a partir desse depoimento foi possível compreender melhor a estrutura da organização. Ele afirmou que fez um levantamento de todas as ocorrências registradas na região e constatou o aumento das apreensões de drogas, armas e explosivos, além de sucessivos ataques contra equipes da Polícia Militar durante operações noturnas. O policial explicou que, embora a comunidade da Coreia não integre o Complexo do Alemão, ela fica a cerca de 800 metros da região, o que facilitava a atuação do grupo criminoso. Durante o dia, os traficantes permaneciam fora da comunidade, mas, à noite, realizavam ataques armados contra pessoas que consideravam ligadas à milícia ou contrárias à expansão do Comando Vermelho. Ele também afirmou que diversos moradores da Coreia que trabalhavam na área de segurança pública foram obrigados a abandonar suas casas em razão das ameaças. Segundo seu depoimento, o líder do tráfico da Fazendinha e do Morro do Engenho, o bandido conhecido como Professor, aproveitou a proximidade com o Complexo do Alemão para cooptar moradores da própria comunidade, que conheciam a rotina dos vizinhos e indicavam quem deveria ser intimidado, expulso ou executado durante o processo de tomada do território. Um delegado afirmou que havia investigações em andamento sobre tentativas de invasão da comunidade da Coreia por integrantes do Comando Vermelho oriundos da Fazendinha. Segundo o delegado, uma das principais investigações dizia respeito à tentativa de homicídio contra um homem chamado Jayme, cujo irmão já havia sido assassinado. Temendo pela própria vida, Jayme decidiu colaborar com a polícia, fornecendo informações que permitiram identificar diversos integrantes da organização criminosa. A partir dessa colaboração, os investigadores reuniram fotografias e vídeos mostrando criminosos armados, exibindo drogas e dinheiro, além de registros em que os integrantes se apresentavam como pertencentes ao “bonde do Professor”. As imagens mostravam homens circulando ostensivamente armados durante as investidas para dominar a comunidade. O delegado afirmou que um criminoso conhecido como Cereja foi identificado como autor da tentativa de homicídio contra Jayme e exercia a função de “matador” da organização. Segundo ele, no ataque contra Jayme outra pessoa morreu e a criança baleada ficou tetraplégica. O delegado explicou que na época as investigações identificaram 11 integrantes do grupo criminoso. Os autos reuniram fotografias, vídeos e outros elementos que mostram os acusados portando armas, drogas e dinheiro. O delegado afirmou ainda que os traficantes costumavam sair da comunidade da Fazendinha durante o fim da tarde, à noite e durante a madrugada para invadir a Coreia, intimidando moradores e anunciando que pertenciam ao “bonde do Professor”. Em algumas ocasiões agiam fortemente armados; em outras, atuavam de forma mais discreta, contando com o apoio de pessoas que, mesmo desarmadas, colaboravam com o grupo. As investigações também apontaram que Professor era o chefe do tráfico na Fazendinha, subordinado ao traficante Marcelo Xará, e que o objetivo da organização era conquistar o controle do conjunto habitacional da Coreia por sua posição estratégica, próxima a importantes vias utilizadas para o comércio de drogas.

Traficantes atiraram em grupo que assistia jogo do Brasil em Rio Bonito e balearam comerciante. Gritaram que iam matar todo mundo se não fechassem com eles

A segunda-feira foi de terror na cidade de Rio Bonito, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo o que circula em uma página da cidade no Instagram, Cinco traficantes armados atiraram diversras vezes contra um comerciante que assistia o jogo do Brasil na localidade de Parque Andreia com a filha. Os bandidos, segundo o que foi divulgado, teriam gritado que matariam todo mundo se não fechassem com elees; A vítima foi atingida no ombro e está hospitalizada. A criança não chegou a ser alvejada. A PM informou que reforçou o policiamento no local. No bairro do Boqueirão, uma equipe que fornece sinal de internet foi abordada por traficantes e teve equipamentos levados por eles.

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