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Guerra continua em Caxias. Houve mais um morto, dois baleados e drone apreendido para monitorar rivais. LINK PARA VÍDEO

A guerra continua em Duque de Caxias depois da imprensa repercutir as mais de 10 mortos ocorridas na cidade nas últimas semanas, Nos últimos dias, um traficante foi morto e dois homens foram baleados durante ataques do Comando Vermelho. Um dos baleados foi um homem conhecido como Léo do Cabral. O outro tinha vulgo de Play. No sábado, foi morto um traficante do Terceiro Comando Puro vulgo Salsa no Barro Três. Hoje, Policiais do 15ºBPM prenderam um homem em flagrante no bairro Pantanal, um dos focos da guerra. O criminoso ligado ao TCP utilizava uma aeronave remotamente pilotada para monitorar ações policiais e rivais. Ele é suspeito de atirar granadas no Corte 8. O mesmo assumiu que recebia R$ 1.200 por semana para operar os drones. O drone foi encaminhado à 60ª DP, onde a ocorrência foi registrada. ASSISTA O VÍDEO https://x.com/ReageJaqueira2/status/2094546364730429720/video/1

Suposto alvo de atiradores, ex-PM baleado em ataque em Nilópolis foi apontado como integrante de milícia que atuava na Baixada e no Rio

A nossa reportagem recebeu informação de que um ex-policial militar seria o suposto alvo dos autores do ataque ocorrido ontem nas proximidades da estação de Olinda, em Nilópolis, que deixou um morto e cinco feridos. Esse ex-PM, segundo o que saiu na imprensa, estaria internado no Hospital de Nova Iguaçu e seu quadro de saúde seria gravíssimo. Um levantamento feito pela nossa reportagem aponta que esse ex-policial militar, que tem o vulgo Mello,  foi apontado em investigação de 2021 como integrante de uma milícia que agia em Nilópolis, Mesquita e no bairro de Anchieta, na Zona Norte do Rio. O grupo, que era comandado por um vereador, praticava os crimes de homicídio, extorsão, corrupção e interceptação e distribuição clandestina de sinal de TV a cabo e de internet, além do comércio irregular de cigarros.  Mello tinha atitudes intimidatórias contra comerciantes, também estava envolvido com a exploração do serviço de mototáxi, recebendo quantias provenientes da cobrança de diárias efetuada junto aos mototaxistas e atuava na distribuição clandestina de sinal de TV a cabo e internet, conhecido como “gatonet” Ele também era um dos responsáveis pelo repasse de quantias arrecadadas da organização criminosa ao vereador que era chefe da quadrilha.  A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) foi investiga a morte de Yuri Dias Barreto, vítima fatal do ataque em Nilópolis. Outras cinco pessoas foram baleadas e socorridas para uma unidade de saúde. A ocorrência está em andamento e agentes já realizam diligências para identificar a autoria e circunstâncias do crime Imagens captadas pelas câmeras instaladas em pontos estratégicos da cidade estão sendo analisadas pelo Centro de Controle Operacional de Nilópolis (CCON) para subsidiar as investigações da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.

Guerra pelo Terreirão: Milícia e CV entram em rota de colisão após três baleados e um morto em 24 horas. ENTENDA

A sequência de pessoas baleadas na comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, em um intervalo de apenas 24 horas — com três vítimas e uma morte — pode estar relacionada a uma guerra entre milicianos e traficantes do Comando Vermelho (CV) pelo controle da região. A reportagem recebeu a informação, que ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades, de que milicianos ligados aos grupos que atuam em Guaratiba e Curicica estariam atualmente controlando a comunidade. De acordo com os relatos recebidos, traficantes estariam posicionados no Beco do Borracheiro, enquanto integrantes da milícia estariam se deslocando diariamente até o local em busca de possíveis integrantes ou aliados do grupo rival. A tensão teria aumentado ainda mais nesta semana após o Comando Vermelho supostamente matar um miliciano. Segundo as informações obtidas pela reportagem, os ataques atribuídos ao CV estariam sendo liderados pelo ex-miliciano conhecido como Zero, que teria sido expulso do grupo de PL e posteriormente se aliado à facção criminosa. As informações sobre a dinâmica da disputa e a atuação dos grupos na comunidade ainda dependem de confirmação das autoridades responsáveis pela investigação. VEJA A CRONOLOGIA Quarta-feira (26 de agosto) — Um homem identificado como Anderson Lino de Souza Felix, de 28 anos, foi morto a tiros na Rua Zélio Valverde. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Quinta-feira (27 de agosto) — Dois homens foram baleados em frente a uma barbearia na Rua do Arquiteto, após criminosos em uma motocicleta abrirem fogo. Entre as vítimas está o ex-jogador Vitor Honorato da Silva, conhecido como Vitor Faísca, e um funcionário do estabelecimento. Os dois foram socorridos e levados para o Hospital Municipal Lourenço Jorge. A sequência de ataques aumentou a preocupação entre moradores e reforçou a suspeita de que a região esteja sendo palco de uma disputa territorial entre grupos criminosos.

Sargento da Marinha foi a vítima fatal de ataque que deixou outros quatro feridos em Nilópolis. “Excelente militar e grande companheiro de farda. Deixou legado de amizade e respeito”, disse amigo

O homem morto no ataque ocorrido em Nilópolis que deixou outras quatro pessoas feridas é o sargento da Marinha Yuri Dias Barreto.Segundo relatos, Yuri parou a moto para consertar quando foram feitos disparos. Pelas redes sociais, amigos fizeram homenagens a Yuri “Excelente militar, pessoa do bem e um grande companheiro de farda. Tivemos a honra de servir juntos e compartilhar momentos que ficarão para sempre na memória. Um homem apaixonado pelos filhos e pela família, que deixa um legado de amizade, respeito e carinho”, “Um ser humano maravilhoso, tive o privilégio de conhecê-lo. Meus sentimentos aos familiares à nós os amigos” O ataque ocorreu próximo a estação de Olinda Segundo informações iniciais, homens armados chegaram ao local e efetuaram diversos disparos contra pessoas que estavam em uma loja de motos. Um dos feridos foi o dono do estabelecimento, que não corre risco de morte. Os feridos foram socorridos por bombeiros e levados ao Hospital Municipal Juscelino Kubitschek, A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) assumiu o caso e realiza perícia técnica para identificar os autores e a motivação do ataque. Câmeras do Centro de Controle Operacional (CCON) de Nilópolis estão sendo analisadas.

PM do BOPE explica como funciona explosivos instalados em carros e barricadas pelo bando de Peixão (TCP) para atacar a polícia. VIDEO

A Polícia Militar gravou um vídeo em que um agente do BOPE explica como funcionam os explosivos encontrados hoje durante operação no Complexo de Israel, área de domínio do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão. Os policiais acharam carros e barricadas com explosivos. ASSISTA: https://x.com/PMERJ/status/2090830658037817709/video/1 É mais uma prova de que o crime organizado mudou de patamar e já emprega métodos que ultrapassam, e muito, o tráfico de drogas. ASSISTA OUTROS VÍDEOS A ação mobilizou aproximadamente 200 policiais do #BOPE, #BAC, #BTM, #BPChq, #GAM, além do #BPVE e do #RECOM. e contou ainda com cinco veículos blindados, além de motos, viaturas e apoio aéreo Houve intenso tiroteio que deixou um motorista baleado e provocou interdição na Avenida Brasil. Um suspeito morreu e uma pistola foi apreendida.

Relatório aponta que PM suspeito de atirar e matar jovem durante operação do BOPE no Catete teria dito: “Sai, filho da puta”. Ação provocou discordância entre policiais. LEIA BASTIDORES

Relatório da Justiça destrincha bastidores de uma equivocada operação do BOPE em 7 de junho do ano passado que terminou com a morte de um jovem inocente e deixou cinco pessoas baleadas no Morro do Santo Amaro, no Catete, na Zona Sul carioca. O documento mostra como um rapaz chamado Herus Guimarães Mendes, então com 23 anos, acabou morto. Segundo a Justiça, o jovem foi atingido por disparos porque fez menção de correr, desatendendo a ordem dada por um dos PMs, segundos antes, conforme demonstram as imagens captadas pela câmera corporal. Após ver o rapaz caído, o PM que efetuou os disparos chegou a afirmar: “Sai filho da puta”, de acordo com o que consta no relatório. Quando foi atingido, Herus encontrava-se de costas para o PM, completamente desarmado, em movimentação indicativa de sua intenção de buscar abrigo e proteção em relação à ação policial O relatório aponta que o PM estava no topo de uma escadaria onde pôde visualizar Herus encostado a um poste de iluminação, quando, então, sob a mira de seu fuzil, determinou que o rapaz seguisse, dizendo “vem, vem”. Ocorre que a vítima hesitou por alguns instantes e, então, fez menção de correr (sem esboçar, vale dizer, nenhuma ação que pudesse colocar em risco o policial ou seus colegas de farda). Não obstante não ter havido nenhum sinal que pudesse sugerir agressão atual ou iminente por parte da vítima, o PM de maneira inteiramente injustificada, efetuou disparos de arma de fogo contra Herus, vindo a causar-lhe o resultado morte. “A peça técnica, demonstra que “a convergência dos elementos dinâmicos e dos achados médico-legais” e “a análise técnica integrada da dinâmica dos fatos e dos achados necroscópicos permite concluir, com elevado grau de certeza pericial” que “a movimentação corporal de Herus Guimarães Mendes era inequivocamente compatível com a busca por abrigo e proteção, e não com qualquer ato de agressão ou ameaça”, diz o relatório. O documento aponta que o oficial de operações do BOPE omitiu- se de maneira penalmente relevante, faltando aos deveres acima referidos, ao deixar de comunicar aos seus superiores que se realizava uma festa junina no local no momento da operação. Na ocasião, conforme a Ordem de Operações nº 072/2025 do BOPE, foi determinada a realização de operação policial dos tipos A Rep I (vasculhamento) e A Rep II (busca e captura), na localidade a ser desempenhada pela Equipe ALFA de Operações Especiais, Para justificar a operação, havia a notícia de que “a ação de indivíduos fortemente armados integrantes da organização criminosa Comando Vermelho, responsável por diversas práticas criminosas na comunidade Santo Amaro e que vem causando comprometimento à segurança e ordem públicas trazendo crescimento exacerbado nos indicadores de criminalidade de roubo de cargas, roubo de veículo e letalidade violenta da AISPDurante o dia anterior (06/06/2025), um dos PMs contactou várias vezes o Subcomandante da unidade, solicitando autorização para realizar a operação. A ação só foi concedida somente por volta das 23:00h, ao que o PM chegou a se insurgir, sob o argumento de que a equipe já estaria descansando. Ainda assim, o subcomandante manteve a autorização, afirmando que o descanso da equipe não seria motivo para o adiamento de uma operação que já havia sido devidamente autorizada. Neste cenário, por volta da 01:00h da madrugada do dia 07 de junho, a Equipe de Busca do Serviço Reservado (P2) do BOPE, foi acionada proceder ao reconhecimento aéreo, com o drone da corporação, da comunidade do Santo Amaro. Em um primeiro sobrevoo, não foram visualizados criminosos ostensivamente armados ou praticando a mercancia ilícita de material entorpecente.Porém, foi constatada a realização de uma festa junina com grande aglomeração de pessoas. Registre-se que este primeiro voo foi interrompido devido às condições meteorológicas, tendo sido retomado por volta das 02h30min, quando, então, foi possível visualizar a presença de criminosos armados do outro lado da comunidade, em uma escadaria localizada na Rua Pedro Américo, além da própria festa junina. O cenário foi comunicado a um dos PMs que, não obstante, deixou de informar seus superiores hierárquicos e decidiu pela manutenção da operação policial, mesmo diante da aglomeração de pessoas causada pela festa junina em andamento, em clara violação de seu dever objetivo de cuidado, proteção ou vigilância, quando podia e devia ter agido de modo a garantir a incolumidade das pessoas presentes no evento e, em última instância, de seus próprios comandados. Vale ressaltar que a orientação dada pelo PM aos seus comandados de que não ingressassem na mas que circulassem apenas pelas vias próximas à toda evidência, se mostrava claramente insuficiente para mitigar o altíssimo risco de danos colaterais durante a ação policial. De fato, em diálogo captado pela câmera corporal vê- se que o PM tinha plena ciência da perigosa proximidade dos traficantes : …Posso te falar uma parada… olha só… presta atenção! Tem uma caixa de som no meio da rua… que está dividindo… atrás da caixa de som, está vazio e lá atrás é onde o bonde… então, se tu entrar… em vez de entrar pela rua que a gente entrou, entrar pelo que o Daniel foi, entrou e até o final, tu sai lá no miolo da favela, tu sai atrás da festa, que é onde o bonde… […] … Tu entendeu, o beco da direita… … … tu vai descer reto nele, tu vai entrar à esquerda, tu vai sair atrás da festa… a festa vai estar atrás de tu e o bonde vai tá ali, né… … Tu tá entendendo o que eu tô falando? … (…) … sim, mas tu tá entendendo que tu vai sair atrás da festa e o bonde vai estar atrás… Já durante o deslocamento, o PM reforçou sua posição: Por volta das 03h10min, um tenente comentou já foi informado de alguns meliantes estão em uma laje após o local da festa. Um minuto depois, o tenente recebe ligação onde foi informado que tem muita gente na rua, crianças, e que o ideal seria realizar a operação às 05h30min ou 6h, pois tem muita criança

Peixão (TCP) faz ataques de drones no Quitungo e CV conseguiu derrubar um deles. Gari teria ficado ferido. VIDEOS

O bando do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, fez vários ataques com drones atirando granadas na comunidade do Quitungo, em Brás de Pina, nesta segunda-feira. Um gari teria ficado ferido por estilhaços e carros de moradores foram destruídos.. Os bandidos do Comando Vermelho fizeram disparos em direção aos equipamentos e teriam conseguido derrubar um deles. Eles comemoraram e mandaram o TCP tentar lançar outro. https://www.facebook.com/share/r/19BMRfFTKE

Doca e Gadernal são suspeitos de executar homem apontado como ligado à milícia em ataque que deixou duas mulheres baleadas dentro de igreja em Santa Cruz

A Polícia Civil investiga a participação dos traficantes Doca e Gadernal. líderes do Comando Vermelho,. na morte de Cleyton Ferreira Andrade de Souza, homem apontado como ligado à milícia, assassinado a tiros em 6 de janeiro de 2025, na região da Estrada Santa Veridiana, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. O ataque teve uma circunstância especialmente grave: duas mulheres que estavam dentro de uma igreja foram atingidas pelos disparos. Ambos figuram no processo que tramita na Justiça; Cleyton, de 28 anos, acabou socorrido e levado para a UPA do Cesarão, mas não resistiu aos ferimentos provocados pelos tiros. As outras duas vítimas foram encaminhadas para o Hospital Municipal Pedro II. A investigação aponta que o homicídio teria ocorrido durante uma perseguição envolvendo duas motocicletas. O relato de uma das mulheres atingidas forneceu aos investigadores uma das principais informações sobre a dinâmica do ataque. Segundo o depoimento prestado por um cabo do 27º BPM, uma das vítimas contou que estava dentro da igreja quando percebeu a passagem de duas motocicletas pela Estrada Santa Veridiana. De acordo com o relato, Cleyton estaria na motocicleta que seguia à frente e teria sido alvejado pelos ocupantes da segunda motocicleta. A motocicleta que vinha atrás era ocupada por dois homens. Conforme a testemunha, os disparos partiram daquele veículo. A sequência de tiros, entretanto, não atingiu apenas o alvo da ação. Sandra Helena de Freitas Damasceno foi baleada de raspão na região abdominal, enquanto Maria Celma Gomes Queiroz também foi atingida. As duas estavam na igreja no momento do ataque. A ocorrência inicialmente foi registrada como uma lesão corporal provocada por disparos de arma de fogo em via pública. Os policiais foram acionados pelo sistema Maré Zero às 20h16. Quando chegaram à Estrada Santa Veridiana, porém, não encontraram mais vítimas, suspeitos ou qualquer movimentação que permitisse identificar imediatamente o que havia ocorrido. A rua estava deserta. Diante disso, os policiais decidiram seguir para o Hospital Pedro II para verificar se algum ferido havia dado entrada. Policiais descobrem terceira vítima No hospital, os agentes encontraram Sandra e Maria Celma recebendo atendimento. Sandra já havia sido medicada e recebeu alta. Ela foi conduzida pelos policiais à 36ª DP, onde os agentes descobriram que havia uma terceira pessoa ferida no mesmo episódio. Tratava-se de um homem pardo, de 28 anos, que havia sido levado para a UPA do Cesarão na tentativa de receber atendimento médico. Os policiais foram até a unidade e encontraram Cleyton. Ele, porém, não havia resistido aos ferimentos causados pelos disparos. A equipe policial entrou em contato com a permanência da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) para comunicar a morte e permitir a adoção das providências necessárias. Foi nesse momento que o episódio passou a ser tratado como homicídio. Investigação aponta ligação da vítima com a milícia Um dos elementos que dá maior peso à investigação é a informação de que Cleyton era apontado como ligado à milícia que atua na região. A partir dessa circunstância, a polícia passou a trabalhar também com a possibilidade de que o ataque estivesse relacionado à disputa entre grupos criminosos armados que atuam na Zona Oeste. Doca e Gadernal aparecem como suspeitos da execução, e a investigação busca esclarecer a participação de cada um deles na ação. A hipótese ganha relevância diante da própria dinâmica relatada pela testemunha: uma motocicleta seguindo outra e os ocupantes do segundo veículo efetuando os disparos contra o homem que estava à frente. O fato de os tiros terem sido efetuados em uma região controlada por milicianos também passou a ser considerado nas diligências destinadas a esclarecer a motivação do assassinato. Cena do crime desapareceu Um dos maiores problemas enfrentados pelos investigadores foi justamente a impossibilidade de realizar uma perícia adequada no local onde os disparos ocorreram. O registro policial é explícito ao informar que o local do fato estava desfeito e não havia sido preservado. Também não houve perícia de local. A situação foi agravada pelas fortes chuvas que atingiram a região naquele dia, prejudicando ainda mais a possibilidade de encontrar cápsulas, marcas de disparos, sangue, impressões ou outros vestígios capazes de ajudar na reconstrução do homicídio. Não houve apreensão de materiais relacionados diretamente ao crime e também não foram recolhidas impressões digitais. Área de milícia impediu diligência imediata Outro fator considerado pela polícia foi a característica da região. O documento classifica o endereço como área de milícia armada. Segundo o registro, uma diligência inopinada poderia colocar em risco não apenas os policiais, mas também moradores, transeuntes e outros agentes públicos. Com isso, os investigadores não puderam simplesmente retornar ao local imediatamente para realizar uma varredura completa. A própria dinâmica territorial imposta por grupos criminosos acabou se tornando um obstáculo para a investigação de um homicídio ocorrido naquela área. O resultado foi uma situação particularmente complicada: a vítima morreu, duas mulheres foram atingidas, mas a principal cena do crime não pôde ser preservada nem periciada. Relato das testemunhas é peça importante O depoimento do cabo Vagner da Silva de Souza é um dos elementos utilizados para reconstruir os acontecimentos. O policial relatou que, quando chegou ao endereço indicado, não encontrou ninguém. A rua estava vazia. Posteriormente, no Hospital Pedro II, os agentes conseguiram ouvir Sandra, que contou ter presenciado a passagem das duas motocicletas. O relato estabeleceu a sequência básica investigada: uma motocicleta seguia à frente, outra vinha atrás com dois ocupantes e os tiros teriam sido disparados da segunda motocicleta contra quem estava no primeiro veículo. As mulheres que estavam dentro da igreja acabaram atingidas pelos disparos. A investigação precisa agora estabelecer se Cleyton era efetivamente o alvo exclusivo da ação, se o ataque foi motivado por sua suposta ligação com a milícia e qual teria sido a participação de Doca e Gadernal. Duas mulheres foram vítimas de uma guerra que não era delas O caso também expõe o risco para moradores e pessoas que circulam em regiões dominadas por grupos criminosos. Sandra e Maria Celma não seriam os alvos da ação, mas acabaram baleadas simplesmente por estarem dentro

Justiça livra Doca, Gardenal, Pezão, Abelha e Pedro Bala de acusação por morte de manicure em Irajá

A Justiça arquivou a acusação contra alguns dos principais chefões do Comando Vermelho investigados pela morte da manicure Tatiany Brandão Cruz, de 41 anos, durante um ataque a tiros na comunidade da Malvina, em Irajá, na Zona Norte do Rio. Entre os nomes que ficaram fora da ação penal estão Edgar Alves de Andrade, o Doca; Pedro Paulo Guedes, o Gardenal; Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha; Thiago do Nascimento Mendes, o Pezão; e Pedro Bala, além de outros investigados. Na mesma decisão, porém, a Justiça recebeu a denúncia contra Thiago de Souza e Jonathan da Silva Vilela, que passam a responder criminalmente pela morte de Tatiany e pelas tentativas de homicídio contra dois idosos atingidos no mesmo ataque. O juiz também decretou a prisão preventiva dos dois. Tatiany morreu depois de ser baleada na cabeça durante o tiroteio. Segundo testemunhas, ela estava no portão de casa, fazendo as unhas de uma cliente, quando foi atingida pelos disparos. O ataque ocorreu em meio à disputa entre grupos criminosos pelo controle territorial da região. A investigação apontava para um confronto envolvendo integrantes do Comando Vermelho (CV) e do Terceiro Comando Puro (TCP). Chefes do tráfico ficam fora da acusação A decisão judicial determina o arquivamento da investigação em relação a Edgar Alves de Andrade, Pedro Paulo Guedes, Wilton Carlos Rabello Quintanilha, Thiago do Nascimento Mendes, Carlos Costa Neves, Washington Cesar Braga da Silva e Luciano Martiniano da Silva. Ou seja, embora esses nomes tenham aparecido no curso da investigação, o Ministério Público promoveu o arquivamento em relação a eles, e o juiz registrou que não havia providência a ser tomada quanto a esse ponto. Entre os investigados estão criminosos de grande importância dentro da estrutura do Comando Vermelho, como Doca, Gardenal, Abelha, Pezão e Pedro Bala. Na prática, a decisão reduz de maneira significativa o número de acusados que irão responder pela morte da manicure. A ação penal seguirá contra Thiago de Souza e Jonathan da Silva Vilela. Dois acusados terão que responder pela morte Ao analisar a denúncia, o juiz entendeu que estavam presentes os requisitos para a abertura da ação penal contra Thiago e Jonathan. A denúncia atribui aos dois a prática de homicídio qualificado pela morte de Tatiany e duas tentativas de homicídio relacionadas aos idosos João dos Santos, de 71 anos, e Sebastião Gomes Valadão, de 72. O magistrado também considerou que havia elementos suficientes para justificar a prisão preventiva dos acusados. Entre as provas citadas estão documentos periciais relacionados à morte de Tatiany e aos ferimentos dos dois idosos. A decisão também destaca os depoimentos de duas testemunhas apresentados como testemunhas presenciais dos fatos. Segundo o juiz, os dois prestaram depoimentos detalhados durante a investigação e apontaram condutas atribuídas aos acusados. Manicure foi atingida no portão de casa Tatiany chegou a ser socorrida para uma unidade de saúde e posteriormente transferida para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas morreu em decorrência dos ferimentos. Os dois idosos também foram baleados durante o ataque. João recebeu alta, enquanto Sebastião permaneceu internado em estado estável. A morte da manicure provocou protestos de moradores da comunidade, que foram às ruas pedir mais segurança e justiça. Com a decisão, o processo agora terá como réus Thiago de Souza e Jonathan da Silva Vilela, enquanto a acusação contra os demais investigados — incluindo nomes de peso do tráfico como Doca, Gardenal, Pezão, Abelha e Pedro Bala — foi arquivada.

NINGUÉM ESTÁ A SALVO: A GUERRA ENTRE FACÇÕES QUE TRANSFORMOU INOCENTES EM ALVOS NO RIO

No meio das guerras travadas pelas facções criminosas no Rio de Janeiro, existe uma população que não escolheu nenhum dos lados, mas acaba pagando um preço cada vez mais alto. Moradores, trabalhadores, idosos e crianças são atingidos por tiros, granadas e confrontos que transformam comunidades e ruas da cidade em cenários de guerra. Inocentes perdem a vida ou ficam feridos simplesmente por estarem no lugar errado, na hora errada. Uma das vítimas mais recentes foi Leda Maria da Conceição Antônio, de 75 anos, conhecida como Tia Lêda. Em 20 de julho de 2026, ela foi morta a tiros dentro de uma padaria na comunidade Furquim Mendes, no Jardim América, Zona Norte do Rio. Segundo as investigações, ela acabou atingida durante um ataque de traficantes do Terceiro Comando Puro contra criminosos rivais do Comando Vermelho. Um entregador de aplicativo também foi baleado durante a ação e precisou ser socorrido para o Hospital Estadual Getúlio Vargas. Dias antes, outro idoso havia sido vítima da violência. João José da Silva, de 80 anos, conhecido como Badu, morreu após ser atingido por uma bala perdida dentro do próprio bar, na comunidade Chácara do Céu, na Tijuca. Na ocasião, criminosos do Comando Vermelho atacaram a região, dominada pelo Terceiro Comando Puro. E a violência voltou a atingir a mesma comunidade nesta semana. Uma menina de apenas 11 anos e a própria mãe ficaram feridas depois que uma granada foi lançada por um drone. Facções controlam até o direito de ir e vir A guerra entre as organizações criminosas não se limita aos confrontos armados. Ela também impõe uma espécie de fronteira invisível sobre milhares de moradores e trabalhadores. Pessoas podem ser impedidas de circular simplesmente porque moram em uma área dominada por uma facção rival. Quem atravessa essas fronteiras corre o risco de ser abordado, interrogado, revistado e até desaparecer. Em Rio das Pedras, em Jacarepaguá, diversos jovens que foram à região a trabalho ou para encontrar alguém acabaram desaparecendo. Criminosos costumam perguntar onde essas pessoas moram e verificar seus celulares em busca de qualquer indício de ligação com territórios ou integrantes de grupos rivais. O domínio territorial também já chegou ao transporte por aplicativo. Nesta semana, um áudio ao qual tivemos acesso revelou o alerta feito por um motorista de aplicativo: trabalhadores de áreas dominadas pelo TCP, como o Complexo da Maré e o Dendê, deveriam evitar fazer corridas para o Complexo da Penha, território controlado pelo Comando Vermelho. No áudio, o motorista afirmou ter presenciado dois colegas de profissão sendo espancados por criminosos. Policiais também viram alvos Os criminosos também colocam policiais na mira. Agentes são mortos durante o serviço, atacados nas ruas e até assassinados durante períodos de folga. Recentemente, um policial civil foi morto durante uma operação na Favela do Muquiço, em Guadalupe. Um policial militar também morreu após ser atacado na Avenida Brasil. Até operações policiais deixam inocentes no fogo cruzado A violência contra a população, porém, não ocorre apenas durante confrontos entre facções. As próprias operações policiais realizadas contra criminosos também podem colocar moradores e trabalhadores em meio ao fogo cruzado. Nesta semana, uma passageira foi baleada dentro de um ônibus durante um confronto entre policiais militares e criminosos em Vila Kosmos, na Zona Norte do Rio. Na Favela do Metrô, na Mangueira, um menino de apenas seis anos foi atingido no olho por estilhaços durante uma ação policial. A esses episódios somam ações dos criminosos que fecham ruas com barricadas, provocam fechamento de postos de saúde e escolas, a chegada de serviços públicos nas comunidades, São episódios diferentes, envolvendo circunstâncias diferentes, mas que revelam uma mesma realidade: para quem vive ou trabalha nas áreas afetadas pela guerra do crime organizado, o risco pode surgir a qualquer momento, independentemente de estar envolvido com o tráfico ou de ter escolhido qualquer um dos lados. Enquanto as facções disputam territórios e impõem suas próprias regras, a população fica encurralada no fogo cruzado — sem controle sobre quando os tiros começam, de onde vêm e quem será a próxima vítima.

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