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ATAQUE A PMS

ANTES DE DELEGACIA SER ATACADA EM CAXIAS, POLICIAIS QUASE FORAM MORTOS EM EMBOSCADA COM GRANADAS E FUZIS

Horas antes do ataque à 60ª Delegacia (Campos Elíseos) em fevereiro de 2025 que deixou dois policiais feridos, agentes da unidade viveram momentos dramáticos na comunidade da Vai Quem Quer, em Duque de Caxias, sendo atacados violentamente com granadas e tiros de fuzil. Na ocasião, a Polícia Civil recebeu, através de trabalho de campo, informações de inteligência que apontavam que indivíduos da comunidade do”Vai Quem Quer”, sob influência da facção criminosa autodenominada”Comando Vermelho”, deslocar-se-iam para a capital com a intenção de reforçar/participar da disputa territorial pelo domínio do Morro do Juramento, na Zona Norte carioca. Os policiais fizeram monitoramento, que permaneceu até as primeiras horas da manhã, onde foi detectada a presença de diversos homens armados, inclusive com uso de equipamento militar – policial, na comunidade A equipe procedeu de forma velada, discreta, até o local, não encontrando resistência até determinado ponto. Após cerca de 5 minutos na comunidade, as equipes começaram a ser atacadas em diversos pontos. Em um momento, um homem parou uma motocicleta e começou a realizar disparos de fuzil, tendo os agentes da lei revidado. Chegando em uma travessa, presenciaram diversos homens armados com pistolas e fuzis, os quais lançaram granadas na direção de policiais civis, colocando em risco a vida e a integridade dos agentes da lei e de uma quantidade indeterminada de pessoas próximas ao local do confronto. Os cinco policiais atacados, entre eles uma mulher, só não foram atingidos devido a má pontaria dos criminosos. Alguns desses homens correram em direções diversas, alguns deles adentraram uma espécie de beco, sendo iniciada perseguição por este local, sendo possível ver que um dos homens, tratando-se do traficante Wesley, jogou um fuzil 556mm, municiado com oito munições de mesmo calibre, para o alto e correu. Ele foi alcançado metros à frente e preso, sem oferecer resistência. Na esquina do local onde Wesley foi preso, em uma casa que se encontrava aberta, foi encontrado Rodolfo Manhães, vulgo Rato, chefão da localidade. Rato era investigado pela Polícia Civil por sua participação no tráfico de drogas da região, pertencente ao comando vermelho. De acordo com os policiais, é notório que ele é o líder do tráfico na citada comunidade, uma das mais violentas da região, sendo notada a presença de diversas barricadas e a presença atiradores disparando com bastante intensidade. ” No mesmo dia da prisão , por volta de 22h50min, um grupo de cerca de 20 criminosos armados com fuzis, diretamente ligados e subordinados a Rato, cercaram a 60aDP causando intenso confronto e resultando no ferimento de alguns policiais. Tal ação tinham como objetivo o resgate de Rato e Wesley. A ação criminosa resultou na destruição da unidade policial e dois agentes da lei feridos, visto que os criminosos fizeram uso de fuzis e granadas. Tendo em vista a resistência dos policiais e o fato de que que os bandidos já haviam sido transferidos da carceragem da Delegacia, os criminosos não lograram êxito no resgate. O ataque à unidade policial foi amplamente divulgado pela mídia, causando intenso temor na população

Suposto alvo de atiradores, ex-PM baleado em ataque em Nilópolis foi apontado como integrante de milícia que atuava na Baixada e no Rio

A nossa reportagem recebeu informação de que um ex-policial militar seria o suposto alvo dos autores do ataque ocorrido ontem nas proximidades da estação de Olinda, em Nilópolis, que deixou um morto e cinco feridos. Esse ex-PM, segundo o que saiu na imprensa, estaria internado no Hospital de Nova Iguaçu e seu quadro de saúde seria gravíssimo. Um levantamento feito pela nossa reportagem aponta que esse ex-policial militar, que tem o vulgo Mello,  foi apontado em investigação de 2021 como integrante de uma milícia que agia em Nilópolis, Mesquita e no bairro de Anchieta, na Zona Norte do Rio. O grupo, que era comandado por um vereador, praticava os crimes de homicídio, extorsão, corrupção e interceptação e distribuição clandestina de sinal de TV a cabo e de internet, além do comércio irregular de cigarros.  Mello tinha atitudes intimidatórias contra comerciantes, também estava envolvido com a exploração do serviço de mototáxi, recebendo quantias provenientes da cobrança de diárias efetuada junto aos mototaxistas e atuava na distribuição clandestina de sinal de TV a cabo e internet, conhecido como “gatonet” Ele também era um dos responsáveis pelo repasse de quantias arrecadadas da organização criminosa ao vereador que era chefe da quadrilha.  A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) foi investiga a morte de Yuri Dias Barreto, vítima fatal do ataque em Nilópolis. Outras cinco pessoas foram baleadas e socorridas para uma unidade de saúde. A ocorrência está em andamento e agentes já realizam diligências para identificar a autoria e circunstâncias do crime Imagens captadas pelas câmeras instaladas em pontos estratégicos da cidade estão sendo analisadas pelo Centro de Controle Operacional de Nilópolis (CCON) para subsidiar as investigações da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.

PM do BOPE explica como funciona explosivos instalados em carros e barricadas pelo bando de Peixão (TCP) para atacar a polícia. VIDEO

A Polícia Militar gravou um vídeo em que um agente do BOPE explica como funcionam os explosivos encontrados hoje durante operação no Complexo de Israel, área de domínio do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão. Os policiais acharam carros e barricadas com explosivos. ASSISTA: https://x.com/PMERJ/status/2090830658037817709/video/1 É mais uma prova de que o crime organizado mudou de patamar e já emprega métodos que ultrapassam, e muito, o tráfico de drogas. ASSISTA OUTROS VÍDEOS A ação mobilizou aproximadamente 200 policiais do #BOPE, #BAC, #BTM, #BPChq, #GAM, além do #BPVE e do #RECOM. e contou ainda com cinco veículos blindados, além de motos, viaturas e apoio aéreo Houve intenso tiroteio que deixou um motorista baleado e provocou interdição na Avenida Brasil. Um suspeito morreu e uma pistola foi apreendida.

NINGUÉM ESTÁ A SALVO: A GUERRA ENTRE FACÇÕES QUE TRANSFORMOU INOCENTES EM ALVOS NO RIO

No meio das guerras travadas pelas facções criminosas no Rio de Janeiro, existe uma população que não escolheu nenhum dos lados, mas acaba pagando um preço cada vez mais alto. Moradores, trabalhadores, idosos e crianças são atingidos por tiros, granadas e confrontos que transformam comunidades e ruas da cidade em cenários de guerra. Inocentes perdem a vida ou ficam feridos simplesmente por estarem no lugar errado, na hora errada. Uma das vítimas mais recentes foi Leda Maria da Conceição Antônio, de 75 anos, conhecida como Tia Lêda. Em 20 de julho de 2026, ela foi morta a tiros dentro de uma padaria na comunidade Furquim Mendes, no Jardim América, Zona Norte do Rio. Segundo as investigações, ela acabou atingida durante um ataque de traficantes do Terceiro Comando Puro contra criminosos rivais do Comando Vermelho. Um entregador de aplicativo também foi baleado durante a ação e precisou ser socorrido para o Hospital Estadual Getúlio Vargas. Dias antes, outro idoso havia sido vítima da violência. João José da Silva, de 80 anos, conhecido como Badu, morreu após ser atingido por uma bala perdida dentro do próprio bar, na comunidade Chácara do Céu, na Tijuca. Na ocasião, criminosos do Comando Vermelho atacaram a região, dominada pelo Terceiro Comando Puro. E a violência voltou a atingir a mesma comunidade nesta semana. Uma menina de apenas 11 anos e a própria mãe ficaram feridas depois que uma granada foi lançada por um drone. Facções controlam até o direito de ir e vir A guerra entre as organizações criminosas não se limita aos confrontos armados. Ela também impõe uma espécie de fronteira invisível sobre milhares de moradores e trabalhadores. Pessoas podem ser impedidas de circular simplesmente porque moram em uma área dominada por uma facção rival. Quem atravessa essas fronteiras corre o risco de ser abordado, interrogado, revistado e até desaparecer. Em Rio das Pedras, em Jacarepaguá, diversos jovens que foram à região a trabalho ou para encontrar alguém acabaram desaparecendo. Criminosos costumam perguntar onde essas pessoas moram e verificar seus celulares em busca de qualquer indício de ligação com territórios ou integrantes de grupos rivais. O domínio territorial também já chegou ao transporte por aplicativo. Nesta semana, um áudio ao qual tivemos acesso revelou o alerta feito por um motorista de aplicativo: trabalhadores de áreas dominadas pelo TCP, como o Complexo da Maré e o Dendê, deveriam evitar fazer corridas para o Complexo da Penha, território controlado pelo Comando Vermelho. No áudio, o motorista afirmou ter presenciado dois colegas de profissão sendo espancados por criminosos. Policiais também viram alvos Os criminosos também colocam policiais na mira. Agentes são mortos durante o serviço, atacados nas ruas e até assassinados durante períodos de folga. Recentemente, um policial civil foi morto durante uma operação na Favela do Muquiço, em Guadalupe. Um policial militar também morreu após ser atacado na Avenida Brasil. Até operações policiais deixam inocentes no fogo cruzado A violência contra a população, porém, não ocorre apenas durante confrontos entre facções. As próprias operações policiais realizadas contra criminosos também podem colocar moradores e trabalhadores em meio ao fogo cruzado. Nesta semana, uma passageira foi baleada dentro de um ônibus durante um confronto entre policiais militares e criminosos em Vila Kosmos, na Zona Norte do Rio. Na Favela do Metrô, na Mangueira, um menino de apenas seis anos foi atingido no olho por estilhaços durante uma ação policial. A esses episódios somam ações dos criminosos que fecham ruas com barricadas, provocam fechamento de postos de saúde e escolas, a chegada de serviços públicos nas comunidades, São episódios diferentes, envolvendo circunstâncias diferentes, mas que revelam uma mesma realidade: para quem vive ou trabalha nas áreas afetadas pela guerra do crime organizado, o risco pode surgir a qualquer momento, independentemente de estar envolvido com o tráfico ou de ter escolhido qualquer um dos lados. Enquanto as facções disputam territórios e impõem suas próprias regras, a população fica encurralada no fogo cruzado — sem controle sobre quando os tiros começam, de onde vêm e quem será a próxima vítima.

Relembre como foi o ataque a policiais civis que rendeu uma condenação de 87 anos de prisão a traficante do bando de Peixão (TCP). Bandidos fizeram reféns mas se entregaram: “”Vamos sair de boa, chefe, não atira não!

Armado com um fuzil de guerra, João Átila da Silva Botelho, conhecido como “J”, integrou o grupo de traficantes que transformou uma operação da Polícia Civil no Complexo de Israel, em 2023, em um cenário de guerra. Segundo o processo, os criminosos receberam os agentes a tiros, atingiram uma viatura da corporação, invadiram uma residência para escapar do cerco policial e fizeram o morador Leonardo e sua filha, Thalita, reféns até se renderem. Três anos depois, o Tribunal do Júri condenou João Átila por 13 tentativas de homicídio qualificado, além dos crimes de cárcere privado, cárcere privado qualificado e associação para o tráfico de drogas com emprego de arma de fogo. Conforme a denúncia e as decisões judiciais, policiais civis realizavam uma operação no Complexo de Israel quando foram surpreendidos por uma intensa sequência de disparos efetuados por traficantes que atuavam na comunidade. O confronto foi imediato e, segundo o magistrado que analisou o caso, os criminosos agiram com manifesta intenção de matar os agentes. Um dos disparos atingiu uma viatura da Polícia Civil e perfurou o encosto de um dos bancos do veículo, circunstância utilizada pela Justiça para demonstrar a extrema gravidade da ação. Após o intenso tiroteio, os policiais conseguiram identificar uma casa onde parte dos criminosos havia se escondido. Ao entrarem no imóvel, os traficantes renderam o morador Leonardo e sua filha, Thalita, mantendo ambos como reféns enquanto tentavam impedir o avanço das equipes policiais. A residência foi cercada e os policiais iniciaram uma negociação para libertar as vítimas e obter a rendição dos criminosos. Durante as tratativas, um dos integrantes do grupo saiu desarmado e caminhou em direção aos agentes dizendo: “Vamos sair de boa, chefe, não atira não!”. Após a rendição do primeiro suspeito, os demais traficantes também deixaram o imóvel e se entregaram. As prisões revelaram o poder de fogo da quadrilha. João Átila da Silva Botelho estava armado com um fuzil M16 modelo LA15. William dos Santos Silvestre portava um fuzil M16 modelo SAR223C, da fabricante Sarsilmaz. Rodrigo Jesus, conhecido como “Boxeador”, carregava um fuzil G3 calibre 7,62×51 milímetros e quatro granadas de mão ofensivas, capazes de produzir estilhaços. Filipe Querino Alves, o “PR”, estava com um fuzil FAL calibre 7,62×51, de fabricação argentina. Rafael Santos da Costa, o “Bomba”, portava um fuzil G3 calibre 7,62×51 da marca Federal Arms, com a numeração raspada. Samuel Rocha Ferreira, o “Samuca”, carregava um fuzil AR-10 calibre 7,62×51 e duas granadas ofensivas. Já Cauã de Carvalho Rodrigues estava armado com um fuzil AR-15 calibre 5,56×45 milímetros. Na audiência de custódia, o juiz homologou as prisões em flagrante e as converteu em preventivas. Na decisão, destacou a extrema periculosidade dos acusados, ressaltando que todos integravam o grupo que efetuou diversos disparos contra policiais civis com intenção de matar, utilizava armamento de guerra e granadas e ainda fez dois moradores reféns para tentar escapar da ação policial. O magistrado também afirmou que os elementos do processo demonstravam o forte vínculo dos presos com a organização criminosa responsável pelo tráfico de drogas na região, o que tornava necessária a manutenção das prisões para garantia da ordem pública e para evitar a continuidade das atividades da facção. Segundo a decisão, medidas cautelares diversas da prisão seriam insuficientes diante da gravidade concreta dos fatos. Os pedidos de prisão domiciliar formulados pelas defesas foram rejeitados por falta de comprovação dos requisitos legais. O caso foi levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, que julgou parcialmente procedente a denúncia do Ministério Público. João Átila da Silva Botelho foi condenado a 87 anos de prisão por 13 tentativas de homicídio qualificado, pelos crimes de cárcere privado e cárcere privado qualificado, em razão do sequestro dos moradores durante a fuga, além de associação para o tráfico de drogas com a causa de aumento pelo emprego de arma de fogo. Após a leitura da sentença, a defesa manifestou interesse em recorrer da decisão por meio de apelação.

PÁGINA REVELA SUPOSTOS BASTIDORES DO TIROTEIO NA AVENIDA BRASIL QUE DEIXOU CINCO MORTOS; VEJA O QUE TERIA DESENCADEADO O CONFRONTO

A página Campo Grande Ao Vivo divulgou neste sábado supostos bastidores do tiroteio que terminou com a morte de cinco pessoas na Avenida Brasil, na última semana. Segundo a publicação, o grupo criminoso estaria sendo precedido por uma motocicleta que fazia a função de “batedor”, monitorando o trajeto antes da passagem da tropa do traficante conhecido como RD. De acordo com a página, o motociclista seguia à frente do comboio para verificar a existência de blitzes ou qualquer barreira policial no caminho até o Parque União, no Complexo da Maré. Ainda conforme a publicação, após deixar a Vila Kennedy, a motocicleta chegou primeiro a Guadalupe, onde uma equipe do BPVE teria tentado abordar o condutor ao constatar que o veículo era produto de roubo. Nesse momento, os criminosos que vinham logo atrás teriam aberto fogo contra os policiais, dando início à perseguição que se estendeu pela Avenida Brasil. A página afirma ainda que RD e seus seguranças deixaram a Vila Kennedy em um Toyota Corolla Cross, um Jeep cinza e um Volkswagen Nivus. Após o intenso confronto, quatro suspeitos e um policial militar morreram. Já os ocupantes do Jeep e do Nivus conseguiram escapar. Sobre o suposto “batedor”, a página publicou uma fotografia do motociclista e afirmou que ele costumava percorrer, sempre nos mesmos horários, rotas em direção à Mangueira, Parque União, Tijuquinha e Vila Kennedy. As informações divulgadas pela página não foram confirmadas oficialmente pelas autoridades e representam a versão publicada pelo perfil nas redes sociais.

Quatro bandidos do CV e um PM mortos em confronto na Avenida Brasil

Ao menos seis soldados do Comando Vermelho (CV) e dois PMs foram baleados após um intenso confronto com equipes do Batalhão de Choque na Avenida Brasil, na noite desta terça-feira (28). Quatro suspeitos e um PM morreram. O.outro polícial.atingido está em estado grave. As informações são do repórter Bruno Assunção e da PMERJ. Durante a ação, seis fuzis, coletes balísticos, granada, pistolas e diversos materiais utilizados pela organização criminosa foram apreendidos. O confronto ocorreu após criminosos ligados ao grupo de RD do Barbante atacarem dois policiais militares na altura de Guadalupe, na Zona Norte do Rio. Segundo apuração do repórter investigativo Bruno Assunção, os criminosos estavam na Vila Kennedy e retornavam para comunidades dominadas pelo Comando Vermelho (CV) na Zona Norte quando efetuaram os disparos contra os policiais. Após o ataque, foi iniciada uma intensa perseguição pela Avenida Brasil. Equipes do Batalhão de Choque localizaram o veículo utilizado pelos criminosos na altura da Maré, onde houve um novo confronto.

Saiba quem é o bandido que pode ter herdado o comando do Muquiço (TCP) após a prisão de Coronel. Traficantes da favela atacaram policiais e um agente acabou morto

A morte do policial civil Carlos Alberto Freire Neto, durante um ataque de traficantes da Favela do Muquiço, em Deodoro, colocou novamente no centro das atenções um dos criminosos mais perigosos do estado. Com a prisão recente do chefe do tráfico da comunidade, conhecido como Coronel, investigadores apontam que um dos bandidos que pode ter assumido o comando da favela é o traficante Grisalho, contra quem existem 14 mandados de prisão. O ataque que vitimou o agente da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) também deixou uma policial civil e um morador baleados, provocando uma megaoperação da Polícia Civil na comunidade. Natural de São Gonçalo, Grisalho foi aliado de Thomas Jhayson Vieira Gomes, o 3N, um dos antigos chefes do tráfico do Complexo do Salgueiro. Os dois romperam com o Comando Vermelho (CV) e migraram para o Terceiro Comando Puro (TCP), fortalecendo a facção em diversas regiões do estado. Segundo investigações, Grisalho chegou a comandar o tráfico em mais de dez comunidades de São Gonçalo. Além da atuação no tráfico, Grisalho e Coronel são apontados em investigações como responsáveis por impor um regime de terror na região do Muquiço. Trabalhadores da Light eram impedidos de realizar cortes de energia elétrica e chegaram a ser ameaçados de morte. Em um dos episódios, dois funcionários tiveram equipamentos roubados na Rua Melita, atrás da Igreja Nossa Senhora de Guadalupe, e receberam o aviso de que seriam mortos caso retornassem ao local. As investigações também apontam que Grisalho e Coronel mantinham ligação com supostos milicianos. A partir dessa aliança, comerciantes passaram a ser obrigados a pagar taxas ilegais sob ameaça de morte. Um comerciante que se recusou a pagar acabou assassinado. Grisalho e Coronel também fizeram parte da Tropa do Pai, que comandava o Complexo da Alma, em São Gonçalo. A quadrilha foi identificada em diversos procedimentos investigatórios, vários deles instaurados na DHNSG para apurar a prática reiterada de crimes de homicídio na região. Foi possível verificar que os denunciados, valendo-se do denominado “tribunal do tráfico” por eles instituído, julgavam e executavam todos aqueles que são considerados inimigos ou informantes (“X-9”) da facção criminosa rival Comando Vermelho, Mesmo sendo um dos criminosos mais procurados do Rio de Janeiro, Grisalho chegou a desafiar publicamente as autoridades. Após ter sua foto divulgada em um cartaz do Disque Denúncia oferecendo recompensa de R$ 1 mil por informações sobre seu paradeiro, publicou uma selfie nas redes sociais com a frase: “Quem me pegar tem um doce!!!” Após o assassinato do policial Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, a Secretaria de Estado de Polícia Civil desencadeou uma operação emergencial na Favela do Muquiço, mobilizando equipes dos Departamentos-Gerais de Polícia Especializada (DGPE), da Capital (DGPC), da Baixada (DGPB) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Carlos Alberto ingressou na Polícia Civil em dezembro de 2023 e, desde maio deste ano, atuava na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense. Ele deixa esposa e dois filhos. Em nota, a Polícia Civil afirmou que ataques contra agentes de segurança representam um ataque direto ao Estado e garantiu que seguirá intensificando o combate às facções criminosas. A instituição se solidariza com familiares, amigos e colegas de trabalho, prestando suas mais sinceras condolências.Até

Guarda municipal foi atacado a tiros na Região dos Lagos mas não foi atingido

Um guarda municipal de Cabo Frio foi alvo de uma tentativa de homicídio na tarde desta segunda-feira (6), na Região dos Lagos. De acordo com o registro da 125ª Delegacia de Polícia (125ª DP), o crime aconteceu por volta das 13h30, na Rodovia Márcio Corrêa, no bairro Campo Redondo, nas proximidades do Condomínio Cruzeiro, em São Pedro da Aldeia. A vítima, identificada como Robert Souza Klein, retornava do trabalho em sua motocicleta, ainda fardado, quando foi surpreendida por dois criminosos também em uma moto. Os suspeitos efetuaram diversos disparos contra o guarda, que, apesar da gravidade da ação, não foi atingido e conseguiu escapar ileso. O caso foi registrado como tentativa de homicídio e está sendo investigado pela Polícia Civil, que busca identificar os autores do atentado.

Suspeita ferida em operação que matou Jiló dos Prazeres tentou enganar policiais, foi presa e vai responder por homicídio

No dia da operação policial que terminou com a morte do traficante Jiló dos Prazeres, uma mulher suspeita de ligação com o tráfico foi baleada durante a troca de tiros. Ela ainda tentou se passar por moradora da região, mas acabou presa e teve a prisão preventiva decretada posteriormente. Ela vai responder por homicídio qualificado, De acordo com o auto de ocorrência, na manhã do dia 18 de março de 2026, por volta das 5h30, policiais militares do BOPE realizavam uma operação nas comunidades do Fallet/Fogueteiro, após informações de que um policial havia sido ferido por disparo de arma de fogo. Ainda segundo o registro, ao desembarcarem do blindado 51-0020 na Comunidade dos Prazeres, na altura da quadra poliesportiva da Rua Gomes Lopes, a equipe Bravo avançou em direção a uma área de mata, onde encontrou cerca de dez homens fortemente armados. Os suspeitos teriam iniciado disparos com fuzis e pistolas contra os agentes. Houve intenso confronto, que só cessou quando um dos suspeitos, identificado como Cláudio Augusto dos Santos, conhecido como “Jiló”, foi baleado. Ele chegou a ser socorrido ao Hospital Municipal Souza Aguiar, mas não resistiu aos ferimentos. Com o suspeito, os policiais apreenderam uma pistola Glock calibre .45, dois carregadores, grande quantidade de entorpecentes, além de três rádios comunicadores e cinco aparelhos celulares. Na sequência da ação, os agentes localizaram uma mulher ferida na perna. Segundo o auto, ela teria tentado se passar por moradora de uma residência próxima, chegando inclusive a trocar de roupa para dificultar a identificação. A suspeita foi socorrida e encaminhada ao Hospital Souza Aguiar, onde ficou internada sob custódia (BAM nº 333067), sendo autuada em flagrante. O registro ainda aponta que o local do confronto não foi preservado devido à necessidade de socorro imediato aos feridos e por se tratar de área considerada de alto risco, sujeita a novos ataques de integrantes da facção criminosa Comando Vermelho. De acordo com o processo, o caso é considerado de elevada gravidade, indicando que a custodiada estaria associada a outros indivíduos não identificados para a prática de tráfico de drogas. O auto de apreensão detalha que foram recolhidos aproximadamente 2,2 kg de maconha, 500 gramas de cocaína, 1,2 kg de cloreto de metileno, 39 gramas de metanfetamina e 540 gramas de haxixe. As circunstâncias da prisão, bem como a quantidade e a forma de acondicionamento das drogas, reforçam os indícios de que o material seria destinado à comercialização.

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