Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Uncategorized

Noite sangrenta na Zona Norte carioca. Guerra de facções tem homicídio, corpo queimado e ataques com granadas

A última noite registrou novas guerras entre as facções criminosas Comando Vermelho.e Terceiro Comando na Zona Norte do Rio. Em Barros Filho, traficantes ligados à Tropa do Rex (CV) trocaram tiros com rivais ligados à Tropa do Morcego (TCP) e retomaram o Conjunto B13 no Complexo da Pedreira. Um bandido do TCP vulgo JN. teria sido morto. O mesmo teve o corpo jogado por rivais dentro de uma lixeira e, posteriormente, foi queimado. Na Ilha do Governador, criminosos ligados à Tropa do PQD (CV) aplicaram um baque nos rivais ligados à Tropa do Sistema (TCP), no Bancários/INPS (TCP) e mataram um.rival. Ainda gravaram um.video para debochar. Em Cordovil, criminosos ligados à Tropa do Peixão (TCP) voltaram novamente para a Favela do Dourados (TCP) A comunidade estava vazia, então os rivais ligados à Tropa do Nico/Mister (CV) aproveitaram e atravessaram. Porém, rapidamente, a Tropa do Peixão (TCP) expulsaram os rivais ligados ao Mister (CV .A Tropa do Peixão (TCP) lançaram mais duas granadas durante madrugada. Uma foi no Morro do Sereno (CV), no Complexo da Penha. A outra foi no Conjunto Quitungo (CV), em Brás de Pina.

“‘TAXA’, MORTE E VIGILÂNCIA: ESCUTAS INÉDITAS EXPÕEM OS BASTIDORES DA MILÍCIA QUE DOMINAVA ÁREAS DE QUEIMADOS”

Depois de um fato que foi amplamente noticiado pela imprensa com vídeo e tudo de um tiroteio entre milicianos rivais em Queimados no dia 21 de junho de 2024 que terminou com a morte de um homem e a prisão de cinco suspeitos, a polícia foi a fundo na investigação contra o grupo após rastrear um dos celulares apreendidos. Dois anos depois, a Justiça abriu processo contra a quadrilha. Foram encontrados elementos que confirmaram o envolvimento de todos os prsos com a milícia atuante em Queimados. Os agentes recuperaram i mensagens trocadas entre os de-nunciados, tanto por meio de chat de conversa privada, quanto por grupos de WhatsApp, destacando-se, dentre eles, o denominado grupo “Futebol dos Amigos”, destinado, especialmente, ao monitoramento da atividade policial e de grupos rivais, com informes em tempo real sobre a localização de viaturas das polícias militar e civil em áreas dominadas pela milícia, notadamente nos arredores dos condomínios residenciais José Metódio, José Marttins, Laurindo Moreira e Sebastião Torres. A análise dos dados do celular confirmou que outras empreitadas foram realizadas pelo bando tendo como objetivo executar criminosos de grupos rivais. Para tanto, os denunciados se valiam de extensa rede de informantes, que enviavam dados sobre a localização, veículos e vestimentas utilizadas pelos alvos. Os policiais conseguiram obter na galeria de imagens do aparelho celular fotografias que mostravam o poderio bélico do bando que possuía fuzis, pistolas, coletes e fardas policiais usados para o cometimento dos crimes de extorsões e homicídios. Os bandidos faziam até falsas blitzes para abordar motoristas de aplicativos. As mensagens trocadas pelo dono do celular, vulgo Bibi, com seus comparsas evidenciaram que o grupo criminoso disputava o domínio territorial de Queimados com outro grupo miliciano, tendo por finalidade o controle financeiro decorrente das extorsões de comerciantes e mototaxistas, sendo Bibi peça-chave na engrenagem criminosa. E tal disputa territorial é levada ao extremo pelos denunciados, a ponto de valerem-se de armas de grosso calibre, veículos clonados e informantes, tudo com o claro objetivo da eliminação da vida alheia e consequente vitória da guerra urbana. Soldado e cobrador da milícia, Bibi atuava tanto nas extorsões de comerciantes e mototaxistas, como no planejamento e execução dos homicídios praticados pelo grupo. Em um dos diálogos com um comparsa já falecido vulgo DG7 ele tratou da extorsão de mototaxistas e do planejamento de execução de criminosos rivais: “Mano, a gente tem que ir lá, entendeu mano, fazer a reuni-ão, entendeu mano, acertar isso daí, mano. Irmão, passou de meio dia, vai rolar os juros, entendeu mano. Porra, lá fora o bagulho é mais caro, mano, mas vamos fazer o dinheiro. O bagulho vem na risca, na sexta-feira. Nós, porra, não dá papo não dá nada… vagabundo que fazer nós de otário Bibi: “Igual Wallace…Dia todo que passei na rua, ele bebendo. Ai nem pagou a porra do ponto ainda, entendeu. E até mesmo os ouros demais também” Em outra conversa com DG, Bibi indagou: “Geral pagou? Geral pagou, viadão? Dá o papo?” DG: “Sapatão, acho que perdeu…O cara pegou a moto, arrumou uma moto lá. Vai me mandar amanhã. Jussara perdeu os documentos, carteira com dinheiro…falou que vai mandar também. DG: “E aquele Jonathan, mano, pediu para avisar que não ia rodar essa semana não. Que ia resolver um problema de saúde. Ai não ia pagar essa semana, tá ligado” Outra figura de destaque na milícia era o criminoso vulgo Elefante, também soldado e cobrador da milícia. Foi comprovado sua participação nos atos extorsionários. Seu vulgo era bastante conhecido no universo criminoso de Queimados. A tática de usar um codinome distinto do seu real nome ou mesmo do seu vulgo foi utilizada por outros diversos integrantes da milícia de Queimados, sempre com a finalidade de não serem identificados no curso das investigações. Elefante que também era chamado de Elefantinho agia em dupla com Bibi tanto na cobrança das extorsões, quanto no planejamento e execução de homicídios. Foi comprovado também o envolvimento de uma mulher vulgo Tia MCG”, que passou a integrar a milícia fornecendo informações de milicianos rivais em troca de cesta básica, e mensagens a respeito de extorsões de empresas de internet: “Sabe qual é o ruim, Elefante. Que naquele dia eu falei com todo mundo, o caralho a quatro, falou que ia mandar o bagulho lá pra mina, coisa e tal, entendeu, que a mina estava precisando de um bagulho lá pra filha dela. A gente ia ver se ia mandar uma cesta básica ou kit danone, o caralho a quatro… não mandou. Po, ficar mandando mensagem é foda, mano, entendeu. A gente quer ser ajudada, as pessoas também gosta também de ser ajudado, entendeu, mano?” Elefante: “Po, irmão, mas não seguiu a cesta básica pra mulher lá não, mano? não seguiu a cesta básica pra mulher lá não, mano? Tu não falou com o irmão não, cara? Vamos correr atrás aí, cara para mandar a cesta básica para a mulher hoje, mano (…) Só agarrar uma cesta básica, filho, e seguir pra ela, depois a gente fala com o irmão, mano. Vamos ver se a gente resolve essa porra hoje. Mano eu vou chegar nesses caras, porra. Eu vou chegar. Confia. Olha aí, eu vou te mandar uns negócios” Bibi: “Então, mano. O irmão ia ligar, naquele dia que eu fui em São João levar o material do Chucky. Não ligou, entendeu, ma-no. Tem que ver isso daí, pra levar uma pra ela lá, vamos ver se a gente agarra uma no Belmonte, entendeu” Elefante: “Mano, faz contato com ela e fala que a cesta básica dela vai seguir hoje, entendeu. Fala: “po, me desculpa que eu ta-va na correria ai, aconteceu umas paradas aí, a gente teve que dar uma saída da cidade, me perdoa mesmo. Entendeu, mas o negócio da sua filha vai seguir. A gente vai seguir aí o negócio da sua filha e depois a gente vai seguir um dinheiro ai também pra tu poder comprar o danone e os biscoitos das crianças, entendeu. A gente já vai fazer

Peixão (TCP) estaria planejando atacar base de Beira Mar (CV) no RJ, diz repórter

O repórter Bruno Assunção publicou em suas redes sociais que obteve informações que o traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como “Peixão”, apontado como uma das principais lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP), estaria planejando uma ofensiva para tentar invadir a Favela Beira-Mar, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que é a principal base de Fernandinho Beira Mar no RJ. A comunidade Beira-Mar é considerada uma área estratégica pela localização. O território fica próximo a importantes vias de ligação da região metropolitana, à Baía de Guanabara e ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio. A região também é conhecida historicamente por ter sido um dos principais redutos do Comando Vermelho (CV). O nome da comunidade ganhou projeção nacional nas décadas de 1990 e 2000 por causa de Luiz Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar, uma das lideranças mais conhecidas do Comando Vermelho. Ele construiu sua trajetória no tráfico de drogas com forte atuação na região da Baixada Fluminense antes de ser preso em 2001. Segundo as informações obtidas, Peixão retornou ao Rio de Janeiro há cerca de um mês e, no último fim de semana, realizou uma festa em Vigário Geral para marcar os 19 anos de domínio do TCP na região. O evento foi marcado como uma demonstração de força da facção, que tenta ampliar sua área de influência. Além da possível investida contra a Beira-Mar, a liderança do TCP também estaria buscando avançar sobre outras áreas próximas ao Complexo de Israel, como as comunidades do Dourado e Tinta, em Cordovil, regiões próximas ao Quitungo e ao Complexo da Penha. Essas comunidades há dias têm sido palco de tiroteios e registrou uma chacina de sete mortos no último fim de semana. Peixão também está em guerra com traficantes do CV no Jardim América.

Cardápio do crime: Traficantes do CV inovam com cartazes e pagamento via PIX em Niterói*

Criminosos da facção Comando Vermelho (CV) que controlam o tráfico de drogas no Morro do Juca Branco, no Fonseca, na Zona Norte de Niterói, anunciavam a venda de drogas em cartazes expostos no local. Nas placas, havia um cardápio com as drogas e seus preços e a informação de que os viciados podem pagar com PIX. Os presos e o material apreendido foram conduzidos à delegacia. A descoberta foi feita por policiais do Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) do 12°BPM (Niterói), na tarde desta segunda-feira, dia 13 de julho. Os PMs foram até a Rua Magnólia Brasil para verificar denúncia de que havia homens armados na prática de tráfico de entorpecentes e quando chegaram no endereço constataram a veracidade da informação. Assim que notaram a aproximação dos policiais, os traficantes correram tentando fugir, mas quatro deles foram alcançados e detidos durante cerco tático. Com o quarteto, os PMs apreenderam uma pistola e grande quantidade de drogas. As informações são da jornalista Roberta Trindade

ADA fez uma série de ataques ao TCP em Campos e deixou rastro de sangue. VIDEO

Integrantes dos Amigos dos Amigos (ADA) realizaram quatro ataques contra o TCP em Campos dos Goytacazes, em represália à morte de um gerente da facção no mês passado. O primeiro ataque ocorreu no Morro do Coco, onde os criminosos executaram dois irmãos dentro de uma residência. O segundo foi em Santa Clara, onde um homem foi morto e outros dois ficaram feridos. O terceiro aconteceu no Eldorado, mas os traficantes do TCP já estavam preparados e conseguiram repelir a investida dos rivais. O quarto ataque ocorreu no Codin, onde os criminosos executaram um homem.

Irmã de jovem autista morta em ataque do tráfico em Cordovil disse que ela foi abusada sexualmente e jogada sem roupa no rio. ACESSE O LINK E ASSISTA

A irmã de Karolaine Nascimento Neves, moça autista que  foi morta durante um ataque de traficantes do Terceiro Comando Puro na comunidade do Dourado, em Córdovil disse que ela teria sido abusada sexualmente pelos assassinos. A jovem teria sofrido mutilação das partes íntimas e atirada sem roupa dentro de uma vala. “Minha irmã lnão é traficante. Ela tem um retardo mental..Foi brutalmente asassinada. Abusaram dela porque ela tava pelada  e jogaram o corpo no Rio e a gente que reve que titar”. Acesse o link e veja a entrevista https://www.instagram.com/p/DaqMdMNxIwS A jovem autista muito querida na região. Nas redes sociais, dezenas de mensagens de carinho e despedida demonstram a comoção causada por sua partida. Familiares afirmam que ela tinha a mentalidade de uma criança, não fazia mal a ninguém e era uma pessoa sem qualquer maldade. De acordo com relatos, Karolaine foi baleada durante a invasão e teve o corpo lançado em um valão. Ainda de acordo com testemunhas, após Karolaine ser baleada, criminosos do TCP teriam lançado o corpo da jovem em um valão, acreditando que a correnteza o levaria. No entanto, segundo esses relatos, a água não tinha força suficiente e o corpo ficou preso na vegetação. Apesar de ter sido divulgado que houve cinco mortos, moradores disseram que teriam sido sete sendo todos inocentes. Relatos de moradores apontam que a invasão provocou cenas de desespero e obrigou muitas famílias a se protegerem dentro de casa enquanto os disparos eram ouvidos em diversos pontos da comunidade. Vestidos com fardamentos semelhantes aos utilizados pelo Exército de Israel, armados com fuzis e tentando esconder os rostos com emojis, soldados do Terceiro Comando Puro (TCP) exibiram nas redes sociais imagens do ataque à Favela do Dourado. As fotografias foram divulgadas pelos próprios criminosos. Segundo a polícia, porém, a estratégia de ocultar a identidade não adiantou, já que os envolvidos estariam sendo identificados pelas equipes de investigação. Há tempos que a comunidade do Dourado tem sidopalco de guerras entre facções. Em 2024, por exemplo, o traficante Peixão do Terceiro Comando Puro teria tomado o local mas seu rival Doca (CV)  enviou reforços. Houve intenso tiroteio e o CV retornou para a Penha. Comentários nas redes socias dão conta que os ttraficantes do Dourado nsatisfeitos com a gestão da Penha que não enviaria soldados nem armamento e queriam a troca de facção A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga as mortes de cinco pessoas, ainda não identificadas, na região de Cordovil, na Zona Norte do Rio. Diligências estão em andamento para apurar os fatos.

Corpos levados por populares à UPA podem ser de suspeitos que trocaram tiros com PMs de helicóptero durante operação ontem em Realengo

Circulam informações na Internet que os seis corpos levados para a UPA de Magalhães Bastos sejam de suspeitos que trocaram tiros com PMs que estavam em um helicóptero durante operação ontem no Jardim Novo, em Realengo A Polícia Militar flagrou.de cima traficantes fortemente armados dentro da mata na comunidade. veja vídeo https://www.facebook.com/share/r/1AtFMDFc8C .Traficantes atiraram contra a aeronave da Polícia Militar. Foram mais de cinco horas de troca de tiros. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga as mortes de seis homens. De acordo com informações preliminares, os corpos foram encontrados por populares, que os encaminharam a uma unidade de saúde. Cinco já foram identificados: Lukas Taylan de Mendonça Monteiro, Jonathan Andrade Ferreira, Vinicius Neves Dantas, Felipe Barbosa da Silva e Alanderson de Almeida Guimarães. Os corpos foram levados para o Instituto Médico-Legal (IML), onde passarão por exames de necrópsia. Outras diligências também estão em andamento para esclarecer os fatos.

Trabalhadores denunciam esquema de “arrego” a traficantes e milicianos para liberar entregas em favelas do Rio; dois processos expõem relatos chocantes

Uma ação trabalhista revelou denúncias que ultrapassam a discussão sobre direitos trabalhistas e expõem um suposto esquema envolvendo o pagamento de “arrego” para que caminhões de entrega pudessem circular em áreas dominadas por organizações criminosas no Estado do Rio de Janeiro. Os relatos foram feitos por trabalhadores que atuavam nas entregas e descrevem uma rotina marcada pelo medo, pela intimidação e pela convivência direta com homens armados. Segundo os depoimentos prestados à Justiça, a empresa teria estabelecido acordos com traficantes e milicianos para garantir o acesso às comunidades onde realizava suas operações comerciais. De acordo com uma das testemunhas ouvidas em juízo, o chamado “arrego” consistia na entrega de mercadorias a criminosos que controlavam essas regiões. O depoente afirmou que a prática beneficiava traficantes, milicianos e até policiais que atuariam nas localidades, permitindo que os caminhões continuassem realizando as entregas sem sofrer ataques ou impedimentos. A testemunha relatou que as equipes atendiam comunidades como Aliança, Dom Bosco e Grão Pará, em Nova Iguaçu, consideradas áreas de forte influência do crime organizado. Segundo o depoimento, quando o “acordo” deixava de ser cumprido, os trabalhadores eram impedidos de deixar a comunidade e permaneciam sob a vigilância de criminosos armados até que a situação fosse resolvida. O relato é um dos trechos mais impactantes do processo. Conforme a testemunha, motoristas e ajudantes ficavam literalmente sentados, cercados por homens armados, aguardando que representantes da empresa resolvessem o impasse com os criminosos responsáveis pelo controle territorial da região. As denúncias não partiram apenas do trabalhador que ajuizou a ação. Uma testemunha confirmou detalhadamente a existência desses supostos acordos e descreveu a dinâmica utilizada para garantir a entrada dos veículos nas comunidades. Já uma testemunha apresentada pela própria empresa reconheceu que o reclamante era responsável por uma rota que atendia a comunidade do Grão Pará, embora tenha afirmado não saber se havia pagamento de “arrego”. Ao analisar as provas, o juiz destacou que os relatos demonstram uma exposição completamente incompatível com qualquer ambiente de trabalho. Na sentença, o magistrado registrou que obrigar empregados a permanecerem em áreas dominadas por criminosos armados, aguardando a solução de conflitos envolvendo supostos pagamentos a grupos criminosos, extrapola qualquer risco normal da atividade profissional. A decisão afirma que a tensão psicológica vivida pelos trabalhadores, obrigados a aguardar uma “solução comercial” enquanto permaneciam sob a mira de armas de fogo, ultrapassa todos os limites de tolerância e configura grave violação aos direitos fundamentais do trabalhador. O magistrado também entendeu que, caso confirmadas essas circunstâncias, a empresa deixou de cumprir seu dever constitucional de proporcionar um ambiente de trabalho seguro, submetendo seus funcionários a um risco muito superior ao inerente à atividade de entrega de bebidas. Em razão desse conjunto de provas, a Justiça condenou a empresa ao pagamento de indenização por danos morais. No entanto, o trabalhador recorreu da decisão, sustentando que o valor fixado não é compatível com a gravidade das denúncias nem com o porte econômico da empresa. Mais do que uma discussão sobre verbas trabalhistas, o caso chama atenção pelo conteúdo dos depoimentos, que descrevem a suposta existência de negociações entre empresas privadas e grupos criminosos para viabilizar atividades comerciais em territórios dominados por facções e milícias. Os relatos apontam que os maiores prejudicados eram justamente os trabalhadores, obrigados a ingressar diariamente em áreas de alto risco e, segundo as testemunhas, abandonados à própria sorte sempre que os supostos acordos deixavam de ser cumpridos. As denúncias, registradas sob compromisso legal perante a Justiça do Trabalho, lançam luz sobre uma realidade frequentemente relatada por profissionais que atuam em comunidades dominadas pelo crime organizado: a de que, para manter suas operações, empresas acabam se submetendo às regras impostas por grupos armados, enquanto motoristas, ajudantes e entregadores são expostos a situações extremas de medo, coação e riscoA equipe do Fatos Policiais teve acesso a outro processo trabalhista que reforça denúncias semelhantes envolvendo a atuação de empresas em áreas dominadas pelo crime organizado no Estado do Rio de Janeiro. Na ação, um ex-funcionário afirma que foi obrigado a negociar diretamente com traficantes e milicianos para garantir a realização de entregas e ações comerciais em comunidades controladas por grupos criminosos. Segundo o trabalhador, a empresa delegava aos próprios empregados a responsabilidade de acertar com criminosos os valores e condições do chamado “arrego”, expondo vendedores e supervisores a um risco permanente de morte. O processo foi ajuizado em dezembro de 2023 e reúne uma série de acusações contra a empresa. Além de jornadas exaustivas, supressão de intervalos e outras irregularidades trabalhistas, o ponto mais grave da ação diz respeito às alegações de que funcionários eram utilizados como intermediários em negociações com traficantes e milicianos para viabilizar operações comerciais em territórios dominados por organizações criminosas. Em seu depoimento, o trabalhador afirmou que era obrigado a negociar “o percentual das doações” exigidas por criminosos para permitir a entrada das equipes nas comunidades. Segundo ele, a situação gerou tamanho abalo psicológico que passou a temer por sua própria vida, alterou sua rotina pessoal e afetou inclusive seu relacionamento familiar. Os relatos não ficaram restritos ao autor da ação. Uma testemunha confirmou em juízo que o chamado “arrego” correspondia a uma “taxa informal negociada entre a empresa e as comunidades para que pudesse fazer as vendas e as entregas”. Ainda segundo esse depoimento, quando o pagamento não era realizado, vendedores sofriam represálias impostas pelos criminosos. A testemunha revelou ainda um episódio que demonstra o nível de risco enfrentado pelos funcionários. Segundo declarou sob compromisso legal, chegou a permanecer retida por milicianos em Rio das Pedras até que o pagamento exigido fosse efetuado. O mesmo depoimento afirma que o supervisor da equipe — autor da ação — era quem costumava negociar diretamente com os criminosos e chegou a ir ao local para resolver o impasse. Outro trecho do processo chama atenção por indicar que a empresa tinha pleno conhecimento dos riscos enfrentados por seus empregados. Durante a audiência, o representante da companhia reconheceu que já haviam ocorrido episódios de violência relacionados à realidade das operações no Rio de Janeiro

Duas execuções, morte de policial e rumores de invasão: o barril de pólvora que virou o Muquiço (TCP)

Horas antes do ataque que terminou com a morte do policial civil Carlos Alberto Freire Neto, a Favela do Muquiço, em Deodoro, já vivia um cenário de forte tensão, segundo relatos que circulam entre moradores e em redes sociais. Na madrugada do mesmo dia, dois homens foram encontrados mortos na Rua Carolina de Assis, um dos principais acessos à comunidade. Informações que circulam na região apontam que as vítimas seriam supostos “X9” (informantes) executados por traficantes que atuam no Muquiço. Até o momento, porém, essa versão não foi confirmada pelas autoridades. O duplo homicídio é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que ainda não divulgou a identidade das vítimas nem informou a existência de suspeitos. Nos bastidores da guerra entre facções, também circulam rumores de que o Comando Vermelho estaria preparando uma nova tentativa de retomar o controle da comunidade, atualmente dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP). A disputa ganhou força após a prisão de Coronel, antigo chefe do tráfico local. Outra informação que vem sendo compartilhada, mas que também não foi confirmada oficialmente, é a de que o traficante Grisalho, apontado como um dos possíveis sucessores de Coronel, teria deixado o Muquiço e se refugiado no Complexo da Pedreira, em Costa Barros. Segundo esses relatos, ele enfrentaria dificuldades para manter o controle da comunidade e não teria efetivo suficiente para resistir a uma eventual invasão promovida por rivais do Comando Vermelho. Até o momento, não há confirmação oficial da Polícia Civil sobre qualquer mudança no comando da facção ou sobre a veracidade dessas informações.

CATEGORIA:

copyright © 2025 Fatos Policiais. todos os direitos reservados

Rolar para cima