Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Uncategorized

POLÍCIA DIVULGA TRECHOS DE DIÁLOGOS E DIZ QUE JOGADOR DO VASCO DAVID PODE TER DITO SOBRE VÍTIMA DE TENTATIVA DE HOMICÍDIO: “MERECEU TOMAR UNS TIROS MESMO”. VEJA O QUE O DELEGADO FALOU

Em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira, a Polícia Civil do Espírito Santo divulgou trechos de diálogos que, segundo os investigadores, levantam suspeitas sobre uma possível relação do jogador do Vasco David com pessoas envolvidas em uma investigação sobre tráfico de drogas, armas e uma tentativa de homicídio no Espírito Santo. Em uma das conversas apresentadas pela polícia, David teria recebido informações sobre uma vítima de tentativa de homicídio e reagido com a frase: “MERECEU TOMAR UNS TIROS MESMO.” Em outro diálogo divulgado durante a coletiva, após receber a foto de uma pistola, o jogador teria respondido: “TEM QUE MATAR UM PARA VER DE QUAL É.” A polícia também apresentou uma terceira conversa relacionada à negociação de um Fiat Argo. De acordo com o delegado responsável pela investigação, outros investigados teriam procurado David para conseguir dinheiro emprestado e, com isso, trocar o veículo. Segundo a investigação, o Fiat Argo teria sido utilizado em uma tentativa de homicídio e estaria “queimado” — expressão usada no meio criminoso para indicar que um veículo teria ficado comprometido ou identificado após ser empregado em uma ação criminosa. O conteúdo das conversas, de acordo com o delegado, levantou a hipótese de que David pudesse ter alguma relação com o financiamento do tráfico de drogas no bairro Serra Dourada III, área apontada como de atuação do Comando Vermelho (CV), na Serra, no Espírito Santo. Em depoimento, o atacante admitiu conhecer pessoas que estão entre os alvos da investigação, mas negou qualquer envolvimento com o tráfico de drogas ou com armas. O empresário de David, André Cury, também negou qualquer ligação do jogador com o crime organizado. A investigação corre sob segredo de Justiça. Até o momento, David é investigado e não foi preso. A operação que deu origem à investigação foi deflagrada na última segunda-feira. A quadrilha é investigada por envolvimento com o tráfico de drogas e armas, além de possíveis vínculos com uma facção criminosa. As autoridades apuram a atuação do grupo, que teria ramificações em diferentes estados. Segundo as investigações, também estão sendo analisados possíveis envolvimentos de atletas profissionais e empresários com a organização criminosa.

Traficantes simulam carro bomba durante operação policial no Chapadão (CV)

Os traficantes do Comando Vermelho do Complexo do Chapadão colocaram um botijão de gás em cima de um veículo para simular um carro bomba contra os policiais do 41°BPM que fizeram operação hoje no local Moradores registram o intenso barulho de tiros. A movimentação policial aconteceu em diferentes pontos da região. Criminosos também incendiaram barricadas para impedir o avanço das equipes.Até o momento, não há informações sobre feridos. Os bandidos abriram uma vala de grandes proporções na Estrada do Camboatá , no sentido da Cancela. A situação chamou atenção e causa estranheza entre moradores da região. Funcionários da Comlurb, acompanhados por policiai foram ao local para realizar o fechamento do buraco.

Cobrança interna teria deixado mortos na milícia de Guaratiba

Informações que circulam nas redes sociais apontam que aconteceu uma cobrança interna ontem a noite e cinco milicianos do Jardim Maravilha, em Guaratiba, foram mortos. Relatos indicam que esses homens que foram mortos estavam no contato com o Zero, e tinham o objetivo de tentar rachar a milícia de Guaratiba, mas não deu muito certo. Zero era um miĺiciano que atuava no bando de PL mas que foi expulso da quadrilha e teria se aproximado do Comando Vermelho. Horas antes do acontecido circulou que a situação estava tensa na região porque alguns milicianos insatisfeitos com a gestão do DG, estavam no contato com o Zero, e poderia ter uma guerra interna dentro da milícia de Guaratiba.

Vereador foi executado em Tanguá. VIDEO

O vereador Sandrinho Oficina do Som foi assassinado a tiros de fuzil na noite de hoje em Tanguá, cidade do Leste Fluminense. O crime ocorreu próximo ao seu comércio no centro da cidade.. Segundo informações preliminares, um carro teria parado em frente ao estabelecimento em que ele estava e homens teriam disparado muitos tiros. Ele chegou a ser socorrido, mas chegou ao hospital de Tanguá morto. A Delegacia de Homicídios de Niterói vai assumir as investigações.

STJ ESCANCARA PODER DE MARCINHO VP: RELATÓRIO REVELA SUPOSTAS ORDENS PARA MORTES, ATAQUES E GUERRAS QUE TERIAM SIDO DADAS DE DENTRO DA PRISÃO

O relatório do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que justificou a decisão de 17 de abril de manter o traficante Marcinho VP em presídio federal fora do Estado do RJ traz uma sequência de crimes do qual o bandido é suspeito de envolvimento ao longo de vários anos, mesmo estando preso. Segundo o documento, a permanência de “Marcinho VP” em estabelecimento penal federal de segurança máxima se dá em atendimento ao interesse da segurança pública, eis que capitaneada por fatos concretos e atuais revelados pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Polícia Civil. Marcinho VP ocupa, ainda hoje, posição de liderança na facção criminosa denominada “Comando Vermelho”, com atuação no domínio do tráfico de drogas do Complexo do Alemão, Complexo da Penha e no Município de São João de Meriti. Destaque-se a autuação do paciente em crimes de violência extremada, dentre eles, rebeliões em unidades prisionais com mortes e incursões abertas em guerras expansionistas geradoras do caos na segurança pública. De acordo com o STJ, ele apresenta histórico penal desfavorável, contando com atos de indisciplina e com influência em outros internos, pertencentes ao Comando Vermelho. Segundo atestado, o paciente ‘Marcinho VP’, membro do Comando Vermelho, é reconhecido como ‘Comandante do tráfico’, um dos responsáveis ‘pela ordem de uma série de ações criminosas ocorridas no Rio de Janeiro em Dezembro de 2006, tendo como alvos Delegacias, Cabines e Viaturas da PMERJ, quartel do Corpo de Bombeiros, assim como depredações a prédios públicos e queima de coletivos, onde resultou na morte de 19 pessoas. Segundo a polícia do Rio, a ordem para os ataques teria partido por via celular, de dentro do presídio de segurança máxima Bangu 1, mais especificamente da cela de Marcinho VP, considerado principal chefe do CV em Bangu I’. A periculosidade do paciente também é extraída pelo fato de ter respondido a inúmeros procedimentos disciplinares por insubordinação, indisciplina, subversão à ordem, evasão, com referência, ainda, a fatos específicos, tais como o de ter sido ‘apontado pela polícia do Rio como um dos mentores da construção de um túnel subterrâneo de 80 metros de extensão que daria fuga em massa aos presos dos complexos penitenciários de Bangu 1 e Bangu III (zona oeste)’, O documento revela que foram interceptadas conversas que confirmaram ter partido dele a ordem para prática de homicídio de oito jovens, vizinhos da Favela de Vigário Geral; vítimas estas que foram torturadas e mortas, ‘para vingar a morte dos moradores de Vigário Geral’. Ademais, foi referenciado seu envolvimento com criminosos também de altíssima periculosidade, eis que, ‘comandou, juntamente com (My Thor), Elias Maluco e (Fernandinho Beira Mar) a rebelião em Bangu I, que resultou na destruição do presídio e na morte de 04 (quatro) detentos, entre eles o (Uê), considerado líder da ADA, cuja autoria foi a ele atribuída’. Na época, houve a suspeiþa que a ebelião teve ajuda de um agente penitenciário que forneceu armamentos e chaves e teria recebido R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais). Mas o policial foi absolvido O relatório comenta ainda sobre sua suposta responsabilidade pela morte da diretora do presídio de Bangu I, Sidneya dos Santos de Jesus, pois, à época, ao que consta, “Marcinho VP” teria se revoltado porque a diretora vinha endurecendo as medidas de segurança, o que desagradou também aos demais presos. Também foi apresentada fundamentação idônea no sentido de que o paciente já foi ‘condenado a 36 anos de prisão por participação em dois homicídios, cometidos em 1996, ambos duplamente qualificados por motivo torpe e meio cruel. Ele teria sido o mentor intelectual do esquartejamento de André Luiz dos Santos Jorge e Rubem Ferreira de Andrade, integrantes de quadrilha rival que disputava o controle do tráfico no Complexo do Alemão’ e ‘em 2003, através de (Disque Denúncia), a Secretaria de Segurança Pública do Rio descobriu que (Marcinho VP) recebia boa parte do faturamento do tráfico que é avaliado em 1 milhão de reais, levados a Bangu I por suas duas irmãs e pela sua esposa (Márcia). O dinheiro era destinado ao pagamento de alguns agentes que lhe davam proteção e concessão de regalias, como telefone celular, drogas entre outros objetos proibidos’. De acordo com o relatório, a transferência de Marcinho VP para o sistema federal (Penitenciária Federal de Catanduvas) com os demais integrantes das facções criminosas do Complexo Bangu, ocorreu em virtude de levantamento de ‘dados indicativos de que as lideranças estariam mobilizando seus comparsas extramuros com o objetivo de reiniciar as ações perpetradas, com reflexo nas penitenciárias, possivelmente com início de uma rebelião em cadeias destinadas a custódia de presos ligados ao Comando Vermelho’. É um dos suspeitos de ter assassinado em Bangu III o interno Márcio Amaro de Oliveira (também chamado de (Marcinho VP), que fora encontrado no lixo, após morte por asfixia mecânica (estrangulamento). Marcinho VP foi o personagem do documentário (Abusado) de Caco Barcelos e foi morto em represália por ter revelado muitos segredos do Comando Vermelho ao repórter, fornecendo detalhes sobre o esquema do tráfico de drogas). Além do histórico gravíssimo de criminalidade e subversão que recai sobre o paciente ‘Marcinho VP’, o ofício da Diretoria do Sistema Penitenciário Federal indica fatos atuais no sentido de que ‘o poder de domínio do reeducando’ perdura até hoje, visto que há ‘notícias recentes de que o preso negociou uma trégua temporária com sua principal facção rival com o objetivo de unirem forças para o enfrentamento ao Estado brasileiro’. Logo, a periculosidade do paciente, o histórico envolvendo a prática de crimes de extrema gravidade, os persistentes atos de indisciplina no sistema prisional, a perenidade de execução de ações de liderança em facções criminosas (Comando Desde sua inclusão no SPF, o interno em questão manteve sua posição de controle e influência sobre outros presos, uma vez que tem grande poder aquisitivo, voz de comando e respeito de outras lideranças de seu grupo criminoso. Tem registros de indisciplina e inclusão no Regime Disciplinar Diferenciado – RDD, além de tentar constantemente burlar os procedimentos de segurança das unidades penais federais em que esteve preso com comunicações ostensivas

Peixão (TCP) faz ataques de drones no Quitungo e CV conseguiu derrubar um deles. Gari teria ficado ferido. VIDEOS

O bando do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, fez vários ataques com drones atirando granadas na comunidade do Quitungo, em Brás de Pina, nesta segunda-feira. Um gari teria ficado ferido por estilhaços e carros de moradores foram destruídos.. Os bandidos do Comando Vermelho fizeram disparos em direção aos equipamentos e teriam conseguido derrubar um deles. Eles comemoraram e mandaram o TCP tentar lançar outro. https://www.facebook.com/share/r/19BMRfFTKE

CAIU NO FAKE LOVE: Traficante do bando de Peixão (TCP) foi atraído por perfil falso de mulher operado pelo CV e acabou executado

Um.traficante do Terceiro Comando Puro das comunidades Cinco Bocas e Cidade Alta no Complexo de Israel vulgo Polenta, teria sido atraído por um perfil falso de uma mulher nas redes sociais e convencido a se deslocar para uma região distante de sua área de atuação. O perfil seria operado por integrantes do Conando Vermelho. Chegando ao local indicado, o homem foi abordado pelos rivais e executado. . Em publicações nas redes sociais, perfis associados ao Comando Vermelho (CV) fizeram comentários sobre a morte de Polenta. “Polenta era irmão do traficante “Polentinha”, que perdeu o braço após uma troca de Tiros com o 16° BPM na Comunidade da 5 Bocas (TCP), Nas redes Sociais seu irmão lamentou sua morte. As informações são do repórter Bruno Assunção.

VALE A PENA SER BANDIDO’: EX-SECRETÁRIO DE POLÍCIA APONTA 80 MIL CRIMINOSOS ARMADOS NO RJ, CHAMA FACÇÕES DE TERRORISTAS, COBRA MUDANÇA NAS LEIS E FAZ UM ALERTA: “ESTAMOS EM DESVANTAGEM SOBRE ELES”

Esse novo capítulo da nossa série especial sobre o crime organizado no RJ traz as considerações de que quem realmente vivenciou e combateu bandidos e não professores de universidades ou de institutos que têm visão superficial sobre o tema. Ex-secretário da Polícia Civil fluminense e atual candidato a deputado federal, o delegado Felipe Curi vem usando suas redes sociais para explicar a realidade sobre o crime organizado. Curi disse que o Rio de Janeiro é o único lugar do mundo que aparenta se viver em uma situação de paz mas que enfrenta uma realidade de guerra.Segundo ele, o RJ tem cerca de 1900 favelas onde haveriam aproximadamente 80 mil bandidos armados com fuzis. “Facções criminosas tem ponto 50, ponto 30, granadas, minas terrestres, drones que jogam bombas e transportam armas entre uma comunidade e outra. Isso não existe em nenhum outro lugar do mundo” Segundo o delegado, as polícias têm hoje armamento inferior aos usados pelos criminosos do RJ. Curi afirmou que no Brasil hoje vale a pena ser bandido porque na sua visão, o país têm hoje sistemas penais e criminais completamente falidos. “Os policiais estão trabalhando muito acima dos seus limtes. Eles não têm qualquer segurança jurídica para trabalhar e a população não aguenta mais tanta impunidade”.Para ele, só existe uma forma de se mudar o quadro: mudar as leis. “A legislação criminal está toda atrasada, ela só favorece bandidos e impede a polícia de agir a altura” Outro ponto levantando por Curi é que, segundo ele, as organizações criminosas que agem no RJ deviam ser classificadas pelo Brasil como terroristas, assim como fez o governo norte-americano que classificou o PCC e o CV como tal. Ele cita o caso ocorrido essa semana em que, por conta de uma operação policial na região da Mangueira, bandidos reagiram a tiros e mandaram fechar ruas e montaram barricadas com fogo. “Quem faz isso não é traficante, é terrorista e quem paga o preço é o trabalhador que fica ilhado sem poder voltar para casa. Isso não é tráfico, é tática de guerrilha e terrorismo. Enquanto a lei não tratar assim e não deixar mofando na prisão, o medo vai continuar mandando na cidade”. Curi cita outro perigo que vem dos céus: os drones que atiram granadas. Segundo ele, casos estão se multiplicando. “O céu também virou território dominado pelo crime. E nem pense que essa ameaça fica restrita à guerra de facções. Quando organizações criminosas usam esse tipo de tecnologia qualquer cidadão pode virar vitima. Não importa se mora na favela ou no asfato, se é pobre, classe média ou rico. Sua casa pode ser o próximo alvo. Enquanto isso as forças de segurança são proibidas de usar drones de precisão que atiram. Estamos em desvantagem em relação aos criminosos que já usam tecnologia de guerra.” O delegado também levantou um outro tema importante em suas redes sociais: a narcocultura. Segundo ele, a narcocultura é uma estratégia de propaganda do crime organizado, que transforma criminosos em heróis, normaliza a violência e usa as redes sociais para alcançar crianças e adolescentes dentro de suas próprias casas. Ele afirmou que enquanto as facções dominam territórios com fuzis, barricadas e violência, elas também disputam um território invisível: a mente e o imaginário da juventude. “Vídeos, músicas e conteúdos que exaltam criminosos não são inocentes quando fazem parte de uma estrutura financiada e organizada pelo tráfico. Cada visualização ajuda a construir uma narrativa que legitima o crime e enfraquece a autoridade do Estado. Por isso, precisamos enfrentar a narcocultura com a mesma firmeza com que enfrentamos o domínio territorial das facções. Não basta prender os líderes: é preciso desmontar a propaganda que transforma criminosos em referências. É por isso que defendo uma legislação específica para combater a narcocultura digital e proteger uma geração inteira”, defendeu. Curi também usou as redes para falar sobre os policiais que morreram em confronto na megaoperação Contenção na Penha e no Alemão em outubro do ano passado.“Eles foram emboscados. Os que tentaram salvá-los foram recebidos a tiros e granadas pelos narcotraficantes.É essa crueldade que os nossos policiais enfrentam em operações. Par ele, homicídio é crime. Neutralizar narcoterrorista em confronto, dentro da lei, em legítima defesa, é o Estado cumprindo seu dever. “Quem defende bandido armado de fuzil como se fosse vítima de “mortes violentas” está do lado errado. Os policiais estão do lado do bem”, afirmou.

CATIVEIRO, SEQUESTROS E SENHAS BANCÁRIAS: DENÚNCIA EXPÕE A ENGENHARIA DE MAIS CRIMES COMETIDOS PELO CV

Uma investigação da Delegacia Antissequestro (DAS) revelou detalhes de uma estrutura criminosa ligada ao Comando Vermelho que, segundo o Ministério Público, teria se especializado em sequestros e extorsões mediante privação da liberdade de vítimas, utilizando um imóvel no Rio Comprido como cativeiro e contando com diferentes integrantes para executar as ações. Os detalhes estão em uma denúncia apresentada pelo Ministério Público contra 16 investigados, em processo que tramita na Justiça de Duque de Caxias. A acusação descreve uma estrutura com atuação nas comunidades Paula Ramos e Turano, no Rio Comprido, e aponta que um imóvel localizado na Rua Santa Alexandrina, nº 1568, teria sido utilizado reiteradamente como cativeiro em diferentes crimes de extorsão mediante sequestro. A investigação ganhou novo capítulo nesta sexta-feira (14/08), com a deflagração da segunda fase da Operação Argus, realizada pela 59ª DP (Duque de Caxias) e pela Delegacia Antissequestro. A operação busca justamente aprofundar as investigações contra uma organização suspeita de envolvimento em cárcere privado, extorsão e lavagem de dinheiro. Mas é a investigação judicial que revela como os crimes teriam sido praticados. Sequestro de Altamiro terminou com resgate no mesmo dia Um dos principais episódios descritos na denúncia aconteceu em 27 de abril de 2026. Segundo o Ministério Público, por volta das 8h30, no Jardim Olavo Bilac, em Duque de Caxias, integrantes do grupo, agindo em conjunto e com divisão de tarefas, teriam sequestrado Altamiro da Costa Nunes. A vítima teria sido retirada do local e levada para o imóvel da Rua Santa Alexandrina, no Rio Comprido, apontado pela investigação como cativeiro. Altamiro permaneceu privado da liberdade no imóvel até ser localizado e resgatado por policiais da Delegacia Antissequestro ainda naquele mesmo dia. A acusação sustenta que o episódio não deve ser analisado isoladamente. Para o Ministério Público, o sequestro de Altamiro faria parte de uma sequência de crimes atribuída à mesma estrutura, envolvendo também as vítimas Segundo a denúncia, os episódios apresentavam elementos em comum: utilização do mesmo cativeiro, meios logísticos semelhantes e participação de parte dos mesmos executores. Caso de Etson aparece como uma das conexões da investigação A denúncia utiliza o episódio envolvendo uma das vítimas para sustentar a existência de uma estrutura criminosa que já vinha atuando antes do sequestro de Altamiro. Embora a decisão judicial apresentada no processo não reproduza integralmente todos os detalhes do sequestro de Etson, ela registra um elemento considerado relevante pela investigação. Érick Ribeiro de Azeredo Geraldo teria sido reconhecido por Etson como um dos envolvidos naquele episódio anterior. Segundo os elementos apresentados ao Judiciário, Érick seria ainda o homem que, utilizando uma identidade falsa, teria participado da locação do imóvel que posteriormente passou a ser utilizado como cativeiro. Essa informação foi utilizada pelo Ministério Público para estabelecer uma conexão entre o crime anterior, o imóvel do Rio Comprido e o sequestro de Altamiro. A Justiça considerou esse elemento relevante juntamente com a perícia realizada no veículo usado no arrebatamento da vítima. Sequestro de Luciana também aparece no contexto Outro episódio citado na investigação envolve o sequestro de uma mulher chamada Luciana Segundo a denúncia, o caso de Luciana também estaria relacionado à mesma estrutura criminosa. O Ministério Público apontou que parte dos investigados aparecia relacionada a esse episódio, inclusive por meio do recebimento de valores provenientes do sequestro. A Justiça, porém, fez uma distinção importante. Embora o caso de Luciana tenha sido considerado relevante para o contexto geral da investigação, a magistrada entendeu que a simples participação ou recebimento de valores relacionados àquele episódio não era suficiente para demonstrar que determinados investigados também haviam participado do sequestro de Altamiro. Por esse motivo, a denúncia foi rejeitada em relação a vários dos acusados. Ou seja, a decisão judicial reconheceu a existência de elementos indicando uma possível conexão entre os diferentes episódios, mas exigiu provas concretas para vincular individualmente cada investigado ao crime de Altamiro. Carro usado no sequestro acabou entregando suspeitos Um dos elementos mais importantes da investigação foi encontrado no Fiat Siena utilizado para o arrebatamento de Altamiro. Laudos papiloscópicos identificaram impressões digitais compatíveis com os dados de Érick Ribeiro de Azeredo Geraldo, Alex de Oliveira Nascimento, Anderson Viana, Caio Chaves Oliveira Vilas Boas e Luiz Henrique de Souza Rangel Gomes em vestígios recolhidos no veículo. No caso de Juarez Italo Paiva Neto, a perícia encontrou impressão digital compatível em vestígio localizado dentro do imóvel apontado como cativeiro. Assim, segundo a decisão judicial, cinco investigados foram tecnicamente vinculados ao veículo usado na ação e um deles ao próprio imóvel onde a vítima teria sido mantida. Esses elementos foram considerados suficientes, nessa fase do processo, para que a Justiça recebesse a denúncia contra os seis. Érick tinha ligação com o cativeiro e com outro sequestro A situação de Érick chamou particularmente a atenção da investigação. Além da impressão papilar encontrada no veículo usado no sequestro de Altamiro, ele teria sido reconhecido anteriormente por Etson. A investigação apontou ainda que Érick teria utilizado identidade falsa para participar da locação do imóvel da Rua Santa Alexandrina. O imóvel acabou se tornando um dos principais elementos físicos da investigação, por ser apontado como o local utilizado para manter vítimas em cárcere. A combinação desses elementos — reconhecimento anterior, suposta participação na locação do imóvel e vestígio papiloscópico no carro usado no novo sequestro — foi considerada suficiente pela Justiça para sustentar, nesta fase, os indícios de autoria. Justiça não aceitou denúncia contra todos os 16 Apesar de o Ministério Público ter denunciado 16 pessoas, a Justiça não recebeu integralmente a acusação. A denúncia foi rejeitada em relação a Márcio Gomes de Medeiros Roque, Alexandre Felicio Nascimento, Cauã Victor Ribeiro de Azeredo, Anderson Luiz da Silva, Marlon da Silva Duarte, Maria Luiza Gomes de Souza do Nascimento, Stefania da Silva Bastos, Kayk da Silva Barreto, William França de Sousa e Carlos Daniel de Carvalho Sousa. No caso de Márcio, por exemplo, a acusação se baseava essencialmente na suposta liderança exercida na comunidade, na alegada ligação com o tráfico de drogas e na apreensão de um rádio comunicador. Para a

NINGUÉM ESTÁ A SALVO: A GUERRA ENTRE FACÇÕES QUE TRANSFORMOU INOCENTES EM ALVOS NO RIO

No meio das guerras travadas pelas facções criminosas no Rio de Janeiro, existe uma população que não escolheu nenhum dos lados, mas acaba pagando um preço cada vez mais alto. Moradores, trabalhadores, idosos e crianças são atingidos por tiros, granadas e confrontos que transformam comunidades e ruas da cidade em cenários de guerra. Inocentes perdem a vida ou ficam feridos simplesmente por estarem no lugar errado, na hora errada. Uma das vítimas mais recentes foi Leda Maria da Conceição Antônio, de 75 anos, conhecida como Tia Lêda. Em 20 de julho de 2026, ela foi morta a tiros dentro de uma padaria na comunidade Furquim Mendes, no Jardim América, Zona Norte do Rio. Segundo as investigações, ela acabou atingida durante um ataque de traficantes do Terceiro Comando Puro contra criminosos rivais do Comando Vermelho. Um entregador de aplicativo também foi baleado durante a ação e precisou ser socorrido para o Hospital Estadual Getúlio Vargas. Dias antes, outro idoso havia sido vítima da violência. João José da Silva, de 80 anos, conhecido como Badu, morreu após ser atingido por uma bala perdida dentro do próprio bar, na comunidade Chácara do Céu, na Tijuca. Na ocasião, criminosos do Comando Vermelho atacaram a região, dominada pelo Terceiro Comando Puro. E a violência voltou a atingir a mesma comunidade nesta semana. Uma menina de apenas 11 anos e a própria mãe ficaram feridas depois que uma granada foi lançada por um drone. Facções controlam até o direito de ir e vir A guerra entre as organizações criminosas não se limita aos confrontos armados. Ela também impõe uma espécie de fronteira invisível sobre milhares de moradores e trabalhadores. Pessoas podem ser impedidas de circular simplesmente porque moram em uma área dominada por uma facção rival. Quem atravessa essas fronteiras corre o risco de ser abordado, interrogado, revistado e até desaparecer. Em Rio das Pedras, em Jacarepaguá, diversos jovens que foram à região a trabalho ou para encontrar alguém acabaram desaparecendo. Criminosos costumam perguntar onde essas pessoas moram e verificar seus celulares em busca de qualquer indício de ligação com territórios ou integrantes de grupos rivais. O domínio territorial também já chegou ao transporte por aplicativo. Nesta semana, um áudio ao qual tivemos acesso revelou o alerta feito por um motorista de aplicativo: trabalhadores de áreas dominadas pelo TCP, como o Complexo da Maré e o Dendê, deveriam evitar fazer corridas para o Complexo da Penha, território controlado pelo Comando Vermelho. No áudio, o motorista afirmou ter presenciado dois colegas de profissão sendo espancados por criminosos. Policiais também viram alvos Os criminosos também colocam policiais na mira. Agentes são mortos durante o serviço, atacados nas ruas e até assassinados durante períodos de folga. Recentemente, um policial civil foi morto durante uma operação na Favela do Muquiço, em Guadalupe. Um policial militar também morreu após ser atacado na Avenida Brasil. Até operações policiais deixam inocentes no fogo cruzado A violência contra a população, porém, não ocorre apenas durante confrontos entre facções. As próprias operações policiais realizadas contra criminosos também podem colocar moradores e trabalhadores em meio ao fogo cruzado. Nesta semana, uma passageira foi baleada dentro de um ônibus durante um confronto entre policiais militares e criminosos em Vila Kosmos, na Zona Norte do Rio. Na Favela do Metrô, na Mangueira, um menino de apenas seis anos foi atingido no olho por estilhaços durante uma ação policial. A esses episódios somam ações dos criminosos que fecham ruas com barricadas, provocam fechamento de postos de saúde e escolas, a chegada de serviços públicos nas comunidades, São episódios diferentes, envolvendo circunstâncias diferentes, mas que revelam uma mesma realidade: para quem vive ou trabalha nas áreas afetadas pela guerra do crime organizado, o risco pode surgir a qualquer momento, independentemente de estar envolvido com o tráfico ou de ter escolhido qualquer um dos lados. Enquanto as facções disputam territórios e impõem suas próprias regras, a população fica encurralada no fogo cruzado — sem controle sobre quando os tiros começam, de onde vêm e quem será a próxima vítima.

CATEGORIA:

copyright © 2025 Fatos Policiais. todos os direitos reservados

Rolar para cima