Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

MILICIA

JÚRI POPULAR: Traficante vai a júri popular por morte de suposto X9 da milícia em homicídio que marcou a entrada do CV na Gardênia Azul. Chefões da facção forneciam armas, homens e davam ordens para matar suspeitos de serem informantes de rivais

A Justiça decidiu levar a júri popular depois de mais de três anos o traficante Francisco Glauber, o GL, que está preso, pelo homicídio de um homem que o Comando Vermelho considerava X9 da milícia na Gardênia Azul, em Jacarepaguá. O crime marcou a entrada do CV na comunidade. Erinaldo Gomes da Silva foi morto com tiros pelas costas. Líder do CV nas ruas, o traficante Doca e seu assessor direto, vulgo Gardenal, fornecendo homens e armas de fogo e dando instruções sobre as execuções que deveriam ocorrer para a retomada e controle territorial e criminoso da região do Gardênia Azul. BMW colocava em prática as instruções sobre as execuções que deveriam ocorrer para retomada e controle territorial e criminoso da região.GL e outros bandidos já mortos (Lesk e Vin Diesel) eram líderes locais que solicitaram o auxílio de Doca e Gardenal e deram as ordens para que o executor (vulgo Mãozinha) para matar a vítima. Os envolvidos no crime acreditavam que Erinaldo era informante da polícia e/ou integrante da milícia privada que anteriormente dominava a região do Gardênia Azul, conforme prints de postagens dos criminosos no Twitter Mas há relatos de que Erinaldo possa ter sido confundido com alguém. Entre 1º fevereiro e 15 de março de 2023, na região do Gardênia Azul/Jacarepaguá, traficantes do CV praticaram diversos homicídios, além da venda de botijões de gás (motivação do homicídio apurado no I. P. nº 901-00286/2023). Além de ordenar homicídios, Doca passou a lucrar com a repartição das drogas comercializadas na região do Gardênia Azul. Uma testemunha revelou que a Gardênia Azul era dividida em algumas áreas e cada uma dominada por um grupo de milicianos diferente.Todos conviviam pacificamente até que um grupo, na época liderado pelo já falecido Gargalhone que era composto pelos milicianos Lesk, GL dentre outros tentou tomar as outras comunidades. Eles acabaram expulsos e foram pedir auxílio do miliciano Zinho para tentarem reconquistar a parte que eles perderam e toda a Gardênia.Zinho não pôde apoiá-los nessa guerra porque ele já estava apoiando guerras lá na Zona Oeste e fez interlocução com os traficantes Doca e Gadernaldo Comando Vermelho, que passaram a dar suporte bélico, de soldados, de armas, enfim de insumos, para que esses milicianos que passaram a integrar o Comando Vermelho assumissem a Gardênia Azul. Isso foi um início ali de muitos homicídios e os traficantes passaram a matar pessoas que eles acusavam ou desconfiavam de serem X9 ou de milicianos ou da polícia. Foi neste contexto que Erinaldo acabou sendo morto porque os traficantes acreditavam que ele fosse um X9 da polícia ou da milícia. Esse grupo de traficantes tinha o hábito de publicar os homicídios como forma de impor o medo aos demais moradores da região.Foi constatado na época diversas pichações com vulgos de traficantes que estavam atuando lá. O traficante que vai a júri popular pelo homicídio de Erinaldo era na época a liderança direta que atuava diretamente na Gardênia. Além da Gardênia, na época, haviam muitos homicídios também na Rua Araticum devido a essas pessoas que eram acusadas de participar da milícia, ou algum informante, algum simpatizante da milícia, o tráfico estava ali, estava executando. Tanto a milícia como o CV faziam quase que uma campanha de mídia, divulgando os atos, as ameaças, o que eles faziam, o que iam fazer. Ouvido na época, GL negou tudo e disse que nem conhecia a vítima. Confirmou que já tinha sido da milícia e rolou uma guerra ali e tinha que deixar a região. Ele também responde pelos homicídios dos três médicos, mortos na orla da Barra da Tijuca após um deles ser confundido com o miliciano Taillon de Rio das Pedras.

TERROR VOLTA A JACAREPAGUÁ: confrontos entre PMs e traficantes assustam moradores durante a noite. Pivô de guerra se manifestou nas redes

Depois do terror da noite de sábado, moradores de Jacarepaguá e Itanhangá, na Zona Sudoeste do Rio, voltaram a viver momentos de pânico na noite de ontem com novos tiroteios. Houve relatos que PMs entraram em confronto com traficantes do Comando Vermelho desde aproximadamente 23h40 nas localidades da Muzema , Pica-Pau e Tijuquinha. Circulam nas redes sociais alegações de que Kauan, apontado em publicações como ex-integrante da milícia de Rio das Pedras e atualmente associado ao tráfico na Muzema, ligado ao grupo de Zeus teria divulgado mensagens afirmando que já havia presença policial na região antes do início do confronto. Há informações circulando apontando que o traficante TL teria sido um dos mentores do ataque do CV no sábado na localidade do Sertão, em Rio das Pedras.Segundo informações, ele teria ligação anterior com a milícia da região e conheceria bem a área de mata. Talison, conhecido como TL, é apontado como um dos homens envolvidos na disputa pelo Sertão. Segundo informações, ele teria ligação anterior com a milícia da região e conheceria bem a área de mata. Ao lado dele estaria Felipinho, o FP, apontado como cria do Rio das Pedras. Ainda segundo relatos, cerca de 60 homens da Muzema, com reforços da Penha, teriam tentado avançar sobre a região, mas acabaram levando a pior. A área permanece, sob domínio da milícia. .

Vídeo levanta suspeita de possível apoio de PMs a milicianos durante cobranças na Taquara. ASSISTA

Um vídeo de procedência e data ainda desconhecidas, que circula nas redes sociais, levanta uma grave suspeita sobre uma possível relação entre policiais militares e integrantes de um grupo de milicianos que atua na comunidade Cabeça de Porco, na Taquara, Zona Oeste do Rio. De acordo com a legenda que acompanha as imagens, policiais militares lotados no 18º BPM (Jacarepaguá) teriam supostamente recebido propina de milicianos para escoltá-los durante ações de cobrança na região. A acusação, entretanto, não foi confirmada oficialmente e a reportagem não conseguiu verificar de forma independente quando e onde exatamente o vídeo foi gravado. As imagens, feitas aparentemente de um ponto elevado, mostram inicialmente a movimentação de vários homens na localidade. A própria gravação ou sua legenda cita os nomes de alguns deles e os identifica como supostos integrantes da milícia que atua na região. Na sequência, o vídeo registra a passagem de uma viatura da Polícia Militar. Pouco depois, o veículo se aproxima do grupo de homens que aparece nas imagens. A publicação também menciona os nomes de dois policiais militares que supostamente estariam envolvidos na cena, levantando a suspeita de que os agentes teriam acompanhado ou dado cobertura ao grupo durante uma atividade de cobrança. A reportagem comunicou o fato para a assessoria de imprensa da corporação e aguarda posicionamento.

MORTE, DINHEIRO E GUERRA PELO TERRITÓRIO EM JACAREPAGUÁ: FAMÍLIA PEDE AJUDA PARA VELÓRIO DE HOMEM MORTO EM GUERRA NO SÁBADO E MILÍCIAS DE OUTRAS ÁREAS REFORÇAM RIO DAS PEDRAS

A família de Pablo, morto no último fim de semana durante o confronto entre traficantes e milicianos na região de Rio das Pedras, fez um apelo nas redes sociais em busca de ajuda para conseguir custear as despesas do velório. Em uma publicação na internet, familiares pediram contribuição financeira e afirmaram que qualquer valor seria importante neste momento. “Qualquer valor será de grande ajuda neste momento.” A situação chamou a atenção diante das circunstâncias da morte. A Polícia Civil investiga se Pablo tinha envolvimento com o tráfico de drogas e apura ainda informações de que o chefe do tráfico na região, conhecido pelo vulgo Zeus, teria se recusado a bancar as despesas do velório. Milícia estaria recebendo reforços de outras regiões Paralelamente às investigações sobre a morte de Pablo, informações obtidas pela reportagem, que também carecem de confirmação oficial, apontam para uma movimentação de grupos paramilitares em apoio à milícia de Rio das Pedras. Segundo esses relatos, integrantes de grupos de outras regiões estariam ajudando os milicianos locais na disputa pelo controle territorial. Entre os nomes citados estão PL, apontado como liderança de Santa Cruz, e Juninho Varão, da Baixada Fluminense. Há relatos de que PL teria enviado homens para a região do Sertão, área que se tornou um dos principais focos da guerra ocorrida no último fim de semana, semanas antes dos confrontos mais recentes. A movimentação reforçaria a possibilidade de que a disputa em Rio das Pedras tenha ultrapassado os limites do grupo local, envolvendo alianças com outras estruturas paramilitares. Cerca de 100 milicianos estariam concentrados no Sertão Após ser atacada por traficantes do Comando Vermelho no sábado, a milícia teria reagido e avançado em direção à Muzema, segundo informações ainda não confirmadas oficialmente. Relatos obtidos pela reportagem apontam ainda que cerca de 100 milicianos estariam concentrados na região de mata do Sertão, supostamente preparados para uma possível nova investida contra áreas controladas pelos traficantes conhecidos como Zeus e Maromba. A concentração de homens armados indicaria que a disputa territorial pode estar longe de terminar e que novos confrontos não estão descartados. O atual frente da milícia de Rio das Pedras, conhecido como Labareda, também teria determinado, segundo esses relatos, que o grupo avance sobre a Muzema. Outra informação repassada para a reportagem seria de que os traficantes do Terceiro Comando Puro, que estavam ajudando os milciianos de Rio das Pedras, teriam recuado diante da suposta união entre os grupos paramilitares Com o suposto apoio de homens ligados a Varão e PL, a milícia teria conseguido realizar recentemente um ataque na Muzema dias atrás. Todas essas informações sobre movimentação, efetivo e ordens de ataque dependem de confirmação das autoridades. Mortes e caos nas ruas O confronto ocorrido no sábado deixou outras vítimas. Entre elas está Jô Sapatão, apontado como integrante da milícia, além de outros três homens que teriam sido executados na região de Curicica. A violência provocou um cenário de caos em diferentes pontos da Zona Oeste. Ônibus foram atravessados nas vias e utilizados como barricadas, enquanto pontos de bloqueio foram incendiados. Segundo o Rio Ônibus, 14 coletivos foram utilizados como barricadas na noite de sábado (29 de agosto), nos bairros de Muzema, Gardênia Azul, Curicica e Taquara. De acordo com a entidade, a operação do transporte coletivo já havia sido normalizada nessas regiões. Os 14 ônibus usados como barricadas Muzema Curicica e Taquara Gardênia Azul

Cúpula do CV teria ordenado invasão de Rio das Pedras e espalhado caos por Jacarepaguá; com ônibus atravessados e mortes.VEJA TODOS PONTOS CRÍTICOS

A noite de sábado (30) terminou em clima de guerra em diferentes pontos de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Informações que circulam sobre os episódios, mas que ainda dependem de confirmação oficial, apontam que traficantes do Comando Vermelho (CV) de diferentes regiões teriam recebido uma ordem da alta cúpula da facção para tentar invadir a localidade do Sertão, em Rio das Pedras, área sob influência de grupos milicianos. A possível ofensiva teria provocado uma sequência de episódios violentos e bloqueios em importantes vias da região. Segundo os relatos, além da tentativa de ataque ao território rival, a cúpula do CV teria determinado que criminosos interrompessem a circulação em pontos estratégicos de Jacarepaguá, numa tentativa de dificultar o deslocamento das forças de segurança e criar obstáculos para quem circulava pela região. Ao menos 14 ônibus teriam sido atravessados nas ruas e utilizados como barricadas. Objetos também foram incendiados e colocados nas pistas. CONFRONTO NO SERTÃO No Sertão, os traficantes que teriam participado da tentativa de invasão teriam sido surpreendidos por homens armados ligados à milícia. O encontro entre os grupos teria provocado uma intensa troca de tiros, espalhando o medo entre moradores e pessoas que transitavam pela região. Mas a violência não teria ficado concentrada em Rio das Pedras. QUATRO MORTOS EM CURICICA Em Curicica, quatro pessoas foram mortas em circunstâncias que também são investigadas pela polícia. Entre as vítimas está Josiane Dias de Assunção Maia, conhecida como Jô Sapatão, apontada como ligada à milícia associada aos criminosos conhecidos como Boto e Capitão América. Jô foi encontrada morta dentro de um Ford EcoSport preto. Os outros três mortos ainda não haviam sido identificados oficialmente. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga os homicídios e realiza diligências para identificar os responsáveis e esclarecer a dinâmica dos crimes. JACAREPAGUÁ SITIADA? VEJA OS PONTOS ONDE HOUVE BLOQUEIOS, INCÊNDIOS E CONFUSÃO A possível ofensiva criminosa provocou reflexos em uma extensa área da Zona Oeste. Ônibus, lixeiras, sofás e outros objetos foram utilizados para bloquear ruas e avenidas, segundo relatos recebidos. 🚌 MUZEMA / ITANHANGÁ Ônibus teriam sido atravessados nas vias, formando barricadas e dificultando a circulação de veículos. A Polícia Militar confirmou que criminosos armados promoveram um confronto na comunidade da Muzema. Um homem foi baleado na perna e levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge. 🔥 ESTRADA DOS BANDEIRANTES Lixeiras teriam sido incendiadas e colocadas na pista para impedir ou dificultar a passagem de veículos. 🔥 AVENIDA SALVADOR ALLENDE Um sofá foi incendiado na pista lateral, contribuindo para o bloqueio da via. 🚨 GARDÊNIA AZUL / VIA PARQUE — AVENIDA AYRTON SENNA Também houve relatos de incêndios na pista lateral. Segundo as informações recebidas, criminosos teriam abordado ônibus e tomado as chaves dos coletivos, impedindo a circulação. 🚌 ESTRADA DO GUERENGUÊ Também houve relatos de ônibus atravessados na pista. 🚨 RUA LOPO SARAIVA — JACAREPAGUÁ Por volta de 1h da madrugada deste domingo (30), seguidores relataram um possível arrastão na Rua Lopo Saraiva, próximo ao Center Shopping. Segundo os relatos, seis criminosos, utilizando três motocicletas, teriam participado da ação. Ainda de acordo com as informações recebidas, disparos teriam sido efetuados durante a ocorrência, aumentando a tensão entre moradores e motoristas que estavam na região. 🚨 BARRA OLÍMPICA A onda de ocorrências também afetou o transporte público. BRTs tiveram a circulação interrompida e passageiros precisaram desembarcar dos veículos. PM CONFIRMA CONFRONTO E BLOQUEIOS Em nota, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que, neste sábado (30), criminosos armados promoveram um confronto na comunidade da Muzema. De acordo com a corporação, um homem foi atingido na perna e socorrido para o Hospital Municipal Lourenço Jorge. A PM informou ainda que, durante a ocorrência, pessoas interceptaram veículos e atearam fogo em objetos com o objetivo de bloquear as vias da região. Equipes do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) atuaram para estabilizar o perímetro e restabelecer o fluxo de veículos. O policiamento permaneceu reforçado nos pontos considerados de atenção, com apoio de equipes do 1º Comando de Policiamento de Área (CPA). Enquanto isso, a Delegacia de Homicídios da Capital continua investigando as mortes de Josiane Dias de Assunção Maia e dos três homens ainda não identificados. As investigações deverão apontar se os diferentes episódios registrados durante a noite fazem parte de uma mesma ofensiva criminosa e qual foi a participação de integrantes do Comando Vermelho e de grupos milicianos nos confrontos. No meio da tensão, um suposto milciiano provocou os traficantes nas redes sociais cu vermelho da muzema, junta os pano de bunda, está mais próximo que nunca, eu avisei! vamos voltar p onde é nosso, equipe LB vai chegar com pé na porta!

MILICIANOS DO CATIRI COMEMORARAM EXECUÇÃO DE HOMEM LIGADO AO CV MORTO EM SHOPPING DE BANGU, REVELA RELATÓRIO DA JUSTIÇA

Mais de um ano e seis meses após a morte de um homem executado dentro do estacionamento do Shopping Bangu, na Zona Oeste do Rio, um relatório produzido no âmbito da Justiça revela um dos episódios mais contundentes relacionados ao crime: milicianos do Catiri teriam se reunido para comemorar a morte da vítima, apontada como ligada ao Comando Vermelho. Anderson da Cunha Figueiredo, de 40 anos, conhecido como Catatau, já havia tido envolvimento com paramilitares, mas, segundo as informações reunidas no processo, teria mudado de lado e passado a se aproximar do tráfico local em meio à disputa por territórios dominados por grupos de milicianos. A execução ocorreu no estacionamento do Shopping Bangu, e a suspeita de participação de integrantes da milícia do Catiri ganhou força após uma denúncia anônima recebida por policiais militares. De acordo com o documento, o Disque-Denúncia informou ao batalhão responsável pelo policiamento da região que, na Rua Três Marias, em Bangu, estaria ocorrendo uma reunião de indivíduos ligados à atividade miliciana. A denúncia apontava ainda que os suspeitos poderiam estar envolvidos diretamente na morte de Catatau. Mais do que isso: segundo o relato levado aos policiais, os milicianos estariam reunidos para comemorar o assassinato. Diante da informação, policiais militares foram até o endereço indicado e observaram um veículo cujos ocupantes apresentavam comportamento considerado suspeito. Os agentes realizaram a abordagem e fizeram buscas nos suspeitos. O arsenal encontrado chamou a atenção. Foram apreendidas uma pistola calibre 9mm, uma pistola calibre .40, seis carregadores de pistola 9mm, um carregador de pistola .40, um carregador de fuzil calibre 7,62 mm, 80 munições de AK calibre 7,62 mm curto, 20 munições de fuzil calibre 7,62 mm, 37 munições de pistola 9mm e nove munições de pistola calibre .40, além de três rádios comunicadores. Segundo o relatório, os envolvidos também estariam realizando cobranças de taxas na região e em áreas próximas — uma atividade característica da atuação de grupos milicianos. O documento registra ainda o impacto que a execução de Catatau teve dentro do próprio batalhão. Segundo o relato, o comandante da unidade chegou a informar a um policial militar que acompanhava as notícias divulgadas pela imprensa sobre a morte de Catatau que a suspeita era de que a milícia do Catiri estivesse por trás do crime. A informação recebida pelo Disque-Denúncia reforçava justamente essa hipótese: os milicianos apontados como envolvidos na execução estariam reunidos no momento em que comemoravam a morte de Catatau. O episódio, portanto, não aparece apenas como mais uma disputa entre criminosos pelo controle territorial. O relatório revela uma possível conexão entre a execução ocorrida dentro de um dos principais centros comerciais da Zona Oeste e a atuação de um grupo paramilitar que, segundo as investigações, mantinha domínio territorial, cobrava taxas e circulava fortemente armad

“AQUI É TROPA DO JUNINHO VARÃO”: O SEQUESTRO, A EXECUÇÃO E O CORPO QUE A MILÍCIA FEZ DESAPARECER

Oito homens armados com fuzis cercaram o carro, arrancaram o motorista de aplicativo Luiz Henrique de dentro do veículo e o colocaram na mala de uma Fiat Toro. Dois anos depois, denúncia do MP revela testemunho, suposta ordem de Xandi e bilhete encontrado na prisão: “Missão cumprida como você mandou” “NÃO É NADA COM VOCÊS RAPAZIADA, É COM ELE. AQUI É SEGURANÇA TROPA DO JUNINHO VARÃO.” Foi assim, segundo uma testemunha, que homens armados anunciaram o sequestro de um motorista de aplicativo na noite de 4 de maio de 2024, na região da Rua do Valão, em Seropédica, na Baixada Fluminense. Luiz Henrique Vieira da Silva estava dentro de seu carro quando dois veículos o cercaram. De acordo com o depoimento prestado à polícia por Maycon dos Santos de Oliveira, aproximadamente oito homens saíram dos automóveis. Todos estavam armados com fuzis. A testemunha estava jogando bola na rua quando presenciou a abordagem. Os homens disseram que a ação não era contra as demais pessoas que estavam no local. Era contra Luiz Henrique. Depois do aviso, os criminosos foram até o carro da vítima, retiraram o motorista à força, amarraram seus pulsos com uma fita branca e o colocaram na mala de uma Fiat Toro branca. Foi a última vez que Luiz Henrique foi visto. O corpo nunca foi encontrado. Mais de dois anos depois do crime, documentos de uma ação penal revelam detalhes da investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A acusação aponta Alexandre Silva de Almeida, o “Xandi”, como o homem que teria ordenado a execução. E o caso envolve duas expressões que aparecem de forma marcante na investigação: “Tropa do Juninho Varão” e “Tropa do Cerol”. “AQUI É SEGURANÇA TROPA DO JUNINHO VARÃO” A frase atribuída aos sequestradores é um dos elementos mais fortes do depoimento da testemunha. Maycon contou à polícia que os homens estavam mascarados e, por isso, não conseguiu reconhecer nenhum deles. Mas conseguiu ouvir o que disseram. “AQUI É SEGURANÇA TROPA DO JUNINHO VARÃO.” A identificação feita pelos próprios criminosos passou a integrar a investigação. Segundo a denúncia do Ministério Público, Xandi era apontado como uma das lideranças da organização miliciana que atuaria no Km 32, em Nova Iguaçu, Cabuçu e Seropédica, juntamente com “Juninho Varão” e outros integrantes. A acusação sustenta que somente mediante ordem ou autorização das lideranças poderiam ocorrer execuções e homicídios praticados pela organização. A referência a Varão, portanto, aparece em dois momentos distintos dos documentos: na fala dos homens durante o sequestro e na descrição, feita pelo Ministério Público, da estrutura de comando investigada. UM DOS HOMENS FEZ UMA LIGAÇÃO Embora não tenha conseguido reconhecer os sequestradores, Maycon relatou outro detalhe aos investigadores. Durante a abordagem, um dos homens fez uma ligação telefônica. A testemunha afirmou ter conseguido escutar o nome “Xandi” durante a conversa. Essa informação foi incorporada à investigação como um dos elementos utilizados para sustentar a hipótese de que Alexandre Silva de Almeida teria participado do planejamento ou determinado a ação. O Ministério Público afirma que Luiz Henrique teria sido executado por integrantes da chamada Tropa do Cerol, sob ordem de Xandi. A motivação apontada pela acusação seria a suposta ligação da vítima com uma milícia rival, vinculada ao grupo de Luís Antônio da Silva Braga, o “Zinho”. DEPOIS DO SEQUESTRO, O CARRO APARECEU QUEIMADO Luiz Henrique desapareceu naquela noite. Seu veículo, porém, reapareceu. Foi encontrado posteriormente incendiado na Rua Jersei, no Jardim Guandu, em Comendador Soares. Dentro do automóvel havia também um celular que havia sido queimado. Para a investigação, a destruição do veículo e do aparelho reforçava a suspeita de que não se tratava de um simples desaparecimento. O Ministério Público sustenta que Luiz Henrique foi morto depois de ser levado pelos criminosos. O corpo, entretanto, nunca foi localizado. A HIPÓTESE DO RIO GUANDU A investigação levantou a possibilidade de que o cadáver tenha sido levado até o Rio Guandu. Segundo a denúncia, existem fortes indícios de que o corpo tenha sido ocultado por integrantes da organização criminosa. A acusação menciona ainda que a ocultação de cadáver faria parte de um modus operandi atribuído ao grupo investigado. Sem o corpo, a investigação passou a depender de outros elementos para reconstruir o que aconteceu depois que Luiz Henrique foi colocado na mala da Fiat Toro. E um deles apareceu dentro de uma prisão. O BILHETE ENCONTRADO NA CELA DE XANDI Alexandre Silva de Almeida estava custodiado no Presídio Bandeira Stampa, o Bangu 9, quando investigadores encontraram uma anotação manuscrita dentro de sua cela. O conteúdo, segundo a denúncia, é direto: “XANDI, TROPA DO CEROL ENCONTROU O UBER JÁ ERA. MISSÃO CUMPRIDA COMO VOCE MANDOU. CONFIRMADO O ARROMBADO ERA LUIS HENRIQUE”. Para o Ministério Público, o bilhete reforça a hipótese de que Xandi teria ordenado a execução e que integrantes da Tropa do Cerol teriam cumprido a determinação. A expressão “MISSÃO CUMPRIDA COMO VOCE MANDOU” é apontada pela acusação como indicativo de que havia uma ordem anterior atribuída ao acusado. A mensagem também é utilizada pelo Ministério Público para sustentar que Xandi teria mantido capacidade de comando sobre integrantes da organização mesmo estando preso. UMA EXECUÇÃO SEM CORPO A reconstrução apresentada pela acusação começa na Rua do Valão. Dois carros cercam o veículo de Luiz Henrique. Oito homens armados com fuzis descem. Eles anunciam que são da “Tropa do Juninho Varão”. Retiram o motorista do carro. Amarram seus pulsos. Colocam-no na mala de uma Fiat Toro branca. Um dos homens faz uma ligação. A testemunha ouve o nome “Xandi”. Os criminosos deixam o local. Depois, o carro da vítima é encontrado queimado. O celular também está destruído. O corpo desaparece. E, posteriormente, surge dentro da cela de Xandi uma mensagem dizendo que a Tropa do Cerol havia encontrado o Uber e que a “missão” estava cumprida conforme ele havia mandado. É essa sequência de acontecimentos que sustenta a acusação apresentada pelo Ministério Público. DISPUTA ENTRE MILÍCIAS Segundo a denúncia, Luiz Henrique teria sido escolhido como alvo

Suposto alvo de atiradores, ex-PM baleado em ataque em Nilópolis foi apontado como integrante de milícia que atuava na Baixada e no Rio

A nossa reportagem recebeu informação de que um ex-policial militar seria o suposto alvo dos autores do ataque ocorrido ontem nas proximidades da estação de Olinda, em Nilópolis, que deixou um morto e cinco feridos. Esse ex-PM, segundo o que saiu na imprensa, estaria internado no Hospital de Nova Iguaçu e seu quadro de saúde seria gravíssimo. Um levantamento feito pela nossa reportagem aponta que esse ex-policial militar, que tem o vulgo Mello,  foi apontado em investigação de 2021 como integrante de uma milícia que agia em Nilópolis, Mesquita e no bairro de Anchieta, na Zona Norte do Rio. O grupo, que era comandado por um vereador, praticava os crimes de homicídio, extorsão, corrupção e interceptação e distribuição clandestina de sinal de TV a cabo e de internet, além do comércio irregular de cigarros.  Mello tinha atitudes intimidatórias contra comerciantes, também estava envolvido com a exploração do serviço de mototáxi, recebendo quantias provenientes da cobrança de diárias efetuada junto aos mototaxistas e atuava na distribuição clandestina de sinal de TV a cabo e internet, conhecido como “gatonet” Ele também era um dos responsáveis pelo repasse de quantias arrecadadas da organização criminosa ao vereador que era chefe da quadrilha.  A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) foi investiga a morte de Yuri Dias Barreto, vítima fatal do ataque em Nilópolis. Outras cinco pessoas foram baleadas e socorridas para uma unidade de saúde. A ocorrência está em andamento e agentes já realizam diligências para identificar a autoria e circunstâncias do crime Imagens captadas pelas câmeras instaladas em pontos estratégicos da cidade estão sendo analisadas pelo Centro de Controle Operacional de Nilópolis (CCON) para subsidiar as investigações da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.

Da guerra à parceria: milícia de Curicica se aliou ao TCP e depois buscou aproximação com o Comando Vermelho

Apesar de a investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), revelada ontem, apontar uma aliança entre a milícia de Curicica e traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) dos complexos da Pedreira e da Maré para enfrentar o Comando Vermelho (CV), documentos de inteligência indicam que o mesmo grupo paramilitar também teria buscado uma aproximação com o próprio CV. Segundo informações de inteligência produzidas em 2025, a milícia de Dois Irmãos, em Curicica, liderada por Shrek ou Boto, estaria se associando ao Comando Vermelho por meio do traficante Doca. A eventual parceria caracterizaria uma espécie de narcomilícia, com a atuação conjunta de criminosos ligados aos dois grupos. A suposta aproximação teria ganhado força após a prisão de traficantes ligados ao Amigos dos Amigos (ADA) que atuavam na região da Vila Sapê, em Curicica. O movimento teria culminado na detenção do traficante Celsinho da Vintém, que atualmente estaria alinhado ao Comando Vermelho. Ainda de acordo com as investigações, Boto teria chegado a negociar a comunidade da Vila Sapê com Celsinho da Vintém, em uma movimentação que reforçaria a aproximação entre a milícia e o tráfico. Também chegou a ser veiculado que André Boto iria abandonar a milícia e entrar para a contravenção e vender áreas para o CV. A suposta aliança com o CV parece aue também não se sustentou porque o CV realizou vários ataques à comunidade Dois Irmãos este ano. É importante destacar que a investigação do MPRJ revelada ontem trata de fatos ocorridos em 2023, enquanto as informações de inteligência sobre uma possível aproximação com o CV são de 2025. Ou seja, os documentos apontam para diferentes momentos e diferentes rearranjos no cenário criminoso de Curicica. Em 2023, uma das principais lideranças da milícia de Curicica era Playboy, nome que voltou a aparecer nesta sexta-feira em um trecho de escuta telefônica divulgado pela imprensa carioca. Naquele período, as investigações também localizaram um esconderijo utilizado por Playboy em um bunker no Complexo da Maré. O miliciano estaria protegido na comunidade por traficantes do Terceiro Comando Puro, em um episódio que teria ocorrido justamente após a formação de uma aliança entre os dois grupos. Os episódios revelam a complexidade e a constante mudança das alianças entre grupos criminosos no Rio: em determinados momentos, milicianos e traficantes se unem para enfrentar um inimigo comum; em outros, os mesmos grupos negociam territórios e estabelecem novas parcerias, inclusive com antigos adversários.

Apontado como elo entre a milícia de Curicica, TCP e PMs já havia sido preso junto com um policial suspeito de participar do Bonde do Zinho para invadir áreas em Santa Cruz

. Apontado em investigação como suposto elo entre a milícia de Curicica, Terceiro Comando Puro e PMs, Yuri Guimarães Soares chegou a ser preso com um policial reformado participando do Bonde de Zinho para invadir o Conjunto João 23, em Santa Cruz, há quase três anos. Yuri já estaria morto. Na ocasião, estavam com dois fuzis calibres 556 e 223, munições 556 e carregadores para fuzil. As informações de inteligência da época apontaram que o bonde do Zinho estava se equipando para uma empreitada da milícia. O PM dirigia o carro onde estava Yuri e as armas mas disse que estava fazendo uma corrida na ocasião. Já Yuri disse que os fuzis eram dele mas não revelou para onde iria levá-los. Negou que partiipava da milícia e que já tinha sido processado pelos crimes de porte ilegal de arma e assalto à mão armada; Para a Justiça, o armamento seria utilizado para “uma invasão as imediações da Avenida João XXIII, em Santa Cruz”, o que não ocorreu, por circunstâncias alheias, já que o grupo denominado “Bonde do Zinho” foi interceptado pelos agentes da lei. “Nas circunstâncias do crime, é notório que os acusados utilizavam o farto material bélico para manutenção do território da organização criminosa que atua em Santa Cruz e adjacências. Milícia está que aterroriza toda a comunidade.“Yuri e o PM foram condenados. Se sabe que a milícia do Boto que comanda Curicica chegou a ser aliada anos atrás do Bonde do Zinho. Aliança entre milícia e tráfico As investigações recentes do MPRJ apontaram uma aliança entre a milícia de Curicica e integrantes do TCP atuantes nos complexos da Maré e da Pedreira, baseada em um pacto de não agressão e cooperação operacional. O objetivo seria o apoio mútuo contra grupos rivais, especialmente o Comando Vermelho, além da facilitação do comércio ilícito de armas e drogas. Nesse contexto, Yuri Guimarães Soares, o “Lirow”, é apontado como elo entre a estrutura paramilitar e integrantes da facção criminosa. Outra característica destacada na denúncia é o comércio clandestino de armamentos de alto poder ofensivo, incluindo fuzis de calibres 5,56 mm, 7,62 mm e .223, além de pistolas e munições. Dois policiais militares, Jorge Anastácio Rodrigues Simões, lotado no 4º Batalhão da Polícia Militar, e Leo Carlos Araújo Santos, do 2º BPM, também foram denunciados por atuação no fornecimento e na intermediação de armas e munições destinadas à milícia de Curicica e ao TCP. Ao decretar as prisões preventivas, o Juízo destacou a gravidade concreta dos fatos, a estrutura armada da organização, o risco de reiteração criminosa e a necessidade de preservação da ordem pública.

CATEGORIA:

copyright © 2025 Fatos Policiais. todos os direitos reservados

Rolar para cima