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MILICIA

Homem que saiu da Baixada Fluminense para fazer cobranças atribuídas à milícia em São Gonçalo foi executado por traficantes do Comando Vermelho; motorista que o levou foi torturado, espancado e quase morto

Um homem apontado pelas investigações como integrante da milícia foi perseguido e executado por traficantes do Comando Vermelho após sair da Baixada Fluminense para realizar cobranças ilegais em estabelecimentos comerciais de São Gonçalo. O crime, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, foi seguido de uma sessão de tortura contra o mototaxista que transportou a vítima até a Comunidade do Feijão. O trabalhador foi espancado por diversos criminosos, teve a moto e o celular roubados e escapou da morte ao aproveitar um momento de distração dos traficantes. Os fatos levaram a Justiça a receber denúncia por homicídio qualificado, tortura e roubo contra Wanderson Silva Nogueira, o “Wandgol”, Cristian Rodrigues Nepomuceno de Souza, o “Negueba”, Wesley Luiz Leite Martins, o “Nego”, e Hilário Gabriel dos Santos Rangel, o “Biel do Feijão”, apontado como uma das lideranças do tráfico na comunidade. Investigação aponta que vítima saiu de São João de Meriti para fazer “recolhe” em área dominada pelo tráfico Segundo a denúncia, a vítima fatal foi Carlos Alberto da Silva Junior, morador de São João de Meriti. A investigação sustenta que ele costumava se deslocar até São Gonçalo para realizar atividades atribuídas à milícia, especialmente o chamado “recolhe”, que consiste na cobrança de dinheiro de comerciantes. A companheira da vítima, Darlene Silva Almeida, prestou depoimento à polícia e apresentou mensagens que, segundo os investigadores, reforçam a suspeita de que Carlos Alberto atuava em favor da milícia. O Ministério Público afirma que o assassinato ocorreu porque traficantes do Comando Vermelho descobriram a presença do suposto miliciano em território controlado pela facção. Para os investigadores, o crime foi motivado pela disputa entre tráfico e milícia pelo controle de áreas e fontes de arrecadação. Corrida começou em Nova Iguaçu A principal testemunha do caso foi o mototaxista Jorge Michal Cirino da Costa. Em depoimento, ele contou que trabalha como mototaxista e eventualmente utiliza o aplicativo 99. Ele admitiu que utilizava uma conta de terceiro para fazer corridas porque possuía habilitação provisória e anotações criminais. Jorge afirmou que estava em um ponto de mototáxi próximo à Via Dutra, em Nova Iguaçu, quando Carlos Alberto o procurou. Segundo o relato: “A vítima perguntou se eu faria uma corrida para São Gonçalo e ofereceu R$ 150.” O motorista disse que não conhecia Carlos Alberto e afirmou que, naquele momento, não sabia que ele seria apontado posteriormente como integrante da milícia. Três paradas antes da execução Durante o trajeto, Carlos Alberto pediu diversas paradas. Segundo a testemunha, a primeira ocorreu em uma loja de roupas. A vítima permaneceu aproximadamente 30 minutos no local e saiu carregando uma sacola. Depois foi até um salão de beleza instalado em um prédio. Lá, permaneceu cerca de uma hora. A terceira parada ocorreu em uma loja de ração. O motorista afirmou que, naquele momento, começou a suspeitar que o passageiro estivesse realizando o chamado “recolhe”. Após as visitas, seguiram para o destino final: um posto de combustíveis localizado na entrada da Comunidade do Feijão. Moto chega em alta velocidade e criminosos anunciam assalto Quando chegaram ao posto, Carlos Alberto iniciou uma transferência via PIX para pagar a corrida. Nesse momento, uma motocicleta Yamaha Lander azul surgiu em alta velocidade. Segundo Jorge, os ocupantes foram diretamente em direção à moto dele. O carona já desceu com uma pistola na mão. As primeiras palavras foram: “Perdeu! Perdeu!” Os criminosos mandaram os dois levantarem a camisa. Jorge disse que imediatamente informou ser trabalhador. Carlos Alberto reagiu de forma diferente. Ao perceber a abordagem, correu. Perseguição termina com execução Segundo o mototaxista, o homem armado saiu correndo atrás de Carlos Alberto. Ele ouviu vários tiros. Em um depoimento relatou mais de dois disparos. Posteriormente afirmou que ouviu mais de cinco. Pouco depois, o atirador retornou. Foi então que, segundo Jorge, ouviu a frase: “Matei o seu amigo e você vai ser o próximo.” A investigação aponta que quem efetuou os disparos foi Wanderson Silva Nogueira, o Wandgol. Segundo o Ministério Público, ele perseguiu Carlos Alberto pelas ruas da região até alcançá-lo e executá-lo. Mata-leão e sequestro Enquanto Carlos Alberto era perseguido, Jorge tentou fugir para o lado oposto. Mas acabou capturado. Segundo o relato, o piloto da Yamaha Lander o alcançou e aplicou um golpe conhecido como mata-leão. A polícia afirma que esse homem era Cristian Rodrigues Nepomuceno de Souza, o Negueba. A partir daí começou uma sequência de agressões. Os traficantes passaram a arrastá-lo para dentro da comunidade. “Tu tá mandado” Ainda próximo ao posto, os criminosos iniciaram os espancamentos. O motorista relatou que recebia socos, chutes e golpes enquanto era interrogado. A todo momento escutava ameaças. Segundo ele, os traficantes repetiam: “Tu tá mandado.” “Tu vai morrer.” Eles queriam saber quem ele era e qual sua ligação com Carlos Alberto. Quando informou que morava em Valverde, em Nova Iguaçu, a situação piorou. Segundo o depoimento, os criminosos passaram a desconfiar ainda mais dele porque a região possui atuação de grupos milicianos. Tráfico acreditava que motorista também era ligado à milícia O trabalhador insistia que era apenas mototaxista. Chegou a pedir seu celular para mostrar provas. Mas os traficantes já haviam ficado com o aparelho. Enquanto era espancado, um terceiro criminoso apareceu conduzindo sua motocicleta roubada. Nesse momento, segundo o relato, avisou: “Tem viatura rondando.” Mesmo assim as agressões continuaram. “Parecia um formigueiro” O motorista contou que não conseguia identificar todos os agressores. Mas afirmou que o número de traficantes aumentava rapidamente. Em determinado momento disse: “Parecia um formigueiro em cima de mim.” Ele relatou que ouviu criminosos chamando uns aos outros pelos apelidos “Negueba” e “Wandgol”. Também afirmou que um novo grupo chegou ao local em outra motocicleta. Aparição de Biel do Feijão Segundo a testemunha, uma Honda 160 preta chegou com dois ocupantes. O passageiro desembarcou, conversou com os traficantes e foi embora. Jorge afirmou ter reconhecido o homem como Hilário Gabriel dos Santos Rangel, o Biel do Feijão. Ele declarou que reconheceu o traficante por fotografias divulgadas na imprensa após uma prisão anterior. Para o Ministério Público, a presença de Biel

Cobranças, ameaças e medo: como agia a milícia apontada por moradores após assassinato de comerciante em Belford Roxo

A morte do comerciante Leonel Braga da Silva, assassinado a tiros em Nova Aurora, Belford Roxo, trouxe novamente à tona as denúncias sobre a atuação da milícia que há anos é alvo de investigações da Polícia Civil e do Ministério Público na região. Familiares da vítima afirmam que Leonel teria sido morto após se recusar a pagar uma taxa de R$ 100 exigida por criminosos para permitir o funcionamento de seu lava jato. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga a motivação do crime e não descarta nenhuma hipótese. O que já consta em investigações do Ministério Público, porém, é que a região onde o comerciante foi executado possui um histórico de denúncias envolvendo extorsões sistemáticas contra comerciantes, praticadas por integrantes da chamada “Milícia do Babi”, organização criminosa que já foi alvo de operações policiais e procedimentos do MPRJ. Cobrança porta a porta Documentos do Ministério Público revelam que policiais da P2 flagraram, em janeiro deste ano, um homem apontado como cobrador da milícia realizando arrecadações em diversos estabelecimentos comerciais de Nova Aurora. Segundo a denúncia, o esquema funcionava de forma simples e eficiente: um integrante da organização, normalmente desarmado, percorria os comércios recolhendo dinheiro dos proprietários. A ameaça era indireta, mas clara. De acordo com informações obtidas pela inteligência policial, os comerciantes eram informados de que, caso não efetuassem os pagamentos exigidos, a cobrança passaria a ser feita de forma violenta pelos chefes da organização criminosa. Durante a ação policial, os agentes afirmaram ter observado o suspeito entrando em diversos estabelecimentos, recolhendo valores e seguindo para o comércio seguinte. Após a abordagem, dinheiro em espécie e um aparelho celular foram apreendidos. Comerciantes dominados pelo medo A investigação revelou ainda um dos aspectos mais marcantes da atuação da milícia: o silêncio imposto às vítimas. Conforme relatado pelo Ministério Público, comerciantes confirmaram informalmente aos policiais que o homem atuava como arrecadador da organização criminosa. No entanto, quando foram convidados a prestar depoimento formal na delegacia, recusaram-se por medo de represálias. O receio de denunciar os criminosos é apontado por investigadores como uma das principais ferramentas utilizadas pela milícia para manter o controle territorial e financeiro da região. Taxas variavam conforme o tamanho do negócio As investigações apontam que os valores cobrados não eram fixos. Segundo o Ministério Público, as taxas semanais eram calculadas de acordo com o porte do estabelecimento e a capacidade de faturamento de cada comerciante. Entre as vítimas identificadas na investigação estavam proprietários de drogarias, oficinas mecânicas, lojas de ração, bazares e outros pequenos empreendimentos da região. O dinheiro arrecadado seria repassado a integrantes da estrutura financeira da milícia, que posteriormente prestariam contas aos líderes da organização. Grupo já era monitorado por autoridades A própria denúncia do Ministério Público destaca que existiam indícios de atuação de milícia privada na região e que as investigações deveriam prosseguir para identificar outros integrantes da organização criminosa. Na ocasião, os promotores solicitaram inclusive a quebra do sigilo de dados do celular apreendido com o suspeito para aprofundar a apuração sobre o funcionamento da quadrilha, sua contabilidade, forma de arrecadação e cadeia de comando. Morte reacende denúncias Agora, após o assassinato de Leonel Braga da Silva, moradores e familiares voltam a apontar a atuação da milícia como pano de fundo para a violência em Nova Aurora. Além da suposta cobrança de taxa para funcionamento do lava jato, parentes relatam que criminosos já teriam demonstrado interesse em adquirir o estabelecimento do comerciante anteriormente, proposta que teria sido recusada. A DHBF busca imagens de câmeras de segurança e outras provas que possam esclarecer a autoria e a motivação do homicídio. Enquanto a investigação avança, o caso lança novamente luz sobre um modelo de atuação que, segundo autoridades, se sustenta por meio de cobranças sistemáticas, intimidação de comerciantes e controle econômico de áreas inteiras da Baixada Fluminense.

Entre ataques do CV e alianças com o TCP, rumores indicam nova tentativa de pacto entre as maiores milícias do RJ

Novamente circula boatos de que as duas maiores milícias do Rio de Janeiro_ a comandada por PL (sucessor de Zinho) e Juninho Varão_ estariam negociando um suposto acordo de paz num momento de novas guerras com o Comando Vermelho. Isso já ocorreu no início do ano e acabou sendo quebrado em razão da morte do miliciano Jiraya, executado com vários tiros em Nova Iguaçu. Em razão do fim do suposto acordo, vários outros homicídios ocorreram na época. O que foi publicado é que esse suposto novo acordo só sairia se PL aceitar devolver as áreaS tomadas da milícia do Waguinho em Santa Cruz, como o Conjunto João 23. Waguinho é aliado de Varão. O supotos acordo incluiria a milícia do Rio das Pedras, em Jacarepaguá, constantemente ameaçada pelo Comando Vermelho. Em meio a esse burburinho, há informações que PL teria firnado uma aliança com traficantes do Terceiro Comando Puro tanto da Zona Oeste da capital fluminense como na Baixada e estaria ordenando vários homicídios dentro da sua própria quadrilha como forma de ‘cobrança interna’, Essas supostas mortes teriam ocorrido em Guaratiba e também em Itaguaí. Em Itaguaí, o grupo sofre com ataques do Comando Vermelho principalmente em Chaperó, base da quadrilha na cidade. Por conta disso, seus homens teriam se refugiado no Morro do Carvão, área do TCP. Juninho Varão também está em guerra com o CV em Nova Iguaçu. Semana passada foram registrados confrontos no Grão Pará.

“Testemunhas detalham atuação de grupo de extermínio ligado ao TCP: execuções, ‘botes’ e mortes sob encomenda” para milícia, tráfico e contravenção

Recentemente, nossa reportagem publicou uma matéria informando que traficantes do Terceiro Comando Puro foram contratados para cometer um assassinato para pessoas ligadas ao bicheiro Rogério Andrade. Depoimentos prestados à Justiça e documentos de investigações da Delegacia de Homicídios revelam detalhes da atuação do grupo de extermínio formado por esses traficantes que, segundo investigadores, realizava assassinatos sob encomenda para diferentes setores do crime organizado no Rio de Janeiro. No centro das investigações aparecem Jhonathan Borges dos Reis, conhecido como “Esquilo”, já morto, e Caio Siqueira Ribeiro, o “Caio Piloto”, apontados por policiais civis como uma dupla especializada em execuções. Segundo os relatos reunidos nos processos, eles não estariam vinculados exclusivamente a uma única organização criminosa. Pelo contrário: a dupla teria prestado serviços para milicianos, traficantes e até integrantes da contravenção, funcionando como verdadeiros pistoleiros de aluguel. “Matavam para quem contratasse” Um dos trechos mais impactantes dos depoimentos foi dado pelo delegado Leandro Teixeira Costa, que atuou nas investigações. Segundo ele, as apurações apontaram que a dupla construiu uma reputação de extrema violência na Zona Oeste. “Eles começaram a se envolver com o crime e começaram a matar por aluguel, indiscriminadamente. Matavam para a milícia, matavam para o tráfico, quem contratasse eles matavam”, afirmou o delegado em juízo. A declaração reforça a suspeita de que o grupo não possuía fidelidade a uma única facção ou estrutura criminosa, atuando conforme os interesses de quem estivesse disposto a pagar pelas execuções. Execuções em série De acordo com os investigadores, diversas equipes da Delegacia de Homicídios chegaram ao nome da dupla durante apurações distintas. O modus operandi era praticamente sempre o mesmo. As vítimas eram surpreendidas por uma motocicleta. Caio conduzia o veículo e Esquilo ocupava a garupa. Quando se aproximavam do alvo, os disparos eram efetuados rapidamente e os criminosos fugiam logo em seguida. O apelido “Caio Piloto”, segundo os próprios investigadores, surgiu justamente porque ele seria o responsável por conduzir motos e carros utilizados nas execuções. “Sempre que o Esquilo estava, o Caio estava junto pilotando”, relatou o delegado responsável pelas investigações. Morte de policiais entrou no radar da DH A gravidade das suspeitas aumentou quando os nomes da dupla passaram a aparecer em investigações relacionadas ao assassinato de agentes de segurança. Segundo depoimentos prestados à Justiça, Esquilo tornou-se alvo prioritário após ser apontado como envolvido em crimes contra policiais. Um dos investigadores afirmou que uma operação da Delegacia de Homicídios voltada para casos envolvendo agentes de segurança foi desencadeada justamente após a morte de policiais. “O que gerou a prisão dele foi a morte de um policial militar e de um policial penal”, declarou o delegado Leandro Costa durante audiência. As investigações também apontavam que, após os assassinatos, armas das vítimas teriam sido levadas pelos criminosos. Ligação com a contravenção Além da atuação para milicianos e traficantes, os investigadores também citaram envolvimento da dupla em crimes relacionados à contravenção. Um policial civil afirmou em juízo que Esquilo era tratado nas investigações como um matador profissional. “Era um matador até de aluguel, de contrato. Inclusive está envolvido em homicídio ligado à contravenção do jogo do bicho”, declarou. A afirmação reforça uma das principais linhas investigativas da Delegacia de Homicídios: a de que a dupla teria se transformado em uma espécie de braço armado utilizado por diferentes grupos criminosos. Do apoio à milícia à aproximação com facção As investigações indicam que a trajetória criminosa da dupla teria passado por diferentes fases. Inicialmente, segundo os policiais, os suspeitos circulavam em áreas dominadas por milicianos na região de Guaratiba, Vargem Grande e adjacências. Posteriormente, passaram a atuar em conflitos ligados ao tráfico de drogas. Segundo os investigadores, no fim da trajetória criminosa ambos já estavam diretamente ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP). Os depoimentos apontam que os dois chegaram a residir na comunidade da Vila do João, no Complexo da Maré, de onde saíam para realizar execuções e ações ligadas à expansão territorial da facção na Zona Oeste. Testemunha descreveu dupla como “matadores” Uma testemunha ouvida em outra investigação também atribuiu à dupla a prática de diversos homicídios. Segundo o depoimento, Esquilo e Caio eram conhecidos na região por realizar assassinatos sob encomenda. O relato afirma que: Esquilo seria o executor;Caio atuaria como motorista e pilotoExecuções ligadas aos chamados “botes” As investigações revelam que parte dos homicídios atribuídos à dupla estaria relacionada aos chamados “botes”, expressão utilizada no mundo do crime para designar furtos, roubos, desvios de dinheiro, drogas ou mercadorias pertencentes a traficantes e milicianos. Segundo os autos, a execução de Helivelton Ragazzi Marcelino, conhecido como “Pitico”, teria sido motivada justamente por um conflito desse tipo. De acordo com testemunhas e investigadores, Pitico teria criado problemas para uma “estica” — ponto de venda de drogas ligado a Esquilo — provocando prejuízos aos interesses do grupo criminoso. Um dos depoimentos afirma que a vítima teria dado um “bote” em um dos homens que trabalhavam para Esquilo na comercialização de entorpecentes. A reação teria sido imediata. Pouco depois, Pitico foi executado a tiros em Barra de Guaratiba. Outro homicídio teria ocorrido após adulteração de drogas Os autos também mencionam o assassinato de um homem identificado como Felipe. Segundo relato prestado por uma testemunha à Polícia Civil, Felipe teria sido morto após supostamente adulterar cargas de cocaína pertencentes ao grupo criminoso. O depoimento aponta que ele teria aberto pacotes da droga e alterado seu conteúdo, causando prejuízo financeiro aos traficantes. A suposta traição teria resultado em uma sentença de morte. Investigadores afirmam que testemunhas atribuíram a execução à dupla formada por Esquilo e Caio. Um histórico marcado por mortes Embora cada caso possua investigação própria, os depoimentos reunidos pela Justiça apontam para um padrão que se repetia constantemente: assassinatos realizados em motocicletas, ataques rápidos, vítimas ligadas a disputas do crime organizado e motivações frequentemente relacionadas a dívidas, traições, “botes” ou conflitos entre grupos criminosos. Para os investigadores que atuaram nos inquéritos, o histórico atribuído à dupla revela uma estrutura que ultrapassava as disputas locais e operava como um verdadeiro grupo de extermínio a serviço de diferentes interesses

Milicianos de Rio das Pedras são acusados de sequestrar e executar dois jovens dados como desaparecidos após verem no celular de um deles fotos com armas

João ícaro Alves Sousa, de 19 anos, foi visto pela última vez no dia 26 de fevereiro por volta da 1h saindo da comunidade da Muzema, no Itanhangá, indo em direção a Taquara, mas não teria chegado ao seu destino. O rapaz estava em sua moto, de cor azul, modelo PCX. Segundo informações da Justiça, a mãe de João disse que foi informada que o filho e um outro rapaz quando passavam pela Taquara foram interceptados por criminosos armados e foram levados para a localidade conhecida como “Carangueijo”, onde foram agredidos e executados. A namorada de João afirmou que quando soube do desaparecimento da vítima foi até a comunidade Rio das Pedras e que um indivíduo de vulgo “LC” informou que no celular da outra vítima Jadson haviam fotos dele portando armas de fogo o que teria motivado a execução dos rapazes, após serem agredidos por milicianos. Dois suspeitos foram denunciados pelo crime, entre eles o irmão de um dos lideres da milícia de Rio das Pedras.. O reconhecimento dos acusados, realizado em sede policial, se deu por meio de álbum de fotografia, sendo este o único indício existente nos autos, por ora, de que os denunciados foram os autores do delito imputado na denúncia. Portanto, ainda não houve decretação de prisão.

Bicheiros contrataram traficantes do TCP para cometer assassinato na Zona Oeste do Rio. Atirador trabalhava para ‘quem pagasse mais’

A investigação sobre a execução de Fábio Romualdo Mendes, morto em 2021 em Vargem Pequena, revelou um detalhe explosivo que expõe um novo patamar da ligação entre contravenção e tráfico no Rio: integrantes de um grupo ligado ao bicheiro Rogério Andrade teriam recorrido a um traficante associado ao TCP para executar um homicídio ligado à guerra interna do jogo do bicho na Zona Oeste, que agora é Zona Sudoeste O caso, que voltou aos holofotes após decisões recentes da Justiça, mostra como criminosos da contravenção passaram a utilizar a estrutura armada de facções para resolver disputas territoriais e eliminar adversários. Segundo a Delegacia de Homicídios, o traficante conhecido como Jonathan Esquilo, apontado como integrante do TCP e suspeito de diversos assassinatos na Zona Oeste, teria sido contratado para atuar diretamente na execução de Fábio. Em depoimento considerado um dos mais impactantes do processo, o delegado responsável pela investigação afirmou que Jonathan “matava para milícia, para o tráfico e para a contravenção”, funcionando como uma espécie de matador de aluguel da guerra criminosa na região. A polícia sustenta que o criminoso atuava principalmente em áreas como Vargem Grande e Guaratiba e que, nos últimos anos, passou a integrar o TCP, sem abandonar os serviços prestados a outros grupos criminosos. Segundo a investigação, Jonathan Esquilo era conhecido justamente por atuar para quem oferecesse mais dinheiro, independentemente de facção ou organização criminosa. O delegado afirmou em juízo que o traficante “matava para quem pagasse mais”, sendo usado em execuções ligadas ao tráfico, à milícia e até à contravenção. CONTRAVENÇÃO E FACÇÃO: A ALIANÇA QUE ASSUSTA INVESTIGADORES O ponto central da investigação não é apenas o homicídio em si — amplamente noticiado na época — mas a revelação de que a guerra do jogo do bicho na Zona Oeste passou a envolver diretamente traficantes armados do TCP. De acordo com a DH, o grupo ligado a Rogério Andrade e ao bicheiro Flávio da Mocidade teria recorrido a criminosos especializados em execução para eliminar pessoas associadas ao grupo rival de Márcio Araújo, preso por outros crimes ligados à contravenção. As investigações apontam que Jonathan Esquilo foi escolhido justamente por sua fama de pistoleiro profissional disposto a atuar para qualquer organização criminosa mediante pagamento. Outro nome citado no processo é o de Caio Piloto, apontado como responsável por conduzir a motocicleta usada na emboscada. Piloto também é membro do TCP era um dos responsáveis pelos confrontos na disputa de território em Vargem Grande e Vargem Pequena, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A polícia afirma que a arma utilizada no assassinato foi relacionada, por confronto balístico, a outros homicídios atribuídos ao traficante do TCP. Jonathan Esquilo acabou morto posteriormente em confronto com milicianos. GUERRA INTERNA NA ESTRUTURA DE ROGÉRIO ANDRADE Segundo depoimentos colhidos pela Delegacia de Homicídios, existia uma disputa interna entre braços operacionais ligados à estrutura de Rogério Andrade na Zona Oeste. O delegado responsável pelo caso afirmou que, após a prisão de Márcio Araújo, integrantes ligados a Flávio da Mocidade tentaram assumir áreas de exploração ilegal e eliminar aliados do grupo rival. Fábio Romualdo Mendes, segundo a investigação, era considerado homem de confiança de Márcio Araújo e teria sido executado justamente por causa dessa guerra. A investigação aponta que o grupo criminoso atuava de forma organizada, com divisão clara de funções: As quebras de sigilo revelaram mensagens sobre o monitoramento da vítima, tentativas anteriores de execução e comemoração após o crime. Segundo a investigação, um dos envolvidos chegou a enviar vídeo da vítima baleada logo após os disparos. POLICIAL MILITAR E MATADORES DE ALUGUEL Outro ponto considerado alarmante pelos investigadores é a presença de um policial militar entre os integrantes apontados como participantes da organização criminosa. A DH também identificou movimentações envolvendo transporte de armas, circulação de fuzis e acesso a criminosos especializados em homicídios por encomenda. Os autos descrevem uma estrutura onde contraventores, traficantes, PMs e matadores profissionais atuariam em conjunto na disputa por territórios e dinheiro na Zona Oeste do Rio. JUSTIÇA LEVA ACUSADO A JÚRI Após a instrução criminal, a Justiça decidiu levar um dos acusados ao Tribunal do Júri por entender que existem indícios suficientes de participação no planejamento do homicídio. Mesmo com parte dos investigados impronunciados nesta fase, o processo escancarou um dos cenários mais perigosos já revelados sobre a aproximação entre a contravenção carioca e facções armadas do tráfico. Para investigadores, o caso mostra que a guerra do jogo do bicho deixou de ser apenas uma disputa entre bicheiros e passou a envolver diretamente criminosos do TCP, milicianos e grupos armados especializados em execuções.

MP quer tirar de Búzios julgamento de PMs acusados de executar Horácio e diz que réus integram milícia que atua na Zona Oeste e Baixada

A execução de Horácio Carvalho, apontado como ex-chefe de milícia com atuação na Zona Oeste do Rio, e de Maicon, dentro de uma lanchonete em Armação dos Búzios, ganhou um novo capítulo: o Ministério Público pediu que o julgamento dos acusados saia da Região dos Lagos por considerar que a cidade não tem estrutura nem ambiente de segurança para realizar o Tribunal do Júri. Na petição, o MP sustenta que os quatro acusados — entre eles policiais militares e um policial penal — não seriam apenas autores de um duplo homicídio de repercussão estadual. Segundo a acusação, eles integrariam uma milícia estruturada, armada e com atuação permanente em áreas da Zona Oeste do Rio e em municípios da Baixada Fluminense, organização que disputava território e influência com o grupo ligado a Horácio. Para o Ministério Público, o caso extrapola um homicídio comum: seria um episódio de confronto entre grupos paramilitares com capacidade de intimidação e histórico de violência. De acordo com a denúncia, na madrugada de 3 de maio de 2023, os acusados teriam saído do Rio de Janeiro e percorrido dezenas de quilômetros até Búzios para localizar Horácio. O alvo estava no estabelecimento Gaúcho Burguer & Beer, no bairro Manguinhos. Ainda segundo os autos, Horácio e Maicon foram surpreendidos e atingidos por diversos disparos. Funcionários que estavam no local escaparam da morte porque conseguiram se proteger durante os tiros e acabaram feridos por estilhaços. Após o ataque, os suspeitos tentaram deixar a cidade, mas acabaram interceptados por policiais militares antes de sair de Búzios. Com eles, segundo o processo, foram apreendidos: Na reconstrução feita pelo Ministério Público, o arsenal e a forma de execução reforçariam a tese de uma ação planejada e típica de grupo criminoso organizado. O pedido de desaforamento insiste que o ponto central não é apenas a gravidade do crime, mas quem são os envolvidos e o alcance territorial da organização atribuída aos acusados. O MP descreve o grupo como uma estrutura com características de milícia: atuação armada, domínio de áreas, obtenção de lucro ilegal e emprego recorrente de violência para manutenção de influência. Segundo a peça, essa rede teria presença especialmente na Zona Oeste da capital e na Baixada Fluminense, regiões historicamente marcadas por disputas entre grupos armados. Na visão da promotoria, levar esse julgamento ao Tribunal do Júri de Búzios colocaria pressão excessiva sobre jurados de uma cidade pequena, onde a repercussão do caso teria produzido ambiente de temor. O texto cita que o município não estaria preparado para absorver um julgamento com esse nível de risco operacional, mencionando preocupações com: O pedido lembra ainda que, em fases anteriores do processo, atos judiciais já precisaram ter medidas diferenciadas por razões de segurança. Por isso, o Ministério Público quer que o julgamento seja transferido para uma comarca com estrutura maior — defendendo, inclusive, a possibilidade de realização na capital. Na prática, a tese apresentada é que Búzios virou palco de um acerto de contas entre grupos milicianos que nasceram fora da cidade — e que o peso desse conflito hoje impede que o caso seja julgado ali com tranquilidade institucional.

Emboscadas, tiros e matadores de aluguel: decisão judicial revela bastidores da Milícia de Araruama

Um relatório da Justiça revelou detalhes sobre o funcionamento da Milícia de Itatiquara, organização criminosa investigada por atuar em Araruama, Região dos Lagos com emboscadas, execuções planejadas e atuação como milícia privada e grupo de extermínio. Segundo os autos, o grupo teria sido liderado por um policial civil apontado como responsável por coordenar uma estrutura formada por executores armados e operadores encarregados de monitorar e eliminar alvos mediante recompensa financeira. A decisão recebeu denúncia do Ministério Público, decretou prisões preventivas e autorizou o compartilhamento de provas com outras investigações para aprofundar o mapeamento da atuação da milícia. O caso detalhado no relatório envolve uma tentativa de homicídio ocorrida em agosto de 2024. Conforme a acusação, integrantes do grupo teriam montado uma operação previamente planejada para executar um alvo em via pública. O documento descreve que os criminosos permaneceram escondidos dentro de um veículo aguardando o momento exato para agir e abrir fogo. O ataque só não teria terminado em morte porque o carro utilizado pela vítima possuía blindagem balística. Segundo o Ministério Público, “Bimba” teria participado diretamente do planejamento, vigilância e cerco armado durante a ação. Já “Zeus”, ao lado de outros integrantes investigados, teria atuado na execução direta do atentado, incluindo os disparos e a operação de fuga. Mas o relatório vai além do episódio específico e descreve o que seria o funcionamento interno da organização. De acordo com os autos, o grupo ligado a “Egger” teria começado atuando na execução de traficantes e depois ampliado sua atuação para funcionar como uma estrutura de matadores de aluguel, realizando homicídios e tentativas de homicídio mediante pagamento. Para sustentar a denúncia, a investigação reuniu imagens de câmeras de segurança, dados obtidos após quebra de sigilo telemático, rastreamento de celulares por antenas, perícias balísticas, exames em munições, apreensão de aparelhos eletrônicos e diligências autorizadas pela Justiça. A decisão também registra que parte dos denunciados morreu durante o andamento das investigações e menciona a existência de indícios ainda não confirmados de possível assassinato de um integrante desaparecido em contexto investigado como eventual “queima de arquivo”, hipótese que segue sem conclusão oficial nos autos. Ao decretar as prisões preventivas, o magistrado destacou que o modus operandi marcado por planejamento, emboscada, divisão de tarefas, uso de armas de fogo e indícios de vínculo com milícia demonstraria elevada periculosidade concreta e justificaria a medida para preservar a ordem pública e a instrução processual. O Juízo também autorizou o compartilhamento das provas produzidas neste processo com outros procedimentos que investigam o funcionamento da Milícia de Itatiquara e fatos relacionados a integrantes do grupo. O processo continua em tramitação e as acusações ainda serão submetidas à fase de instrução e julgamento, sem condenação definitiva até o momento.

Guerra no Recreio e Vargens: investigação revela estrutura do TCP com “matadores”, tráfico na praia e disputa sangrenta contra CV e milícia

A recente execução de um casal no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, voltou a escancarar a guerra silenciosa que vem transformando a região do Recreio e de Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio, em território de disputa entre traficantes do Comando Vermelho (CV), integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e grupos milicianos. Em meio ao clima de tensão, uma denúncia do Ministério Público do Rio revelou detalhes da estrutura criminosa montada pelo TCP nas regiões do Terreirão e Posto 12, apontando traficantes responsáveis por execuções, distribuição de drogas, monitoramento policial e venda de entorpecentes em plena orla da praia. A morte do casal, ocorrida recentemente em uma das áreas mais conflagradas do Recreio, aumentou o medo entre moradores e frequentadores da região. O crime é tratado nos bastidores da segurança pública como mais um reflexo da disputa territorial que se intensificou nos últimos anos na Zona Sudoeste da capital. Segundo o Ministério Público, o TCP mantém domínio sobre pontos estratégicos do Terreirão, Canal, Pombo Sem Asa, Taboinha e Notredame, além de áreas próximas às Vargens e ao Posto 12, onde traficantes atuariam até mesmo durante o dia comercializando drogas para turistas e frequentadores de quiosques. A investigação aponta que armas e entorpecentes eram escondidos na areia da praia, debaixo de decks e próximos a barcos utilizados pelos criminosos. Estrutura da facção tinha gerentes, distribuidores e executores A denúncia mostra que a facção possuía uma divisão clara de funções dentro da organização criminosa. O traficante conhecido como “Lobim” aparece como um dos principais gerentes do tráfico na região, responsável pelo abastecimento de drogas vindas da Vila do João, no Complexo da Maré. Além da logística dos entorpecentes, ele é apontado como um dos principais “matadores” da facção, ligado a diversos homicídios ocorridos no Recreio. Outro nome citado é “RB”, descrito pelos investigadores como um dos “frentes” do TCP no Terreirão. Segundo o Ministério Público, ele atuava diretamente na eliminação de rivais e no controle dos pontos de venda de drogas. Já o criminoso conhecido como “Sem Vulgo” é apontado como um dos principais executores da organização. Testemunhas afirmaram que ele fazia rondas diárias pela comunidade à procura de integrantes de facções rivais para matar. Outro denunciado, conhecido como “Chibata”, foi apontado como participante de ataques armados e homicídios ligados à disputa territorial. Em um dos episódios citados na investigação, ele teria efetuado disparos contra um rival dentro de um posto de saúde no Terreirão. Tráfico funcionava em quiosques e pistas de skate A denúncia detalha ainda que o tráfico funcionava abertamente em áreas movimentadas do Posto 12. Segundo as investigações, integrantes da facção comercializavam cocaína e maconha na areia da praia, em quiosques, decks e próximos à pista de skate frequentada por jovens e turistas. Uma das denunciadas foi flagrada vendendo drogas diretamente para frequentadores da praia. Outro integrante acabou preso após fazer uma transmissão ao vivo nas redes sociais exibindo cocaína e anunciando a venda do entorpecente. O Ministério Público afirma que quase metade dos registros de tráfico da região estavam concentrados no entorno do Posto 12. Guerra envolve também milicianos e o Comando Vermelho As investigações mostram que a violência no Recreio e nas Vargens vai além da rivalidade entre TCP e CV. Grupos milicianos também tentam avançar sobre áreas estratégicas da Zona Sudoeste, aumentando o cenário de confrontos e execuções. Um dos casos citados na denúncia envolve a morte de dois homens apontados como milicianos. Segundo os investigadores, traficantes do TCP teriam sido acionados após a presença dos rivais ser identificada no Terreirão. O Ministério Público afirma que o conflito armado provocou uma explosão nos homicídios da região, que registrou aumento de 163% nas mortes entre 2022 e 2023. Além das execuções, os criminosos utilizavam grupos de WhatsApp para monitorar viaturas e operações policiais em tempo real, permitindo esconder drogas e armas antes da chegada das equipes. Para os investigadores, o Recreio e a região das Vargens deixaram de ser apenas áreas de expansão imobiliária e lazer da cidade para integrar o mapa das principais disputas do crime organizado no Rio de Janeiro. cara, nao eh para omitir as funcoes dos traficantes Execução de casal expõe guerra entre facções na Zona Sudoeste do Rio; denúncia revela estrutura do TCP no Recreio com gerentes, “matadores” e tráfico na praia A execução recente de um casal no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, voltou a expor a escalada da violência na região do Recreio e de Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio, onde traficantes do Comando Vermelho (CV), integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e grupos milicianos travam uma disputa armada por território, pontos de drogas e influência criminosa. Em meio ao clima de guerra, uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio detalhou a estrutura montada pelo TCP no Terreirão e no Posto 12, revelando a atuação de gerentes do tráfico, distribuidores de drogas, vendedores na praia, executores de rivais e integrantes responsáveis por monitorar operações policiais. Segundo a investigação, a facção domina áreas como Terreirão, Canal, Pombo Sem Asa, Taboinha, Notredame e pontos estratégicos próximos às Vargens e à orla do Recreio. O documento mostra que a região virou um dos principais centros de venda de drogas da Zona Sudoeste, com traficantes atuando até mesmo em quiosques, decks e pistas de skate frequentadas por turistas. A denúncia afirma que armas e drogas eram enterradas na areia da praia ou escondidas embaixo de barcos e estruturas da orla. Gerentes do tráfico e ligação com o Complexo da Maré Entre os principais nomes citados está o traficante conhecido como “Lobim”, apontado como um dos gerentes do tráfico no Posto 12 e Terreirão. Segundo o Ministério Público, ele era responsável por trazer drogas da Vila do João, no Complexo da Maré, para abastecer os pontos de venda no Recreio. Além da logística dos entorpecentes, Lobim também seria um dos principais “matadores” da facção, ligado a diversos homicídios registrados na região. Outro denunciado apontado como liderança é “RB”, descrito como um dos “frentes” do TCP no Terreirão. A investigação afirma

DISQUE DENÚNCIA CONFIRMA UNIÃO ENTRE MAIOR MILÍCIA DO RJ E TCP NA ZONA OESTE CARIOCA

Segundo informações divulgadas pelo Portal dos Procurados do Disque Denúncia, a maior milícia do RJ teria se unido mesmo ao Terceiro Comando Puro na Zona Oeste do RIo. De acordo com a publicação, a aliança ocorre entre José Rodrigo Gonçalves Silva, vulgo “Sabão”, chefe do tráfico de drogas Vila Aliança e da Coreia, em Senador Camará, chamado de Cidade de Davi, e Paulo Roberto de Carvalho Martins, vulgo “Pl ou Jorjão, atual frente do grupo paramilitar. Ambos estariam juntos em mais diversos crimes como: extorsão, segurança, cobrança de taxas obrigatórias de moradores e comerciantes sob a falsa justificativa de oferecer proteção. PL e Jorjão estariam praticando na região monopólio de serviços, controle ilegal sobre o fornecimento de água e gás encanado, sinal clandestino de TV a cabo, internet e transporte alternativo (como vans).Especulação imobiliária, além da construção e venda irregular de imóveis muitas vezes em áreas de risco ou de preservação ambiental. A milícia já tinha se unido ao TCP da Serrinha na guerra com o Comando Vermelho na comunidade Vila Sapê, em Curicica, há alguns meses. Essa aliança do TCP com a milícia também se repetiria na Baixada Fluminense, com o grupo de PL aliado ao traficante Bicheiro da Maré que está preso para guerrear com a milícia de Juninho Varão e o Comando Vermelho em Seropédica e Itaguaí.

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