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MILICIA

PM alvo de operação por propina ao Comando Vermelho é acusado de executar jovem após vídeo que provocava milicianos em Nova Iguaçu

Um dos alvos da operação do MPRJ hoje contra PMs suspeitos de receber propinas de traficantes do Comando Vermelho na Baixada Fluminense, o policial Alan Silva do Nascimento é suspeito de matar Miguel Lopes Nascimento e atingir um homem chamado Higor em fevereiro de 2023 no bairro Cobrex, em Nova Iguaçu. O crime foi praticado por motivo torpe, em razão de disputa territorial entre grupos milicianos, com o objetivo de manter o controle da área onde os fatos ocorreram. O crime foi praticado com emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, visto que o denunciado e seu comparsa atacaram as vítimas de surpresa, efetuando disparos de dentro de um veículo em movimento, impedindo qualquer reação defensiva eficaz por parte das vítimas. Testemunhas disseram que Miguel colocou uma foto com arma; que depois, com 17 anos, a vítima colocou um vídeo dizendo “quer matar, mata agora, porque quando eu completar 18 anos já era; que a vítima estava provocando o pessoal do Cobrex. Miguel estava colaborando com a boca de fumo do Cobrex e o local tinha domínio de milícia. Os paramilitares mtiveram conhecimento do vídeo e queriam matar a vítima.Um conhecido alertou Miguel que os caras estavam de olho nele. O bairro na época tinha a atuação de justiceiros, entre eles Soró e Linguiça Após gravar um vídeo com ameaças, Miguel foi aconselhado a fazer um outro pedindo desculpas mas não deu tempo. O sobrevivente do fato chegou a acusar o PM como um dos participantes do crime chegando a dizer que Alan queria matar Miguel porque ele fazia muita besteira. Quando foi ouvido pela Justiça sobre o caso, Alan ficou em silêncio A operação de hoje O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, cumpre, nesta sexta-feira (03/07), sete mandados de busca e apreensão contra dois policiais militares investigados por associação criminosa armada e corrupção passiva majorada. O GAECO/MPRJ encontrou fortes indícios de que os dois agentes integram um esquema de recebimento de valores de narcotraficantes da facção Comando Vermelho para não combaterem o tráfico de drogas em comunidades de Japeri, na Baixada Fluminense. A investigação teve início a partir da apuração de crimes cometidos pelo policial militar, Alan Silva do Nascimento, que já resultou em denúncia por homicídio e em uma condenação por tráfico de drogas e posse ilegal de um fuzil e de munições de calibre restrito. O GAECO/MPRJ identificou a prática de diversos crimes de corrupção por Alan Nascimento e, de acordo com as investigações, por sua guarnição, autodenominada “Irmãos Metralha”, à época integrada pelos dois policiais alvos das buscas desta sexta-feira. Os agentes estavam lotados no 24º Batalhão de Polícia Militar, responsável pelo policiamento das cidades de Queimados, Japeri, Paracambi, Seropédica e Itaguaí. Os mandados, expedidos pelo Juízo da Auditoria da Justiça Militar a pedido do GAECO/MPRJ, estão sendo cumpridos em endereços nas cidades de Queimados e Nova Iguaçu, bem como no 20º Batalhão de Polícia Militar (Mesquita), atual unidade de lotação dos alvos.

Preso por suspeita de integrar milícia, policial civil também é investigado por tráfico de drogas sintéticas após flagrante com MDMA

Um policial civil preso no ano passado sob suspeita de integrar uma milícia que atuava em Belford Roxo também passou a ser investigado por envolvimento com o tráfico de drogas sintéticas, conforme revela um documento da Justiça obtido com exclusividade pela reportagem. A prisão do agente foi decretada no âmbito da investigação que apura a atuação da organização paramilitar na Baixada Fluminense. No entanto, durante o cumprimento do mandado, a operação revelou um cenário ainda mais grave. Na residência do policial, localizada no Condomínio Reserva do Parque, em Jacarepaguá, os agentes encontraram grande quantidade de drogas sintéticas escondidas dentro de um travesseiro no quarto do casal. Outra parte do entorpecente foi localizada no interior da viatura oficial da Polícia Civil que estava sob a posse do investigado. O policial foi preso em flagrante no dia 9 de dezembro de 2025. O laudo pericial confirmou que o material apreendido era composto por MDA e MDMA, totalizando mais de 180 gramas entre comprimidos e pó. Segundo o documento judicial, os elementos reunidos apontam para a prática de tráfico de drogas de forma individual, investigação distinta da apuração sobre a suposta participação do agente na milícia. Além dos entorpecentes, a operação apreendeu um verdadeiro arsenal em poder do policial: um fuzil, uma pistola Glock — ambos pertencentes ao patrimônio da corporação —, um simulacro de pistola, carregadores, munições, colete balístico, distintivo funcional de comissário, carteira funcional da SEPOL, um canivete, um coldre de Glock e a viatura oficial Toyota Corolla, prefixo 67-2098, utilizada pelo investigado.

ATRAÍDO PARA MORRER: Milícia de Araruama enganou integrante antes de executá-lo e pode estar por trás de outras mortes

Uma denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro revela que a milícia que atua na região de Itatiquara, em Araruama, teria atraído um dos próprios integrantes para uma emboscada antes de executá-lo a tiros em plena via pública. A investigação também aponta que outros assassinatos podem estar ligados ao grupo, incluindo um possível caso de “queima de arquivo”. De acordo com a denúncia recebida pela Justiça, a vítima, Elizeu de Almeida Campina, conhecido como “Zeu” ou “Zeus”, foi morta no dia 29 de março de 2025 após ser enganada pelos próprios comparsas. Segundo o Ministério Público, minutos antes do crime, Eliomar Souza da Silva Cordeiro, o “Bimba”, telefonou para Elizeu e o convidou para uma suposta reunião destinada a esclarecer um boato. Convencido de que retornaria rapidamente para casa, Elizeu pegou emprestada a motocicleta da companheira e foi até o local combinado. Ao chegar, acabou surpreendido pelos executores. Ainda conforme a denúncia, os criminosos iniciaram uma conversa aparentemente amistosa antes de efetuarem diversos disparos de arma de fogo contra a vítima. O Ministério Público afirma que os autores estavam em superioridade numérica e utilizaram armamento de uso restrito, incluindo munições calibre 9 mm, impossibilitando qualquer reação da vítima. Para os investigadores, a execução ocorreu em razão de conflitos internos da própria organização paramilitar. A denúncia sustenta que todos os envolvidos, inclusive a vítima, integravam a chamada “milícia de Itatiquara”, grupo que, segundo o Ministério Público, era liderado pelo ex-policial militar e ex-vereador conhecido como “Egger”. De acordo com a acusação, a organização criminosa atuava sob o pretexto de oferecer segurança aos moradores, mas seria responsável por uma série de crimes, entre eles homicídios, extorsões, esbulhos possessórios, porte ilegal de armas, adulteração de veículos e coação de testemunhas. As investigações também indicam que a violência interna da organização pode ter feito novas vítimas. A decisão judicial destaca que um dos denunciados, Carlos Eduardo Dias de Oliveira dos Santos, o “Cadu”, morreu durante o andamento do processo, levando à extinção de sua punibilidade. Já em relação a Eliomar Souza da Silva Cordeiro, o “Bimba”, apontado como responsável por atrair Elizeu para a emboscada, o magistrado registra que ele está desaparecido e há indícios de que também tenha sido assassinado em um contexto de “queima de arquivo” relacionado à atuação da milícia. Até o momento, porém, sua morte ainda não foi oficialmente confirmada. Ao receber a denúncia, a Justiça também decretou a prisão preventiva dos demais acusados,, conhecidos pelos apelidos de “Egger”, “Dudu”, “Bimba” e “Jailton Caçador”. Na decisão, o magistrado. O juiz ressaltou que há indícios de participação dos réus em organização criminosa e destacou a extrema violência empregada no homicídio, considerado premeditado e praticado mediante emboscada. A decisão ainda autorizou o compartilhamento das provas com outros processos que investigam o funcionamento da milícia em Araruama e uma tentativa de homicídio atribuída ao mesmo grupo. Para o magistrado, as informações podem ajudar a esclarecer a estrutura da organização, seu modo de atuação e a possível participação de seus integrantes em outros crimes violentos registrados na região.

De homicídio, apreensão de arsenal à operação de hoje prisão em 2024′ desvendou milícia que aterrorizava Queimados. LEIA COMO FOI

Em junho de 2024, Washington Gabriel de Oliveira Rosa, o Bibi, um dos alvos da operação deflagrada nesta terça-feira pelo Ministério Público do Rio de Janeiro contra a milícia de Queimados, já havia sido preso em flagrante após ser apontado pela polícia como integrante de um grupo armado envolvido em um ataque a tiros que terminou com um homem morto e outro baleado no Centro do município. Segundo o auto de prisão em flagrante, policiais militares do 24º BPM foram acionados após receberem informações sobre disparos de arma de fogo na Avenida Doutor Pedro Jorge. Durante as buscas, os agentes localizaram um Nissan Versa preto, apontado como o veículo utilizado pelos criminosos, e realizaram a abordagem. No carro estavam Bibi e outros três comparrsas. Durante a revista, os policiais encontraram um verdadeiro arsenal: um fuzil calibre 5,56 com numeração raspada, cinco carregadores abastecidos com 135 munições, três pistolas calibre 9 mm também com numeração suprimida, 14 carregadores contendo 149 munições, um simulacro de arma de fogo, um colete balístico, outros três coletes, uma balaclava, cinco porta-carregadores, três coldres, quatro camisas semelhantes às utilizadas por policiais, dois uniformes pretos e quatro telefones celulares. Os agentes também constataram que o Nissan Versa utilizado pelo grupo possuía placa falsa e era produto de furto. De acordo com a investigação da Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança e vídeos obtidos nas redes sociais mostraram que o veículo ocupado pelos quatro suspeitos foi utilizado minutos antes para atacar ocupantes de um Citroën C3 prata, estacionado na Avenida Doutor Pedro Jorge. As gravações, segundo a autoridade policial, registraram o momento em que o Versa se aproxima por trás do carro das vítimas e seus ocupantes efetuam diversos disparos de arma de fogo. No atentado, um homem morreu e outro ficou gravemente ferido, sendo posteriormente identificado como Wesley Santos Martins, que permaneceu internado sob custódia policial por também responder por porte ilegal de arma de fogo e constituição de milícia privada. Ao analisar o caso, o juiz Pedro Ivo Martins Caruso D’Ippolito destacou que os elementos reunidos no inquérito indicavam que os quatro presos integrariam um grupo miliciano responsável por homicídios, desaparecimentos forçados, extorsões contra comerciantes e outros crimes violentos em Queimados. Na decisão, o magistrado ressaltou ainda que, além do arsenal apreendido, a polícia atribuía ao grupo a execução do homicídio ocorrido pouco antes da abordagem. Segundo o juiz, a forma de atuação dos investigados demonstrava “elevada audácia e destemor”, revelando periculosidade concreta e risco de reiteração criminosa. A operação de hoje O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou 21 pessoas por integrarem uma milícia que atuava em Queimados, na Baixada Fluminense, e requereu a prisão preventiva de 20 delas, medida deferida pela Justiça. Nesta quarta-feira (01/07), a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar, cumpre os 20 mandados de prisão, sendo cinco no sistema penitenciário, em razão de os denunciados já se encontrarem presos, e 15 em endereços localizados nos municípios de Nova Iguaçu e Queimados. Até o momento, nove mandados já foram cumpridos: cinco no sistema penitenciário e quatro nas ruas. A investigação direta do GAECO/MPRJ apontou que, em 2024, o grupo extorquiu vários comerciantes e mototaxistas, ameaçando as vítimas e cobrando semanalmente taxas de segurança. De acordo com a denúncia recebida pela Justiça, as informações foram obtidas a partir da análise do telefone celular apreendido com Washington Gabriel de Oliveira Rosa, conhecido como Bibi, preso logo após um confronto entre duas milícias que disputavam o controle da região. As mensagens revelaram que, além de planejar ataques contra grupos rivais, o grupo monitorava policiais militares. .Esta é a terceira fase da Operação Hunter. A primeira foi deflagrada em julho de 2019, e a segunda, em janeiro de 2024. O nome Hunter faz alusão, em inglês, ao objetivo da operação: dar continuidade às ações de combate ao grupo de milicianos que se autointitula “caçadores de ganso”. “Ganso” é um termo informal utilizado por criminosos para se referir a criminosos e integrantes de grupos rivais. Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa

BASTIDORES INÉDITOS: Investigação revela que acusado se casou com moradora da região para monitorar de perto Marquinho Catiri um ano antes da execução e matou o segurança dele por ter flertado com sua esposa

Relatório da Justiça obtido pela reportagem aponta detalhes inéditos dos bastidores da investigação da execução do miliciano Marquinho Catiri e de seu segurança Sandrinho em 2022. Segundo o documento, o crime foi cometido “, em uma ação cuidadosamente planejada ao longo de aproximadamente um ano.A acusação sustenta que um dos envolvidos, George, alugou uma residência estrategicamente localizada em frente ao local frequentado diariamente pela vítima e, para não despertar suspeitas, casou-se com uma moça que morava na região e passou a residir na comunidade. Do imóvel, George monitorava diariamente a rotina de Catiri, inclusive mediante a utilização de equipamentos de vigilância, até o dia da emboscada. Ainda de acordo com a acusação, cerca de doze homens participaram da execução. Após os fatos, George teria confessado à companheira não apenas sua participação na morte de Catiri, como também que efetuou pessoalmente o disparo que matou Sandrinho, afirmando ter agido, neste último caso, também por vingança, em razão de um suposto flerte da vítima com a companheira. As investigações também apontam que o crime teria sido praticado mediante promessa de recompensa. George receberia R$ 1.000.000,00 pela execução e, logo após os homicídios, recebeu de José Ricardo duas transferências de R$ 10.000,00, fugindo em seguida para São Paulo, onde continuou recebendo auxílio financeiro enquanto aguardava o pagamento prometido. Conforme apurado pela Polícia Civil, a motivação dos homicídios estaria relacionada à aproximação de Marquinhos Catiri com o contraventor Bernardo Bello, que lhe teria repassado áreas de exploração da contravenção. Segundo a investigação, essa aliança teria desagradado um grupo rival ligado ao comércio ilegal de cigarros, do qual fariam parte George e José Ricardo, dando origem ao plano para a execução de Catiri e de seu segurança, Sandrinho. A investigação reuniu informações de colaboradores e de outros procedimentos policiais no sentido de que Bernardo Bello teria arrendado parte de suas áreas de atuação para Catiri, permitindo que este passasse a explorar regiões tradicionalmente vinculadas ao grupo do contraventor. Em razão desse acordo, Catiri deixou de atuar exclusivamente como liderança miliciana e passou também a exercer atividades relacionadas à exploração da contravenção nas áreas anteriormente controladas por Bernardo Bello. Ainda de acordo com a tese acusatória, essa associação alterou o equilíbrio existente entre os grupos criminosos que disputavam o controle econômico da região.A investigação também concluiu que o grupo investigado não se limitaria aos homicídios objeto da presente ação penal. A partir das quebras de sigilo telemático e da análise dos aparelhos celulares apreendidos, a Polícia Civil afirmou ter identificado indícios da existência de uma organização criminosa voltada à prática de homicídios sob encomenda, vinculada ao comércio ilegal de cigarros e à contravenção. Segundo os investigadores, exames de confronto balístico teriam apontado que os estojos de munição recolhidos no local da execução de Catiri e Sandrinho eram compatíveis com armamentos utilizados em outros homicídios investigados pela Polícia Civil, dentre eles a morte do policial militar João Joel, em Guaratiba; de Thiago, conhecido como “F6”, em Nova Iguaçu; e de Fernando Marcos, na Tijuca. Também foram mencionadas conexões com a tentativa de homicídio envolvendo Luiz Cabral e com os conflitos posteriormente deflagrados na disputa entre grupos ligados a Bernardo Bello e ao comércio ilegal de cigarros. O bicheiro Adilsinho teve a prisão decretada por conta da morte de Catiri. Ele é apontado como mandante do crime. Outro envolvido seria o ex-PM Sem Alma

Unidos à milícia, traficantes do TCP atacaram a Muzema (CV)

O Comando Vermelho intensificou nas últimas semanas a tentativa de tomar Rio das Pedras, em Jacarepaguá mas a milicia e o Terceiro Comando Puro deram o contra-ataque. Segundo o repórter Bruno Assunção, soldados do TCP do Complexo da Serrinha e da Maré, que atualmente apoiam a milícia de Rio das Pedras, tentaram retomar, na madrugada desta segunda-feira, o controle da Muzema, no Itanhangá. . A Muzema já foi dominada pela milícia, mas passou a ser controlada pelo Comando Vermelho (CV) há algum tempo. É de lá que tem partido os bondes que atacam Rio das Pedras. Moradores relataram uma madrugada de intenso tiroteio durante a tentativa de avanço na região. Até o momento, não há informações oficiais sobre presos ou ferido O barulho dos disparos e de explosões assustou moradores de condomínios da Barra da Tijuca e do Itanhangá, que afirmaram ter ouvido a troca de tiros durante a madrugada. Em Rio das Pedras, que hoje estaria dividida, o clima continua tenso. Um morador relata que criminosos passaram pela localidade da Engenheiro Souza Filho, na altura de Rio das Pedras, gritando ‘Tropa do Urso’ e fazendo referências ao Comando Vermelho. Urso é o apelido de Edgar Alves de Andrade que também é conhecido pelos apelidos de 100 mil/Doca. Integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) do Complexo da Serrinha foram vistos reforçando a presença do grupo em Rio das Pedras, em meio às constantes disputas pelo controle territorial na Zona Oeste do Rio de Janeiro. L

Mapa da guerra: veja como estaria a situação em Rio das Pedras em meio aos confrontos entre o CV e a milicia. VEJA VIDEOS DO ULTIMO CONFRONTO

Informações que circulam nas redes sociais apontam para a atual situação na comunidade de Rio das Pedras, em Jacarepaguá, em meio aos confrontos que ocorreram nesta semana. Segundo relatos, os milicianos ainda estariam no domínio das localidades do Amparo, Rua Velha, Rio Novo, Condominio Floresta, alem do Areal 1 e 2 e Areinha e Pinheiro, inclusive cobrando taxas. Os traficantes do Comando Vermelho estariam.l no controle da Vila Caranguejo mas a facção também estaria presente em outras áreas que serviriam de passagem para o Sertão como.a Floresta, o Pinheiro e Rio Novo e Rio das Flores sendo que nestas duas últimas estariam escondidos em casas sem se expor ou atacar milicianos por receio de entregarem os esconderijos. Foi divulgado que o CV estaria presente com.as tropas do Urso da Penha, Zeus da Muzema e a equipe Caranguejo que está sendo comandada pelo ex-miliciano Kauan, que pulou para o.CV junto de outros paramilitares. Em meio a isso, traficantes do TCP teriam exibido armas dentro de Rio das Pedras em apoio aos milicianos A madrugada foi marcada por intensos tiroteios entre criminosos do CV e do TCP em Rio das Pedras. Segundo relatos de moradores ouvidos pelo repórter Bruno Assunção, os confrontos duraram cerca de quatro horas ininterruptas, com intenso barulho de disparos, explosões e gritos ao longo da madrugada. Casa de moradores foram atingidas.

Pivô de disputa em Rio das Pedras aparece em foto com principal braço de guerra do CV contra a milícia na Zona Oeste do Rio

Apontado como o pivô da recente guerra em Rio das Pedras ao pular junto a outros vários bandidos da milícia para o Comando Vermelho, Kauan de Oliveira Teles, de 26 anos, apareceu em uma foto junto ao ex-miliciano Rodney Lima de Freitas o RD, principal braço de guerra do CV na Zona Oeste carioca e líder de vários ataques contra a milícia. Recentermente, já havia circulado um vídeo em que Kauan apareceu junto a Gadernsl.e BMW, dois líderes da facção reforçando sua vinculação ao CV apesar dele ter negado em áudio. A guerra em Rio das Pedras se acirrou nas últimas semanas e tem sido marcada por sucessivos ataques do CV inclusive com o uso de drones que lançam granadas. Uma das bombas atingiu a casa de um morador mas ninguém se feriu. Os ataques do CV partem principalmente da Gardênia Azul que enfrenta sábado tenso com reação de traficantes a operação policial que deixou vários veículos sequestrados e feitos de barricadas. L

Três homens foram mortos no Recreio

Três homens foram executados na Estrada Benvindo de Novais, no Recreio. Essas três mortes pode ter ligação com a disputa pelo controle do Terreirão e pela venda de drogas na orla da praia. Há disputa entre a milicia , CV e TCP na região. Segundk relatos, um carro branco teria parado ao lado do veículo onde estavam os alvos e os ocupantes abriram fogo contra as vítimas. Pelo menos 20 tir0s foram disparados. Os dois homens que estavam nos bancos da frente eram moradores de um condomínio localizado em frente ao local do crime. Já o terceiro homem, que também estava no carro, seria apontado como integrante do ČV. Um morador relatou ter ouvido os disparos e visto o momento em que o veículo branco se aproximou e os atiradores efetuaram os tir0s. O ataque provocou pânico e correria entre moradores da região. Policiais e bombeiros chegaram rapidamente ao local para atender a ocorrência e isolar a área. O crime aconteceu na Estrada Benvindo de Novaes, via que liga o Recreio dos Bandeirantes à região das Vargens. A Polícia Civil realiza perícia no local e investiga a autoria e a motivação do ataque. Ontem informamos que o ex-miliciano Zero teria assumido o controle da comunidade e proibido cobrança de taxas.

Milicianos contra milicianos: como uma disputa interna desencadeou uma onda de violência em Magé

As redes sociais revelam os bastidores de brigas internas envolvendo integrantes da cúpula da milícia em Magé que têm sido considerada um dos fatores que contribuíram para o aumento da violência na cidade nos últimos meses.Segundo relatos, pelo menos seis lideranças passaram a confrontar diretamente André Careca, apontado como uma das principais referências do principal grupo paramilitar que age no município. . A origem da crise começa depois que o controle da milícia em Piabetá passou das mãos de Lopes para integrantes alinhados a André Careca. Com isso, diversos criminosos antigos demonstraram insatisfação. Muitos deles integravam a estrutura que, anos atrás, fazia parte da organização comandada por Wellington da Silva Braga, o Ecko, morto em 2021. Com o aprofundamento do racha, grupos que antes atuavam de forma subordinada à cúpula da milícia passaram a reclamar da falta de apoio do chamado “Quartel-General” da organização, situado em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. O enfraquecimento dessa relação contribuiu para a fragmentação do grupo em diferentes áreas da Baixada. Em Piabetá, integrantes historicamente ligados ao grupo de Lopes romperam com André Careca. O rompimento ganhou força após uma série de ataques atribuídos a aliados de Careca contra grupos comandados por Vaguinho e Hugo, que atuavam nos bairros de Suruí e Mauá. Sem condições de permanecer nas áreas que controlavam, Vaguinho e Hugo deixaram a região e buscaram apoio em São João de Meriti. Lá, teriam sido acolhidos pelo grupo liderado por Ninja, apontado como uma das principais lideranças criminosas do Morro do Pau Branco. A aliança fortaleceu os dissidentes e ampliou a capacidade de reação contra André Careca. Na sequência, os grupos liderados por Igor e Valdeck, em Piabetá, aderiram ao bloco rival e passaram a apoiar Vaguinho e Hugo na tentativa de retomar o controle de Suruí e Mauá. O conflito também atingiu o bairro da Piedade. Segundo relatos, os grupos comandados por Cebolinha e Patrick passaram a sofrer ataques frequentes atribuídos a aliados de André Careca. Apesar da pressão, eles permaneceram na região e se uniram ao grupo formado por Igor e Valdeck. A divisão interna ultrapassou as ruas e chegou ao sistema penitenciário. Informações obtidas por fontes ligadas à investigação apontam que integrantes da milícia presos na Penitenciária Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9, teriam solicitado transferências de celas por receio de represálias de criminosos ligados a alas rivais da própria organização. Com o fortalecimento do bloco formado por Igor, Valdeck, Cebolinha, Patrick, Vaguinho e Hugo, apoiados por Ninja, a disputa ganhou uma nova dimensão. Do outro lado, André Careca e seu principal aliado, conhecido como TH Sem Alma, passaram a buscar reforços para sustentar o controle territorial. Segundo relatos de fontes do submundo e informações compartilhadas entre investigadores, André Careca e TH Sem Alma teriam estabelecido uma aproximação com traficantes da Vila do João, no Complexo da Maré. A aliança teria garantido o envio de homens armados e armamentos para reforçar posições nos bairros de Suruí e Mauá. A suposta parceria provocou forte reação dentro da própria milícia. Diversos integrantes teriam discordado da aproximação com criminosos ligados ao tráfico de drogas, tradicional rival dos grupos paramilitares em diversas regiões do estado. De acordo com relatos obtidos pela reportagem, alguns desses milicianos teriam sido submetidos ao chamado “tribunal do crime” após questionarem a aliança. Há informações de que integrantes considerados dissidentes foram executados por ordem de lideranças ligadas a TH Sem Alma. Essas informações, entretanto, ainda dependem de confirmação oficial das autoridades. Paralelamente, a chamada Tropa do César teria se unido ao grupo de André Careca em operações destinadas a consolidar o controle de áreas próximas à Baía de Guanabara. O objetivo seria criar um corredor territorial contínuo sob domínio dos aliados de Careca. Enquanto isso, os rivais buscaram alianças próprias. Um acordo de não agressão entre integrantes do Complexo de Santa Lúcia e os grupos liderados por Igor e Valdeck teria ampliado ainda mais a complexidade do conflito. Atualmente, a guerra entre os grupos de André Careca e TH Sem Alma e o bloco formado por Igor, Valdeck, Cebolinha, Patrick, Vaguinho, Hugo e seus aliados continua ativa em diferentes pontos de Magé. Ataques armados, emboscadas e homicídios têm sido registrados com frequência, evidenciando uma disputa que deixou de ser apenas uma divergência interna e se transformou em uma guerra aberta pelo controle de territórios, rotas e fontes de arrecadação criminosa.

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