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MILICIA

Quem é o miliciano pivô do caso que levou três PMs à prisão na Zona Oeste suspeitos de tentar facilitar sua fuga

O miliciano que teve a fuga supostamente facilitada por policiais militares na Zona Oeste do Rio, em um episódio que terminou com a prisão de três PMs, é uma figura antiga da maior organização paramilitar do estado. Marcos Paulo Rodrigues Júnior, conhecido como Orelha, integra há anos a estrutura da milícia que foi liderada por Wellington da Silva Braga, o Ecko, morto em 2021 durante uma operação policial. Segundo investigações da Polícia Civil e do Ministério Público, Orelha atuava na região de Campo Grande e era apontado como um dos responsáveis pela cobrança das chamadas “taxas de segurança” impostas a comerciantes e ambulantes. Seu nome apareceu nas investigações ainda em 2017, durante uma operação contra cobradores da milícia que terminou em troca de tiros. Na ocasião, policiais prenderam integrantes do grupo e apreenderam celulares que continham conversas, registros de monitoramento de viaturas e referências diretas à atuação de Orelha. A análise do material, somada a interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, levou os investigadores à conclusão de que ele participava ativamente da arrecadação de dinheiro para a organização criminosa. Embora não mantivesse contato direto com Ecko, depoimentos prestados ao longo da investigação indicaram que Orelha integrava a cadeia hierárquica da milícia, subordinado às lideranças regionais responsáveis por repassar as determinações da cúpula. Policiais que atuaram no caso afirmaram que ele era uma figura conhecida dentro da organização e chegou a ser apontado como alguém com perfil de liderança local após o afastamento de chefes que atuavam em Campo Grande. A defesa negou qualquer ligação de Orelha com a milícia e alegou que ele trabalhava como entregador de água, sustentando que as cobranças mencionadas pela investigação se referiam apenas ao recebimento de pagamentos de clientes. A versão, porém, foi rejeitada pela Justiça, que considerou os depoimentos dos policiais, as interceptações telefônicas e os demais elementos reunidos na investigação suficientes para comprovar sua participação na organização paramilitar. Ao final do processo, Marcos Paulo Rodrigues Júnior foi condenado por integrar a milícia de Ecko a 6 anos, 2 meses e 20 dias de prisão em regime fechado. A confusão Policiais militares do Regime Adicional de Serviço (RAS), lotados no 40º BPM (Campo Grande), foram presos em flagrante após uma suposta tentativa de facilitar a fuga de Orelha em frente à 35ª DP (Campo Grande), na Zona Oeste do Rio. Segundo o registro da ocorrência, agentes da Polícia Civil perceberam uma movimentação suspeita em frente à delegacia e identificaram que Orelha havia deixado uma das viaturas da PM, passando a caminhar livremente ao lado de outro homem. Ainda de acordo com a investigação, um policial civil determinou que os envolvidos parassem. Neste momento, um dos suspeitos correu em direção à Avenida Maria Teresa e tentou escapar. Houve perseguição e até disparos de fuzil para tentar impedir a fuga. Imagens das câmeras de monitoramento da delegacia teriam registrado uma suposta troca de presos dentro da viatura policial. A suspeita é que o homem inicialmente custodiado tenha sido substituído por outra pessoa momentos antes da entrada na unidade. Orelha acabou sendo recapturado e levado de volta à delegacia. Três policiais militares foram presos em flagrante por suspeita de participação no episódio. A Polícia Civil investiga agora as circunstâncias da suposta tentativa de resgate e a eventual participação de outros envolvidos no caso.

Ex-miliciano expulso que deu entrevista acusando chefão de várias mortes anuncia que está a frente do Terreirão e proibiu taxas

Depois de ser expulso da maior milicia do Estado do RJ e aparecer em uma entrevista para a TV Record acusando o chefão PL de várias mortes na Zona Oeste, o criminoso conhecido como Zero pode estar de frente agora da comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes. Uma postagem que circula nas redes sociais diz que a Tropa do Zero teria assumido a localidade e que as cobranças de taxas estariam proibidas. Existe a suspeita que ele teria aderido ao Comando Vermelho.. O Terreirão vem sofrendo há tempos com disputas entre o CV, TCP e milicia com várias mortes, a última delas de um casal em que a mulher estava grávida. RELEMBRE: https://www.fatospoliciais.com.br/entrevista-bombastica-ex-miliciano-expulso-do-maior-grupo-paramilitar-do-rj-acusa-chefao-de-varios-homicidios-e-disse-que-nao-vai-se-entregar-enquanto-ele-nao-for-preso-vou-guerrear-com-ele-ele/

Guerras entre milícias e co o CV espalham terror por Magé que tem sequência de homicídios

A região de Suruí, em Magé, vive clima de terror nos ultimos meses e tem sequência de homicídios. Relatos ainda de abril. apontam que integrantes da chamada “milícia do André Careca” voltaram a circular pelo bairro, fortemente armados, inclusive com fuzis. Segundo moradores, o grupo tem intimidado a população e estaria envolvido em assaltos e roubos de carga na região. A presença constante desses criminosos tem gerado tensão e insegurança entre quem vive no local. Autoridades devem intensificar o patrulhamento para coibir a ação do bando. Esse grupo está em guerra também com milícias rivais e o Comando Vermelho que acontece a todo vapor na cidade um lado aplica ataques no outro há qualquer hora do dia. No último fim de semana,,dois homens foram mortos. Um carro foi alvo de diversos disparos na noite de domingo e os dois ocupantes foram atingidos durante o ataque. Uma das vítimas, conhecida como “Patola”, morreu no local. Já Juliano, que havia sido socorrido em estado grave, não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias. Segundo relatos de moradores, o miliciano conhecido como “Macarrão” teria sido visto dando fuga aos autores do ataque durante a madrugada. Dias antes, um mototaxista foi morto a tiros no ponto onde trabalhava, na entrada de Suruí.. O crime gerou forte repercussão entre moradores da região. Segundo relatos obtidos, homens apontados por moradores como integrantes de um grupo de milicianos que atuam na área, estariam sendo citados nas denúncias encaminhadas às autoridades, entre eles André Careca, Macarrão, Anjinho e Sem Alna Em maio, dois homens identificadus comoAndré e Marcelo foram executados Segundo informações preliminares, ambos seriam ligados ao grupo do miliciano conhecido como “André Careca”. 🚨🚨 Dois homens foram mortos a tiros na noite desta quinta-feira (07) no bairro de Suruí, em Magé. As vítimas foram identificadas apenas como André e Marcelo. Segundo informações preliminares, ambos seriam ligados ao grupo do miliciano conhecido como “André Careca”.

Escuta mostra plano conjunto da milícia e do TCP de invadir a Vila Kennedy (CV)

Uma escuta telefônica feita pela DRACO revela plano conjunto de milicianos e traficantes do Terceiro Comando Puro de invadirem a Vila Kennedy, área do Comando Vermelho na Zona Oeste do Rio. Ña gravação, um suposto miliciano falou sobre o fato: “Os caras da Aliança (Vila Aliança) vão invadir a VK (Vila Kennedy) e eu vou botar minha cara” Acesse o.link e ouça. https://twitter.com/bnn_oficiall/status/2069916512991736193/video/2 A interceptação faz parte da investigação que resultou em uma operação hoje qcontra dois dos principais operadores de uma narcomilícia com atuação em Rio das Pedras, Catiri e Catonho, na Zona Oeste do Rio. A ação tem como objetivo cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra criminosos responsáveis pela cobrança de taxas extorsivas impostas a moradores e comerciantes, além da articulação de ações armadas voltadas à expansão territorial da organização criminosa. Um dos alvos foi capturado enquanto estava escondido em Rio das Ostras. As investigações apontaram que os dois alvos ocupavam posições estratégicas de liderança na estrutura da da narcomilícia. Além disso, ambos exerciam a função de “puxadores de guerra”, sendo responsáveis por comandar ofensivas armadas, confrontos e invasões territoriais contra grupos rivais, além de garantir a manutenção do domínio territorial da organização. O preso em Rio das Ostras é apontado como um dos principais integrantes do braço armado da narcomilícia, com atuação direta na mobilização de criminosos para confrontos e disputas por território em áreas de interesse do grupo. De acordo com as apurações, a organização criminosa mantém uma aliança com integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), utilizando essa parceria para ampliar seu poder bélico, consolidar territórios já dominados e avançar sobre áreas controladas pela facção rival Comando Vermelho. O segundo alvo, que teve também teve o mandado de prisão cumprido, foi preso em abril de 2026 na comunidade Santo Cristo, no bairro Fonseca, em Niterói, com uma arma de fogo e uma granada. Na ocasião, ele foi capturado no momento em que realizava uma ofensiva contra criminosos rivais, acompanhado de comparsas ligados ao TCP, oriundos da Vila do João, no Complexo da Maré. A investigação teve início em setembro de 2025, após uma ação da Draco na Estrada do Cafundá, na Taquara, que resultou na prisão de integrantes ligados à estrutura criminosa. Na ocasião, foram apreendidos dinheiro em espécie, celulares, uma pistola e um veículo clonado, posteriormente identificado como roubado.A partir das diligências de inteligência e da análise de dados telemáticos, os policiais mapearam a cadeia de comando da organização. Os elementos reunidos revelaram diálogos explícitos sobre cobranças diárias, divisão territorial, movimentação de equipes e alinhamento entre operadores financeiros e criminosos armados, evidenciando uma estrutura criminosa altamente organizada, violenta e financeiramente robusta. As investigações continuam para desarticular toda a estrutura criminosa.

“Somos milícia raiz.. Não gostamos de droga não”. Áudio de supostos milicianos de Rio das Pedras contradiz investigação da Polícia Civil sobre aliança com o TCP. OUÇA

Em meio às investigações da Polícia Civil que apontam uma aliança entre a narcomilícia de Jacarepaguá e traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP), um áudio atribuído a integrantes da quadrilha que atua em Rio das Pedras passou a circular nas redes sociais negando qualquer associação com a facção criminosa. A DRACO faz uma operação hoje contra esse suposto pacto entre as quadrilhas. “Tem essa palhaçada aqui não. Essa história de Terceiro, a gente não tem boca de fumo aqui não. Nós não gostamos de droga. A gente é milícia raiz”, diz a gravação atribuída a criminosos que estariam à frente do grupo paramilitar na comunidade. A declaração surge em meio à guerra provocada pela deserção do ex-miliciano Kauan de Oliveira Teles, de 26 anos, apontado pelas investigações como uma das lideranças da ofensiva do Comando Vermelho em Rio das Pedras. Segundo a Polícia Civil, ele é acusado de recrutar antigos integrantes da milícia, oferecendo pagamentos semanais para que abandonem o grupo paramilitar e passem a atuar pela facção. Após a ruptura, a milícia de Rio das Pedras passou a ter como principais frentes criminosos conhecidos pelos apelidos de Labareda e Catolé. No áudio que circula nas redes sociais, um dos interlocutores chega a chamar Kauan de “filho da p…”. Segundo apuração do repórter Bruno Assunção, a chamada “Tropa do Caranguejo”, liderada por Kauan e apoiada pelos chefes do Comando Vermelho conhecidos como Gardenal e BMW, ocupa há pelo menos uma semana a localidade do Caranguejo, no Areal de Rio das Pedras. Vídeos divulgados pelos próprios criminosos mostram homens armados circulando pela região e afirmando que antigos pontos controlados pela milícia foram abandonados. Por conta da guerra, tês chefes da milícia foram transferidos para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino, conhecida como Bangu 1, após a Secretaria de Administração Penitenciária identificar indícios de comunicação ilegal dentro do sistema prisional. Entre os transferidos está Gerlan Anacleto de Oliveira, apontado por investigações como um dos líderes da milícia de Rio das Pedras e irmão de Kauan, . A suspeita é de que a comunicação ilegal tenha relação direta com a guerra pelo controle da comunidade. A medida foi adotada um dia após 19 milicianos deixarem o grupo criminoso e supostamente passarem a atuar ao lado do Comando Vermelho (CV) na disputa por territórios em Rio das Pedras, na Zona Sudoeste. Nas redes sociais, circulam imagens que indicariam que os detentos realizavam chamadas de vídeo de dentro da prisã Moradores relatam que a guerra tem provocado um êxodo silencioso de integrantes do grupo paramilitar e de familiares. Caminhões de mudança são vistos diariamente na comunidade e, segundo relatos, antigos milicianos que aderiram ao Comando Vermelho conhecem os esconderijos, rotinas e endereços dos ex-aliados, aumentando o clima de medo. Moradores afirmam que estão encurralados pela disputa e rejeitam tanto a milícia quanto o tráfico. “A gente não quer tráfico e nem milícia. Só queremos viver em paz”, desabafou um morador. Além da violência, moradores denunciam cobranças ilegais e extorsões praticadas pelos grupos criminosos. As reclamações incluem taxas de segurança, cobranças abusivas de gás, condomínio e valores exigidos de comerciantes para que possam continuar trabalhando. Também há denúncias sobre o corte de serviços de internet regularizados para forçar a contratação de empresas ligadas ao crime organizado. “Estamos abandonados. Precisamos de socorro. Não temos liberdade nem para escolher os serviços que usamos”, relatou uma moradora. Enquanto o áudio tenta sustentar a imagem de uma “milícia raiz”, sem ligação com o tráfico, uma operação realizada nesta terça-feira pela Draco reforçou as suspeitas da Polícia Civil sobre a aproximação entre a narcomilícia e o TCP. As investigações apontam que integrantes do grupo utilizam a parceria com traficantes da facção para ampliar o poder bélico, consolidar territórios e enfrentar o Comando Vermelho. A operação teve como alvo dois integrantes considerados “puxadores de guerra” da organização criminosa, responsáveis por comandar ataques, invasões e cobranças extorsivas contra moradores e comerciantes. Um dos criminosos foi preso em Rio das Ostras. O outro já havia sido capturado em abril deste ano em Niterói, quando foi encontrado com uma arma de fogo e uma granada enquanto participava de uma ofensiva ao lado de comparsas ligados ao TCP oriundos da Vila do João, no Complexo da Maré. e acordo com as apurações, a organização criminosa mantém uma aliança com integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), utilizando essa parceria para ampliar seu poder bélico, consolidar territórios já dominados e avançar sobre áreas controladas pela facção rival Comando Vermelho. A investigação teve início em setembro de 2025, após uma ação da Draco na Estrada do Cafundá, na Taquara, que resultou na prisão de integrantes ligados à estrutura criminosa. Na ocasião, foram apreendidos dinheiro em espécie, celulares, uma pistola e um veículo clonado, posteriormente identificado como roubado. A partir das diligências de inteligência e da análise de dados telemáticos, os policiais mapearam a cadeia de comando da organização. Os elementos reunidos revelaram diálogos explícitos sobre cobranças diárias, divisão territorial, movimentação de equipes e alinhamento entre operadores financeiros e criminosos armados, evidenciando uma estrutura criminosa altamente organizada, violenta e financeiramente robusta. As investigações continuam para desarticular toda a estrutura criminosa.

Milícia e política: assessor da Câmara do Rio teria tentado esconder miliciano baleado após confronto com a polícia na Zona Oeste

Um processo sigiloso que tramita na Justiça do Rio aponta que um assessor da Câmara Municipal do Rio de Janeiro teria atuado para proteger um miliciano ferido em confronto armado com policiais civis, em um episódio que teria envolvido a tentativa de ocultação de atendimento médico em uma unidade de saúde da Zona Oeste carioca. Segundo a denúncia, o caso ocorreu na madrugada de 15 de maio de 2024, na UPA Césarão, em Santa Cruz. O homem atendido na unidade seria integrante de uma milícia armada e teria participado de uma tentativa de homicídio contra policiais civis durante um confronto armado ocorrido dias antes, na mesma região. Suspeita de ocultação de atendimento e fraude em registro médico De acordo com o Ministério Público, funcionários da unidade de saúde teriam omitido dados de identificação do paciente no Boletim de Atendimento Médico, de forma deliberada, para impedir sua correta identificação pelos órgãos de segurança pública. A acusação aponta que o assessor parlamentar teria utilizado sua influência política para intermediar o atendimento e garantir que o paciente fosse atendido sem o registro completo de identificação, o que, segundo o MP, teria dificultado a atuação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), responsável por investigar o caso. Miliciano teria participado de ataque contra policiais O homem atendido na UPA é descrito na investigação como integrante de uma milícia que atua na região de Santa Cruz e suspeito de envolvimento direto em uma tentativa de homicídio contra policiais civis durante confronto armado. Para o Ministério Público, a suposta omissão de dados no atendimento médico teria tido como objetivo impedir que o investigado fosse imediatamente localizado e identificado pelas forças de segurança, interferindo em uma linha de investigação em andamento. MP aponta uso de influência política A denúncia sustenta que o assessor parlamentar teria atuado como intermediário utilizando sua posição institucional para facilitar a supressão de informações no registro hospitalar, o que teria resultado em atendimento sem identificação formal do paciente. Segundo o Ministério Público, a conduta indicaria possível uso de influência política para beneficiar indivíduo investigado por crime grave, em contexto de confronto armado entre agentes do Estado e grupos paramilitares. Acusações e andamento do processo O Ministério Público enquadrou os fatos, em tese, como falsidade ideológica e favorecimento pessoal, apontando que a conduta teria dificultado a atuação policial em investigação envolvendo organização paramilitar armada. A denúncia foi apresentada à Justiça, que agora vai decidir se recebe a ação penal e se o assessor se torna réu no processo. O caso segue sob sigilo parcial e em fase inicial de análise judicial.

Ex-milicianos que pularam para o CV foram mortos em tiroteio com a PM em Rio das Pedras

Policiais do 18°.BPM prenderam quatro criminosos e apreenderam um adolescente durante ação na comunidade Rio das Pedras. Na ação, foram arrecadados dois fuzis, duas pistolas, munições e granadas caseiras. Três dos presos ficaram feridos e foram socorridos mas não resistiram. Segundo relatos, os três mortos estariam no grupo de quase 20 milicianos que teriam pulado para o Comando Vermelho São eles Farol, Duduzinho e Solteiro.

Ex-miliciano expulso que foi para o CV é acusado de homicídio e de planejar morte de PM na Zona Oeste do Rio

Um homem apontado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro como ex-integrante de milícia, expulso do grupo após conflitos internos e posteriormente ligado ao Comando Vermelho (CV), é investigado por envolvimento em um homicídio e por suposto planejamento da morte de um policial militar na Zona Oeste do Rio. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e motivou pedido de quebra de sigilo telefônico e telemático, incluindo dados de geolocalização por Estações Rádio Base (ERBs), para reconstrução da dinâmica do crime. Segundo a representação enviada à Justiça, o homicídio ocorreu no dia 22/03/2026, no interior de uma residência e oficina localizada no bairro de Cosmos, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A vítima, identificada como Cláudio Marcelo, foi executada por disparos de arma de fogo. A dinâmica inicial apurada aponta que um veículo Fiat Argo de cor cinza-chumbo chegou ao local, momento em que ao menos três indivíduos participaram da ação criminosa. Um dos ocupantes desembarcou e efetuou os disparos, enquanto os demais deram apoio na fuga, que ocorreu com o atirador entrando no banco traseiro do veículo. As diligências e depoimentos colhidos pela investigação indicam como principal suspeito o nacional identificado como Gustavo, que teria histórico de atuação em milícia na região. De acordo com os autos, Gustavo teria sido expulso do bairro por integrantes da organização criminosa local após desavenças financeiras e envolvimento em golpes contra moradores. Após esse rompimento, ele teria passado a se aproximar da facção criminosa Comando Vermelho (CV), passando a circular armado com fuzis e a atuar em incursões e extorsões na região. Ainda segundo testemunhas ouvidas, no período dos fatos, o investigado teria retornado ao bairro com o objetivo inicial de executar um policial militar com quem mantinha desavenças antigas. O alvo principal, no entanto, não foi localizado. Na sequência, a vítima Cláudio Marcelo teria sido identificada como estando sozinha no local do crime, após publicar em status de aplicativo de mensagens que se encontrava em casa. Diante disso, o investigado teria se dirigido ao endereço e consumado o homicídio. A autoria é reforçada, segundo a investigação, por elementos adicionais, incluindo uma suposta confissão informal registrada em áudio de visualização única enviado à testemunha Edson. No conteúdo, o investigado teria dito: “Viu o que eu fiz com o seu amigo, eu quero o dinheiro”. A investigação também aponta que o caso não se limita ao homicídio, mas integra um contexto mais amplo de atuação criminosa envolvendo disputas locais, histórico de expulsão de grupos paramilitares e posterior associação com facção criminosa. No pedido judicial, a Polícia Civil afirma que a apuração precisa agora ser complementada por prova técnica, especialmente para confirmar a presença do investigado e de eventuais comparsas na cena do crime, bem como delimitar o perímetro percorrido pelo grupo antes, durante e após a execução. Por isso, foi solicitada a quebra do sigilo de dados telefônicos e telemáticos do número atribuído ao investigado, com a obtenção de dados cadastrais, histórico de chamadas, IMEI, IMSI e registros de ERB. O pedido abrange o período das 06h00 às 23h59 do dia 22/03/2026, intervalo considerado suficiente para cobrir a fase de preparação, execução e fuga do crime. Segundo a representação, a medida é necessária diante da volatilidade dos dados telemáticos e do risco de perda de informações junto às operadoras, além do fato de o investigado permanecer foragido e supostamente vinculado a grupo criminoso armado. A Polícia Civil destaca ainda que o conjunto de elementos reunidos — incluindo depoimentos, histórico de conflitos, informações de investigação e o áudio atribuído ao investigado — indica a necessidade de aprofundamento técnico da apuração. O pedido foi fundamentado no artigo 5º, inciso XII, da Constituição Federal, na Lei nº 9.296/1996 e na Lei nº 12.830/2013, além de entendimento consolidado dos tribunais superiores sobre a utilização de dados de ERB como meio de prova em crimes graves. O caso segue em análise pela Justiça do Rio de Janeiro.

MILICIANO DIZ EM ÁUDIO QUE BUSCOU APOIO DO CV PORQUE QUERIAM COLOCAR TCP EM RIO DAS PEDRAS MAS AFIRMOU QUE CONTINUA NO GRUPO PARAMILITAR E COBRANDO TAXAS

Circula nas redes sociais um áudio atribuído a um criminoso conhecido como Kauan, apontado como integrante da milícia de Rio das Pedras e suspeito de participação na atual escalada de violência na comunidade. Na gravação, ele afirma ter buscado apoio do Comando Vermelho (CV) após um suposto movimento interno da milícia para se alinhar ao Terceiro Comando Puro (TCP), mas nega ter deixado completamente a estrutura miliciana. No áudio, o homem diz que a decisão de procurar apoio do CV teria sido motivada por divergências internas, especialmente pela tentativa de aproximação da milícia com o TCP dentro da comunidade. Ao mesmo tempo, ele afirma que continua atuando em Rio das Pedras e reforça que ainda se considera integrante da milícia, indicando um cenário de ruptura parcial e conflito interno entre os próprios grupos armados. Segundo o conteúdo da gravação, há relatos de que integrantes da milícia estariam se dividindo após mudanças de alinhamento e disputas de poder. Em meio a esse cenário, circulam informações extraoficiais de que ao menos 19 criminosos teriam deixado o grupo paramilitar nos últimos dias, migrando para o Comando Vermelho. O homem também afirma que a intenção seria conter a escalada de violência na comunidade, alegando que a disputa entre grupos rivais estaria atingindo moradores inocentes. Ainda assim, a gravação revela contradições, já que ele admite a continuidade de práticas de controle territorial e cobrança de valores ilegais na região. “Quem tiver pagando para os caras, a gente vai pegar”, diz o suposto criminoso no áudio, em referência à disputa pelo controle das cobranças na comunidade. Em outro trecho, ele afirma que moradores não deveriam mais pagar taxas a antigos operadores do esquema. Segundo relatos atribuídos ao mesmo áudio, a cobrança de valores continuaria, incluindo serviços como internet e outras taxas impostas a moradores, agora sob nova configuração de poder dentro da comunidade. Ele disse que tem que pagar na sua mão. Uma outra versão que circula, no entanto, é que Kauan teria cometido um vacilo dentro da comunidade (supostamente matado dois inocentes) e iria ser cobrado por conta disso. Para não sofrer punições, ele pulou para o CV, abandonando o próprio irmão Gerlan que está preso e continuaria na milícia. Circulam fortes rumores de que Kauan estava jurado de morte e seria executado assim que caísse no tribunal. Seu irmão Gerlan, que está preso, seria o responsável por defendê-lo. Apesar do desentendimento com outros milicianos que teria motivado Kauan a pular, não há atrito direto entre ele e o irmão. No entanto, a situação pode gerar um racha dentro da cadeia: Gerlan pode ser pressionado a abandonar a milícia para fica do lado do irmão, correndo o risco de ser morto na prisão por “fechar” com Kauan. Outra possibilidade é uma guerra interna entre a família, caso Gerlan decida continuar na milícia. Milicianos já estariam em contato com Gerlan, e existe a possibilidade de que outros membros da milícia também pulem caso Gerlan mude de bandeira dentro do sistema prisional. Escutem o áudio https://twitter.com/bnn_oficiall/status/2068117956098240556/video/1 INFLUENCIA DA FACÇÃO De acordo com o jornalista Bruno Assunção, parte de Rio das Pedras já estaria sob influência do Comando Vermelho após um racha interno na milícia que historicamente domina a região. De um lado, estaria um grupo alinhado ao CV, supostamente ligado a Kauan. Do outro, permanece uma ala associada ao TCP, com lideranças criminosas conhecidas como Taillon e Macaquinho. Em meio à disputa, Rio das Pedras voltou a registrar uma sequência de confrontos armados, com intensos tiroteios e episódios de violência em dias consecutivos. Considerada o principal reduto da milícia na Zona Sudoeste, a comunidade enfrenta uma escalada da guerra pelo controle territorial. O Comando Vermelho já exerce influência sobre comunidades estratégicas do entorno, como Cidade de Deus, Gardênia Azul, Muzema, Morro do Banco e Tijuquinha. O avanço tem como objetivo consolidar um corredor territorial na Zona Oeste do Rio, ampliando o domínio sobre áreas de circulação e atividades econômicas ilegais. NOVAS EXTORSÕES Moradores também relatam o surgimento de novas formas de extorsão durante a disputa. Entre elas, a chamada “taxa da caixa d’água”, em que criminosos monitorariam residências para contabilizar o número de reservatórios e cobrar valores por unidade. Segundo relatos, o controle seria feito com uso de drones e observação de pontos altos das comunidades, com cobrança estimada em R$ 50 por caixa. Além disso, moradores afirmam que seguem submetidos a cobranças por serviços como energia, água, gás e internet, em um cenário de vigilância constante, intimidação e pressão econômica exercida por grupos armados. Em meio ao conflito, circulam ainda mensagens indicando possível retaliação contra integrantes da milícia. Publicações atribuídas ao Comando Vermelho afirmam que adversários estão sendo monitorados com uso de drones e vigilância contínua. Na última quinta-feira, um homem apontado como cobrador da milícia, identificado como Bryan, foi baleado no Anil e morreu. Mesmo sob pressão, a milícia também tenta reagir e manter articulação. Um print que circulou nas redes sociais mostra supostos integrantes do grupo, incluindo lideranças presas em Bangu 9 — a Penitenciária Bandeira Stampa, no Complexo de Gericinó — participando de uma chamada de vídeo com aliados em liberdade. A imagem, posteriormente apagada, indica segundo relatos que a comunicação entre lideranças presas e membros em atuação nas comunidades continua ativa. A unidade é considerada de segurança máxima e abriga, em tese, presos sem vínculo com facções criminosas, além de milicianos e ex-agentes de segurança.

Foi a partir de alerta de banco que polícia descobriu esquema milionário de lavagem de dinheiro da milícia do Catiri

Enquanto a operação da Polícia Civil contra a milícia do Catiri, em Bangu, já repercutiu em diversos veículos de imprensa, documentos judiciais obtidos pela reportagem revelam com mais profundidade como funcionava a estrutura financeira montada pelo grupo para lavar dinheiro e ocultar a origem ilícita dos recursos. O esquema, segundo as investigações, combinava fraudes bancárias, empresas de fachada, uso de laranjas e uma complexa rede de movimentação de valores destinada a dar aparência de legalidade a recursos obtidos por meio de crimes. As apurações começaram a partir de uma comunicação do Banco Santander, que identificou irregularidades em uma agência no Rio de Janeiro envolvendo a abertura de contas com documentação falsa e concessão indevida de crédito. O caso, inicialmente tratado como fraude bancária, revelou um prejuízo estimado em mais de R$ 5,2 milhões e serviu como ponto de partida para a descoberta de uma estrutura criminosa mais ampla. Segundo a investigação, o grupo atuava de forma organizada e permanente, com divisão clara de funções e forte integração entre pessoas físicas e jurídicas. No topo da estrutura estaria o chamado núcleo central, responsável por coordenar toda a engrenagem: criação de empresas, definição de operadores, controle indireto de contas bancárias e direcionamento dos fluxos financeiros. Esse núcleo seria formado por investigados que, segundo os autos, concentravam o poder decisório e a articulação estratégica do esquema. Abaixo dele, um núcleo operacional-financeiro executava as fraudes bancárias. Esse grupo era responsável por abrir contas em instituições financeiras utilizando documentos falsos ou adulterados, inserir dados ideologicamente inverídicos e viabilizar a contratação de linhas de crédito que, posteriormente, eram descumpridas de forma deliberada. Em diversos casos, o mesmo grupo operava múltiplas contas e empresas simultaneamente, criando uma malha de circulação artificial de recursos. Outro eixo fundamental da engrenagem era formado pelos chamados “testas de ferro”. Pessoas sem capacidade econômica compatível apareciam formalmente como sócios ou administradores de empresas utilizadas nas operações. Segundo os investigadores, essas pessoas eram usadas para ocultar os reais beneficiários das estruturas empresariais e dificultar o rastreamento patrimonial. Já o núcleo de circulação e pulverização de valores tinha como função fragmentar os recursos ilícitos. O dinheiro era transferido entre diversas contas de pessoas físicas e jurídicas interligadas, muitas vezes em pequenas quantias fracionadas, estratégia conhecida por dificultar a detecção por sistemas de controle financeiro. Após essa etapa, os valores retornavam ao sistema bancário com aparência de origem lícita, fechando o ciclo da lavagem. Relatórios de inteligência financeira do COAF e análises do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) identificaram movimentações incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos investigados, além de padrões repetitivos de transferências entre empresas ligadas entre si e contas utilizadas exclusivamente para trânsito de valores. As investigações também apontam o uso recorrente de empresas de fachada em diferentes setores da economia, muitas delas sem atividade operacional real, registradas em endereços inexistentes, residenciais ou compartilhados entre múltiplas pessoas jurídicas. Em vários casos, os mesmos sócios apareciam vinculados a diferentes empresas, todas movimentando valores expressivos sem lastro econômico compatível. Outro ponto destacado pelos investigadores é o uso de operações em espécie e transações fracionadas, estratégia considerada típica de estruturas de lavagem de dinheiro, voltada a evitar mecanismos automáticos de controle e comunicação obrigatória ao sistema financeiro. Para a Polícia Civil e para os órgãos de controle financeiro, o conjunto de elementos revela uma engrenagem criminosa altamente estruturada, com divisão de tarefas, atuação coordenada e mecanismos sofisticados de ocultação patrimonial. O esquema, segundo os autos, não se limitava a fraudes isoladas, mas funcionava como um sistema integrado de circulação e dissimulação de recursos ilícitos dentro do sistema financeiro formal.

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