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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Peixão teria proibido campanha política no Complexo de Israel (TCP)

O traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, apontado como chefe do Terceiro Comando Puro (TCP) e do Complexo de Israel, teria determinado a proibição de qualquer tipo de campanha política nas comunidades sob domínio da facção. A informação é do jornalista Bruno Assunção. Segundo informações obtidas pela repórter, candidatos e cabos eleitorais estão proibidos de fazer panfletagem ou divulgar materiais de campanha nas áreas controladas pelo grupo criminoso. Só pode fazer campanha quem tiver autorização de peixão. A determinação também foi comemorada nas redes sociais por um dos seguranças de Peixão, que publicou uma mensagem festejando a proibição de propagandas políticas nas favelas. A ordem confirma o nível de controle territorial exercido pelo tráfico, que passa a interferir até mesmo na circulação de candidatos e na realização de atividades políticas dentro das comunidades. Recentemente, o deputado estadual.Val do Ceasa teve sua candidatura embargada pelo TRE-RJ..Ele é investigado por suposto envolvimento com Peixão por ter interferido ĵunto às autoridades para que o resort construído pelo criminoso não fosse demolido.

De laranja a um dos líderes da milícia de Rio das Pedras: a trajetória de paramilitar preso ontem no RJ

De homem usado como laranja para movimentar dinheiro do crime a integrante apontado como um dos nomes de liderança da milícia de Rio das Pedras. Essa foi a trajetória de Fabrício Ferreira Godoi, preso ontem por agentes da Polícia Civil do Rio. O nome de Godoi surgiu nas investigações que deram origem à Operação Intocáveis, responsável por revelar, no final da década passada, a complexa estrutura criminosa que dominava Rio das Pedras e transformava a exploração ilegal de serviços e outras atividades clandestinas em uma verdadeira fonte de renda para o grupo paramilitar. Na época, Fabrício era associado a um dos principais integrantes da organização, conhecido pelo vulgo Fininho. Segundo as investigações, ele atuava como uma espécie de operador financeiro do esquema, disponibilizando sua conta bancária pessoal para o recebimento de valores provenientes das atividades criminosas da quadrilha. A movimentação tinha um objetivo claro: ocultar e dissimular a origem ilícita do dinheiro, dificultando o rastreamento dos recursos pelas autoridades. Ciente da procedência dos valores, Fabrício chegou a receber em sua própria conta bancária cerca de R$ 50 mil, quantia apontada nas investigações como proveniente das atividades criminosas da organização. Mas a participação de Godoi no universo da milícia não teria ficado restrita à movimentação financeira. Anos depois, seu nome voltou a aparecer em uma investigação que revelou sua proximidade com integrantes da cúpula do grupo paramilitar. Em 2022, Fabrício foi flagrado em uma reunião envolvendo nomes de peso da milícia de Rio das Pedras e de outras comunidades da Zona Oeste. Entre os participantes estava André Silva Loback, o André Careca, apontado naquele momento como um dos principais líderes da milícia que atuava em Rio das Pedras e responsável diretamente pelas atividades criminosas da organização nas localidades conhecidas como Areal 2 e Floresta. Também participava do encontro Bruno Rodrigues Guarany de Carvalho, o Skank, apontado na época como chefe da milícia na comunidade da Muzema. Os integrantes presentes mantinham ainda vínculos com Edmilson Gomes Menezes, o Macaquinho, nome histórico da milícia do Fubá e do Campinho, que durante anos exerceu forte influência sobre as atividades criminosas da região. A reunião expunha, segundo as investigações, a existência de uma rede de relações entre diferentes núcleos da milícia na Zona Oeste do Rio, da qual Fabrício fazia parte. conder dinheiro do crime havia, portanto, avançado dentro da estrutura criminosa e passado a circular entre integrantes de sua cúpula. Fabrício Ferreira Godoi foi localizado e capturado por agentes da 21ª DP (Bonsucesso) em um apartamento de luxo na Freguesia, na Zona Sudoeste do Rio. Contra ele havia um mandado de prisão condenatório expedido pela Justiça pelo crime de organização criminosa. Preso, Fabrício responderá pelo crime previsto na Lei de Organizações Criminosas.

CV CONTRA-ATACA E LEVA GUERRA PARA DENTRO DA SERRINHA (TCP): QUATRO FUZIS E DROGAS SÃO ROUBADOS E RIVAL MORTO. E VEM MAIS POR AÍ

Segundo informações obtidas pela reportagem, o ataque promovido pelo Comando Vermelho contra o Complexo da Serrinha, em Madureira, na madrugada desta segunda-feira, teria mobilizado um verdadeiro aparato de guerra da facção. Traficantes das comunidades do Juramento, Faz Quem Quer, Congonha, Cajueiro, Ipase e Campinho, além dos chamados bondes do Gão, Gravetinho, Cinquenta e Zero, teriam participado da incursão. A ofensiva teria deixado pelo menos um rival morto e resultado no roubo de quatro fuzis e de cargas de drogas. Os invasores teriam avançado pelas localidades da Fazenda e do Fungá, dentro da área de influência da Serrinha. O ataque seria uma resposta direta ao baque sofrido pelo Comando Vermelho dias antes, quando o Terceiro Comando Puro (TCP) promoveu uma ofensiva contra Faz Quem Quer, Congonha e Cajueiro. A ação terminou com pelo menos três mortos e elevou ainda mais a temperatura de uma guerra que já vinha se arrastando pela região. VEJA A COMEMORAÇÃO DOS BANDIDOS: https://x.com/CAOSNORJ021/status/2097024092297642014/video/1 https://twitter.com/informeagorarj/status/2096962013725327382/video/1 O traficante morto durante o ataque do CV Destaria tentando entrar com uma carga de drogas no Complexo da Serrinha quando foi interceptado por traficantes do Comando Vermelho, próximo à divisa com o Morro do Juramento. Segundo informações, os traficantes do CV roubaram a carga e executaram o rival. E ainda debocharam. GUERRA LONGE DE ACABAR E, segundo os relatos obtidos pela reportagem, a batalha está longe de terminar. A expectativa entre pessoas que acompanham a movimentação do tráfico é de agravamento do conflito após o chefão da Serrinha, conhecido como Lacoste, ter arrendado o controle da comunidade para o traficante Coelhão. A mudança de comando poderia representar uma nova fase de expansão territorial, já que Coelhão seria apontado como um criminoso de perfil extremamente ofensivo, disposto a ampliar os ataques contra áreas controladas pelo Comando Vermelho e, paralelamente, intensificar os roubos na região. A estrutura de guerra de Coelhão contaria ainda com traficantes experientes e oriundos de outras facções. Entre eles estariam dois homens que teriam vindo da ADA (Amigos dos Amigos), mas que seriam crias justamente de comunidades que hoje aparecem no radar dos confrontos: Savinho, apontado como oriundo do Juramento, e Messi do Urubu. Outro nome citado é o de Cocão, que teria ligação com a Congonha. A brutalidade da disputa ficou ainda mais evidente na última guerra registrada no fim de semana. Uma fonte revelou à reportagem que um dos traficantes do Comando Vermelho mortos no confronto teria sido decapitado e que sua cabeça teria sido levada para a Serrinha. A informação, por sua extrema gravidade, é tratada pela reportagem como relato de fonte e ainda depende de confirmação independente. A Serrinha também estaria servindo atualmente como área de abrigo para o traficante Scooby, apontado como antigo dono das bocas de fumo do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, território que foi tomado pelo Comando Vermelho no ano passado. Segundo os relatos, Scooby estaria em litígio com o TCP e não poderia mais permanecer na Maré nem no São Carlos. Ele teria encontrado na Serrinha um novo espaço para se manter e, recentemente, teria assumido o controle do Morro do Cruz, no Andaraí, após a suposta morte do traficante Andril. A versão que circula no meio criminoso, porém, é diferente da explicação oficial de que Andril teria morrido de infarto. Segundo essa narrativa, ele teria sido assassinado na Maré. A aproximação entre Lacoste e Scooby, por sua vez, não seria casual. Por trás dela estaria uma disputa estratégica pelo controle do Morro do Juramento, uma das áreas que a Serrinha teria interesse em invadir. Lacoste e o traficante Bamba, apontado como dono do Para Pedro, em Colégio, estariam em rota de colisão justamente por causa do Juramento. A Serrinha teria manifestado interesse em avançar sobre a comunidade, enquanto Bamba teria deixado claro que considerava o território como sua área de expansão. Como Bamba e Scooby seriam próximos, Lacoste teria buscado uma aproximação com o ex-chefe dos Macacos para tentar neutralizar a aliança e fortalecer sua posição na disputa pelo Juramento. Bamba também teria ampliado sua rede de alianças. Segundo as informações recebidas pela reportagem, ele teria feito um acordo com o traficante conhecido como 3.500, apontado como dono do Conjunto Amarelinho, em Irajá. Com o pacto, 3.500 teria passado a controlar metade do Para Pedro, comunidade que também é conhecida como Para Paz. O cenário desenhado pelos relatos é de uma disputa que ultrapassa os limites da Serrinha e envolve uma complexa rede de alianças, vinganças e interesses territoriais. A cada nova ofensiva, o conflito incorpora novos grupos, criminosos e comunidades, aumentando o risco de que a guerra se espalhe ainda mais pela Zona Norte do Rio.

CV voltou a forjar morte de seu principal braço de guerra na Zona Oeste

Pela segunda vez desde o ano passado tentaram forjar a morte do traficante RD, principal braço de guerra do Comando Vermelho contra a milícia na Zona Oeste do Rio. Ontem, surgiram novas postagens de que RD teria caído no ‘tribunal do CV’ devido a uma suposta cobrança interna na facção que teria sido determinada pelo traficante Pezão, que comanda o Complexo do Alemão. Tudo mentira para tirar o bandido do foco da polícia e da mídia. Segundo apuração do repórter Bruno Assumpção, a publicação teria sido feita com o objetivo de gerar engajamento nas redes sociais. RD do Barbante estaria subordinado às lideranças do Complexo da Penha, que seriam responsáveis pelo criminoso. Apesar de pertencerem à mesma facção, Penha e Alemão possuem diferentes cadeias de comando.RD teria sido integrante da milícia ligada ao grupo de Zinho antes de passar a integrar o CV.

GUERRA DE FACÇÕES EM MADUREIRA TERIA DEIXADO TRÊS MORTOS, ENTRE ELES UM MORADOR. TCP MATOU RIVAIS DO CV E FEZ DEBOCHE NAS REDES: “MENOS 2 ALEMÃO FUDIDO”

Ao menos três homens morreram em Madureira durante um ataque de traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP), do Complexo da Serrinha, à comunidade da Congonha, controlada pelo Comando Vermelho (CV).. As informações são do jornalista Bruno Assunção. De acordo com moradores, dois dos mortos seriam criminosos envolvidos no confronto. A terceira vítima, ainda segundo os relatos, seria um morador sem envolvimento com a criminalidade e teria sido atingida quando chegava em casa após sair do trabalho Relatos informa que disparos foram efetutados traficantes do Morro da Congonha e do Morro do Cajueiro (CV) em direção ao Complexo da Serrinha (TCP),. Os traficantes da Serrinha, então, deram um baque nas duas comunidades rivais e mataram dois inimigos. E ainda roubaram carga de drogas. O TCP ainda debochou do CV nas redes. Com a situação, o baile que aconteceria no Faz Quem Quer teria sido adiado. Ainda segundo os relatos, criminosos conhecidos como Cocão, Atentado e Savinho, supostamente a mando de Coelhão, novo líder da Serrinha, estariam impedindo a realização de eventos em áreas próximas. Confronto já havia sido alertado Dias atrás foi divulgado nas redes sociais que o clima era de tensão na região, Segundo informações que circularam durante a semana, entre moradores e fontes locais, os traficantes da Serrinha já estariam fortemente armados, diante de uma possível tentativa de avançar sobre áreas controladas pelo CV . As localidades do Juramento , Urubu. , Cajueiro , Congonha e Faz Quem Quer) estariam em estado de alerta máximo devido à intensa movimentação de criminosos. Foi falado também que Coelhão seria apontado como o responsável por ordenar a possível investida. Também circulam informações de que L Ainda de acordo com relatos que circulam na região, o traficante conhecido como Atentado do TCP teria iniciado uma transmissão ao vivo; ameaçando os rivais. ASSISTA: https://x.com/RioDiretoofc/status/2094996064348565812/video/1

Após boato que havia sido preso, chefão do CV em Belford Roxo mandou recado nas redes sociais

Após circularem rumores de que Jetta, também conhecido como Soró, apontado como chefe do tráfico na comunidade do Castelar, em Belford Roxo, teria sido preso, o próprio traficante publicou uma foto no Instagram para indicar que está em liberdade. As informações são do jornalista Bruno Assunção Na publicação, Jetta escreveu: “Madrugada de paz aonde nós vive bem, pra alegria de uns e tristeza de outros.” A postagem foi feita após os rumores sobre uma possível prisão e chamou atenção nas redes sociais. Na última sexta-feira, circulou informações de que o criminoso havia sido preso na operação da Polícia Civil que capturou 11 bandidos no Castelar. Alguns grandes veículos de imprensa, como a CNN e o Metrópoles, informaram a prisão, que acabou não sendo confirmada.

Relatório destrincha hierarquia do tráfico no Chapadão (CV) e revela tortura brutal praticada contra usuário de drogas que praticava roubos e escapou por milagre

A reportagem teve acesso a um relatório mais atualizado que traz informações sobre a hierarquia do tráfico no Complexo do Chapadão, em Costa Barros, um dos principais redutos do Comando Vermelho e uma das áreas mais violentas da cidade que enfrenta uma guerra de anos com o vizinho Complexo da Pedreira e constantes embates com as forças de segurança. O documento aponta que, além do comércio ilegal de drogas, o grupo também explora a prática dos crimes de porte ilegal de armas de fogo, roubo de cargas, extorsão, lavagem de dinheiro e homicídios. O Chapadão tem um dono e vários líderes. Preso há mais de uma década, Nando Bacalhau continua sendo apontado como o“dono” do complexo de favelas. Ele continua continua a comandar ações criminosas em suas regiões de domínio, através de seus subalternos, principalmente, daqueles que atuam como “frente”. O relatório diz que os traficantes Pará da Xica, Feijão e 2D ou Dudu atuariam exercendo a função de “frentes” do“Morro do Chapadão”, cumprindo as ordens determinadas por Bacalha Eles comandariam os subalternos na execução dos crimes. SL atua como “dono” da comunidade “Chapadinho”. Há alguns anos, ele recebeu o benefício judicial do indulto de saída temporária de Natal (conhecido como “saidinha”). Como não retornou ao instituto penitenciário na data prevista, passou a figurar como foragido do sistema prisional. Dando atua exercendo a função de “frente” da comunidade “Gogó da Ema”, WL ou Tirex é o frente das comunidades “Gogo da Ema”, “Cavalheiro”, “Loteamento” e Predinhos”, bem como liderança do braçoarmado da organização através dos grupos criminosos “Tropa do Rex” ou “Bonde do Rex”. Como exemplo de violência imposta pela quadrilha está a tortura de T.V.S, que sobreviveu por milagre. A denúncia ressalta que a vítima era usuária de drogas e praticava roubos no interior da comunidade; T já havia sido agredido por força dos roubos que vinha cometendo mas, apesar disso, continuava a praticá-los. No dia em que foi morto, os traficantes cercaram e imobilizaram a vítima levando-a para o local não conhecido, no interior da comunidade ondepassaram a agredi-la brutalmente, desferindo diversos golpes na cabeça e corpo. Após, colocaram a vítima no interior do porta-malas de um automóvel, conduzindo-a até a Rua Manhama, onde foi socorrida por parente.

Operação Contenção começou a ser desenhada há mais de 12 anos com investigação que mapeou o Comando Vermelho. VEJA O QUE SE DESCOBRIU ATÉ ENTÃO

Relatório da Justiça aponta que as circunstâncias reveladas na recente Operação Contenção, deflagrada contra o Comando Vermelho (CV), se arrastam há muitos anos e já eram identificadas pelas forças de segurança em investigações iniciadas mais de uma década antes.O O auge da Operação Contenção foi deflagrado em 28 de outubro de 2025 pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro com o objetivo de conter o tráfico de drogas e o avanço do Comando Vermelho nos Complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio. A megaoperação foi motivada pelo histórico de violência e pelo poder de fogo da facção, considerado uma ameaça à segurança da população fluminense e dos próprios agentes de segurança pública. O relatório mostra, porém, que a estrutura criminosa identificada durante as investigações não surgiu recentemente. A investigação que deu origem a parte das apurações começou em 2014, nos morros do Juramento e Juramentinho. Naquele período, as duas comunidades eram dominadas pelo Comando Vermelho. Em janeiro de 2015, houve uma invasão da facção rival Amigos dos Amigos (ADA), e o Morro do Juramento acabou sendo tomado pelo grupo criminoso. A investigação prosseguiu e, por meio principalmente de monitoramentos telefônicos, a polícia constatou que a quadrilha que atuava no Juramento representava uma questão muito maior. As interceptações permitiram identificar uma comunicação entre integrantes de diversas comunidades dominadas pelo Comando Vermelho. Por meio do aplicativo BBM, eram identificadas conversas entre criminosos do Juramento, Juramentinho, Complexo do Alemão, Complexo do Chapadão e outras favelas. Havia grupos formados por criminosos de determinadas comunidades que mantinham comunicação entre si. Nas mensagens monitoradas, foram identificadas conversas relacionadas à compra e comercialização de drogas, armas, fuzis e granadas, muitas vezes em grandes quantidades. A partir desse material, os investigadores identificaram vários núcleos dentro da organização criminosa e conseguiram compreender, de forma mais ampla, como funcionava a estrutura do Comando Vermelho. A investigação permitiu identificar os chamados “matutos” e lideranças da facção, além de um outro núcleo formado por integrantes que atuavam no interior dos presídios, principalmente na Penitenciária Gabriel Ferreira de Castilho, conhecida como Bangu III. O comando dentro dos presídios Uma das principais figuras apontadas como responsável pela atuação da facção dentro das unidades prisionais era o traficante conhecido como “Criam”. Segundo o relatório, Criam era um dos mentores da facção no interior dos presídios. Mesmo encarcerado, negociava a compra de armas, drogas e munições e direcionava parte do lucro obtido com a venda de entorpecentes, principalmente na Baixada Fluminense, para o traficante Elias Maluco, já falecido e que passou anos preso em penitenciárias federais. A investigação também identificou lideranças que estavam em liberdade. Entre elas estavam “Fu da Mineira” e “Claudinho da Mineira”, que se encontravam escondidos no Complexo do Chapadão, juntamente com “Binho”. Segundo o relatório, eram eles que tomavam grandes decisões relacionadas ao funcionamento do tráfico. Entre essas decisões estavam situações envolvendo pontos de venda de drogas que funcionavam sem autorização. Em uma das conversas monitoradas, Fu e Claudinho afirmaram que seguiam as diretrizes de Marcinho VP. Também foram monitoradas mensagens de uma das lideranças da época no Complexo do Alemão, conhecida como “Orelha”. Em uma das conversas, Orelha falava com pessoas que reverenciavam Marcinho VP. Em determinado momento, uma delas chegou a falar sobre a possibilidade de soltar fogos em homenagem ao traficante no dia de seu aniversário. O interlocutor chegou a errar o mês do aniversário de Marcinho VP, mas posteriormente reconheceu o erro e informou a data correta. A investigação também chamou a atenção de um policial que integrava a inteligência do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Ele compareceu a uma delegacia para obter mais informações sobre a investigação e solicitou, por meio de e-mail, esclarecimentos sobre como Marcinho VP, então preso em um presídio federal, poderia se comunicar com o mundo exterior. Segundo as informações reunidas na investigação, Marcinho VP não estava submetido ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) e, durante todo o período investigado, recebia visitas normalmente, todas elas cadastradas nos autos. As conversas com advogados eram monitoradas, mas as visitas não. O relatório registra que essa circunstância era considerada relevante para explicar como integrantes presos em unidades federais poderiam manter comunicação com pessoas do lado de fora do sistema penitenciário. Assim como Marcinho VP, outros integrantes presos em presídios federais recebiam parcelas dos lucros provenientes da venda de drogas. Centenas de conversas sobre drogas e armas As investigações identificaram centenas de conversas relacionadas à comercialização de drogas. Como os criminosos sabiam que as mensagens poderiam estar sendo monitoradas, em diversas ocasiões fotografavam os produtos que estavam sendo comercializados e enviavam as imagens durante as conversas. A facção possuía diversos fornecedores de drogas. Entre os nomes ou apelidos identificados na investigação estavam “CK”, “FP”, “Zangado”, “Cocão” e outros. O relatório reunia uma grande quantidade de imagens obtidas durante a investigação. A partir das conversas e demais elementos reunidos, os investigadores apontaram que Marcinho VP era responsável por designar lideranças para atuar nas comunidades. Uma das conversas monitoradas tratava inclusive de “Pezão”, apontado atualmente como chefe do tráfico no Complexo do Alemão. Segundo o diálogo, até Pezão levaria um “esporro” de Marcinho VP. Pezão está foragido desde a ocupação do Complexo do Alemão, em 2010. Há registros de informações segundo as quais ele teria permanecido durante determinado período no Paraguai. Fu, Claudinho e Binho foram posteriormente presos em uma casa, em uma circunstância que, segundo a investigação, comprovou que eles exerciam funções de liderança e mantinham contato com Marcinho VP. O relatório aponta que, caso Marcinho VP desse uma ordem, ela deveria ser cumprida. As interceptações registraram diversas mensagens nas quais criminosos buscavam autorização para abrir ou fechar pontos de venda de drogas, solucionar problemas e tomar outras decisões relacionadas ao funcionamento da facção. A investigação foi baseada nas interceptações telefônicas e em outros elementos obtidos durante as apurações. O documento destaca que, embora Marcinho VP não tivesse acesso a telefone, as visitas aos presídios eram apontadas como o meio pelo qual informações poderiam chegar até ele ou sair das unidades prisionais. Marcinho VP

VARGEM GRANDE: Cercados por traficantes do TCP em fuga, PMs abandonaram viatura com medo de morrer; bandidos entraram no carro para fugir do CV e acabaram presos

Policiais militares viveram momentos dramáticos na madrugada de hoje em Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio. Traficantes do Terceiro Comando Puro que fugiam de um ataque de rivais do Comando Vermelho atacaram uma viatura do Comando de Policiamento Ambiental, da PMERJ. Para não morrerem, os agentes tiveram que sair da viatura e pularem um valão. Com o carro da polícia aberto, os criminosos, fortemente armados, entraram na viatura e tentaram fugir Durante a ocorrência, diversas equipes da PM foram acionadas e conseguiram prender três soldados do TCP que estavam dentro da viatura roubada. Foram apreendidas 2 pistolas, munições, carregadores e drogas. Dois dos criminosos estavam feridos e foram encaminhados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na mesma região. Com informações do jornalista Bruno Assunção

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