Depoimento explosivo: irmã de capoeirista Paulinho Sabiá teria planejado matá-lo para ficar com R$ 2 milhões e depois vasculhou imóveis em busca da fortuna, revela testemunha”
Uma testemunha afirmou à Polícia Civil que Adriana Souza Possobom Aragão de Miranda teria revelado meses antes do assassinato do capoeirista Paulinho Sabiá que pretendia matar o próprio irmão para ficar com cerca de R$ 2 milhões que ele supostamente guardava escondidos. Após a morte da vítima, ocorrida em fevereiro, em Niterói, segundo o depoimento, ela iniciou uma verdadeira caça ao dinheiro, mandando quebrar paredes, vasculhar imóveis e até realizar escavações na tentativa de encontrar a fortuna. Segundo a testemunha, que afirmou conhecer tanto Adriana quanto Paulo Cesar há aproximadamente 27 anos, a conversa aconteceu em janeiro de 2026. De acordo com o depoimento, Adriana relatou que enfrentava dificuldades financeiras e acreditava que Paulo Cesar possuía cerca de R$ 2 milhões em espécie guardados em seu apartamento. A quantia, segundo ela, teria sido acumulada ao longo dos anos com as aulas ministradas pela vítima no exterior. A testemunha afirmou que Adriana declarou claramente que pretendia matar o irmão e, em seguida, se apoderar do dinheiro. Na época, porém, o depoente disse não ter dado importância à declaração, acreditando que a ameaça jamais sairia do campo das palavras. Tentativa de contratar traficantes O relato também aponta que Adriana teria tentado encontrar quem executasse o plano. Segundo a testemunha, algumas semanas antes da morte de Paulo Cesar, a investigada esteve na comunidade onde o depoente mora, em São Gonçalo, e teria procurado traficantes locais para negociar a execução da vítima. A informação teria chegado ao conhecimento do depoente por intermédio de um criminoso da região. Ainda de acordo com o relato, o traficante teria demonstrado surpresa com a proposta e comentado que naquele local havia apenas atividades relacionadas ao tráfico de drogas, acrescentando que Adriana estaria “ficando doida” ao tentar envolver os criminosos em um assassinato. Após tomar conhecimento da situação, a testemunha procurou Adriana para questioná-la sobre o assunto. Segundo o depoimento, ela respondeu apenas que não devia explicações a ninguém. Choque ao saber da morte A testemunha afirmou que recebeu a notícia da morte de Paulo Cesar por telefone, por volta das 21h do dia 18 de fevereiro de 2026. Segundo o relato, a informação foi repassada por um homem chamado Antônio Carlos. O depoente declarou que ficou em estado de choque ao saber do assassinato, pois imediatamente se lembrou das conversas anteriores e passou a acreditar que Adriana poderia realmente ter colocado o plano em prática. Busca desesperada pelo dinheiro Ainda segundo a testemunha, após a morte do irmão, Adriana passou a demonstrar grande interesse em localizar o suposto dinheiro. O depoente afirmou que ela começou a pedir ajuda a ele e a outras pessoas para procurar valores escondidos nos imóveis pertencentes a Paulo Cesar. Dias antes da prisão da investigada, ele esteve no apartamento onde a vítima morava. Segundo o relato, estavam presentes Adriana, Antônio Carlos, Emerson e o próprio depoente. A testemunha afirmou que Adriana ordenou que fossem quebradas diversas paredes do imóvel para procurar o dinheiro que ela acreditava estar escondido. Apesar da destruição realizada no apartamento, nada foi encontrado. O depoente contou ainda que, posteriormente, precisou participar da reforma do imóvel por causa dos danos causados durante as buscas. Escavações e procura em todos os cantos A procura pela suposta fortuna não ficou restrita ao apartamento. Segundo a testemunha, ela também o levou até um imóvel onde funcionava a confecção de roupas da Capoeira Brasil. No local, Adriana teria determinado que ele cavasse e procurasse dinheiro “em todo lugar”. Mesmo após as buscas, nenhuma quantia foi encontrada. O depoente afirmou que não sabe dizer se a investigada localizou algum valor posteriormente, pois não permaneceu ao lado dela durante todo o tempo. No entanto, ressaltou que ela nunca comentou ter encontrado qualquer quantia milionária. Fortuna nunca apareceu O depoimento descreve uma sequência de fatos que teria começado com a suposta intenção de matar o irmão para colocar as mãos em uma fortuna estimada em R$ 2 milhões, seguido por uma tentativa de contratar traficantes para executar o crime e uma busca frenética pelo dinheiro após o assassinato. Até o momento, segundo a própria testemunha, a quantia que Adriana acreditava existir jamais foi encontrada. O caso segue sendo investigado pelas autoridades. Presa, Adriana teve a prisão preventiva decretada na última semana de maio.









