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corrupção policial

Doca e Gadernal teriam pago R$ 50 mil por informações sigilosas de investigação, aponta print atribuído ao MP

Prints atribuídos ao Ministério Público do Rio de Janeiro que circulam nas redes sociais apontam que chefões do Comando Vermelho teriam pago R$ 50 mil de propina a um policial civil para obter informações sigilosas sobre uma investigação da DRACO. O material cita os traficantes conhecidos pelos apelidos de Doca e Gadernal e descreve um suposto vazamento envolvendo detalhes de monitoramentos e diligências policiais. De acordo com o conteúdo dos documentos que circulam na internet, Gadernal teria alertado Doca para trocar de aparelho telefônico por estar sendo monitorado pelas autoridades. A informação, segundo os prints, teria sido repassada por um policial civil, que teria recebido R$ 50 mil pelo suposto vazamento. Outro print que também passou a circular mostra uma conversa de WhatsApp na qual um dos contatos aparece identificado como “Contato Draco”. No diálogo, um suposto traficante afirma que um amigo estaria disposto a pagar por prisões de criminosos ligados às comunidades do Guarda e do Rato, em Del Castilho. A reportagem procurou o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro para verificar a autenticidade dos documentos e comentar o conteúdo divulgado, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria.

PIADA: Apesar de ter perdido o cargo, policial civil acusado de cobrar propina armada de R$ 15 mil a delegado e citar “aval de delegado” pegou só 2 anos de prisão no RJ e ainda assim em semiaberto. Ele ainda recorreu

Um policial civil condenado por usar distintivo, arma de fogo e o peso da função pública para extorquir um comerciante no interior do Rio acabou recebendo uma punição considerada extremamente branda: apenas 2 anos e 8 meses de prisão em regime semiaberto. Segundo a denúncia do Ministério Público, o agente participou de uma abordagem em que a vítima foi pressionada a pagar R$ 15 mil para “resolver” uma suposta investigação criminal. Durante a intimidação, os acusados chegaram a afirmar que o valor “não poderia ser menor porque o delegado não aceitaria”. Apesar da gravidade das acusações — que envolvem ameaça, cobrança de propina e uso da estrutura policial para intimidar a vítima — a pena aplicada pela Justiça ficou abaixo de três anos. O agente também perdeu o cargo público. O caso aconteceu em abril de 2025, em Volta Redonda. De acordo com o processo, o policial e outro homem abordaram um comerciante próximo a uma padaria após serem apresentados por um policial militar conhecido da vítima. Na abordagem, um dos acusados se apresentou armado e exibindo distintivo da Polícia Civil. Em seguida, afirmou que o comerciante estaria sendo investigado por uma disputa envolvendo um terreno e que poderia “desenrolar a situação”. Ainda conforme os autos, os suspeitos questionaram a vítima sobre tráfico de drogas e armas escondidas na região antes de iniciarem a cobrança dos R$ 15 mil. O comerciante relatou ter ficado intimidado pela arma de fogo e pelo fato de um dos envolvidos ser policial civil com atuação anterior em delegacias do Sul Fluminense. Segundo a investigação, os acusados insistiram que o dinheiro seria necessário para evitar problemas na suposta investigação e afirmaram que “o delegado não aceitaria” valor inferior. Temendo sofrer represálias e possíveis complicações policiais, a vítima concordou inicialmente em pagar R$ 5 mil e prometeu entregar o restante posteriormente. Os acusados forneceram então um número de telefone internacional registrado no Canadá para manter contato e acertar a entrega do dinheiro. Mensagens trocadas entre os envolvidos foram anexadas ao processo. O pagamento, porém, não chegou a ser realizado. Dias depois, o comerciante viu publicações nas redes sociais denunciando homens suspeitos de extorquir comerciantes na região e reconheceu os envolvidos. Após procurar a delegacia, a vítima fez o reconhecimento formal dos acusados. Segundo o Ministério Público, o policial utilizava a própria estrutura da Polícia Civil para intimidar vítimas, aproveitando-se do acesso a armas, informações sigilosas, inquéritos e dados pessoais. Mesmo diante das acusações consideradas graves, a Justiça condenou o policial a apenas 2 anos e 8 meses de prisão em regime semiaberto. O outro acusado recebeu pena de 2 anos e 4 meses. Além da condenação criminal, a Justiça determinou a perda do cargo de policial civil. As defesas recorreram da sentença mas a Justiça negou.

MAIS UM ESCÂNDALO REVELADO: Quase 4 anos depois, Justiça tira das ruas PMs acusados de arrancar propina em euros de turista na Estrada do Joá

Quase quatro anos após um escandaloso caso de corrupção policial ocorrido na Zona Sul do Rio, a Justiça Militar decidiu afastar das ruas três policiais militares acusados de extorquir um turista estrangeiro durante uma abordagem na Estrada do Joá, em São Conrado. A decisão foi assinada pelo juiz da Auditoria da Justiça Militar que recebeu denúncia do Ministério Público contra um 2º sargento, um 3º sargento e um cabo da PM pelo crime de concussão — quando um agente público exige vantagem indevida usando o cargo. Segundo a denúncia, os PMs teriam exigido 2.500 euros de um passageiro estrangeiro após abordarem o veículo de aplicativo em que ele estava. Apesar da gravidade das acusações, a decisão que afastou os policiais da atividade operacional só ocorreu anos após o episódio, ocorrido em junho de 2023, fato que chama atenção diante da denúncia de corrupção envolvendo agentes armados em serviço. Abordagem terminou em suposta cobrança de propina em euros De acordo com o Inquérito Policial Militar, o caso aconteceu por volta das 18h50 na Estrada do Joá. A vítima estava em um carro de aplicativo quando foi abordada pela equipe policial. Segundo o Ministério Público, os agentes obrigaram o passageiro a desembarcar enquanto realizavam revista pessoal e inspeção da bagagem. Durante a abordagem, a vítima informou que carregava determinada quantia em euros. Em seguida, os policiais encontraram medicamentos na mala do passageiro. Foi nesse momento, segundo a denúncia, que os agentes passaram a afirmar que o estrangeiro seria conduzido para a delegacia. O Ministério Público afirma que o 2º sargento iniciou então uma conversa reservada com a vítima, enquanto os outros dois PMs permaneceram próximos, garantindo apoio e “superioridade numérica” durante a ação. Ainda segundo a acusação, o policial exigiu o pagamento de 2.500 euros para não levar o passageiro à delegacia. Após entregar o dinheiro, a vítima foi liberada e seguiu viagem. Justiça vê “risco inaceitável” em manter PMs nas ruas Ao receber a denúncia, a Justiça Militar entendeu que existem indícios suficientes para abertura da ação penal e classificou a conduta investigada como extremamente grave. Na decisão, o magistrado afirmou que os policiais, em tese, utilizaram o cargo e a função pública para exigir vantagem indevida da vítima. O juiz destacou ainda que a permanência dos acusados na atividade policial ostensiva representa ameaça à sociedade. “As condutas são especialmente reprováveis por terem se valido de seus cargos para exigirem quantia indevida da vítima, violando a proteção desta e constituindo risco inaceitável para a sociedade”, destacou a decisão. Diante disso, a Justiça determinou: Os três permanecerão apenas em funções administrativas até nova decisão judicial. Investigação reuniu escalas, registros e documentos internos Segundo a decisão, o Inquérito Policial Militar reuniu: A Justiça Militar entendeu que a denúncia do Ministério Público descreve de maneira individualizada a participação de cada policial no caso. Os PMs responderão pelo crime de concussão, previsto no Código Penal Militar, cuja pena pode chegar a oito anos de prisão. O processo seguirá agora para a fase de instrução criminal na Auditoria da Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro.

“Escutas Explodem: Policial Civil Vazava Operações Para Milícia Enquanto PM Planejava Ataques Armados Contra Traficantes Rivais dos paramilitares. LEIA OS DETALHES

As novas escutas obtidas pelo Ministério Público revelam detalhes explosivos sobre a atuação de policiais dentro da milícia que dominava áreas de Belford Roxo e Duque de Caxias. Os diálogos mostram vazamento de operações policiais, tentativa de liberação ilegal de veículos apreendidos, desvio de bens confiscados em ações da polícia e até planejamento de ataques armados contra traficantes rivais na comunidade da Talbinha. Segundo a investigação, um dos principais nomes citados nas conversas é o policial civil conhecido como Jaime, acusado de atuar diretamente em favor da organização criminosa usando a estrutura da Polícia Civil. O envolvimento de Jaime surgiu após a análise do celular de Angelo Adriano de Jesus Guarany, o “Magrinho”, apontado como gerente operacional da milícia. No aparelho, o policial aparecia salvo como “FAMÍLIA DRE”, referência à Delegacia de Repressão a Entorpecentes, onde estava lotado antes de ser transferido. As conversas mostram Jaime repassando informações sigilosas sobre operações policiais e ajudando integrantes da milícia. Em um diálogo do dia 7 de fevereiro de 2025, Jaime avisa que participava de uma grande operação policial na Baixada Fluminense. Logo depois, “Magrinho” pede ajuda ao policial: “Ajuda naquela situação do carro.” Jaime responde: “Vou ver isso agora pra você.” Segundo o Ministério Público, o veículo citado havia sido apreendido anteriormente com os milicianos “Fael” e “Sagaz”. As escutas também revelam que integrantes da quadrilha comemoravam a possibilidade de Jaime assumir a 54ª DP, delegacia localizada justamente na região dominada pela milícia. “Mete Bala” pergunta se o policial conseguiria retirar o carro apreendido da delegacia. “Magrinho” responde: “Mano, parceiro meu estava para assumir lá a 54. Vou ver se ele já chegou pro lado de lá Belford Roxo.” E continua: “Se ele tiver por lá o carro vai estar lá ainda. Fica mais fácil pra eu desenrolar com ele pra ele liberar o carro, entendeu?” Dias depois, Jaime avisa que havia sido transferido da DRE para a 17ª DP. “Magrinho” pergunta: “A rapaziada tua também saiu?” Jaime responde que apenas ele havia sido removido. Na sequência, o miliciano diz: “Tem trabalho pra tu.” Segundo os investigadores, o diálogo reforça a ligação direta do policial com o grupo criminoso. As conversas ficam ainda mais graves em março. No dia 10, “Magrinho” pergunta ao policial: “Tu viu a parada das multas?” Jaime responde: “Cheguei cedo na base. Tô levantando os mandados de quinta-feira.” Para o Ministério Público, o trecho demonstra vazamento de uma megaoperação policial que seria realizada dias depois. Com as informações obtidas através de Jaime, “Magrinho” entra em contato com André Junior, o “Litrão”, integrante da milícia e foragido da Justiça. No diálogo, ele alerta o comparsa: “Amanhã vai ter uma operação grande. Bagulho de carro clonado, roubado e mandado de prisão.” Depois, explica como funcionava o vazamento: “Os policiais desligam o telefone. Quem vaza fica com o telefone ligado.” Preocupado, “Litrão” responde: “Torcer pra não estar no meio dessa porra aí.” E continua: “O que me preocupa é esse mandado de 2018 aí.” “Magrinho” orienta o criminoso a fugir das cidades alvo da operação: “Tu vai estar na rua amanhã, não vai estar em casa, caralho.” “Ah, eles estão em Belford Roxo. Tu não vai pisar em Belford Roxo.” “Ah, eles estão em Caxias. Tu não vai pisar em Caxias.” No dia seguinte, 13 de março, a operação realmente aconteceu. Depois da ação policial, “Magrinho” pergunta a Jaime: “Tá rolando?” O policial responde: “146 presos.” Na sequência, o miliciano pede: “Se bingar algo e der pra trazer, me aciona.” Segundo o Ministério Público, a frase sugere desvio de bens apreendidos durante operações policiais em favor da milícia. Mas outro núcleo da investigação revela ainda mais violência. As escutas mostram o policial militar Gilmar Carneiro dos Santos, o “Professor Gilmar”, discutindo planos para atacar traficantes rivais no Morro da Talbinha. Em conversa do dia 16 de fevereiro de 2025, Gilmar reclama que não conseguia contato com o líder da milícia, “Cabeça de Ouro”. “Magrinho” responde: “Só recebo recado dele e respondo pela advogada.” Logo depois, Gilmar pede armamento pesado da organização criminosa: “Fala pro Cabeça que o Professor precisa pegar o 556 por 3 semanas.” Na sequência, revela o objetivo: “Vai subir a Talbinha e pegar o Pedro.” Segundo o Ministério Público, “Pedro” era apontado como traficante rival da milícia na comunidade. Dois dias depois, Gilmar publicou vídeo em rede social afirmando que moradores da Talbinha haviam vivido “uma madrugada de terror” após pichações do TCP, facção Terceiro Comando Puro. As conversas seguintes mostram que a guerra entre milicianos e traficantes continuava escalando. No dia 6 de março de 2025, Gilmar volta a conversar com “Magrinho” sobre a Talbinha. O policial militar lamenta a morte de um homem conhecido como “Jacaré”. Segundo ele, o assassinato teria sido cometido pelos traficantes “Pedro”, “Da Vovó” e outro criminoso. Gilmar então passa a discutir vingança contra os traficantes. Durante a conversa, demonstra preocupação com eventual confronto envolvendo policiais do 15º BPM: “Tem que ter alinhamento com o batalhão pra ninguém se machucar.” Depois, faz uma declaração considerada gravíssima pelos investigadores: “Os caras do 15 não são nossos amigos.” Na sequência, admite necessidade de proteção política: “Se não tiver alinhado por cima e um político pra respaldar, fica difícil.” “Magrinho” responde mostrando naturalidade nas articulações: “Todas as vezes que a gente foi nunca deu errado.” “A gente sempre faz contato.” “Até um passeio que a gente vai fazer a gente faz um certo contato.” Mesmo assim, Gilmar insiste: “Eu não confio nesses caras do 15.” Segundo o Ministério Público, as escutas revelam policiais discutindo operações ilegais ao lado da milícia, planejando ataques contra traficantes rivais, buscando armamento pesado e articulando apoio dentro das forças de segurança e da política para garantir proteção às ações criminosas.

“‘Manda Dar Uns Esporros’: Escutas Explodem Esquema de Milícia na Baixada e Revelam Ameaças, Guerra por Território e Suspeita de Corrupção Policial”

Novas novas escutas extraídas dos celulares apreendidos pelo Ministério Público revelam, com riqueza de detalhes, o funcionamento interno da milícia que atuava em Belford Roxo e Duque de Caxias. Os diálogos mostram uma organização criminosa estruturada, marcada por ameaças constantes, violência contra comerciantes, disputa armada por território e fortes indícios de corrupção policial dentro do esquema criminoso. Segundo a investigação, o grupo atuava principalmente nos bairros Wona, Lote XV e Vale das Mangueiras, em Belford Roxo, além da comunidade da Talbinha, em Duque de Caxias. A quadrilha é acusada de praticar extorsões, torturas e homicídios de desafetos, impondo medo em comerciantes e moradores das regiões dominadas. O material considerado mais explosivo pelos investigadores surgiu após a prisão em flagrante de integrantes da milícia que realizavam cobranças de comerciantes. Com eles, policiais apreenderam aparelhos celulares que tiveram o sigilo quebrado pela Justiça. A extração dos dados revelou áudios, mensagens e conversas que desmontam o funcionamento interno da organização criminosa. Segundo o Ministério Público, as provas mostram que a milícia era comandada pelos criminosos Diego dos Santos Souza, o “Cabeça de Ouro”, e Carlos Adriano Pereira Evaristo, o “Carlinhos da Padaria” ou “CL”, que continuavam dando ordens de dentro do sistema penitenciário com livre acesso a celulares. As escutas revelam que o grupo possuía divisão de tarefas, cobradores, gerentes e operadores responsáveis pela arrecadação das extorsões contra comerciantes e mototaxistas. Um dos principais nomes citados nas conversas é Angelo Adriano de Jesus Guarany, o “Magrinho”, apontado como gerente dos cobradores e elo entre os executores das extorsões e os líderes presos. As mensagens mostram o clima de intimidação imposto pela quadrilha. Em uma conversa de 18 de janeiro de 2025, logo após realizar uma cobrança em um estabelecimento comercial, Rafael Messias, o “Fael”, entra em contato com “Magrinho” relatando a reação de uma funcionária que teria resistido ao pagamento da taxa da milícia: “Pô, uma mulher gordinha, viado, uma mulher arrogante pra caralho, marrentona a mulher, entendeu? Mas eu não trato ninguém na ignorância, né mano.” Na sequência, ele deixa claro que o grupo estava impondo cobrança obrigatória aos comerciantes da região: “Aí eu falei com ela mano, que a partir de semana que vem tem que pagar.” A funcionária tenta se afastar da situação: “Aí ela falou assim: ‘Ué, tu não fala com ele? Fala com ele aí, avisa ele aí, não é comigo não, eu não quero falar no telefone não porque eu sou funcionária, eu não posso falar no telefone’.” O diálogo fica ainda mais grave quando “Fael” sugere represálias físicas contra a mulher: “Se for funcionária manda dar uns esporros nela também pra ela se ligar também irmão, pra ela aprender a falar com os outros, entendeu?” O criminoso ainda admite que quase partiu para violência: “Eu sou ignorante pra caralho mano, mas eu me segurei, entendeu mano? Que eu não sei se é parente do amigo aí também, entendeu mano? Por consideração ao amigo aí a gente não falou nada, ficamos quieto.” Depois, ele encerra a prestação de contas sobre a cobrança realizada: “Aí tu vê aí, maninho, valeu? Estamos juntos.” “Já é então, irmão, já é, estamos juntos.” “Já foi, já foi já, irmão. Já pegamos já.” Segundo os investigadores, os áudios mostram como comerciantes eram pressionados através do medo e da ameaça de violência física para aceitar as cobranças impostas pela milícia. As escutas também revelam o funcionamento financeiro da organização criminosa. No dia 4 de fevereiro de 2025, o miliciano Gabriel, o “Biel”, entra em contato com “Magrinho” para prestar contas da arrecadação do dia: “Fala filho do JUNINHO, acabei de chegar em casa. Acabei de pegar as duas FARMÁCIAS agora, fala tu. Faz o que? Tu vem aqui, alguém vem? Passa a visão.” “Magrinho” responde: “Calma aí que eu tô falando com o viado aqui pra ele pegar aí.” Dias depois, em nova conversa, “Biel” relata a transferência dos valores arrecadados: “Mandei 400 reais.” “300 do negócio.” “Falta os da noite.” Para o Ministério Público, os diálogos comprovam a existência de uma estrutura organizada de arrecadação criminosa, com prestação de contas e divisão de funções dentro da milícia. Mas as conversas consideradas mais sensíveis da investigação são as que apontam para a possível participação de policiais e agentes de segurança dentro do esquema criminoso. No dia 11 de fevereiro de 2025, “Biel” informa a “Magrinho” que um homem ligado à milícia rival do “Bombeirinho”, identificado nas escutas pelo código “88”, apareceu em uma farmácia tentando descobrir quem estava realizando as cobranças no local. A fala chama atenção pela maneira como o suspeito se apresenta: “Ele chegou falando: ‘não pô, aqui é o amigo da SEGURANÇA, pá, não sei o que, quem foi que passou aí e pegou hoje?’” Para os investigadores, a referência direta à “SEGURANÇA” reforça a suspeita de envolvimento de policiais civis e militares no funcionamento da milícia. Na sequência, “Biel” relata que a funcionária acabou revelando sua identidade: “A mulher da FARMÁCIA ainda falou o meu nome ainda.” “Aí a mulher, sem querer, sem maldade, falou meu nome, GABRIEL.” Mesmo identificado, o criminoso demonstra sensação de proteção e impunidade: “Pode falar, qualquer um que falar aí pode falar meu nome.” “Que eu dou meu nome pra geral.” Logo depois, ele ameaça o rival: “É que eu não tenho o número desse arrombado, senão eu ia falar umas caralhadas de merda pra ele.” “‘Mano, você tu vai tentar de novo?’” Em seguida, “Magrinho” pede imagens do homem ligado ao grupo rival para identificá-lo futuramente: “Mano, já que ela te mandou mensagem aí, pede pra ela mandar um vídeo, cara, de quem foi lá.” O trecho seguinte é considerado um dos mais graves da investigação: “Pede pra ela: ‘pô, amiga, me ajuda aí, só pra eu saber quem é, tá ligado, se ver na rua saber quem é, pra estar esperando alguma coisa’.” Para os investigadores, a expressão “estar esperando alguma coisa” indica possível preparação para ataque armado ou execução ligada à disputa territorial entre milicianos rivais. “Magrinho” continua: “Tenta desenrolar

“Nunca mais vamos ser contraventores”: escutas revelam plano da quadrilha de Rogério Andrade para transformar jogo do bicho em império internacional de apostas

Uma investigação explosiva do Ministério Público do Rio revelou bastidores inéditos da sofisticada estrutura tecnológica atribuída ao grupo de Rogério Andrade, apontado pelas autoridades como um dos principais nomes da contravenção no país. Escutas, e-mails e mensagens interceptadas mostram que a organização não apenas mantinha sistemas clandestinos de apostas online, aplicativos e caça-níqueis funcionando em larga escala, como também discutia uma estratégia para expandir os negócios para fora do Brasil e operar os jogos sob aparência de legalidade internacional. O ponto mais impactante da investigação aparece em um e-mail apreendido pelos investigadores, no qual um integrante do núcleo tecnológico sugere transferir toda a operação para o exterior para evitar ações da Justiça brasileira e transformar o esquema em uma espécie de “empresa legalizada” de apostas. Na mensagem, o investigado afirma que o grupo já possuía licença internacional para atuar com jogos fora do país e propõe migrar a estrutura: “O 01 já possui uma licença fora do Brasil para atuar com os jogos. Sugiro montar todos os projetos funcionando legalmente no país que ele tem autorização.” Em seguida, o texto deixa clara a intenção de blindar a organização das investigações no Brasil: “Quando ele tiver isso, nunca mais vamos correr o risco da Justiça achar que estamos fazendo algo ilegal.” A conversa termina com um trecho ainda mais simbólico: “Nunca mais ele vai ser contraventor de jogos.” Segundo o Ministério Público, o “01” citado nas mensagens seria uma referência direta ao chefe da organização criminosa. aplicativos, links secretos e estrutura milionária As investigações apontam que o grupo possuía um verdadeiro “departamento de tecnologia” voltado exclusivamente para manter de pé o império dos jogos ilegais. A denúncia descreve dois núcleos distintos: um responsável por aplicativos, links, conexões online e sistemas digitais; e outro encarregado da manutenção operacional das máquinas físicas espalhadas pelos pontos de apostas. De acordo com os autos, integrantes conhecidos pelos vulgos “Urso” e “Baiano” teriam papel central na sustentação tecnológica do esquema, atuando na criação e manutenção de aplicativos de apostas clandestinas. Os investigadores descobriram inclusive registros ligados à empresa Oracle, gigante mundial da tecnologia, utilizados para hospedar sistemas usados pela organização. Nos arquivos encontrados, aparecem aplicativos identificados como: Para o Ministério Público, isso demonstra que a contravenção havia ultrapassado há muito tempo o modelo antigo de bancas espalhadas pelas ruas e migrado para uma operação digital sofisticada, com capacidade de movimentação em larga escala. “paralisação total” e medo de operações policiais Outro trecho que chamou atenção dos investigadores revela o temor da quadrilha diante de possíveis operações policiais e bloqueios judiciais. Em um e-mail apreendido, um dos integrantes alerta sobre risco de colapso completo do sistema: “Paralisação TOTAL de TUDO (…) por um TEMPO MÍNIMO DE 30 DIAS.” A mensagem ainda afirma: “Hoje não temos contingência para os sistemas.” Segundo os investigadores, isso reforça a tese de que o grupo operava como uma empresa estruturada, com preocupação constante em manter os servidores, aplicativos e links funcionando sem interrupções. expansão internacional e aparência de legalidade Para o Ministério Público, as mensagens revelam um passo além da contravenção tradicional: a tentativa de internacionalização da atividade. A ideia discutida internamente seria utilizar licenças de apostas em países estrangeiros para permitir que brasileiros jogassem online em plataformas aparentemente legais, dificultando ações da Justiça brasileira. Os investigadores afirmam que o objetivo era criar uma estrutura semelhante a grandes plataformas internacionais de apostas, usando tecnologia avançada para esconder a origem do dinheiro e reduzir riscos de operações policiais. organização criminosa com “visão empresarial” A denúncia descreve a suposta quadrilha como uma das mais estruturadas do Rio de Janeiro, com divisão de funções, cadeia hierárquica e setores especializados. Segundo o MP, havia: As autoridades afirmam ainda que o grupo possuía forte poder econômico e utilizava um esquema sofisticado de corrupção e intimidação para garantir o funcionamento dos jogos. foragidos e prisões preventivas A Justiça recebeu a denúncia e decretou prisões preventivas de integrantes apontados como peças-chave da estrutura tecnológica da organização. Parte dos investigados ficou foragida durante a investigação. Na decisão, o Judiciário destacou que o grupo apresentava uma estrutura “empresarial”, com capacidade tecnológica avançada e atuação contínua voltada à exploração ilegal de apostas. Para os investigadores, as escutas e documentos apreendidos revelam um retrato raro da modernização da contravenção no Rio: um submundo que deixou de depender apenas das bancas físicas e passou a operar através de aplicativos, servidores, sistemas digitais e projetos de expansão internacional. igação com milícias, facções e esquema de corrupção Os documentos da investigação apontam que a organização criminosa não atuava apenas na exploração de jogos ilegais. Na decisão judicial, o grupo é descrito como uma das organizações criminosas “mais antigas, estruturadas e violentas” em atuação no Rio de Janeiro, sustentada por dois pilares principais: Segundo o Ministério Público, havia uma “rede de proteção” alimentada por corrupção de servidores públicos em diferentes níveis, além de relacionamento com facções criminosas e grupos milicianos. Os investigadores afirmam que a organização possuía: Relatórios de inteligência citados no processo apontam ainda que o esquema de exploração dos jogos ilegais no estado teria provocado uma espécie de “loteamento” territorial entre grupos da contravenção, milícias e organizações criminosas. homicídios e violência para eliminar rivais A denúncia também faz referência a episódios de violência ligados à manutenção do poder da organização. Segundo a investigação, existem “sólidos indicativos” de utilização de homicídios e ações violentas contra pessoas consideradas obstáculos aos interesses do grupo. A decisão judicial menciona: “cometimento de homicídios para eliminação daqueles que colocam contra os interesses do grupo.” O Ministério Público sustenta que a organização utilizava métodos de intimidação, corrupção e violência para proteger suas atividades e evitar o avanço de investigações. organização criminosa com “visão empresarial” Para os investigadores, o grupo funcionava como uma verdadeira corporação clandestina. A denúncia descreve: A Justiça destacou que os investigados teriam criado uma estrutura sofisticada para garantir funcionamento ininterrupto das apostas ilegais, inclusive com possibilidade de expansão internacional. contravenção virou operação digital global Para investigadores envolvidos no caso, as escutas revelam uma mudança histórica no submundo da

Audios revelam suposto esquema de arrego para PMs em Macaé: traficante da ADA dizia que precisava “separar dinheiro para os P2”

Uma investigação da Justiça do Rio trouxe à tona diálogos explosivos que escancaram a rotina do tráfico em Macaé e a suposta relação criminosa entre traficantes e policiais corruptos. Conversas extraídas do celular de um acusado apontado como integrante da facção Amigos dos Amigos (A.D.A.) mostram discussões sobre pagamento de “arrego” para PMs e movimentações para liberar comparsas detidos. O caso envolve Daniel Alves, conhecido como “Dentinho da FDL”, apontado pelo Ministério Público como um dos principais nomes da facção na Favela da Linha, no bairro Cajueiros. Embora tenha sido absolvido da acusação de tráfico por falta de provas diretas sobre a posse das drogas apreendidas, o réu pode ser condenado por associação para o tráfico após a perícia revelar mais de 1.500 conversas no celular dele. O trecho que mais chamou atenção da investigação é justamente o que expõe a suposta cobrança de propina para policiais militares atuarem na região. Em um dos áudios interceptados, um traficante identificado como “LZ” afirma que era necessário reservar dinheiro do tráfico para pagar o “arrego”: “Como tem que pagar o arrego, você fazendo aí o dinheiro do arrego é só você soltar depois.” Em outro momento, o próprio “Dentinho da FDL” relata correria para conseguir dinheiro após comparsas serem detidos: “Os polícia pegou uns meninos aqui… aí tem que soltar um dinheiro aqui pros P2. Porque os P2 pegou uns menino aqui, achou umas droga aqui.” Já em outra conversa, o traficante afirma que precisava levantar R$ 1 mil “pra firma” entregar aos policiais: “Tem que soltar mil reais aqui pros verme aqui (…) tem que fazer um dinheiro pra firma aqui pra dar pros P2.” As mensagens foram consideradas pelo Ministério Público como fortes indícios da estrutura organizada do tráfico na Favela da Linha, área dominada pela facção A.D.A. Segundo a investigação, Daniel mantinha contato constante com outros traficantes, coordenava movimentações financeiras e participava da rotina criminosa da comunidade. A prisão ocorreu após policiais militares receberem denúncias de que três suspeitos estariam vendendo drogas na região. Durante a ação, entorpecentes foram encontrados escondidos em um copo de Guaravita, debaixo de um carro e próximos a um comércio. Apesar disso, os agentes admitiram em juízo que não flagraram os acusados manuseando as drogas. Mesmo assim, a quebra do sigilo telefônico acabou mudando o rumo do processo. Além dos áudios sobre o suposto pagamento de arrego, a perícia encontrou fotos do acusado fazendo gestos ligados à facção, imagens de armas, dinheiro e drogas, além de diversas conversas sobre a movimentação do tráfico. O caso ganha ainda mais repercussão em meio às discussões atuais sobre corrupção policial, infiltração do crime organizado e a atuação de facções no interior do estado do Rio. Nos bastidores das comunidades dominadas pelo tráfico, a suspeita de pagamento de propina para garantir funcionamento de pontos de venda de drogas há anos é tratada como um “segredo aberto”, mas raramente aparece de forma tão explícita em documentos oficiais da Justiça. Agora, a defesa tenta derrubar as acusações, enquanto o Ministério Público sustenta que os diálogos revelam uma associação criminosa estável e organizada dentro da Favela da Linha.

Agente infiltrado”: STF revela que Daniel Vorcaro teria policial federal da ativa operando esquema clandestino dentro da PF do Rio. Ele recebia a propina via Pix

Documento do Supremo Tribunal Federal detalha como um policial federal da ativa teria atuado dentro da própria corporação em favor da estrutura clandestina ligada a Daniel Vorcaro, realizando consultas sigilosas, acessando sistemas internos da Polícia Federal, monitorando alvos e abastecendo integrantes da organização com informações reservadas. O agente Anderson Wander da Silva Lima, lotado na DEAIN/DREX/SR/PF/RJ, é apontado pela investigação como a “longa manus” de Marilson Roseno dentro da Polícia Federal. Agente federal aposentado, Marilson era o líder operacional de Vorcaro. Segundo a representação, ele realizava ou articulava consultas indevidas em sistemas internos da corporação, repassando a Marilson dados reservados que, posteriormente, seriam utilizados em favor de Daniel Vorcaro, Felipe Mourão e demais integrantes do grupo criminoso. A autoridade policial afirma que Anderson recebia contrapartidas financeiras pelas atividades ilícitas e que, por continuar na ativa, possuía acesso privilegiado, atual e funcional aos bancos de dados oficiais da Polícia Federal, sendo justamente por isso constantemente acionado por Marilson. A investigação aponta que, ao menos desde agosto de 2023, Anderson vinha realizando pesquisas em bases internas da PF e transmitindo os resultados a Marilson, que redistribuía as informações ao núcleo central da organização. Segundo a Polícia Federal, não se trata de episódio isolado. A representação descreve um padrão contínuo e estável de exploração criminosa do acesso institucional da corporação em benefício dos interesses do grupo ligado a Daniel Vorcaro. O primeiro episódio concreto citado ocorreu em 05 de agosto de 2023. Na data, Marilson encaminhou a Anderson a fotografia do passaporte de R.A.M. e perguntou se a pessoa havia deixado o país e, em caso positivo, qual teria sido o destino. A investigação relata que um colega de Anderson se recusou a realizar a consulta ilegal. Diante disso, o agente teria classificado o servidor como “babaquinha demais”. Ainda no mesmo dia, Anderson enviou áudio a Marilson afirmando que “a gente tem que ver se aquela outra meta lá avança”, pedindo que não fosse abandonado e solicitando ajuda. Em resposta, Marilson afirmou que “a situação de terça-feira” já representaria avanço nos pleitos de Anderson por novas demandas. Posteriormente, durante o plantão de sua equipe, Anderson encaminhou áudios com as informações solicitadas, gravados por um terceiro ainda não identificado, além de enviar imagem de tela de sistema interno da Polícia Federal contendo dados de entrada e saída do país relacionados a R.A.M. Segundo a autoridade policial, os diálogos revelam que Anderson tinha plena consciência da ilegalidade das consultas e atuava deliberadamente para viabilizar e entregar conteúdo reservado ao grupo criminoso, inclusive mobilizando terceiros dentro da estrutura policial. As conversas interceptadas também revelariam o recebimento de vantagens e recompensas pelas informações sigilosas fornecidas. Em 08 de agosto de 2023, Marilson pediu a Anderson que gravasse um áudio para um terceiro dizendo: “depois vê aí o que consegue fazer pela gente”. O agente atendeu ao pedido e acrescentou espontaneamente a frase: “moral se paga com moral”, além de pedir “fortalecimento”. No dia seguinte, Marilson solicitou a chave Pix de Anderson para enviar “um presente pra filhota que passou no vestibular”. Em 11 de agosto de 2023, Anderson respondeu agradecendo e afirmou que a jovem “adorou o presente”. Para a Polícia Federal, o episódio demonstra uma contrapartida patrimonial concreta vinculada à disponibilidade funcional do policial para realizar consultas e obter dados sigilosos. Em 20 de setembro de 2023, Anderson voltou a conversar com Marilson e afirmou estar “fedendo”, que precisava de alguma “coisinha boa” e gostaria de fazer “uns trabalhinhos”. Marilson respondeu dizendo que, no mês seguinte, talvez fosse ao Rio de Janeiro e teria “um negócio” em que precisaria do apoio “de vocês aí”, classificando a situação como “muito interessante”. Segundo a representação, o diálogo demonstra que Anderson não era mero executor ocasional de consultas clandestinas, mas alguém integrado a um circuito contínuo de demandas futuras e expectativa de remuneração. A Polícia Federal afirma que havia uma relação permanente entre Anderson e Marilson baseada no atendimento sucessivo de solicitações sigilosas em troca de vantagens materiais. Em 09 de outubro de 2023, Marilson formulou nova solicitação ao policial, novamente atendida. No dia seguinte, 10 de outubro de 2023, Marilson enviou foto do visto americano de determinada pessoa e pediu que Anderson verificasse, com urgência, se o alvo ainda estava no Chile. Segundo a investigação, a demanda foi atendida. Em 11 de outubro de 2023, os questionamentos continuaram. A autoridade policial destaca que Anderson utilizava expressões como “a gente” e “conforme nós prevíamos”, o que, segundo a investigação, evidencia sua inserção em grupo articulado de agentes com acesso a dados internos da Polícia Federal, operando de forma colaborativa. Outro trecho considerado extremamente grave pela investigação ocorreu em 15 de fevereiro de 2024. Na ocasião, Marilson pediu que Anderson verificasse, com urgência, se determinado inquérito policial tratava de crime financeiro envolvendo Daniel Vorcaro, solicitando tudo o que pudesse ser enviado sobre o procedimento. A representação afirma que Anderson repassou a demanda a outros três colegas da Polícia Federal, enviando posteriormente capturas de tela das respostas recebidas. Em seguida, Marilson esclareceu que não precisava do acesso integral ao processo sigiloso, mas apenas de uma versão “sucinta” do inquérito. Já em 23 de fevereiro de 2024, nova solicitação foi feita por Marilson, agora relacionada a outro procedimento associado a uma intimação dirigida a Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, Anderson atendeu parcialmente à demanda. Os investigadores sustentam que o agente era acionado não apenas para consultas cadastrais simples, mas também para sondar investigações sigilosas de interesse direto do núcleo Vorcaro, inclusive mobilizando sua rede de contatos dentro da corporação. A investigação menciona ainda nova demanda em 30 de julho de 2024, novamente relacionada à situação migratória de determinada pessoa. Já em 30 de outubro de 2024, Marilson acionou Anderson para “dar um pulão” em um DJ que, segundo a mensagem, teria “rede de pedofilia da internet” e teria “mexido com a filha de um cara, filho de um… com o CEO do banco aí”. Na sequência, foram enviados os dados de R.F.S. Para a Polícia Federal,

DOCUMENTO DO STF REVELA SUPOSTA ESTRUTURA COM PFs, HACKERS, INTIMIDAÇÕES E PAGAMENTOS DE R$ 1 MILHÃO POR MÊS LIGADA AO EX-DONO DO BANCO MASTER

Documento do Supremo Tribunal Federal (STF) revelou detalhes explosivos sobre a suposta existência de dois grupos clandestinos ligados ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. As estruturas investigadas envolveriam policiais federais, hackers, monitoramentos ilegais, ameaças e pagamentos milionários mensais. Segundo a investigação da Polícia Federal, os núcleos eram conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”. Eles teriam sido criados para executar desde intimidações presenciais até invasões cibernéticas e espionagem ilegal de desafetos do empresário. O dado mais impactante apontado nos autos é que os grupos receberiam aproximadamente R$ 1 milhão por mês para manter toda a estrutura funcionando. De acordo com a representação policial, “A Turma” seria voltada para ações consideradas extremamente graves, como ameaças, coerções, levantamentos clandestinos, obtenção ilegal de dados sigilosos e acessos indevidos a sistemas governamentais. Já “Os Meninos” teria perfil tecnológico e atuaria em ataques hackers, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramentos telefônicos e digitais ilegais. Ambos os grupos, segundo a PF, eram gerenciados por Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”, encontrado morto na cadeia. A investigação afirma que os dois núcleos tinham como finalidade atender ordens vindas do núcleo central da organização investigada. No caso de “A Turma”, chama atenção a participação de policiais federais. O agente Marilson Roseno da Silva é apontado como liderança operacional do grupo e responsável por coordenar ações de intimidação e obtenção clandestina de informações sigilosas. Também aparecem citados o policial federal aposentado Sebastião Monteiro Júnior e o policial federal da ativa Anderson Wander da Silva Lima, lotado na Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro. Segundo a investigação, esse braço operacional seria utilizado para acompanhar, monitorar e intimidar desafetos de Daniel Vorcaro. Outro ponto considerado central pela Polícia Federal envolve Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Ele é apontado como demandante dos serviços ilícitos, beneficiário das ações do grupo e operador financeiro responsável pelos pagamentos destinados à manutenção da estrutura criminosa. As conversas extraídas do celular de Marilson indicariam que Henrique continuou acionando integrantes da organização mesmo após o início ostensivo da Operação Compliance Zero. Em uma mensagem de janeiro de 2026 destacada pela investigação, Henrique afirma: “No momento em que estou é que preciso de vocês”. Para a PF, a frase seria uma referência direta à continuidade da atuação do grupo. As mensagens também revelam cobranças envolvendo cifras milionárias. Em uma conversa, Marilson pede para Henrique não deixá-lo “à deriva”, afirmando estar “segurando uma manada de búfalo” enquanto aguardava pagamentos prometidos. Henrique responde dizendo que enviaria “400” assim que recebesse recursos. Marilson rebate afirmando que o ideal seria “800k”. Segundo a PF, o valor de R$ 400 mil seria destinado mensalmente à manutenção da chamada “Turma”. Outro trecho considerado explosivo envolve uma explicação dada por Felipe Mourão sobre a divisão do dinheiro dentro da estrutura. Segundo ele, Daniel Vorcaro enviaria os valores mensais e o dinheiro seria repartido entre os integrantes dos grupos. “Ele manda o mensal e eu divido entre a turma. Os meninos mando 75 pra cada”, teria dito Mourão. A investigação afirma que “A Turma” receberia cerca de R$ 400 mil mensais, enquanto integrantes de “Os Meninos” ganhariam aproximadamente R$ 75 mil cada. Parte dos valores permaneceria com o próprio Mourão. A Polícia Federal também identificou Fabiano Zettel como possível responsável operacional pelos pagamentos do esquema. Em mensagens anexadas aos autos, integrantes reclamam que “o Fabiano não mandou este mês e a turma está perguntando”, indicando uma rotina de repasses financeiros permanentes para manter o funcionamento da organização. O documento ainda cita Manoel Mendes Rodrigues, descrito como “empresário do jogo” no Rio de Janeiro. Ele é apontado como líder de um braço local da estrutura criminosa composto por pessoas ainda não identificadas. Segundo a investigação, os elementos reunidos demonstram uma organização sofisticada, com divisão de tarefas, financiamento contínuo, uso de tecnologia avançada, participação de agentes públicos e estratégias para dificultar rastreamentos, incluindo troca constante de aparelhos telefônicos e utilização de números estrangeiros. O caso segue em investigação sob supervisão do STF. cara, nao eh para omitir nada no texto q te mandei Documento ligado ao Supremo Tribunal Federal (STF) revelou detalhes explosivos sobre a suposta existência de dois grupos clandestinos ligados ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, envolvendo policiais federais, hackers, monitoramentos ilegais, ameaças e pagamentos milionários mensais. Segundo a investigação da Polícia Federal, os núcleos eram conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”. Eles teriam sido criados para executar desde intimidações presenciais até invasões cibernéticas e espionagem ilegal de desafetos do empresário. O dado mais impactante apontado nos autos é que os grupos receberiam aproximadamente R$ 1 milhão por mês para manter toda a estrutura funcionando. De acordo com a representação policial, “A Turma” seria voltada para ações consideradas extremamente graves, como ameaças, intimidações presenciais, coerções, levantamentos clandestinos, obtenção ilegal de dados sigilosos e acessos indevidos a sistemas governamentais. Já “Os Meninos” teria perfil tecnológico e atuaria em ataques hackers, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramentos telefônicos e digitais ilegais. Segundo a autoridade policial, ambos os grupos eram gerenciados por Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”, encontrado morto na cadeia. A investigação afirma que os dois núcleos tinham como finalidade atender ordens vindas do núcleo central da organização investigada. No caso de “A Turma”, chama atenção a participação de policiais federais. O agente Marilson Roseno da Silva é apontado como liderança operacional do grupo e responsável por coordenar ações de intimidação, levantamentos clandestinos e obtenção ilícita de informações sigilosas. Também aparecem citados o policial federal aposentado Sebastião Monteiro Júnior e o policial federal da ativa Anderson Wander da Silva Lima, lotado na Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro. Segundo a investigação, esse braço operacional seria utilizado tanto para acompanhar e monitorar desafetos de Daniel Vorcaro quanto para executar intimidações presenciais. Outro nome citado é Manoel Mendes Rodrigues, descrito no documento como “empresário do jogo” no Estado do Rio de Janeiro. Ele seria apontado como líder de um braço local da organização, composto por pessoas ainda não identificadas. Em relação ao núcleo “Os Meninos”, a Polícia Federal afirma que

Denúncia Aponta 79 Casos de Corrupção e Série de Transações Bancárias Entre PMs em Belford Roxo

A investigação sobre PMs suspeitos de cobrar propina para oferecer segurança privada a comerciantes de Belford Roxo identificou ao menos 79 condutas de corrupção passiva atribuídas aos envolvidos no esquema criminoso. Segundo a denúncia, os policiais militares desviavam deliberadamente o exercício regular da função pública para atender interesses privados, oferecendo uma espécie de policiamento direcionado a comerciantes que realizavam pagamentos semanais de propina. As investigações apontam que, entre 10 de outubro de 2021 e 26 de abril de 2024, foram realizadas 45 transferências bancárias via PIX feitas pelo PM Michel Maia Rodrigues em favor de outros policiais envolvidos no esquema. Ainda conforme os autos, 72 operações correspondiam a repasses previamente ajustados no valor de R$ 100, totalizando R$ 7.200,11 movimentados no esquema investigado. De acordo com a denúncia, um dos acordos firmados com um posto de combustíveis previa o pagamento semanal de R$ 100 destinados à viatura e outros R$ 100 diretamente ao PM Michel Maia Rodrigues, apontado como articulador do esquema. Além das movimentações entre os próprios policiais, a apuração identificou transferências para contas de terceiros apontados como “laranjas”, em benefício de três pessoas, além de pagamentos em espécie efetuados para integrantes do grupo. Ainda segundo a investigação, os PMs direcionavam o patrulhamento ostensivo para os estabelecimentos ligados aos chamados “padrinhos” do esquema. Os policiais deveriam comparecer rapidamente sempre que acionados e priorizar os pontos vinculados aos comerciantes que efetuavam os pagamentos ilícitos. A denúncia descreve que Michel Maia orientava colegas de farda sobre a forma de atuação necessária para manter a aparência de patrulhamento regular na região e evitar suspeitas sobre o esquema criminoso. Segundo os autos, o policial reforçava constantemente a necessidade de permanência ostensiva das viaturas nos estabelecimentos para evitar o rompimento do acordo ilegal firmado com os comerciantes. Em uma das situações descritas na denúncia, um policial chegou a enviar uma fotografia para comprovar presença em um posto de combustíveis ligado ao esquema. Em outra ocasião, Michel Maia teria pressionado colegas para que fossem vistos no local, demonstrando preocupação com a manutenção do acerto criminoso. A investigação aponta ainda que Michel chegou a designar o policial Marcelo para atender uma ocorrência de estelionato registrada justamente em um dos estabelecimentos vinculados ao esquema investigado. Outro PM investigado prestava contas diretamente a Michel Maia por meio do envio de fotografias da fachada do posto de combustíveis, comprovando as ocasiões em que efetivamente comparecia ao local. O caso é mais um desdobramento da Operação Patrinus que, em agosto de 2025, resultou na prisão de 10 policiais militares acusados de extorquir comerciantes em Belford Roxo. Na ocasião, o GAESP/MPRJ destacou que o esquema representava uma “subversão da lógica da segurança pública”, uma vez que policiais militares utilizavam viaturas, armas e a estrutura do Estado para cobrar valores de comerciantes em troca do serviço que deveriam prestar gratuitamente à população. As investigações identificaram ainda que Michel Maia atuava como articulador e intermediário do esquema, além de manter ligação com uma milícia que atua na região. Segundo a denúncia, os pagamentos das propinas eram realizados todas as sextas-feiras diretamente a Michel Maia, responsável por redistribuir os valores ao policial escalado para atuar no esquema naquela semana.

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