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homicidio

Peguei esse filho da p… e estou indo embora”: traficante do Complexo do Salgueiro é acusado de executar dono de provedor de internet por não obedecer ordens do Comando Vermelho em Magé

Um integrante do Comando Vermelho ligado ao Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, é acusado de executar o dono de um provedor de internet em Magé após a vítima se recusar a atender exigências impostas pelo tráfico de drogas que dominava a região da Vila Inca. A investigação aponta que o crime foi cometido para fortalecer o controle da facção sobre o mercado de provedores de internet e servir de exemplo para outras empresas que resistissem às ordens dos criminosos.. O crime ocorreu ano passasdo. A revelação consta em documentos da investigação que embasaram o pedido de prisão preventiva dos acusados. Segundo o Ministério Público, o homicídio está diretamente relacionado à disputa pelo controle dos serviços de internet na região, onde traficantes exigiam pagamento de propina e a instalação de câmeras de monitoramento para atender aos interesses da organização criminosa. Facção queria expulsar empresas de internet De acordo com a apuração, a vítima, identificada como Joanilson n Silva Gonçalves Júnior, de 29 anos, trabalhava com instalação de internet e teria se tornado alvo do tráfico após se recusar a colaborar com as exigências impostas pelos criminosos. Uma testemunha considerada fundamental para a investigação revelou à polícia que manteve um breve relacionamento com Mateus William, apontado como integrante do tráfico do Complexo do Salgueiro. Segundo seu depoimento, Mateus afirmou que os traficantes pretendiam retirar da Vila Inca todas as empresas de internet que não aceitassem colaborar com a facção. De acordo com a testemunha, ele chegou a dizer: “Vai ficar só a empresa que colaborou com eles.” Ainda segundo o relato, Mateus afirmou que Joanilson não havia aceitado as imposições do grupo criminoso. Adolescente teria sido usada para localizar a vítima As investigações apontam que, dias antes do assassinato, Mateus passou a utilizar a adolescente para monitorar os passos da vítima. Segundo o depoimento, ele determinou que ela o avisasse imediatamente caso Joanilson aparecesse na Vila Inca. A ordem teria sido acompanhada de uma ameaça de morte. No dia do crime, Mateus entrou em contato novamente perguntando se Joanilson estava realizando instalações de internet na região. A testemunha respondeu que sim. Pouco depois, o criminoso voltou a procurá-la. Desta vez queria saber exatamente onde o técnico estava. A localização foi repassada. Minutos depois, Joanilson seria morto. “Peguei esse filho da puta” Após a execução, Mateus teria feito contato com a testemunha e revelado o que havia acontecido. Segundo o termo de declaração anexado ao inquérito, ele afirmou: “Peguei, peguei esse filho da puta e estou indo embora.” Em outra conversa, segundo a investigação, o traficante admitiu a motivação do assassinato. “Matei o JOANILSON porque ele não quis respeitar a ordem do MANO.” A polícia identificou o homem citado como “Mano” como sendo um criminoso conhecido pelos apelidos de Manel e Zóio. Ordem teria partido de criminoso foragido Segundo a investigação, Mateus afirmou que o homicídio foi praticado a mando de Manel. Os investigadores apontam que o suspeito é um criminoso de alta periculosidade que estaria foragido do sistema prisional. A decisão menciona que contra ele existem quatro mandados de prisão pendentes e dezessete anotações criminais. Para a polícia, o crime foi uma demonstração de força da facção na região. Imagens registraram a fuga dos assassinos A investigação também reuniu imagens de câmeras de monitoramento instaladas na BR-116. Segundo o relatório policial, os equipamentos registraram dois homens praticando o crime e fugindo logo após a execução. As imagens passaram a integrar o conjunto de provas reunidas pela Polícia Civil. Família relatou ameaças anteriores Além das imagens, a polícia ouviu familiares e sócios da vítima. Os depoimentos apontaram que Joanilson já enfrentava problemas relacionados à atuação do Comando Vermelho sobre provedores de internet na região. As testemunhas relataram ameaças e pressões para que empresas aceitassem as condições impostas pelos traficantes. Segundo a investigação, a recusa da vítima em se submeter às exigências criminosas teria sido determinante para sua morte. Crime serviu para intimidar outros empresários Na avaliação do Ministério Público, o assassinato não teve apenas o objetivo de eliminar Joanilson. Os promotores sustentam que a execução possuía um caráter intimidatório. O objetivo seria demonstrar o poder da facção e enviar uma mensagem a outros prestadores de serviço que atuam na região. A manifestação do Ministério Público afirma que o homicídio foi praticado em um contexto de imposição territorial por organização criminosa, destinado a consolidar o domínio do Comando Vermelho sobre a Vila Inca. Acusado desapareceu após o crime A investigação aponta ainda que Mateus fugiu da região logo após o homicídio. Segundo a polícia, ele não foi mais localizado. Os autos registram que, mesmo intimado para prestar depoimento, o suspeito não compareceu à delegacia. Para os investigadores, a conduta demonstra tentativa de escapar da responsabilização criminal. Prisões preventivas foram pedidas Diante das provas reunidas, o Ministério Público apoiou o pedido da Polícia Civil para decretar a prisão preventiva dos acusados. O órgão destacou a gravidade do crime, o envolvimento com o Comando Vermelho, o risco de intimidação de testemunhas e a possibilidade de fuga dos investigados. A Promotoria também ressaltou que a liberdade dos suspeitos representaria ameaça à ordem pública e à continuidade das investigações. O caso expõe mais um capítulo da disputa pelo controle dos serviços de internet em áreas dominadas pelo crime organizado, onde provedores e trabalhadores do setor têm sido alvo de ameaças, extorsões e violência por parte de facções criminosas.

Preso nesta semana, ex-PM apontado como chefe do Comando Vermelho já foi acusado de autorizar execução de homem que denunciou crimes da facção em São Gonçalo. Corpo foi jogado em um mangue

Preso essa semana apontado como integrante antigo da cúpula da facção criminosa Comando Vermelho, o ex-PM paulista Márcio Silva de Souza, o Verdão, estava entre os suspeitos da morte de Adriano Caldas Rodrigues; Ele chegou a ter a prisão preventiva decretada mas foi impronunciado (se livrou do júri popular). A vítima, segundo a Justiça, havia noticiado, nos autos do inquérito nº 072-08353/2022, as atividades ilícitas que Verdão e comparsas cometiam na região dos fatos (São Gonçalo) e, em retaliação, ceifaram a sua vida. O crime ocorreu em 2024. A partir de declarações prestadas pelas testemunhas em sede policial, além da análise do delito em tela com o inquérito Policial nº 072-08353/2022, o qual apura a prática do crime de associação para o tráfico pelos acusados: Verdão, Playboy e Rondinelle. Todos possuíam bastante influência e conhecimento na região, havendo testemunhas que residem e trabalham próximo ao local do crime e possuem algum tipo de relação com os acusados, de modo que estas se encontravam temerosas com a liberdade de Verdão e de seus comparsas.Verdão, segundo as investigações, , autorizou que os comparsas procedessem à execução da vítima, sendo certo que exercia posição de liderança na associação criminosa instalada na comunidade na qual o crime ocorreu. Segundo os autos, os autores ocultaram o cadáver da vítima Adriano, ao abandonarem o seu corpo em um mangue situado no interior da Comunidade da Cerâmica. Frisa-se que o irmão da vítima, em buscas por Adriano, foi o responsável por localizar o seu corpo no dia 17/06/2024, no interior do mangue, tendo arrastado o cadáver até a Praia das Pedrinhas, situada no bairro Porto do Rosa/SG.Qiuem é Verdão De acordo com as investigações, o criminoso é ex-policial militar do estado de São Paulo e, após deixar a corporação, passou a integrar o crime organizado. Ao longo dos anos, “Verdão” se consolidou como um dos principais fornecedores de drogas da facção e exerceu influência em regiões estratégicas do Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio. Ainda de acordo com os agentes, ele ganhou notoriedade em 2003, quando foi preso em uma operação policial é apontado como responsável pelo abastecimento de drogas para diversas áreas dominadas pelo Comando Vermelho. Após passar cerca de 15 anos no sistema prisional, voltou à liberdade em 2018 e retomou posição de destaque na estrutura da organização criminosa. As investigações apontaram que o criminoso comandava as atividades da facção nas comunidades Porto do Rosa e Monte Verde, em São Gonçalo, sendo responsável pela coordenação do tráfico de drogas, controle territorial e gerenciamento de criminosos armados na região. Durante as diligências, os policiais constataram que ele utilizava documento falso para dificultar sua identificação e evitar o cumprimento de ordens judiciais. Contra o homem, foram cumpridos três mandados de prisão pelos crimes de tráfico de drogas, homicídio e associação para o tráfico.

Homem que saiu da Baixada Fluminense para fazer cobranças atribuídas à milícia em São Gonçalo foi executado por traficantes do Comando Vermelho; motorista que o levou foi torturado, espancado e quase morto

Um homem apontado pelas investigações como integrante da milícia foi perseguido e executado por traficantes do Comando Vermelho após sair da Baixada Fluminense para realizar cobranças ilegais em estabelecimentos comerciais de São Gonçalo. O crime, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, foi seguido de uma sessão de tortura contra o mototaxista que transportou a vítima até a Comunidade do Feijão. O trabalhador foi espancado por diversos criminosos, teve a moto e o celular roubados e escapou da morte ao aproveitar um momento de distração dos traficantes. Os fatos levaram a Justiça a receber denúncia por homicídio qualificado, tortura e roubo contra Wanderson Silva Nogueira, o “Wandgol”, Cristian Rodrigues Nepomuceno de Souza, o “Negueba”, Wesley Luiz Leite Martins, o “Nego”, e Hilário Gabriel dos Santos Rangel, o “Biel do Feijão”, apontado como uma das lideranças do tráfico na comunidade. Investigação aponta que vítima saiu de São João de Meriti para fazer “recolhe” em área dominada pelo tráfico Segundo a denúncia, a vítima fatal foi Carlos Alberto da Silva Junior, morador de São João de Meriti. A investigação sustenta que ele costumava se deslocar até São Gonçalo para realizar atividades atribuídas à milícia, especialmente o chamado “recolhe”, que consiste na cobrança de dinheiro de comerciantes. A companheira da vítima, Darlene Silva Almeida, prestou depoimento à polícia e apresentou mensagens que, segundo os investigadores, reforçam a suspeita de que Carlos Alberto atuava em favor da milícia. O Ministério Público afirma que o assassinato ocorreu porque traficantes do Comando Vermelho descobriram a presença do suposto miliciano em território controlado pela facção. Para os investigadores, o crime foi motivado pela disputa entre tráfico e milícia pelo controle de áreas e fontes de arrecadação. Corrida começou em Nova Iguaçu A principal testemunha do caso foi o mototaxista Jorge Michal Cirino da Costa. Em depoimento, ele contou que trabalha como mototaxista e eventualmente utiliza o aplicativo 99. Ele admitiu que utilizava uma conta de terceiro para fazer corridas porque possuía habilitação provisória e anotações criminais. Jorge afirmou que estava em um ponto de mototáxi próximo à Via Dutra, em Nova Iguaçu, quando Carlos Alberto o procurou. Segundo o relato: “A vítima perguntou se eu faria uma corrida para São Gonçalo e ofereceu R$ 150.” O motorista disse que não conhecia Carlos Alberto e afirmou que, naquele momento, não sabia que ele seria apontado posteriormente como integrante da milícia. Três paradas antes da execução Durante o trajeto, Carlos Alberto pediu diversas paradas. Segundo a testemunha, a primeira ocorreu em uma loja de roupas. A vítima permaneceu aproximadamente 30 minutos no local e saiu carregando uma sacola. Depois foi até um salão de beleza instalado em um prédio. Lá, permaneceu cerca de uma hora. A terceira parada ocorreu em uma loja de ração. O motorista afirmou que, naquele momento, começou a suspeitar que o passageiro estivesse realizando o chamado “recolhe”. Após as visitas, seguiram para o destino final: um posto de combustíveis localizado na entrada da Comunidade do Feijão. Moto chega em alta velocidade e criminosos anunciam assalto Quando chegaram ao posto, Carlos Alberto iniciou uma transferência via PIX para pagar a corrida. Nesse momento, uma motocicleta Yamaha Lander azul surgiu em alta velocidade. Segundo Jorge, os ocupantes foram diretamente em direção à moto dele. O carona já desceu com uma pistola na mão. As primeiras palavras foram: “Perdeu! Perdeu!” Os criminosos mandaram os dois levantarem a camisa. Jorge disse que imediatamente informou ser trabalhador. Carlos Alberto reagiu de forma diferente. Ao perceber a abordagem, correu. Perseguição termina com execução Segundo o mototaxista, o homem armado saiu correndo atrás de Carlos Alberto. Ele ouviu vários tiros. Em um depoimento relatou mais de dois disparos. Posteriormente afirmou que ouviu mais de cinco. Pouco depois, o atirador retornou. Foi então que, segundo Jorge, ouviu a frase: “Matei o seu amigo e você vai ser o próximo.” A investigação aponta que quem efetuou os disparos foi Wanderson Silva Nogueira, o Wandgol. Segundo o Ministério Público, ele perseguiu Carlos Alberto pelas ruas da região até alcançá-lo e executá-lo. Mata-leão e sequestro Enquanto Carlos Alberto era perseguido, Jorge tentou fugir para o lado oposto. Mas acabou capturado. Segundo o relato, o piloto da Yamaha Lander o alcançou e aplicou um golpe conhecido como mata-leão. A polícia afirma que esse homem era Cristian Rodrigues Nepomuceno de Souza, o Negueba. A partir daí começou uma sequência de agressões. Os traficantes passaram a arrastá-lo para dentro da comunidade. “Tu tá mandado” Ainda próximo ao posto, os criminosos iniciaram os espancamentos. O motorista relatou que recebia socos, chutes e golpes enquanto era interrogado. A todo momento escutava ameaças. Segundo ele, os traficantes repetiam: “Tu tá mandado.” “Tu vai morrer.” Eles queriam saber quem ele era e qual sua ligação com Carlos Alberto. Quando informou que morava em Valverde, em Nova Iguaçu, a situação piorou. Segundo o depoimento, os criminosos passaram a desconfiar ainda mais dele porque a região possui atuação de grupos milicianos. Tráfico acreditava que motorista também era ligado à milícia O trabalhador insistia que era apenas mototaxista. Chegou a pedir seu celular para mostrar provas. Mas os traficantes já haviam ficado com o aparelho. Enquanto era espancado, um terceiro criminoso apareceu conduzindo sua motocicleta roubada. Nesse momento, segundo o relato, avisou: “Tem viatura rondando.” Mesmo assim as agressões continuaram. “Parecia um formigueiro” O motorista contou que não conseguia identificar todos os agressores. Mas afirmou que o número de traficantes aumentava rapidamente. Em determinado momento disse: “Parecia um formigueiro em cima de mim.” Ele relatou que ouviu criminosos chamando uns aos outros pelos apelidos “Negueba” e “Wandgol”. Também afirmou que um novo grupo chegou ao local em outra motocicleta. Aparição de Biel do Feijão Segundo a testemunha, uma Honda 160 preta chegou com dois ocupantes. O passageiro desembarcou, conversou com os traficantes e foi embora. Jorge afirmou ter reconhecido o homem como Hilário Gabriel dos Santos Rangel, o Biel do Feijão. Ele declarou que reconheceu o traficante por fotografias divulgadas na imprensa após uma prisão anterior. Para o Ministério Público, a presença de Biel

Cobranças, ameaças e medo: como agia a milícia apontada por moradores após assassinato de comerciante em Belford Roxo

A morte do comerciante Leonel Braga da Silva, assassinado a tiros em Nova Aurora, Belford Roxo, trouxe novamente à tona as denúncias sobre a atuação da milícia que há anos é alvo de investigações da Polícia Civil e do Ministério Público na região. Familiares da vítima afirmam que Leonel teria sido morto após se recusar a pagar uma taxa de R$ 100 exigida por criminosos para permitir o funcionamento de seu lava jato. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga a motivação do crime e não descarta nenhuma hipótese. O que já consta em investigações do Ministério Público, porém, é que a região onde o comerciante foi executado possui um histórico de denúncias envolvendo extorsões sistemáticas contra comerciantes, praticadas por integrantes da chamada “Milícia do Babi”, organização criminosa que já foi alvo de operações policiais e procedimentos do MPRJ. Cobrança porta a porta Documentos do Ministério Público revelam que policiais da P2 flagraram, em janeiro deste ano, um homem apontado como cobrador da milícia realizando arrecadações em diversos estabelecimentos comerciais de Nova Aurora. Segundo a denúncia, o esquema funcionava de forma simples e eficiente: um integrante da organização, normalmente desarmado, percorria os comércios recolhendo dinheiro dos proprietários. A ameaça era indireta, mas clara. De acordo com informações obtidas pela inteligência policial, os comerciantes eram informados de que, caso não efetuassem os pagamentos exigidos, a cobrança passaria a ser feita de forma violenta pelos chefes da organização criminosa. Durante a ação policial, os agentes afirmaram ter observado o suspeito entrando em diversos estabelecimentos, recolhendo valores e seguindo para o comércio seguinte. Após a abordagem, dinheiro em espécie e um aparelho celular foram apreendidos. Comerciantes dominados pelo medo A investigação revelou ainda um dos aspectos mais marcantes da atuação da milícia: o silêncio imposto às vítimas. Conforme relatado pelo Ministério Público, comerciantes confirmaram informalmente aos policiais que o homem atuava como arrecadador da organização criminosa. No entanto, quando foram convidados a prestar depoimento formal na delegacia, recusaram-se por medo de represálias. O receio de denunciar os criminosos é apontado por investigadores como uma das principais ferramentas utilizadas pela milícia para manter o controle territorial e financeiro da região. Taxas variavam conforme o tamanho do negócio As investigações apontam que os valores cobrados não eram fixos. Segundo o Ministério Público, as taxas semanais eram calculadas de acordo com o porte do estabelecimento e a capacidade de faturamento de cada comerciante. Entre as vítimas identificadas na investigação estavam proprietários de drogarias, oficinas mecânicas, lojas de ração, bazares e outros pequenos empreendimentos da região. O dinheiro arrecadado seria repassado a integrantes da estrutura financeira da milícia, que posteriormente prestariam contas aos líderes da organização. Grupo já era monitorado por autoridades A própria denúncia do Ministério Público destaca que existiam indícios de atuação de milícia privada na região e que as investigações deveriam prosseguir para identificar outros integrantes da organização criminosa. Na ocasião, os promotores solicitaram inclusive a quebra do sigilo de dados do celular apreendido com o suspeito para aprofundar a apuração sobre o funcionamento da quadrilha, sua contabilidade, forma de arrecadação e cadeia de comando. Morte reacende denúncias Agora, após o assassinato de Leonel Braga da Silva, moradores e familiares voltam a apontar a atuação da milícia como pano de fundo para a violência em Nova Aurora. Além da suposta cobrança de taxa para funcionamento do lava jato, parentes relatam que criminosos já teriam demonstrado interesse em adquirir o estabelecimento do comerciante anteriormente, proposta que teria sido recusada. A DHBF busca imagens de câmeras de segurança e outras provas que possam esclarecer a autoria e a motivação do homicídio. Enquanto a investigação avança, o caso lança novamente luz sobre um modelo de atuação que, segundo autoridades, se sustenta por meio de cobranças sistemáticas, intimidação de comerciantes e controle econômico de áreas inteiras da Baixada Fluminense.

Execução em Minas foi comandada de presídio do Rio: denúncia aponta que líder do CV em Bangu ordenou assassinato de grávida por dívida de drogas

Uma denúncia do Ministério Público de Minas Gerais revela que a execução de uma mulher grávida, assassinada com 11 tiros em plena luz do dia na cidade de Nanuque, no Vale do Mucuri, foi planejada e coordenada a partir de dentro do sistema prisisional do Rio de Janeiro. Segundo os promotores, a ordem para matar a vítima partiu de um bandido conhecido como “General”, apontado como liderança regional do Comando Vermelho (CV) e atualmente preso no Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste do Rio. De acordo com a investigação, mesmo atrás das grades, o criminoso continuava exercendo influência sobre integrantes da facção em Minas Gerais e teria determinado a execução por causa de uma suposta dívida relacionada ao tráfico de drogas, além da acusação de que a vítima teria furtado entorpecentes pertencentes à organização criminosa. Rede criminosa ligando Rio e Minas A denúncia descreve uma estrutura criminosa que ligava integrantes do Comando Vermelho no Rio de Janeiro a executores em Minas Gerais. Segundo o Ministério Público, duas mulheres residentes em Bangu atuavam como intermediárias da ordem de execução, coordenando a logística do crime e repassando informações para os envolvidos em Nanuque. A investigação aponta ainda que a vítima foi monitorada em tempo real antes do assassinato. Vídeos teriam sido enviados aos executores mostrando sua localização exata momentos antes da emboscada. Execução monitorada e filmada De acordo com a denúncia, a vítima caminhava por uma rua da região central de Nanuque quando foi surpreendida pelos criminosos. Os executores chegaram ao local em uma motocicleta roubada. O atirador desceu do veículo e efetuou diversos disparos de pistola calibre 9 milímetros à curta distância. O laudo de necropsia apontou 11 perfurações provocadas pelos tiros, sendo a causa da morte uma hemorragia interna severa. Para o Ministério Público, a execução ocorreu de forma premeditada, mediante emboscada e sem qualquer possibilidade de reação por parte da vítima. Grávida no momento do crime Outro aspecto destacado pelos promotores é que a vítima estava grávida quando foi assassinada. A circunstância foi incluída entre os agravantes da acusação e, segundo o Ministério Público, aumenta ainda mais a gravidade do caso, já que a violência atingiu não apenas a mulher, mas também a vida intrauterina. Preso, mas ainda dando ordens Um dos pontos mais contundentes da denúncia é a afirmação de que o suposto líder da facção continuava comandando ações criminosas mesmo recolhido em uma unidade prisional de segurança máxima no Rio de Janeiro. Ao pedir a prisão preventiva dos denunciados, o Ministério Público destacou que a periculosidade do grupo é demonstrada justamente pelo fato de que o líder preso em Bangu teria conseguido ordenar uma execução a centenas de quilômetros de distância. Para os promotores, o caso evidencia a capacidade de articulação do Comando Vermelho fora dos presídios e a manutenção das estruturas de comando da facção mesmo com seus principais integrantes encarcerados. Os denunciados responderão por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de outros crimes apontados na denúncia apresentada à Justiça mineira.

Milicianos de Rio das Pedras são acusados de sequestrar e executar dois jovens dados como desaparecidos após verem no celular de um deles fotos com armas

João ícaro Alves Sousa, de 19 anos, foi visto pela última vez no dia 26 de fevereiro por volta da 1h saindo da comunidade da Muzema, no Itanhangá, indo em direção a Taquara, mas não teria chegado ao seu destino. O rapaz estava em sua moto, de cor azul, modelo PCX. Segundo informações da Justiça, a mãe de João disse que foi informada que o filho e um outro rapaz quando passavam pela Taquara foram interceptados por criminosos armados e foram levados para a localidade conhecida como “Carangueijo”, onde foram agredidos e executados. A namorada de João afirmou que quando soube do desaparecimento da vítima foi até a comunidade Rio das Pedras e que um indivíduo de vulgo “LC” informou que no celular da outra vítima Jadson haviam fotos dele portando armas de fogo o que teria motivado a execução dos rapazes, após serem agredidos por milicianos. Dois suspeitos foram denunciados pelo crime, entre eles o irmão de um dos lideres da milícia de Rio das Pedras.. O reconhecimento dos acusados, realizado em sede policial, se deu por meio de álbum de fotografia, sendo este o único indício existente nos autos, por ora, de que os denunciados foram os autores do delito imputado na denúncia. Portanto, ainda não houve decretação de prisão.

Justiça manda prender “Flamengo”, apontado como chefão do TCP em Duque de Caxias, por execução de policial militar

A Justiça do Rio decretou a prisão preventiva de Leandro Santos Sabino, o “Flamengo”, apontado pelas investigações como um dos principais líderes do TCP em Duque de Caxias, acusado de participação na execução brutal de um policial militar em outubro de 2023. Além de Flamengo, também tiveram a prisão decretada Wilian Teixeira da Silva, o “Neymar”, e Charles Wallace dos Santos Targino, o “Lalá”. Os três vão responder por homicídio qualificado no Tribunal do Júri. Segundo a denúncia do Ministério Público, o assassinato foi cometido com características típicas de uma ação de guerra do tráfico: emboscada, armamento pesado, divisão de tarefas e destruição de provas após o crime. A vítima foi atacada com diversos disparos de fuzis calibres 7,62 e 5,56, armamentos normalmente utilizados por facções criminosas em confrontos armados. EXECUÇÃO TERIA SIDO RETALIAÇÃO DO TCP De acordo com a investigação, o policial militar foi morto em uma ação ligada diretamente à atuação do TCP na Baixada Fluminense. A denúncia afirma que os criminosos agiram por “motivação torpe” e em represália à atuação funcional da vítima como policial. O Ministério Público sustenta que os acusados participaram de uma emboscada cuidadosamente planejada, utilizando armas de guerra para garantir a execução. A decisão judicial destaca que os investigados fariam parte de uma organização criminosa armada com forte atuação territorial em Duque de Caxias. JUSTIÇA APONTA PERICULOSIDADE EXTREMA Ao decretar a prisão preventiva, a Justiça ressaltou a extrema gravidade do caso e o elevado nível de organização dos criminosos. Segundo a decisão: Um dos pontos destacados pela Justiça foi o incêndio do veículo utilizado na ação criminosa, apontado como tentativa de dificultar as investigações. O magistrado também afirmou que os acusados apresentam alto grau de periculosidade e que medidas cautelares alternativas seriam insuficientes diante da gravidade do caso. “FLAMENGO” É APONTADO COMO LIDERANÇA DO TCP Entre os denunciados, o nome que mais chama atenção é o de Leandro Santos Sabino, o “Flamengo”, apontado nas investigações como uma das principais lideranças do TCP em Duque de Caxias. Investigadores afirmam que o criminoso possui forte influência em áreas dominadas pela facção na Baixada Fluminense e seria ligado a ações armadas da organização criminosa. A decisão que autorizou a prisão preventiva reforça que os acusados estariam inseridos em uma facção fortemente armada e com capacidade de promover novos ataques violentos. GUERRA CONTRA AGENTES DE SEGURANÇA O caso é tratado nos bastidores da segurança pública como mais um episódio da escalada de violência promovida por facções criminosas contra agentes do Estado no Rio de Janeiro. A utilização de fuzis de guerra, emboscadas e ações coordenadas tem preocupado investigadores, principalmente em regiões da Baixada Fluminense dominadas por grupos fortemente armados. Com o recebimento da denúncia, os acusados passam agora a responder formalmente pelo homicídio qualificado do policial militar perante a Justiça.

Bicheiros contrataram traficantes do TCP para cometer assassinato na Zona Oeste do Rio. Atirador trabalhava para ‘quem pagasse mais’

A investigação sobre a execução de Fábio Romualdo Mendes, morto em 2021 em Vargem Pequena, revelou um detalhe explosivo que expõe um novo patamar da ligação entre contravenção e tráfico no Rio: integrantes de um grupo ligado ao bicheiro Rogério Andrade teriam recorrido a um traficante associado ao TCP para executar um homicídio ligado à guerra interna do jogo do bicho na Zona Oeste, que agora é Zona Sudoeste O caso, que voltou aos holofotes após decisões recentes da Justiça, mostra como criminosos da contravenção passaram a utilizar a estrutura armada de facções para resolver disputas territoriais e eliminar adversários. Segundo a Delegacia de Homicídios, o traficante conhecido como Jonathan Esquilo, apontado como integrante do TCP e suspeito de diversos assassinatos na Zona Oeste, teria sido contratado para atuar diretamente na execução de Fábio. Em depoimento considerado um dos mais impactantes do processo, o delegado responsável pela investigação afirmou que Jonathan “matava para milícia, para o tráfico e para a contravenção”, funcionando como uma espécie de matador de aluguel da guerra criminosa na região. A polícia sustenta que o criminoso atuava principalmente em áreas como Vargem Grande e Guaratiba e que, nos últimos anos, passou a integrar o TCP, sem abandonar os serviços prestados a outros grupos criminosos. Segundo a investigação, Jonathan Esquilo era conhecido justamente por atuar para quem oferecesse mais dinheiro, independentemente de facção ou organização criminosa. O delegado afirmou em juízo que o traficante “matava para quem pagasse mais”, sendo usado em execuções ligadas ao tráfico, à milícia e até à contravenção. CONTRAVENÇÃO E FACÇÃO: A ALIANÇA QUE ASSUSTA INVESTIGADORES O ponto central da investigação não é apenas o homicídio em si — amplamente noticiado na época — mas a revelação de que a guerra do jogo do bicho na Zona Oeste passou a envolver diretamente traficantes armados do TCP. De acordo com a DH, o grupo ligado a Rogério Andrade e ao bicheiro Flávio da Mocidade teria recorrido a criminosos especializados em execução para eliminar pessoas associadas ao grupo rival de Márcio Araújo, preso por outros crimes ligados à contravenção. As investigações apontam que Jonathan Esquilo foi escolhido justamente por sua fama de pistoleiro profissional disposto a atuar para qualquer organização criminosa mediante pagamento. Outro nome citado no processo é o de Caio Piloto, apontado como responsável por conduzir a motocicleta usada na emboscada. Piloto também é membro do TCP era um dos responsáveis pelos confrontos na disputa de território em Vargem Grande e Vargem Pequena, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A polícia afirma que a arma utilizada no assassinato foi relacionada, por confronto balístico, a outros homicídios atribuídos ao traficante do TCP. Jonathan Esquilo acabou morto posteriormente em confronto com milicianos. GUERRA INTERNA NA ESTRUTURA DE ROGÉRIO ANDRADE Segundo depoimentos colhidos pela Delegacia de Homicídios, existia uma disputa interna entre braços operacionais ligados à estrutura de Rogério Andrade na Zona Oeste. O delegado responsável pelo caso afirmou que, após a prisão de Márcio Araújo, integrantes ligados a Flávio da Mocidade tentaram assumir áreas de exploração ilegal e eliminar aliados do grupo rival. Fábio Romualdo Mendes, segundo a investigação, era considerado homem de confiança de Márcio Araújo e teria sido executado justamente por causa dessa guerra. A investigação aponta que o grupo criminoso atuava de forma organizada, com divisão clara de funções: As quebras de sigilo revelaram mensagens sobre o monitoramento da vítima, tentativas anteriores de execução e comemoração após o crime. Segundo a investigação, um dos envolvidos chegou a enviar vídeo da vítima baleada logo após os disparos. POLICIAL MILITAR E MATADORES DE ALUGUEL Outro ponto considerado alarmante pelos investigadores é a presença de um policial militar entre os integrantes apontados como participantes da organização criminosa. A DH também identificou movimentações envolvendo transporte de armas, circulação de fuzis e acesso a criminosos especializados em homicídios por encomenda. Os autos descrevem uma estrutura onde contraventores, traficantes, PMs e matadores profissionais atuariam em conjunto na disputa por territórios e dinheiro na Zona Oeste do Rio. JUSTIÇA LEVA ACUSADO A JÚRI Após a instrução criminal, a Justiça decidiu levar um dos acusados ao Tribunal do Júri por entender que existem indícios suficientes de participação no planejamento do homicídio. Mesmo com parte dos investigados impronunciados nesta fase, o processo escancarou um dos cenários mais perigosos já revelados sobre a aproximação entre a contravenção carioca e facções armadas do tráfico. Para investigadores, o caso mostra que a guerra do jogo do bicho deixou de ser apenas uma disputa entre bicheiros e passou a envolver diretamente criminosos do TCP, milicianos e grupos armados especializados em execuções.

“Ele Implorava Pela Vida”: Ligação Ao Vivo Coloca Chefão do CV do Castelar no Centro de Execução Brutal

Apontado pela polícia como chefe do tráfico no Castelar, área dominada pelo Comando Vermelho, José Severino da Silva Júnior, o “Soró”, virou réu por homicídio em um caso marcado por um detalhe chocante: testemunhas afirmam ter ouvido, em uma ligação telefônica ao vivo, os últimos momentos de desespero da vítima antes da execução. Segundo a investigação, Ary teria sido sequestrado por traficantes da facção e levado para um “acerto de contas” dentro da comunidade. Durante o trajeto, uma testemunha afirma que permaneceu em chamada com a vítima e escutou criminosos dizendo que Soró havia mandado “dar um jeito” nele. O relato é considerado um dos pontos mais pesados do processo. De acordo com o depoimento, Ary começou a implorar pela própria vida enquanto era cercado pelos traficantes. Pouco depois, ainda durante a ligação, foram ouvidos os disparos de arma de fogo que teriam colocado fim à execução. Outra testemunha contou que viu o momento em que traficantes do Comando Vermelho telefonaram para Soró avisando que a vítima já estava no local do chamado “acerto”. Para os investigadores, os depoimentos indicam que a execução teria acontecido sob ordens diretas do criminoso, apontado como uma das principais lideranças do CV no Castelar. A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público contra Soró pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, entendendo que existem indícios suficientes para abertura da ação penal. Apesar da gravidade do caso e do conteúdo explosivo dos depoimentos, o juiz negou o pedido de prisão preventiva. Na decisão, o magistrado reconhece a existência de indícios contra o acusado, mas afirma que ainda não há testemunhas que tenham presenciado diretamente o momento do assassinato. O juiz também destacou que não existem provas de que Soró esteja ameaçando testemunhas ou tentando interferir na investigação. Com isso, o traficante continuará respondendo ao processo em liberdade enquanto o caso segue sendo investigado pela polícia e pelo Ministério Público. Outro crime Soró também aparece como acusado em outro processo extremamente violento investigado pela Justiça. Desta vez, o traficante apontado como chefe do Comando Vermelho no Castelar é citado como um dos envolvidos na execução de Kauã, conhecido como “Cobrinha”. Segundo a denúncia do Ministério Público, Kauã vinha sofrendo ameaças havia semanas após uma briga envolvendo integrantes ligados ao tráfico. O processo aponta que, dias antes do assassinato, criminosos já haviam feito ataques de intimidação contra a vítima, chegando a disparar tiros em sua direção em diferentes ocasiões. No dia do crime, Kauã foi cercado por quatro homens em duas motos quando voltava para casa após uma confraternização. O próprio pai da vítima afirmou à polícia que presenciou a emboscada. De acordo com o depoimento, um criminoso conhecido como “Cabeludo” teria sido o responsável pelos disparos, enquanto “Mateus” conduzia a moto usada na execução. Mesmo baleado, Kauã ainda tentou correr para dentro de casa, mas acabou atingido antes de conseguir escapar. Outro detalhe pesado do processo é que um dos acusados presos admitiu participação no ataque durante depoimento à polícia. Segundo ele, o assassinato teria ligação direta com a guerra entre facções criminosas rivais. A Justiça entendeu que existem provas e indícios suficientes contra os envolvidos e decretou a prisão preventiva dos acusados, incluindo Soró. Na decisão, o juiz destacou a gravidade do crime, o risco à ordem pública e a violência empregada na execução.

ENTREVISTA BOMBÁSTICA: Ex-miliciano expulso do maior grupo paramilitar do RJ acusa chefão PL de vários homicídios e disse que não vai se entregar enquanto ele não for preso. “Vou guerrear com ele”. Ele disse que a milícia se aliou ao TCP e falou que empresário morto em Guaratiba era como um pai para ele. ASSISTA OS VIDEOS

O ex-miliciano Andrey Santos de Melo, conhecido como “Zero”, apontado como possível pivô da execução de um empresário em Guaratiba, concedeu uma entrevista explosiva à TV Record na qual fez graves acusações contra o atual chefe da maior milícia do Rio de Janeiro, Paulo Roberto de Carvalho Martins, o “PL”. Durante a entrevista, Zero afirmou que PL seria responsável por diversos homicídios na Zona Oeste, incluindo assassinatos de inocentes e até de policiais militares. Entre os casos citados está o do miliciano conhecido como “Fiel”, ex-assessor de uma deputada estadual investigada por suposta ligação política com a milícia. Segundo Zero, PL também teria ordenado uma chacina em Guaratiba, na semana passada, contra integrantes da própria quadrilha. O ex-miliciano afirmou ainda que há inúmeras pessoas desaparecidas em áreas dominadas pela organização criminosa na Zona Oeste do Rio. Em tom de ameaça e desespero, Zero declarou que pensa em se entregar às autoridades, mas disse que não fará isso enquanto PL continuar solto. Segundo ele, caso o rival permaneça em liberdade, existe a possibilidade de voltar à ativa para entrar em guerra contra o grupo criminoso. O ex-integrante da milícia também afirmou que vive escondido e que nem ele nem sua esposa conseguem mais trabalhar por medo de serem localizados e executados. Ao comentar o assassinato do empresário ocorrido em Guaratiba, Zero demonstrou emoção e afirmou que “perdeu um pai”. Outro trecho explosivo da entrevista foi a confirmação de uma suposta aliança entre a milícia comandada por PL e traficantes da facção Terceiro Comando Puro (TCP), algo que há tempos circulava nos bastidores das investigações sobre o crime organizado na Zona Oeste. Guerra interna após queda de Zinho Depois que o miliciano Luís Antônio da Silva Braga, o “Zinho”, se entregou à polícia, Andrey Santos de Melo, o “Zero”, e Marta Silva de Oliveira, conhecida como “Martinha Sapatão”, passaram a ser apontados como herdeiros da chamada milícia da família Braga, considerada a maior organização paramilitar do estado. No entanto, segundo as investigações e relatos do próprio Zero, a dupla acabou sendo traída por Paulo Roberto de Carvalho Martins, o “PL”, que assumiu o controle da quadrilha após uma violenta disputa interna. Martinha Sapatão acabou assassinada. Zero fugiu. Atual cúpula da milícia da família Braga Segundo o apresentador Tino Jr,l investigações, a hierarquia atual da organização criminosa seria composta por:

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