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GUERRA EM CAXIAS FAZ MAIS UMA VÍTIMA: Ao ouvir tiros no último domingo, mulher foi na janela ver o que era, acabou baleada e morreu hoje

A guerra entre traficantes em Duque de Caxias fez mais uma vítima inocente. Morreu hoje Rosana da Silva, de 53 anos. Ela foi baleada no rosto no último domingo durante troca de tiros na comunidade do Pantanal. Segundo relatos, Rosana estava se preparando para sair de casa pra ir pagar o seu aluguel, no momento em que se iniciou um confronto entre traficantes rivais que disputam o território da região. Rosana ao colocar o rosto pra fora do portão para tentar ver oque está acontecendo, acabou sendo alvejada. Ela foi socorrida às pressas, e foi encaminhada para o Hospital Adão Pereira Nunes onde chegou a ficar internada em coma, com o projétil alojado no maxilar. Na manhã desta quinta, ela acabou não resistindo e foi a óbito. Ela deixa três filhos. A guerra entre traficantes em Caxias já matou quase 20 pessoas nas últimas três semanas. A disputa ocorre entre as quadrilhas dos traficantes Bochecha Rosa ou BX do Comando Vermelho e Flamengo do Terceiro Comando Puro.

Guerra continua em Caxias. Houve mais um morto, dois baleados e drone apreendido para monitorar rivais. LINK PARA VÍDEO

A guerra continua em Duque de Caxias depois da imprensa repercutir as mais de 10 mortos ocorridas na cidade nas últimas semanas, Nos últimos dias, um traficante foi morto e dois homens foram baleados durante ataques do Comando Vermelho. Um dos baleados foi um homem conhecido como Léo do Cabral. O outro tinha vulgo de Play. No sábado, foi morto um traficante do Terceiro Comando Puro vulgo Salsa no Barro Três. Hoje, Policiais do 15ºBPM prenderam um homem em flagrante no bairro Pantanal, um dos focos da guerra. O criminoso ligado ao TCP utilizava uma aeronave remotamente pilotada para monitorar ações policiais e rivais. Ele é suspeito de atirar granadas no Corte 8. O mesmo assumiu que recebia R$ 1.200 por semana para operar os drones. O drone foi encaminhado à 60ª DP, onde a ocorrência foi registrada. ASSISTA O VÍDEO https://x.com/ReageJaqueira2/status/2094546364730429720/video/1

MILICIANOS DO CATIRI COMEMORARAM EXECUÇÃO DE HOMEM LIGADO AO CV MORTO EM SHOPPING DE BANGU, REVELA RELATÓRIO DA JUSTIÇA

Mais de um ano e seis meses após a morte de um homem executado dentro do estacionamento do Shopping Bangu, na Zona Oeste do Rio, um relatório produzido no âmbito da Justiça revela um dos episódios mais contundentes relacionados ao crime: milicianos do Catiri teriam se reunido para comemorar a morte da vítima, apontada como ligada ao Comando Vermelho. Anderson da Cunha Figueiredo, de 40 anos, conhecido como Catatau, já havia tido envolvimento com paramilitares, mas, segundo as informações reunidas no processo, teria mudado de lado e passado a se aproximar do tráfico local em meio à disputa por territórios dominados por grupos de milicianos. A execução ocorreu no estacionamento do Shopping Bangu, e a suspeita de participação de integrantes da milícia do Catiri ganhou força após uma denúncia anônima recebida por policiais militares. De acordo com o documento, o Disque-Denúncia informou ao batalhão responsável pelo policiamento da região que, na Rua Três Marias, em Bangu, estaria ocorrendo uma reunião de indivíduos ligados à atividade miliciana. A denúncia apontava ainda que os suspeitos poderiam estar envolvidos diretamente na morte de Catatau. Mais do que isso: segundo o relato levado aos policiais, os milicianos estariam reunidos para comemorar o assassinato. Diante da informação, policiais militares foram até o endereço indicado e observaram um veículo cujos ocupantes apresentavam comportamento considerado suspeito. Os agentes realizaram a abordagem e fizeram buscas nos suspeitos. O arsenal encontrado chamou a atenção. Foram apreendidas uma pistola calibre 9mm, uma pistola calibre .40, seis carregadores de pistola 9mm, um carregador de pistola .40, um carregador de fuzil calibre 7,62 mm, 80 munições de AK calibre 7,62 mm curto, 20 munições de fuzil calibre 7,62 mm, 37 munições de pistola 9mm e nove munições de pistola calibre .40, além de três rádios comunicadores. Segundo o relatório, os envolvidos também estariam realizando cobranças de taxas na região e em áreas próximas — uma atividade característica da atuação de grupos milicianos. O documento registra ainda o impacto que a execução de Catatau teve dentro do próprio batalhão. Segundo o relato, o comandante da unidade chegou a informar a um policial militar que acompanhava as notícias divulgadas pela imprensa sobre a morte de Catatau que a suspeita era de que a milícia do Catiri estivesse por trás do crime. A informação recebida pelo Disque-Denúncia reforçava justamente essa hipótese: os milicianos apontados como envolvidos na execução estariam reunidos no momento em que comemoravam a morte de Catatau. O episódio, portanto, não aparece apenas como mais uma disputa entre criminosos pelo controle territorial. O relatório revela uma possível conexão entre a execução ocorrida dentro de um dos principais centros comerciais da Zona Oeste e a atuação de um grupo paramilitar que, segundo as investigações, mantinha domínio territorial, cobrava taxas e circulava fortemente armad

“AQUI É TROPA DO JUNINHO VARÃO”: O SEQUESTRO, A EXECUÇÃO E O CORPO QUE A MILÍCIA FEZ DESAPARECER

Oito homens armados com fuzis cercaram o carro, arrancaram o motorista de aplicativo Luiz Henrique de dentro do veículo e o colocaram na mala de uma Fiat Toro. Dois anos depois, denúncia do MP revela testemunho, suposta ordem de Xandi e bilhete encontrado na prisão: “Missão cumprida como você mandou” “NÃO É NADA COM VOCÊS RAPAZIADA, É COM ELE. AQUI É SEGURANÇA TROPA DO JUNINHO VARÃO.” Foi assim, segundo uma testemunha, que homens armados anunciaram o sequestro de um motorista de aplicativo na noite de 4 de maio de 2024, na região da Rua do Valão, em Seropédica, na Baixada Fluminense. Luiz Henrique Vieira da Silva estava dentro de seu carro quando dois veículos o cercaram. De acordo com o depoimento prestado à polícia por Maycon dos Santos de Oliveira, aproximadamente oito homens saíram dos automóveis. Todos estavam armados com fuzis. A testemunha estava jogando bola na rua quando presenciou a abordagem. Os homens disseram que a ação não era contra as demais pessoas que estavam no local. Era contra Luiz Henrique. Depois do aviso, os criminosos foram até o carro da vítima, retiraram o motorista à força, amarraram seus pulsos com uma fita branca e o colocaram na mala de uma Fiat Toro branca. Foi a última vez que Luiz Henrique foi visto. O corpo nunca foi encontrado. Mais de dois anos depois do crime, documentos de uma ação penal revelam detalhes da investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A acusação aponta Alexandre Silva de Almeida, o “Xandi”, como o homem que teria ordenado a execução. E o caso envolve duas expressões que aparecem de forma marcante na investigação: “Tropa do Juninho Varão” e “Tropa do Cerol”. “AQUI É SEGURANÇA TROPA DO JUNINHO VARÃO” A frase atribuída aos sequestradores é um dos elementos mais fortes do depoimento da testemunha. Maycon contou à polícia que os homens estavam mascarados e, por isso, não conseguiu reconhecer nenhum deles. Mas conseguiu ouvir o que disseram. “AQUI É SEGURANÇA TROPA DO JUNINHO VARÃO.” A identificação feita pelos próprios criminosos passou a integrar a investigação. Segundo a denúncia do Ministério Público, Xandi era apontado como uma das lideranças da organização miliciana que atuaria no Km 32, em Nova Iguaçu, Cabuçu e Seropédica, juntamente com “Juninho Varão” e outros integrantes. A acusação sustenta que somente mediante ordem ou autorização das lideranças poderiam ocorrer execuções e homicídios praticados pela organização. A referência a Varão, portanto, aparece em dois momentos distintos dos documentos: na fala dos homens durante o sequestro e na descrição, feita pelo Ministério Público, da estrutura de comando investigada. UM DOS HOMENS FEZ UMA LIGAÇÃO Embora não tenha conseguido reconhecer os sequestradores, Maycon relatou outro detalhe aos investigadores. Durante a abordagem, um dos homens fez uma ligação telefônica. A testemunha afirmou ter conseguido escutar o nome “Xandi” durante a conversa. Essa informação foi incorporada à investigação como um dos elementos utilizados para sustentar a hipótese de que Alexandre Silva de Almeida teria participado do planejamento ou determinado a ação. O Ministério Público afirma que Luiz Henrique teria sido executado por integrantes da chamada Tropa do Cerol, sob ordem de Xandi. A motivação apontada pela acusação seria a suposta ligação da vítima com uma milícia rival, vinculada ao grupo de Luís Antônio da Silva Braga, o “Zinho”. DEPOIS DO SEQUESTRO, O CARRO APARECEU QUEIMADO Luiz Henrique desapareceu naquela noite. Seu veículo, porém, reapareceu. Foi encontrado posteriormente incendiado na Rua Jersei, no Jardim Guandu, em Comendador Soares. Dentro do automóvel havia também um celular que havia sido queimado. Para a investigação, a destruição do veículo e do aparelho reforçava a suspeita de que não se tratava de um simples desaparecimento. O Ministério Público sustenta que Luiz Henrique foi morto depois de ser levado pelos criminosos. O corpo, entretanto, nunca foi localizado. A HIPÓTESE DO RIO GUANDU A investigação levantou a possibilidade de que o cadáver tenha sido levado até o Rio Guandu. Segundo a denúncia, existem fortes indícios de que o corpo tenha sido ocultado por integrantes da organização criminosa. A acusação menciona ainda que a ocultação de cadáver faria parte de um modus operandi atribuído ao grupo investigado. Sem o corpo, a investigação passou a depender de outros elementos para reconstruir o que aconteceu depois que Luiz Henrique foi colocado na mala da Fiat Toro. E um deles apareceu dentro de uma prisão. O BILHETE ENCONTRADO NA CELA DE XANDI Alexandre Silva de Almeida estava custodiado no Presídio Bandeira Stampa, o Bangu 9, quando investigadores encontraram uma anotação manuscrita dentro de sua cela. O conteúdo, segundo a denúncia, é direto: “XANDI, TROPA DO CEROL ENCONTROU O UBER JÁ ERA. MISSÃO CUMPRIDA COMO VOCE MANDOU. CONFIRMADO O ARROMBADO ERA LUIS HENRIQUE”. Para o Ministério Público, o bilhete reforça a hipótese de que Xandi teria ordenado a execução e que integrantes da Tropa do Cerol teriam cumprido a determinação. A expressão “MISSÃO CUMPRIDA COMO VOCE MANDOU” é apontada pela acusação como indicativo de que havia uma ordem anterior atribuída ao acusado. A mensagem também é utilizada pelo Ministério Público para sustentar que Xandi teria mantido capacidade de comando sobre integrantes da organização mesmo estando preso. UMA EXECUÇÃO SEM CORPO A reconstrução apresentada pela acusação começa na Rua do Valão. Dois carros cercam o veículo de Luiz Henrique. Oito homens armados com fuzis descem. Eles anunciam que são da “Tropa do Juninho Varão”. Retiram o motorista do carro. Amarram seus pulsos. Colocam-no na mala de uma Fiat Toro branca. Um dos homens faz uma ligação. A testemunha ouve o nome “Xandi”. Os criminosos deixam o local. Depois, o carro da vítima é encontrado queimado. O celular também está destruído. O corpo desaparece. E, posteriormente, surge dentro da cela de Xandi uma mensagem dizendo que a Tropa do Cerol havia encontrado o Uber e que a “missão” estava cumprida conforme ele havia mandado. É essa sequência de acontecimentos que sustenta a acusação apresentada pelo Ministério Público. DISPUTA ENTRE MILÍCIAS Segundo a denúncia, Luiz Henrique teria sido escolhido como alvo

Antes de ser morto, chefão do CV em Angra envolvido em execução de policial civil aterrorizava agentes e mandava monitorar rotina de policiais

Um dos envovlidos pelo assassinato do policial civil Elber Fares, ocorrido em agosto de 2025 e que fol morto desde dezembro botava terror nos agentes que atuavam na cidade. Vulgo Bigode, liderança do Comando Vermelho em Angra, mandava realizar o monitoramento da rotina de agentes de segurança pública.Ele planejava atentado contra policial atuante na cidade e teria contribuído mediante o compartilhamento de fotografias da residência do agente e de informações relacionadas à sua rotina ‘Ele fazia a intimidação de agentes públicos responsáveis pela repressão à criminalidade local”, diz a investigação. Um comparsa dele teria sido surpreendido fotografando a residência do policial Amaro, ocasião em que tentou empreender fuga ao perceber a aproximação da guarnição, sendo alcançado logo em seguida. Ao ser abordado, o suspeito autorizou o acesso ao conteúdo de seu aparelho celular. A partir da análise do dispositivo, foram encontradas fotografias da residência do policial, além de mensagens encaminhadas pelo líder do tráfico local, dentre elas a expressão “Viu as gat hoje?”, seguida de duas ligações, tendo o próprio criminoso esclarecido que a mensagem fazia referência à rotina e à movimentação dos agentes de segurança nas proximidades da comunidade. Ontem, policiais civis da 166ª DP (Angra dos Reis) prenderam três criminosos envolvidos no assassinato de Elber Fares, ocorrido em agosto de 2025,O trio foi localizado no município, após trabalho de inteligência e diligências realizadas pela unidade. Segundo as investigações, em 31 de agosto de 2025, o policial civil foi morto por seis criminosos que armaram uma emboscada. Ele foi executado na frente do próprio filho, ao sair de uma igreja, no bairro Balneário, em Angra dos Reis. Um dos presos, de 44 anos, é apontado como financiador do crime e responsável por fornecer suporte bélico para a execução. O segundo, de 38 anos, monitorou a vítima, auxiliou na fuga do atirador e ocultou a arma utilizada no crime em uma área de mata. O terceiro, de 43 anos, atuou como motorista e deu suporte à fuga do executor. Outros dois envolvidos já haviam sido neutralizados pela 166ª DP. Em setembro de 2025, os agentes identificaram um homem apontado como autor dos disparos que mataram o policial. Em fevereiro deste ano, uma liderança do tráfico na região, apontada como mandante do crime, também foi localizada.Durante as diligências, ambos tentaram fugir e atiraram contra os policiais civis, houve confronto e ambos foram neutralizados. As investigações continuam para localizar o sexto envolvido, apontado como recrutador e operador logístico da ação criminosa. Ele é considerado foragido

Suposto alvo de atiradores, ex-PM baleado em ataque em Nilópolis foi apontado como integrante de milícia que atuava na Baixada e no Rio

A nossa reportagem recebeu informação de que um ex-policial militar seria o suposto alvo dos autores do ataque ocorrido ontem nas proximidades da estação de Olinda, em Nilópolis, que deixou um morto e cinco feridos. Esse ex-PM, segundo o que saiu na imprensa, estaria internado no Hospital de Nova Iguaçu e seu quadro de saúde seria gravíssimo. Um levantamento feito pela nossa reportagem aponta que esse ex-policial militar, que tem o vulgo Mello,  foi apontado em investigação de 2021 como integrante de uma milícia que agia em Nilópolis, Mesquita e no bairro de Anchieta, na Zona Norte do Rio. O grupo, que era comandado por um vereador, praticava os crimes de homicídio, extorsão, corrupção e interceptação e distribuição clandestina de sinal de TV a cabo e de internet, além do comércio irregular de cigarros.  Mello tinha atitudes intimidatórias contra comerciantes, também estava envolvido com a exploração do serviço de mototáxi, recebendo quantias provenientes da cobrança de diárias efetuada junto aos mototaxistas e atuava na distribuição clandestina de sinal de TV a cabo e internet, conhecido como “gatonet” Ele também era um dos responsáveis pelo repasse de quantias arrecadadas da organização criminosa ao vereador que era chefe da quadrilha.  A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) foi investiga a morte de Yuri Dias Barreto, vítima fatal do ataque em Nilópolis. Outras cinco pessoas foram baleadas e socorridas para uma unidade de saúde. A ocorrência está em andamento e agentes já realizam diligências para identificar a autoria e circunstâncias do crime Imagens captadas pelas câmeras instaladas em pontos estratégicos da cidade estão sendo analisadas pelo Centro de Controle Operacional de Nilópolis (CCON) para subsidiar as investigações da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.

Guerra pelo Terreirão: Milícia e CV entram em rota de colisão após três baleados e um morto em 24 horas. ENTENDA

A sequência de pessoas baleadas na comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, em um intervalo de apenas 24 horas — com três vítimas e uma morte — pode estar relacionada a uma guerra entre milicianos e traficantes do Comando Vermelho (CV) pelo controle da região. A reportagem recebeu a informação, que ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades, de que milicianos ligados aos grupos que atuam em Guaratiba e Curicica estariam atualmente controlando a comunidade. De acordo com os relatos recebidos, traficantes estariam posicionados no Beco do Borracheiro, enquanto integrantes da milícia estariam se deslocando diariamente até o local em busca de possíveis integrantes ou aliados do grupo rival. A tensão teria aumentado ainda mais nesta semana após o Comando Vermelho supostamente matar um miliciano. Segundo as informações obtidas pela reportagem, os ataques atribuídos ao CV estariam sendo liderados pelo ex-miliciano conhecido como Zero, que teria sido expulso do grupo de PL e posteriormente se aliado à facção criminosa. As informações sobre a dinâmica da disputa e a atuação dos grupos na comunidade ainda dependem de confirmação das autoridades responsáveis pela investigação. VEJA A CRONOLOGIA Quarta-feira (26 de agosto) — Um homem identificado como Anderson Lino de Souza Felix, de 28 anos, foi morto a tiros na Rua Zélio Valverde. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Quinta-feira (27 de agosto) — Dois homens foram baleados em frente a uma barbearia na Rua do Arquiteto, após criminosos em uma motocicleta abrirem fogo. Entre as vítimas está o ex-jogador Vitor Honorato da Silva, conhecido como Vitor Faísca, e um funcionário do estabelecimento. Os dois foram socorridos e levados para o Hospital Municipal Lourenço Jorge. A sequência de ataques aumentou a preocupação entre moradores e reforçou a suspeita de que a região esteja sendo palco de uma disputa territorial entre grupos criminosos.

Sargento da Marinha foi a vítima fatal de ataque que deixou outros quatro feridos em Nilópolis. “Excelente militar e grande companheiro de farda. Deixou legado de amizade e respeito”, disse amigo

O homem morto no ataque ocorrido em Nilópolis que deixou outras quatro pessoas feridas é o sargento da Marinha Yuri Dias Barreto.Segundo relatos, Yuri parou a moto para consertar quando foram feitos disparos. Pelas redes sociais, amigos fizeram homenagens a Yuri “Excelente militar, pessoa do bem e um grande companheiro de farda. Tivemos a honra de servir juntos e compartilhar momentos que ficarão para sempre na memória. Um homem apaixonado pelos filhos e pela família, que deixa um legado de amizade, respeito e carinho”, “Um ser humano maravilhoso, tive o privilégio de conhecê-lo. Meus sentimentos aos familiares à nós os amigos” O ataque ocorreu próximo a estação de Olinda Segundo informações iniciais, homens armados chegaram ao local e efetuaram diversos disparos contra pessoas que estavam em uma loja de motos. Um dos feridos foi o dono do estabelecimento, que não corre risco de morte. Os feridos foram socorridos por bombeiros e levados ao Hospital Municipal Juscelino Kubitschek, A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) assumiu o caso e realiza perícia técnica para identificar os autores e a motivação do ataque. Câmeras do Centro de Controle Operacional (CCON) de Nilópolis estão sendo analisadas.

Elo entre a milícia e o TCP estaria morto, segundo repórter. Aliança entre grupos e PMs é alvo de operação do MP

Segundo informações do repórter Bruno Assunção, Yuri Guimarães Soares, o “Lirow”, apontado pelo MPRJ como elo entre a milícia de Curicica e traficantes do TCP da Maré e da Pedreira foi morto no início deste mês, em Curicica, com vários disparos na região do rosto. Segundo o jornalista, Yuri teria sido morto pela própria milícia e foi sepultado no Cemitério do Caju Yuri aparece em investigação que culminou com operação hoje do MPRJ LEIA DETALHES O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou 20 pessoas investigadas por integrar núcleos ligados à milícia de Curicica e ao Terceiro Comando Puro (TCP). A denúncia, recebida pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, atribui aos denunciados os crimes de constituição de milícia privada, associação para o tráfico de drogas com emprego de arma de fogo e comércio ilegal de armas e munições de uso restrito. Nesta quinta-feira (27/08), a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, cumpre mandados de prisão contra os denunciados. Segundo a ação, a milícia de Curicica possui estrutura hierarquizada e divisão de tarefas. André Costa Bastos, conhecido como o “Boto” ou “Redbull”, mesmo preso no sistema penitenciário federal, seria o responsável pelo comando estratégico, enquanto Osmar Silva de Souza, o “Messi” ou “Novinho”, exerceria a liderança operacional do grupo. A organização teria como fontes de financiamento a cobrança de valores extorsivos de moradores e comerciantes, além da prática sistemática de roubos de veículos e cargas em Jacarepaguá e regiões próximas. Aliança entre milícia e tráfico As investigações também apontaram uma aliança entre a milícia de Curicica e integrantes do TCP atuantes nos complexos da Maré e da Pedreira, baseada em um pacto de não agressão e cooperação operacional. O objetivo seria o apoio mútuo contra grupos rivais, especialmente o Comando Vermelho, além da facilitação do comércio ilícito de armas e drogas. Nesse contexto, Yuri Guimarães Soares, o “Lirow”, era apontado como elo entre a estrutura paramilitar e integrantes da facção criminosa. Outra característica destacada na denúncia é o comércio clandestino de armamentos de alto poder ofensivo, incluindo fuzis de calibres 5,56 mm, 7,62 mm e .223, além de pistolas e munições. Dois policiais militares, Jorge Anastácio Rodrigues Simões, lotado no 4º Batalhão da Polícia Militar, e Leo Carlos Araújo Santos, do 2º BPM, também foram denunciados por atuação no fornecimento e na intermediação de armas e munições destinadas à milícia de Curicica e ao TCP. Ao decretar as prisões preventivas, o Juízo destacou a gravidade concreta dos fatos, a estrutura armada da organização, o risco de reiteração criminosa e a necessidade de preservação da ordem pública.

RETALIAÇÃO: Sargento da PM teria sido assassinado por enfrentar avanço do tráfico em Magé

A atuação do sargento da Polícia Militar Alisso Sturião de Araújo, de 41 anos, n no combate ao tráfico de drogas em comunidades de Magé é apontada pela Justiça como possível motivação para sua execução, ocorrida em dezembro de 2024.  Alisson foi morto com tiros de fuzil no bairro Santo Aleixo, em Magé, por volta das 20h. O crime foi flagrado por uma câmera de segurança. No vídeo é possível ver o momento em que o policial estaciona o carro em uma calçada na Estrada Adam Blumer, e os criminosos param ao lado dele, dois descem armados já atirando, um deles vai até o carro de Alisson, faz outros disparos e o farol do veículo desliga. Após a ação os criminosos vão se distanciando, mas continuam fazendo disparos. Toda a ação durou cerca de 1 minuto, e na data do crime Alisson Sturião estava de folga, ele era 3º sargento do 34º Batalhão da PM e possuía 13 anos de corporação. Segundo os elementos reunidos na investigação, o policial teria sido ameaçado de morte por Gabriel Roza Alves de Almeida, apontado como integrante do Comando Vermelho e suspeito de atuar no tráfico da região. A Justiça decretou a prisão preventiva de Gabriel e recebeu a denúncia contra ele pelo homicídio. O caso voltou à tona nessa semana porque o Disque Denúncia divulgou um cartaz com a foto do suspeito De acordo com a decisão judicial, familiares da vítima relataram à polícia que Alisson havia comentado ter sido ameaçado por uma pessoa chamada Gabriel, descrita como traficante da região. A esposa do sargento afirmou ainda que ele não pertencia à milícia, mas se considerava policial “24 horas” e não aceitava situações de desordem. A irmã da vítima declarou que o motivo da execução estaria relacionado às ações realizadas por Alisson para combater a expansão do tráfico na região. Segundo ela, Gabriel seria conhecido criminoso da área e teria um projeto de dominar a localidade de Santo Aleixo. Um policial militar ouvido durante a investigação também afirmou que Alisson trabalhava de forma firme contra a criminalidade e, por ser morador de Magé, atuava constantemente contra o tráfico nos bairros Lagoa, Taquaral e Jardim Esmeralda. Ainda segundo a decisão, um homem identificado como Julio Cesar da Silva Junior, preso em outro inquérito e que manifestou interesse em colaborar com as investigações, afirmou que Gabriel teria executado o policial porque pretendia assumir o controle das localidades de Santo Aleixo e Andorinhas. Segundo esse relato, Alisson estaria combatendo a tentativa de implementação do tráfico na região. Celular teria colocado suspeito perto do local do crime A investigação também reuniu dados obtidos a partir da quebra de sigilo telefônico. Segundo a decisão, a linha atribuída a Gabriel estava vinculada à área de abrangência de uma estação rádio-base (ERB) nas proximidades do local do homicídio no momento em que o crime ocorreu. Após o assassinato, imagens de segurança indicaram que o veículo utilizado pelos autores fugiu em direção à Estrada da Piedade, em Magé. Os dados das ERBs analisados pela investigação apontaram que a linha telefônica atribuída a Gabriel teria seguido na mesma direção depois de deixar as proximidades do local do crime. Para a Justiça, esses elementos reforçam a suspeita de que Gabriel estava nas proximidades do local quando o homicídio foi cometido e posteriormente na região para onde o veículo utilizado pelos autores teria fugido. Também foram encontradas, segundo a decisão, imagens publicadas em uma conta de Instagram vinculada ao número telefônico investigado nas quais Gabriel aparece portando armas de fogo. Entre as imagens mencionadas estão registros com um fuzil calibre 5.56 e granadas, além de referências ao tráfico e à morte de policiais. Sargento foi morto com disparos de fuzil O laudo de necropsia citado na decisão aponta que Alisson morreu em decorrência de lesões provocadas por projéteis de arma de fogo. A Justiça registra que a arma utilizada teria sido um fuzil calibre 5.56. Ao fundamentar a prisão preventiva, a magistrada considerou a gravidade concreta do crime, destacando que a vítima era sargento da Polícia Militar e que o homicídio teria sido cometido, em tese, como retaliação à sua atuação funcional no combate ao tráfico de drogas. A decisão também menciona relatos de que Gabriel seria integrante do Comando Vermelho e atuaria como gerente do tráfico nos bairros Lagoa, Taquaral e Jardim Esmeralda, em Magé. Justiça rejeitou denúncia contra segundo acusado A denúncia do Ministério Público também havia sido apresentada contra Leandro Rodrigues da Silva. Entretanto, a Justiça rejeitou a acusação contra ele por falta de elementos mínimos que demonstrassem sua participação no assassinato. Segundo a magistrada, Leandro foi incluído na investigação principalmente porque seria uma pessoa que “costuma sempre andar ou agir junto de Gabriel”, mas não foram encontrados outros elementos suficientes para sustentar sua participação no crime. As imagens das câmeras não permitiram identificá-lo como um dos autores dos disparos. A decisão também aponta que testemunhas que citaram Leandro não estavam presentes no momento do crime e teriam baseado suas declarações em comentários de terceiros ou no fato de ele andar com Gabriel. A análise do telefone atribuído a Leandro também não encontrou informações consideradas relevantes para a investigação. Por isso, a denúncia contra Leandro foi rejeitada, sem impedir que uma nova acusação seja apresentada caso surjam elementos suficientes. Já contra Gabriel, a denúncia foi recebida porque, segundo a magistrada, existem indícios suficientes de autoria e elementos que justificam o prosseguimento da ação penal. A prisão preventiva foi decretada para garantir a ordem pública e a instrução criminal. A Justiça destacou ainda que, embora o assassinato tenha ocorrido em dezembro de 2024, a prisão foi determinada somente agora devido aos resultados recentes das medidas de quebra de sigilo telefônico e telemático, que teriam contribuído para a conclusão da investigação. Gabriel, é suspeito também do homicídio do policial militar da reserva Carlos Wagner de Alvarenga Costa, de 65 anos, e outro homem de aproximadamente 25 anos, que foram encontrados mortos ao lado de um carro, modelo Fiat Toro, às margens da RJ-106,

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