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homicidio

Três homens foram mortos no Recreio

Três homens foram executados na Estrada Benvindo de Novais, no Recreio. Essas três mortes pode ter ligação com a disputa pelo controle do Terreirão e pela venda de drogas na orla da praia. Há disputa entre a milicia , CV e TCP na região. Segundk relatos, um carro branco teria parado ao lado do veículo onde estavam os alvos e os ocupantes abriram fogo contra as vítimas. Pelo menos 20 tir0s foram disparados. Os dois homens que estavam nos bancos da frente eram moradores de um condomínio localizado em frente ao local do crime. Já o terceiro homem, que também estava no carro, seria apontado como integrante do ČV. Um morador relatou ter ouvido os disparos e visto o momento em que o veículo branco se aproximou e os atiradores efetuaram os tir0s. O ataque provocou pânico e correria entre moradores da região. Policiais e bombeiros chegaram rapidamente ao local para atender a ocorrência e isolar a área. O crime aconteceu na Estrada Benvindo de Novaes, via que liga o Recreio dos Bandeirantes à região das Vargens. A Polícia Civil realiza perícia no local e investiga a autoria e a motivação do ataque. Ontem informamos que o ex-miliciano Zero teria assumido o controle da comunidade e proibido cobrança de taxas.

Veja qual foi os motivos que levaram os investigadores a levantarem hipótese de tiro que matou empresário não tenha partido de PMs e sim de traficantes

Um documento da Justiça disponível no site do TJ-RJ revela que a investigação sobre a morte do empresário Daniel Patrício em abril na Pavuna passou a ser marcada por uma forte controvérsia sobre a dinâmica do disparo que resultou na morte da vítima, com a abertura de uma linha investigativa alternativa indicando a possibilidade de que o tiro fatal tenha sido efetuado por suspeitos ligados ao tráfico de drogas, e não pelos policiais militares envolvidos na ocorrência. A discussão surgiu a partir de elementos técnicos apresentados no curso do inquérito policial, especialmente após manifestação do perito criminal identificado como “Abrantes”, que apontou a necessidade de uma reavaliação da dinâmica do local do crime. Segundo a interpretação técnica mencionada nos autos, haveria inconsistências na trajetória do projétil e na posição dos envolvidos, o que justificaria a realização de diligências complementares. Entre os pontos analisados está a condição do projétil recolhido, com referência a sinais de oxidação e características de degradação, elementos utilizados como indicativos de que seria necessária uma perícia complementar mais aprofundada para reconstrução da cena. A partir dessa análise, surgiu a hipótese de que o disparo que atingiu a vítima poderia não ter partido da guarnição policial, mas sim de indivíduos posicionados no final da via, supostamente ligados ao tráfico de drogas que atuava na região. Com base nessa linha interpretativa, a autoridade policial responsável pela investigação determinou a realização de novas diligências e chegou a programar uma reprodução simulada dos fatos (RSF), com o objetivo de testar a hipótese alternativa de dinâmica do crime e esclarecer a trajetória do disparo. A iniciativa, no entanto, gerou forte divergência institucional. O Ministério Público se manifestou contrariamente à condução da reprodução simulada naquele momento, afirmando que não havia necessidade da diligência diante da existência de provas audiovisuais, incluindo imagens de câmeras corporais dos policiais envolvidos. O órgão também destacou que a ação penal já estava judicializada, o que exigiria que qualquer nova prova fosse previamente submetida ao Juízo. Além disso, o MP contestou a própria base da nova linha investigativa, afirmando que a hipótese de disparo por terceiros não estaria sustentada por elementos objetivos suficientes nos autos, e que as conclusões preliminares da investigação contrariavam o conjunto probatório já produzido, incluindo declarações dos próprios réus e registros audiovisuais. A Assistência de Acusação também aderiu às críticas, apontando que a autoridade policial estaria conduzindo diligências de forma autônoma mesmo após determinação judicial de remessa do inquérito, além de sustentar que haveria descumprimento de ordens do Juízo e tentativa de manutenção de investigação paralela após a judicialização do caso. Diante do conflito entre as versões e da condução das diligências sem autorização judicial, o Juízo de primeira instância determinou o cancelamento da reprodução simulada dos fatos, além de adotar medidas cautelares mais severas. Entre essas medidas, foi determinado o afastamento cautelar do delegado responsável pela investigação, Robinson Gomes Pereira, bem como do perito mencionado no caso, sob o fundamento de que a condução de diligências paralelas e a adoção de nova linha investigativa sem controle judicial comprometeriam a regularidade do processo e a imparcialidade da instrução probatória. A decisão também determinou comunicação à Corregedoria da Polícia Civil para apuração de eventual descumprimento de decisões judiciais e ordenou a restrição das diligências no inquérito, limitando a atuação policial ao que havia sido produzido até a judicialização da ação penal. O Juízo ressaltou ainda que a reprodução simulada dos fatos não está definitivamente afastada, podendo ser requerida novamente pelas partes em momento processual adequado, desde que de forma formal e sob supervisão judicial. O caso segue em tramitação, com forte divergência entre Ministério Público, defesa e autoridade policial, especialmente quanto à origem do disparo fatal — se decorrente da ação da guarnição policial ou de terceiros armados supostamente ligados ao tráfico de drogas que atuavam na região.

O império do medo de Doca: como o CV dominava a Gardênia Azul”

As investigações da Delegacia de Homicídios revelam que a chegada do Comando Vermelho à Gardênia Azul, em 2023, foi sustentada por uma complexa estrutura de guerra comandada pelo traficante Edgar Alves de Andrade, o “Doca” ou “Urso”, apontado como um dos chefes do tráfico no Complexo da Penha. Segundo os autos, ele fornecia homens, armas, drogas e apoio logístico para garantir a conquista e a manutenção do controle criminoso da comunidade. De acordo com as investigações, Doca e seu braço direito, Carlos da Costa Neves, o “Gardenal”, coordenavam à distância as ações na Gardênia Azul. A dupla abastecia os criminosos com armamentos, soldados e recursos financeiros, além de autorizar execuções e repassar ordens às lideranças que atuavam diretamente na região. Na linha de frente estavam Philip Motta Pereira, o “Lesk” ou “CR7”, Francisco Glauber Costa de Oliveira, o “GL”, e Luís Paulo Aragão Furtado, o “Vin Diesel”, responsáveis por colocar em prática as determinações vindas da Penha. Já Juan Breno Malta Ramos Rodrigues, o “BMW”, atuava como um dos principais homens de guerra da organização, sendo apontado como peça importante na ofensiva que permitiu ao Comando Vermelho se estabelecer na Zona Oeste. As investigações mostram que a Cidade de Deus e o Complexo da Penha funcionavam como bases de apoio para a guerra travada em Jacarepaguá. Armas, munições, drogas e traficantes eram transportados entre as comunidades por uma rede logística estruturada. Um dos colaboradores ouvidos pela polícia relatou que carros eram usados exclusivamente para levar soldados, armamentos e entorpecentes entre a Penha, a Cidade de Deus e a Gardênia Azul. Segundo a apuração, a organização criminosa possuía divisão de tarefas. Enquanto Doca e Gardenal comandavam a ofensiva, “GL”, “Lesk” e “Vin Diesel”, antigos milicianos da região que migraram para o Comando Vermelho, aproveitavam o conhecimento da área para identificar alvos, organizar ataques e facilitar a expansão da facção. A polícia afirma que, durante a guerra pela Gardênia Azul, diversos assassinatos foram praticados contra pessoas acusadas de serem “X9”, informantes da polícia ou ligadas à milícia rival. Investigadores relataram ainda que integrantes da organização utilizavam redes sociais para divulgar ameaças e mortes, numa espécie de campanha de intimidação destinada a espalhar medo entre os moradores e consolidar o domínio do grupo. Além do tráfico de drogas, a quadrilha é acusada de envolvimento em homicídios, porte ilegal de armas, receptação e até na exploração da venda clandestina de botijões de gás. Os lucros obtidos com as atividades ilícitas na Gardênia Azul eram repartidos com a cúpula do Comando Vermelho no Complexo da Penha, reforçando a importância estratégica da comunidade para a facção. Depoimentos de policiais que participaram das investigações apontam que a aliança entre antigos milicianos da Gardênia Azul e o Comando Vermelho surgiu depois que grupos expulsos da região tentaram obter apoio do miliciano Luís Antônio da Silva Braga, o “Zinho”. Como o chefe da milícia estava envolvido em outros conflitos na Zona Oeste, o auxílio acabou vindo de Doca e Gardenal, que passaram a fornecer armas, homens e estrutura para a retomada do território. A partir daí, antigos milicianos migraram para o Comando Vermelho e passaram a integrar a facção. Três anos depois, muitos dos personagens centrais daquela guerra já estão mortos. Entre eles estão Philip Motta Pereira, o “Lesk” ou “CR7”, e Luís Paulo Aragão Furtado, o “Vin Diesel”, apontados nas investigações como líderes locais da organização. Outros integrantes foram presos ou respondem a processos na Justiça. A guerra que marcou a tomada da Gardênia Azul deixou dezenas de mortos e acabou consumindo vários dos próprios homens que ajudaram a construir o domínio do Comando Vermelho na comunidade, transformando de forma definitiva o cenário criminal da região. Além do tráfico de drogas e da guerra pela expansão territorial, as investigações apontam que a quadrilha comandada por Doca diversificava suas fontes de renda. Segundo a denúncia do Ministério Público, a organização era responsável por crimes como receptação e pela exploração da venda de botijões de gás na Gardênia Azul. Um dos homicídios investigados pela Delegacia de Homicídios teria sido motivado justamente por disputas relacionadas a essa atividade. Os lucros obtidos na comunidade eram repartidos com a cúpula do Comando Vermelho no Complexo da Penha, reforçando a importância estratégica da região para a facção.

Bandido que foi morto em ‘tribunal do CV’ na Penha teve que deixar favela após matar ex-namorada. Ele comandou esquema que misturava tráfico, roubos de carga e extorsão no Rio; investigação aponta cobrança de até R$ 10 mil a comerciantes

Segundo documento de investigação que a reportagem teve acesso, o traficante Dalton Vieira Santana, o DT, que foi morto em um suposto tribunal do tráfico do Comando Vermelho neste fim de semana, teve que deixar a Favela Kelsons, na Penha, depois do assassinato da sua ex-namorada Bianca Lourenço, de 24 anos, em 2021.Quem assumiu no seu lugar foi um bandido conhecido como Maçã, que acabaria morto anos depois também em um ‘tribunal do tráfico’.DT foi o responsável pela estruturação do esquema que continuou operando com outros nomes à frente da facção O modelo operacional do grupo era baseado na integração entre tráfico de drogas, roubo de cargas e extorsão de comerciantes. De acordo com os depoimentos colhidos, ele exercia papel de comando, determinando ações do grupo e influenciando diretamente a dinâmica criminosa na região.outros nomes à frente da facção. Mesmo após sua saída, a investigação sustenta que o modelo criminoso por ele associado permaneceu ativo, com divisão de funções entre traficantes, executores de roubos, receptadores e operadores logísticos responsáveis pelo escoamento de cargas roubadas. ESQUEMA NO MERCADO SÃO SEBASTIÃO: ARROMBAMENTOS, CAMINHÕES E EXTORSÃO EM SÉRIE O núcleo mais detalhado do esquema descrito nos autos envolve o entorno do Mercado São Sebastião e empresas próximas, onde comerciantes passaram a relatar uma sequência de arrombamentos seguidos de cobranças extorsivas. Uma das testemunhas afirmou que o padrão criminoso começava com um ataque de grande impacto: galpões e lojas eram arrombados durante a madrugada, com quebra de paredes, portas e sistemas de segurança. Em um dos casos, foi relatado que os criminosos subtraíram praticamente todo o estoque de uma empresa, causando prejuízo estimado em mais de R$ 300 mil, além de danificar estrutura física do local. Logo após esses ataques, segundo os depoimentos, começavam as ligações telefônicas com exigências de pagamento. As primeiras cobranças chegaram a cerca de R$ 10 mil, apresentadas como condição para que os comerciantes pudessem “trabalhar em paz” na região. Com a negativa das vítimas, os valores passaram a ser reduzidos gradualmente durante as conversas, até chegar em torno de R$ 2 mil mensais, valor que seria pago de forma recorrente para evitar novos roubos e invasões. As testemunhas relataram que não se tratava de uma cobrança única, mas de um sistema contínuo de pressão: os criminosos ligavam diversas vezes, insistindo na “negociação”, alternando ameaças e promessas de cessar os ataques caso o pagamento fosse aceito. Em alguns relatos, as vítimas afirmaram que não chegaram a efetuar pagamento, mas que as ligações tiveram efeito imediato no funcionamento dos estabelecimentos, levando comerciantes a: fechar lojas mais cedo por medo de novos ataques; reforçar segurança privada; reduzir circulação de mercadorias;suspender atividades temporariamente após os episódios. DINÂMICA DOS ROUBOS: CAMINHÕES, VAN E TRANSPORTE PARA DENTRO DA KELSON Além das extorsões, os depoimentos descrevem a logística dos roubos de carga como parte essencial do esquema. Segundo testemunhas e policiais, os crimes ocorriam principalmente na Avenida Brasil, onde caminhões, vans e veículos de carga eram interceptados por criminosos armados. Após a subtração, os veículos eram direcionados para dentro da Comunidade da Kelson. Em um dos relatos, foi mencionado o uso de dois caminhões, uma van e diversas motos para transportar mercadorias roubadas de um grande galpão. Após o arrombamento, os veículos teriam seguido em direção à comunidade, conforme identificado por marcas de pneus e análise de imagens de câmeras de segurança. Dentro da Kelson, os caminhões eram descarregados e as mercadorias imediatamente distribuídas entre integrantes do grupo, que participavam do escoamento, separação e ocultação dos produtos roubados. As investigações apontam que esse fluxo era recorrente, com múltiplos episódios semelhantes na mesma região, envolvendo desde alimentos e ferramentas até grandes volumes de mercadorias de alto valor. EXTORSÃO COMO “SEGUNDA FASE” DO CRIME O ponto central destacado nos depoimentos é que a extorsão não ocorria de forma isolada, mas como continuação direta dos roubos. Segundo uma das testemunhas, o padrão era sempre o mesmo: Primeiro vinha o roubo ou arrombamento com grande prejuízo;Em seguida, surgiam os contatos telefônicos;Os criminosos apresentavam a cobrança como forma de “evitar novos ataques”;O valor era inicialmente alto e depois reduzido para parecer uma negociação. Uma das falas resumiu a dinâmica como uma estratégia de intimidação progressiva: o grupo causava o dano e depois oferecia a solução mediante pagamento mensal. CONTEXTO GERAL DO ESQUEMA A investigação aponta que a Comunidade da Kelson funcionava como base territorial de uma organização criminosa voltada simultaneamente para tráfico de drogas, roubo de cargas e extorsão de comerciantes. A estrutura incluía líderes, operadores de rua, responsáveis pelo transporte de cargas, vigilância armada e receptadores. Depoimentos também indicam a utilização de rádios transmissores para comunicação interna e controle da movimentação de veículos na região. O conjunto de provas reunido — incluindo depoimentos de policiais civis, militares e testemunhas civis — foi considerado convergente no sentido de demonstrar a existência de uma organização criminosa estável, com atuação contínua e divisão de tarefas, tendo Dalton como uma das figuras centrais da estrutura original.

Granada, sangue e um vulto armado: policiais da Core revelam bastidores da operação do Jacarezinho (CV). Confronto terminou com 28 mortos

Antes mesmo do sol nascer completamente sobre o Jacarezinho, o som dos helicópteros já cobria a comunidade. Eram pouco mais de cinco horas da manhã quando o barulho das aeronaves se misturou ao estampido dos tiros. O que viria nas horas seguintes entraria para a história como uma das operações mais letais já realizadas pela polícia no Rio de Janeiro que terminou com 28 mortos. Cinco anos depois, os bastidores daquela manhã de 6 de maio de 2021 voltaram a ser reconstruídos em detalhes na Justiça. Os policiais civis Douglas Siqueira e Anderson Silveira Pereira, ambos da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), prestaram depoimentos minuciosos sobre a sequência de acontecimentos que terminou na morte de Omar dentro de uma residência da comunidade. Os dois irão a júri popular pela morte de um suspeito. As declarações descrevem uma operação em clima de guerra, com tiroteios ininterruptos, policiais feridos, um agente morto, disparos partindo de diferentes direções e a tensão permanente de entrar em vielas estreitas sem saber de onde viria o próximo ataque. “Tinha tiro por toda a favela” Comissário da Polícia Civil e integrante da Core há 13 anos, Anderson Silveira Pereira contou que participou de mais de mil operações semelhantes, mas classificou o Jacarezinho como um dos ambientes mais hostis que já enfrentou. Segundo ele, os confrontos aconteciam praticamente em todos os setores da comunidade. — Estava tendo tiroteio a todo momento por toda a favela. Parava um pouco e começava de novo. Era intenso — relatou. Em determinado momento, as equipes receberam a notícia de que um policial havia sido baleado. Somente depois souberam que o colega havia morrido. Mesmo assim, segundo Anderson, não houve qualquer movimento de vingança. — Não surgiu nos grupos nenhuma conversa de retaliação. Ficamos sabendo da morte dele quando já estávamos socorrendo outro ferido. Os policiais avançavam em progressão tática, cobrindo uns aos outros. O cenário era considerado extremamente perigoso. O terreno acidentado, os becos estreitos e a possibilidade de disparos vindos de lajes faziam com que cada deslocamento fosse feito lentamente. O rastro de sangue Em determinado momento da operação, Anderson encontrou a equipe comandada por Douglas Siqueira. Os dois seguiam por um dos becos quando perceberam marcas de sangue espalhadas pelo chão. As gotas se estendiam pela viela e continuavam escada acima. — Pensamos: “Tem algum baleado que entrou aqui” — relatou Anderson. Ao chegarem diante de uma porta preta, Douglas entrou primeiro. Uma mulher apareceu. Segundo os policiais, ela confirmou que havia uma pessoa baleada dentro do imóvel. Os agentes retiraram os moradores e iniciaram uma entrada tática. Douglas seguia à frente. Anderson vinha logo atrás, praticamente ombro a ombro, mas ligeiramente recuado, a uma distância de cerca de um braço. O espaço era apertado. — Era tudo muito pequeno. Um barraco. A cozinha já ficava colada no quarto — descreveu. O instante decisivo Segundo Anderson, eles ainda não haviam conseguido visualizar ninguém. A única pista era o sangue. Douglas avançou em direção a um dos quartos enquanto Anderson permanecia na posição de cobertura, voltado para a cozinha. Foi então que ouviu um barulho. Só mais tarde identificaria aquele som como sendo o de uma granada. — Quando ouvi, virei automaticamente. Segundo o policial, naquele instante viu a granada rolando na direção dos agentes. E viu também um vulto. — Só vi um vulto segurando uma arma. Era Omar. Anderson contou que não tinha visão completa do cômodo porque Douglas estava na sua frente. — Vi apenas o vulto e o disparo. Segundo ele, tudo aconteceu em frações de segundo. Douglas atirou uma única vez. Omar caiu. “Ele ainda se debatia” Os policiais afirmam que Omar ainda estava vivo. Segundo Anderson, ele continuava gesticulando. A pistola teria caído no chão e estava ao alcance da mão do suspeito. Os agentes então recolheram a arma. Mais tarde, segundo eles, verificaram que a pistola possuía um kit rajada. Ao mesmo tempo, chamaram o esquadrão antibombas para recolher o explosivo. Mesmo em meio ao confronto externo, os policiais decidiram socorrer Omar imediatamente. — Era melhor levar até o blindado do que esperar o socorro chegar. Sem maca e sem espaço para manobras, os agentes improvisaram. Pegaram um lençol ou cobertor e suspenderam o ferido. As escadas estreitas dificultavam a remoção. — Era da forma que dava. Não arrastamos pelo chão. Segundo Anderson, a descida foi lenta porque o tiroteio continuava. — Parava um pouco e voltava. A progressão até o blindado foi difícil. O caveirão estava do lado de fora, já que era impossível sua entrada na viela. “Jacarezinho foi a única favela onde tomei tiro” Ao longo do depoimento, Anderson afirmou que perdeu dois amigos em operações no Jacarezinho e revelou que aquela foi a única comunidade em que acabou atingido por disparos ao longo da carreira. — É uma das piores. Ele contou que já participou de mais de mil operações e continua lotado na Core. A outra versão Dentro da residência, porém, os moradores contam uma história completamente diferente. Segundo eles, Omar havia chegado cerca de meia hora antes. Ferido no pé, sangrando muito, sem camisa e vestindo apenas uma bermuda tactel, ele pedia ajuda. O sangue espalhou-se pela escada, pela sala e pelo quarto da criança. Moradores dizem que ele recebeu um pano para estancar o ferimento e se deitou em uma cama. Ninguém afirma ter visto arma. Ninguém afirma ter visto granada. Todos descrevem um homem desesperado e debilitado. “Cadê a arma?” Os moradores relatam que ouviram os passos dos policiais subindo a escada. Flávia, dona da casa, teria descido para avisar: — Tem um menino baleado aqui, mas tem criança em casa. Segundo ela, o policial passou por ela e entrou. Seu marido gritou: — Morador, estou com criança! A resposta teria sido: — Sai, sai. Na sequência, testemunhas afirmam ter ouvido o policial gritar: — Cadê a arma? Cadê a arma? E logo depois veio um único disparo. Os moradores afirmam que não ouviram resposta. Nenhum deles diz ter visto Omar armado. Corpos espalhados pela

Traficante que comandava Kelsons e foi acusado de matar namorada caiu no ‘Tribunal do CV’

O traficante Dalton Vieira Santana , o “D da Kelson’s” foi morto no Tribunal do Crime no Complexo da Penha (CV). A ordem teria vindo de Doca, e a motivação teria sido devido a dívidas do traficante com a facção. O corpo foi localizado por policiais militares dentro de um veículo na própria região. De acordo com apurações obtidas pelo reporter Bruno Assunção, DT teria sido o articulador do assalto a uma joalheria localizada na Estrada do Mendanha, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. O roubo causou um prejuízo estimado em R$ 4 milhões. Na ação, um homem e uma mulher se passaram por clientes interessados na compra de alianças de casamento, apresentaram documentos falsos para entrar no estabelecimento e, já no interior da loja, renderam os proprietários e uma funcionária sob ameaça de arma de fogo. Ainda segundo informações obtidas pela reportagem, após o roubo, DT teria tentado enganar integrantes da cúpula do Comando Vermelho, alegando que um ourives responsável por avaliar as joias ainda não havia contabilizado o valor total do material subtraído. A suspeita é de que parte dos recursos obtidos no crime não teria sido repassada conforme o esperado pela organização criminosa. Dalton ficou conhecido ao ser acusado do assassinato de Bianca Lourenço, de 24 anos,, em 2021, após não aceitar o fim do relacionamento. Segundo relatos da época, Dalton mandou matá-la e jogarcseu corpo na praia dentro de um tonel Em 2021, o juiz Alexandre Abrahão, titular do 3º Tribunal do Júri, decretou a prisão preventiva de Dalton, acusado de envolvimento no assassinato da jovem .O corpo de Bianca só foi reconhecido devido às suas tatuagens. A suposta morte de Dalton, no entanto, ainda não está confirmada oficialmente.

Defesa consegue na Justiça apurar histórico criminal de empresário morto por PMs na Pavuna

A estratégia da defesa dos policiais militares acusados de matar o empresário Daniel Patrício na Pavuna em abril por disparos de arma de fogo de grosso calibre passou a incluir um novo eixo de investigação: o pedido para que seja apurado se a vítima fatal possuía histórico criminal ou alguma investigação em andamento. O pedido foi acolhido parcialmente pela Justiça, que determinou a expedição de ofício à Polícia Rodoviária Federal (PRF) para que informe se existe ou já existiu qualquer procedimento investigativo envolvendo o civil morto na ocorrência. A medida abre uma nova frente dentro da instrução do processo e pode trazer novos elementos para a análise do caso. A reportagem já divulgou aqui meses anteriores que Daniel respondia a um processo por danos morais no Tribunal de Justiça do Paraná — cujo conteúdo não foi disponibilizado pelo órgão. Além disso, no ano passado, ele chegou a ser investigado por suspeita de descaminho, após tentar entrar no Brasil com mercadorias estrangeiras sem a devida declaração. O caso teve origem em uma representação fiscal da Delegacia da Receita Federal em Curitiba, após a apreensão de produtos em Foz do Iguaçu, em 15 de abril de 2025. O valor dos tributos envolvidos — cerca de R$ 6 mil — ficou abaixo do mínimo exigido para caracterizar crime de descaminho. Por isso, a Justiça considerou a conduta de baixo potencial ofensivo e arquivou o caso. Não houve prisão em flagrante, apenas a apreensão das mercadorias. Até o momento, não há qualquer evidência de que essas pendências tenham relação com a morte do empresário. CORPO DA DECISÃO E CONTEXTO PROCESSUAL:A decisão foi proferida no âmbito da resposta à acusação apresentada pelas defesas dos policiais, que também levantaram uma série de preliminares e pedidos de nulidade do processo. Entre os principais argumentos defensivos estavam alegações de irregularidade na lavratura do auto de prisão em flagrante, suposta incompetência da autoridade que formalizou o procedimento e pedido de rejeição da denúncia por inépcia. Todos esses pontos foram rejeitados pelo magistrado. Segundo o juiz, o flagrante foi lavrado por autoridade que aparentava ter jurisdição no momento dos fatos, com base nas informações preliminares disponíveis, incluindo versões iniciais apresentadas pelos próprios envolvidos. Posteriormente, com o avanço da análise das provas, o caso foi encaminhado ao Juízo competente e teve a prisão convertida em preventiva. A decisão também reforça que a denúncia apresentada pelo Ministério Público atende aos requisitos do artigo 41 do Código de Processo Penal, contendo a descrição dos fatos, a qualificação dos acusados, a classificação jurídica e o rol de testemunhas. O magistrado destacou ainda que, nesta fase processual, não se exige prova plena de autoria, mas apenas indícios suficientes para o recebimento da ação penal, cabendo a produção de provas completas durante a instrução. DILIGÊNCIAS E PRODUÇÃO DE PROVAS:Além do ponto envolvendo a vítima, o juiz também analisou uma série de requerimentos feitos pelas defesas, incluindo pedidos de acesso a imagens de câmeras operacionais portáteis (COPs), identificação de policiais que participaram da ocorrência, além de informações sobre eventual uso de drones durante a ação. Parte desses pedidos foi deferida, com determinação para que a Polícia Militar forneça a identificação de todos os integrantes das guarnições que estiveram no local dos fatos, além de esclarecimentos sobre possível uso de drones institucionais. Também foi mantida a determinação de perícia em veículo ligado à ocorrência, além da espera por laudos periciais ainda pendentes, como exame de armas de fogo, projéteis e análise técnica de imagens. O juiz ainda solicitou manifestação do Instituto de Criminalística para avaliar a possibilidade de reconstrução tridimensional da cena com base nas imagens disponíveis. POSIÇÃO SOBRE REPRODUÇÃO SIMULADA E OUTRAS PROVAS:O pedido de reprodução simulada dos fatos foi negado neste momento, sob o entendimento de que a medida depende da oitiva das testemunhas e da formação de um conjunto probatório mais completo. A diligência poderá ser reavaliada posteriormente, conforme evolução da instrução processual. PRISÃO MANTIDA:Por fim, o magistrado manteve a prisão preventiva dos policiais militares, afirmando que há indícios suficientes de autoria e que a gravidade concreta dos fatos justifica a custódia cautelar para garantia da ordem pública. Segundo a decisão, os elementos reunidos até o momento indicam a realização de múltiplos disparos contra um civil, o que, na visão do juízo, reforça a necessidade de manutenção da medida extrema enquanto o processo segue em instrução.

Com navalha, socos e tiros: investigação revela execução brutal de jovem em área dominada pelo CV. Vítima foi acusada de dedurar traficantes

Uma decisão recente da Justiça manteve presos os acusados de um crime brutal que, apesar de ter ocorrido em 2022, nunca teve grande repercussão. Segundo a investigação, uma jovem foi sequestrada dentro de casa, torturada durante cerca de três horas e executada a tiros por integrantes do Comando Vermelho (CV) em Volta Redonda, após ser acusada de ter acionado a polícia e de espalhar boatos sobre uma suposta mudança de facção envolvendo dois criminosos da comunidade, deixando os bandidos furiosos. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Sthefany Laura Teles Caetano Pereira da Silva vivia sob ameaças no bairro Açude I, área dominada pelo Comando Vermelho. Dias antes do crime, ela havia deixado a residência onde morava e retornou ao local apenas para retirar seus móveis, acompanhada do ex-companheiro Renato e de um freteiro. Por volta das 16h20 do dia 9 de julho de 2022, quatro criminosos chegaram em um Corsa azul. Entre eles estava uma mulher armada com uma navalha. Segundo a acusação, o grupo arrancou Sthefany à força, puxando-a pelos cabelos e carregando-a pelos braços e pernas, enquanto a mulher gritava “piranha” e “vagabunda” e encostava a lâmina em seu pescoço. Renato ainda tentou impedir a ação, mas foi empurrado e ameaçado pelos criminosos. O grupo fugiu levando a vítima e, no caminho, teria recolhido outro integrante que já estava previamente ajustado para participar do crime. Enquanto isso, Renato e o motorista do caminhão saíram em busca da polícia. Equipes da PM fizeram buscas na região, mas não conseguiram localizar os sequestradores. Durante aproximadamente três horas, segundo a denúncia, Sthefany permaneceu sob o domínio dos criminosos. O Ministério Público afirma que ela foi submetida a sessões de tortura, com golpes de navalha, cortes de cabelo, socos, cotoveladas, puxões de cabelo, xingamentos e ameaças. Por volta das 19h37, policiais receberam a informação de que havia um corpo às margens da Rodovia do Contorno, nas proximidades do Alphaville. No local, encontraram Sthefany caída, com múltiplas perfurações pelo corpo, ferimentos no rosto, cabelos presos às mãos e diversos estojos de munição espalhados pela cena do crime. Laudos periciais confirmaram que, além de ter sido morta a tiros, a jovem apresentava inúmeras lesões cortantes compatíveis com os golpes de navalha descritos pela investigação. Segundo o Ministério Público, o assassinato foi uma espécie de “tribunal do tráfico”. A vítima era acusada pelos criminosos de ter levado policiais à comunidade dias antes e de espalhar comentários sobre uma suposta mudança de facção envolvendo Patrick, conhecido como “PK”, e Lucas. Mensagens extraídas do celular da vítima, com autorização judicial, mostraram que ela vinha sofrendo ameaças. Em um dos áudios atribuídos a Lucas, enviado dias antes do assassinato, ele teria advertido: “Quem avisa amigo é. Estou te dando só um papo. Por enquanto é só um papo mesmo”. Horas antes do homicidio, ele teria ameaçado a vítima: “”E aí doidona, tu para de ficar mandando mensagem para minha mãe hein doidona. Se não tu vai arrumar problema para você hein garota. Tu não me conhece não garota, não fica nessa não rapá. Preocupando a família dos outros falando merda nada hein doidona? As investigações também revelaram que um dos acusados usava tornozeleira eletrônica e que os registros de geolocalização obtidos pela Seap são compatíveis com a dinâmica do crime. Após ser preso, um dos denunciados confessou participação no sequestro e na execução e identificou os demais envolvidos, segundo os autos. Ao pedir a manutenção das prisões, o Ministério Público destacou a extrema gravidade dos fatos e afirmou que os acusados agiram como representantes do Comando Vermelho, submetendo a vítima a um verdadeiro “tribunal de exceção” imposto pela facção criminosa que domina a comunidade do Açude I. A Promotoria também sustentou que a liberdade dos denunciados colocaria em risco testemunhas fundamentais do processo e poderia favorecer a prática de novos atos violentos na região.

Ex-miliciano expulso que foi para o CV é acusado de homicídio e de planejar morte de PM na Zona Oeste do Rio

Um homem apontado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro como ex-integrante de milícia, expulso do grupo após conflitos internos e posteriormente ligado ao Comando Vermelho (CV), é investigado por envolvimento em um homicídio e por suposto planejamento da morte de um policial militar na Zona Oeste do Rio. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e motivou pedido de quebra de sigilo telefônico e telemático, incluindo dados de geolocalização por Estações Rádio Base (ERBs), para reconstrução da dinâmica do crime. Segundo a representação enviada à Justiça, o homicídio ocorreu no dia 22/03/2026, no interior de uma residência e oficina localizada no bairro de Cosmos, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A vítima, identificada como Cláudio Marcelo, foi executada por disparos de arma de fogo. A dinâmica inicial apurada aponta que um veículo Fiat Argo de cor cinza-chumbo chegou ao local, momento em que ao menos três indivíduos participaram da ação criminosa. Um dos ocupantes desembarcou e efetuou os disparos, enquanto os demais deram apoio na fuga, que ocorreu com o atirador entrando no banco traseiro do veículo. As diligências e depoimentos colhidos pela investigação indicam como principal suspeito o nacional identificado como Gustavo, que teria histórico de atuação em milícia na região. De acordo com os autos, Gustavo teria sido expulso do bairro por integrantes da organização criminosa local após desavenças financeiras e envolvimento em golpes contra moradores. Após esse rompimento, ele teria passado a se aproximar da facção criminosa Comando Vermelho (CV), passando a circular armado com fuzis e a atuar em incursões e extorsões na região. Ainda segundo testemunhas ouvidas, no período dos fatos, o investigado teria retornado ao bairro com o objetivo inicial de executar um policial militar com quem mantinha desavenças antigas. O alvo principal, no entanto, não foi localizado. Na sequência, a vítima Cláudio Marcelo teria sido identificada como estando sozinha no local do crime, após publicar em status de aplicativo de mensagens que se encontrava em casa. Diante disso, o investigado teria se dirigido ao endereço e consumado o homicídio. A autoria é reforçada, segundo a investigação, por elementos adicionais, incluindo uma suposta confissão informal registrada em áudio de visualização única enviado à testemunha Edson. No conteúdo, o investigado teria dito: “Viu o que eu fiz com o seu amigo, eu quero o dinheiro”. A investigação também aponta que o caso não se limita ao homicídio, mas integra um contexto mais amplo de atuação criminosa envolvendo disputas locais, histórico de expulsão de grupos paramilitares e posterior associação com facção criminosa. No pedido judicial, a Polícia Civil afirma que a apuração precisa agora ser complementada por prova técnica, especialmente para confirmar a presença do investigado e de eventuais comparsas na cena do crime, bem como delimitar o perímetro percorrido pelo grupo antes, durante e após a execução. Por isso, foi solicitada a quebra do sigilo de dados telefônicos e telemáticos do número atribuído ao investigado, com a obtenção de dados cadastrais, histórico de chamadas, IMEI, IMSI e registros de ERB. O pedido abrange o período das 06h00 às 23h59 do dia 22/03/2026, intervalo considerado suficiente para cobrir a fase de preparação, execução e fuga do crime. Segundo a representação, a medida é necessária diante da volatilidade dos dados telemáticos e do risco de perda de informações junto às operadoras, além do fato de o investigado permanecer foragido e supostamente vinculado a grupo criminoso armado. A Polícia Civil destaca ainda que o conjunto de elementos reunidos — incluindo depoimentos, histórico de conflitos, informações de investigação e o áudio atribuído ao investigado — indica a necessidade de aprofundamento técnico da apuração. O pedido foi fundamentado no artigo 5º, inciso XII, da Constituição Federal, na Lei nº 9.296/1996 e na Lei nº 12.830/2013, além de entendimento consolidado dos tribunais superiores sobre a utilização de dados de ERB como meio de prova em crimes graves. O caso segue em análise pela Justiça do Rio de Janeiro.

Veja a versão que circula sobre caso de mortos e baleados em Belford Roxo. Uma das vítimas teria sido executada por engano e mãe foi ferida por tentar salvá-lo

Sobre os acontecimentos em Belford Roxo na noite de ontem que deixaram dois mortos e quatro feridos. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga a morte de Wagner Alexandre da Conceição Costa . Na ação criminosa, outros dois homens ficaram feridos e foram socorridos a uma unidade de saúde. Diligências estão em andamento para apurar os fatos, ocorridos na Rua Biquiba. Em relação ao caso da Avenida Atlântica, a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) apura a morte de Gabriel Oliveira Gregório. Na ação criminosa, uma mulher ficou ferida e foi socorrida a uma unidade de saúde. Agentes realizam diligências para esclarecer os fatos. As informações que circulam nas redes sociais apontam que dois homens identificados como Wagner (Vagão) e Rato, invadiram a barbearia 💈do Vitor na rua Biquiba e foram recebidos a tiros pelor um militar conhecido como Falcão.Ele reagiu e matou Vagner eo comparsa fugiu. Falcão foi até a casa de Rato na Avenida Atlântica, invadiu e matou o irmão dele Gabriel por engano e atingiu a mãe dele que tentou impedir a morte do filhom. Ela está no hospital. Rato ficou sabendo e voltou com reforço na barbearia da rua Biquiba e efetuou vários disparos, um dos tiros atingiu a perna de Renan segurança do Vereador do bairro. Segundo informação o filho de Falcão estaria com a cabeça a prêmio, agora o Militar também está com a cabeça na mira.

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