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mortes em con fronto

Traficante que traiu o TCP e formou bonde do CV para tomar o Fubá foi morto pela PM

O traficante Pitico, um dos últimos remanescentes da “Equipe Caos”, foi morto durante uma operação do 9BPM no Morro do Fubá (CV), em Cascadura. A Equipe Caos é um braço do Comando Vermelho que expulsou os rivais do TCP dos morros do Fubá e do Campinho. Praticamente, os principais integrantes da “Equipe Caos”, morreram. São eles: Kaioba, MC, Pitico, Bopezin, Bibico e Cavalin. O TCP comemorou a morte de Pipico, que perencia á faccão assim como outros da Equipe Caos que pularam para o CV. . Por conta da operação a situação ficou tensa na regiãoUm ônibus foi atravessado na Rua Goiás, na altura da Estação de Quintino, dificultando a circulação de veículos. Segundo relatos, caçambas de lixo da Prefeitura também foram incendiadas. Ainda de acordo com informações preliminares, uma criança teria sido baleada durante a operação. A ocorrência não teve essa informação confirmada oficialmente até o momento. O bloqueio provocou congestionamento na região, e motoristas foram vistos retornando pela contramão para escapar do trecho interditado.

PM do BOPE explica como funciona explosivos instalados em carros e barricadas pelo bando de Peixão (TCP) para atacar a polícia. VIDEO

A Polícia Militar gravou um vídeo em que um agente do BOPE explica como funcionam os explosivos encontrados hoje durante operação no Complexo de Israel, área de domínio do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão. Os policiais acharam carros e barricadas com explosivos. ASSISTA: https://x.com/PMERJ/status/2090830658037817709/video/1 É mais uma prova de que o crime organizado mudou de patamar e já emprega métodos que ultrapassam, e muito, o tráfico de drogas. ASSISTA OUTROS VÍDEOS A ação mobilizou aproximadamente 200 policiais do #BOPE, #BAC, #BTM, #BPChq, #GAM, além do #BPVE e do #RECOM. e contou ainda com cinco veículos blindados, além de motos, viaturas e apoio aéreo Houve intenso tiroteio que deixou um motorista baleado e provocou interdição na Avenida Brasil. Um suspeito morreu e uma pistola foi apreendida.

Traficante do CV morto em operação da Draco era um dos investigados pela morte de PM envolvido com milícia em Jacarepaguá

O traficante Pierre Sá da Silva, conhecido como “PQD”, morto nesta terça-feira (18) após ser localizado por policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), carregava uma acusação muito mais grave do que a de integrar a estrutura armada do Comando Vermelho. Ele era um dos investigados pela morte do policial militar Adelmo da Silva Guerini Fernandes, apontado como integrante e comandante de uma estrutura de milícia que atuava na comunidade Asa Branca, em Curicica, na Zona Oeste do Rio. Adelmo foi assassinado em 16 de outubro de 2025, na comunidade, no mesmo episódio em que também foi morto Alex Sandro da Fonseca Silva. Outras duas pessoas, Carlos Henrique da Silva e Ubirani Viana de Lima, foram alvo de tentativas de homicídio. A investigação policial que apura o caso resultou em uma ação penal própria e levou a Justiça a determinar a prisão de integrantes do grupo apontado como responsável pelos crimes. E entre os nomes que apareceram no inquérito estava justamente PQD. Justiça apontou ligação direta de PQD com grupo investigado Documentos judiciais obtidos pela reportagem mostram que o inquérito que atingiu Pierre Sá da Silva nasceu do desmembramento do IP nº 901-01091/2025, instaurado para investigar os homicídios de Adelmo e Alex Sandro e as tentativas de assassinato contra Carlos Henrique e Ubirani. O caso dos homicídios tramita na 1ª Vara Criminal da Comarca da Capital, com competência para julgamento de crimes dolosos contra a vida. Em outro inquérito, de número 901-01166/2025, a Polícia Civil pediu a prisão temporária de Jonathan Figueiredo Batista, Tauan de Melo Silva e Pierre Sá da Silva. O Ministério Público deu parecer favorável e a Justiça decretou a prisão temporária dos três por 30 dias. A decisão é contundente ao descrever a posição ocupada pelos investigados dentro da estrutura criminosa. Segundo os elementos reunidos pela investigação, os três atuariam diretamente com Ewertton da Fonseca Ramos, o “Maktão”, apontado como mandante, exercendo funções relacionadas à intimidação, extorsão e controle territorial na Asa Branca. Ou seja: para os investigadores, PQD não era apenas um traficante que circulava pela região. Ele estaria inserido em uma estrutura organizada que exercia poder armado sobre moradores e comerciantes. Cestas básicas depois dos assassinatos Um dos pontos que chamou a atenção da Justiça foi a existência de relatos de testemunhas e registros fotográficos que, segundo a investigação, vinculavam os denunciados às atividades criminosas. Entre os elementos citados está a distribuição de cestas básicas após os homicídios, interpretada pelos investigadores como uma estratégia para tentar conquistar apoio popular e fortalecer a presença do grupo na comunidade. Depoimentos de Ana Paula Severo da Silva e Liliana Nascimento Ribeiro, além de denúncias anônimas e imagens obtidas durante a investigação, foram apontados na decisão judicial como elementos que indicavam a participação dos investigados em práticas de extorsão e intimidação e sua vinculação aos crimes violentos investigados. A Justiça destacou ainda que testemunhas relataram cobranças de taxas de segurança, monitoramento de estabelecimentos comerciais e intimidação de comerciantes entre os dias 16 e 22 de outubro de 2025, período imediatamente posterior aos assassinatos. Para o Judiciário, não se tratava, portanto, de uma suspeita baseada apenas em fatos antigos ou em conjecturas. De frente de boca a homem de guerra do Comando Vermelho A investigação sobre a morte de Adelmo é apenas uma parte da trajetória criminosa atribuída a PQD. De acordo com a Draco, Pierre Sá da Silva era um dos principais líderes armados do Comando Vermelho na chamada Zona Sudoeste do Rio. O criminoso seria integrante da “Equipe Astro”, grupo apontado pelas autoridades como uma das estruturas armadas utilizadas pela facção para ações de guerra e expansão territorial. Segundo a Polícia Civil, PQD exercia a função de frente de bocas de fumo nas comunidades da Gardênia Azul e Cidade de Deus e participava diretamente da mobilização de criminosos, coordenação de ataques e planejamento de ações violentas. As investigações apontam ainda que ele teria participado de disputas territoriais em Curicica, Camorim e Asa Branca. O nome de PQD também apareceu em investigações relacionadas às sucessivas tentativas de invasão de Rio das Pedras, uma das áreas mais estratégicas da Zona Oeste. A imagem construída pela investigação é, portanto, a de um criminoso que teria acumulado funções dentro da organização: liderança armada, coordenação de ataques, controle territorial e atuação na linha de frente do tráfico. A guerra que chegou à Asa Branca O assassinato de Adelmo ocorreu justamente em meio a uma disputa pelo controle territorial da Asa Branca. A comunidade havia se transformado em uma área estratégica em meio ao avanço de grupos criminosos e às disputas entre estruturas de tráfico e milícia. Adelmo, policial militar apontado como ligado ao comando de uma milícia que atuava na região, acabou morto junto com Alex Sandro. A investigação passou então a buscar não apenas os executores, mas também quem teria ordenado e organizado a ação. Foi nesse contexto que surgiu o nome de Ewertton da Fonseca Ramos, o Maktão, apontado como mandante, e dos demais integrantes que, segundo a investigação, davam suporte operacional à estrutura. Entre eles estava PQD. A própria decisão judicial registra que os crimes investigados envolveram dois homicídios consumados, duas tentativas de homicídio, extorsões, intimidação e associação criminosa, dentro de uma estrutura organizada. Capturado pela Draco com pistola Nesta terça-feira (18), a Draco localizou PQD na Gardênia Azul, considerada pela investigação seu principal reduto e um dos locais utilizados para planejamento e coordenação das atividades criminosas. Segundo a Polícia Civil, durante a abordagem, o traficante atacou os policiais. Ele foi baleado e socorrido para uma unidade de saúde. Uma pistola foi apreendida com ele. Ainda durante a operação, outro integrante do grupo de PQD, que possuía mandado de prisão por roubo, também foi capturado. A ação integra a Operação Contenção, ofensiva do Governo do Estado contra a expansão territorial do Comando Vermelho. Segundo os dados divulgados pelas forças de segurança, a operação já resultou em mais de 375 prisões e 138 criminosos mortos em confrontos, além da apreensão de aproximadamente

Cinco mortos em confronto com a PM em Caxias

Cinco suspeitos morreram após um tiroteio com policiais militares durante uma operação na comunidade do Corte 8, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, nesta terça-feira (4). Segundo a PM, as equipes foram atacadas por homens armados e revidaram. Os criminosos chegaram a ser socorridos, mas não resistiram. Na ação, foram apreendidos dois fuzis, duas pistolas, dois rádios comunicadores, um detector de drones e uma quantidade de drogas. O caso foi encaminhado à Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que investigará as circunstâncias da ocorrência.

PÁGINA REVELA SUPOSTOS BASTIDORES DO TIROTEIO NA AVENIDA BRASIL QUE DEIXOU CINCO MORTOS; VEJA O QUE TERIA DESENCADEADO O CONFRONTO

A página Campo Grande Ao Vivo divulgou neste sábado supostos bastidores do tiroteio que terminou com a morte de cinco pessoas na Avenida Brasil, na última semana. Segundo a publicação, o grupo criminoso estaria sendo precedido por uma motocicleta que fazia a função de “batedor”, monitorando o trajeto antes da passagem da tropa do traficante conhecido como RD. De acordo com a página, o motociclista seguia à frente do comboio para verificar a existência de blitzes ou qualquer barreira policial no caminho até o Parque União, no Complexo da Maré. Ainda conforme a publicação, após deixar a Vila Kennedy, a motocicleta chegou primeiro a Guadalupe, onde uma equipe do BPVE teria tentado abordar o condutor ao constatar que o veículo era produto de roubo. Nesse momento, os criminosos que vinham logo atrás teriam aberto fogo contra os policiais, dando início à perseguição que se estendeu pela Avenida Brasil. A página afirma ainda que RD e seus seguranças deixaram a Vila Kennedy em um Toyota Corolla Cross, um Jeep cinza e um Volkswagen Nivus. Após o intenso confronto, quatro suspeitos e um policial militar morreram. Já os ocupantes do Jeep e do Nivus conseguiram escapar. Sobre o suposto “batedor”, a página publicou uma fotografia do motociclista e afirmou que ele costumava percorrer, sempre nos mesmos horários, rotas em direção à Mangueira, Parque União, Tijuquinha e Vila Kennedy. As informações divulgadas pela página não foram confirmadas oficialmente pelas autoridades e representam a versão publicada pelo perfil nas redes sociais.

Suspeito baleado em tiroteio na Avenida Brasil que deixou cinco mortos disse que era da Rocinha e negou ligação com o bonde do RD. ASSISTA O VIDEO

Um video que circula nas redes sociais mostra uma conversa entre um policial e um suspeito baleado durante o confronto na Avenida Brasil que deixou quatro criminosos e um PM mortos na última terça-feira. Na gravação, o suspeito confirmou que estava na Vila Kennedy mas negou que pertencesse ao bando do RD. Falou ainda que era da Favela da Rocinha e que estava indo para casa. RD é um ex-miliciano que se associou ao Comando Vermelho para atacar redutos paramilitares na Zona Oeste do Rio e apontado como chefe do bando que atacou os PMs. ACESSE O LINK e assista: https://twitter.com/informesrj88/status/2082485893248516275/video/1 Um motorista gravou o momento exato da perseguição aos narcoterroristas que atacaram a tiros dois policiais durante patrulhamento na Avenida Brasil, na altura de Guadalupe. VEJA OS VIDEOS. https://twitter.com/RobertoRussia/status/2082371582618456104/video/1 Há relatos que entre os mortos estaria o traficante do Comando Vermelho conhecido como Reizinho. Ele costumava atuar nos morros do Fubá, Campinho e Morro do 18, na Zona Norte do Rio. A Polícia Civil ainda não divulgou a identidade dos mortos. Os Traficantes haviam saído da Comunidade da Vila Kennedy (CV) e, durante a Perseguição, fuzilaram uma viatura da BPVE onde estavam 2 Policiais; 1 Deles Morreu e o outro encontra-se em estado grave. Ao todo, foram apreendidos 6 Fuzis, 3 Pistolas, 1 Celular, Rádios Transmissores,

A HISTÓRIA QUE NÃO FOI CONTADA: PM foi atraído para um falso serviço, caiu em emboscada, descobriu carro suspeito, escapou da morte e matou criminoso durante confronto na Cidade de Deus (CV)

Antes desconhecida do grande público e revelada agora em detalhes por documentos que tramitam na Justiça, uma história ocorrida há pouco mais de três anos expõe como um policial militar de folga escapou de uma emboscada após ser atraído por um falso serviço de reboque anunciado pela OLX, na entrada da Cidade de Deus, em Jacarepaguá. Segundo a denúncia do Ministério Público, o caso ocorreu na tarde de 6 de abril de 2023, por volta das 14h, na Rua Quintanilha, principal acesso à comunidade. De acordo com a acusação, os denunciados, em conjunto com Raphael Ferreira Marçal, o “Careca”, já falecido, teriam armado uma emboscada para executar o policial militar C.N.L.M . Ainda conforme a denúncia, Cristiano trabalhava como reboquista nas horas de folga e havia sido contratado, por meio de um anúncio na OLX, para remover um veículo HB20. Ao chegar ao local indicado, foi recebido por Raphael, que se apresentou como suposto primo do contratante do serviço. Durante a inspeção do automóvel, o policial percebeu indícios de irregularidades. Segundo o Ministério Público, ele constatou divergências na identificação do veículo, encontrou fios cortados no painel multimídia e passou a suspeitar que o carro pudesse ser produto de crime. Diante da situação, enviou uma mensagem a um amigo, também policial militar, solicitando o envio de uma viatura ao local. A denúncia afirma que Raphael percebeu a mensagem e imediatamente telefonou para os demais envolvidos. Pouco depois, dois homens chegaram em motocicletas, ambos armados com pistolas equipadas com carregadores conhecidos como “lata de goiaba”. Conforme a acusação, ao desconfiar que a vítima era policial, um dos denunciados teria sacado a arma e dito: “Ih, é polícia, vai morrer!”. Segundo o Ministério Público, diante da ameaça iminente, Cristiano sacou sua arma ainda de dentro da cabine do caminhão-reboque e iniciou uma intensa troca de tiros. Durante o confronto, ele foi atingido na perna esquerda e na mão direita, mas conseguiu se abrigar e reagir aos disparos, impedindo que os criminosos se aproximassem e concluíssem a execução. Ainda de acordo com a denúncia, em meio ao confronto, Raphael Ferreira Marçal tentou tomar a arma do policial pelo lado oposto da cabine do caminhão. Nesse momento, Cristiano reagiu e efetuou disparos que atingiram Raphael, que morreu no local. Os demais denunciados conseguiram fugir logo após o confronto. O policial militar foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, sobrevivendo ao atentado. A denúncia sustenta que o homicídio somente não foi consumado por circunstâncias alheias à vontade dos acusados, já que a reação da vítima foi determinante para frustrar a execução. O caso segue em tramitação na Justiça, e os fatos narrados representam a versão apresentada pelo Ministério Público na ação penal. As investigações tiveram novos desdobramentos após o atentado. Segundo os autos, o Ministério Público recorreu da decisão que rejeitou a denúncia, sustentando que a acusação foi reforçada pelos depoimentos de dois traficantes presos, que apontaram a participação de “Di Latão” na ação criminosa. De acordo com o recurso, Wesley afirmou ter ouvido de moradores da Cidade de Deus que o reboquista, posteriormente identificado como policial militar, foi atraído até a comunidade para remover um veículo suspeito. Ainda segundo seu depoimento, após a vítima desconfiar da origem do automóvel, “Careca” teria acionado outros traficantes para executar o policial. Wesley também declarou que “Di Latão” participou do ataque e que o segundo atirador seria “Russinho” ou “LC”, sem conseguir precisar qual dos dois. Outro depoimento citado pelo Ministério Público é o de Rafael, que declarou ter ficado sabendo que, além de “Careca”, outros integrantes da organização criminosa participaram da emboscada, entre eles “Di Latão” e “BMW”. Segundo seu relato, o HB20 envolvido no caso era utilizado por traficantes da Cidade de Deus e permanecia sob os cuidados de “Gaspar”, que pretendia consertá-lo para posteriormente vendê-lo. Rafael também afirmou ter ouvido que, após a morte de “Careca” durante o confronto, integrantes da facção passaram a comentar que pretendiam vingar sua morte e matar o policial militar. Para o Ministério Público, os depoimentos apresentam pontos de convergência com a versão da vítima e reforçam os indícios de autoria. Já a defesa sustenta que as declarações são indiretas, uma vez que ambos os presos afirmaram apenas ter “ouvido dizer” ou “ficado sabendo” dos fatos, sem terem presenciado o atentado.

Homem de confiança de Doca e chefe da segurança do CV na Penha está entre mortos em confronto com a PM no Quitungo

Um dos três traficantes mortos durante um confronto com policiais militares no Quitungo, em Brás de Pina, na Zona Norte do Rio, foi identificado como Caio César da Silva Sant’anna, apontado como um dos principais frentes da comunidade e homem de confiança das principais lideranças do Comando Vermelho. Caio também exerceria a função de chefe da segurança de líderes da facção no Complexo da Penha, uma das principais áreas de atuação do grupo criminoso no Rio de Janeiro. Segundo relatos recentes publicados em redes sociais, Caio teria sido flagrado em uma conversa com Doca, uma das principais lideranças do Comando Vermelho, na qual discutia a necessidade de obter novos carregamentos de drogas e armas para as comunidades do Quitungo e do Guaporé. Na conversa, Doca teria orientado Caio a confirmar a situação com um criminoso conhecido como Gardenal. Durante a madrugada, Caio e outros dois integrantes do Comando Vermelho tentaram deixar o Quitungo em direção ao Complexo da Penha, mas acabaram se deparando com equipes do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 16º BPM. Na tentativa de fuga, o veículo utilizado pelos criminosos colidiu contra um poste. Após um cerco tático, os três integrantes do Comando Vermelho foram mortos. Na ação, os policiais apreenderam dois fuzis e uma pistola.

Granada, sangue e um vulto armado: policiais da Core revelam bastidores da operação do Jacarezinho (CV). Confronto terminou com 28 mortos

Antes mesmo do sol nascer completamente sobre o Jacarezinho, o som dos helicópteros já cobria a comunidade. Eram pouco mais de cinco horas da manhã quando o barulho das aeronaves se misturou ao estampido dos tiros. O que viria nas horas seguintes entraria para a história como uma das operações mais letais já realizadas pela polícia no Rio de Janeiro que terminou com 28 mortos. Cinco anos depois, os bastidores daquela manhã de 6 de maio de 2021 voltaram a ser reconstruídos em detalhes na Justiça. Os policiais civis Douglas Siqueira e Anderson Silveira Pereira, ambos da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), prestaram depoimentos minuciosos sobre a sequência de acontecimentos que terminou na morte de Omar dentro de uma residência da comunidade. Os dois irão a júri popular pela morte de um suspeito. As declarações descrevem uma operação em clima de guerra, com tiroteios ininterruptos, policiais feridos, um agente morto, disparos partindo de diferentes direções e a tensão permanente de entrar em vielas estreitas sem saber de onde viria o próximo ataque. “Tinha tiro por toda a favela” Comissário da Polícia Civil e integrante da Core há 13 anos, Anderson Silveira Pereira contou que participou de mais de mil operações semelhantes, mas classificou o Jacarezinho como um dos ambientes mais hostis que já enfrentou. Segundo ele, os confrontos aconteciam praticamente em todos os setores da comunidade. — Estava tendo tiroteio a todo momento por toda a favela. Parava um pouco e começava de novo. Era intenso — relatou. Em determinado momento, as equipes receberam a notícia de que um policial havia sido baleado. Somente depois souberam que o colega havia morrido. Mesmo assim, segundo Anderson, não houve qualquer movimento de vingança. — Não surgiu nos grupos nenhuma conversa de retaliação. Ficamos sabendo da morte dele quando já estávamos socorrendo outro ferido. Os policiais avançavam em progressão tática, cobrindo uns aos outros. O cenário era considerado extremamente perigoso. O terreno acidentado, os becos estreitos e a possibilidade de disparos vindos de lajes faziam com que cada deslocamento fosse feito lentamente. O rastro de sangue Em determinado momento da operação, Anderson encontrou a equipe comandada por Douglas Siqueira. Os dois seguiam por um dos becos quando perceberam marcas de sangue espalhadas pelo chão. As gotas se estendiam pela viela e continuavam escada acima. — Pensamos: “Tem algum baleado que entrou aqui” — relatou Anderson. Ao chegarem diante de uma porta preta, Douglas entrou primeiro. Uma mulher apareceu. Segundo os policiais, ela confirmou que havia uma pessoa baleada dentro do imóvel. Os agentes retiraram os moradores e iniciaram uma entrada tática. Douglas seguia à frente. Anderson vinha logo atrás, praticamente ombro a ombro, mas ligeiramente recuado, a uma distância de cerca de um braço. O espaço era apertado. — Era tudo muito pequeno. Um barraco. A cozinha já ficava colada no quarto — descreveu. O instante decisivo Segundo Anderson, eles ainda não haviam conseguido visualizar ninguém. A única pista era o sangue. Douglas avançou em direção a um dos quartos enquanto Anderson permanecia na posição de cobertura, voltado para a cozinha. Foi então que ouviu um barulho. Só mais tarde identificaria aquele som como sendo o de uma granada. — Quando ouvi, virei automaticamente. Segundo o policial, naquele instante viu a granada rolando na direção dos agentes. E viu também um vulto. — Só vi um vulto segurando uma arma. Era Omar. Anderson contou que não tinha visão completa do cômodo porque Douglas estava na sua frente. — Vi apenas o vulto e o disparo. Segundo ele, tudo aconteceu em frações de segundo. Douglas atirou uma única vez. Omar caiu. “Ele ainda se debatia” Os policiais afirmam que Omar ainda estava vivo. Segundo Anderson, ele continuava gesticulando. A pistola teria caído no chão e estava ao alcance da mão do suspeito. Os agentes então recolheram a arma. Mais tarde, segundo eles, verificaram que a pistola possuía um kit rajada. Ao mesmo tempo, chamaram o esquadrão antibombas para recolher o explosivo. Mesmo em meio ao confronto externo, os policiais decidiram socorrer Omar imediatamente. — Era melhor levar até o blindado do que esperar o socorro chegar. Sem maca e sem espaço para manobras, os agentes improvisaram. Pegaram um lençol ou cobertor e suspenderam o ferido. As escadas estreitas dificultavam a remoção. — Era da forma que dava. Não arrastamos pelo chão. Segundo Anderson, a descida foi lenta porque o tiroteio continuava. — Parava um pouco e voltava. A progressão até o blindado foi difícil. O caveirão estava do lado de fora, já que era impossível sua entrada na viela. “Jacarezinho foi a única favela onde tomei tiro” Ao longo do depoimento, Anderson afirmou que perdeu dois amigos em operações no Jacarezinho e revelou que aquela foi a única comunidade em que acabou atingido por disparos ao longo da carreira. — É uma das piores. Ele contou que já participou de mais de mil operações e continua lotado na Core. A outra versão Dentro da residência, porém, os moradores contam uma história completamente diferente. Segundo eles, Omar havia chegado cerca de meia hora antes. Ferido no pé, sangrando muito, sem camisa e vestindo apenas uma bermuda tactel, ele pedia ajuda. O sangue espalhou-se pela escada, pela sala e pelo quarto da criança. Moradores dizem que ele recebeu um pano para estancar o ferimento e se deitou em uma cama. Ninguém afirma ter visto arma. Ninguém afirma ter visto granada. Todos descrevem um homem desesperado e debilitado. “Cadê a arma?” Os moradores relatam que ouviram os passos dos policiais subindo a escada. Flávia, dona da casa, teria descido para avisar: — Tem um menino baleado aqui, mas tem criança em casa. Segundo ela, o policial passou por ela e entrou. Seu marido gritou: — Morador, estou com criança! A resposta teria sido: — Sai, sai. Na sequência, testemunhas afirmam ter ouvido o policial gritar: — Cadê a arma? Cadê a arma? E logo depois veio um único disparo. Os moradores afirmam que não ouviram resposta. Nenhum deles diz ter visto Omar armado. Corpos espalhados pela

Ex-milicianos que pularam para o CV foram mortos em tiroteio com a PM em Rio das Pedras

Policiais do 18°.BPM prenderam quatro criminosos e apreenderam um adolescente durante ação na comunidade Rio das Pedras. Na ação, foram arrecadados dois fuzis, duas pistolas, munições e granadas caseiras. Três dos presos ficaram feridos e foram socorridos mas não resistiram. Segundo relatos, os três mortos estariam no grupo de quase 20 milicianos que teriam pulado para o Comando Vermelho São eles Farol, Duduzinho e Solteiro.

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