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corrupção policial

Seis PMs poderão ser expulsos da corporação suspeitos de serem laranjas de Zinho

Seis policiais militares estão sendo submetidos a Conselho de Disciplina da corporação suspeitos de serem laranjas do chefe da maior milícia do Estado do Rio de Janeiro, Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho. Foram identificados expressivos depósitos de recursos dos agentes suspeitos na conta de empresas de um homem investigado como sendo o braço financeiro de Zinho. Segundo as investigações, foram feitos depósitos pelos PMs suspeitos nos valores de R$ 414.618, 493.987, 296,881, 491.350, 349.000, 997.888 946.609 e vários outros entre 2019 e 2021. Outros cinco PMs também são investigados por efetuarem depósitos suspeitos, que iam para contas de postos de gasolina. Os policiais faziam parte do Núcleo de Depositantes, do quais se incluíam também outros 15 civis. FONTE: Boletim interno da PMERJ disponível no site Tenho Quase Tudo da PMERJ

Relatório do caso Marielle cita estudo que denuncia que PMs faziam operações em favelas para abrir caminho para a ocupação do TCP e da milícia. Moradores denunciaram que eram abordados por policiais para saber qual facção eles apoiavam e quem declarasse CV eram entregues para ser mortos

No relatório sobre a investigação sobre o caso Marielle Franco, a Justiça cita um trecho do estudo “Expansão das Milícia” feito pelo GENI/UFF que cita existência de denúncias de que policiais estariam realizando operações a fim de abrir caminho para a ocupação de territórios pelas milícias e pelo Terceiro Comando Puro (TCP). Relatam as denúncias que, em alguns territórios, o TCP teria se aliado a milícias para conquistar territórios para a venda dedrogas com a ajuda da polícia. Segundo alguns relatos encontrados, num território em disputa entre o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro, agentes policiais estariam abordando os moradores que transitavam na localidade para os interrogar sobre qual facção eles apoiavam e entregando aos criminosos do TCP, para serem executados, aqueles que declarassem apoio ao CV. Houve um relato de relato de parceria entre milícia e Polícia Militar para a ocupação de um condomínio do Programa Minha Casa, MinhaVida que ilustraria perfeitamente esse tipo de favorecimento político-coercitivo e sua indissociabilidade com os processos de formação das bases econômicas para a reprodução das milícias Em uma unidade na zona oeste da cidade, a milícia passou a dominar o conjunto do MCMV por conta de um cabo da PM que se tornou síndicoe tornou a milícia local um ente permanente da administração condominial. Segundo relatos, o policial expulsou diversos moradores, se apropriou dos apartamentos e os vendeu com “contratos de gaveta” providenciados pelos milicianos. Em uma outra unidade, após um um confronto com os membros do Comando Vermelho, os traficantes retomaram o território. No mês seguinte, algumas denúncias alertavam que os milicianos estavam recebendo suporte do BPM local, no intuito deexpulsar o Comando Vermelho da região. Segundo relatos, os policiais chegaram inclusive a transportar os milicianos para pontos estratégicos dentro dos veículos blindados do batalhão. Após nova expulsão dos traficantes, moradores denunciaram que os milicianos passaram a contar com o apoio direto dos policiais militares para realizar suas cobranças e que estes também mantiveram uma viatura da PM na portaria do condomínio em tempo Integral FONTE: Relatório da Polícia Federal no caso Marielle disponível no site do STF

Quatro PMs poderão ser excluídos do órgão acusados de receberem propina de R$ 1.000 cada para não reprimir transporte irregular de combustível no Sul Fluminense

Quatro PMs estão sendo submetidos a Conselho de Disciplina, que poderá excluí-los da corporação suspeitos de, em dezembro de 2019, nos municípios de Piraí e Barra Mansa, por receberem cada um deles, vantagem indevida consistente em R$ 1.000,00 para não reprimir o transporte irregular de combustível. Conforme revelou o monitoramento das comunicações telefônicas, na madrugada do dia 10/12/2019, no Auto Posto Ted de Piraí – RJ, dois homens tinham sob sua posse caminhão carregado de combustível quando foram abordados por policiais militares. Na ocasião, PMs suspeitos, ao constatarem irregularidade na documentação da carga de combustível, determinaram a condução dos envolvidos à delegacia de polícia. Para evitar a condução até a unidade, a prisão em flagrante e a apreensão da carga, os agentes negociaram com as vítimas, que seguiam ordens de um terceiro homem. Os PMs aceitaram receber cada um a quantia de R$1.000,00. Em contrapartida, os militares deixaram de praticar ato de ofício, a saber, a prisão e condução dos responsáveis pela carga para a delegacia de polícia. fonte: Boletim interno da Polícia Militar do Rio de Janeiro disponível no site Tenho Quase Tudo da PMERJ

Investigação mostra o quem é quem da milícia alvo de operação ontem. Escutas mostram planos para morte, homicídio de líder, negociação para compra de armas, encomenda de roubos de veículos, pagamento de propinas a PMs e policiais e uso do sistema da Civil para descobrir investigações com grupo. Um dos milicianos negociou até com coronel. VEJA OS DETALHES

Veja o quem é quem na milícia que agia na comunidade Bateau Mouche, na Praça Seca, que foi alvo ontem de operação do Ministério Público Estadual. A reportagem teve acesso a trechos de escuta que mostram conversas sobre pagamento de propinas a PMs e policiais civis, negociação de armas, encomenda de roubos de veículos, informações sobre operações policiais e uso do sistema da Polícia Civil para descobrir investigações sobre os milicianos., Negão – Exerceu função de liderança, até o final do ano de 2021. Após o desligamento desse grupo criminoso, passou a fazer parte da “Milícia do Zinho”, que atua em outras localidades da Zona Oeste.Negão foi identificado no início das investigações, porquanto, de acordo com um relatório formulado pela CSI/MPRJ (Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do estado do Rio de Janeiro), ele teria sido alertado, no dia 09 de junho de 2021, por um policial militar lotado no BOPE, sobre uma incursão policial de agentes do batalhão especial na comunidade Bateau Mouche, o que fez com que o miliciano avisasse seus comparsas, determinando que se escondessem. No período de 1 ano e 4 meses, Negão foi o responsável pela milícia da comunidade Bateau Mouche, envolvendo a prática de crimes de cobranças de “taxa de segurança” mediante o crime de extorsão. Após esse período, Negão, ao saber que milicianos da área em que atuava estavam planejando sua morte. Em uma escuta, ele disse que Evaristo estava tramando sua morte e que “Panda” deu o aval para isso acontecer. A partir daí, passou a integrar a milícia do “Zinho. Ele “aceitou o convite da rapaziada do “Ecko” e do “Zinho”” para administrar a localidade de Guaratiba. Júnior – foi executado poucas semanas antes do oferecimento da Denúncia. Tratava-se de líder da milícia, que dominava as comunidades do Bateau Mouche, Campinho, Chacrinha e Praça Seca/RJ. Tendo sucedido a Negão na liderança da milícia. Ocupou a posição de liderança, pelo menos entre dezembro de 2021 até a data de sua morte, em setembro de 2023. Registre-se terem sido obtidas fotografias de julho de 2022, por meio da quebra de dados da conta as quais são referentes a listas e planilhas relacionadas ao controle da cobrança de taxas realizada pela milícia. Além de imagens diretamente ligadas aos irmãos Braga (“Carlinhos Três Pontes”, “Ecko” e “Zinho”). Mencionem-se, ainda, as fotografias de diversas armas, munições e materiais bélicos, produtos esses utilizados pelo grupo criminoso em suas “tarefas” rotineiras.Leleo ou Panda – era um dos líderes do grupo e responsável por ordenar execuções de indivíduos e distribuir cargos de gerência dentro da organização criminosa.Nesse sentido, inclusive, os dados obtidos demonstram que Leleo “nomeou” Júnior como sucessor como Negão na “direção” da milícia do Bateau Mouche. Leleo determinou a execução de Negão por meio de Júnior. Seita ou Ceta – foram identificadas conversas dele em que há sinais da manutenção de estreita ligação com policiais militares, com o objetivo de intermediar a relação desses com os criminosos. Há conversas dele com dois capitães, um coronel e um tenente. Ele se intitulava amigo do 2L ou Panda. Na quebra de dados de suas contas, também foram obtidas imagens relativas a armas de fogo, acessórios ou munições: Federal ou Mano – irmão de Júnior. Era homem de confiança do líder, tendo sido determinada sua participação em importante reunião criminosa. Seu irmão falou em um áudio que é na Baixada. Fala ainda que o “cara” não falou onde é, pois o “cara” é “mundial” (“possivelmente algum miliciano bastante conhecido e relatou ainda que virá 2 (dois) “carteiras” (possivelmente policiais) amigos do “cara” buscá-los e o pessoal no meio do caminho. Os “carteiras” irão conduzi-los até o local de encontro. Júnior ainda disse que os garotos ficarão lá (Baixada), fala que Telmo deve ir junto também Júnior disse que Negão da 18 (PM) irá com eles e poderá levar um amigo (possivelmente policial). Júnior disse que “ele” (possivelmente o miliciano da baixada) irá falar umas “paradas” (conversar) e explicou ainda que era para Federal ir também. Negão 18 – policial militar tendo sido denunciado perante o juízo da Auditoria Militar. Assim, as mensagens analisadas pela investigação demonstram que Federal também mantinha ligações com policiais, de forma a intermediar relação entre esses e o grupo miliciano. Também há elementos que indicam a sua amizade com Ceta Merece destaque a conversa mantida entre Federa e Júnior sobre valores de armas de fogo, a serem adquiridas pelo grupo: Telmo – integrante da milícia que atua nos bairros localizados na Zona Oeste e adjacências. Há indícios de sua atuação como auxiliar de Júnior. Trata-se de pessoa de confiança dele e foi identificado como responsável por realizar e gerenciar as cobranças das taxas devidas ao grupo criminoso e, ainda, resolver questões decorrentes do pagamento de propinas a policiais militares. Há conversas entre Telmo e Júnior em que citam um possível miliciano de vulgo “Semente. Júnior pediu a Telmo avisar lá (provavelmente aos comparsas) para começarem cedo. Telmo perguntou se pode cadastrar na frente do “bt” (possivelmente cadastrar moradores que residam em frente a comunidade do Bateau Mouche), o que é prontamente autorizado por Júnior.Além de merecer relevo as conversas relacionadas ao pagamento de propinas a policiais militares e civis. Em uma delas, Telmo disse que irá pagar aquele “pessoal”, complementa que “eles” mandaram mensagem falando um “monte”. Em outro áudio, Telmo disse para Júnior que irá fazer isso mesmo, irá pagar um pedaço de 1 (um) e um pedaço da outra, não irá sobrar nada. Telmo complementoou que os “caras” estão perturbando demais, diz que já está com nojo desses “caras”. Em seguida, Telmo falou que o “cara” da Patamo não lhe respondeu hoje, e o “cara” do GAT “entrou para dentro” de Telmo falando um monte de besteira. O miliciano menciona que já falou com o GAT de amanhã. Em mais uma escuta, Telmo falou que foi na Albano (rua), conforme pedido de Júnior, porém ninguém abriu a porta. Telmo falou ainda que precisa ir durante o dia para recadastrar (possivelmente os

DELEGACIA DE HOMICÍDIOS ERA UM ANTRO DE CORRUPÇÃO NA ÉPOCA DE RIVALDO BARBOSA, APONTA PF. VEJA DENÚNCIAS. INQUÉRITOS SUMIAM

Além da acusação de obstrução das investigações do caso Marielle Franco, o relatório da PF traz muitas denúncias contra o delegado Rivaldo Barbosa.O documento cita o relato do miliciano Orlando Curicica qie disse que ele e sua esposa teriam sofrido uma extorsão da Delegacia de Homicídios, na época que Rivaldo era chefe da DH, para que um crime de porte de arma de fogo não fosse a ela imputado. A quantia de R$20.000,00 teria sido entregue a um subordinado de Rivaldo. Curicica explanou que existia um sistema de pagamento mensal realizado pelas milícias para as delegacias. A DH, por exemplo, recebia mensalmente em torno de R$60.000,00/R$80.000,00, isso quando não auferia uma remessa adicional em razão dos crimes que deixavamprovas/rastros. O miliciano citou os exemplos das investigações envolvendo os assassinatos do policial militar Pereira e do contraventor Haylton Escafura. O documento da PF cita que Curicica relatou que a DH teria recebido de pessoa ligada ao contraventor Rogério Andrade cerca de R$300.000,00 paranão “perturbar” os prováveis envolvidos na execução de Pereira. A filha de Marcos Falcon, que foi assassinado pelo Escritório do Crime, ,revelou que o delegado responsável pelo caso do assassinato de seu pai, Brenno Carnevale, externou certo descontentamento com as ingerências praticadas por Rivaldo Barbosa na investigação, sendo certo que ele teria lhe dito que, diante de novas descobertas sobre o caso, era para “não mexer em nada e passar diretamente para ele”. Carnevale teria revelado a moça o sumiço repentino dos procedimentos apuratórios atrelados a Falcon e Pereira que estavam em sua carga de inquéritos. A filha de Falcon ressaltou que todos com quem conversava sobre a morte de seu pai, sobretudo policiais, desestimulavam-na a procurar a DH, pois esta delegaciaestaria “comprada” e de nada adiantaria o seu empenho. A DH chefiada por Rivaldo, além de ser conivente com os homicídios envolvendo a participação de milicianos e contraventores, dos quais recebiavantagens indevidas, alertava alvos de investigação quando da menção de seus nomes em procedimentos criminais ou quando da existência de medidas restritivas em desfavor deles, como ocorreu com Falcon. Brenno Carnevale narrou sumiço de outros inquéritos, de materiais apreendidos, excesso de exigências burocráticas que inviabilizavam diligênciasimportantes, e súbitas trocas de presidências de inquéritos. Um desses casos de troca inopinada de presidente de inquérito foi a retirada de sua carga, sem quaisquer explicações, do apuratório envolvendo a morte de Escafura, filho do contraventor conhecido como Piruinha. FONTE: Relatório da PF sobre investigação do caso Marielle disponível no site do STF

Favela onde ocorreram as mortes de sete jovens em Nova Iguaçu teve 42 traficantes identificados durante investigação. Confira o quem é quem

MARIO HUGO MONKEN Investigação feita há alguns anos revelou quem eram todos os integrantes do tráfico na comunidade do Buraco do Boi, em Nova Iguaçu, local onde sete pessoas teriam sido assassinadas há duas semanas, conforme denúncias recebidas pelo Fórum Grita Baixada. Ao todo, são 42 bandidos, muitos já presos ou que abandonaram o crime. Alguns têm ligações com comunidades de Angra, Magé e da Zona Oeste do Rio. Há menção a propinas pagas a policiais, negociações sobre venda de armas e o pagamento de uma pensão a traficantes presos. Veja a relação. Confira: Peixão – é apontado como o verdadeiro controlador do tráfico na comunidade do Buraco do Boi, ocupando posição hierárquica superior aos chamados “frentes”, que são por ele nomeados apenas para gerir o tráfico local. Seu nome – e sua autoridade hierárquica – são explicitados em vários dos diálogos dos demais membros do grupo, que também costumam ostentar símbolos alusivos ao peixe em suas redes sociais. De acordo com as investigações, o tráfico do Buraco do Boi é historicamente controlado por Parada de Lucas – que é a principal base de Peixão -, havendo várias menções e registros de deslocamentos de membros do grupo criminoso entre as duas comunidades Bigode – era o “gerente geral” da comunidade do Buraco do Boi, tendo exercido a função de “frente” do tráfico até ser preso, em 01/07/2019. Mesmo depois de preso, segue recebendo participação nos lucros do tráfico. Foi citado como líder por outros membros do grupo. 3K – foi apontado como um dos “frentes” do tráfico local, tendo assumido esse posto após a prisão de Bigode. Ostentava fotos portando fuzis em perfis de redes sociais. Tratava explicitamente de atividades relacionadas à distribuição de cargas de drogas e pagamentos, monitoramento da atividade policial e compra de armas. Era mencionado e tratado como líder por outros membros do grupo. É suspeito de ter ordenado o homicídio do motorista de aplicativo Jonahan Camilo Correa da Silva, sem a autorização do traficante Peixão, o que fez com que fosse destituído do posto de “Frente” no Buraco do Boi e retornasse para Parada de Lucas. Michele -também é apontada como “Frente” do tráfico, tendo assumido a função após a destituição de 3K. Em vários diálogos, trata explicitamente de atividades relacionadas ao comando do tráfico de drogas, ao emprego de armas de fogo e ao monitoramento da atividade policial. Foi presa em 19/12/2019, em razão de mandados de prisão pendentes e na posse de um celular roubado (RO 040-07083/2019); Aliciane – esposa de Bigode. Em um deseus diálogos interceptados, diálogos em trata de assuntos do interesse de seu marido, então preso, demonstrando terenvolvimento em suas atividades. Além disso, afirma explicitamente que, após a prisão de Bigode, ficou encarregada de receber a participação nos lucros do tráfico a que ele fazia jus; Astronauta – era apontado como “ex-frente” do tráfico na comunidade, em razão de afirmações feitas por ele mesmo em diálogos interceptados, nos quais se vangloria de sua atuação na atividade, mas diz preferir uma vida normal. Conversou com Peixão para deixar o tráfico e entregou a ele seu fuzil e suas cargas . Afirmou manter boas relações com membros do tráfico e diz que Bigode não permitiria que sua casa na comunidade fosse invadida; Manteve diversos diálogos sobre os acontecimentos envolvendo os membros do grupo. Segundo as investigações, sua saída do tráfico se deu em janeiro de 2019; Romarinho -também é apontado como “Frente” do tráfico, tendo assumido a função após a prisão de Michele. Possui histórico de prisões anteriores. Antes de assumir como Frente, trabalhava na segurança de Michele. Mantém diálogos Rabetão – foi apontada como uma espécie de assistente pessoal da acusada Michele. Em vários diálogos interceptados, aparece como intermediária das comunicações entre Michele e outros bandidos. Manteve diálogos sobre o monitoramento de guarnições policiais Mexicano – foi apontado como gerente das bocas de fumo. Em vários diálogos, trata explicitamente de atividades relacionadas à venda de entorpecentes, bem como sobre distribuição de cargas e prestação de contas Juliana – Namorada de Mexicano, exercia a função de “vapor” em uma das bocas de fumo. Ostenta a imagem de um peixe segurando um fuzil em seu perfil do Facebook (em clara alusão ao traficante Peixão ). Mantém diálogos explícitos sobre cargas de entorpecentes e sobre a rotina dos plantões nas bocas de fumo Nescau – irmão de Mexicano. Deixou de ser gerente para ser vapor. Manteve diálogo com DL e Seringuinha, no qual comenta sobre o fato de Seringuinha ter sido solto no “dia do PG” e afirma “três forte”, fazendo alusão ao Terceiro  Comando Puro. DL – Gerente do tráfico. Em uma escuta, tratou diretamente de uma carga de drogas com Michele Wendel ou WD – um dos gerentes do tráfico e segurança do frente da comunidade. Manteve diálogos em que menciona o nome do acusado 3K tenta conseguir um ônibus com o objetivo de transportar moradores do Buraco do Boi para um baile funk em Parada de Lucas, que diz se tratar de “festa do patrão” RD – “gerente dos radinhos”, além de “prestar favores pessoais” ao acusado 3K. Mantém diálogo em que trata explicitamente do “recrutamento de Deltas” (radinhos) e do carregamento de baterias (fl. Mantém diálogos em que atua como batedor em situações de deslocamento do acusado 3K e também trata da compra de um cordão a pedido  dele , afirmando ao joalheiro que seria bom manter contato com 3K, pois assim também poderia a fazer jóias para “o cara lá em Lucas” (em aparente alusão ao traficante Peixão). Mantém diálogo em que comenta detalhes sobre a substituição de 3K por Michele e indaga à sua interlocutora se “foram buscar os fuzil e a mochila” na casa dela (fl. 200). Bê – Mantee diálogo com o acusado RD, no qual falam sobre questões relativas à logística dos radinhos. Foi o responsável por socorrer o acusado GB, após ele ter sido baleado em uma troca de tiros. Mantém diálogos sobre o monitoramento de viaturas e sobre uma moto roubada que

Justiça deu novas penas a integrantes da milícia de Austin. Veja o quem é quem e trechos de escutas que mostram os criminosos falando sobre propinas a PMs

MARIO HUGO MONKEN Em acórdão do último dia 1 de setembro, a Justiça estabeleceu novas penas para integrantes de uma milícia que agia no bairro de Austin, em Nova Iguaçu. O processo é de 2020. Vladimir Guimarães Ferreira – 12 anos, sete meses e seis dias. Regime fechado Nandinho- 12 anos, em regime inicialmente fechado. Feiuk- cinco anos, sete meses e seis dias e mantido o regime inicialmente semiaberto, Nerildo S.S – cinco anos, sete meses e seis dias e regime inicialmente semiaberto. Gutierrez N.O, Baixinho, Beto do Ponto, Niko, Diogão, Pedro Bala ou Pedrinho da Marissol, Abner M.G e X-tudo- quatro anos, 10 meses e 24 dias, regime inicialmente semiaberto para cada réu. Segundo as investigações, o bando foi atuou no período compreendido entre o mês de outubro de 2019 até o mês de março de 2020, praticando diversos crimes como extorsão, exploração de transporte de mototáxi e gato net, mediante cobrança de taxas indevidas daqueles que pretendiam circular com transporte alternativo na região da Biquinha em Austin, além de fomentaram irradiação na exploração de outros domínios regionais, mediante atuação armada. Vladimir era o líder junto com Nandinho, que emitia ordens para execução de desafetos  assim como no que diz respeito ao recolhimento de taxas de mototaxistas atuantes na localidade Parque da Biquinha. Beto do Ponto ocupava o posto de gerente administrando a meta no que diz respeito ao recolhimento da taxa de segurança paga pelos comerciantes e mototaxistas na localidade, sendo responsável pelo pagamento de valores (arrego) aos PMs responsáveis pelo patrulhamento na região em que a quadrilha atuava. Babu era responsável por efetuar lideranças com traficantes da cidade de Queimados, pertencentes ao TCP e recebia quantias provenientes da exploração de gatonet. Saimon efetuava as execuções de desafetos enquanto Renan era o responsável por passar informações ao bando acerca da movimentação policial na localidade. Leo Portuga recebia valores provenientes da arrecadação ilícita de taxas. Bambam seria agiota e braço armado do grupo criminoso. Emanuel Bomba atuava no roubo de carros e cargas cujo produto era revertido em prol do grupo. Gutierrez seria responsável pelo recolhimento da taxa e atuava como braço armado da malta, enquanto Abner seria encarregado pelo recolhimento da taxa dos mototaxistas tendo ainda contato direto com policiais lotados no Aptran e DPO de Austin Baixinho seria responsável pelo recolhimento da taxa dos mototaxistas nos pontos “Três Fontes” e “Vinho”. Dinho administrava um dos pontos de mototáxi e fornecia informações sobre a movimentação policial, sendo também responsáveis pelo recolhimento das taxas os réus. Beto do Ponto, Niko, Diogão, Nerildo e X-tudo atuavam na administração do “Ponto 40”, sendo responsável pelo recolhimento da taxa de mototaxistas e prestando contas sobre o pagamento da meta. Pedro Bala ou Pedrinho Mirassol recebia os valores arrecadados pela organização Gustavo participava de empreitadas criminosas, como homicídios de desafetos e visando a arrecadação de armas e dinheiro para o grupo. Uma conversa em grupo de whatsapp revelou que um dos integrantes da quadrilha havia sido preso por agentes estatais e pela conversa se depreende não apenas que havia repasse de  dinheiro a policiais, como também urgia que um dos membros da organização se antecipasse em ida ao DPO para que não levassem preso o elemento, cuja custódia entenderam decorrer de alcaguete ou delação. Em uma conversa do miliciano Niko, ele fala sobre a propina a ser paga aos policiais, vulgarmente conhecida pelo termo “arrego”. “Vou adianta logo hoje prós amigos (Comentário: Indica que os “amigos” seriam policiais que em troca do arrego,  deixam de incomodar as ações da ORCRIM) Em uma outra conversa envolvendo Nerildo e Feiuk, eles comentaram sobre a propina. “Eu tenho que paga o arrego os cara” “Isso aí e dinheiro de arrego” “Eu so pago arrego” “Eu sou responsável de paga arrego” “Visando o Bem estar da nossa amizade. Segue $ 480…. Q é o combinado oficial do ponto. 480 Arrego + 150 Em outra conversa, Feiuk perguntou a Diogão se  vai demorar a trazer o dinheiro, diz que só faltava a parte dele para pagar “os caras” (Policiais) “Isso aí que vc me dá e dinheiro de Arrego”. “Mano mais eu tenho que paga o arrego os cara mano” FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

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