Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

tráfico de drogas

Veja a publicação que mostra que Fernandinho Beira-Mar estava incluído na lista do governo dos EUA

Um documento oficial do governo dos Estados Unidos ao qual a reportagem teve acesso confirma a matéria do jornal Extra que o traficante brasileiro Luis Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar, foi incluído na lista de pessoas classificadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) como relacionadas ao tráfico internacional de drogas. O registro faz parte da lista de Nacionais Especialmente Designados (SDN) do Departamento do Tesouro americano e identifica Beira-Mar pelo nome completo, apelido, data de nascimento e local de nascimento. No documento, Luis Fernando da Costa (a.k.a. Fernandinho Beira-Mar) aparece com data de nascimento em 4 de julho de 1967 e local de nascimento no Rio de Janeiro, Brasil. A classificação indicada é SDNTK, sigla usada pelo governo americano para identificar pessoas vinculadas ao tráfico internacional de entorpecentes. Além do brasileiro, o mesmo documento lista outros nomes apontados pelo governo dos Estados Unidos como integrantes ou relacionados a redes internacionais de narcotráfico. Entre eles está o mexicano Ismael Zambada Garcia, conhecido como “El Mayo Zambada”, apontado como um dos históricos líderes do cartel de Sinaloa. O registro também cita Eduardo Gonzalez Quirarte, do México, com diferentes nomes falsos atribuídos a ele. A lista inclui ainda Haji Ibrahim, do Paquistão; Samuel Knowles, das Bahamas; Oded Tuito, de Israel, que aparece com diversos nomes alternativos; e Mario Ernesto Villanueva Madrid, ex-governador do estado mexicano de Quintana Roo. Segundo o documento, todos esses nomes estavam classificados pelo OFAC na categoria SDNTK, relacionada ao narcotráfico internacional. A lista também registra alterações em outros nomes. Um deles é Kassim Abbas, identificado como cidadão iraquiano e com endereço posteriormente atualizado para a Alemanha. O documento informa ainda a retirada de Lieride Agudelo Galvez, da Colômbia, da lista de sanções do OFAC. A inclusão de Fernandinho Beira-Mar no cadastro americano demonstra que o governo dos Estados Unidos passou a tratá-lo oficialmente como um alvo de sanções relacionadas ao narcotráfico internacional, com possibilidade de restrições financeiras e comerciais dentro da jurisdição americana. O documento obtido pela reportagem, no entanto, é um registro histórico. A presença do nome de Beira-Mar na lista do OFAC não representa uma nova inclusão, mas confirma uma classificação feita pelo governo americano nos anos 2000. Quem é Beira-Mar Beira-Mar como um dos principais líderes da organização criminosa conhecida como Comando Vermelo), com atuação em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no Complexo de Manguinhos, Complexo do Jacarezinho, Complexo do Chapadão, Complexo do Alemão, todas na capital fluminense, no Complexo do Salgueiro, em Niterói, nos municípios de Macaé, Petrópolis, Rio das Ostras, e, ainda, no Paraguai, Bolívia, Colômbia e Venezuela. Ele possui uma extensa ficha criminal com oitenta e seis anotações, incluindo tráfico nacional e internacional de drogas, tráfico internacional de armas de fogo, lavagem de dinheiro, organização criminosa transnacional, homicídio qualificado, extorsão mediante sequestro, corrupção ativa, entre outros delitos. No ano de 1999, após se evadir do sistema penitenciário fluminense, o agravante se aliou às FARC ¿ Forças Revolucionárias da Colômbia, passando a viver nas selvas deste país, oportunidade em que expandiu a mercancia de drogas a outros países da América do Sul. Dados de inteligência indicam que em 2000, o traficante implementou planos de ameaças a membros do Ministério Público que o investigavam. No ano de 2001, foi preso na selva colombiana. Contudo, mesmo encarcerado, o agravante manteve suas atividades ilícitas, utilizando-se de pessoas próximas e familiares para representá-lo. Nesta perspectiva, consta que somente na 62ª Delegacia de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, situada em Imbariê, Duque de Caxias, existem quarenta e três procedimentos, instaurados entre os anos de 2019 e 2022, que investigam a atuação do agravante e de seus asseclas na prática dos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, associação criminosa, roubo de carga, entre outros. Informações do DEPEN revelam, ainda, histórico de indisciplina do agravante em unidades prisionais. Em 2015, foi condenado a cento e vinte anos de reclusão pelo Tribunal do Júri, em razão de ser o mandante do homicídio de quatro integrantes de facção rival no interior do presídio Bangu I, durante uma rebelião ocorrida no ano de 2002.

Preso por suspeita de integrar milícia, policial civil também é investigado por tráfico de drogas sintéticas após flagrante com MDMA

Um policial civil preso no ano passado sob suspeita de integrar uma milícia que atuava em Belford Roxo também passou a ser investigado por envolvimento com o tráfico de drogas sintéticas, conforme revela um documento da Justiça obtido com exclusividade pela reportagem. A prisão do agente foi decretada no âmbito da investigação que apura a atuação da organização paramilitar na Baixada Fluminense. No entanto, durante o cumprimento do mandado, a operação revelou um cenário ainda mais grave. Na residência do policial, localizada no Condomínio Reserva do Parque, em Jacarepaguá, os agentes encontraram grande quantidade de drogas sintéticas escondidas dentro de um travesseiro no quarto do casal. Outra parte do entorpecente foi localizada no interior da viatura oficial da Polícia Civil que estava sob a posse do investigado. O policial foi preso em flagrante no dia 9 de dezembro de 2025. O laudo pericial confirmou que o material apreendido era composto por MDA e MDMA, totalizando mais de 180 gramas entre comprimidos e pó. Segundo o documento judicial, os elementos reunidos apontam para a prática de tráfico de drogas de forma individual, investigação distinta da apuração sobre a suposta participação do agente na milícia. Além dos entorpecentes, a operação apreendeu um verdadeiro arsenal em poder do policial: um fuzil, uma pistola Glock — ambos pertencentes ao patrimônio da corporação —, um simulacro de pistola, carregadores, munições, colete balístico, distintivo funcional de comissário, carteira funcional da SEPOL, um canivete, um coldre de Glock e a viatura oficial Toyota Corolla, prefixo 67-2098, utilizada pelo investigado.

Sob comando de Abelha, CV criou rede de células ainda na década passada para dominar Cabo Frio, aponta investigação

Pelo menos desde 2018, o traficante Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o “Abelha”, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho, coordena a expansão e o funcionamento da facção em Cabo Frio, na Região dos Lagos, por meio de uma estrutura criminosa dividida em células e inspirada no sistema de franquias empresariais. Essa organização foi alvo de uma grande operação deflagrada nesta quarta-feira pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que busca desarticular a estrutura operacional do grupo responsável pelo tráfico de drogas, controle territorial, ataques armados e imposição do domínio da facção na região. As investigações apontam que a principal área de influência do grupo era Unamar, distrito de Cabo Frio, onde o Comando Vermelho mantinha duas células locais subordinadas à liderança de Abelha. Havia ainda uma terceira célula instalada no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, de onde partiam ordens e o comando estratégico das ações criminosas. Segundo a Polícia Civil, a organização adotava um modelo semelhante ao de franquias empresariais: cada núcleo possuía autonomia operacional para administrar seu ponto de venda de drogas, mas permanecia subordinado à liderança de Abelha, seguindo determinações, estratégias e regras impostas pelo comando central. A primeira célula era chefiada por Demizinho, responsável pelo comércio de entorpecentes na Rua Sinagoga, Rua das Pacas e na Praça de Unamar. A segunda era comandada por Neurótico, que controlava a venda de drogas nas ruas Doze e Dezesseis, também em Unamar. Apesar da divisão territorial, os dois grupos atuavam de forma integrada e se uniam para promover ataques armados contra integrantes da facção rival, o Terceiro Comando Puro (TCP). As investigações revelaram ainda que Abelha comandava toda a estrutura criminosa a partir do Rio de Janeiro, coordenando as atividades da facção nas comunidades da Região dos Lagos. Ao longo das apurações, os agentes reuniram um amplo conjunto de provas, incluindo conteúdos extraídos de celulares e contas de integrantes da organização criminosa. As imagens mostram traficantes exibindo armamento de guerra, comercializando drogas, realizando incursões armadas contra áreas dominadas por facções rivais e instalando barricadas para dificultar a circulação de moradores e a entrada das forças de segurança. Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a descoberta de um sofisticado esquema de delivery de drogas. De acordo com a Polícia Civil, os usuários faziam os pedidos por aplicativos de mensagens, realizavam o pagamento e recebiam os entorpecentes no endereço indicado, em um sistema que funcionava como um serviço de entrega. Durante a operação desta quarta-feira, os policiais cumprem mandados e buscam apreender armas de fogo, drogas, aparelhos eletrônicos e outros materiais que possam ampliar o conjunto de provas e identificar novos integrantes da organização criminosa.

A cúpula do CV às ordens para compra de arsenal e destruição de presídio: quem é Mexicano, chefão do tráfico com 15 anotações criminais caçado em operação no Dona Marta

O.princioal alvo da operação policial que causou pânico na manhã de hoje no Morro do Dona Martaem Botafogo, o traficante Mexicano possui extensa ficha criminal com destaque para os crimes de roubo, homicídios, tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico de drogas, o que pode ser comprovado pela simples análise da sua FAC com 15 anotações criminais, além de inúmeras investigações criminais que o apontam como liderança criminosa na comunidade. Ele é  arraigado nas articulações para venda de drogas ilícitas nos bairros de Botafogo e Copacabana e demais atividades ilegais. Quando esteve preso  Mexicano integrava ss chamadas “comissões” (composto pela cúpula da facção criminosa), quando, então, eram  repassadas as determinações do “Conselho de Líderes do Comando Vermelho”; há registros, inclusive, de determinação para aquisição de vasto material bélico a fim de retomar áreas eventualmente perdidas para outras facções e manter as já existentes. Ex-preso federal, depois que voltou ao RJ, Mexicano cometeu atos de danos ao patrimônio público em todas as celas das galerias B5, B6 e B7 da SEAPGC (Gabriel Ferreira Castilho), de forma coordenada, visando gerar instabilidade na segurança prisional, o que por meio de buscas, resultou na apreensão de materiais ilícitos. Ano passado, circulou informações que Mexicano havia sido rebaixado na hierarquia do tráfico no Dona Marra por suspeita de desvio de dinheiro. Segundo o que foi divulgado na época, teria implorado para não morrer.

Traficante do Complexo do Alemão (CV) enviava drogas pelos Correios para abastecer facção na Bahia

Uma investigação do Ministério Público da Bahia descobriu um esquema de tráfico interestadual de drogas operado a partir do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio. Segundo as investigações, entorpecentes eram enviados pelos Correios para integrantes do Comando Vermelho na Bahia. De acordo com a denúncia da 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada, um dos acusados morava na localidade conhecida como “Casinhas”, dentro do Complexo do Alemão, área dominada pela facção criminosa Comando Vermelho, e seria o responsável pela distribuição das drogas enviadas para outros estados. As investigações apontam que, no dia 3 de setembro de 2025, agentes interceptaram encomendas no Centro de Tratamento de Encomendas (CTE) de Benfica, na Zona Norte do Rio. Nos pacotes foram encontrados 4,45 quilos de maconha prensada e 2 quilos de cocaína, acondicionados em tabletes. Segundo o Ministério Público, a carga tinha como destino o estado da Bahia, onde outro integrante da facção seria responsável por receber e redistribuir os entorpecentes. A apuração identificou que o esquema funcionava de forma contínua e organizada. Somente em agosto de 2025, o acusado apontado como remetente realizou seis envios com características semelhantes às encomendas apreendidas. Em quatro deles, o destinatário era o mesmo investigado na Bahia. Ainda conforme a denúncia, entre janeiro de 2024 e setembro de 2025 foram registrados 42 envios postais ligados ao esquema criminoso. Desse total, 31 tinham como destino o mesmo receptor baiano, o que, segundo o MP, demonstra a atuação permanente da associação criminosa voltada ao tráfico interestadual de drogas. O Ministério Público sustenta que os acusados se associaram de forma estável para a prática reiterada do tráfico de drogas por meio do sistema postal, utilizando encomendas para abastecer integrantes da facção fora do Rio de Janeiro. Os dois denunciados vão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e tráfico interestadual.

Alvo de operação de hoje que prendeu sua mulher, Rabicó expandiu seus domínios em São Gonçalo e tinha esquema de envio de armas diretamente da fronteira com o Paraguai

Uma investigação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio revelou detalhes de um esquema interestadual de envio de armas para traficantes do Comando Vermelho em São Gonçalo, envolvendo fornecedores ligados à fronteira com o Paraguai e integrantes da facção que atuam no Complexo do Salgueiro e no Jardim Catarina. Segundo documentos obtidos pela reportagem, o traficante Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó” ou “Coroa”, apontado como uma das principais lideranças do CV na região, mantinha contato com fornecedores responsáveis pelo abastecimento de armamentos destinados à facção. As investigações apontam que parte das armas chegava ao Rio de Janeiro a partir de Foz do Iguaçu, no Paraná, área considerada estratégica para o tráfico internacional de armamentos vindos do Paraguai. Outro fornecedor citado nos autos é um homem identificado pelo vulgo “Imperador”, apontado como um dos responsáveis pelo fornecimento bélico da organização criminosa. Arsenal pesado abastecia comunidades dominadas pelo CV A estrutura investigada abasteceria traficantes que atuavam no Complexo do Salgueiro e também no Jardim Catarina, para onde o grupo criminoso expandiu suas operações nos últimos anos. De acordo com o Ministério Público, integrantes da facção eram frequentemente vistos circulando com armamento pesado nas comunidades controladas pelo grupo. Em uma das operações realizadas anteriormente no Salgueiro, agentes apreenderam munições de calibre 5.56, pistolas e carregadores de fuzil, reforçando as suspeitas sobre a existência de uma rota permanente de abastecimento de armas para o Comando Vermelho em São Gonçalo. Rabicó ampliou domínio do CV após deixar a prisão As investigações mostram que Rabicó reassumiu o comando do tráfico no Complexo do Salgueiro após deixar a prisão, em novembro de 2019. A partir daí, segundo os investigadores, o criminoso ampliou os domínios da facção para o Jardim Catarina, uma das maiores comunidades de São Gonçalo. Além do tráfico de drogas, o grupo é acusado de participação em roubos de carga, extorsões contra comerciantes e moradores e venda de cargas roubadas. A denúncia aponta ainda que a quadrilha possuía divisão de tarefas bem definida. Rafael Teixeira Guimarães Peixoto, o “Funil”, seria um dos principais homens de confiança de Rabicó e responsável pelo recebimento de drogas, armas e munições que chegavam às áreas controladas pela facção. Já Luan Lourenço Laube, conhecido como “Bola”, atuaria no transporte de drogas entre comunidades dominadas pelo CV. Jhonny Ribeiro da Silva é apontado como participante da movimentação de drogas e de confrontos armados entre facções rivais. Leonardo Riccio de Almeida Barros, o “Léo da Providência”, teria função de segurança pessoal de Rabicó e atuação armada nas bocas de fumo. Operação desta sexta teve mulher de Rabicó presa A nova ofensiva da Polícia Civil realizada nesta sexta-feira teve como alvo a estrutura criminosa ligada ao traficante. Durante a operação, a companheira de Rabicó foi presa pelos agentes. O caso tramita na Vara Criminal Especializada em Organizações Criminosas, após a Justiça reconhecer que o grupo atuava de forma estruturada e armada em diferentes regiões de São Gonçalo. A investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) revelou uma sofisticada estrutura criminosa voltada à ocultação, dissimulação e lavagem de recursos ilícitos provenientes do tráfico de drogas, principalmente no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. Segundo os levantamentos da especializada, o esquema movimentou mais de R$ 453 milhões. As ações ocorrem simultaneamente em diversos municípios do estado do Rio de Janeiro, como a capital, São Gonçalo, Duque de Caxias, Itaboraí, Iguaba Grande, Armação dos Búzios e São João de Meriti. Também são cumpridos mandados em outros estados, incluindo cidades de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão. A operação é resultado de aproximadamente um ano e quatro meses de investigação da DRE-CAP, que identificou uma estrutura criminosa com atuação interestadual voltada à lavagem de dinheiro para a facção. Os mandados de prisão, busca e apreensão e as medidas patrimoniais foram deferidos pela 1ª Vara Criminal Especializada em Combate ao Crime Organizado, após denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Durante as investigações, os agentes captaram diálogos envolvendo Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó”, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho, e o principal operador financeiro da facção. Segundo a apuração, ele era responsável pela lavagem de dinheiro, gerenciamento de empresas de fachada, movimentações bancárias e utilização de terceiros para ocultar patrimônio e valores ilícitos. As diligências apontaram que o investigado atuava como verdadeiro gestor financeiro da organização criminosa. O esquema utilizava empresas de reciclagem e ferros-velhos, contas bancárias de passagem, depósitos fracionados em espécie, emissão de notas fiscais falsas e intensa movimentação financeira entre empresas ligadas ao grupo para conferir aparência de legalidade aos recursos oriundos do tráfico. A investigação identificou ainda que empresas do ramo de reciclagem e comércio de sucatas transferiam milhões de reais diretamente para contas do investigado e de empresas controladas por ele, funcionando como engrenagens de financiamento do narcotráfico. A DRE-CAP também apurou indícios de receptação qualificada, aquisição de materiais de origem suspeita e pulverização de recursos em diversas contas bancárias para dificultar o rastreamento dos valores. Durante a apuração, equipes da DRE realizaram monitoramentos que identificaram áreas utilizadas para a queima clandestina de cabos de cobre e estabelecimentos vinculados ao operador financeiro, reforçando os indícios de integração das atividades ilícitas à cadeia de lavagem de dinheiro da facção. Os valores movimentados pelo esquema foram identificados a partir de Relatórios de Inteligência Financeira (RIF/COAF), análises bancárias, afastamentos de sigilos fiscal, telefônico e telemático, além de cruzamentos de dados financeiros e patrimoniais realizados ao longo da investigação. O MPRJ enunciou e obteve 55 mandados de prisão preventiva contra integrantes da quadrilha de Rabicó. s.A denúncia do GAECO/MPRJ relata que, sob a liderança do denunciado Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó”, o Comando Vermelho consolidou no Complexo do Salgueiro um quartel-general fora da capital fluminense, abrangendo as comunidades localizadas nos bairros do Porto do Rosa, Itaúna, Fazenda dos Mineiros, Palmeiras, Itaóca, Praia da Luz, Jardim São Lourenço e Recanto das Acácias.Ainda De acordo com a denúncia, “Rabicó” estruturou, com o auxílio dos demais denunciados, uma

Processo sigiloso revela novos detalhes da engrenagem milionária atribuída ao Comando Vermelho e aponta rota financeira, armas e drogas entre Rio, Taubaté e Paraguai

Documento que embasa pedido de bloqueio de bens descreve movimentações financeiras, conexões entre Rio, interior paulista e exterior e cita estabelecimento comercial apontado como peça do esquema investigado Relatório usado para pedir bloqueio de bens descreve esquema que, segundo investigadores, abastecia aquisição de drogas e armas e permitia circulação de recursos em negócios formais Um relatório anexado a um processo que corre sob sigilo judicial trouxe novos detalhes sobre a investigação que mira uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro atribuída ao Comando Vermelho (CV) no Complexo do Alemão. Diferentemente das etapas anteriores da apuração, já conhecidas, o documento descreve como investigadores afirmam que o dinheiro teria circulado entre empresas, operadores financeiros e pessoas ligadas ao grupo. Segundo o relatório, a engrenagem investigada teria sido construída para cumprir duas funções estratégicas: manter o abastecimento de drogas e armamentos vindos do exterior e permitir que recursos obtidos com atividades criminosas fossem reinseridos na economia formal sem chamar atenção dos órgãos de controle. A peça descreve uma rede baseada em contas bancárias, empresas e sucessivas transferências financeiras. O documento aponta movimentações consideradas incompatíveis com rendimentos declarados, além de depósitos pulverizados, operações fracionadas e circulação contínua de recursos entre pessoas físicas e jurídicas. De acordo com a investigação, parte do dinheiro arrecadado no Rio de Janeiro era concentrada fora do estado antes de seguir para outras etapas da operação financeira. O relatório cita conexões com Taubaté, no interior de São Paulo, onde operadores seriam responsáveis por centralizar valores e redistribuir recursos. Outro eixo descrito no documento ultrapassa as fronteiras nacionais. Segundo os investigadores, o Paraguai aparece como ponto relacionado ao fornecimento de drogas e armamentos, enquanto o fluxo financeiro teria sido estruturado para reduzir rastros e dificultar o acompanhamento das transações. O relatório sustenta ainda que a lavagem investigada não teria ocorrido apenas por meio de transferências bancárias tradicionais. Empresas formais e atividades comerciais aparecem como parte da engrenagem descrita pelas autoridades. Entre elas está um restaurante instalado dentro do Complexo do Alemão que, segundo a investigação, seria um dos principais instrumentos usados para movimentação financeira e inserção de recursos no mercado formal. Embora o empreendimento esteja registrado em nome de terceiro, o documento afirma que sua administração real estaria vinculada a outro investigado. As autoridades também apontam movimentações cruzadas entre pessoas já mencionadas em outros procedimentos criminais e empresas que, segundo o relatório, apresentariam volume financeiro incompatível com estrutura operacional ou faturamento declarado. Ao longo do documento aparecem ainda registros de depósitos repetidos em espécie, grande quantidade de operações em valores menores e circulação constante de dinheiro entre pessoas próximas aos investigados — incluindo familiares, empresas parceiras e intermediários financeiros. O relatório volta a mencionar o traficante conhecido como “Professor”, já falecido, apontado pelos investigadores como personagem central da estrutura financeira analisada no período apurado. O foco do documento, no entanto, não está na atuação territorial da facção, mas na manutenção da sua estrutura econômica. Com base nesses elementos, o Ministério Público se manifestou favoravelmente ao bloqueio de contas bancárias e à indisponibilidade de bens dos investigados. Na avaliação apresentada no processo, interromper o fluxo financeiro seria uma forma de atingir a capacidade operacional atribuída ao grupo. O processo segue sob sigilo e ainda não houve julgamento definitivo. Os elementos descritos no relatório correspondem à hipótese investigativa apresentada pelas autoridades para justificar as medidas cautelares. Essa versão ficou mais “matéria de portal policial-investigativo”: abre com impacto, entra no mecanismo, traz Taubaté, Paraguai, restaurante e movimentações — sem virar transcrição da peça.

Do Acre à Rocinha: investigação expõe ligação direta entre traficantes e cúpula do CV no RJ

Uma denúncia explosiva do Ministério Público do Acre revelou bastidores inéditos da expansão do Comando Vermelho no Norte do país e escancarou a forte ligação entre criminosos do Acre e chefões históricos da facção no Rio de Janeiro. A investigação, conduzida pelo GAECO, DRACO e DENARC, descreve uma estrutura criminosa altamente organizada, com atuação voltada para tráfico de drogas, homicídios, torturas, roubos, extorsões e lavagem de dinheiro. Segundo o documento, mesmo presos em unidades de segurança máxima, líderes da facção continuavam dando ordens, arrecadando dinheiro e coordenando ações criminosas de dentro das celas. Um dos pontos que mais chamou atenção na denúncia foi a presença de criminosos ligados diretamente à cúpula do Comando Vermelho no Rio. O nome de “Samuray”, apontado como integrante da “Casa Maior” da facção e considerado um dos braços direitos de Fernandinho Beira-Mar, aparece como uma das principais lideranças envolvidas nas articulações criminosas. Preso em Bangu 3, no Rio de Janeiro, ele teria participado de decisões estratégicas envolvendo o comando do CV no Acre. As investigações apontam que integrantes da facção no Norte recorriam constantemente aos chefões fluminenses para resolver disputas internas, validar lideranças e definir os rumos da organização. Outro nome de peso citado na investigação é o de “Abelha”, criminoso conhecido no submundo do Rio de Janeiro e apontado como peça importante nas conexões entre traficantes acreanos e a cúpula carioca do CV. Segundo a denúncia, um advogado ligado à facção viajou até a Rocinha para se reunir pessoalmente com Abelha, que estaria escondido na comunidade, em uma tentativa de mediar conflitos internos envolvendo o controle do tráfico no Acre. O mesmo advogado também teria mantido contato direto com Samuray e outras lideranças presas no sistema penitenciário do Rio. As apurações revelam que uma verdadeira guerra interna tomou conta do Comando Vermelho no Acre. Disputas por poder, controle de armas, domínio de pontos de venda de drogas e arrecadação milionária colocaram diferentes grupos da facção em rota de colisão. Em meio ao caos, traficantes ligados ao Acre buscavam apoio e autorização dos chefões do Rio para permanecer no comando da organização criminosa. A denúncia ainda mostra que até advogados teriam sido usados pela facção como intermediários entre traficantes presos e líderes do CV no Rio de Janeiro. Conversas interceptadas pela investigação revelariam tentativas desesperadas de integrantes do grupo para impedir afastamentos dentro da facção e garantir proteção da chamada “cúpula nacional” do Comando Vermelho. Os investigadores também descobriram que presos utilizavam celulares clandestinos dentro das penitenciárias para transformar celas em verdadeiros centros de comando do crime organizado. Relatórios apontam controle de “biqueiras”, cobrança de mensalidades criminosas conhecidas como “caixinhas”, extorsões contra comerciantes e até administração de armamentos mantidos em esconderijos da facção. Outro detalhe impressionante é que membros do grupo criminoso teriam alterado apelidos e até manipulado registros internos da facção para dificultar investigações policiais. Segundo o Ministério Público, a própria organização mantinha uma espécie de “cartório do crime”, com listas detalhadas dos integrantes cadastrados no Comando Vermelho. Ao todo, dezenas de pessoas foram denunciadas por organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A investigação sustenta que o Comando Vermelho consolidou uma estrutura extremamente violenta e profissionalizada no Acre, mas sempre mantendo ligação direta com criminosos do Rio de Janeiro, especialmente integrantes da alta cúpula da facção instalados em comunidades cariocas e dentro dos presídios fluminenses. A denúncia reforça que o avanço da facção no Norte do país não ocorreu de forma isolada, mas sim sob influência direta de chefões do Rio, que continuariam exercendo forte poder sobre o crime organizado em diferentes estados brasileiros mesmo atrás das grades.

Terror no Pé Pequeno: Traficantes Impõem Lei do Medo, Vasculham Celulares e Controlam Até a Internet dos Moradores em Niterói

Moradores da comunidade do Pé Pequeno, no bairro de Fátima, em Niterói, vivem sob um verdadeiro regime de terror imposto por traficantes armados que dominam a região. Desesperados, eles chegaram a pedir socorro à polícia — mas o medo fala mais alto. Testemunhas se recusaram a depor formalmente na delegacia por receio de represálias violentas. Relatos colhidos pelas autoridades revelam um cenário assustador: criminosos revistam celulares de moradores como forma de controle e intimidação, além de obrigarem a população a utilizar apenas provedores de internet indicados pela própria facção, cortando qualquer outra opção. Quem desobedece, vira alvo. Investigações da 77ª DP (Icaraí) escancararam a ousadia dos bandidos. Alguns dos suspeitos aparecem monitorando a comunidade com rádios comunicadores, armados e posicionados como verdadeiros “soldados do tráfico”, exibindo armas na cintura ou sobre mesas, prontos para reagir a qualquer incursão policial ou ataque de facções rivais. Eles atuam diretamente na vigilância e proteção dos pontos de venda de drogas, garantindo o funcionamento do esquema criminoso a qualquer custo. As apurações confirmaram ainda que os traficantes armazenavam, transportavam e distribuíam diversas substâncias entorpecentes, com provas reunidas em documentos, fotografias e diligências policiais. Diante da gravidade dos fatos, a Justiça decretou a prisão preventiva de oito suspeitos, todos ligados à facção criminosa Comando Vermelho. Entre os envolvidos, há menores de idade — o que escancara como o crime organizado segue recrutando jovens para sustentar sua máquina de violência e dominação.

Facção de traficante alvo no Vidigal (CV) promoveu fuga em massa, atentado contra diretor e nova tentativa de resgate em presídio na Bahia

Alvo principal da polêmica operação no Morro do Vidigal, que deixou turistas presos na comunidade nesta segunda-feira, o traficante Ednaldo Pereira de Souza, o “Dada”, integra uma organização criminosa (Primeiro Comando de Eunápolis) com atuação violenta e contínua contra o sistema prisional da Bahia. A facção da qual faz parte foi responsável por uma fuga em massa no Conjunto Penal de Eunápolis em 2024, um atentado contra o diretor da unidade em 2025 e uma nova tentativa de resgate de comparsas em 2026. Dada sempre buscou dominar as unidades prisionais de Eunápolis e Teixeira de Freitas, além de expandir sua influência pelas cidades do sul do estado, utilizando a violência como ferramenta central de controle. Segundo investigações, crises e motins eram provocados dentro das unidades, enquanto homicídios eram ordenados contra qualquer um que contrariasse os interesses do grupo. Ele e o irmão, conhecido como “Rena”, são apontados como líderes de uma ampla cadeia criminosa que atua dentro e fora dos presídios. De acordo com apurações, tudo que acontecia precisava da autorização dos dois, garantindo que a estrutura funcionasse de forma lucrativa. Qualquer ação fora dessa hierarquia resultava em represália, com punições executadas por braços direitos posicionados em todos os pavilhões. Ambos respondem a pelo menos sete processos por homicídio, além de diversas acusações relacionadas ao tráfico de drogas. O histórico recente da facção evidencia o nível de organização e ousadia. Após a fuga de Dada e outros detentos do Conjunto Penal de Eunápolis em dezembro de 2024, o grupo seguiu tentando impor sua força. Na madrugada de 29 de janeiro de 2026, uma operação conjunta das polícias Civil e Militar impediu uma nova invasão à unidade prisional, que seria realizada por integrantes do Comando Vermelho com o objetivo de resgatar comparsas. O confronto terminou com oito criminosos mortos e um policial militar baleado. Antes disso, a escalada de violência já havia atingido diretamente a administração do presídio. Houve um atentado contra a vida do diretor do Conjunto Penal de Eunápolis, Jorge Magno Alves Pinto, e também contra o servidor estadual Emerson de Jesus Santos, ação atribuída a integrantes da facção PCE/CV, da qual Dada faz parte. Mesmo fora do sistema prisional, a atuação do traficante e de sua organização segue sendo tratada pelas autoridades como de alta periculosidade, diante do histórico de ataques coordenados, domínio interno de unidades prisionais e ações violentas articuladas para manter o controle do crime organizado.

CATEGORIA:

copyright © 2025 Fatos Policiais. todos os direitos reservados

Rolar para cima