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tráfico de drogas

Traficante do Complexo do Alemão (CV) enviava drogas pelos Correios para abastecer facção na Bahia

Uma investigação do Ministério Público da Bahia descobriu um esquema de tráfico interestadual de drogas operado a partir do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio. Segundo as investigações, entorpecentes eram enviados pelos Correios para integrantes do Comando Vermelho na Bahia. De acordo com a denúncia da 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada, um dos acusados morava na localidade conhecida como “Casinhas”, dentro do Complexo do Alemão, área dominada pela facção criminosa Comando Vermelho, e seria o responsável pela distribuição das drogas enviadas para outros estados. As investigações apontam que, no dia 3 de setembro de 2025, agentes interceptaram encomendas no Centro de Tratamento de Encomendas (CTE) de Benfica, na Zona Norte do Rio. Nos pacotes foram encontrados 4,45 quilos de maconha prensada e 2 quilos de cocaína, acondicionados em tabletes. Segundo o Ministério Público, a carga tinha como destino o estado da Bahia, onde outro integrante da facção seria responsável por receber e redistribuir os entorpecentes. A apuração identificou que o esquema funcionava de forma contínua e organizada. Somente em agosto de 2025, o acusado apontado como remetente realizou seis envios com características semelhantes às encomendas apreendidas. Em quatro deles, o destinatário era o mesmo investigado na Bahia. Ainda conforme a denúncia, entre janeiro de 2024 e setembro de 2025 foram registrados 42 envios postais ligados ao esquema criminoso. Desse total, 31 tinham como destino o mesmo receptor baiano, o que, segundo o MP, demonstra a atuação permanente da associação criminosa voltada ao tráfico interestadual de drogas. O Ministério Público sustenta que os acusados se associaram de forma estável para a prática reiterada do tráfico de drogas por meio do sistema postal, utilizando encomendas para abastecer integrantes da facção fora do Rio de Janeiro. Os dois denunciados vão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e tráfico interestadual.

Alvo de operação de hoje que prendeu sua mulher, Rabicó expandiu seus domínios em São Gonçalo e tinha esquema de envio de armas diretamente da fronteira com o Paraguai

Uma investigação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio revelou detalhes de um esquema interestadual de envio de armas para traficantes do Comando Vermelho em São Gonçalo, envolvendo fornecedores ligados à fronteira com o Paraguai e integrantes da facção que atuam no Complexo do Salgueiro e no Jardim Catarina. Segundo documentos obtidos pela reportagem, o traficante Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó” ou “Coroa”, apontado como uma das principais lideranças do CV na região, mantinha contato com fornecedores responsáveis pelo abastecimento de armamentos destinados à facção. As investigações apontam que parte das armas chegava ao Rio de Janeiro a partir de Foz do Iguaçu, no Paraná, área considerada estratégica para o tráfico internacional de armamentos vindos do Paraguai. Outro fornecedor citado nos autos é um homem identificado pelo vulgo “Imperador”, apontado como um dos responsáveis pelo fornecimento bélico da organização criminosa. Arsenal pesado abastecia comunidades dominadas pelo CV A estrutura investigada abasteceria traficantes que atuavam no Complexo do Salgueiro e também no Jardim Catarina, para onde o grupo criminoso expandiu suas operações nos últimos anos. De acordo com o Ministério Público, integrantes da facção eram frequentemente vistos circulando com armamento pesado nas comunidades controladas pelo grupo. Em uma das operações realizadas anteriormente no Salgueiro, agentes apreenderam munições de calibre 5.56, pistolas e carregadores de fuzil, reforçando as suspeitas sobre a existência de uma rota permanente de abastecimento de armas para o Comando Vermelho em São Gonçalo. Rabicó ampliou domínio do CV após deixar a prisão As investigações mostram que Rabicó reassumiu o comando do tráfico no Complexo do Salgueiro após deixar a prisão, em novembro de 2019. A partir daí, segundo os investigadores, o criminoso ampliou os domínios da facção para o Jardim Catarina, uma das maiores comunidades de São Gonçalo. Além do tráfico de drogas, o grupo é acusado de participação em roubos de carga, extorsões contra comerciantes e moradores e venda de cargas roubadas. A denúncia aponta ainda que a quadrilha possuía divisão de tarefas bem definida. Rafael Teixeira Guimarães Peixoto, o “Funil”, seria um dos principais homens de confiança de Rabicó e responsável pelo recebimento de drogas, armas e munições que chegavam às áreas controladas pela facção. Já Luan Lourenço Laube, conhecido como “Bola”, atuaria no transporte de drogas entre comunidades dominadas pelo CV. Jhonny Ribeiro da Silva é apontado como participante da movimentação de drogas e de confrontos armados entre facções rivais. Leonardo Riccio de Almeida Barros, o “Léo da Providência”, teria função de segurança pessoal de Rabicó e atuação armada nas bocas de fumo. Operação desta sexta teve mulher de Rabicó presa A nova ofensiva da Polícia Civil realizada nesta sexta-feira teve como alvo a estrutura criminosa ligada ao traficante. Durante a operação, a companheira de Rabicó foi presa pelos agentes. O caso tramita na Vara Criminal Especializada em Organizações Criminosas, após a Justiça reconhecer que o grupo atuava de forma estruturada e armada em diferentes regiões de São Gonçalo. A investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) revelou uma sofisticada estrutura criminosa voltada à ocultação, dissimulação e lavagem de recursos ilícitos provenientes do tráfico de drogas, principalmente no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. Segundo os levantamentos da especializada, o esquema movimentou mais de R$ 453 milhões. As ações ocorrem simultaneamente em diversos municípios do estado do Rio de Janeiro, como a capital, São Gonçalo, Duque de Caxias, Itaboraí, Iguaba Grande, Armação dos Búzios e São João de Meriti. Também são cumpridos mandados em outros estados, incluindo cidades de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão. A operação é resultado de aproximadamente um ano e quatro meses de investigação da DRE-CAP, que identificou uma estrutura criminosa com atuação interestadual voltada à lavagem de dinheiro para a facção. Os mandados de prisão, busca e apreensão e as medidas patrimoniais foram deferidos pela 1ª Vara Criminal Especializada em Combate ao Crime Organizado, após denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Durante as investigações, os agentes captaram diálogos envolvendo Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó”, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho, e o principal operador financeiro da facção. Segundo a apuração, ele era responsável pela lavagem de dinheiro, gerenciamento de empresas de fachada, movimentações bancárias e utilização de terceiros para ocultar patrimônio e valores ilícitos. As diligências apontaram que o investigado atuava como verdadeiro gestor financeiro da organização criminosa. O esquema utilizava empresas de reciclagem e ferros-velhos, contas bancárias de passagem, depósitos fracionados em espécie, emissão de notas fiscais falsas e intensa movimentação financeira entre empresas ligadas ao grupo para conferir aparência de legalidade aos recursos oriundos do tráfico. A investigação identificou ainda que empresas do ramo de reciclagem e comércio de sucatas transferiam milhões de reais diretamente para contas do investigado e de empresas controladas por ele, funcionando como engrenagens de financiamento do narcotráfico. A DRE-CAP também apurou indícios de receptação qualificada, aquisição de materiais de origem suspeita e pulverização de recursos em diversas contas bancárias para dificultar o rastreamento dos valores. Durante a apuração, equipes da DRE realizaram monitoramentos que identificaram áreas utilizadas para a queima clandestina de cabos de cobre e estabelecimentos vinculados ao operador financeiro, reforçando os indícios de integração das atividades ilícitas à cadeia de lavagem de dinheiro da facção. Os valores movimentados pelo esquema foram identificados a partir de Relatórios de Inteligência Financeira (RIF/COAF), análises bancárias, afastamentos de sigilos fiscal, telefônico e telemático, além de cruzamentos de dados financeiros e patrimoniais realizados ao longo da investigação. O MPRJ enunciou e obteve 55 mandados de prisão preventiva contra integrantes da quadrilha de Rabicó. s.A denúncia do GAECO/MPRJ relata que, sob a liderança do denunciado Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó”, o Comando Vermelho consolidou no Complexo do Salgueiro um quartel-general fora da capital fluminense, abrangendo as comunidades localizadas nos bairros do Porto do Rosa, Itaúna, Fazenda dos Mineiros, Palmeiras, Itaóca, Praia da Luz, Jardim São Lourenço e Recanto das Acácias.Ainda De acordo com a denúncia, “Rabicó” estruturou, com o auxílio dos demais denunciados, uma

Processo sigiloso revela novos detalhes da engrenagem milionária atribuída ao Comando Vermelho e aponta rota financeira, armas e drogas entre Rio, Taubaté e Paraguai

Documento que embasa pedido de bloqueio de bens descreve movimentações financeiras, conexões entre Rio, interior paulista e exterior e cita estabelecimento comercial apontado como peça do esquema investigado Relatório usado para pedir bloqueio de bens descreve esquema que, segundo investigadores, abastecia aquisição de drogas e armas e permitia circulação de recursos em negócios formais Um relatório anexado a um processo que corre sob sigilo judicial trouxe novos detalhes sobre a investigação que mira uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro atribuída ao Comando Vermelho (CV) no Complexo do Alemão. Diferentemente das etapas anteriores da apuração, já conhecidas, o documento descreve como investigadores afirmam que o dinheiro teria circulado entre empresas, operadores financeiros e pessoas ligadas ao grupo. Segundo o relatório, a engrenagem investigada teria sido construída para cumprir duas funções estratégicas: manter o abastecimento de drogas e armamentos vindos do exterior e permitir que recursos obtidos com atividades criminosas fossem reinseridos na economia formal sem chamar atenção dos órgãos de controle. A peça descreve uma rede baseada em contas bancárias, empresas e sucessivas transferências financeiras. O documento aponta movimentações consideradas incompatíveis com rendimentos declarados, além de depósitos pulverizados, operações fracionadas e circulação contínua de recursos entre pessoas físicas e jurídicas. De acordo com a investigação, parte do dinheiro arrecadado no Rio de Janeiro era concentrada fora do estado antes de seguir para outras etapas da operação financeira. O relatório cita conexões com Taubaté, no interior de São Paulo, onde operadores seriam responsáveis por centralizar valores e redistribuir recursos. Outro eixo descrito no documento ultrapassa as fronteiras nacionais. Segundo os investigadores, o Paraguai aparece como ponto relacionado ao fornecimento de drogas e armamentos, enquanto o fluxo financeiro teria sido estruturado para reduzir rastros e dificultar o acompanhamento das transações. O relatório sustenta ainda que a lavagem investigada não teria ocorrido apenas por meio de transferências bancárias tradicionais. Empresas formais e atividades comerciais aparecem como parte da engrenagem descrita pelas autoridades. Entre elas está um restaurante instalado dentro do Complexo do Alemão que, segundo a investigação, seria um dos principais instrumentos usados para movimentação financeira e inserção de recursos no mercado formal. Embora o empreendimento esteja registrado em nome de terceiro, o documento afirma que sua administração real estaria vinculada a outro investigado. As autoridades também apontam movimentações cruzadas entre pessoas já mencionadas em outros procedimentos criminais e empresas que, segundo o relatório, apresentariam volume financeiro incompatível com estrutura operacional ou faturamento declarado. Ao longo do documento aparecem ainda registros de depósitos repetidos em espécie, grande quantidade de operações em valores menores e circulação constante de dinheiro entre pessoas próximas aos investigados — incluindo familiares, empresas parceiras e intermediários financeiros. O relatório volta a mencionar o traficante conhecido como “Professor”, já falecido, apontado pelos investigadores como personagem central da estrutura financeira analisada no período apurado. O foco do documento, no entanto, não está na atuação territorial da facção, mas na manutenção da sua estrutura econômica. Com base nesses elementos, o Ministério Público se manifestou favoravelmente ao bloqueio de contas bancárias e à indisponibilidade de bens dos investigados. Na avaliação apresentada no processo, interromper o fluxo financeiro seria uma forma de atingir a capacidade operacional atribuída ao grupo. O processo segue sob sigilo e ainda não houve julgamento definitivo. Os elementos descritos no relatório correspondem à hipótese investigativa apresentada pelas autoridades para justificar as medidas cautelares. Essa versão ficou mais “matéria de portal policial-investigativo”: abre com impacto, entra no mecanismo, traz Taubaté, Paraguai, restaurante e movimentações — sem virar transcrição da peça.

Do Acre à Rocinha: investigação expõe ligação direta entre traficantes e cúpula do CV no RJ

Uma denúncia explosiva do Ministério Público do Acre revelou bastidores inéditos da expansão do Comando Vermelho no Norte do país e escancarou a forte ligação entre criminosos do Acre e chefões históricos da facção no Rio de Janeiro. A investigação, conduzida pelo GAECO, DRACO e DENARC, descreve uma estrutura criminosa altamente organizada, com atuação voltada para tráfico de drogas, homicídios, torturas, roubos, extorsões e lavagem de dinheiro. Segundo o documento, mesmo presos em unidades de segurança máxima, líderes da facção continuavam dando ordens, arrecadando dinheiro e coordenando ações criminosas de dentro das celas. Um dos pontos que mais chamou atenção na denúncia foi a presença de criminosos ligados diretamente à cúpula do Comando Vermelho no Rio. O nome de “Samuray”, apontado como integrante da “Casa Maior” da facção e considerado um dos braços direitos de Fernandinho Beira-Mar, aparece como uma das principais lideranças envolvidas nas articulações criminosas. Preso em Bangu 3, no Rio de Janeiro, ele teria participado de decisões estratégicas envolvendo o comando do CV no Acre. As investigações apontam que integrantes da facção no Norte recorriam constantemente aos chefões fluminenses para resolver disputas internas, validar lideranças e definir os rumos da organização. Outro nome de peso citado na investigação é o de “Abelha”, criminoso conhecido no submundo do Rio de Janeiro e apontado como peça importante nas conexões entre traficantes acreanos e a cúpula carioca do CV. Segundo a denúncia, um advogado ligado à facção viajou até a Rocinha para se reunir pessoalmente com Abelha, que estaria escondido na comunidade, em uma tentativa de mediar conflitos internos envolvendo o controle do tráfico no Acre. O mesmo advogado também teria mantido contato direto com Samuray e outras lideranças presas no sistema penitenciário do Rio. As apurações revelam que uma verdadeira guerra interna tomou conta do Comando Vermelho no Acre. Disputas por poder, controle de armas, domínio de pontos de venda de drogas e arrecadação milionária colocaram diferentes grupos da facção em rota de colisão. Em meio ao caos, traficantes ligados ao Acre buscavam apoio e autorização dos chefões do Rio para permanecer no comando da organização criminosa. A denúncia ainda mostra que até advogados teriam sido usados pela facção como intermediários entre traficantes presos e líderes do CV no Rio de Janeiro. Conversas interceptadas pela investigação revelariam tentativas desesperadas de integrantes do grupo para impedir afastamentos dentro da facção e garantir proteção da chamada “cúpula nacional” do Comando Vermelho. Os investigadores também descobriram que presos utilizavam celulares clandestinos dentro das penitenciárias para transformar celas em verdadeiros centros de comando do crime organizado. Relatórios apontam controle de “biqueiras”, cobrança de mensalidades criminosas conhecidas como “caixinhas”, extorsões contra comerciantes e até administração de armamentos mantidos em esconderijos da facção. Outro detalhe impressionante é que membros do grupo criminoso teriam alterado apelidos e até manipulado registros internos da facção para dificultar investigações policiais. Segundo o Ministério Público, a própria organização mantinha uma espécie de “cartório do crime”, com listas detalhadas dos integrantes cadastrados no Comando Vermelho. Ao todo, dezenas de pessoas foram denunciadas por organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A investigação sustenta que o Comando Vermelho consolidou uma estrutura extremamente violenta e profissionalizada no Acre, mas sempre mantendo ligação direta com criminosos do Rio de Janeiro, especialmente integrantes da alta cúpula da facção instalados em comunidades cariocas e dentro dos presídios fluminenses. A denúncia reforça que o avanço da facção no Norte do país não ocorreu de forma isolada, mas sim sob influência direta de chefões do Rio, que continuariam exercendo forte poder sobre o crime organizado em diferentes estados brasileiros mesmo atrás das grades.

Terror no Pé Pequeno: Traficantes Impõem Lei do Medo, Vasculham Celulares e Controlam Até a Internet dos Moradores em Niterói

Moradores da comunidade do Pé Pequeno, no bairro de Fátima, em Niterói, vivem sob um verdadeiro regime de terror imposto por traficantes armados que dominam a região. Desesperados, eles chegaram a pedir socorro à polícia — mas o medo fala mais alto. Testemunhas se recusaram a depor formalmente na delegacia por receio de represálias violentas. Relatos colhidos pelas autoridades revelam um cenário assustador: criminosos revistam celulares de moradores como forma de controle e intimidação, além de obrigarem a população a utilizar apenas provedores de internet indicados pela própria facção, cortando qualquer outra opção. Quem desobedece, vira alvo. Investigações da 77ª DP (Icaraí) escancararam a ousadia dos bandidos. Alguns dos suspeitos aparecem monitorando a comunidade com rádios comunicadores, armados e posicionados como verdadeiros “soldados do tráfico”, exibindo armas na cintura ou sobre mesas, prontos para reagir a qualquer incursão policial ou ataque de facções rivais. Eles atuam diretamente na vigilância e proteção dos pontos de venda de drogas, garantindo o funcionamento do esquema criminoso a qualquer custo. As apurações confirmaram ainda que os traficantes armazenavam, transportavam e distribuíam diversas substâncias entorpecentes, com provas reunidas em documentos, fotografias e diligências policiais. Diante da gravidade dos fatos, a Justiça decretou a prisão preventiva de oito suspeitos, todos ligados à facção criminosa Comando Vermelho. Entre os envolvidos, há menores de idade — o que escancara como o crime organizado segue recrutando jovens para sustentar sua máquina de violência e dominação.

Facção de traficante alvo no Vidigal (CV) promoveu fuga em massa, atentado contra diretor e nova tentativa de resgate em presídio na Bahia

Alvo principal da polêmica operação no Morro do Vidigal, que deixou turistas presos na comunidade nesta segunda-feira, o traficante Ednaldo Pereira de Souza, o “Dada”, integra uma organização criminosa (Primeiro Comando de Eunápolis) com atuação violenta e contínua contra o sistema prisional da Bahia. A facção da qual faz parte foi responsável por uma fuga em massa no Conjunto Penal de Eunápolis em 2024, um atentado contra o diretor da unidade em 2025 e uma nova tentativa de resgate de comparsas em 2026. Dada sempre buscou dominar as unidades prisionais de Eunápolis e Teixeira de Freitas, além de expandir sua influência pelas cidades do sul do estado, utilizando a violência como ferramenta central de controle. Segundo investigações, crises e motins eram provocados dentro das unidades, enquanto homicídios eram ordenados contra qualquer um que contrariasse os interesses do grupo. Ele e o irmão, conhecido como “Rena”, são apontados como líderes de uma ampla cadeia criminosa que atua dentro e fora dos presídios. De acordo com apurações, tudo que acontecia precisava da autorização dos dois, garantindo que a estrutura funcionasse de forma lucrativa. Qualquer ação fora dessa hierarquia resultava em represália, com punições executadas por braços direitos posicionados em todos os pavilhões. Ambos respondem a pelo menos sete processos por homicídio, além de diversas acusações relacionadas ao tráfico de drogas. O histórico recente da facção evidencia o nível de organização e ousadia. Após a fuga de Dada e outros detentos do Conjunto Penal de Eunápolis em dezembro de 2024, o grupo seguiu tentando impor sua força. Na madrugada de 29 de janeiro de 2026, uma operação conjunta das polícias Civil e Militar impediu uma nova invasão à unidade prisional, que seria realizada por integrantes do Comando Vermelho com o objetivo de resgatar comparsas. O confronto terminou com oito criminosos mortos e um policial militar baleado. Antes disso, a escalada de violência já havia atingido diretamente a administração do presídio. Houve um atentado contra a vida do diretor do Conjunto Penal de Eunápolis, Jorge Magno Alves Pinto, e também contra o servidor estadual Emerson de Jesus Santos, ação atribuída a integrantes da facção PCE/CV, da qual Dada faz parte. Mesmo fora do sistema prisional, a atuação do traficante e de sua organização segue sendo tratada pelas autoridades como de alta periculosidade, diante do histórico de ataques coordenados, domínio interno de unidades prisionais e ações violentas articuladas para manter o controle do crime organizado.

“EU PAGO TODO MUNDO”: CHEFÃO DO TCP FOI FLAGRADO EM ESCUTA DIZENDO CONTROLAR POLICIAIS EM CAXIAS

Uma interceptação telefônica obtida no âmbito de uma investigação policial revelou o nível de poder e ousadia atribuído ao traficante conhecido como Flamengo, apontado como um dos chefes do Terceiro Comando Puro (TCP) em Duque de Caxias. Na gravação, ele afirma, em tom explícito, que pagaria propina a policiais militares que atuam na região. “Eu tenho a porra do batalhão todo na minha mão. Os polícia da área eu conheço tudo, eu pago todo mundo. Tu acha que essa porra tem tráfico de drogas porque? Eu pago é todo mundo, porra”. A escuta foi realizada anos atrás, durante uma investigação sobre a atuação do TCP em condomínios residenciais da região, e é tratada pelas autoridades como um indício do possível nível de infiltração criminosa e controle territorial sustentado por corrupção e intimidação. Na mesma interceptação, Flamengo aparece fazendo ameaças diretas a um síndico de condomínio, exigindo o repasse de dinheiro ao grupo criminoso. “Ou tu dá a porra do nosso dinheiro nessa porra ou tu vai morrer fdp”. Segundo as investigações, os condomínios Volterra, Rotonda, Parma, Pádua e Bolzano eram anteriormente dominados por um miliciano conhecido como Baby. Esse cenário mudou no final de 2022, após uma operação que prendeu diversos integrantes da milícia. Com o enfraquecimento do grupo, traficantes ligados ao TCP, oriundos da comunidade do Barro 3 e sob liderança de Flamengo, teriam avançado sobre a região e assumido o controle. De acordo com a apuração, o grupo passou a atuar como uma espécie de “empresa do crime”. Além do tráfico de drogas, passou a controlar serviços dentro dos condomínios, como venda de gás, distribuição de água, fornecimento de internet, TV a cabo, iluminação e até a cobrança de taxas de condomínio. Parte desses valores, segundo a investigação, seria destinada à organização criminosa. Para manter o domínio, os criminosos teriam adotado práticas violentas e sistemáticas. Entre elas, roubos de carga, extorsões, tortura de moradores, expulsão de residentes e assassinatos de pessoas que contrariavam seus interesses. Ainda segundo os elementos reunidos, Flamengo teria consolidado seu poder expulsando síndicos, retirando moradores e eliminando desafetos. Pessoas de sua confiança teriam sido colocadas na administração dos condomínios, ampliando o controle financeiro da organização. O grupo também teria expandido sua atuação para os morros do Sossego e do Cacareco, reforçando o domínio territorial. A disputa pelo controle da região provocou confrontos entre traficantes e milicianos. Em setembro de 2023, episódios de violência resultaram na queima de ônibus e veículos, afetando diretamente a população local. Relatos de moradores que afirmaram ter sido vítimas de tortura foram levados às autoridades policiais, que já conduziam outras investigações sobre a organização criminosa. Após um trabalho considerado minucioso, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, com o objetivo de responsabilizar os envolvidos. Embora as acusações ainda dependam de julgamento, o material reunido descreve um cenário em que, segundo a investigação, o crime organizado não apenas atua na região, mas exerce controle direto sobre a rotina e a vida cotidiana dos moradores.

Complexo do Alemão seria abrigo de cerca de 20 líderes do CV de Alagoas, aponta relatório da Segurança

Um relatório citado em investigações da Justiça e produzido a partir de informações da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL) aponta que cerca de 20 supostas lideranças da facção conhecida como CVRL-AL/RJ estariam escondidas no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A comunidade, segundo o documento, teria se tornado uma espécie de base estratégica de comando remoto do grupo criminoso. Entre os nomes citados, está o de “Nem Catenga” (também identificado como “Jovem”), apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças da facção em Alagoas. De acordo com as informações reunidas no relatório, ele exerceria função de comando à distância, operando a partir do Complexo do Alemão, de onde manteria influência sobre decisões relacionadas às atividades criminosas atribuídas ao grupo no estado. Ainda segundo o mesmo conjunto de informações, outro nome mencionado é o de um homem identificado por diversos vulgos, entre eles “Zé Dirceu”, “Galeguinho”, “Wesley” ou “Alex”, que seria apontado como vice-liderança da organização. Conforme descrito no relatório, ele também estaria na mesma região do Rio de Janeiro e participaria, junto a outros integrantes, da tomada de decisões estratégicas da facção em Alagoas. O documento também cita outros indivíduos apontados como integrantes de liderança, entre eles “Quinzinho” (ou “Fuba”), “Malhado”, “Ninho da Cical”, “Mariano” (ou “Rato”), “Nove Nove” (ou “Rafinha”) e “Tinho”. Parte desses nomes, segundo as forças de segurança, também estaria concentrada no Complexo do Alemão. As investigações da SSP-AL indicam ainda a expansão da atuação do CVRL-AL/RJ em diversas áreas do estado, com presença e influência em comunidades da capital e região metropolitana. Entre os relatos reunidos pelas autoridades, há registros da circulação de armamentos de grosso calibre, incluindo um fuzil que teria sido enviado do Rio de Janeiro para Alagoas sob ordem de lideranças da facção. Segundo essa linha investigativa, o armamento teria chegado inicialmente ao bairro do Clima Bom, na parte alta de Maceió, área apontada como sob influência do grupo. Posteriormente, teria sido redistribuído para a região da Levada, na parte baixa da capital, também citada como área de atuação da organização. O armamento seria associado a disputas territoriais entre grupos rivais em diferentes pontos da cidade. Atualmente, conforme o relatório, o CVRL-AL/RJ é apontado como uma das facções com maior presença em regiões específicas de Alagoas, com influência em áreas da parte baixa de Maceió, incluindo Levada, Brejal, Vergel, conjuntos Virgem dos Pobres e Mutirão, além de pontos no bairro do Clima Bom, em Rio Largo e em áreas do Litoral Norte do estado. O documento também descreve o chamado “berço” da atuação da facção em Alagoas como sendo a região do Vergel do Lago e comunidades adjacentes, como Brejal, Virgem dos Pobres e Mutirão. Segundo relatos mencionados no material investigativo, moradores dessas localidades teriam procurado autoridades policiais para relatar, de forma anônima, situações de violência e a atuação do grupo na região.

Consórcio do tráfico (TCP)”: inquérito revela aliança com 36 criminosos entre São Carlos e Maré

Um inquérito que tramita sob sigilo na Justiça desde 2021 revelou a denúncia de 36 integrantes do tráfico de drogas ligados à facção Terceiro Comando Puro (TCP), expondo uma estrutura integrada de atuação entre os complexos do São Carlos e da Maré, no Rio de Janeiro. De acordo com os autos, os grupos mantinham um acordo estruturado de cooperação, que incluía o compartilhamento de homens armados para reforço de pontos de venda, fornecimento de entorpecentes, distribuição de material bélico e oferta de esconderijos para integrantes durante operações das forças de segurança. A investigação também identificou o uso de um mesmo responsável pela preparação química das drogas. A apuração aponta a existência de múltiplos núcleos criminosos interligados, com base no Complexo do São Carlos — que engloba, além do próprio morro, as comunidades da Mineira, Zinco, Querosene e a chamada “Boca da Laura”. Esta última é descrita como uma concentração de pontos de venda com acesso facilitado, localizada nas imediações das ruas Laura Araújo, Aníbal Benévolo e São Martinho, próximas ao Sambódromo e à estação de metrô da Praça Onze. Segundo a investigação, a engrenagem criminosa se sustenta não apenas pela atuação territorial, mas também por alianças firmadas com integrantes da mesma facção em outras regiões da cidade. Entre os denunciados estão nomes apontados como lideranças do São Carlos, como Coelho, Léo Empada, Menor Cheru e Limão, além de integrantes da Maré, como Menor P e Mangolé. O inquérito teve início após a expulsão de uma mulher de sua residência por traficantes do São Carlos, em represália ao fato de seu filho — também ligado ao tráfico — ter migrado para outra facção criminosa. Preso à época, o filho da vítima colaborou com as investigações e realizou o reconhecimento de diversos integrantes, com os quais afirmou ter convivido por anos. Em depoimento, ele não apenas identificou os envolvidos, como detalhou as funções exercidas por cada integrante dentro da organização criminosa. Os autos indicam que o tráfico na região operava de forma estruturada há mais de duas décadas, com cadeia organizada de fornecimento, distribuição e controle de pontos de venda. Durante a investigação, policiais localizaram aparelhos celulares nas celas onde estavam presos os traficantes Menor P e Coelho. Após a quebra de sigilo dos dispositivos, foi identificado um volume expressivo de conteúdo relacionado a atividades criminosas, incluindo indícios de comercialização de cocaína dentro do sistema prisional, com estrutura semelhante à de uma “boca de fumo”. Outro episódio descrito nos autos aponta que integrantes do grupo, em deslocamento em comboio, teriam atacado uma equipe da Polícia Rodoviária Federal, dando início a um intenso confronto armado. A investigação também mapeou detalhadamente a estrutura operacional do tráfico no São Carlos, identificando responsáveis por diferentes funções, como a gestão de pontos de venda — incluindo locais conhecidos como Volta, Bairro, Capela, Santos e Brinquedo —, além de seguranças armados, responsáveis pelo abastecimento de maconha e cocaína, integrantes envolvidos em roubos de carga e veículos e até mesmo o responsável pela contabilidade da organização. Também foi identificado o responsável pelo tráfico na Vila dos Pinheiros, no Complexo da Maré, apontado como executor de rivais da organização criminosa. Segundo os autos, a atuação do grupo é marcada por elevado grau de violência, com relatos de ameaças, expulsões de moradores e imposição de regras nas comunidades dominadas, onde a população convive sob constante risco de confrontos armados. Os fatos descritos no inquérito ainda serão analisados pela Justiça, sendo assegurados aos denunciados o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Nem a guerra com a milícia impediu: CV ergueu grande estrutura criminosa no Catiri, aponta MP

Em meio à retomada da disputa armada entre traficantes e milicianos na Zona Oeste do Rio, novos desdobramentos de uma investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) revelam como o Comando Vermelho estruturou, nos bastidores, uma engrenagem complexa de tráfico e domínio territorial na comunidade do Catiri, em Bangu. Mesmo enfrentando há anos a resistência de grupos milicianos, a facção teria conseguido montar uma ampla estrutura criminosa na região, sob o comando dos traficantes conhecidos como Doca e Gadernal, segundo apontam os autos da investigação. A Promotoria denunciou, no ano passado, 27 suspeitos de participação no esquema. Entre eles estão os próprios Doca e Gadernal, além do ex-miliciano conhecido como RD, que, de acordo com os investigadores, passou a atuar como um dos principais braços armados do Comando Vermelho na Zona Oeste carioca. As apurações indicam que a atuação da facção no Catiri teria se intensificado a partir de 2023, envolvendo atividades como venda, distribuição, fornecimento e entrega de drogas, além da contabilidade da mercancia ilícita. O grupo também seria responsável pela gerência das chamadas “bocas de fumo” e pela manutenção de uma estrutura armada voltada à proteção do território, incluindo o monitoramento de policiais e milicianos. Para o Ministério Público, o Catiri passou a ser tratado como área estratégica pela facção, tanto pela logística do tráfico de drogas quanto pela circulação de armamento e pela comunicação com integrantes do sistema prisional. A violência associada à disputa pelo controle da região também aparece como ponto central da investigação. Segundo os autos, o território teria sido marcado por intensos tiroteios, homicídios e por uma crescente sensação de insegurança entre moradores. As ações atribuídas aos criminosos teriam imposto um cenário de grave comprometimento da ordem pública, impactando diretamente a rotina da população. Na tentativa de consolidar o domínio territorial, o Comando Vermelho teria criado um grupo específico, denominado “Bonde dos Crias do Catiri”, voltado a ações de invasão e ocupação. As investigações também revelaram o uso sistemático de grupos de WhatsApp como ferramenta de gestão criminosa. Foram identificados grupos que abrangiam diversas comunidades, como Catiri, Gardênia Azul, César Maia, Marcão, Juramento, Quitungo, Guaporé, Complexo do Alemão, CPX do 18 e Vila Kosmos. No caso do Catiri, dois grupos se destacam: “Trabalho eleição 2024” e “Tropa dos cria Catiri cv” (sic). De acordo com o Ministério Público, esses grupos funcionavam como verdadeiros centros de comando. Neles, Doca e Gadernal teriam emitido ordens sobre comercialização de drogas, escalas de plantão, definição de pontos de venda, monitoramento territorial, pontos de contenção, além de determinações envolvendo ataques a rivais, monitoramento de viaturas policiais e controle financeiro do tráfico. Em mensagens analisadas pelos investigadores, especialmente em um chat privado atribuído a Gadernal, foram encontradas imagens de cadernos com anotações manuscritas relacionadas à contabilidade do tráfico no Catiri. Para os promotores, o material se assemelha a uma espécie de “folha de pagamento” dos integrantes do grupo. Doca é apontado como uma das principais lideranças da estrutura criminosa, sendo descrito como chefe do tráfico em diversas comunidades do Rio e responsável por ordenar e financiar confrontos armados ligados à expansão do Comando Vermelho. Em um dos grupos analisados, o “Trabalho eleição 2024”, ele teria interagido ao menos 25 vezes, emitindo ordens sobre a instalação de novas bocas de fumo e monitorando a quantidade de armamento de grosso calibre. Também seria o responsável por articular a comunicação entre diferentes núcleos do tráfico e manter interlocução com milicianos. Já em um chat privado entre Gadernal e um suspeito identificado como Chel da Congo, teriam sido tratadas a contagem, distribuição e prestação de contas de armas, munições e drogas comercializadas na comunidade. Segundo a investigação, Gadernal chegou a determinar que o uso de fuzis fosse restrito ao período noturno. Ele também teria indicado que não entraria em confronto direto com a milícia naquele momento, priorizando ações contra forças policiais. Entre outras ordens, estaria o monitoramento da comunidade com uso de drones e a retirada de câmeras de segurança. Chel da Congo aparece como peça-chave na engrenagem criminosa, atuando como gerente e coordenando as bocas de fumo em processo de instalação. O ex-miliciano RD é descrito como homem de confiança de Doca. O grupo sob sua liderança, chamado “Equipe RD”, teria como objetivo atuar em invasões a territórios dominados por milicianos na Zona Oeste, incluindo regiões como Vargem Grande, Guaratiba e Santa Cruz. Ainda segundo os autos, a equipe seria responsável por ataques armados e execuções de rivais. Outro integrante citado é o suspeito conhecido como “4 Vulgo”, “4 Letra” ou “Ratinho”, que atuaria como soldado, repassando informações sobre a presença de viaturas policiais e sobre rivais capturados ou mortos. A investigação também aponta o envolvimento de Léo Barrão, descrito como responsável por gerenciar pontos de venda de drogas em Manguinhos e Vila Kennedy. Ele teria definido escalas de atuação nas bocas de fumo do Catiri e monitorado a movimentação de milicianos. Também seria responsável pela expansão do Comando Vermelho em Teresópolis e pelo fornecimento de armas e drogas para outras comunidades. Léo Barrão foi preso em 4 de abril de 2025, durante a “Operação Contenção”. Um outro suspeito, ainda não identificado, teria atuado na divulgação de fotos, vídeos e áudios relacionados à segurança da comunidade, informando sobre a presença policial e exaltando a facção. Ele também monitoraria milicianos, identificando veículos e armamentos. Já o criminoso conhecido como Tiricinha teria sido flagrado tentando adquirir fardamentos de natureza militar e roupas semelhantes às da Polícia Civil, enviando imagens para integrantes de maior hierarquia. Outro investigado, chamado Nego Velho, teria determinado que as vendas de drogas nas bocas de fumo fossem realizadas exclusivamente em dinheiro. Lázaro aparece em conversas tratando da abertura de novos pontos de venda, indicando a comercialização direta para usuários. O suspeito conhecido como Botafogo teria orientado os comparsas a manter sigilo nas comunicações, utilizando recursos como mensagens de visualização única, além de repassar instruções sobre formas de pagamento e rotas de atuação. Entre os nomes de destaque também está Mãozinha, conhecido como Mão de Gancho ou

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