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tráfico de drogas

Investigação destrincha o tráfico no Morro do Turano (CV) com todos seus vulgos e funções

Relatório da Justiça destrincha o tráfico no Morro do Turano, no Rio Comprido. A comunidade dominada pela facção criminosa Comando Vermelho tem por líder o narcotraficante Wallace Pereira Barbosa, vulgo “Safadinho”, preso pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro em 08 de março de 2022, após informações obtidas por agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) de que ele deixaria um hospital na Tijuca, próximo a comunidade, local em que foi atendido sob documentação falsa, na tentativa de evitar sua captura, haja vista a existência de um mandado de prisão preventiva pendente contra ele. Policiais militares ouvidos informaram que o Morro do Turano atualmente está divido em áreas, sendo elas: “Chacrinha/Raia”, “Matinha Macua”, “Rodo/Bicão (818)”, “Paula Ramos” e “117”. Além disso, restou apurado que uma prática comum dos narcotraficantes é a formação de “bondes” para o cometimento de roubos, havendo todo um aparato do tráfico de drogas, que, além de fornecer armas de fogo e um lugar para a guarda dos veículos roubados, também possui suas próprias oficinas para a clonagem dos veículos e auxílio na comercialização dos veículos frutos dessa prática. Restou apurado, ainda, que o grupo criminoso, apesar de ter uma estrutura organizacional, seus integrantes exercem diversas funções, ora sendo “vapor” (vendedor da substância entorpecente), ora sendo radinho/olheiro (pessoas que ficam observando a aproximação de policiais e avisam aos demais traficantes) e, algumas vezes fazendo a segurança/contenção (proteção armada do local). Além disso, numa hierarquia superior e mais rígida, há os líderes do morro, sendo que abaixo na linha de cadeia hierárquica estão os gerentes gerais, territorial ou de venda de uma droga específica. Além de Safadinho, atuam no local Barbosinha e Zé Manai, que também são apontados como líderes. Sapudo é o “chefe” do tráfico da localidade conhecida como “Julio Otoni”. Tio Comel, também preso, é o “chefe” da quadrilha voltada para o cometimento de roubo de veículos e clonagem, os quais ocorrem sob as ordens do líder do tráfico no local. Cocão”, é “gerente” da área conhecida como “Paula Ramos” e “líder” da quadrilha de roubos de veículos. Bodinho é o “gerente geral” da área do Chacrinha/Raia. Gordinho da Bagda”, é o “gerente” da área do Rodo/Bicão (818). Gazela ou Adidas”, é o “gerente” da “boca de fumo” sendo o responsável pela área da Chacrinha/ Raia. Toti e Douglas são os responsáveis pela segurança armada da área da “Matinha”. Boleba, Menorzinho e Tino ” exercem a função de “vapores” do tráfico de entorpecentes na área do Chacrinha/Raia. Dembele, Sandi ou Bonitão, RLC da Raia, Cabelinho, Fumaça são os responsáveis pela contenção armada da área do Chacrinha/Raia. Periquito cuida da segurança armada da área do Rodo/Bicão (818). RD ou RUD é o responsável pela segurança armada da área do Chacrinha e do Macua. Tripa é o responsável pela contenção armada e segurança do integrante “Bodinho”. China ou Tigrezinho ” possui a função de contenção da área do Chacrinha/Raia. PQD “, é o responsável pela contenção armada. Badeco é o responsável pela contenção armada da área conhecida como “Paula Ramos”. Os bandidos para praticarem o tráfico de drogas, utilizam-se de armas de fogo de uso proibido e restrito, tais como fuzis, pistolas,. FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

CONHEÇA A ESTRUTURA DO TRÁFICO NOS REDUTOS DO CV NO COMPLEXO DA MARÉ. DOS VULGOS, A BAILES FUNKS, EXIBIÇÃO DE ARMAS, HISTÓRIA DOS LÍDERES E ALIANÇAS COM BANDIDOS DE OUTROS ESTADOS

Relatório policial explica como funciona o tráfico de drogas nas comunidades do Parque União e da Nova Holanda, redutos da facção criminosa Comando Vermelho no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. No Parque União, o líder é Jorge Luiz Moura Barbosa, o Alvarenga, Enteado de José Evaristo Resende, o Zé Gordo, conhecido sequestrador e assaltante de banco nos anos 90, um dos grandeslíderes do CV, Alvarenga herdou o império daquele que o criou desde jovem. Ele costuma promover bailes funks na comunidade sendo certo que que com essas festas o criminoso consegue incrementar a venda de material entorpecente. Alvarenga controla o Parque União há mais de uma década, O criminoso, nascido no conjunto de favelas, nunca foi preso.É considerado foragido desde 2006, quando passou a responder o primeiro processo criminal por tráfico de drogas. Contando com pelo menos 23 anotações no banco de dados do portal da segurança, “Alvarenga” possui em seu desfavor pelomenos outros nove mandados de prisão preventiva. Os demais integrantes da quadrilha se reportam e seguem suas orientações referentes à compra e venda de drogas, incluindo valores, forma de venda e de acondicionamento, local, arregimentação de mão-de-obra e definição de funções na empresa criminosa, conquista de território então explorado pela quadrilha rival, aquisição de armamento e munições, definição de punições para os desafetos ouqualquer pessoa que descumpra suas ordens ou possa, de qualquer forma, ser um obstáculo para a realização do tráfico de drogas e demais delitos a ele conexos. Determina, ainda, as regras de trânsito de veículos e posturas no Parque União. Alvarenga é associado a figura de um tubarão. Imagens do tubarão constam, inclusive, em diversos fuzis, quase que como uma “marca registrada”. Seu gerente geral era Mário Bigode, morto em confronto com a polícia em 2022. Ele, eventualmente, substituía o líder e repassava as orientações a serem cumpridas aos chamados “gerentes de firmas”. Ele era associado ao personagem Super Mário. O relatório ainda aponta como soldados Naldo, Léo GTA, Gordinho, Bicuí e Buda. Na Nova Holanda, o líder era Rodrigo da Silva Caetano, o Motoboy que, segundo relatos, teria deixado a comunidade pressionado por supostas dívidas com a facção. Ele herdou o comando de Amabílio. Motoboy tem pelo menos 13 mandados de prisão e. 64 anotações criminais, a maioria por crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, roubo, homicídio e latrocínio. Quem estaria a frente hoje da Nova Holanda é Luiz Carlos Gonçalves de Souza, vulgo LC, mas Motoboy era cultuado.. Seus subordinados o chamavam de “pai” e “patrão”. Seu aniversário rendia inúmeras postagens nas redes sociais. Outras figuras importantes do tráfico na Nova Holanda são JD (gerente geral) Barriga (atuante no roubo de carga), Jovem (gerente), Ninho (gerente), Milinho (roubo de carga), Geléia (roubo de carga). Segundo o relatório, a região, hostil às forças de segurança, é totalmente conflagrada, mormente pelos constantes conflitos armados com a facção rival, sobretudo na divisa com a comunidade da Baixa do Sapateiro, dominada pela facção rival Terceiro Comando Puro (TCP).Fazem parte da rotina da comunidade os tiroteios envolvendo traficantes e policiais e traficantes das facções rivais. O ingresso nestas regiões pelas forças de segurança só é possível com aparatos especiais, tais como blindados e aeronaves, tamanho o arsenal dos marginais da lei. Em perfis de redes sociais dos criminosos, há exibições de armas de grosso calibre, capazes de derrubar aeronaves e romper blindagens de veículos especiais, com nome de cantoras populares, uma referência ao barulho que fazem (no sentido de que “cantariam” muito):São comuns as festas do tráfico, algumas delas até muito famosas, a exemplo dos bailes funks nas duas comunidades do CV .” com a participação de artistas populares. Essas festas servem para promover e patrocinar as atividades de tráfico de drogas. Veja a letra de um proibidão dos traficantes da Nova Holanda. A postagem é de uma “música” (famoso “proibidão”)com os seguintes dizeres: “Na relíquia do MB, agora Motoboy, o mano LC, mas o nosso estatuto aqui nada mudou, estamos aí para matar ou morrer, defendendo o favelão, com toda disposição, fazendo a segurança dos moradores e honrando a nossa facção; (… Traficantes foram flagrados em reportagem televisiva circulando armados pela Nova Holanda, entre eles o próprio Motoboy, Parque União e Nova Holanda são comunidades com acessos estratégicos do ponto de vista do recebimento de grandes quantidades de drogas, armas e munições, bem como do acolhimento de quadrilhas de roubadores de cargas e carros. Além de estarem localizadas estrategicamente, os líderes de tais comunidades contam com poder bélico que dificulta demasiadamente a atuação policial no território. Diante das inúmeras rotas e da difícil fiscalização pela segurança pública nos territórios de entrada e saída de armas e drogas no estado do Rio de Janeiro, a rota marítima vem sendo investigada já que beiram as comunidades, haja vista a localidade ser um importante entreposto para o tráfico no Rio. No Parque União, foi feita em 2019, uma das maiores apreensões de drogas e armas da história do Rio, fizeram a maior apreensão de armas e drogas da história do Estado do Rio. No total, foram apreendidas 31 armas, das quais 23 eram fuzis e 75 granadas, além de vasta munição para diversos calibres e 8,5 toneladas de drogas. Havia também a associação com criminosos de outros estados, como Silvinho, integrante do CV em Manaus e fornecedor de skunk colombiano para os traficantes cariocas. Silvinho espalhou seus homens pela Penha (Mano Kaio, Jogador) e Nova Holanda (Ednelson, Rafinha e Playboy). Em março deste ano, foi preso o líder máximo do CV em Sergipe, vulgo Ramster, que estava escondido no Parque Rubens Vaz, parte integrante do complexo de comunidades que compõem o Parque União e Nova Holanda. FONTE: Relatório da Polícia Civil disponível no site Jusbrasil

Justiça revelou parte do quem é quem do tráfico no Morro da Formiga (CV). Cinco foram condenados recentemente. Autos explicaram como foi feita a investigação

Investigação revela parte do quem é quem no Morro da Formiga, na Tijuca. A apuração resultou em recentes cinco condenações a penas que chegam até a sete anos de cadeia. Segundo os autos, a liderança cabe a Paulinho Muleta, que recentemente recebeu benefício para deixar a cadeia temporariamente e não retornou. Seus gerentes são Tom da Coréia, Mustafar e P.A. O primeiro deles é gerente-geral do ponto de venda de drogas conhecido como Bazanha. Considerando a sua alta posição hierárquica na organização, é visto, constantemente, portando fuzil e já participou de diversos confrontos armados com policiais militares da UPP Formiga. Bodão é gerente do tráfico local e foi flagrado, portando fuzil, além de rádio comunicador na cintura. Ele ganhou, recentemente, prestígio com os integrantes da organização, indicando que teria ascendido na hierarquia do bando, já que há alguns meses somente, portava pistola e rádio comunicador. I Mustafar é gerente da Bazanha. Segundo as fotografias apresentadas por colaborador, é possível vê-lo, tanto sentado em um dos pontos de venda de drogas, como quando carregava um sofá para guarnecer um dos pontos de venda de drogas situado na Rua Jocelina Fernandes, no interior da Comunidade da Formiga. Jogador exercia a função de “segurança” do tráfico na comunidade da Formiga, atuando como braço armado da organização criminosa investigada. Na imagem fornecida pelo colaborar anônimo, ele apareceu na mata em companhia de outros traficantes. Clerenci é outro gerente da Bazanha. Foi flagrado portando fuzil, próximo a uma mesa onde estão expostas várias drogas para venda. Murilo atua como “vapor” na localidade da Bazanha, no ponto de venda de drogas situado à Rua Jocelina Fernandes. Em imagens, foi possível vê-lo Murilo carregando um sofá da “boca” em companhia de “Mustafar”, bem assim junto a uma mesa onde as drogas se encontravam expostas. Chefão exerce a função de “vapor”, ou seja, vendedor de drogas também na Bazanha, situada no morro da Formiga. Nas imagens fornecidas, foi flagrado junto a uma mesa onde estão expostas as drogas prontas à comercialização, no ponto de venda. Tais imagens fornecidas pelo colaborador anônimo foram objeto de exame material audiográfico descritivo, bem como de verificação de edição, Deflagrando a investigação, o fato de que todos os imputados foram reconhecidos por um PM, lotado há 7 anos na UPP Formiga, trabalhando na unidade reservada P2 . Policiais obtiveram essas informações por intermédio de colaboradores que o informam, moradores que não desejam se identificar e até mesmo clientes que tem o hábito de comprar drogas, que essas pessoas falaram para os agentes.  Por meio de investigações eles tomaram conhecimento que existe uma organização criminosa, chamada “Parma” liderada pelo Paulinho Muleta nessa comunidade. As pessoas relatavam para os policiais as funções dos acusados, que era apenas uma conversa informal; que o que se tem de provas concretas são as mídias que eles pegaram através de moradores, que continham fotos dos denunciados armados, próximo a mesas estendidas com drogas em cima, junto aos preços, que essas provas foram levadas até a sede da polícia, para fosse aberta uma investigação. As investigações apontaram que a associação criminosa do Morro da Formiga é bem armada, que qualquer patrulhamento de rotina leva ao confronto, sendo as bases da polícia pacificadora atacada; que esse grupo que atua nessa comunidade tem por hábito praticar outros tipos de crimes, que eles assaltam na região da Grande Tijuca. FONTE: Site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Favela onde ocorreram as mortes de sete jovens em Nova Iguaçu teve 42 traficantes identificados durante investigação. Confira o quem é quem

MARIO HUGO MONKEN Investigação feita há alguns anos revelou quem eram todos os integrantes do tráfico na comunidade do Buraco do Boi, em Nova Iguaçu, local onde sete pessoas teriam sido assassinadas há duas semanas, conforme denúncias recebidas pelo Fórum Grita Baixada. Ao todo, são 42 bandidos, muitos já presos ou que abandonaram o crime. Alguns têm ligações com comunidades de Angra, Magé e da Zona Oeste do Rio. Há menção a propinas pagas a policiais, negociações sobre venda de armas e o pagamento de uma pensão a traficantes presos. Veja a relação. Confira: Peixão – é apontado como o verdadeiro controlador do tráfico na comunidade do Buraco do Boi, ocupando posição hierárquica superior aos chamados “frentes”, que são por ele nomeados apenas para gerir o tráfico local. Seu nome – e sua autoridade hierárquica – são explicitados em vários dos diálogos dos demais membros do grupo, que também costumam ostentar símbolos alusivos ao peixe em suas redes sociais. De acordo com as investigações, o tráfico do Buraco do Boi é historicamente controlado por Parada de Lucas – que é a principal base de Peixão -, havendo várias menções e registros de deslocamentos de membros do grupo criminoso entre as duas comunidades Bigode – era o “gerente geral” da comunidade do Buraco do Boi, tendo exercido a função de “frente” do tráfico até ser preso, em 01/07/2019. Mesmo depois de preso, segue recebendo participação nos lucros do tráfico. Foi citado como líder por outros membros do grupo. 3K – foi apontado como um dos “frentes” do tráfico local, tendo assumido esse posto após a prisão de Bigode. Ostentava fotos portando fuzis em perfis de redes sociais. Tratava explicitamente de atividades relacionadas à distribuição de cargas de drogas e pagamentos, monitoramento da atividade policial e compra de armas. Era mencionado e tratado como líder por outros membros do grupo. É suspeito de ter ordenado o homicídio do motorista de aplicativo Jonahan Camilo Correa da Silva, sem a autorização do traficante Peixão, o que fez com que fosse destituído do posto de “Frente” no Buraco do Boi e retornasse para Parada de Lucas. Michele -também é apontada como “Frente” do tráfico, tendo assumido a função após a destituição de 3K. Em vários diálogos, trata explicitamente de atividades relacionadas ao comando do tráfico de drogas, ao emprego de armas de fogo e ao monitoramento da atividade policial. Foi presa em 19/12/2019, em razão de mandados de prisão pendentes e na posse de um celular roubado (RO 040-07083/2019); Aliciane – esposa de Bigode. Em um deseus diálogos interceptados, diálogos em trata de assuntos do interesse de seu marido, então preso, demonstrando terenvolvimento em suas atividades. Além disso, afirma explicitamente que, após a prisão de Bigode, ficou encarregada de receber a participação nos lucros do tráfico a que ele fazia jus; Astronauta – era apontado como “ex-frente” do tráfico na comunidade, em razão de afirmações feitas por ele mesmo em diálogos interceptados, nos quais se vangloria de sua atuação na atividade, mas diz preferir uma vida normal. Conversou com Peixão para deixar o tráfico e entregou a ele seu fuzil e suas cargas . Afirmou manter boas relações com membros do tráfico e diz que Bigode não permitiria que sua casa na comunidade fosse invadida; Manteve diversos diálogos sobre os acontecimentos envolvendo os membros do grupo. Segundo as investigações, sua saída do tráfico se deu em janeiro de 2019; Romarinho -também é apontado como “Frente” do tráfico, tendo assumido a função após a prisão de Michele. Possui histórico de prisões anteriores. Antes de assumir como Frente, trabalhava na segurança de Michele. Mantém diálogos Rabetão – foi apontada como uma espécie de assistente pessoal da acusada Michele. Em vários diálogos interceptados, aparece como intermediária das comunicações entre Michele e outros bandidos. Manteve diálogos sobre o monitoramento de guarnições policiais Mexicano – foi apontado como gerente das bocas de fumo. Em vários diálogos, trata explicitamente de atividades relacionadas à venda de entorpecentes, bem como sobre distribuição de cargas e prestação de contas Juliana – Namorada de Mexicano, exercia a função de “vapor” em uma das bocas de fumo. Ostenta a imagem de um peixe segurando um fuzil em seu perfil do Facebook (em clara alusão ao traficante Peixão ). Mantém diálogos explícitos sobre cargas de entorpecentes e sobre a rotina dos plantões nas bocas de fumo Nescau – irmão de Mexicano. Deixou de ser gerente para ser vapor. Manteve diálogo com DL e Seringuinha, no qual comenta sobre o fato de Seringuinha ter sido solto no “dia do PG” e afirma “três forte”, fazendo alusão ao Terceiro  Comando Puro. DL – Gerente do tráfico. Em uma escuta, tratou diretamente de uma carga de drogas com Michele Wendel ou WD – um dos gerentes do tráfico e segurança do frente da comunidade. Manteve diálogos em que menciona o nome do acusado 3K tenta conseguir um ônibus com o objetivo de transportar moradores do Buraco do Boi para um baile funk em Parada de Lucas, que diz se tratar de “festa do patrão” RD – “gerente dos radinhos”, além de “prestar favores pessoais” ao acusado 3K. Mantém diálogo em que trata explicitamente do “recrutamento de Deltas” (radinhos) e do carregamento de baterias (fl. Mantém diálogos em que atua como batedor em situações de deslocamento do acusado 3K e também trata da compra de um cordão a pedido  dele , afirmando ao joalheiro que seria bom manter contato com 3K, pois assim também poderia a fazer jóias para “o cara lá em Lucas” (em aparente alusão ao traficante Peixão). Mantém diálogo em que comenta detalhes sobre a substituição de 3K por Michele e indaga à sua interlocutora se “foram buscar os fuzil e a mochila” na casa dela (fl. 200). Bê – Mantee diálogo com o acusado RD, no qual falam sobre questões relativas à logística dos radinhos. Foi o responsável por socorrer o acusado GB, após ele ter sido baleado em uma troca de tiros. Mantém diálogos sobre o monitoramento de viaturas e sobre uma moto roubada que

Veja o quem é quem por área no tráfico da Cidade de Deus (CV)

MARIO HUGO MONKEN Um processo que tramita desde 2019 na 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá ainda sem sentença traz informações inéditas sobre como era ou que possivelmente ainda está o tráfico na Cidade de Deus, um dos QGs do Comando Vermelho na Zona Oeste do Rio.As informações dos autos foram passadas por um PM que atuou no 18º Batalhão. No Karate, o dono do tráfico é Éderson José Gonçalves Leite, o Sam  é bem pouco tempo estava preso na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde mesmo assim continuava a dar ordens para os traficantes e também determina quem .fica na “gerência do tráfico”. Óleo era o”gerente do tráfico no “karatê e na Tangará”; RD dividia a gerência geral com ‘Óleo. Tomé era gerente da cocaina e Di Bala, da maconha. Alho exercia a função de segurança do tráfico e Thaina era a contadora. Edvanderson Gonçalves Leite, o Deco, irmão de Sam, não tinha na época função direta no tráfico, porém, transmitia as ordens de seu irmão e recebia determinado valor do tráfico. Foi preso recentemente. Na localidade da Casinhas ou 15, o dono era o Dedei. Ifael era o gerente geral, Jardel era o gerente, Índio segurança das bocas de fumo. Wallace exercia a função de segurança de Óleo. Nenezinho era o “vapor da “boca do lixão”. Marlon da 15 era vapor. André Luiz exercia a função de “atividade” ou seja, aquele que fica com rádio comunicador e avisa quando policiais entram na comunidade. Butucap era o segurança do tráfico e também pratica roubos de veículos para os traficantes da “15”.No Treze, o dono sera Sardinha,. Vinicinho da 13 era o “gerente. Zidane, o gerente geral do tráfico. E dois gêmeos eram outros gerentes, assim como Guga.Jonathan era o vapor da ponte azul. Diego também era vapor. Pintinho e Marreco são seguranças nas bocas. Nos Apartamentos ou APs, o dono é Carlinhos Cocaína. Peleco é o gerente geral. Rael gerente do pó de R$ 40 e segurança das bocas. FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Investigação revela os vulgos de todos os traficantes do Complexo da Serrinha (TCP)

Investigação revela que traficantes da facção criminosa conhecida por “Terceiro Comando Puro – TCP”, ocupam o Complexo da Serrinha, o qual se espalha ao longo de um grande maciço que alcança os bairros de Vaz Lobo, Madureira, Engenheiro Leal, Cavalcanti e Vicente de Carvalho e que abrange as comunidades ou localidades conhecidas como Morro da Serrinha, Morro da Fazenda, Grota, Raia, Morro São José da Pedra, Morro da Patolinha, Morro do Dendezinho, Morro da Primavera e Favelinha. Os bandidos extorquem mensalmente comerciantes no entorno das comunidades e chegaram a exigir R$ 5.000 mensais de uma empresa de ônibus para que ela pudesse continuar operando no local sem sofrer represálias. Os criminosos também foram acusados de torturar um homem que ofereceu dinheiro para manter relações sexuais com uma menina.Os membros da quadrilha também se exibem armados nas redes sociais. O principal líder do grupo é Wallace de Brito Trindade, que  está em liberdade desde 2007. O investigado é conhecido pelas alcunhas de Lacoste, em referência a marca de artigos de vestuário e acessórios que possui um jacaré como símbolo; Salomão, em alusão ao Rei de Israel, que se notabilizou por sua sabedoria, pela quantidade de esposas e pelo reinado duradouro; Flamengo, por ser torcedor fanático do Clube de Regatas do Flamengo; e Mano, termo comumente utilizado por criminosos em geral para designar o principal líder do grupo. Não raro, verifica-se que armas apreendidas no Complexo da Serrinha e/ou ostentadas em redes sociais pelos traficantes locais possuem a inscrição “Tropa do Salomão” e/ou a imagens de jacarés em alusão ao símbolo da marca “Lacoste”, sendo certo que essas referências reverenciam o chefão. Em 2012, Lacoste já ocupava a condição de “frente” do tráfico de drogas existente no Morro São Jose da Pedra, comunidade integrante do chamado Complexo da Serrinha. Após uma série de homicídios de líderes do tráfico local, tais como os vulgos Dinho, Lerdo, Skol expandiu a sua liderança do Morro São Jose da Pedra para o Morro da Serrinha e para o Morro da Fazenda. Em seguida, com o homicídio do presidente da associação de moradores Nilson de Oliveira Augusto, vulgo Chuchu, expandiu a atividade de tráfico de drogas do seu grupo para a localidade conhecida como Dendezinho. Depois, aliou-se aos traficantes que dominavam o tráfico de drogas  no Morro da Primavera. Dessa forma, Lacoste e seus subordinados passaram a controlar o tráfico de drogas e outras atividades criminosas correlatas em todo o maciço que abriga o Complexo da Serrinha, alcançando os bairros de Vaz Lobo, Madureira, Engenheiro Leal, Cavalcanti, excetuando o Morro do Juramento, localizado no bairro de Vicente de Carvalho, que permanece sob o domínio da facção criminosa Comando Vermelho. O investigado, pelo tempo de protagonismo que possui no tráfico de drogas e por ter um histórico de alianças com agentes públicos corruptos, adota extremo cuidado para não revelar dados que possibilitem a sua localização. Por isso, Walace não utiliza linha telefônica convencional para se comunicar com seus comparsas. Contudo, foram reunidos elementos de informação que evidenciam que o investigado permanece liderando a estrutura criminosa que explora o tráfico de drogas existente na região, tais como oitivas de alguns indivíduos presos durante o período de investigação, publicações em redes sociais e conversas interceptadas de outros integrantes da estrutura criminosa. Nesse sentido, vale mencionar o depoimento de um preso no dia  no dia 27/10/2020 por policiais militares. Ouvido na sede da 27a DP, unidade onde o auto de prisão em flagrante foi lavrado, o individuo afirmou ser nascido e criado no Morro São Jose da Pedra, na localidade conhecida como Patolinha, e admitiu que estava atuando na estrutura investigada exercendo a função de “visão” (olheiro). Entre outros indivíduos, reconheceu por fotografia Walace como sendo o indivíduo conhecido pelas alcunhas Lacoste e Salomão e o apontou como sendo o “dono de todo o Complexo da Serrinha”. Outro indivíduo preso por policiais militares no dia 09/04/2021 e foi ouvido na sede da 29a DP, disse que “não tem qualquer contato com os líderes do tráfico de drogas local, sabendo dizer apenas aquilo que todos já sabem, que o chefe é o elemento conhecido como Lacoste ou Mano.   Foram interceptados diálogos que evidenciam que Walace continua liderando a estrutura criminosa investigada. Nas converses, o investigado e mencionado pela alcunha Mano, mas a investigação demonstra que esse termo se refere a Walace . (…) Um dos principais homens de confiança do Lacoste, é o indivíduo conhecido com Leite Ninho, que integra a alta hierarquia da estrutura criminosa que explora o tráfico de drogas no Complexo da Serrinha. Nas mídias sociais, foram encontradas fotografias que reforçam o vínculo dele com o tráfico local. Ele aparece em fotografia com uma pistola na cintura abraçando uma mulher. Outro destaque se refere a um vídeo feito pela mesma moça na forma de selfie em que Leite Ninho aparece sentado com um rádio comunicador comumente utilizado por todos os criminosos que exploram a atividade de tráfico de drogas no Estado do Rio de Janeiro; Por ser homem de confiança de Lacoste e ocupar a alta hierarquia da estrutura criminosa, Leite Ninho adota muita cautela para se comunicar, evitando a linha convencional. No entanto, diversos diálogos interceptados de outros integrantes do grupo criminoso demonstram o vínculo dele com a exploração do tráfico de drogas do Complexo da Serrinha. Vulgo Boneco é um possível sucessor de Lacoste na liderança da organização. Ele sempre foi conhecido no Complexo da Serrinha como um homem de guerra, mas atualmente há rumores de que possui uma doença degenerativa que o impossibilita de participar das recentes disputes enfrentadas por seu grupo. A identificação e o protagonismo de Boneco na exploração do tráfico de drogas existente no Complexo da Serrinha também e ratificado no IP 029-00090/2020, em que a vítima P.C o reconheceu como autor e o apontou como gerente- geral do tráfico de drogas da Serrinha. Apurou-se que o investigado mantém uma conta no Twitter com o nome “Boneco da Serrinha”, onde posta fotografias fazendo o sinal de três, em alusão a facção criminosa que integra, e com coletes e armas, A interceptação de ligações com ruídos de rádios comunicadores ao fundo

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