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tráfico de drogas

Investigação revela como era a hierarquia do tráfico na Favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão (CV), conhecida nacionalmente por duas chacinas na década de 1990

Investigação revelou como era a hierarquia do tráfico na Favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, comunidade conhecida nacioalmente por duas chacinas ocorridas na década de 1990. LÍDERES – São responsáveis pelas decisões importantes na favela e a eles de forma indireta o gerente-geral se reporta. Márcio dos Santos Nepomuceno – Marcinho VP lidera o grupo de traficantes de todo o Complexo do Alemão, apesar de preso em presídio federal. Luciano Martiniano da Silva – Pezão- é alvo de vários mandados de prisão, está foragido e, apesar de afastado fisicamente da comunidade citado, exerce ao lado do primeiro a liderança do grupo criminoso investigado. GERENTE-GERAL DA NOVA BRASÍLIA – coordena e supervisiona as atividades ilícitas vinculadas a venda de drogas na comunidade. Eduardo Fernandes de Oliveira – 2D ou Duda. Por ordem dos líderes comanda o território da comunidade Nova Brasília. Também foi indiciado como mandante da tentativa de homicídio contra policiais militares. Há também os gerentes por localidade: Cesinha (Sem Saída), Pardal (Rua Dois), Orelha (Sorveteria), Flamengo (Predinhos), além de Tio Delson ou DS, Garnizé, Binho, Rex, Cara de Mulher, Vitinho ou Malvado, BR, Camelo, King, Os gerentes são responsáveis pelo recolhe do dinheiro oriundo da venda de drogas; que esse dinheiro é recolhido, conferido, contado e entregue para uma pessoa que é chamada de contador, que deposita a grana em contas bancárias com ajuda de motoboys. CONTENÇÃO – São as pessoas que circulam na comunidade com armas de fogo, inclusive de grosso calibre (fuzis) e como tal enfrentam as forças policiais para proteger o território da favela e impedir a movimentação dos agentes. Pebinha, Bigode, Marllon Gasparzinho, Bragado, Bracinho, Sem Cabelo, Anizio, Galinho, Iguinho, José Lucas, Pim Pim, Darlan, Coisada, Da Morte, Perna Podre, Emerson, Alan, Feijão, Tio Chico, Biel, Bode Velho, VAPOR – São as pessoas que circulam na comunidade oferecendo e vendendo drogas (maconha, cocaína, crack e lança-perfume) Chininha, Leon, Lucas, Rodrigo, Ricardo, Fábio, Bará, Caolhinho, Chicletinho, Negueba, Yan, Iago, VISÃO – pessoas que permanecem dia e noite na função de vigilância com obrigação de comunicar os demais comparsas da movimentação da Polícia Jonathan, Paraíba ou Parazinho, José Luiz, Lucas Segundo PMs, além do comércio ilícito de maconha, cocaína e crack os traficantes atuam na venda de cigarros ilegais, controlam atividades de transporte (mototaxistas e kombis), exploram atividades de desvio de sinal de TV e internet, dentre outras. Cada comunidade do Complexo do Alemão existe um grupo de traficantes e na Nova Brasília não é diferente, mas todos esses homens a serviço do crime são lidersdos à distância por Pezão, que escolhe os líderes de cada grupo Os bandidos circulam fortemente armados, inclusive com fuzis e granadas; que a área principal de 2D são lugares dentro da comunidade Nova Brasília a seguir enumerados: (a) Predinhos, que é conjunto habitacional localizado na Estrada do Itararé, bairro de Ramos; (b) Praça do Conhecimento, (c) Capão; (d) Sorveteria; (e) Alvorada; (f) Chuveirinho e (g) Largo do Samba; (h) Rua Sem Saída É comum ocorrerem disparos de armas de fogo contra os policiais militares e assim os traficantes procedem por ordem de Pezão que não aceita perder armas e drogas;Relatos de policiais dão conta que os traficantes ficavam à espreita durante a madrugada e covardemente disparam suas armas contra os agentes da 2ª. UPP. Contudo, ultimamente esses tiroteios passaram a ocorrer pela manhã, exatamente no momento de deslocamento das equipes para troca de turno. Essa “guerra silenciosa” teve várias consequências e já foram contabilizadas mortes e ferimentos em agentes bem como em moradores. FONTE: Relatório da Polícia Civil disponível no site jusbrasil

Povo de Israel passou a distribuir drogas em grande escala nos presídios e pode ter contato com grandes fornecedores. Vejas as unidades que essa facção se encontra no RJ e assassinatos cometidos pelo grupo e as lideranças do bando. Como funcionava o esquema de extorsão

MARIO HUGO MONKEN Até o ano de 2022, a Subsecretaria de Inteligência vinha acompanhando ocorrências indicando que a facção criminosa Povo de Israel praticava o tráfico de drogas intramuros em pequenas quantidades. Porém, as recentes apreensões demonstraram que a cúpula do grupo estaria se dedicando ao tráfico em grandes proporções, tendo por finalidade adistribuição e venda de entorpecentes para consumo no cárcere entre os próprios internos. O quantitativo de drogas apreendidas poderia demonstrar que eles podem estar estreitando relacionamento com grandes fornecedores dedrogas, assim se relacionando com o tráfico de drogas. Em 16 de setembro de 2023, no Presídio Nelson Hungria foram apreendidos por policias penais, dentro de um caminhão que iria entregarrefeições para os internos, os seguintes ilícitos: Em 20 de setembro de 2023, no Presídio Romeiro Neto (SEAPRN), em uma operação conjunta entre policias penais e a polícia civil, prenderam em flagrante, dois Inspetores de Polícia Penal que estariam em posse de aproximadamente posse de 200 (duzentos) tabletes de maconha escondidos no teto de um banheiro, pesando aproximadamente 3,5 (três quilos e meio) de erva seca O Povo de Israel vem conseguindo cada vez mais se estruturar, aumentando o quantitativo de integrantes e oprimindo outros internos que se oponham a seus mandos e com grande poder aquisitivo. Verifica-se um expressivo efetivo de internos que a cúpula desse grupo criminoso teria arregimentado durante os últimos anos, mantendo um controle das práticas de crimes e lucros obtidos intramuros por seus membros, motivo pelo qual outras Organizações Criminosas(Orcrim) teriam tentado se aliar ao PVI. Com base no efetivo carcerário de 19 de agosto de 2023, o soma do efetivo das unidades prisionais (UP) citadas, 18.030 (dezoito mil e trinta),corresponde a 42,09% do efetivo total, que era 42.828 (quarenta e dois mil oitocentos e vinte e oito). O efetivo de internos com perfil neutro, que estaria sob influência desse grupo criminoso, teria ultrapassado o percentual de presos faccionados, da orcrim apontada como a maior na capital fluminense. O grupo criminoso denominado “PVI” teria surgido através de um efetivo carcerário de presos sem facção (neutros) que almejavam um isolamento de seus integrantes em uma unidade prisional de alocação exclusiva, tal como ocorre com as organizações criminosas (Orcrim) Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP), e sua primeira tentativa nesse sentido teria se dado com o pleito de transferência detodos os presos denominados neutros para o Presídio Hélio Gomes (SEAPHG), em 2004. À época dos fatos, o pleito não foi atendido pela Seap e o PVI deflagrou uma rebelião no Presídio Ary Franco (SEAPAF), que resultou na morte de 08 (oito) presos. Com o passar dos anos foram implementadas novas logísticas operacionais no Sistema Prisional Fluminense que consideraram o ingressosignificativo de presos denominados sem facção (neutros), o que resultou na atual realocação de 13 (treze) unidades prisionais (UP) para esteefetivo carcerário (neutros). Assim sendo, passaram a custodiar presos neutros as seguintes unidades prisionais: Presídio Diomedes Vinhosa Muniz (SEAPVM). Presídio Pedrolino Werling de Oliveira (SEAPPO); Presídio Nelson Hungria (SEAPNH); Cadeia Pública Inspetor José Antônio da Costa Barros (SEAPJB); Cadeia Pública Joaquim Ferreira (SEAPJFS); Instituto Penal Plácido Sá Carvalho (SEAPPC); Instituto Penal Benjamin de Morais Filho (SEAPBM); Presídio Evaristo de Morais (SEAPEM); Presídio Milton Dias Moreira (SEAPMM); Cadeia Pública Cotrin Neto (SEAPCN); Cadeia Pública Inspetor Luis Fernandes Bandeira Duarte(SEAPBD); Presídio Tiago Teles de Castro Domingues (SEAPTD); Cadeia Pública Juíza de Direito Patrícia Lourival Acioli (SEAPJP); Instituto Penal Edgard Costa (SEAPEC); Presídio Hélio Gomes (SEAPHG); Presídio Romeiro Neto (SEAPRN) O grupo criminoso PVI teria encontrado a oportunidade de arregimentar para o seu grupo, além dos presos sem facção, outrospresos expulsos de facções (principalmente do CV), valendo-se daquelas unidades prisionais designadas para a custódia de presos sem facção,denominados neutros. A estrutura hierárquica no âmbito do PVI, tem a presença de presos apontados como lideranças do grupo criminoso, que no PVI são identificados como “primeira voz”, suposto detentor de poder de mando, e demais presos identificados como “comissões”, porta-vozes das lideranças nos desígnios do grupo criminoso no âmbito de cada unidade prisional Alvinho é um dos chefões do grupo. Ele ingressou no Sistema Penitenciário Fluminense em 19 JUL 1999, e em 05 DEZ 2007 obteve decisão favorável ao gozo de benefício de Visita Periódica Familiar (VPF), ocasião em que não regressou ao estabelecimento penitenciário que estaria recolhido, passando a ser considerado evadido. Foi recapturado, em 13 de novembro de 2009, e permanece preso até a presente data. . Enquanto custodiado no Sistema Prisional Fluminense apresentou comportamento indisciplinar, tendo em seu desfavor 13 (treze) partes disciplinares. Possui 09 (nove) anotações criminais pela suposta prática dos crimes de homicídio, roubo simples e majorado e estupro Alvinho teria amplo prestígio junto aos asseclas faccionados deste grupo criminoso e poder de mando junto a todo efetivo carcerário dasunidades prisionais destinadas ao PVI, deliberando sobre o ingresso ou expulsão de membros, rebeliões, tentativas de fugas, interrupções dodenominado “disque extorsão” e aplicação de punições a integrantes, que teria resultado em lesões corporais, morte, resistência ou uso da força contra policiais penais. Sobre a expulsão do grupo do criminoso conhecido como Chadeia pontado como segundo na hierarquia do PVI em 2021. Na oportunidade, Alvinho teria tomado conhecimento de suposta tentativa de sequestro de sua família por “Chadeia”, em 2020, e teria identificadovínculos deste com a facção milícia de Macaquinho, Em relação ao ingresso de novos membros, tanto os presos sem facção criminosa como também presos ex-integrantes de facções criminosasexpulsos de suas facções, tal como identificou-se com o apenado Lorde, outrora integrante do Comando Vermelho (CV), atuante no Morro da Fé. Lord teria sido apontado como mandante do ataque ao ônibus linha 350 em novembro de 2005, que lhe teria resultado em supostas ameaças pelo CV, fazendo com que este migrasse para o PVI. Supostamente Alvinho teria autorizado que presos do PVI alocados no Presídio Milton Dias Moreira (SEAPMM) empreendessem em fuga em 2018. O fato envolveu a utilização de armas de fogo por presos daquela UP, que embora frustrada, resultou que policiais penais permanecessem reféns de presos. À época foi deflagrada uma operação que

Advogado morto em Seropédica defendeu narcomilicianos presos que foram dados por uma testemunha que relatou à polícia todos os detalhes sobre a união entre paramilitares e TCP na cidade. SAIBA TODA A HISTÓRIA

Uma testemunha explanou para policiais civis como se deu a união entre a milícia e traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) em Seropédica. Ela acabou conduzindo policiais até o local onde a milícia e o tráfico agiam, o que resultou em três presos, todos eles defendidos pelo advogado Luiz Gustavo da Silva Paixão, assassinado hoje na cidade.  Essa testemunha revelou que o líder da milícia na cidade, vulgo Bigode, recentemente preso, se associou ao traficante Bicheiro, também preso há pouco tempo, oriundo da comunidade do Complexo da Maré,  Com essa união, foi implantada na cidade a venda de drogas fornecidas pelo TCP. Bicheiro passou a fornecer a Bigode” as drogas e armas para fortalecer a milícia”; Parte do lucro obtido com a venda das drogas no município de Seropédica é repartido ao TCP. Após a prisão de Bigode, o miliciano Vitinho assumiu a liderança do grupo. Esse preso, por já ter atuado no Comando Vermelho, passou a ser perseguido pela milícia. E em 5 de agosto, teve a casa invadida por seis paramilitares armados, entre eles Vitinho O bandido afirmou que ele ainda era envolvido com o CV mas o depoente disse que não. Vitinho lhe deu um tapa, a esposa gritou e foi agredida, tendo  tendo caido no chão com a filha nos braços. Vitinho tomou o telefone celular do declarante e passou a mexer no aparelho a fim de encontrar alguma prova do envolvimento do declarante com o tráfico do CV.  Por fim, Vitinho disse que por não ter encontrado nenhuma prova não iria matar o declarante, mas ordenou que o declarante saísse de Seropédica e nunca mais voltasse, avisando que se encontrasse o declarante na rua iria mata-lo e picotar o corpo;  Antes de ir, Vitinho pegou a moto do declarante e roubou o veículo; Além da moto, o bandido roubou o telefone do declarante e exigiu que fosse fornecido as senhas. Após o roubo o declarante chegou em sua conta bancária que foi subitraído a quantia de R$ 999,00;  Ele viu sua motoccicleta sendo usada pela milícia na extorsão de comerciantes, na altura do km 49 de Seropédica;  Junto de Vitinho estava Marcelinho Macabu que encontrava-se armado de fuzil tendo invadido a casa de declarante ju Junto dos dois, estava Careca e outros três milicianos não identificados. O declarante disse que Vitinho começou sua carreira no crime vendendo drogas nas “casinhas” do km 54 da Rodovia Rio X São Paulo. Ocasião em que o declarante era viciado e comprava drogas com ele. Vitinho assumiu a milícia de Bigode desde a prisão deste.  E  a milícia de Bigode fechou parceria com o TCP, Terceiro Comando Puro, da Comunicande da Maré sendo Bicheiro, um dos líderes do tráfico de lá,, responsável por fornecer drogas e armas para a milícia Vulgo J, J é o homem de confiança de “Bicheiro” no município de Seropédica, sendo responsável por fornecer armas e drogas e recolher o dinheiro das vendas das drogas das bocas do Areal, localizada na Rua Regina Soares esquina com Rua 46, Bairro Boa Esperança, Seropédica e a boca do Peixoto localizada na Rua Vovô Romano esquina com Rua Josino Fernandes Nunes;  Além de recolher o dinheiro da venda de drogas dos “esticas” (traficantes que vendem drogas em casa). Na localidade do Areal, km 49, tem uma boca de fumo comandado por “Bicheiro”, tendo como frente da boca o “J”, fica responsável por levar armar e abastecer a boca de drogas;  O braço direito de J é Guigui, que atua junto com ele  no abastecimento e recolhe o dinheiro das bocas;  Guigui junto de seus irmãos Ligueirinho e Cheio de Dente fazem a segurança da boca de fumo das bocas de “J”; Q O declarante informa que nas quintas, sextas e sábados, semanalmente são feitas as cobranças da milícia ao comércio local na localidade do km 49. Além da extorção ao comércio local, nestes dias são feitos o “recolhe” das bocas de fumo de domínio do traficante de vulgo “J”;  Ele chegou a se oferecer informações  a mostrar os locais de atuação da milícia;  Em companhia de um policial civil, embarcou um uma viatura descaracterizada e juntos com outros policiais civis partiram em direção ao local onde milicianos estariam em atuação. Ao chegar ao km 49 da rodovia 465, Rio x São Paulo, o declarante teve a atenção voltada para dois milicianos que caminhavam junto ao comércio começando a efetuar a cobrança. O policial que encontrava-se com o declarante passou a informação para os outros policiais que encontravam-se em outras viaturas ostensivas. Os policiais civis abordaram os dois milicianos que estavam na cobrança; Após a prisão dos milicianos que estavam realizando a cobrança, o declarante em companhia dos policiais foram em direção ao bairro do Peixoto, a fim de flagrar “J” fazendo o recolhe do tráfico. Na esquina da Rua Isidro Borges com Av. Min Fernando Costa, os policiais civis visualizaram o “J” em uma motocicleta.  “J” ao avistar as viaturas da Polícia, tentou se evadir, sendo alcançado pelos policiais. Ele confessou que estava fazendo o recolhe do tráfico;  De dentro da viatura o declarante escutou o momento em que “J” disse: Perdi, meu chefe e ao ser indagado sobre o dinheiro que estava em seu bolso disse que “é do recolhe;  Após as prisões, ele foi encaminhado a delegacia e identificou os presos como integrantes da milícia de Bigode, um deles de vulgo Merdero, que exerciam a função de cobrança. FONTE: Relatório da Polícia Civil do RJ disponível no site jusbrasil Reconheceu também J, responsável pelo fornecimento de drogas e distribuição das armas para os seguranças das bocas de fumo sob seu domínio. .  

Relatório da Polícia Civil aponta como era formada a quadrilha do traficante Corolla de Manguinhos (CV), preso recentemente

  Investigação revela como era formada a quadrilha do traficante Corolla ou Chacota, que chegou a comandar o Complexo de Manguinhos, na Zona Norte do Rio. Corolla foi preso recentemente.  Ele é um dos suspeitos de envolvimento na morte do Soldado da Polícia Militar do Rio de Janeiro Daniel Henrique Mariotti, de 30 anos, em janeiro de 2019.  Em desfavor de dele haviam  40 anotações criminais, dentre elas os delitos de roubo majorado, homicídio e associação para o tráfico de drogas.  Ainda contra o bandido foram encontrados 48 registros de ocorrência, dos quais versam como autor.  Constam ainda 09 mandados de prisão pendentes em desfavor do criminoso. Abaixo dele estava Big Big ou Magrinho. Ele tornou-se o “frente” do tráfico de drogas na Comunidade do Mandela, Complexo de Manguinhos, após a morte do irmão, o traficante Diogo de Souza Feitoza, o DG, ocorrida em 2013.  Possui 15 anotações criminais pelos delitos de tráfico de drogas, quadrilha ou bando. Foram encontrados 22 registros de ocorrência contra ele.  Não possui mandado de prisão pendente, ingressou no sistema penitenciário em 2012, posto em liberdade em 2016.  Desde então, atua diretamente no tráfico de drogas na comunidade de Manguinhos, sendo braço direito de Corolla. C Big Big não costuma ficar no Mandela. Ele dá as ordens e receber o dinheiro da venda das drogas de dentro da Comunidade Nova Holanda”… A investigação citou também o traficante Fabinho São João que, segundo relatos, teria deixado o crime. Ele possui 51 anotações criminais por homicídio, homicídio qualificado, organização criminosa e tráfico de drogas.  Foi preso em 2019, mas está em liberdade condicional desde 19/11/2021. Segundo relatório, ele era um dos braços de Corolla. Tem ainda o bandido vulgo Quinze, apontado como gerente do tráfico na CCPL.  Possui seis anotações criminais por tráfico, roubo qualificado e associação; consta como autor em 14 registros de ocorrência. Possui dois Mandados de Prisão pendentes.  Segundo o relatório, todos os indivíduos elencados acima são criminosos contumazes, com área de atuação e poder de mando no Complexo de Manguinhos. Os investigados eram integrantes do tráfico ilícito de drogas da Comunidade de Manguinhos, sendo certo que tal prática típica contra o patrimônio, neste caso, roubo de carga, são perpetrados a fim de financiar a atividade criminosa.  Com esse propósito os membros da organização criminosa roubam os produtos para fins de subsequente comercialização ilícita, realizada pelos próprios ou para abastecimento de receptadores de cargas roubadas. Impende frisar, ainda, que o transbordo de cargas roubadas na localidade em questão, não ocorre sem a anuência dos traficantes locais, sendo certo que as mercadorias subtraídas servem como custeio, ainda que parcial, das despesas necessárias ao incremento das atividades de mercancia ilícita de drogas, praticadas pelos integrantes da facção criminosa que atuam nessa localidade.  FONTE: Relatório da Polícia Civil disponível no site Jusbrasil

Veja mais detalhes sobre como funciona a estrutura criminosa do TCP no Complexo da Maré (cronologia de lideranças, vulgos, outros negócios, ordens para a entrada, tipos de armas usadas, salário, entre outras informações)

A Vila dos Pinheiros assim como as comunidades da Baixa do Sapateiro, Timbau, Fogo Cruzado, Vila do João, Salsa e Merengue e Conjunto Esperança, todas no Complexo da Maré e dominadas pela facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), têm os mesmos donos “, modificando apenas os gerentes. Elas eram todas comandadas pelo traficante Facão, fundador do TCP. Quando este foi preso, passou a ser o líder Menor P ou Astronauta. Com os dois presos, foi nomeado para comandar as comunidades, o traficante TH. Em maio de 2020, o traficante Mangolé foi colocado em liberdade e passou a dividir com o TH o comando. Ele chegou a ir para o Complexo da Alma, em São Gonçalo quando foi solto. Facão posteriormente foi solto mas dizem que ele largou o crime. TH e Mangolé nestão na qualidade de maiores líderes em liberdade do TCP, na Região do Complexo da Maré, recebendo ordens de Menor P. Facão e Menor P que planejavam, escolhiam e ordenavam as pessoas que iriam executar as tarefas, os atos criminosos. Na região, estima-se que deve ter em torno de 50 ou mais pessoas que exercem a função de radinho e de olheiro. O turno começa ás 6h e vai até as 18. O radinho não pode passar seu equipamento para ninguém e o salário seria de R$ 800 por quinzena. Alguns dos radinhos ficam em cima de uma laje de um prédio de cinco andares onde dá pra ver todo o movimento de quem entra e quem sai, incluindo ainda a Avenida Brasil. Juntamente com os radinhos ficam elementos armados com pistolas cuja função é de olheiro, que também tem plantão de 12 horas. Tanto os olheiros como os radinhos têm por obrigação olhar todos os carros que entram na comunidade. Os motoristas têm que piscar os faróis, baixar o vidro, luz do salão acesa, para serem identificados; Tem a primeira contenção dentro da favela, cujo objetivo é identificar os carros que entram na comunidade, se passar por essa barreira e não for identificado, tem uma segunda, que vai pará-lo; Se a pessoa não parar a ordem é de tentar identificá-la, pois já aconteceram muitas mortes de inocentes. Acontece dos líderes passarem um radinho para informar. “Esse carro é do patrão ou de um amigo”; Quando os donos da favela ou os líderes passam pela comunidade estão com muitos seguranças fortemente armados com fuzis. Na Vila do João, o chefe é Pescador, na Baixa do Sapateiro, o chefe é Trezentos. No Timbau, é o Terceirinho, na Vila dos Pinheiros é o Cria. Há outros vulgos de destaque como Choco, Pescocinho, Espoque, Carrapato, Faustão, Monza, Camuflado, 10 Centavos ou 3K, RN ou Gordão, Tapioca, Geléia, Thiago, Tipo Todas as áreas dominadas pelo TCP são guarnecidas por um exército de homens armados com alto poderio bélico, compostos de fuzis HK47, AR15, G3, M16, FAL, metralhadoras, granadas, pistolas de todos os calibres, revólveres , armas ponto 30 e ponto 50. Os seguranças andam fortemente armados 24 horas por dia. Além do Tráfico de drogas, o TCP da Maré atua em roubos de carga e veículos, possui coparticipação no gatonet, venda de botijões de gás, moto-táxi e transporte alternativos de Vans e Kombis, e também costumam realizar bailes funks, e pagodes para aumentar o consumo e a venda de drogas. No curso das investigações, alguns membros da quadrilha foram mortos, outros presos, e os líderes, apesar de acautelados, deram continuidade no comando da Facção. Os demais envolvidos, seguindo as orientações de suas lideranças, orquestram diariamente a agenda de serviços, movimentando toda a organização criminosa, desde os pontos de venda, até a contabilidade, demonstrando agir como uma empresa estruturada. Foi verificado também, que mesmo passado alguns anos, os chefes e os integrantes do tráfico são quase os mesmos, tendo apenas aumentado o número de participantes. FONTE: Relatório da Polícia Civil do Rio de Janeiro disponível no site Jusbrasil

Saiba mais sobre o tráfico na Mangueira (CV): quais bocas, pontos mais rentáveis, preços das drogas, vulgos dos chefes e de soldados que ainda podem fazer parte da quadrilha

Pouco tem se falado do Morro da Mangueira, na Zona Norte do Rio, reduto do Comando Vermelho. Não tem havido registro de tiroteios intensos nem de operações policiais no local. O último fato em destaque na pauta policial da favela foram imagens que mostraram um policial militar correndo sozinho pela comunidade sendo alvo de tiros. Ele foi baleado e resgatado. Um processo na Justiça recente revela que os chefes do tráfico no local são os criminosos conhecidos por Xandinho e LO. Os dois foram citados em uma ação contra um comparsa preso que recebia ordens dos dois via rádio para passar informações sobre a movimentação policial no local. A região territorial que compreende a comunidade da Mangueira é formada por cerca de dez pontos de venda de entorpecentes, vulgo “boca de fumo”, as quais estão distribuídas nas seguintes localidades: Três Tombos. Buraco Quente Loteamento 512. Rua da Prata, Rua São Sebastião, Curva do Elvis, Chalé, Rua da Cerâmica/Candelária. Mangueira 1 e 2 e o Prédio do IBGE. Uma investigação mais antiga revelou que os pontos conhecidos como “Buraco Quente. Olaria e IBGE” eram os que vendiam maior quantidade de drogas, em especial. Maconha, Cocaína, lança-perfume, cheirinho da loló e crack. Os preços variavam de R$ 2,00 a R$ 50,00. Fotografias de redes sociais apontavam que os traficantes se exibiam com armas de fogo de grosso calibre e/ou modificadas com equipamentos que aumentam o poder bélico das mesmas. Baiano era o braço-direito de Xandinho mas haviam outras figuras importantes no morro como Dede (que era gerente da parte alta) além de soldados conhecidos como Jackson (que portava fuzis AK-47 e AR-15), RD, LZ, Jefferson, Satanzinho, Mão de Pedra, Roni e Rei. FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Investigação destrincha o tráfico no Morro do Turano (CV) com todos seus vulgos e funções

Relatório da Justiça destrincha o tráfico no Morro do Turano, no Rio Comprido. A comunidade dominada pela facção criminosa Comando Vermelho tem por líder o narcotraficante Wallace Pereira Barbosa, vulgo “Safadinho”, preso pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro em 08 de março de 2022, após informações obtidas por agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) de que ele deixaria um hospital na Tijuca, próximo a comunidade, local em que foi atendido sob documentação falsa, na tentativa de evitar sua captura, haja vista a existência de um mandado de prisão preventiva pendente contra ele. Policiais militares ouvidos informaram que o Morro do Turano atualmente está divido em áreas, sendo elas: “Chacrinha/Raia”, “Matinha Macua”, “Rodo/Bicão (818)”, “Paula Ramos” e “117”. Além disso, restou apurado que uma prática comum dos narcotraficantes é a formação de “bondes” para o cometimento de roubos, havendo todo um aparato do tráfico de drogas, que, além de fornecer armas de fogo e um lugar para a guarda dos veículos roubados, também possui suas próprias oficinas para a clonagem dos veículos e auxílio na comercialização dos veículos frutos dessa prática. Restou apurado, ainda, que o grupo criminoso, apesar de ter uma estrutura organizacional, seus integrantes exercem diversas funções, ora sendo “vapor” (vendedor da substância entorpecente), ora sendo radinho/olheiro (pessoas que ficam observando a aproximação de policiais e avisam aos demais traficantes) e, algumas vezes fazendo a segurança/contenção (proteção armada do local). Além disso, numa hierarquia superior e mais rígida, há os líderes do morro, sendo que abaixo na linha de cadeia hierárquica estão os gerentes gerais, territorial ou de venda de uma droga específica. Além de Safadinho, atuam no local Barbosinha e Zé Manai, que também são apontados como líderes. Sapudo é o “chefe” do tráfico da localidade conhecida como “Julio Otoni”. Tio Comel, também preso, é o “chefe” da quadrilha voltada para o cometimento de roubo de veículos e clonagem, os quais ocorrem sob as ordens do líder do tráfico no local. Cocão”, é “gerente” da área conhecida como “Paula Ramos” e “líder” da quadrilha de roubos de veículos. Bodinho é o “gerente geral” da área do Chacrinha/Raia. Gordinho da Bagda”, é o “gerente” da área do Rodo/Bicão (818). Gazela ou Adidas”, é o “gerente” da “boca de fumo” sendo o responsável pela área da Chacrinha/ Raia. Toti e Douglas são os responsáveis pela segurança armada da área da “Matinha”. Boleba, Menorzinho e Tino ” exercem a função de “vapores” do tráfico de entorpecentes na área do Chacrinha/Raia. Dembele, Sandi ou Bonitão, RLC da Raia, Cabelinho, Fumaça são os responsáveis pela contenção armada da área do Chacrinha/Raia. Periquito cuida da segurança armada da área do Rodo/Bicão (818). RD ou RUD é o responsável pela segurança armada da área do Chacrinha e do Macua. Tripa é o responsável pela contenção armada e segurança do integrante “Bodinho”. China ou Tigrezinho ” possui a função de contenção da área do Chacrinha/Raia. PQD “, é o responsável pela contenção armada. Badeco é o responsável pela contenção armada da área conhecida como “Paula Ramos”. Os bandidos para praticarem o tráfico de drogas, utilizam-se de armas de fogo de uso proibido e restrito, tais como fuzis, pistolas,. FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

CONHEÇA A ESTRUTURA DO TRÁFICO NOS REDUTOS DO CV NO COMPLEXO DA MARÉ. DOS VULGOS, A BAILES FUNKS, EXIBIÇÃO DE ARMAS, HISTÓRIA DOS LÍDERES E ALIANÇAS COM BANDIDOS DE OUTROS ESTADOS

Relatório policial explica como funciona o tráfico de drogas nas comunidades do Parque União e da Nova Holanda, redutos da facção criminosa Comando Vermelho no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. No Parque União, o líder é Jorge Luiz Moura Barbosa, o Alvarenga, Enteado de José Evaristo Resende, o Zé Gordo, conhecido sequestrador e assaltante de banco nos anos 90, um dos grandeslíderes do CV, Alvarenga herdou o império daquele que o criou desde jovem. Ele costuma promover bailes funks na comunidade sendo certo que que com essas festas o criminoso consegue incrementar a venda de material entorpecente. Alvarenga controla o Parque União há mais de uma década, O criminoso, nascido no conjunto de favelas, nunca foi preso.É considerado foragido desde 2006, quando passou a responder o primeiro processo criminal por tráfico de drogas. Contando com pelo menos 23 anotações no banco de dados do portal da segurança, “Alvarenga” possui em seu desfavor pelomenos outros nove mandados de prisão preventiva. Os demais integrantes da quadrilha se reportam e seguem suas orientações referentes à compra e venda de drogas, incluindo valores, forma de venda e de acondicionamento, local, arregimentação de mão-de-obra e definição de funções na empresa criminosa, conquista de território então explorado pela quadrilha rival, aquisição de armamento e munições, definição de punições para os desafetos ouqualquer pessoa que descumpra suas ordens ou possa, de qualquer forma, ser um obstáculo para a realização do tráfico de drogas e demais delitos a ele conexos. Determina, ainda, as regras de trânsito de veículos e posturas no Parque União. Alvarenga é associado a figura de um tubarão. Imagens do tubarão constam, inclusive, em diversos fuzis, quase que como uma “marca registrada”. Seu gerente geral era Mário Bigode, morto em confronto com a polícia em 2022. Ele, eventualmente, substituía o líder e repassava as orientações a serem cumpridas aos chamados “gerentes de firmas”. Ele era associado ao personagem Super Mário. O relatório ainda aponta como soldados Naldo, Léo GTA, Gordinho, Bicuí e Buda. Na Nova Holanda, o líder era Rodrigo da Silva Caetano, o Motoboy que, segundo relatos, teria deixado a comunidade pressionado por supostas dívidas com a facção. Ele herdou o comando de Amabílio. Motoboy tem pelo menos 13 mandados de prisão e. 64 anotações criminais, a maioria por crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, roubo, homicídio e latrocínio. Quem estaria a frente hoje da Nova Holanda é Luiz Carlos Gonçalves de Souza, vulgo LC, mas Motoboy era cultuado.. Seus subordinados o chamavam de “pai” e “patrão”. Seu aniversário rendia inúmeras postagens nas redes sociais. Outras figuras importantes do tráfico na Nova Holanda são JD (gerente geral) Barriga (atuante no roubo de carga), Jovem (gerente), Ninho (gerente), Milinho (roubo de carga), Geléia (roubo de carga). Segundo o relatório, a região, hostil às forças de segurança, é totalmente conflagrada, mormente pelos constantes conflitos armados com a facção rival, sobretudo na divisa com a comunidade da Baixa do Sapateiro, dominada pela facção rival Terceiro Comando Puro (TCP).Fazem parte da rotina da comunidade os tiroteios envolvendo traficantes e policiais e traficantes das facções rivais. O ingresso nestas regiões pelas forças de segurança só é possível com aparatos especiais, tais como blindados e aeronaves, tamanho o arsenal dos marginais da lei. Em perfis de redes sociais dos criminosos, há exibições de armas de grosso calibre, capazes de derrubar aeronaves e romper blindagens de veículos especiais, com nome de cantoras populares, uma referência ao barulho que fazem (no sentido de que “cantariam” muito):São comuns as festas do tráfico, algumas delas até muito famosas, a exemplo dos bailes funks nas duas comunidades do CV .” com a participação de artistas populares. Essas festas servem para promover e patrocinar as atividades de tráfico de drogas. Veja a letra de um proibidão dos traficantes da Nova Holanda. A postagem é de uma “música” (famoso “proibidão”)com os seguintes dizeres: “Na relíquia do MB, agora Motoboy, o mano LC, mas o nosso estatuto aqui nada mudou, estamos aí para matar ou morrer, defendendo o favelão, com toda disposição, fazendo a segurança dos moradores e honrando a nossa facção; (… Traficantes foram flagrados em reportagem televisiva circulando armados pela Nova Holanda, entre eles o próprio Motoboy, Parque União e Nova Holanda são comunidades com acessos estratégicos do ponto de vista do recebimento de grandes quantidades de drogas, armas e munições, bem como do acolhimento de quadrilhas de roubadores de cargas e carros. Além de estarem localizadas estrategicamente, os líderes de tais comunidades contam com poder bélico que dificulta demasiadamente a atuação policial no território. Diante das inúmeras rotas e da difícil fiscalização pela segurança pública nos territórios de entrada e saída de armas e drogas no estado do Rio de Janeiro, a rota marítima vem sendo investigada já que beiram as comunidades, haja vista a localidade ser um importante entreposto para o tráfico no Rio. No Parque União, foi feita em 2019, uma das maiores apreensões de drogas e armas da história do Rio, fizeram a maior apreensão de armas e drogas da história do Estado do Rio. No total, foram apreendidas 31 armas, das quais 23 eram fuzis e 75 granadas, além de vasta munição para diversos calibres e 8,5 toneladas de drogas. Havia também a associação com criminosos de outros estados, como Silvinho, integrante do CV em Manaus e fornecedor de skunk colombiano para os traficantes cariocas. Silvinho espalhou seus homens pela Penha (Mano Kaio, Jogador) e Nova Holanda (Ednelson, Rafinha e Playboy). Em março deste ano, foi preso o líder máximo do CV em Sergipe, vulgo Ramster, que estava escondido no Parque Rubens Vaz, parte integrante do complexo de comunidades que compõem o Parque União e Nova Holanda. FONTE: Relatório da Polícia Civil disponível no site Jusbrasil

Justiça revelou parte do quem é quem do tráfico no Morro da Formiga (CV). Cinco foram condenados recentemente. Autos explicaram como foi feita a investigação

Investigação revela parte do quem é quem no Morro da Formiga, na Tijuca. A apuração resultou em recentes cinco condenações a penas que chegam até a sete anos de cadeia. Segundo os autos, a liderança cabe a Paulinho Muleta, que recentemente recebeu benefício para deixar a cadeia temporariamente e não retornou. Seus gerentes são Tom da Coréia, Mustafar e P.A. O primeiro deles é gerente-geral do ponto de venda de drogas conhecido como Bazanha. Considerando a sua alta posição hierárquica na organização, é visto, constantemente, portando fuzil e já participou de diversos confrontos armados com policiais militares da UPP Formiga. Bodão é gerente do tráfico local e foi flagrado, portando fuzil, além de rádio comunicador na cintura. Ele ganhou, recentemente, prestígio com os integrantes da organização, indicando que teria ascendido na hierarquia do bando, já que há alguns meses somente, portava pistola e rádio comunicador. I Mustafar é gerente da Bazanha. Segundo as fotografias apresentadas por colaborador, é possível vê-lo, tanto sentado em um dos pontos de venda de drogas, como quando carregava um sofá para guarnecer um dos pontos de venda de drogas situado na Rua Jocelina Fernandes, no interior da Comunidade da Formiga. Jogador exercia a função de “segurança” do tráfico na comunidade da Formiga, atuando como braço armado da organização criminosa investigada. Na imagem fornecida pelo colaborar anônimo, ele apareceu na mata em companhia de outros traficantes. Clerenci é outro gerente da Bazanha. Foi flagrado portando fuzil, próximo a uma mesa onde estão expostas várias drogas para venda. Murilo atua como “vapor” na localidade da Bazanha, no ponto de venda de drogas situado à Rua Jocelina Fernandes. Em imagens, foi possível vê-lo Murilo carregando um sofá da “boca” em companhia de “Mustafar”, bem assim junto a uma mesa onde as drogas se encontravam expostas. Chefão exerce a função de “vapor”, ou seja, vendedor de drogas também na Bazanha, situada no morro da Formiga. Nas imagens fornecidas, foi flagrado junto a uma mesa onde estão expostas as drogas prontas à comercialização, no ponto de venda. Tais imagens fornecidas pelo colaborador anônimo foram objeto de exame material audiográfico descritivo, bem como de verificação de edição, Deflagrando a investigação, o fato de que todos os imputados foram reconhecidos por um PM, lotado há 7 anos na UPP Formiga, trabalhando na unidade reservada P2 . Policiais obtiveram essas informações por intermédio de colaboradores que o informam, moradores que não desejam se identificar e até mesmo clientes que tem o hábito de comprar drogas, que essas pessoas falaram para os agentes.  Por meio de investigações eles tomaram conhecimento que existe uma organização criminosa, chamada “Parma” liderada pelo Paulinho Muleta nessa comunidade. As pessoas relatavam para os policiais as funções dos acusados, que era apenas uma conversa informal; que o que se tem de provas concretas são as mídias que eles pegaram através de moradores, que continham fotos dos denunciados armados, próximo a mesas estendidas com drogas em cima, junto aos preços, que essas provas foram levadas até a sede da polícia, para fosse aberta uma investigação. As investigações apontaram que a associação criminosa do Morro da Formiga é bem armada, que qualquer patrulhamento de rotina leva ao confronto, sendo as bases da polícia pacificadora atacada; que esse grupo que atua nessa comunidade tem por hábito praticar outros tipos de crimes, que eles assaltam na região da Grande Tijuca. FONTE: Site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Favela onde ocorreram as mortes de sete jovens em Nova Iguaçu teve 42 traficantes identificados durante investigação. Confira o quem é quem

MARIO HUGO MONKEN Investigação feita há alguns anos revelou quem eram todos os integrantes do tráfico na comunidade do Buraco do Boi, em Nova Iguaçu, local onde sete pessoas teriam sido assassinadas há duas semanas, conforme denúncias recebidas pelo Fórum Grita Baixada. Ao todo, são 42 bandidos, muitos já presos ou que abandonaram o crime. Alguns têm ligações com comunidades de Angra, Magé e da Zona Oeste do Rio. Há menção a propinas pagas a policiais, negociações sobre venda de armas e o pagamento de uma pensão a traficantes presos. Veja a relação. Confira: Peixão – é apontado como o verdadeiro controlador do tráfico na comunidade do Buraco do Boi, ocupando posição hierárquica superior aos chamados “frentes”, que são por ele nomeados apenas para gerir o tráfico local. Seu nome – e sua autoridade hierárquica – são explicitados em vários dos diálogos dos demais membros do grupo, que também costumam ostentar símbolos alusivos ao peixe em suas redes sociais. De acordo com as investigações, o tráfico do Buraco do Boi é historicamente controlado por Parada de Lucas – que é a principal base de Peixão -, havendo várias menções e registros de deslocamentos de membros do grupo criminoso entre as duas comunidades Bigode – era o “gerente geral” da comunidade do Buraco do Boi, tendo exercido a função de “frente” do tráfico até ser preso, em 01/07/2019. Mesmo depois de preso, segue recebendo participação nos lucros do tráfico. Foi citado como líder por outros membros do grupo. 3K – foi apontado como um dos “frentes” do tráfico local, tendo assumido esse posto após a prisão de Bigode. Ostentava fotos portando fuzis em perfis de redes sociais. Tratava explicitamente de atividades relacionadas à distribuição de cargas de drogas e pagamentos, monitoramento da atividade policial e compra de armas. Era mencionado e tratado como líder por outros membros do grupo. É suspeito de ter ordenado o homicídio do motorista de aplicativo Jonahan Camilo Correa da Silva, sem a autorização do traficante Peixão, o que fez com que fosse destituído do posto de “Frente” no Buraco do Boi e retornasse para Parada de Lucas. Michele -também é apontada como “Frente” do tráfico, tendo assumido a função após a destituição de 3K. Em vários diálogos, trata explicitamente de atividades relacionadas ao comando do tráfico de drogas, ao emprego de armas de fogo e ao monitoramento da atividade policial. Foi presa em 19/12/2019, em razão de mandados de prisão pendentes e na posse de um celular roubado (RO 040-07083/2019); Aliciane – esposa de Bigode. Em um deseus diálogos interceptados, diálogos em trata de assuntos do interesse de seu marido, então preso, demonstrando terenvolvimento em suas atividades. Além disso, afirma explicitamente que, após a prisão de Bigode, ficou encarregada de receber a participação nos lucros do tráfico a que ele fazia jus; Astronauta – era apontado como “ex-frente” do tráfico na comunidade, em razão de afirmações feitas por ele mesmo em diálogos interceptados, nos quais se vangloria de sua atuação na atividade, mas diz preferir uma vida normal. Conversou com Peixão para deixar o tráfico e entregou a ele seu fuzil e suas cargas . Afirmou manter boas relações com membros do tráfico e diz que Bigode não permitiria que sua casa na comunidade fosse invadida; Manteve diversos diálogos sobre os acontecimentos envolvendo os membros do grupo. Segundo as investigações, sua saída do tráfico se deu em janeiro de 2019; Romarinho -também é apontado como “Frente” do tráfico, tendo assumido a função após a prisão de Michele. Possui histórico de prisões anteriores. Antes de assumir como Frente, trabalhava na segurança de Michele. Mantém diálogos Rabetão – foi apontada como uma espécie de assistente pessoal da acusada Michele. Em vários diálogos interceptados, aparece como intermediária das comunicações entre Michele e outros bandidos. Manteve diálogos sobre o monitoramento de guarnições policiais Mexicano – foi apontado como gerente das bocas de fumo. Em vários diálogos, trata explicitamente de atividades relacionadas à venda de entorpecentes, bem como sobre distribuição de cargas e prestação de contas Juliana – Namorada de Mexicano, exercia a função de “vapor” em uma das bocas de fumo. Ostenta a imagem de um peixe segurando um fuzil em seu perfil do Facebook (em clara alusão ao traficante Peixão ). Mantém diálogos explícitos sobre cargas de entorpecentes e sobre a rotina dos plantões nas bocas de fumo Nescau – irmão de Mexicano. Deixou de ser gerente para ser vapor. Manteve diálogo com DL e Seringuinha, no qual comenta sobre o fato de Seringuinha ter sido solto no “dia do PG” e afirma “três forte”, fazendo alusão ao Terceiro  Comando Puro. DL – Gerente do tráfico. Em uma escuta, tratou diretamente de uma carga de drogas com Michele Wendel ou WD – um dos gerentes do tráfico e segurança do frente da comunidade. Manteve diálogos em que menciona o nome do acusado 3K tenta conseguir um ônibus com o objetivo de transportar moradores do Buraco do Boi para um baile funk em Parada de Lucas, que diz se tratar de “festa do patrão” RD – “gerente dos radinhos”, além de “prestar favores pessoais” ao acusado 3K. Mantém diálogo em que trata explicitamente do “recrutamento de Deltas” (radinhos) e do carregamento de baterias (fl. Mantém diálogos em que atua como batedor em situações de deslocamento do acusado 3K e também trata da compra de um cordão a pedido  dele , afirmando ao joalheiro que seria bom manter contato com 3K, pois assim também poderia a fazer jóias para “o cara lá em Lucas” (em aparente alusão ao traficante Peixão). Mantém diálogo em que comenta detalhes sobre a substituição de 3K por Michele e indaga à sua interlocutora se “foram buscar os fuzil e a mochila” na casa dela (fl. 200). Bê – Mantee diálogo com o acusado RD, no qual falam sobre questões relativas à logística dos radinhos. Foi o responsável por socorrer o acusado GB, após ele ter sido baleado em uma troca de tiros. Mantém diálogos sobre o monitoramento de viaturas e sobre uma moto roubada que

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