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tráfico de drogas

“EU PAGO TODO MUNDO”: CHEFÃO DO TCP FOI FLAGRADO EM ESCUTA DIZENDO CONTROLAR POLICIAIS EM CAXIAS

Uma interceptação telefônica obtida no âmbito de uma investigação policial revelou o nível de poder e ousadia atribuído ao traficante conhecido como Flamengo, apontado como um dos chefes do Terceiro Comando Puro (TCP) em Duque de Caxias. Na gravação, ele afirma, em tom explícito, que pagaria propina a policiais militares que atuam na região. “Eu tenho a porra do batalhão todo na minha mão. Os polícia da área eu conheço tudo, eu pago todo mundo. Tu acha que essa porra tem tráfico de drogas porque? Eu pago é todo mundo, porra”. A escuta foi realizada anos atrás, durante uma investigação sobre a atuação do TCP em condomínios residenciais da região, e é tratada pelas autoridades como um indício do possível nível de infiltração criminosa e controle territorial sustentado por corrupção e intimidação. Na mesma interceptação, Flamengo aparece fazendo ameaças diretas a um síndico de condomínio, exigindo o repasse de dinheiro ao grupo criminoso. “Ou tu dá a porra do nosso dinheiro nessa porra ou tu vai morrer fdp”. Segundo as investigações, os condomínios Volterra, Rotonda, Parma, Pádua e Bolzano eram anteriormente dominados por um miliciano conhecido como Baby. Esse cenário mudou no final de 2022, após uma operação que prendeu diversos integrantes da milícia. Com o enfraquecimento do grupo, traficantes ligados ao TCP, oriundos da comunidade do Barro 3 e sob liderança de Flamengo, teriam avançado sobre a região e assumido o controle. De acordo com a apuração, o grupo passou a atuar como uma espécie de “empresa do crime”. Além do tráfico de drogas, passou a controlar serviços dentro dos condomínios, como venda de gás, distribuição de água, fornecimento de internet, TV a cabo, iluminação e até a cobrança de taxas de condomínio. Parte desses valores, segundo a investigação, seria destinada à organização criminosa. Para manter o domínio, os criminosos teriam adotado práticas violentas e sistemáticas. Entre elas, roubos de carga, extorsões, tortura de moradores, expulsão de residentes e assassinatos de pessoas que contrariavam seus interesses. Ainda segundo os elementos reunidos, Flamengo teria consolidado seu poder expulsando síndicos, retirando moradores e eliminando desafetos. Pessoas de sua confiança teriam sido colocadas na administração dos condomínios, ampliando o controle financeiro da organização. O grupo também teria expandido sua atuação para os morros do Sossego e do Cacareco, reforçando o domínio territorial. A disputa pelo controle da região provocou confrontos entre traficantes e milicianos. Em setembro de 2023, episódios de violência resultaram na queima de ônibus e veículos, afetando diretamente a população local. Relatos de moradores que afirmaram ter sido vítimas de tortura foram levados às autoridades policiais, que já conduziam outras investigações sobre a organização criminosa. Após um trabalho considerado minucioso, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, com o objetivo de responsabilizar os envolvidos. Embora as acusações ainda dependam de julgamento, o material reunido descreve um cenário em que, segundo a investigação, o crime organizado não apenas atua na região, mas exerce controle direto sobre a rotina e a vida cotidiana dos moradores.

Complexo do Alemão seria abrigo de cerca de 20 líderes do CV de Alagoas, aponta relatório da Segurança

Um relatório citado em investigações da Justiça e produzido a partir de informações da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL) aponta que cerca de 20 supostas lideranças da facção conhecida como CVRL-AL/RJ estariam escondidas no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A comunidade, segundo o documento, teria se tornado uma espécie de base estratégica de comando remoto do grupo criminoso. Entre os nomes citados, está o de “Nem Catenga” (também identificado como “Jovem”), apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças da facção em Alagoas. De acordo com as informações reunidas no relatório, ele exerceria função de comando à distância, operando a partir do Complexo do Alemão, de onde manteria influência sobre decisões relacionadas às atividades criminosas atribuídas ao grupo no estado. Ainda segundo o mesmo conjunto de informações, outro nome mencionado é o de um homem identificado por diversos vulgos, entre eles “Zé Dirceu”, “Galeguinho”, “Wesley” ou “Alex”, que seria apontado como vice-liderança da organização. Conforme descrito no relatório, ele também estaria na mesma região do Rio de Janeiro e participaria, junto a outros integrantes, da tomada de decisões estratégicas da facção em Alagoas. O documento também cita outros indivíduos apontados como integrantes de liderança, entre eles “Quinzinho” (ou “Fuba”), “Malhado”, “Ninho da Cical”, “Mariano” (ou “Rato”), “Nove Nove” (ou “Rafinha”) e “Tinho”. Parte desses nomes, segundo as forças de segurança, também estaria concentrada no Complexo do Alemão. As investigações da SSP-AL indicam ainda a expansão da atuação do CVRL-AL/RJ em diversas áreas do estado, com presença e influência em comunidades da capital e região metropolitana. Entre os relatos reunidos pelas autoridades, há registros da circulação de armamentos de grosso calibre, incluindo um fuzil que teria sido enviado do Rio de Janeiro para Alagoas sob ordem de lideranças da facção. Segundo essa linha investigativa, o armamento teria chegado inicialmente ao bairro do Clima Bom, na parte alta de Maceió, área apontada como sob influência do grupo. Posteriormente, teria sido redistribuído para a região da Levada, na parte baixa da capital, também citada como área de atuação da organização. O armamento seria associado a disputas territoriais entre grupos rivais em diferentes pontos da cidade. Atualmente, conforme o relatório, o CVRL-AL/RJ é apontado como uma das facções com maior presença em regiões específicas de Alagoas, com influência em áreas da parte baixa de Maceió, incluindo Levada, Brejal, Vergel, conjuntos Virgem dos Pobres e Mutirão, além de pontos no bairro do Clima Bom, em Rio Largo e em áreas do Litoral Norte do estado. O documento também descreve o chamado “berço” da atuação da facção em Alagoas como sendo a região do Vergel do Lago e comunidades adjacentes, como Brejal, Virgem dos Pobres e Mutirão. Segundo relatos mencionados no material investigativo, moradores dessas localidades teriam procurado autoridades policiais para relatar, de forma anônima, situações de violência e a atuação do grupo na região.

Consórcio do tráfico (TCP)”: inquérito revela aliança com 36 criminosos entre São Carlos e Maré

Um inquérito que tramita sob sigilo na Justiça desde 2021 revelou a denúncia de 36 integrantes do tráfico de drogas ligados à facção Terceiro Comando Puro (TCP), expondo uma estrutura integrada de atuação entre os complexos do São Carlos e da Maré, no Rio de Janeiro. De acordo com os autos, os grupos mantinham um acordo estruturado de cooperação, que incluía o compartilhamento de homens armados para reforço de pontos de venda, fornecimento de entorpecentes, distribuição de material bélico e oferta de esconderijos para integrantes durante operações das forças de segurança. A investigação também identificou o uso de um mesmo responsável pela preparação química das drogas. A apuração aponta a existência de múltiplos núcleos criminosos interligados, com base no Complexo do São Carlos — que engloba, além do próprio morro, as comunidades da Mineira, Zinco, Querosene e a chamada “Boca da Laura”. Esta última é descrita como uma concentração de pontos de venda com acesso facilitado, localizada nas imediações das ruas Laura Araújo, Aníbal Benévolo e São Martinho, próximas ao Sambódromo e à estação de metrô da Praça Onze. Segundo a investigação, a engrenagem criminosa se sustenta não apenas pela atuação territorial, mas também por alianças firmadas com integrantes da mesma facção em outras regiões da cidade. Entre os denunciados estão nomes apontados como lideranças do São Carlos, como Coelho, Léo Empada, Menor Cheru e Limão, além de integrantes da Maré, como Menor P e Mangolé. O inquérito teve início após a expulsão de uma mulher de sua residência por traficantes do São Carlos, em represália ao fato de seu filho — também ligado ao tráfico — ter migrado para outra facção criminosa. Preso à época, o filho da vítima colaborou com as investigações e realizou o reconhecimento de diversos integrantes, com os quais afirmou ter convivido por anos. Em depoimento, ele não apenas identificou os envolvidos, como detalhou as funções exercidas por cada integrante dentro da organização criminosa. Os autos indicam que o tráfico na região operava de forma estruturada há mais de duas décadas, com cadeia organizada de fornecimento, distribuição e controle de pontos de venda. Durante a investigação, policiais localizaram aparelhos celulares nas celas onde estavam presos os traficantes Menor P e Coelho. Após a quebra de sigilo dos dispositivos, foi identificado um volume expressivo de conteúdo relacionado a atividades criminosas, incluindo indícios de comercialização de cocaína dentro do sistema prisional, com estrutura semelhante à de uma “boca de fumo”. Outro episódio descrito nos autos aponta que integrantes do grupo, em deslocamento em comboio, teriam atacado uma equipe da Polícia Rodoviária Federal, dando início a um intenso confronto armado. A investigação também mapeou detalhadamente a estrutura operacional do tráfico no São Carlos, identificando responsáveis por diferentes funções, como a gestão de pontos de venda — incluindo locais conhecidos como Volta, Bairro, Capela, Santos e Brinquedo —, além de seguranças armados, responsáveis pelo abastecimento de maconha e cocaína, integrantes envolvidos em roubos de carga e veículos e até mesmo o responsável pela contabilidade da organização. Também foi identificado o responsável pelo tráfico na Vila dos Pinheiros, no Complexo da Maré, apontado como executor de rivais da organização criminosa. Segundo os autos, a atuação do grupo é marcada por elevado grau de violência, com relatos de ameaças, expulsões de moradores e imposição de regras nas comunidades dominadas, onde a população convive sob constante risco de confrontos armados. Os fatos descritos no inquérito ainda serão analisados pela Justiça, sendo assegurados aos denunciados o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Nem a guerra com a milícia impediu: CV ergueu grande estrutura criminosa no Catiri, aponta MP

Em meio à retomada da disputa armada entre traficantes e milicianos na Zona Oeste do Rio, novos desdobramentos de uma investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) revelam como o Comando Vermelho estruturou, nos bastidores, uma engrenagem complexa de tráfico e domínio territorial na comunidade do Catiri, em Bangu. Mesmo enfrentando há anos a resistência de grupos milicianos, a facção teria conseguido montar uma ampla estrutura criminosa na região, sob o comando dos traficantes conhecidos como Doca e Gadernal, segundo apontam os autos da investigação. A Promotoria denunciou, no ano passado, 27 suspeitos de participação no esquema. Entre eles estão os próprios Doca e Gadernal, além do ex-miliciano conhecido como RD, que, de acordo com os investigadores, passou a atuar como um dos principais braços armados do Comando Vermelho na Zona Oeste carioca. As apurações indicam que a atuação da facção no Catiri teria se intensificado a partir de 2023, envolvendo atividades como venda, distribuição, fornecimento e entrega de drogas, além da contabilidade da mercancia ilícita. O grupo também seria responsável pela gerência das chamadas “bocas de fumo” e pela manutenção de uma estrutura armada voltada à proteção do território, incluindo o monitoramento de policiais e milicianos. Para o Ministério Público, o Catiri passou a ser tratado como área estratégica pela facção, tanto pela logística do tráfico de drogas quanto pela circulação de armamento e pela comunicação com integrantes do sistema prisional. A violência associada à disputa pelo controle da região também aparece como ponto central da investigação. Segundo os autos, o território teria sido marcado por intensos tiroteios, homicídios e por uma crescente sensação de insegurança entre moradores. As ações atribuídas aos criminosos teriam imposto um cenário de grave comprometimento da ordem pública, impactando diretamente a rotina da população. Na tentativa de consolidar o domínio territorial, o Comando Vermelho teria criado um grupo específico, denominado “Bonde dos Crias do Catiri”, voltado a ações de invasão e ocupação. As investigações também revelaram o uso sistemático de grupos de WhatsApp como ferramenta de gestão criminosa. Foram identificados grupos que abrangiam diversas comunidades, como Catiri, Gardênia Azul, César Maia, Marcão, Juramento, Quitungo, Guaporé, Complexo do Alemão, CPX do 18 e Vila Kosmos. No caso do Catiri, dois grupos se destacam: “Trabalho eleição 2024” e “Tropa dos cria Catiri cv” (sic). De acordo com o Ministério Público, esses grupos funcionavam como verdadeiros centros de comando. Neles, Doca e Gadernal teriam emitido ordens sobre comercialização de drogas, escalas de plantão, definição de pontos de venda, monitoramento territorial, pontos de contenção, além de determinações envolvendo ataques a rivais, monitoramento de viaturas policiais e controle financeiro do tráfico. Em mensagens analisadas pelos investigadores, especialmente em um chat privado atribuído a Gadernal, foram encontradas imagens de cadernos com anotações manuscritas relacionadas à contabilidade do tráfico no Catiri. Para os promotores, o material se assemelha a uma espécie de “folha de pagamento” dos integrantes do grupo. Doca é apontado como uma das principais lideranças da estrutura criminosa, sendo descrito como chefe do tráfico em diversas comunidades do Rio e responsável por ordenar e financiar confrontos armados ligados à expansão do Comando Vermelho. Em um dos grupos analisados, o “Trabalho eleição 2024”, ele teria interagido ao menos 25 vezes, emitindo ordens sobre a instalação de novas bocas de fumo e monitorando a quantidade de armamento de grosso calibre. Também seria o responsável por articular a comunicação entre diferentes núcleos do tráfico e manter interlocução com milicianos. Já em um chat privado entre Gadernal e um suspeito identificado como Chel da Congo, teriam sido tratadas a contagem, distribuição e prestação de contas de armas, munições e drogas comercializadas na comunidade. Segundo a investigação, Gadernal chegou a determinar que o uso de fuzis fosse restrito ao período noturno. Ele também teria indicado que não entraria em confronto direto com a milícia naquele momento, priorizando ações contra forças policiais. Entre outras ordens, estaria o monitoramento da comunidade com uso de drones e a retirada de câmeras de segurança. Chel da Congo aparece como peça-chave na engrenagem criminosa, atuando como gerente e coordenando as bocas de fumo em processo de instalação. O ex-miliciano RD é descrito como homem de confiança de Doca. O grupo sob sua liderança, chamado “Equipe RD”, teria como objetivo atuar em invasões a territórios dominados por milicianos na Zona Oeste, incluindo regiões como Vargem Grande, Guaratiba e Santa Cruz. Ainda segundo os autos, a equipe seria responsável por ataques armados e execuções de rivais. Outro integrante citado é o suspeito conhecido como “4 Vulgo”, “4 Letra” ou “Ratinho”, que atuaria como soldado, repassando informações sobre a presença de viaturas policiais e sobre rivais capturados ou mortos. A investigação também aponta o envolvimento de Léo Barrão, descrito como responsável por gerenciar pontos de venda de drogas em Manguinhos e Vila Kennedy. Ele teria definido escalas de atuação nas bocas de fumo do Catiri e monitorado a movimentação de milicianos. Também seria responsável pela expansão do Comando Vermelho em Teresópolis e pelo fornecimento de armas e drogas para outras comunidades. Léo Barrão foi preso em 4 de abril de 2025, durante a “Operação Contenção”. Um outro suspeito, ainda não identificado, teria atuado na divulgação de fotos, vídeos e áudios relacionados à segurança da comunidade, informando sobre a presença policial e exaltando a facção. Ele também monitoraria milicianos, identificando veículos e armamentos. Já o criminoso conhecido como Tiricinha teria sido flagrado tentando adquirir fardamentos de natureza militar e roupas semelhantes às da Polícia Civil, enviando imagens para integrantes de maior hierarquia. Outro investigado, chamado Nego Velho, teria determinado que as vendas de drogas nas bocas de fumo fossem realizadas exclusivamente em dinheiro. Lázaro aparece em conversas tratando da abertura de novos pontos de venda, indicando a comercialização direta para usuários. O suspeito conhecido como Botafogo teria orientado os comparsas a manter sigilo nas comunicações, utilizando recursos como mensagens de visualização única, além de repassar instruções sobre formas de pagamento e rotas de atuação. Entre os nomes de destaque também está Mãozinha, conhecido como Mão de Gancho ou

Um dos traficantes que comanda a Lapa foi solto este ano

O Disque Denúncia (2253-1177) divulga, nesta quarta-feira (18), uma cartaz para auxiliar nas investigações da 5ª DP (Mem de Sá), a fim de obter informações que levem à localização e prisão dos traficantes Wilton Carlos Rabello Quintanilha, conhecido como “Abelha”, de 55 anos, um dos principais chefes da Organização Narcoterrorista Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro e Anderson Venâncio Nobre de Souza, vulgo “Piu ou Português”, de 47 anos. Os dois estão cadastrados no sistema penitenciário como sendo de “Altíssima Periculosidade” e comandam o tráfico de drogas na Lapa, no Centro do Rio de Janeiro.   As investigações começaram em outubro de 2024 na 5ª DP (Mem de Sá), que em novembro do ano passado indiciou 25 traficantes e pediu a prisão deles. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do RJ/Gaeco, que denunciou 30 pessoas. A delegacia identificou que a venda de entorpecentes na Lapa partia do Morro do Fallet/Fogueteiro – localizada na região central do Rio de Janeiro, estendendo-se pelos bairros de Santa Teresa e Rio Comprido. As investigações também apontaram que o maior ponto de drogas fica a 200 metros dos Arcos da Lapa, na região entre a Travessa Mosqueira e a Rua Joaquim Silva., e que também  teriam invadido casarões abandonados, e as transformaram em ponto de vendas de entorpecentes, que por sua vezes, eram anunciados no meio da rua, como em um “feirão”. As drogas que abastecem esses pontos são embaladas no Fallet/Fogueteiro e enviadas por táxis, mototáxis e “mulas” — quase sempre mulheres. “ Todas os tipos de drogas são vendidas nessas bocas de fumo, como maconha, cocaína, haxixe, crack e drogas sintéticas de toda a natureza”, afirmou o delegado Uriel Alcantara. Os dois são conhecidos por seus subordinados, na região como a “Tropa do Mel”, se referindo ao “Abelha” e “Tropa do Português”. As investigações que levaram à Operação Colmeia, deflagrada nesta terça-feira (16) pelas forças de segurança do RJ, apontavam que os traficantes liderados por “Abelha” e “Piu” também torturavam dependentes químicos que rondavam as bocas de fumo da Lapa. Eles também impuseram em meados do ano passado uma “taxa” diária a comerciantes que montam barracas no entorno da Escadaria Selarón, um dos pontos mais movimentados do bairro, e são obrigados a pagar até R$ 130 por dia. A polícia identificou comprovantes de transferências em nome do traficante de vulgo “Di Mulher”, comparsa de Abelha. Abelha é considerado um dos criminosos mais procurados do Rio. Ele está foragido desde julho de 2021, quando foi solto irregularmente pela porta da frente do Complexo de Bangu, apesar de possuir mandados de prisão ativos que somavam mais de 18 anos de pena. Em março de 2025, uma investigação anterior da 5ª DP já havia estourado um “bunker” ligado ao traficante na Lapa, um imóvel com passagens secretas e portas reforçadas usado para armazenamento de carga e esconderijo de criminosos. No final de 2023, a cúpula do Comando Vermelho (CV) decidiu afastar “Abelha” da presidência da organização após uma série de mortes e desavenças internas, marcando uma reestruturação nas lideranças do grupo. Alguns dos motivos seria que ele teria expulsado um traficante identificado como “Dourado” da comunidade da Providência sem a devida autorização do conselho. Ele também teria sido  responsabilizado por ordenar execuções de membros da própria facção que não haviam sido aprovadas pelas lideranças superiores, o que gerou instabilidade interna. Diante dessas condutas consideradas indisciplinadas, a liderança máxima do CV — decidiu colocar no cargo o traficante  Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, chefe do tráfico do Complexo do Alemão, na Zona Norte.  Segundo levantamento das inteligências das policiais do Rio, “Abelha” estaria se escondendo na Comunidade da Rocinha, em São Conrado, Zona Sul do Rio.  Anderson Venâncio, o “Piu”, atualmente, estava em liberdade condicional desde fevereiro deste ano, mas segundo informações ele não estaria assinando os termos da liberdade, junto ao Patronato Magarinos Torres (PMT) e não usava tornozeleira eletrônica.   Contra o traficante “Abelha”, constam 08 mandados de prisão, pelos mais diversos crimes e contra “Piu”, consta um mandado pelo crime de tráfico de drogas.  O Disque Denúncia, pede que quem tiver informações sobre a localização dos dois criminosos,  favor entrar em contato  pelos seguintes canais de atendimento:     Central de atendimento/Call Center: (021) – 2253 1177 ou 0300-253-1177WhatsApp Anonimizado: (021) – 2253-1177 (técnica de processamento de dados que remove ou modifica informações que possam identificar uma pessoa)Aplicativo: Disque Denúncia RJAnonimato Garantido

PM é suspeito de vender arma argentina e droga para narcomilícia em Anchieta; deputado aparece em investigação. Outros policiais estão envolvidos

Uma investigação sigilosa realizada em 2023 apontou que um policial militar teria negociado armas e drogas com integrantes de uma narcomilícia que atuava na comunidade Az de Ouro, no bairro de Anchieta, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O caso consta em documentos analisados pela Justiça do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com as apurações, o policial, conhecido pelo apelido de Ricardinho, seria um possível fornecedor de armamentos para o grupo criminoso. Em uma das conversas interceptadas durante a investigação, ele teria oferecido a um dos líderes da quadrilha, conhecido como Lacraia, uma pistola calibre 9 milímetros de fabricação argentina pelo valor de R$ 6 mil. No diálogo, Ricardinho chegou a compartilhar a imagem da arma. Em seguida, Lacraia indicou que o policial teria intermediado a venda do armamento para um homem conhecido como Mano, apontado como chefe do tráfico na comunidade. Posteriormente, em novas mensagens, Ricardinho teria reclamado com Lacraia que ainda não havia recebido o pagamento pela arma negociada. As investigações também indicam que o policial teria tratado da venda de uma carga de 140 quilos de maconha com um interlocutor. Outro policial militar, conhecido como Léo, também aparece nas apurações como alguém que mantinha contato com integrantes do grupo. Relação com político da Baixada A investigação cita ainda um deputado estadual que, na época dos fatos, exercia mandato como vereador em Nilópolis. Segundo os investigadores, ele mantinha relação próxima com Lacraia, a ponto de ambos se tratarem pelo apelido de “xará”, por terem o mesmo nome. Mensagens analisadas pela investigação mostram Lacraia enviando ao político dados pessoais e currículos de determinadas pessoas. Em algumas respostas, o parlamentar demonstrava concordância, o que levou os investigadores a suspeitar que o criminoso estaria solicitando indicações para nomeações. Além disso, Lacraia também mantinha contato com um assessor do deputado. Segundo os investigadores, o assessor preferia tratar de determinados assuntos por meio de ligações no WhatsApp, evitando conversas por mensagens escritas. As mensagens analisadas também indicariam a proximidade do criminoso com o meio político. O parlamentar citado nas investigações já foi condenado anteriormente a 11 anos, 11 meses e 15 dias de prisão por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico. Conversas revelam influência de policiais Em uma das conversas interceptadas entre Lacraia e o policial militar Léo, o criminoso afirmou que estava em “Nilo, no vereador”, em referência a Nilópolis. Em outra mensagem, Lacraia chegou a chamar o político de “patrão” e afirmou que o telefone que estava utilizando seria o “bom”, o que, segundo os investigadores, pode indicar a existência de outro aparelho usado para tratar de assuntos ilícitos. Os diálogos também sugerem que o policial Léo possuía influência na região onde Lacraia residia e entre grupos criminosos. Em uma das conversas, é citado que um homem identificado apenas como Rodrigo estaria usando o nome do policial para intimidar outras pessoas. No mesmo diálogo, Lacraia afirmou que, caso tivesse “problemas na rua”, pediria ajuda a Léo, o que, segundo os investigadores, demonstra a proximidade entre os dois. Conversas mencionam políticos da Baixada Outras mensagens analisadas pela investigação também citam a relação de Lacraia e de um homem identificado como Samyr com a política da Baixada Fluminense. Em uma conversa, um interlocutor conhecido como Marreta mencionou uma obra avaliada em R$ 77 milhões e reclamou que políticos locais não teriam repassado dinheiro ou cargos ao traficante Samyr. Ele solicitava a intervenção de Lacraia para resolver o problema. Em resposta, Lacraia afirmou que teria levado a demanda aos políticos e que um compromisso anteriormente assumido seria cumprido: a construção de um salão, piscina e quitinetes. Ele também pediu que os envolvidos deixassem de solicitar dinheiro ou cargos. Na sequência da conversa, Marreta afirmou discordar da situação e disse que o prefeito teria mandado um recado a Samyr, por meio do então vereador citado na investigação, afirmando que não poderia interferir na obra. As investigações sobre a atuação do grupo criminoso e seus possíveis vínculos com agentes públicos seguem sob análise da Justiça Uma outra situação mostra que diálogos que comprovariam o vínculo criminoso estável e permanente de Ricardinho e outro policial chamado Raphael e de outros policiais ainda não identificados com a quardilha, sendo recuperadas mensagens datadas de 10.11.2025 em que eles planejam lucrar 20 mil reais com um roubo de carga de guaraná, cujo valor total da mercadoria equivaleria a 170 mil reais, mas o produto seria vendido a um dono de depósito pelo valor de 100 mil reais. Raphael passou a Ricardinho  a localização exata do veículo que teria a carga roubada. Vejamos: RAPHAEL:” Aquela última rua, Marcos de Macedo. Última rua. Vira pra direita, lá no final daquela rua lá. Lá dá saída lá pro Gogó, sei lá. Pro Gogó não, outra parada, esqueci agora o nome. Vou te mandar aí onde está o carro “. Através de diálogos de Ricardinho com Costa se verificou que este apreende armas de fogo em incursões policiais e deixa de apresentá-las à Delegacia de Polícia, entregando-as, de forma rotineira e habitual, a Ricardinho . Aliás, as mensagens demonstram que a dupla utiliza os armários da P2 do 41º BPM para acautelar as armas desviadas nas ocorrências. Em determinado trecho da conversa, Ricardinho chega a reclamar de ter sido apreendida e desviada apenas uma arma de fogo em uma ocorrência realizada. Por fim, convém frisar que a troca de mensagens entre Ricardinho e Costaq confirmou não apenas os desvios de armamentos, mas também que Costa foi acionado pelo primeiro para participar da empreitada criminosa planejada pelo denunciado Raphael haja vista que Ricardo encaminhou para Costa , no dia 11.11.2025, a localização do veículo que seria objeto do roubo de carga e que estaria situado na”barreira”. Tais mensagens não deixam dúvidas, portanto, que os três PMs se associaram para praticar uma série de delitos de peculato desvio, tráfico de drogas, receptação, entre outros.

Traficante preso em resort de luxo responde por execução brutal após vítima ser arrancada de casa por grupo armado. SAIBA MAIS

Preso nesta semana em um resort de luxo à beira-mar na Costa Verde fluminense, o traficante Matheus Eduardo Tentempo, conhecido como “Dourado”, ainda responde por um homicídio ocorrido em 2018 que nunca chegou a julgamento. De acordo com a denúncia do Ministério Público, a vítima, Patrick, foi retirada à força de dentro de casa por um grupo armado e executada a tiros. O crime ocorreu por volta das 2h da madrugada, quando seis homens, usando toucas ninjas, roupas camufladas e portando fuzil, pistolas e granadas, foram até a residência da vítima. Os criminosos se passaram por policiais e bateram à porta exigindo que Patrick abrisse. Assim que ele abriu uma pequena fresta, o grupo invadiu o local, tomou seu telefone celular e o arrastou para fora da casa. Em seguida, efetuaram diversos disparos contra a vítima, que morreu pouco depois. Segundo a investigação, os suspeitos utilizaram uma estrutura logística que incluía carros, motos, rádios transmissores e o apoio de outros homens oriundos de comunidades do Rio de Janeiro, ainda não identificados. Após o homicídio, parte do grupo ainda teria realizado um “arrastão” na região, roubando passageiros de ônibus e motoristas que passavam pela localidade. Uma testemunha relatou que o crime teria sido motivado pela morte de um homem chamado Nicolas. Segundo ela, seis pessoas participaram da ação e três delas foram responsáveis por arrastar Patrick para fora da residência. A testemunha contou ainda que Patrick utilizou seu celular para acender a lanterna e verificar quem o chamava na madrugada. Nesse momento, os criminosos entraram na casa, arrancaram o telefone de suas mãos e o levaram para fora. O depoente disse ter visto homens armados com fuzis e pistolas. O pai da vítima afirmou ter ouvido o filho implorar por sua vida. Segundo ele, Patrick foi atingido por um disparo de fuzil na testa. O homem relatou que os criminosos perguntavam quem havia matado um homem chamado Ruan e que seu filho chegou a chamar alguns dos agressores pelos apelidos “Dourado” e “Loiro”, afirmando que os conhecia. Ainda de acordo com o relato, Patrick foi torturado antes de ser morto. O pai contou que ouviu o filho negar envolvimento na morte de Ruan enquanto era agredido. Ele também afirmou ter visto seis agressores no local, alguns armados com fuzis e outros com pistolas, além de granadas presas à cintura. O homem disse ainda que foi alvo de disparos efetuados por dois dos criminosos, identificados pelos apelidos “Zoio” e “Dourado”, mas não foi atingido. Outro depoimento importante foi o de um motorista de táxi. Ele relatou que havia sido chamado para uma corrida no bairro Atílio Marotti quando foi rendido por três homens armados, alguns com o rosto coberto. Um deles portava um fuzil e os demais pistolas. Segundo o taxista, os suspeitos disseram que “o problema não era com ele” e ordenaram que deixasse o local. Na delegacia, ele reconheceu um dos envolvidos, identificado como Luan. O motorista também ouviu integrantes do grupo afirmarem que estavam na região para vingar a morte de um companheiro. Policiais que atenderam a ocorrência relataram ter encontrado o corpo da vítima e recolhido projéteis de arma de fogo no local. Um carregador de fuzil ainda municiado também foi encontrado próximo ao corpo. Outra testemunha contou que naquela madrugada ouviu barulho e, ao sair para verificar, viu Lorran e Matheus, o “Dourado”, deixando a casa de seu pai armados com fuzil, pistola e granadas. Segundo ele, havia cerca de sete pessoas na ação, sendo três dentro da residência e outras do lado de fora, fechando o acesso à rua. O grupo utilizava dois carros, um Prisma branco e um Corolla. O depoente afirmou que seu pai chegou a ser abordado por “Dourado”, que estava com uma pistola em punho. Segundo o relato, os criminosos procuravam por um homem conhecido como “Lerdinho”, suspeito de ter matado Ruan. A testemunha acredita que Patrick acabou sendo executado por ser amigo de Lerdinho e estar frequentemente em sua companhia. Ela também afirmou ter visto o suspeito conhecido como “Zoio” e ouvido integrantes do grupo chamarem outro envolvido, identificado como Daniel, apelidado de “Nori”. Informações repassadas por moradores indicavam ainda que um homem chamado Jean seria o líder do grupo e teria ordenado a morte de Patrick. Durante interrogatório, alguns dos acusados negaram participação no crime. Lorran negou as acusações. Daniel, conhecido como Nori, admitiu envolvimento com o tráfico, mas disse não ter relação com o homicídio. Luan, que afirmou integrar o Comando Vermelho, também negou participação. Já Carlos Eduardo afirmou não ter participado da execução e disse apenas ter levado um homem do Rio de Janeiro até Petrópolis. Parte dos envolvidos no crime foi pronunciada pela Justiça e deverá responder a júri popular, mas a data do julgamento ainda não foi marcada. Na década passada, Dourado já havia sido apontado pela polícia como suspeito de comandar um esquema de tráfico de drogas em Petrópolis a partir do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A base da organização na Região Serrana seria o Morro do Neilor, enquanto o traficante permanecia na comunidade do Parque União. Segundo investigações da época, o esquema era considerado altamente lucrativo e operava de forma constante na região.

Polícia Civil deflagra operação contra esquema de tráfico internacional e lavagem de dinheiro em Cabo Frio

Policiais civis da 126ª DP (Cabo Frio) deflagraram, nesta sexta-feira (13/03), uma operação contra um esquema criminoso de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços nos municípios de Cabo Frio, Itaperuna e na região portuária do estado de São Paulo, nas cidades de Santos e São Vicente. Durante as diligências, agentes apreenderam uma arma, documentos e dispositivos eletrônicos. De acordo com a apuração, o alvo principal dessa operação é ligado ao tráfico internacional de cocaína da Bolívia e utiliza aeronaves particulares para o transporte ilegal de entorpecentes. Com o objetivo de lavar dinheiro obtido do tráfico, ele possui uma empresa de fachada no nome da ex-companheira. As investigações tiveram início, em 2025, após um criminoso, que utilizava o registro de atirador desportivo como forma de manter armas de fogo legalizadas, ter o certificado cancelado. Mesmo após a desqualificação, o homem não teria regularizado a destinação das armas dentro do prazo legal, o que motivou a apuração inicial por posse irregular de armamento de uso restrito. Com o avanço dos trabalhos de inteligência realizados pela unidade, os agentes identificaram uma movimentação financeira suspeita do investigado, com indícios de incompatibilidade entre a renda declarada e os valores movimentados. Foi constatado, ainda, que ele não possuía histórico de vínculos formais de trabalho, nem participação regular em atividades empresariais, o que ajudou a fundamentar as suspeitas de que os recursos seriam provenientes de ações criminosas. As apurações revelaram também que o investigado utilizava dois números de CPF, sendo um verdadeiro e outro clandestino, que já foi cancelado. Além disso, ele estava envolvido com uma empresa de fachada registrada em nome de sua ex-companheira, com o objetivo de movimentar e lavar o dinheiro criminoso. Em continuidade às diligências e diante das informações colhidas, os policiais identificaram transferências bancárias realizadas por traficantes de outros estados. Em 2022, foi flagrada uma transferência de R$26.550 mil de um líder do tráfico de drogas da Bahia, destinada ao investigado. Já em 2023, foi identificado que um narcotraficante da Bahia enviou R$ 30 mil para o homem. Os valores, segundo as investigações, seriam pagamentos relacionados à comercialização de entorpecentes. Desta forma, foi constatada a atuação do homem com tráfico internacional de cocaína, com uso de empresas de fachada e intermediários para movimentar valores provenientes dessa atividade criminosa. O investigado residia em um bairro nobre de Cabo Frio e mantinha forte vínculos com essa rede de distribuição de drogas. Além disso, durante o trabalho de inteligência estratégica da 126ª DP, foram identificados indícios de envolvimento do homem com a facção criminosa PCC. Além dos mandados de busca e apreensão que foram cumpridos, também houve o bloqueio de bens e valores dos investigados e de empresas ligadas ao grupo, no montante de até R$ 500 mil por pessoa, bem como o sequestro de imóveis e veículos. Também foi determinada a entrega de passaportes dos investigados no prazo de 48 horas, além de outras medidas cautelares, como a proibição de mudança de endereço sem autorização judicial e comparecimento periódico em juízo para justificar atividades. A operação desta sexta, portanto, teve como objetivo reunir novas provas, aprofundar a investigação financeira e desarticular o esquema de movimentação de recursos do narcotráfico, responsabilizando todos os envolvidos na organização criminosa.

Saiba mais sobre traficante holandês que seria beneficiado por uma suposta propina paga por uma advogada a um delegado da PF preso ontem. O criminoso tinha 40 imóveis no Rio

O traficante holandês Gerel Lusiano Palm, que segundo investigações seria beneficiado por uma suposta propina paga por uma advogada a um delegado da Polícia Federal preso nesta semana, foi acusado de tentativa de duplo homicídio na cidade de Noordeloos, na Holanda, em dezembro de 2016. A informação foi publicada pelo jornal Tennessee Tribune. De acordo com a reportagem, as duas vítimas — homens de 28 e 35 anos, moradores de Rotterdam — ficaram gravemente feridas no ataque. Ainda segundo o veículo, Palm foi preso em março de 2017, em Paramaribo, capital do Suriname, antiga colônia holandesa na América do Sul. No entanto, ele conseguiu fugir da prisão apenas 12 dias depois, após desarmar um guarda e mantê-lo sob a mira de uma arma durante a fuga. A escapada levantou suspeitas entre autoridades locais, já que, segundo fontes do sistema penal, seria praticamente impossível fugir da penitenciária de Duisburglaan, localizada no bairro Flora, nos arredores de Paramaribo, sem algum tipo de ajuda interna, devido ao alto nível de segurança do local. Palm voltou a ser preso em 2021, no Rio de Janeiro, acusado de tentativa de homicídio. Pelo crime, acabou condenado a 20 anos de prisão. Segundo reportagem publicada no ano passado pelo Portal AZ, Palm teria acumulado mais de 40 imóveis na cidade do Rio de Janeiro. Os bens estariam sendo administrados por sua esposa, que também chegou a ser mencionada no processo de extradição e atualmente cumpre prisão domiciliar. Durante o julgamento relacionado ao caso ocorrido na Holanda, uma das vítimas esteve presente e afirmou que não sabia por que Palm tentou matá-lo, já que os dois eram amigos. “O fato de ele querer fazer isso comigo realmente me afetou. Eu perdi a fé nas pessoas”, disse a vítima. Investigadores também ligam Palm ao líder do crime organizado Ridouan Taghi, apontado como chefe de uma das mais violentas organizações criminosas da Europa. De acordo com as investigações, Palm teria fugido da prisão no Suriname em um veículo de alto padrão que o aguardava do lado de fora do presídio. Ele possui um longo histórico criminal. Entre as condenações está uma sentença de nove anos de prisão por um tiroteio de vingança ligado ao tráfico de drogas, ocorrido em 2001. A polícia holandesa também suspeita do envolvimento de Palm no assassinato de Ronald Bakker, funcionário de uma loja de equipamentos de espionagem na cidade de Huizen, em 2015. O crime teria sido organizado por Taghi. Bakker foi morto perto de sua casa, e sua filha presenciou o assassinato. Investigadores acreditam que o crime possa ter sido motivado pelo fato de que a loja onde a vítima trabalhava havia sido alvo de buscas policiais após criminosos suspeitos comprarem dispositivos de rastreamento no estabelecimento. Palm chegou a ser preso no caso, mas acabou libertado poucos dias depois por falta de provas. Após deixar a prisão, ele decidiu se mudar para o Suriname, onde, segundo relatos, passou a viver sem grandes preocupações em se esconder das autoridades. Em 2016, o blogueiro de crimes holandês Martin Kok foi assassinado, e novamente surgiram suspeitas sobre a participação de Palm no caso. Na tentativa de capturá-lo, autoridades holandesas chegaram a dobrar a recompensa oferecida por informações sobre seu paradeiro, passando de cerca de US$ 18 mil para mais de US$ 36 mil. Considerado um dos maiores traficantes ligados ao crime organizado europeu, Palm aguarda atualmente a conclusão de seu processo de extradição no Brasil. O governo da Holanda busca levá-lo de volta à Europa, enquanto autoridades dos Estados Unidos também demonstraram interesse no caso, por meio da DEA, que investiga conexões internacionais do criminoso.

Preso em operação contra o CV no Chapadão foi acusado de outros crimes nos últimos anos sendo inclusive detido mas Justiça o liberou

Preso hoje durante operação contra o Comando Vermelho no Complexo do Chapadão, em Costa Barros, o traficante Macumbinha que era o principal alvo da ação já havia sido acusado de dois outros crimes nos últimos anos mas acabou liberado pela Justiça. Em 15 de abril de 2024, ele foi flagrado em São Matheus, em São João de Meriti, com 1,024 gramas de cocaína em 400 embalagens plásticas, contendo as inscrições “CPX DO BQ C.V PÓ”; 250,5 g (duzentos e cinquenta gramas) de Cannabis Sativa L (“Maconha”), acondicionada em 130 embalagens plásticas, contendo as inscrições “CPX DA CAIXA D´AGUA SJM SKANK C.V” e “CPX DO BQ MACONHA C.V”; e 78 g (setenta e oito gramas) de cocaína (Crack), acondicionadas em embalagens plásticas, contendo as inscrições “CPX DO BQ SJM C.V CRACK e 1 (um) rádio comunicador, No entanto, a Justiça considerou insuficiente as provas e o absolveu no ano passado. No dia 19 de abril de 2023, por volta de 23h50min, na Rodovia Presidente Dutra, na pista sentido São Paulo, altura do km 182, ele foi acusado de participar de uma tentativa de roubo usando um simulacro de arma de fogo e proferindo palavras de ordem da carga de um caminhão. O crime não restou consumado uma vez que o condutor do caminhão já havia realizado todas as entregas do dia e não havia carga a ser subtraída. Os acusados exigiram que ele mostrasse a nota fiscal contendo as informações. Após ver o documento, a dupla embarcou no automóvel e todos empreenderam fuga. Por conta disso, Macumbinha pegou um ano de prisão em regime aberto e não ficou preso.

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