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trafico de armas

Traficante preso em Niterói já fazia ponte internacional do tráfico desde 2017 e chegou a viajar ao Paraguai para comprar maconha

Carlos Alberto de Lima da Silva, o “Cascão”, já era identificado pela polícia, anos antes da prisão desta quarta-feira (19), como um dos responsáveis pela articulação internacional do tráfico de drogas. Investigações que remontam a 2017 apontam que ele atuava como gerente-geral do tráfico na comunidade Nova Brasília, em Niterói, e que chegou a viajar pessoalmente ao Paraguai para buscar carregamentos de maconha destinados à facção. Preso nesta quarta-feira (19) por policiais civis da 76ª DP (Niterói), durante a Operação Fronteira Quebrada, Cascão é apontado como integrante da estrutura do Comando Vermelho responsável pela coordenação do abastecimento de drogas e armas para comunidades da Região Metropolitana e do interior do Rio. Ele foi localizado no Fonseca, em Niterói, enquanto visitava a namorada. A investigação atual mostra que a atuação do criminoso não começou recentemente. Documentos de uma investigação anterior já descreviam Carlos Alberto, à época, como gerente-geral do tráfico na Nova Brasília, subordinado a “Pão com Ovo” e responsável diretamente pela compra de entorpecentes e armamentos, incluindo fuzis calibre 7,62 mm. Mais do que exercer uma função de gerenciamento dentro da comunidade, Cascão já era apontado naquele período como responsável por operações de tráfico com conexão internacional, especialmente no Paraguai. Celular colocou Cascão no Paraguai Um dos episódios mais contundentes registrados na investigação ocorreu quando Cascão teria ido pessoalmente ao Paraguai para adquirir um carregamento de maconha para a organização criminosa. A informação inicialmente surgiu a partir das declarações do delator Fernando Cesar, que apontou Carlos Alberto como um dos responsáveis pelo comando da venda direta de drogas na Nova Brasília, sob as ordens de “Pão com Ovo”. Segundo o relato, Cascão teria viajado ao Paraguai justamente para negociar e buscar a carga de maconha. A versão, porém, não ficou restrita ao depoimento do colaborador. O deslocamento internacional foi posteriormente confrontado com dados de telefonia. O geoposicionamento da antena ERB que atendia o celular utilizado por Cascão indicou que ele efetivamente estava no Paraguai na data apontada pela investigação. Em depoimento prestado em juízo, o delegado Luiz Henrique Pereira confirmou a informação e explicou que o deslocamento mencionado pela testemunha foi corroborado pelo posicionamento da antena de telefonia. Os agentes Bernardo Mendonça e Alexandre Davi também confirmaram judicialmente os elementos reunidos durante a investigação. Conversas da própria família também foram interceptadas As investigações reuniram ainda interceptações telefônicas que reforçaram a ligação de Cascão com o comércio de drogas. Uma das conversas ocorreu entre o criminoso e sua própria avó. Em outro diálogo, Cascão conversou diretamente com um integrante da organização sobre assuntos relacionados à maconha e ao tráfico de drogas. O conjunto de provas levou os investigadores a apontarem que ele não exercia apenas uma função periférica na organização. Segundo a investigação, sua atuação estava diretamente ligada à estrutura responsável pela aquisição, transporte e distribuição dos entorpecentes. Naquele período, Cascão era descrito como gerente-geral do tráfico na Nova Brasília, posição que o colocava no centro da logística de abastecimento da comunidade. Prisão no Paraguai em 2019 A conexão internacional apontada nas investigações acabou levando o criminoso a ser preso no próprio Paraguai. Em 2019, Carlos Alberto foi capturado em Presidente Franco, no país vizinho, em uma investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro que apurava justamente sua participação na estrutura responsável pelo fornecimento de drogas e armas para comunidades de Niterói. Na ocasião, ele chegou a ser apontado como possível substituto do traficante conhecido como “Marcelo Piloto”. O histórico, portanto, revela uma trajetória que vai muito além da atuação local. Anos antes de ser preso novamente em Niterói, Cascão já aparecia nas investigações como um elo entre os fornecedores internacionais e a estrutura do tráfico instalada nas comunidades fluminenses. De gerente da Nova Brasília a operador da logística da facção Após deixar o sistema prisional, em dezembro do ano passado, segundo as investigações mais recentes, Cascão teria retomado suas atividades criminosas em Niterói. Desta vez, passou a exercer funções financeiras e logísticas dentro da organização, utilizando suas ligações com comunidades como Nova Brasília, no Fonseca, e Morro do Castro, em São Gonçalo, para coordenar a aquisição e o abastecimento de drogas e armamentos destinados a territórios controlados pela facção. As diligências da 76ª DP apontaram ainda que o criminoso participava do gerenciamento da preparação e da embalagem dos entorpecentes e da definição de diretrizes relacionadas à segurança armada das comunidades. A Operação Fronteira Quebrada é resultado de quatro meses de investigação, com utilização de técnicas de inteligência, monitoramento e cruzamento de dados. O objetivo é desmontar a estrutura do narcotráfico que exerce domínio territorial sobre o Morro do Estado, Chácara, Arroz e comunidades vizinhas, em Niterói. As investigações continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa e esclarecer toda a cadeia responsável pela movimentação de drogas e armamentos.

Dados de CACs foram usados para abastecer esquema de tráfico de armas para facções no Rio

Dados e certificados de registro de atiradores e colecionadores de armas (CACs) foram utilizados de forma fraudulenta para a compra de armas e munições que, segundo a investigação da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), acabaram inseridas em um esquema de abastecimento de organizações criminosas no Rio de Janeiro. A Polícia Civil concluiu a investigação sobre o grupo especializado na compra, montagem e comercialização ilegal de armas de fogo, munições e acessórios para organizações criminosas. Uma decisão da Justiça, porém, detalhou as diligências que foram consideradas essenciais para que a polícia pudesse esclarecer completamente a atuação do grupo, identificar os demais envolvidos e chegar aos destinatários finais do armamento. Entre as providências apontadas pela Justiça estão a perícia e extração dos dados de três celulares, três HDs e um tablet apreendidos com os investigados, a identificação e oitiva de outros integrantes da associação criminosa e o depoimento dos CACs cujos dados foram utilizados nas compras fraudulentas. A decisão também destaca a necessidade de descobrir quem eram os integrantes responsáveis pelo recebimento final das armas. O juiz Gustavo Gomes Kalil, do 1º Juízo das Garantias da Comarca da Capital, considerou que essas diligências eram indispensáveis para o aprofundamento da apuração e prorrogou por 30 dias a prisão temporária de dois investigados. Perícia nos celulares deveria revelar a estrutura do grupo De acordo com a decisão judicial, a análise dos três celulares, três HDs e um tablet apreendidos deveria permitir aos investigadores identificar outros coautores, mapear a estrutura da associação criminosa e descobrir o destino final do armamento comercializado. A polícia também deveria identificar e ouvir os demais integrantes do grupo. A Justiça apontou que essa medida era necessária porque os investigados poderiam, caso fossem colocados em liberdade, alertar comparsas ainda não localizados e comprometer a obtenção de provas. Outro ponto determinado na apuração era a oitiva dos CACs que tiveram seus documentos utilizados. Os investigadores deveriam esclarecer como os dados e certificados de registro dessas pessoas foram utilizados para viabilizar as compras e se os titulares dos registros tinham conhecimento das operações. Investigação identificou compra de mais de 10 mil munições A investigação durou aproximadamente cinco meses e identificou a compra clandestina de mais de 10 mil munições para fuzis e pistolas, além de dezenas de carregadores. Segundo a Polícia Civil, as aquisições movimentaram aproximadamente R$ 150 mil. O grupo também teria adquirido clandestinamente quatro fuzis e oito pistolas. A apuração contou com apoio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Operação Desarme. Busca apreendeu arsenal e impressora 3D Os elementos reunidos durante a investigação levaram a Desarme a representar pela prisão temporária dos principais investigados e pela realização de buscas. Os mandados foram cumpridos em 26 de junho de 2026. Durante a operação, os policiais apreenderam dois fuzis calibre 5,56, quatro pistolas, mais de 200 munições, peças suficientes para a montagem de mais de dez fuzis e cinco pistolas, carregadores e outros acessórios. Também foram encontradas duas granadas e uma impressora 3D que, segundo a investigação, era utilizada para fabricar componentes de armas de fogo. A operação resultou ainda na apreensão de quatro veículos roubados e clonados e aproximadamente R$ 20 mil em espécie. Cinco criminosos foram presos e um adolescente foi apreendido. Entre os presos estavam os dois principais investigados pelo tráfico de armas. Esquema envolvia compra, montagem e venda de armas Segundo a Polícia Civil, a estrutura investigada atuava em diferentes etapas do comércio ilegal de armamentos. O grupo era responsável pela aquisição clandestina de armas, munições e componentes, pela montagem dos armamentos e pela posterior comercialização do material para organizações criminosas. A quantidade de peças encontrada reforçou a suspeita de que havia capacidade para montar dezenas de armas. A impressora 3D encontrada durante as buscas também passou a integrar o conjunto de provas da investigação. Justiça determinou aprofundamento para chegar aos destinatários A decisão judicial mostra que, além da apreensão do arsenal e da identificação dos principais envolvidos, a investigação precisava avançar sobre a estrutura que recebia as armas. Por isso, foram consideradas essenciais a análise dos equipamentos eletrônicos, a identificação dos demais integrantes da associação criminosa, a localização e oitiva dos CACs utilizados nas compras fraudulentas e a identificação dos responsáveis pelo recebimento final do armamento. Segundo a investigação, esse conjunto de diligências permitiria reconstruir a cadeia completa do esquema — desde a utilização fraudulenta dos documentos para aquisição das armas até o destino do armamento que seria comercializado para organizações criminosas. Com a conclusão do inquérito, os dois principais investigados foram indiciados por associação criminosa majorada e comércio ilegal de armas de fogo, acessórios e munições. A Polícia Civil também representou pela conversão das prisões em preventivas.

Investigação revela negociação de fuzis por R$ 120 mil para abastecer traficantes da Nova Holanda; operação prendeu integrante da quadrilha no RS

A prisão de um integrante da organização criminosa especializada no fornecimento de armamentos para traficantes do Comando Vermelho da Favela da Rocinha, realizada nesta quarta-feira (05), em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, expôs novos detalhes da investigação conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. O documento que embasou a denúncia criminal revela uma estrutura altamente organizada, responsável por adquirir, financiar, transportar e distribuir armamentos de guerra destinados a comunidades dominadas pela facção, além de apontar uma negociação de R$ 120 mil para a compra de fuzis calibre 7,62 que seriam entregues ao tráfico na Nova Holanda, no Complexo da Maré. A captura ocorreu durante uma ação da Delegacia de Capturas e Polícia Interestadual (Polinter), com apoio da Polícia Civil gaúcha. Segundo as investigações, o preso exercia papel estratégico nos núcleos financeiro e logístico da organização, sendo responsável por organizar pagamentos, custear o transporte das armas e acompanhar toda a operação até a chegada do carregamento ao Rio de Janeiro. As investigações começaram após uma apreensão feita pela Polícia Rodoviária Federal, em abril de 2024, na Rodovia Presidente Dutra, em Seropédica. Na ocasião, Felipe de Souza dos Santos foi preso em flagrante enquanto transportava, em uma Volkswagen Saveiro, um carregamento composto por dois fuzis, uma espingarda, carregadores e munições. As apurações apontaram que o arsenal havia saído do Rio Grande do Sul e seria entregue a traficantes do Comando Vermelho na Rocinha. Com o aprofundamento das diligências, os investigadores identificaram uma organização criminosa com divisão de tarefas entre seus integrantes. Segundo a denúncia apresentada à 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa, Alexandre Albara era o responsável por adquirir, ocultar e manter sob sua posse o material bélico no Rio Grande do Sul até que fosse transportado para o Rio de Janeiro. Além disso, ele também responde por integrar organização criminosa armada. Já Deividsson Nunes Gonçalves exercia a coordenação logística e financeira da quadrilha. Conforme o documento, ele organizava os pagamentos, monitorava em tempo real o trajeto do carregamento, alertava o motorista sobre a presença de policiais rodoviários e efetuava pagamentos para remunerar Felipe pelo transporte das armas. Renato de Souza Ferreira era apontado como o responsável pelo financiamento da operação criminosa. De acordo com a investigação, ele realizava repasses financeiros, inclusive por meio de transferências via PIX, para custear o deslocamento do armamento do Sul do país até o Rio de Janeiro. O transporte propriamente dito ficava a cargo de Felipe de Souza dos Santos, preso em flagrante pela PRF durante a apreensão em Seropédica. Segundo a denúncia, ele era o encarregado de conduzir os carregamentos de armamentos entre os estados, utilizando uma Volkswagen Saveiro para esconder o material bélico. Um dos trechos que mais chama a atenção na investigação envolve Marcelo Ferreira Lima, apontado como integrante da associação voltada ao tráfico de drogas na Nova Holanda, no Complexo da Maré. Conforme o documento, ele era o responsável pela aquisição de armamentos para o grupo criminoso instalado na comunidade. A denúncia revela que, entre o início de 2024 e abril daquele ano, Marcelo negociou diretamente com Felipe a compra de fuzis calibre 7,62 pelo valor de R$ 120 mil. O armamento seria destinado a reforçar o arsenal do Comando Vermelho na Nova Holanda, aumentando o poder de fogo da facção na disputa territorial. Todos os denunciados respondem por organização criminosa armada e comércio ilegal de armas de fogo. A Polícia Civil destaca que as investigações continuam para localizar e prender os demais integrantes da quadrilha, que já foram identificados e indiciados, e que atuava de forma estruturada na aquisição, financiamento, transporte e distribuição de armamentos de alto poder destrutivo para traficantes do Comando Vermelho em diferentes comunidades do Rio de Janeiro. Outras informações: https://www.instagram.com/p/Dbq9tG8Bem_/

Traficantes da Penha (CV) estariam vendendo armas por aplicativo de conversa. Veja alguns dos supostos anúncios

O canal Zona de Conflito RJ informou que traficantes do Complexo da Penha estariam supostamente vendendo fuzis por meio de grupos de WhatsApp, O canal disse ter conseguido lmagem de um dos fuzis, um Taurus T4, que teria sido ofrrtado Essa arma teria sifo visto em uma espécie de “aula de drone” no Complexo da Penha. De acordo com relatos , o fuzil pertenceria a Pedro Bala, responsável pelo tráfico na Vila Kosmos e Juramento.

Da China e dos EUA ao crime no Rio: investigação revela rede nacional de produção e tráfico de fuzis. Um dos principais fornecedores foi preso hoje na Maré pela PF

A investigação que resultou em uma operação hoje da Polícia Federal no Complexo da Maré que terminou na prisão de envolvidos na produção e distribuição de fuzis em larga escala revelou que a quadrilha atua pelo menos desde 2023 com o tráfico internacional de armas e organização criminosa. O bando realizava a importação de componentes de armas de fogo de uso restrito, notadamente kits de fuzis e peças acessórias, oriundos dos Estados Unidos e da China, para com eles realizar a montagem em uma fábrica clandestina em Santa Bárbara D’Oeste/SP, com posterior entrega das armas às facções criminosas do Rio de Janeiro. Em 20 de agosto de 2025, dois integrantes do grupo foram presos quando transportavam peças suficientes para a montagem de 80 fuzis para um imóvel em Americana/SP, que segundo a polícia servia como depósito para o grupo. A materialidade foi comprovada por laudos técnicos que confirmaram: (i) a presença de maquinário industrial de precisão (CNC) na fábrica, compatível com a produção de armas (Laudo nº +751/2025); (ii) a existência de 2.018 arquivos de modelos 3D e 1.230 arquivos de programação CNC para peças de fuzis AR-15/M16 nas mídias apreendidas (Laudo nº 778/2025); e (iii) a natureza do material bélico apreendido no depósito (Laudo nº 766/2025). […] Alguns dos envolvidos faziam parte de uma mão de obra especializada para operar o maquinário na fábrica clandestina. Em 10 de outubro de 2023, um dos investigados foi preso na posse de 47 fuzis. Naquela ocasião foi descoberta uma fábrica de montagem de armas que operava sob a fachada de uma fábrica de móveis em Belo Horizonte/MG. Segundo aponta a prova até aqui colhida, esse preso, em prisão domiciliar, teria logrado transferir a produção dos fuzis para uma nova fábrica, desta feita em Santa Bárbara D’Oeste/SP, agora sob a fachada de uma fábrica de peças aeronáuticas e serviços de usinagem Em 09 de setembro de 2024, um outro membro do grupo foi preso em flagrante transportando 13 fuzis. A análise pericial feita a partir de quebra de sigilo de dados telemáticos deferida por esse juízo demonstrou que o armamento tinha como ponto de origem o município de Americana/SP, nas imediações da fábrica investigada, e como destino final o Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. As comunicações revelaram uma rotina de entregas ( remessas de 17 fuzis poucos dias antes) e novamente unindo a produção em São Paulo e o fornecimento às facções cariocas. Em 08 de agosto de 2025, com o prosseguimento das investigações e monitoramento do bando, a Receita Federal em Campinas/SP interceptou remessas oriundas dos Estados Unidos contendo componentes de fuzis dissimulados em caixas de piscinas e cadeiras de escritório, num total de 149 peças de fuzis. A ação de hoje A PF prendeu hoje na Maré três homens, entre eles o principal responsável pela logística do fornecimento de armas e munições para uma das maiores facções criminosas em atuação no estado do Rio de Janeiro, o Terceiro Comando Puro. Outro preso foi um homem que que auxiliava o principal alvo na tentativa de se evadir da Justiça*. Também foram apreendidos um fuzil, carregadores de alta capacidade, munições, um colete à prova de balas, celulares e documentos. Um dos foragidos preso na ação de hoje foi identificado como operador-chave da estrutura logística de fornecimento de material bélico para uma das maiores facções criminosas em atuação no Rio de Janeiro. Ele já havia sido alvo de investigações em outras regiões do Brasil pelo envolvimento na operação de fábricas clandestinas de fuzis, o que evidencia a dimensão nacional de sua rede de fornecimento de armamentos. Os crimes praticados pelo homem incluem organização criminosa majorada, fabricação ilegal de arma de fogo de uso restrito, comércio ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro. Um terceiro indivíduo foi preso por força de mandado judicial estava foragido pelo crime de tentativa de homicídio qualificado, além de também estar vinculado ao referido grupo criminoso que impõe domínio estruturado sobre diversas áreas do Complexo da Maré, por meio de intimidação, controle de acessos e supressão de direitos fundamentais da população local.

Dentro do ‘Mercado das Armas’: a rede de WhatsApp usada para vender revólveres e munições no RJ”

Uma investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro expôs o que os agentes descrevem como um esquema estruturado de negociação de armas de fogo e munições por meio de aplicativos de mensagem, especialmente o WhatsApp, funcionando como uma espécie de “feirão digital do crime”. O caso veio à tona a partir de uma operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense (DRE-BF), que apura denúncias de comércio ilegal de armamento pela internet. A prisão em flagrante realizada em São João de Meriti, é tratada pelos investigadores como um dos desdobramentos do mapeamento desse ambiente digital de vendas ilícitas. Segundo relatório policial, o investigado utilizava redes sociais e aplicativos de mensagem para armazenar imagens de armas, munições e registros de negociações, além de pesquisas relacionadas à compra de peças e acessórios bélicos em plataformas de comércio eletrônico. WhatsApp como vitrine do crime O material analisado pelos agentes aponta para a existência de conversas e grupos com dinâmica de compra e venda de armamentos. Em um dos dispositivos apreendidos, a polícia identificou capturas de tela de um grupo de WhatsApp identificado como “MERCADO DAS ARMAS”, onde seriam compartilhados anúncios de revólveres e negociações diretas entre usuários. Além das conversas, foram localizadas imagens de armas de fogo, grandes quantidades de munições e registros de valores em dinheiro, elementos que, segundo a investigação, reforçam a hipótese de circulação ativa de material bélico fora dos canais legais. Em outro conjunto de arquivos, aparecem ainda pesquisas sobre pistolas e acessórios de armas em sites de comércio eletrônico, como modelos Glock e PT92, frequentemente associados a armamentos de uso restrito. Rede paralela de negociação e anúncios De acordo com a polícia, o conteúdo extraído dos aparelhos indica que o aplicativo era utilizado não apenas para conversas, mas como ferramenta de divulgação de ofertas, com envio de imagens de revólveres, munições e combinações de entrega em diferentes pontos do município de São João de Meriti. Em uma das conversas analisadas, segundo o relatório, há indícios de negociação direta de arma de fogo com definição de valor e local de entrega, o que, para os investigadores, caracteriza uma dinâmica de mercado paralelo operando de forma contínua. Dinâmica digital do comércio ilegal A investigação aponta ainda que esse tipo de operação segue um padrão: armazenamento de imagens de armamento em celulares, circulação em grupos fechados e negociação individual por mensagens privadas, criando uma rede descentralizada e de difícil rastreamento. Para a polícia, esse modelo representa uma adaptação do comércio ilegal às plataformas digitais, onde o WhatsApp assume o papel de canal principal de oferta, contato e fechamento de transações. Elementos encontrados na residência Durante a diligência que deu origem ao caso, os agentes também localizaram munições de diferentes calibres na residência investigada, além do acesso autorizado aos aparelhos celulares que permitiram a extração do material analisado. Segundo o relatório, o conjunto de elementos — munições, imagens, conversas e buscas online — foi considerado pelos investigadores como indícios convergentes de atuação no comércio ilegal de armas. Investigação em andamento A Polícia Civil trata o caso como parte de uma investigação mais ampla sobre circulação de armamento em ambientes digitais, especialmente aplicativos de mensagem, que vêm sendo monitorados como possíveis canais de negociação clandestina. O material apreendido segue em análise, e o caso será encaminhado para avaliação jurídica quanto ao enquadramento final das condutas.

Alvo de operação de hoje que prendeu sua mulher, Rabicó expandiu seus domínios em São Gonçalo e tinha esquema de envio de armas diretamente da fronteira com o Paraguai

Uma investigação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio revelou detalhes de um esquema interestadual de envio de armas para traficantes do Comando Vermelho em São Gonçalo, envolvendo fornecedores ligados à fronteira com o Paraguai e integrantes da facção que atuam no Complexo do Salgueiro e no Jardim Catarina. Segundo documentos obtidos pela reportagem, o traficante Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó” ou “Coroa”, apontado como uma das principais lideranças do CV na região, mantinha contato com fornecedores responsáveis pelo abastecimento de armamentos destinados à facção. As investigações apontam que parte das armas chegava ao Rio de Janeiro a partir de Foz do Iguaçu, no Paraná, área considerada estratégica para o tráfico internacional de armamentos vindos do Paraguai. Outro fornecedor citado nos autos é um homem identificado pelo vulgo “Imperador”, apontado como um dos responsáveis pelo fornecimento bélico da organização criminosa. Arsenal pesado abastecia comunidades dominadas pelo CV A estrutura investigada abasteceria traficantes que atuavam no Complexo do Salgueiro e também no Jardim Catarina, para onde o grupo criminoso expandiu suas operações nos últimos anos. De acordo com o Ministério Público, integrantes da facção eram frequentemente vistos circulando com armamento pesado nas comunidades controladas pelo grupo. Em uma das operações realizadas anteriormente no Salgueiro, agentes apreenderam munições de calibre 5.56, pistolas e carregadores de fuzil, reforçando as suspeitas sobre a existência de uma rota permanente de abastecimento de armas para o Comando Vermelho em São Gonçalo. Rabicó ampliou domínio do CV após deixar a prisão As investigações mostram que Rabicó reassumiu o comando do tráfico no Complexo do Salgueiro após deixar a prisão, em novembro de 2019. A partir daí, segundo os investigadores, o criminoso ampliou os domínios da facção para o Jardim Catarina, uma das maiores comunidades de São Gonçalo. Além do tráfico de drogas, o grupo é acusado de participação em roubos de carga, extorsões contra comerciantes e moradores e venda de cargas roubadas. A denúncia aponta ainda que a quadrilha possuía divisão de tarefas bem definida. Rafael Teixeira Guimarães Peixoto, o “Funil”, seria um dos principais homens de confiança de Rabicó e responsável pelo recebimento de drogas, armas e munições que chegavam às áreas controladas pela facção. Já Luan Lourenço Laube, conhecido como “Bola”, atuaria no transporte de drogas entre comunidades dominadas pelo CV. Jhonny Ribeiro da Silva é apontado como participante da movimentação de drogas e de confrontos armados entre facções rivais. Leonardo Riccio de Almeida Barros, o “Léo da Providência”, teria função de segurança pessoal de Rabicó e atuação armada nas bocas de fumo. Operação desta sexta teve mulher de Rabicó presa A nova ofensiva da Polícia Civil realizada nesta sexta-feira teve como alvo a estrutura criminosa ligada ao traficante. Durante a operação, a companheira de Rabicó foi presa pelos agentes. O caso tramita na Vara Criminal Especializada em Organizações Criminosas, após a Justiça reconhecer que o grupo atuava de forma estruturada e armada em diferentes regiões de São Gonçalo. A investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) revelou uma sofisticada estrutura criminosa voltada à ocultação, dissimulação e lavagem de recursos ilícitos provenientes do tráfico de drogas, principalmente no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. Segundo os levantamentos da especializada, o esquema movimentou mais de R$ 453 milhões. As ações ocorrem simultaneamente em diversos municípios do estado do Rio de Janeiro, como a capital, São Gonçalo, Duque de Caxias, Itaboraí, Iguaba Grande, Armação dos Búzios e São João de Meriti. Também são cumpridos mandados em outros estados, incluindo cidades de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão. A operação é resultado de aproximadamente um ano e quatro meses de investigação da DRE-CAP, que identificou uma estrutura criminosa com atuação interestadual voltada à lavagem de dinheiro para a facção. Os mandados de prisão, busca e apreensão e as medidas patrimoniais foram deferidos pela 1ª Vara Criminal Especializada em Combate ao Crime Organizado, após denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Durante as investigações, os agentes captaram diálogos envolvendo Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó”, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho, e o principal operador financeiro da facção. Segundo a apuração, ele era responsável pela lavagem de dinheiro, gerenciamento de empresas de fachada, movimentações bancárias e utilização de terceiros para ocultar patrimônio e valores ilícitos. As diligências apontaram que o investigado atuava como verdadeiro gestor financeiro da organização criminosa. O esquema utilizava empresas de reciclagem e ferros-velhos, contas bancárias de passagem, depósitos fracionados em espécie, emissão de notas fiscais falsas e intensa movimentação financeira entre empresas ligadas ao grupo para conferir aparência de legalidade aos recursos oriundos do tráfico. A investigação identificou ainda que empresas do ramo de reciclagem e comércio de sucatas transferiam milhões de reais diretamente para contas do investigado e de empresas controladas por ele, funcionando como engrenagens de financiamento do narcotráfico. A DRE-CAP também apurou indícios de receptação qualificada, aquisição de materiais de origem suspeita e pulverização de recursos em diversas contas bancárias para dificultar o rastreamento dos valores. Durante a apuração, equipes da DRE realizaram monitoramentos que identificaram áreas utilizadas para a queima clandestina de cabos de cobre e estabelecimentos vinculados ao operador financeiro, reforçando os indícios de integração das atividades ilícitas à cadeia de lavagem de dinheiro da facção. Os valores movimentados pelo esquema foram identificados a partir de Relatórios de Inteligência Financeira (RIF/COAF), análises bancárias, afastamentos de sigilos fiscal, telefônico e telemático, além de cruzamentos de dados financeiros e patrimoniais realizados ao longo da investigação. O MPRJ enunciou e obteve 55 mandados de prisão preventiva contra integrantes da quadrilha de Rabicó. s.A denúncia do GAECO/MPRJ relata que, sob a liderança do denunciado Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó”, o Comando Vermelho consolidou no Complexo do Salgueiro um quartel-general fora da capital fluminense, abrangendo as comunidades localizadas nos bairros do Porto do Rosa, Itaúna, Fazenda dos Mineiros, Palmeiras, Itaóca, Praia da Luz, Jardim São Lourenço e Recanto das Acácias.Ainda De acordo com a denúncia, “Rabicó” estruturou, com o auxílio dos demais denunciados, uma

Fraude em CAC é ligada a esquema que abasteceria traficantes do Salgueiro (CV) com fuzis, aponta investigação”

Uma investigação sobre fraudes no Fundo Nacional de Saúde revelou um suposto esquema de obtenção ilegal de registros de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) que estaria sendo utilizado para abastecer traficantes do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, com armamento pesado. De acordo com as apurações, o investigado que teria fraudado o processo para obter o certificado também é apontado por envolvimento com o tráfico de drogas na região. A suspeita das autoridades é de que o registro irregular funcionava como facilitador para a compra e circulação de armas, incluindo fuzis. Diante dos indícios, a investigação foi desmembrada. A parte relacionada à fraude na emissão de certificados de CAC — por envolver possível afronta a interesses da União e do Exército Brasileiro — segue sob responsabilidade da Justiça Federal. Já a apuração sobre a ligação do suspeito com o tráfico no Complexo do Salgueiro foi encaminhada à Justiça Estadual. Segundo elementos reunidos pela polícia, há indícios de que o investigado mantinha contato direto com lideranças do tráfico na comunidade, considerada uma das principais áreas de atuação do Comando Vermelho em São Gonçalo. Entre os nomes citados está o de um traficante conhecido como “Jogador”, apontado como figura de destaque na região. Material obtido na investigação indicaria que o suspeito teria negociado armas com ele, incluindo armamento de alto poder, como fuzis. As apurações também identificaram contatos com outro criminoso, conhecido como “B”, com quem teriam sido discutidos temas como tráfico de drogas, homicídios e comércio ilegal de armas. Diante do avanço do caso, o Ministério Público Estadual solicitou a prisão temporária dos envolvidos. A Justiça, no entanto, entendeu que ainda é necessário aprofundar as investigações, destacando a importância de individualizar de forma detalhada a conduta de cada suspeito. O caso expõe, segundo a linha investigativa, uma possível conexão entre fraudes documentais e o fortalecimento do poder bélico de organizações criminosas que atuam na Região Metropolitana do Rio.

Investigação aponta que traficante mineiro abastecia Celsinho da Vila Vintém com 200 kg de pasta base de cocaína e lavava dinheiro com Peixão em farmácias no RJ

Uma investigação conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) revelou que o traficante conhecido como “Bim”, que se encontrava escondido na comunidade de Parada de Lucas, na Zona Norte do Rio de Janeiro, era responsável pelo fornecimento mensal de aproximadamente 200 quilos de pasta base de cocaína ao criminoso conhecido como “Celsinho da Vila Vintém”. Além disso, ele também teria atuado no auxílio à lavagem de dinheiro do tráfico em estabelecimentos farmacêuticos no Estado do Rio de Janeiro, em associação com o traficante “Peixão”. De acordo com as apurações, Bim comandava uma complexa organização criminosa com base na Região Metropolitana de Belo Horizonte, especialmente no município de Vespasiano (MG). As ações das forças de segurança contra o grupo resultaram, nos primeiros anos desta década, na apreensão de mais de uma tonelada de cocaína, cerca de R$ 600 mil em espécie e no sequestro de ao menos dez imóveis de alto padrão. As investigações apontam que os líderes da organização estruturaram uma espécie de “consórcio criminoso” com o objetivo de adquirir grandes quantidades de entorpecentes em outros estados da federação, reduzindo custos e ampliando os lucros. Paralelamente ao tráfico, os integrantes passaram a acumular patrimônio incompatível com suas rendas declaradas, especialmente em imóveis e veículos, valendo-se de mecanismos típicos de lavagem de dinheiro. Mesmo diante de sucessivas operações policiais, o grupo não interrompeu suas atividades. Ao contrário, demonstrou elevado grau de resiliência e capacidade de adaptação, passando a operar de forma ainda mais sofisticada. Nesse contexto, Bim teria se deslocado para o Rio de Janeiro, de onde passou a coordenar e expandir as atividades ilícitas, enquanto integrantes permaneciam em Minas Gerais responsáveis pela logística e fluxo financeiro. Segundo o MPMG, ao se estabelecer em território fluminense, o investigado passou a contar com a proteção armada da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), liderada por “Peixão”, também conhecido como “Pastor”. Mais do que abrigo, a relação evoluiu para uma aliança estratégica, na qual Bim se consolidou como um dos principais fornecedores de pasta base e cloridrato de cocaína para o TCP, além de abastecer integrantes do Comando Vermelho (CV) e da facção Amigos dos Amigos (ADA). A análise de dados extraídos de aparelhos celulares atribuídos ao investigado revelou diálogos que indicam a negociação de grandes carregamentos de drogas oriundas da Bolívia, referida nas conversas como “Bola”. As mensagens também apontam a comercialização de armamentos de alto calibre, como fuzis 5.56 e 7.62, adquiridos no exterior, evidenciando o elevado poder bélico da organização. As investigações identificaram ainda que Bim controlava a produção e prensagem de cocaína com as logomarcas “Lampião” e “Bugatti”, associadas a drogas de alta pureza. Uma dessas remessas — cerca de meia tonelada — foi anteriormente interceptada pela Polícia Rodoviária Federal no Arco Metropolitano, no Rio de Janeiro. Nos diálogos analisados, o investigado também orientava subordinados quanto à aquisição de maquinário industrial para prensagem e embalagem de entorpecentes, mencionando valores aproximados de R$ 80 mil para a máquina e R$ 20 mil para insumos de embalagem. Em uma das conversas, ele afirma possuir capacidade para fornecer até 200 quilos mensais de pasta base ao traficante “Celsinho da Vila Vintém”. Bim foi preso em 19 de janeiro de 2023, durante operação conjunta da Polícia Civil de Minas Gerais com a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ele foi localizado no interior da comunidade de Parada de Lucas, portando uma pistola Glock calibre 9mm adaptada para disparos em rajada, documento de identificação falso, veículo com sinais identificadores adulterados, além de dezenas de aparelhos celulares e um caderno de contabilidade do tráfico. A análise do material apreendido reforçou os indícios de que o investigado continuava exercendo papel de liderança na organização criminosa em Minas Gerais, mesmo durante o período em que esteve escondido no Rio de Janeiro. As apurações também identificaram indícios de conexão com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Bim manteria contato com um indivíduo conhecido como “Torre”, apontado como liderança da facção paulista, além de interlocuções com um narcotraficante preso, descrito como seu “irmão” dentro da organização criminosa. Por fim, foi constatado que o grupo também utilizou recursos ilícitos para aquisição de um posto de combustíveis no município de Paraty (RJ), como parte das estratégias de lavagem de dinheiro.

PF apreendeu dez fuzis em duas ações na Dutra

Em duas ações na Rodovia Presidente Dutra, a Policia Federal apreendeu dez fuzis nesta segunda-feira Primeiro, um casal foi preso em flagrante.. A interceptação ocorreu na altura do município de Piraí/RJ. Os policiais federais abordaram um veículo de passeio proveniente do estado de São Paulo, e os ocupantes apresentaram nervosismo acentuado e versões conflitantes sobre o motivo e a logística da viagem durante a entrevista preliminar na barreira. Diante das suspeitas, os policiais federais realizaram uma vistoria minuciosa na estrutura do automóvel, logrando êxito em identificar alterações na lataria. No interior de compartimentos ocultos (fundos falsos) preparados na carroceria do veículo, a equipe localizou seis fuzis e 11 pistolas, além de carregadores. O armamento estava embalado e acondicionado com o claro intuito de burlar fiscalizações ordinárias. Em seguida, o material foi apreendido e o casal que viajava no carro foi preso em flagrante. As apreensões representam um impacto direto na estrutura bélica das facções, retirando de circulação armas de fogo cujo destino final seria o abastecimento de comunidades fluminenses dominadas pelo crime organizado. Durante a tarde de hoje, foi presa em flagrante uma mulher que transportava quatro fuzis e uma pistola em veículo com destino à cidade do Rio de Janeiro. A interceptação ocorreu durante uma barreira policial montada na altura do município de Itatiaia/RJ. Os policiais federais abordaram um veículo de aplicativo proveniente do estado de São Paulo e, depois da sinalização positiva do cão farejador presente no local, realizaram uma checagem nas bagagens que estavam no porta-malas. Após a confirmação da presença do armamento, o material foi apreendido e a mulher que viajava no carro foi presa em flagrante

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