Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

politica

Deputado preso ontem pela PF foi acusado de saquear cofres de empresa pública de habitação de Campos (RJ)

Preso ontem pela Polícia Federal suspeito de fraudes na Secretaria Estadual de Educação, o deputado estadual Thiago Rangel comandava também um esquema a um esquema de lavagem de dinheiro, por meio da inserção dos recursos desviados, numa rede de postos de combustíveis administrada pelo próprio parlamentar que contava com a participação de “laranjas” próximos, Segundo a Polícia Federal, Rangel também responde a processo acusado de saquear os cofres da Empresa Pública de Habitação do Município de Campos dos Goytacazes, durante os anos de 2021 e 2022, período em que exerceu influência política junto à Prefeitura de Campos dos Goytacazes, indicando para a direção da empresa pública o seu “braço direito”, Fábio Porbauix . Naquela época, o então vereador Thiago Rangel era aliado do prefeito, Wladimir Garotinho e oposição ao vereador Marquinho Bacellar, irmão de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj. Na direção da empresa, Fábio iabilizou a manipulação de diversos procedimentos de aquisição de bens e serviços, a maioria por meio do expediente da dispensa de licitação, direcionando os contratos para empresas fechadas com a organização criminosa. Na verdade, emprestadas para a organização criminosa, que assumia a execução do serviço parcialmente entregue e desviava os recursos públicos oriundos do pagamento dos contratos, para contas de terceiros (laranjas) ou deempresas em nome de terceiros (Rede de Postos de Combustíveis de Rangel A Polícia Federal aponta, também, que na referida investigação denominada “Operação Postos de Mídias”, revelaram-se elementos suficientes do surgimento de novo esquema criminoso, no âmbito do Governo do Rio de Janeiro, em virtude de o antes vereador Thiago Rangel tornou-se Deputado Estadual pelo estado do Riopassando exercer influência política no estado, possivelmente com o ex-Deputado Estadual Rodrigo Bacellar, que seria o verdadeiro responsável pelo esquema criminoso, do qualRangel aderiu e passou a gerir parte dele. O esquema consistiria no direcionamento de obras dereformas em Escolas Públicas Estaduais do Norte Fluminense – região de influência política tanto de Bacellar como de Rangel – para empresas pré-ajustadas com os integrantes da Organização Criminosa, viabilizando o posterior repasse de recursos públicos desviado para os membros da quadrilha. Acredita-se que o esquema criminoso seja mais amplo e tenha sido estruturado em todo o Estado do Rio de Janeiro, com base no apoio político dado a Bacellar. Entretanto, no bojo da Operação Postos de Mídias, apenas parte do esquema fora revelado, sendo a presente peça limitada, dessa forma, à Diretoria Regional Noroeste, da Secretria de Educação. VIOLÊNCIA A investigação chama atenção para diálogos entre Rangel e Fabio que tramam ataques violentos contra F.A.R que fazia críticas a atuação de Thiago como vereador. Rangel disse que “vou dar jeito nele”, e pede a Fábio para descobrir o endereço de Felipe. Mais adiante, envia mensagem dizendo que vai mandar “uma surpresa” para ele, bem como que “depois de 12 tiros no portão o recado está dado”. Em outro diálogo, datado de 02/01/2022, Thiago e Fábio arquitetaram um ataque a pessoa não identificada. Vê-se que a conversa se iniciou com oencaminhamento de imagem por Rabgek que, apagada, não foi passível de recuperação. Entretanto, as mensagens trocadas deixam clara a intenção violenta dosinterlocutores. FÁBIO – 21:58:40h: Vai se enforcar sozinho!FÁBIO – 21:58:50h: Ta chegando a hora dele!FÁBIO – 21:58:59h: Temos que ter sabedoria!THIAGO RANGEL – 21:59:43h: “bati palma para ele aqui,botei a mãozinha batendo palma, para o filho da putaestressar logo”FÁBIO – 22:00:01h: “posso falar para você? Não valea pena não. Vale a pena não, a gente tem que arrancar acabeça dele sem dar direito para ele, entendeu? De pensarno que aconteceu. Vale a pena não, deixa ele. Vamoscortar, vai ser igual Lorena, entendeu?THIAGO RANGEL – 22:00:47h: Safado!FÁBIO – 22:01:07h: Isso ai!FÁBIO – 22:01:07h: Rapaz…FÁBIO – 22:01:07h: Ele vai arrumar uma merda paraele mesmo se fuder!FÁBIO – 22:01:07h: Vai por mimTHIAGO RANGEL – 22:01:44h: Vamos avaliar omelhor momento e tirar.FÁBIO – 22:01:45h: E já sei comoFÁBIO – 22:01:56h: “Rapaz, eu já sei como que agente vai resolver o problema. Ele vai para a EMABH de carro, só que ele vai por dentro porque ele não temhabilitação e ele não pode dirigir por fora. Vamos esquematizar, entendeu? Um bote. Ninguém vai matar ele, vai fazer nada. Ele vai tomar um bote, tá? E esse bote omoleque vai bater na cara dele, vai dar tiro no carro dele, o caralho. Ele vai querer parar de ir, aí você vai dizer para ele, rapaz agora tem como não. Eu quis deixar você em casa e você não quis, agora não tem como não. E aí ele vai ter que pedir para sair”FÁBIO – 22:03:15h: “Ele vai ter que abandonar o emprego, entendeu? Não vai ser a gente que vai mandar ele embora não”THIAGO RANGEL – 22:03:35h: Vamos resolver isso logo!THIAGO RANGEL – 22:03:48h: Estou sem paciência com esse merda!FÁBIO – 22:04:13h: “Você já num falou para ele ficar em casa? Ele não quis. Ele não quis. Ele vai tomar um varada dessa e vai ficar com medo de ir. Nessa de ele ficar com medo, ele vai querer pedir a você para ficar em casa. Não, agora tem como não, eu tentei deixar você em casa, você não quis, agora você tem que ir.”THIAGO RANGEL – 22:05:20h: “Beleza, vamos arquitetar, orquestrar tudo aí. Porque esse cara aí, tá impossível de suportar ele, e eu não vou procurar ele nãocara, barbearia, procurar caralho nenhum, vou arrebentar esse filho da puta”.

Vereador morto em Nova Iguaçu já havia sido detido em operação contra milícia e teve arma e R$ 35 mil apreendidos

O assassinato do vereador de Nova Iguaçu Germano Silva de Oliveira, conhecido como Maninho de Cabuçu, segue gerando desdobramentos e trazendo à tona episódios anteriores envolvendo o histórico do político. Levantamento feito por nossa reportagem identificou uma matéria publicada pelo jornal Extra em 22 de setembro de 2016, assinada pelo repórter Rafael Soares, que revela que Maninho — à época candidato a vereador — foi detido por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Na ocasião, a especializada realizava uma operação para cumprir mandados de prisão contra suspeitos de integrar uma milícia que atuava na Baixada Fluminense. Segundo a reportagem, denúncias anônimas encaminhadas à Draco apontavam o então candidato como suposto integrante do grupo paramilitar. Durante a ação, policiais estiveram na residência de Maninho, onde apreenderam uma pistola com documentação irregular e cerca de R$ 35 mil em espécie. Ainda de acordo com o Extra, o delegado Alexandre Herdy, então titular da Draco, confirmou que o nome de Maninho apareceu nas denúncias recebidas pela especializada no contexto da investigação. O texto também destacava que Germano Silva de Oliveira ocupou cargo de confiança na Prefeitura de Nova Iguaçu entre 2013 e junho de 2016. Conforme registro no Diário Oficial de 1º de julho daquele ano, ele foi exonerado “a pedido” pelo então prefeito Nelson Bornier para disputar as eleições. Na administração municipal, exercia a função de assessor especial do prefeito. Apesar dos episódios, Maninho não chegou a se tornar réu no caso, e seu suposto envolvimento com milícia não foi comprovado oficialmente pelas investigações. Quatro anos depois, como já revelado anteriormente por nossa reportagem, o nome do político voltou a aparecer em outra operação policial voltada ao combate à milícia. Na ocasião, sua residência foi alvo de mandado de busca e apreensão. Informações divulgadas à época — também não comprovadas — indicavam que ele teria sido apontado como possível candidato apoiado pelo grupo paramilitar. A morte de Maninho de Cabuçu está sendo investigada pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Até o momento, não há indicação de que o homicídio tenha relação com as operações anteriores envolvendo investigações sobre milícia.

Vereador morto em Nova Iguaçu foi alvo de operação contra milícia há seis anos, mas nada foi comprovado

Morto na manhã desta quinta-feira após ser baleado no dia anterior, o vereador Germano Silva de Oliveira, o Maninho do Cabuçu, já havia sido alvo de uma operação da Polícia Civil contra a milícia que atuava na Baixada Fluminense. A ação ocorreu em 2020, quando agentes cumpriram mandados e realizaram buscas em endereços ligados a investigados — entre eles, a residência do parlamentar. Na época, reportagens (inclusive do G1) apontaram que Maninho teria sido citado como possível candidato com apoio do grupo criminoso. Posteriormente, no entanto, não houve confirmação oficial dessa informação, nem divulgação de desdobramentos que comprovassem a acusação. Aquela operação que Maninho fo alvo era para investigar o assassinato do vereador Domingos Cabral. O irmão do político, um PM, comandava uma milícia na região. Até o momento, também não há qualquer indicação de que o atentado que resultou na morte do vereador tenha relação com aquela investigação. ATAQUE A TIROS Maninho foi baleado na tarde de quarta-feira, nas proximidades do Posto Aliança, na Avenida Abílio Augusto Távora, em Nova Iguaçu. Segundo relatos, homens armados se aproximaram e efetuaram disparos. O vereador foi atingido nas costas. Policiais do 20º BPM prestaram socorro e o levaram para a UPA de Cabuçu. Ele chegou consciente e com estado considerado estável. Em seguida, foi transferido para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã desta quinta-feira. CENÁRIO DA MILÍCIA NA REGIÃO A operação que citou o nome do vereador tinha como alvo a organização criminosa que, à época, era comandada por Wellington da Silva Braga, o Ecko, e tinha como um dos principais nomes Danilo Dias Lima, o Tandera. Atualmente, segundo investigações, o grupo que atua na região é associado à liderança de Juninho Varão. INVESTIGAÇÃO O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Flumiensne que busca identificar os autores e esclarecer a motivação do crime. Até agora, não há informações oficiais sobre suspeitos ou possíveis ligações entre o homicídio e investigações anteriores. NOTA OFICIAL DA CÂMARA DE NOVA IGUAÇU A Câmara Municipal de Nova Iguaçu manifesta profundo pesar pelo falecimento do vereador Maninho de Cabuçu, ocorrido na madrugada desta quinta-feira, após ter sido vítima de um atentado na tarde de ontem, em Cabuçu. Neste momento de dor, nos solidarizamos com seus familiares, amigos e toda a população de Nova Iguaçu, especialmente da região de Cabuçu, onde o vereador construiu sua trajetória de dedicação à vida pública. Em razão dessa perda irreparável, o presidente da Câmara, Dr. Marcio Guerreiro, decretou luto oficial de 5 dias no município. Os vereadores reforçam a necessidade de rigorosa apuração dos fatos pelas autoridades competentes e esperam que os responsáveis por este ato de violência sejam identificados e presos o mais rápido possível. Casado e pai de três filhos, Maninho estava no segundo mandato de vereador. Que sua trajetória de trabalho e compromisso com a população seja lembrada e respeitada. Ao longo do dia iremos passar mais informações sobre o falecimento do vereador. O velório será no plenário da Casa, na parte da tarde de hoje.

“CPI DESCREVE FACÇÕES COMO ‘PARA-ESTADO’, APONTA USO DE RELIGIÃO E FRACASSO DE POLÍTICAS NO RJ”

O relatório final da CPI do Crime Organizado do Senado Federal, divulgado nesta semana, traça um retrato duro da segurança pública no Rio de Janeiro e afirma que facções criminosas e milícias já operam, em diversas regiões, como verdadeiros “para-Estados”, exercendo controle territorial, impondo regras próprias, cobrando taxas ilegais e assumindo, na prática, funções que deveriam ser do poder público. Diante desse cenário, o documento sustenta que uma eventual intervenção federal na área de segurança pública pode se justificar como medida excepcional, ainda que essa avaliação dependa de decisão das autoridades competentes. A investigação aponta que organizações como o Comando Vermelho, o Terceiro Comando Puro atuam simultaneamente com milícias de origem paraestatal no território fluminense, criando uma configuração que, segundo a CPI, não encontra paralelo no restante do país. O Rio de Janeiro seria o único estado onde convivem, ao mesmo tempo, facções originadas no sistema prisional e grupos armados com raízes em estruturas ligadas historicamente a agentes ou ex-agentes públicos, herdeiros de antigos esquadrões da morte e grupos de extermínio. Esse cenário teria evoluído para uma dinâmica ainda mais complexa, com disputas territoriais constantes, reacomodações de poder e, em casos crescentes, a formação das chamadas “narcomilícias”, grupos que combinam controle paramilitar, exploração do tráfico de drogas e práticas sistemáticas de extorsão. Para a CPI, essa fusão de métodos revela um nível de sofisticação que exige respostas estatais de igual magnitude. O relatório também destaca que, ao longo dos anos, as políticas de enfrentamento adotadas pelo estado do Rio de Janeiro têm sido marcadas por avanços pontuais seguidos de recuos estruturais. O programa das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), lançado em 2008 e inicialmente celebrado como uma estratégia inovadora de retomada territorial, acabou esvaziado em meio a crises financeiras e políticas, inclusive com a prisão de governadores e ex-governadores, o que contribuiu para a perda gradual dos territórios anteriormente ocupados pelo Estado. Iniciativas posteriores, como o programa Cidade Integrada, tampouco teriam alcançado resultados duradouros. O próprio governo estadual, em documento apresentado ao Supremo Tribunal Federal no fim de 2025, reconheceu as falhas dessas experiências e a necessidade de políticas permanentes e de longo prazo para evitar que áreas retomadas voltem ao controle do crime. Para a CPI, esse ciclo de retomada e abandono evidencia uma incapacidade estrutural do estado de manter presença contínua e efetiva nos territórios mais vulneráveis. Outro ponto considerado sensível pelo relatório é a transformação do perfil das organizações criminosas. O Comando Vermelho, por exemplo, não dependeria mais exclusivamente do tráfico de drogas no varejo, tendo expandido sua atuação para atividades como extorsão, controle territorial, exploração de mercados com aparência lícita e até presença interestadual e internacional. A estratégia, segundo o documento, indica uma migração para modelos mais discretos e diversificados de obtenção de lucro ilícito. As milícias também teriam passado por mudanças relevantes. Embora mantenham vínculos históricos com agentes ou ex-agentes públicos, essas organizações hoje se apresentam de forma mais heterogênea, ampliando sua atuação para além do controle territorial e das cobranças ilegais, com conexões com outras economias ilícitas, como o jogo do bicho e o contrabando. O relatório ainda chama atenção para um elemento considerado particularmente grave: a instrumentalização de motivação religiosa por parte de grupos criminosos para impor medo e controle social. Segundo a CPI, essa prática foi identificada especialmente na atuação do Terceiro Comando Puro em determinadas regiões, onde o uso de discurso religioso teria sido empregado como ferramenta de intimidação e dominação da população local. A expansão territorial de facções também é contextualizada no documento com base em decisões judiciais recentes. No caso do avanço do Terceiro Comando Puro no Complexo de Israel, a CPI aponta que o crescimento do grupo ocorreu durante o período de vigência da ADPF 635, quando houve restrições à atuação policial em comunidades do Rio de Janeiro. Essa circunstância, segundo o relatório, foi posteriormente reconhecida por órgãos institucionais e é apresentada como um dos fatores que influenciaram a dinâmica de ocupação territorial, tema que segue em debate no âmbito do Judiciário. Embora o relatório não atribua culpa individual nem produza efeitos penais imediatos, suas conclusões desenham um cenário de alta gravidade, no qual o crime organizado não apenas confronta o Estado, mas, em diversas áreas, atua paralelamente a ele, exercendo poder, influenciando rotinas e explorando economicamente territórios inteiros. Diante desse diagnóstico, a CPI reforça a necessidade de respostas estruturais e de longo prazo — e deixa no ar uma questão que começa a ganhar força nos bastidores: se o Estado falhou em conter o avanço dessas organizações ao longo das últimas décadas, qual será o caminho para retomar, de forma duradoura, o controle sobre esses territórios.

DADOS EM CELULAR DE ASSESSOR REVELAM SUSPEITA DE PAGAMENTOS DO CRIME A DEPUTADOS DO RJ, DIZ CPI

O relatório final da CPI do Crime Organizado do Senado Federal, tornado público nesta semana, joga luz sobre um cenário que, se confirmado, expõe uma das mais graves suspeitas de infiltração criminosa já associadas ao poder legislativo do Rio de Janeiro. De acordo com o documento, há registros que sugerem que 47 dos 70 deputados estaduais da Alerj poderiam, em tese, estar vinculados ao recebimento de pagamentos mensais de organizações criminosas. A informação teria origem na análise de celulares apreendidos pela Polícia Federal durante a Operação Unha e Carne. Os aparelhos foram recolhidos na residência de Rui Bulhões, então chefe de gabinete de Rodrigo Bacellar. O ex-presidente da Alerj acabou posteriormente preso e cassado, acusado de vazamento de informações sigilosas que teriam comprometido uma operação policial — a mesma que levou à prisão do ex-deputado conhecido como “TH Joias”, investigado por suposta ligação com o Comando Vermelho. O próprio relatório ressalta que os dados ainda dependem de apuração e confirmação pelas autoridades competentes, não podendo ser tratados como prova conclusiva. Ainda assim, o teor das informações é descrito como um indicativo relevante do possível nível de influência do crime organizado dentro da estrutura política do estado. A gravidade do quadro é reforçada por declaração do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, que, em sessão plenária, afirmou que cerca de 30 deputados estaduais estariam, em tese, associados ao recebimento de valores ligados ao jogo do bicho. INFILTRAÇÃO COMO ESTRATÉGIA DE PODER Mais do que casos isolados, a CPI aponta para um modelo estruturado de atuação. Segundo o relatório, o crime organizado não atua apenas à margem do Estado — ele busca influenciar decisões, garantir proteção institucional e manter acesso direto aos centros de poder. Essa estratégia, segundo a investigação, ocorreria por múltiplas vias: A conclusão é clara: não se trata apenas de presença criminosa, mas de uma tentativa de inserção contínua dentro da máquina pública. O PAPEL DA OMISSÃO E A ENGRENAGEM DO CRIME O relatório também traz o depoimento da jornalista investigativa Cecília Olliveira, fundadora do Instituto Fogo Cruzado, que aponta um fator central para a manutenção desse cenário: a colaboração — direta ou indireta — de agentes públicos. Segundo ela, esse tipo de relação funciona como um verdadeiro “adubo do crime”, permitindo que organizações criminosas se fortaleçam e se perpetuem. A análise não se limita a casos explícitos de corrupção. Inclui também situações de omissão, em que autoridades deixam de agir diante de irregularidades, contribuindo, ainda que indiretamente, para a continuidade dessas estruturas. PRESSÃO AUMENTA, MAS RESPOSTAS AINDA NÃO VIERAM Embora o relatório não apresente responsabilizações individuais definitivas, o conteúdo amplia a pressão sobre órgãos de investigação e controle. O documento expõe um cenário em que, ao menos em tese, o crime organizado não apenas enfrenta o Estado — mas busca operar de dentro dele. E, diante da dimensão dos indícios apresentados, a pergunta que começa a circular nos bastidores é inevitável:até onde essa influência pode ter chegado — e quem será efetivamente responsabilizado?

Bomba: homem de confiança do CV e assessor de ex-deputado preso foi executado em ação atribuída à própria facção

Um assassinato com características de execução, envolvendo uma figura com trânsito direto no Comando Vermelho (CV) e ligação com a política, segue cercado de pontos pouco explorados. Trata-se da morte de Élder de Lima Landim, conhecido como “Dom”, ocorrida em 23 de maio de 2025, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. De acordo com informações constantes em registros do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a principal linha de investigação aponta que os próprios traficantes da Gardênia Azul, reduto da facção em Jacarepaguá, teriam sido os autores do crime. A motivação, até o momento, não foi oficialmente esclarecida. Dom era apontado como homem de confiança de um dos chefes do tráfico na comunidade, conhecido como “BMW”. Além disso, também exerceu função como assessor do então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o “TH Joias”, que acabou preso e posteriormente cassado sob acusações de envolvimento com o Comando Vermelho. Segundo as apurações, Dom também atuava diretamente em estruturas paralelas de poder na comunidade, incluindo a gestão de imóveis sob domínio da facção por meio da associação de moradores local — um indicativo do nível de influência que exercia dentro da organização criminosa. Dupla execução dentro de veículo No dia do crime, Dom foi morto ao lado do companheiro, Thales Fernando Richard March. Ambos estavam em um veículo Mitsubishi Pajero, de cor preta, quando foram surpreendidos. De acordo com a investigação, os atiradores estavam no interior do carro e efetuaram disparos contra as vítimas, que ocupavam os bancos dianteiros, evidenciando uma ação coordenada e direcionada. Após os assassinatos, os criminosos fugiram a pé pela Avenida das Américas. Na altura do número 16.325, ainda segundo os autos, eles teriam cometido outro crime: o roubo de uma motocicleta, mediante grave ameaça com uso de armas de fogo de uso restrito. Testemunhas relataram que os assaltantes apontaram pistolas calibre 9mm contra a vítima e outros motociclistas que estavam nas proximidades de uma unidade da rede Domino’s, antes de fugirem em direção à Gardênia Azul. Caso avança na Justiça A Justiça do Rio já decidiu que um dos acusados pelo duplo homicídio será submetido a júri popular, o que indica que há indícios considerados suficientes de autoria e materialidade. O caso, no entanto, ainda levanta questionamentos relevantes, principalmente pelo perfil da vítima: um homem com atuação direta em uma das principais facções criminosas do estado e com ligação comprovada a um agente político posteriormente afastado por suspeitas semelhantes.

Justiça absolveu Bolsonaro após morador do Alemão tentar processá-lo por dizer que sigla CPX era associada ao crime organizado

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi absolvido pela Justiça do Rio de Janeiro em uma ação de indenização por danos morais proposta por um morador do Complexo do Alemão, que pleiteava o pagamento de R$ 200 mil. As informações são do TJ-RJ. O autor ingressou com a ação em 2022, alegando que, durante o período eleitoral, Bolsonaro realizou declarações públicas nas quais teria associado indevidamente a sigla “CPX” — utilizada por moradores como referência ao conjunto de favelas — ao tráfico de drogas e ao crime organizado. Segundo o morador, a manifestação teria atingido sua honra, uma vez que reside no local e participou do ato político em que a expressão foi mencionada. Na petição inicial, o autor sustentou que a sigla “CPX” possui caráter cultural e identitário, sendo vinculada à comunidade local, sem relação direta com práticas criminosas. Assim, argumentou que a associação feita pelo então presidente configuraria violação a direitos da personalidade. Em sua defesa, Bolsonaro afirmou que suas declarações foram proferidas no exercício da liberdade de expressão, no contexto do debate político-eleitoral, sem qualquer direcionamento específico ao autor da ação. Ao analisar o caso, o juízo reconheceu que há elementos que indicam que a sigla “CPX” tem origem como expressão identitária vinculada a uma região da cidade do Rio de Janeiro, sendo uma abreviação de “complexo”. Contudo, destacou que não se pode ignorar que o mesmo termo também passou a ser utilizado, em determinadas circunstâncias, por organizações criminosas que atuam nessas localidades, inclusive como forma de propaganda. A decisão observou que esse tipo de dinâmica não é incomum no contexto urbano carioca, no qual elementos originalmente ligados à expressão cultural ou individual podem, ao longo do tempo, ser apropriados por grupos criminosos. Como exemplo, foram mencionadas situações em que determinadas vestimentas, estilos ou símbolos passaram a sofrer restrições em áreas dominadas por facções, como o uso de roupas de certas cores, cortes de cabelo específicos, gestos ou outros sinais associados a grupos rivais. Nesse sentido, o magistrado destacou que símbolos oriundos da própria comunidade podem ser posteriormente incorporados por organizações criminosas como estratégia de identificação e fortalecimento simbólico. A decisão também apontou que essa prática não é exclusiva de uma única facção, citando, como exemplo, a utilização de referências à bandeira de Israel por grupo rival, o que deu origem à denominação “Complexo de Israel”. Ainda segundo a fundamentação, essa associação simbólica tornou-se tão significativa que, em determinadas áreas, o uso de elementos como a sigla “CPX” ou símbolos ligados a facções rivais pode implicar restrições de circulação impostas por grupos criminosos. Diante desse contexto, o juízo concluiu que a sigla “CPX” não possui significado único, admitindo interpretações diversas no debate público. Assim, entendeu que a fala do réu se insere em uma das possíveis leituras existentes no cenário político e social, não configurando, por si só, ofensa individualizada ao autor. Para fundamentar a absolvição, a decisão destacou que as declarações foram proferidas em discurso eleitoral, direcionado ao público em geral, sendo que eventuais consequências devem ser absorvidas no âmbito do debate democrático e do processo eleitoral. O magistrado também ressaltou que pedidos de indenização por danos morais exigem a demonstração de violação concreta a direitos da personalidade, com identificação específica do ofendido, não sendo admissível imputação genérica. No caso analisado, entendeu-se que não houve comprovação de dano moral indenizável, mas apenas insatisfação do autor em relação à manifestação de natureza política. Por fim, a sentença apontou a ausência dos requisitos previstos no artigo 373, inciso I, do Código de Processo Civil, especialmente quanto à comprovação do fato constitutivo do direito alegado, motivo pelo qual o pedido foi julgado improcedente.

Circula boato que PM que foi nomeado como assessor de deputada processada por envolvimento com a milícia teria sido morto em cobrança interna no maior grupo paramilitar do RJ

Circulam informações nesta sexta-feira que o policial militar Alessandro Fiel Lopes teria sido assassinado em uma suposta cobrança interna da milicia do.PL ou Jorjão na comunidade Três Pontes, em Paciência. Outras pessoas também teriam sido mortas., segundo a denúncia. Fiel como era conhecido chegou a ser nomeado como assessor da deputada estadual Lucinha que virou ré em dezembro suspeita de ser o braço político da milicia do Zinho, hoje sob o comando de PL. O PM chegou a ser preso por envolvimento com a Liga da Justiça, grupo que deu origem a atual milicia.  Recentemente, a reportagem divulgou trechos de áudios em que Fiel aparece recrutando pessoas para a milicia e falando dos rivais Juninho Varão e Waguinho.  Relatos indicam que Fiel seria o ‘dono’ da comuniadde João 23, em Santa Cruz, que foi necentemente tomada pela milícia do PL. As polícias Militar e Civil foram acionadas pela reportagem mas até agora não responderam.

PM é suspeito de vender arma argentina e droga para narcomilícia em Anchieta; deputado aparece em investigação. Outros policiais estão envolvidos

Uma investigação sigilosa realizada em 2023 apontou que um policial militar teria negociado armas e drogas com integrantes de uma narcomilícia que atuava na comunidade Az de Ouro, no bairro de Anchieta, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O caso consta em documentos analisados pela Justiça do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com as apurações, o policial, conhecido pelo apelido de Ricardinho, seria um possível fornecedor de armamentos para o grupo criminoso. Em uma das conversas interceptadas durante a investigação, ele teria oferecido a um dos líderes da quadrilha, conhecido como Lacraia, uma pistola calibre 9 milímetros de fabricação argentina pelo valor de R$ 6 mil. No diálogo, Ricardinho chegou a compartilhar a imagem da arma. Em seguida, Lacraia indicou que o policial teria intermediado a venda do armamento para um homem conhecido como Mano, apontado como chefe do tráfico na comunidade. Posteriormente, em novas mensagens, Ricardinho teria reclamado com Lacraia que ainda não havia recebido o pagamento pela arma negociada. As investigações também indicam que o policial teria tratado da venda de uma carga de 140 quilos de maconha com um interlocutor. Outro policial militar, conhecido como Léo, também aparece nas apurações como alguém que mantinha contato com integrantes do grupo. Relação com político da Baixada A investigação cita ainda um deputado estadual que, na época dos fatos, exercia mandato como vereador em Nilópolis. Segundo os investigadores, ele mantinha relação próxima com Lacraia, a ponto de ambos se tratarem pelo apelido de “xará”, por terem o mesmo nome. Mensagens analisadas pela investigação mostram Lacraia enviando ao político dados pessoais e currículos de determinadas pessoas. Em algumas respostas, o parlamentar demonstrava concordância, o que levou os investigadores a suspeitar que o criminoso estaria solicitando indicações para nomeações. Além disso, Lacraia também mantinha contato com um assessor do deputado. Segundo os investigadores, o assessor preferia tratar de determinados assuntos por meio de ligações no WhatsApp, evitando conversas por mensagens escritas. As mensagens analisadas também indicariam a proximidade do criminoso com o meio político. O parlamentar citado nas investigações já foi condenado anteriormente a 11 anos, 11 meses e 15 dias de prisão por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico. Conversas revelam influência de policiais Em uma das conversas interceptadas entre Lacraia e o policial militar Léo, o criminoso afirmou que estava em “Nilo, no vereador”, em referência a Nilópolis. Em outra mensagem, Lacraia chegou a chamar o político de “patrão” e afirmou que o telefone que estava utilizando seria o “bom”, o que, segundo os investigadores, pode indicar a existência de outro aparelho usado para tratar de assuntos ilícitos. Os diálogos também sugerem que o policial Léo possuía influência na região onde Lacraia residia e entre grupos criminosos. Em uma das conversas, é citado que um homem identificado apenas como Rodrigo estaria usando o nome do policial para intimidar outras pessoas. No mesmo diálogo, Lacraia afirmou que, caso tivesse “problemas na rua”, pediria ajuda a Léo, o que, segundo os investigadores, demonstra a proximidade entre os dois. Conversas mencionam políticos da Baixada Outras mensagens analisadas pela investigação também citam a relação de Lacraia e de um homem identificado como Samyr com a política da Baixada Fluminense. Em uma conversa, um interlocutor conhecido como Marreta mencionou uma obra avaliada em R$ 77 milhões e reclamou que políticos locais não teriam repassado dinheiro ou cargos ao traficante Samyr. Ele solicitava a intervenção de Lacraia para resolver o problema. Em resposta, Lacraia afirmou que teria levado a demanda aos políticos e que um compromisso anteriormente assumido seria cumprido: a construção de um salão, piscina e quitinetes. Ele também pediu que os envolvidos deixassem de solicitar dinheiro ou cargos. Na sequência da conversa, Marreta afirmou discordar da situação e disse que o prefeito teria mandado um recado a Samyr, por meio do então vereador citado na investigação, afirmando que não poderia interferir na obra. As investigações sobre a atuação do grupo criminoso e seus possíveis vínculos com agentes públicos seguem sob análise da Justiça Uma outra situação mostra que diálogos que comprovariam o vínculo criminoso estável e permanente de Ricardinho e outro policial chamado Raphael e de outros policiais ainda não identificados com a quardilha, sendo recuperadas mensagens datadas de 10.11.2025 em que eles planejam lucrar 20 mil reais com um roubo de carga de guaraná, cujo valor total da mercadoria equivaleria a 170 mil reais, mas o produto seria vendido a um dono de depósito pelo valor de 100 mil reais. Raphael passou a Ricardinho  a localização exata do veículo que teria a carga roubada. Vejamos: RAPHAEL:” Aquela última rua, Marcos de Macedo. Última rua. Vira pra direita, lá no final daquela rua lá. Lá dá saída lá pro Gogó, sei lá. Pro Gogó não, outra parada, esqueci agora o nome. Vou te mandar aí onde está o carro “. Através de diálogos de Ricardinho com Costa se verificou que este apreende armas de fogo em incursões policiais e deixa de apresentá-las à Delegacia de Polícia, entregando-as, de forma rotineira e habitual, a Ricardinho . Aliás, as mensagens demonstram que a dupla utiliza os armários da P2 do 41º BPM para acautelar as armas desviadas nas ocorrências. Em determinado trecho da conversa, Ricardinho chega a reclamar de ter sido apreendida e desviada apenas uma arma de fogo em uma ocorrência realizada. Por fim, convém frisar que a troca de mensagens entre Ricardinho e Costaq confirmou não apenas os desvios de armamentos, mas também que Costa foi acionado pelo primeiro para participar da empreitada criminosa planejada pelo denunciado Raphael haja vista que Ricardo encaminhou para Costa , no dia 11.11.2025, a localização do veículo que seria objeto do roubo de carga e que estaria situado na”barreira”. Tais mensagens não deixam dúvidas, portanto, que os três PMs se associaram para praticar uma série de delitos de peculato desvio, tráfico de drogas, receptação, entre outros.

Decisão judicial que determinou soltura de vereador preso por suspeita de ligação com o CV explicou como funcionaria o suposto acordo entre o político e a facção se ele existisse mesmo

O documento da Justiça do Rio que determinou a soltura do vereador carioca Salvino Oliveira que foi preso durante essa semana suspeito de ligação com o Comando Vermelho traz ilações sobre como funcionaria o suposto acordo entre o político e a facção para poder atuar na Gardênia Azul, em Jacarepaguá. A decisão menciona um diálogo mantido entre o Corretor Gardênia Melhoria (Elder de Lima Landim, o Dom) e Edgar Alves de Andrade (o Doca) que confirma se teria havido autorização prévia, atribuída a “Doca e Pezão para que o vereador trabalhasse na comunidade ” e a , bem como para que fosse prestado “suporte” e auxílio aos “projetos deles”. Segundo o documento, tal conteúdo revela, de forma indiciária, que a atuação do parlamentar na localidade pode não se dar de maneira autônoma ou estritamente institucional, mas condicionada ao aval e à tutela da organização criminosa dominante. A expressão “dar suporte”, empregada no diálogo, assume contornos relevantes no contexto investigativo, por não se compatibilizar com a lógica do exercício regular do mandato, indicando, ao contrário, mobilização de estrutura local controlada pelo crime organizado, seja para facilitar acesso, viabilizar circulação, garantir segurança informal, intermediar contatos comunitários ou remover resistências internas, funções típicas de quem detém o controle territorial de fato. De igual modo, a referência genérica aos “projetos” do parlamentar”, quando analisada à luz do histórico já apurado, especialmente a atuação do CV na gestão informal de serviços, imóveis, taxas e circulação econômica na Gardênia Azul, sugere iniciativas cuja implementação dependeria, necessariamente, da anuência da facção, afastando a hipótese de políticas públicas universais e reforçando a de ações seletivas, territorializadas e politicamente orientadas. Nesse cenário, impõe-se a inferência da possibilidade de contrapartida: de um lado, o Comando Vermelho preservaria o domínio territorial, oferecendo apoio logístico, controle social e influência local; de outro, o agente político obteria capital eleitoral, por meio da constituição e manutenção de curral eleitoral, com direcionamento de apoio político, votos e influência comunitária, em benefício do parlamentar e de seu grupo político. Conclusão: A cronologia dos achados demonstra, portanto, que Salvino pode não ter atuado como ator periférico, mas como beneficiário potencial de um arranjo político-criminoso, no qual o exercício do mandato parlamentar revela-se condicionado à chancela da facção criminosa, com aderência a plano que conjuga interesses eleitorais e a manutenção do poder paralelo do Comando Vermelho na região da Gardênia Azul.- Para soltar o político, a Justiça alegou que não se estava neste momento se fazendo qualquer juízo de valor conclusivo sobre a investigação realizada pela polícia civil sobre a nefasta organização criminosa. Especificamente, porém, com relação ao paciente, atento exclusivamente ao que consta nos autos, o fundamento da prisão quanto ao indício do seu envolvimento naquela organização é bastante precário, havendo apenas referência a uma conversa de terceiros há mais de um ano, ficando apenas indicado o domínio das facções nas comunidades (com envolvimento direto dos demais representados), não sendo apontada concretamente a imprescindibilidade da prisão para a investigação. A prisão temporária (ou a preventiva) deve estar escorada no já apurado pela autoridade policial. Não se permite o inverso, ou seja, a prisão para permitir posterior apuração de um possível crime, salvo quando presentes indícios fortes do envolvimento do ‘indiciado”em um daqueles previstos na Lei específica. E mais. Tem que constar na decisão proferida a razão da imprescindibilidade da prisão para a investigação, não bastando simples referência ao texto legal.

CATEGORIA:

copyright © 2025 Fatos Policiais. todos os direitos reservados

Rolar para cima