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“Favela Virou ‘Casas Bahia do Crime’: Investigação Revela Esquema no Complexo do Lins Que Transformava Celulares Roubados na Zona Sul em TVs, Geladeiras, Whisky de Luxo e Joias Para o CV”

Uma operação realizada nesta sexta-feira no Complexo do Lins colocou novamente a comunidade no centro das atenções das forças de segurança. Mas, paralelamente às ações policiais realizadas hoje, uma outra investigação do Ministério Público e da Polícia Civil revela um cenário ainda mais impressionante: segundo os investigadores, criminosos transformaram a favela em uma espécie de “Casas Bahia paralela”, abastecida com produtos comprados com dinheiro roubado de vítimas da Zona Sul do Rio. A investigação aponta que a quadrilha criou um verdadeiro ecossistema criminoso dentro do Complexo do Lins, utilizando celulares roubados para invadir contas bancárias das vítimas e fazer compras milionárias em grandes redes varejistas. Segundo a denúncia, os criminosos agiam principalmente em bairros nobres da Zona Sul, como Jardim Botânico e Lagoa. As vítimas, em sua maioria mulheres desacompanhadas, eram abordadas por criminosos armados em motocicletas. Sob ameaça de morte, eram obrigadas a entregar celulares, joias, alianças, cartões bancários e até senhas. Mas o roubo dos aparelhos era apenas o início da engrenagem criminosa. De acordo com o Ministério Público, o verdadeiro objetivo da quadrilha era acessar as contas bancárias das vítimas para realizar compras eletrônicas em grande escala. A investigação afirma que, logo após os assaltos, os criminosos faziam compras de televisões, geladeiras, eletrodomésticos, bebidas caras e diversos itens de alto valor em redes como Casas Bahia e aplicativos como iFood. Tudo era entregue em endereços ligados ao Complexo do Lins. “Os autores montaram uma espécie de ‘CASAS BAHIA PARALELA’ no Complexo do Lins”, afirma a denúncia do Ministério Público. As notas fiscais anexadas à investigação mostram uma sequência de compras feitas horas depois dos roubos. Somente entre os dias 10 e 11 de julho de 2025, segundo os investigadores, os criminosos realizaram diversas compras usando a conta bancária de uma vítima assaltada no Jardim Botânico. Os produtos eram enviados diretamente para o Morro do Amor, no Lins. As investigações apontam que o esquema possuía estrutura profissional e divisão de tarefas. Havia o núcleo responsável pelos roubos, outro encarregado de movimentar o dinheiro e comprar os produtos, além de um setor voltado para lavagem de dinheiro e um braço ligado à transformação das joias roubadas em peças usadas por integrantes do tráfico. Segundo o Ministério Público, a organização criminosa tinha “verdadeira feição empresarial”. O núcleo dos roubos atuava com motocicletas como Honda XRE verde e Honda CB 300 Twister. As vítimas eram abordadas sob a mira de armas de fogo e obrigadas a desbloquear os celulares. Depois dos assaltos, os criminosos fugiam para o Lins levando aparelhos desbloqueados, alianças, correntes de ouro e cartões bancários. A investigação afirma que o grupo aumentou a quantidade de roubos porque nem sempre conseguia concluir as compras antes de bloqueios bancários feitos pelas vítimas. “O grande objetivo da quadrilha era acessar as contas bancárias das vítimas”, aponta a denúncia. As compras incluíam eletrodomésticos caros e bebidas de luxo, como whisky Gold Label. Parte dos produtos era revendida dentro da própria comunidade. Outra parte seria usada para lavagem de dinheiro. Segundo os investigadores, uma empresa chamada “Ar Velox Distribuidora de Gás” teria sido usada como fachada para ocultar dinheiro obtido através dos crimes. A empresa aparece ligada a integrantes da organização criminosa e, segundo o Ministério Público, servia para “dissimular e reinserir capitais de origem criminosa”. As investigações também revelaram que integrantes do grupo utilizavam os mesmos endereços cadastrados em plataformas de entrega como o iFood. Em um dos casos analisados, duas compras feitas nas Casas Bahia com dinheiro roubado foram entregues em endereços diferentes dentro do Lins. Uma das entregas foi recebida por uma mulher que chegou a colocar o próprio CPF no recebimento. Em outro endereço, um homem identificado apenas como “João” assinou como “funcionário” ao receber os produtos. Outro braço da organização chamou atenção dos investigadores: o chamado “núcleo das joias”. Segundo a denúncia, alianças, correntes e peças de ouro roubadas das vítimas eram encaminhadas para um homem apontado como ourives ligado ao Comando Vermelho. Ele seria responsável por derreter os metais preciosos e transformá-los em joias personalizadas usadas por integrantes da facção. A investigação aponta que o suspeito já era conhecido por fabricar joias para traficantes do Comando Vermelho e teria assumido esse papel após a morte do antigo ourives do Lins. Imagens anexadas ao procedimento mostram o investigado ao lado de criminosos ostentando joias, dinheiro e símbolos ligados ao tráfico. Há ainda referências à chamada “Tropa do Urso”, apontada como um grupo ligado ao Comando Vermelho conhecido por invasões em comunidades rivais. Segundo o Ministério Público, o esquema montado dentro do Complexo do Lins permitia transformar rapidamente celulares roubados em dinheiro, mercadorias e joias utilizadas pelo tráfico, criando uma engrenagem criminosa altamente lucrativa dentro da comunidade.

Justiça afasta PMs da Patamo acusados de roubar até R$ 4 mil de bar e ameaçar vítimas para esconder imagens em Rio das Ostras

Depois de quase três anos, a Justiça Militar decidiu afastar da atividade fim, quatro PMs acusados de roubar entre R$ 2.000 e R$ 4.000 de um estabelecimento comercial em Rio das Ostras. Segundo os autos, no dia 30 de maio de 2023, por volta das 22h30min, no interior do estabelecimento comercial localizado no bairro Nova Cidade, os agentes em serviço¹, subtraíram quantia monetária não especificada, cujo montante girava em torno de R$ 2.000,00 e R$ 4.000,00 em espécie, para si, depois de haverem reduzido à impossibilidade de resistência as vítimas (duas mulheres e um homem). Dois PMs praticaram o roubo e outros dois permaneceram do lado de fora do estabelecimento fazendo a segurança do perímetro, além de terem se beneficiado do produto do crime. Na ocasião, os PMs estavam em serviço de Patamo, quando receberam ao local acima citado, onde abordaram um adolescente, que estava no interior do bar, sentado em uma mesa em frente ao balcão, contando dinheiro. Após a abordagem ao menor, um dos PMs realizou uma varredura no local, passando pela área interna central, cozinha e banheiro, quando, ao se aproximar do balcão, subtraiu a quantia monetária não especificada do caixa do estabelecimento, que girava em torno de R$ 2.000,00 e R$ 4.000,00. Logo após a subtração da quantia acima mencionada, ao observar a presença de câmeras de segurança no local, inclusive voltadas ao balcão, o PM avisou, em tom ameaçador às vítimas que não vazassem as imagens do bar. Durante a revista ao local e subtração do dinheiro, um segundo PM estava na área interna central do bar, portando ostensivamente sua arma de fogo, ao passo que os outros dois estavam na área externa, fazendo a segurança do perímetro. Em seguida, os PMs procederam à 128ª DP, conduziram o menor perante a autoridade policial e apresentaram a quantia de R$ 22,00 e, no dia seguinte, complementaram com o valor de R$ 839,00², sendo a totalidade do dinheiro atribuída ao adolescente. A Justiça Militar determinou medidas cautelares contra os policiaisProibição de manter contato, por qualquer meio, com a vítima e com quaisquer testemunhas arroladas nos autos, mantendo distância mínima de 500 metros da vítima e das testemunhas. Afastamento da atividade-fim de policiamento ostensivo, devendo ser removido para atividade administrativa.

Um dos maiores ladrões de carga do Rio foi achado morto com sinais de espancamento em rodovia em Caxias

Foi achado morto na manhã deste domingo na Rodovia Washington Luiz, em Duque de Caxias, Felipe Pereira dos Santos, vulgo Jack Cargas, um dos maiores ladrões de carga do Rio de Janeiro que tinha um total de 210 anotações criminais. O cadáver tinha sinais de espancamento e disparos de arma de fogo. Segundo relatos, ele teria sido morto por se relacionar com a espoa de um traficante. Jack Cargas era envolvido em um esquema criminoso sofisticado responsável por roubos de cargas e veículos, receptação qualificada e lavagem de dinheiro. As investigações da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) começaram em 2024, após registros apontarem a atuação de dois grupos criminosos ligados à facção Comando Vermelho (CV), que utilizam comunidades da Maré como base para planejar assaltos e a revenda dos produtos roubados. Investigações revelaram a existência de um “escritório” dentro da Maré, onde criminosos se reúnem para planejar os roubos e comercializar as cargas roubadas. O esquema também incluía bloqueadores de GPS e armamento pesado para garantir o sucesso das operações criminosas. O grupo realizava os roubos principalmente nas principais vias do estado, com as cargas sendo escoadas para comunidades em Duque de Caxias, no Complexo do Alemão, Manguinhos e a própria Maré. A investigação apontou que a facção utilizava empresas de fachada para lavar dinheiro, movimentando valores milionários e dificultando o rastreamento pelas autoridades. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou que o grupo movimentou mais de R$ 18 milhões entre 2022 e 2023, provenientes da venda de cargas roubadas.

Madrugada de terror: entregador é sequestrado por traficantes após ter sua moto roubada, levado para cativeiro e passa horas sem saber se sairia vivo no Recreio

Um entregador por aplicativo viveu uma madrugada de terror no Recreio dos Bandeirantes, sem saber se sairia vivo. Após ter a moto roubada, ele foi sequestrado por criminosos armados e levado para dentro da comunidade do Terreirão, onde passou horas sob o poder do tráfico até ser libertado apenas na manhã seguinte. O caso aconteceu no dia 10 de abril. Segundo as investigações, a vítima realizava uma entrega quando foi surpreendida por três homens armados com fuzis. Rendida sem qualquer chance de reação, teve a motocicleta e o celular levados e, em seguida, foi obrigada a acompanhar os criminosos para o interior da comunidade. A partir daquele momento, começou uma longa noite de medo. De acordo com o relato prestado à polícia, o entregador foi mantido em cárcere privado durante toda a madrugada, sendo conduzido por diferentes pontos da comunidade. Em um primeiro momento, teria sido levado para uma área conhecida como “8”. Depois, sob ameaça constante e com uma camisa cobrindo a cabeça, foi forçado a caminhar até outro ponto, identificado como “6”. Neste local, acabou trancado em um cômodo pequeno, sujo, com um colchão velho jogado no chão — cenário que, segundo ele, marcou as horas de incerteza enquanto aguardava o que poderia acontecer a qualquer momento. Durante o período em que esteve sob domínio dos criminosos, a vítima relatou ter ouvido conversas entre os integrantes do grupo, incluindo um homem com cabelos longos presos em rabo de cavalo, um dos detalhes que ajudaram na identificação posterior. O pesadelo só terminou na manhã do dia seguinte, quando o entregador foi liberado pelos traficantes e expulso da comunidade. Em estado de choque, ele conseguiu encontrar uma viatura da Polícia Militar e foi encaminhado à delegacia, onde o caso foi registrado e as investigações tiveram início. Horas depois, surgiu um desdobramento importante: a motocicleta roubada foi localizada por policiais militares durante a madrugada, na posse de um suspeito, e recuperada no bairro de Vargem Grande. Submetido a reconhecimento fotográfico, o entregador não teve dúvidas e apontou um dos suspeitos como participante direto do crime. Diante dos elementos reunidos, o Ministério Público do Rio de Janeiro solicitou a prisão do investigado. Segundo a apuração, os envolvidos seriam ligados à facção criminosa Comando Vermelho, que exerce influência na região. O caso escancara, mais uma vez, o risco enfrentado por trabalhadores que entram em áreas dominadas pelo tráfico e acabam submetidos à violência e ao controle imposto por grupos armados.

Cinco mortos: Justiça decreta prisão por ‘tribunal do tráfico’ do CV em São Gonçalo com corpos incendiados em retaliação a arrastão”

A Justiça do Rio decretou, no último dia 25 de março, a prisão preventiva de cinco traficantes ligados ao Comando Vermelho — conhecidos pelos vulgos Du Pente, Cabeça, Ben Ben, Pretinha e Jimmy — apontados em investigações como responsáveis por uma sequência de execuções brutais que deixou ao menos cinco homens mortos e desaparecidos na Região Metropolitana. De acordo com os autos, os corpos das vítimas ainda não foram localizados e teriam sido incendiados numa tentativa de ocultação dos crimes. As investigações indicam que as mortes teriam sido uma retaliação direta do tráfico após as vítimas participarem de um arrastão na rodovia RJ-104, em São Gonçalo — ação que, segundo apurado, não teria sido autorizada pela facção criminosa que domina a região. O caso é investigado no inquérito nº 951-00424/2025, conduzido pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DH-NSG), que apura o desaparecimento e as mortes de Davi Mendonça Schinke, João Pedro Ramos Freitas, Thalis da Silva Ferreira Moura e Kaio Luiz da Silva Oliveira, entre os dias 14 e 18 de outubro de 2025, nas comunidades Nova Grécia e Palmeira, áreas sob domínio do Comando Vermelho. Segundo os autos, tudo começou com uma denúncia anônima feita ao Disque-Denúncia, indicando que o corpo de Davi Mendonça estaria na localidade conhecida como “Pedra do Urubu”, na Comunidade da Palmeira, após ter sido executado por traficantes. Com o avanço das investigações, foi constatado que Davi estava desaparecido desde o dia 16 de outubro. Em depoimento, os pais afirmaram que o filho teria sido morto por integrantes do Comando Vermelho como forma de punição pelos roubos ocorridos na RJ-104, nas proximidades da Comunidade Nova Grécia. A apuração revelou ainda o desaparecimento de outros três homens — João Pedro, Thalis e Kaio — que, segundo os autos, também teriam participado do arrastão ocorrido no dia 13 de outubro, sem autorização da liderança do tráfico local. Como resposta, as vítimas teriam sido sequestradas por criminosos da facção. Parte delas teria sido levada para um ponto conhecido como “Campanário”, no alto da Comunidade Nova Grécia. Já Davi e Kaio teriam sido levados para a Comunidade da Palmeira, em Niterói, onde, segundo as investigações, foram executados. Testemunhas afirmaram que as mortes teriam sido ordenadas pelo traficante conhecido como “Cabeça”, identificado, segundo informações do Portal de Segurança do Estado, como alguém com 46 anotações criminais. Ainda conforme os relatos, a execução teria sido realizada pelo traficante “Du Pente”, apontado como “frente” do tráfico na Comunidade da Palmeira. Ele foi reconhecido por testemunhas por meio de mosaico fotográfico. As investigações também indicam que “Ben Ben” e “Pretinha” — esta última apontada como ex-liderança da Comunidade Nova Grécia — teriam participado diretamente da ação, auxiliando na identificação das vítimas e, em um dos casos, mantendo uma delas amarrada até a chegada dos executores. Uma testemunha identificada como Dayana também reconheceu “Ben Ben” e “Pretinha” em procedimento policial. Já o traficante conhecido como “Jimmy” foi apontado como o responsável pelo tráfico na Comunidade Nova Grécia, área onde parte das vítimas desapareceu. Na decisão, a Justiça destacou que os autos revelam uma atuação “extremamente violenta, organizada e reiterada”, com execução de múltiplas vítimas em um contexto de domínio territorial armado, além da tentativa de ocultação de cadáveres por meio de incêndio. Segundo o entendimento judicial, a liberdade dos acusados representaria risco à ordem pública, diante da gravidade dos fatos, da repercussão social e da periculosidade dos investigados. A decisão também aponta que a soltura poderia intimidar testemunhas e comprometer o andamento do processo. O clima de medo, inclusive, já aparece no próprio processo. De acordo com os autos, uma das testemunhas afirmou estar com receio de prestar informações mais detalhadas por viver em área dominada pelo mesmo grupo criminoso, chegando a omitir parte do que sabia por medo de represálias. O caso expõe, segundo a própria investigação, um cenário de violência extrema, com execuções, desaparecimentos e possíveis queimas de corpos, em meio ao controle rígido imposto pelo tráfico sobre territórios da Região Metropolitana do Rio.

Bomba na PM: três policiais podem ser expulsos após duas acusações explosivas — roubo de iPhones e cobrança de R$ 15 mil para liberar ônibus

A Polícia Militar decidiu submeter três policiais ao Conselho de Disciplina, procedimento que pode resultar na expulsão dos agentes da corporação, após o surgimento de duas acusações graves envolvendo abordagens a ônibus de turismo no Arco Metropolitano, na Baixada Fluminense. De acordo com os autos, o primeiro caso remonta a março do ano passado, quando os policiais, então em serviço no DPO de Jardim Primavera, abordaram um ônibus que transportava mercadorias adquiridas em São Paulo com destino a Campos dos Goytacazes. Segundo as investigações, após revista no veículo, os agentes teriam alegado a ausência de notas fiscais para justificar a apreensão dos produtos. No entanto, conforme a acusação, parte da carga não foi devidamente registrada, incluindo 11 aparelhos celulares da marca iPhone, que teriam sido subtraídos pelos policiais. Ainda de acordo com o procedimento, há relatos de que os passageiros foram colocados em condição de impossibilidade de reação durante a ação, o que agrava a natureza das acusações. Durante as diligências posteriores, materiais foram localizados na posse de um dos investigados. Os itens foram apreendidos e permanecem custodiados na 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), devidamente lacrados, aguardando destinação conforme decisão judicial. Segunda acusação: cobrança em dinheiro para liberação de ônibus Os mesmos policiais também são alvo de uma segunda acusação, relacionada a um episódio ocorrido em 17 de novembro de 2025, também no Arco Metropolitano, na altura de Saracuruna, em Duque de Caxias. De acordo com o relato das vítimas, o grupo viajava em um ônibus de excursão quando foi abordado por uma viatura policial. Durante a fiscalização, os agentes teriam realizado uma revista no bagageiro, com relatos de danos a mercadorias transportadas. Ainda segundo os denunciantes, ao constatarem a ausência de notas fiscais, os policiais teriam exigido o pagamento de R$ 15 mil em espécie para liberar o veículo e permitir a continuidade da viagem. Processo pode levar à expulsão As duas ocorrências passaram a ser analisadas conjuntamente no âmbito administrativo, e a instauração do Conselho de Disciplina indica que a corporação identificou indícios considerados relevantes para a abertura do procedimento. O processo não implica culpa automática, e os policiais terão direito à ampla defesa e ao contraditório. Ao final, o colegiado poderá recomendar sanções que vão desde advertências até a exclusão definitiva dos quadros da Polícia Militar. O caso segue em apuração.

Conversas interceptadas levantam suspeitas que traficantes da Cidade de Deus (CV) possam estar envolvidos no roubo na casa de Poze do Rodo

Após informar em uma matéria que milicianos poderiam estar envolvidos no assalto à casa do cantor MC Poze do Rodo, o jornalista Bruno Assunção idivulgou em nova publicação que existe agora uma suspeita forte contra traficantes da Cidade de Deus Segundo o jornalista, a Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a possível participação do filho de um chefe do tráfico da Cidade de Deus no roubo . Interceptações numa troca de mensagens obtidas pelo repórter revelam diálogos entre traficantes que mencionam diretamente o suposto envolvimento do jovem no crime. Em uma das conversas, registrada por volta das 2h da madrugada, um dos criminosos afirma: “já deu maior K.O., filho do Sam que pegou ele”, indicando que o filho do traficante conhecido como Sam teria participação direta na ação. Horas depois, em nova mensagem enviada às 10h28 desta quinta-feira, outro integrante do grupo relata: “já morreram dois hoje”, sugerindo possíveis desdobramentos violentos relacionados ao caso. As investigações seguem em andamento para esclarecer a participação dos envolvidos e a motivação do crime.

Não é só ouro. Traficantes da Serrinha (TCP) estariam pedindo comida e anunciando carro roubado, geladeira, fogão para atrair interessados e roubá-los, apontam denúncias

Circulam nas redes sociais relatos com novos detalhes sobre supostos golpes que estariam sendo praticados por traficantes que atuam no Complexo da Serrinha, em Madureira, na Zona Norte do Rio. De acordo com as publicações, os criminosos estariam utilizando plataformas de comércio eletrônico, como o Mercado Livre, para anunciar a venda de ouro sem possuir o produto. As vítimas demonstram interesse, combinam a compra e, ao chegar ao local, acabam tendo o dinheiro roubado. As denúncias indicam ainda outro tipo de ação: pedidos de refeições por aplicativos de entrega — incluindo café da manhã, almoço e jantar. Quando os entregadores chegam ao destino, teriam a comida e, em alguns casos, as motocicletas roubadas. Ainda segundo os relatos, vítimas que tentam reclamar diretamente em pontos de venda de drogas da região seriam informadas de que esse tipo de prática seria “proibido” dentro da comunidade, sem que haja devolução dos bens. Outro golpe mencionado envolve a venda de veículos roubados ou clonados. Interessados são atraídos pelos anúncios, mas, ao comparecerem para verificar o automóvel, também são assaltados. Há ainda registros de anúncios falsos de eletrodomésticos, como geladeiras e fogões, divulgados nas redes sociais. O padrão, segundo as denúncias, se repete: a vítima vai até o local para concluir a compra e acaba sendo roubada. As publicações apontam que os criminosos estariam recorrendo a esses golpes como forma de levantar recursos, possivelmente com o objetivo de se capitalizar diante de uma eventual disputa com grupos rivais ligados ao Comando Vermelho. Ainda de acordo com os relatos, lideranças do tráfico na Serrinha teriam orientado anteriormente que os crimes fossem cometidos fora da comunidade. No entanto, diante de perdas recentes de integrantes, principalmente por prisões, os golpes teriam passado a ser uma alternativa por permitir que o dinheiro chegue diretamente aos chefes do grupo criminoso.

Veja que instrumentos PMs usaram para arrombar casas e estabelecimentos comerciais durante megaoperação nos complexos do Alemão e Penha. Eles chegaram a roubar lata de refrigerante, cobertor e consumir produtos de geladeiras

Por meio do processo que tramita na Auditoria da Justiça Mililtar descrevemos agora o caso dos PMs que foram denunciados pelo Ministério Público Estadual do Rio pelos crimes de obstrução de câmeras corporais e invasões ilegais a residências e estabelecimentos comerciais sem autorização judicial ou consentimento, praticados no dia 28 de outubro de 2025, durante a Operação Contenção, nas comunidades do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro. Um dos PMs foi acusado de entrar em estabelecimento comercial na Vila Cruzeiro não aberto ao público e contra a vontade de quem de direito e mediante arrombamento. Outros PMs entraram na casa de um morador que usava tornozeleira eletrônica contra a vontade dele.. Teve PM também que tentou entrar em casa alheia usando uma chave micha mas não conseguiu fazer abrir a porta do imóvel. PMs entraram eum uma casa acessando o terraço do imóvel cujos fundos dão visão para a área de mata da comunidade. Os policiais transitaram pelo interior do imóvel, consumiram produtos que se encontravam na geladeira e fizeram uso de seus sanitários. Teve PM que entrou em casa alheia e subtraiu uma lata de refrigerante. Outros PMs após entrarem em uma casa vasculharam o imóvel e retiraram de seu interior um cobertor, dentro do qual havia um saco de lixo preto cujo conteúdo não identificado foi dividido entre eles. A denúncia diz que PMs também usaram uma faca de lâmina de fina espessura para entrar em uma casa. Em mais um relato, o arrobamento foi feito com o uso de um facão para abrir o portão de entrada, Teve uma situação em que um PM, Antes de tentar arrombar o portão da residência, o bateu no portão branco, inquirindo se havia alguém na casa e, mediante a ausência de resposta, passou a efetuar manobras para ingressar no imóvel.

Preso em operação contra o CV no Chapadão foi acusado de outros crimes nos últimos anos sendo inclusive detido mas Justiça o liberou

Preso hoje durante operação contra o Comando Vermelho no Complexo do Chapadão, em Costa Barros, o traficante Macumbinha que era o principal alvo da ação já havia sido acusado de dois outros crimes nos últimos anos mas acabou liberado pela Justiça. Em 15 de abril de 2024, ele foi flagrado em São Matheus, em São João de Meriti, com 1,024 gramas de cocaína em 400 embalagens plásticas, contendo as inscrições “CPX DO BQ C.V PÓ”; 250,5 g (duzentos e cinquenta gramas) de Cannabis Sativa L (“Maconha”), acondicionada em 130 embalagens plásticas, contendo as inscrições “CPX DA CAIXA D´AGUA SJM SKANK C.V” e “CPX DO BQ MACONHA C.V”; e 78 g (setenta e oito gramas) de cocaína (Crack), acondicionadas em embalagens plásticas, contendo as inscrições “CPX DO BQ SJM C.V CRACK e 1 (um) rádio comunicador, No entanto, a Justiça considerou insuficiente as provas e o absolveu no ano passado. No dia 19 de abril de 2023, por volta de 23h50min, na Rodovia Presidente Dutra, na pista sentido São Paulo, altura do km 182, ele foi acusado de participar de uma tentativa de roubo usando um simulacro de arma de fogo e proferindo palavras de ordem da carga de um caminhão. O crime não restou consumado uma vez que o condutor do caminhão já havia realizado todas as entregas do dia e não havia carga a ser subtraída. Os acusados exigiram que ele mostrasse a nota fiscal contendo as informações. Após ver o documento, a dupla embarcou no automóvel e todos empreenderam fuga. Por conta disso, Macumbinha pegou um ano de prisão em regime aberto e não ficou preso.

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