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Escândalo na orla da zona sul: tráfico ficava com 60% de golpe da maquininha aplicado em turistas no Rio”

A reportagem teve acesso a detalhes de uma investigação que revela que o tráfico de drogas lucrava diretamente com o golpe da maquininha aplicado contra turistas nas praias da Zona Sul do Rio. Segundo os dados, integrantes do Comando Vermelho ficavam com 60% do dinheiro obtido nas fraudes, enquanto ambulantes responsáveis pelas abordagens ficavam com os outros 40%. O material mostra que o esquema operava principalmente nas areias de Copacabana e Ipanema, tendo como alvo preferencial turistas estrangeiros, escolhidos por terem menor familiaridade com a moeda brasileira e os costumes locais. De acordo com as investigações, os envolvidos se passavam por vendedores ambulantes e iniciavam a abordagem oferecendo produtos de baixo valor, como bebidas, cigarros e alimentos. Após convencer a vítima a pagar com cartão, começava o golpe. Com a maquininha em mãos, o criminoso alegava falhas de conexão para justificar múltiplas tentativas. Durante esse tempo, aproveitava momentos de distração para digitar valores muito acima do combinado, muitas vezes adicionando zeros ao preço real. Em outras situações, o visor da máquina era propositalmente encoberto. Já nos casos de pagamento por aproximação (NFC), o golpe se tornava ainda mais agressivo: o criminoso chegava a pegar o celular da vítima sob o pretexto de “ajustar o sinal”, realizando a cobrança sem que o turista percebesse. As apurações confirmam que os crimes eram praticados em grupo, com divisão de tarefas bem definida — abordagem, distração, cobrança, recebimento e repasse — o que facilitava tanto a execução quanto a fuga imediata após a fraude. Os números mostram a dimensão do esquema. Em uma amostra de 150 registros de ocorrência, entre janeiro e a primeira semana de setembro de 2025, os valores desviados variam de centenas a dezenas de milhares de reais por vítima. A investigação resultou em denúncia do Ministério Público contra sete pessoas. Para dificultar o rastreamento, os suspeitos utilizavam diversas maquininhas e contas bancárias em nome de terceiros. Logo após os golpes, os valores eram rapidamente transferidos via PIX, criando uma cadeia de repasses para ocultar os verdadeiros beneficiários. Um dos investigados revelou a existência de um “gerente” das fraudes — apontado como responsável por centralizar os valores e ligado ao tráfico. Segundo ele, esse homem atuaria na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana. De acordo com o depoimento, ambulantes interessados em participar do esquema precisavam procurá-lo. Era ele quem organizava a atuação e garantia a divisão dos lucros: 60% para o tráfico e 40% para os vendedores. O investigado também detalhou o domínio territorial da facção na Zona Sul, apontando a divisão das áreas: A investigação ainda indica uma estrutura criminosa mais ampla. Perfis públicos em redes sociais apontam a existência da chamada “Trem/Equipe do Havaí”, ligada ao Complexo Pavão-Pavãozinho-Cantagalo (PPG), sugerindo conexão direta com a facção e possível coordenação das fraudes. Para os investigadores, o caso revela uma engrenagem organizada, com participação direta do tráfico, divisão de funções e controle territorial — transformando golpes aplicados na areia da praia em uma fonte estruturada de renda para o crime organizado. r

Não é só ouro. Traficantes da Serrinha (TCP) estariam pedindo comida e anunciando carro roubado, geladeira, fogão para atrair interessados e roubá-los, apontam denúncias

Circulam nas redes sociais relatos com novos detalhes sobre supostos golpes que estariam sendo praticados por traficantes que atuam no Complexo da Serrinha, em Madureira, na Zona Norte do Rio. De acordo com as publicações, os criminosos estariam utilizando plataformas de comércio eletrônico, como o Mercado Livre, para anunciar a venda de ouro sem possuir o produto. As vítimas demonstram interesse, combinam a compra e, ao chegar ao local, acabam tendo o dinheiro roubado. As denúncias indicam ainda outro tipo de ação: pedidos de refeições por aplicativos de entrega — incluindo café da manhã, almoço e jantar. Quando os entregadores chegam ao destino, teriam a comida e, em alguns casos, as motocicletas roubadas. Ainda segundo os relatos, vítimas que tentam reclamar diretamente em pontos de venda de drogas da região seriam informadas de que esse tipo de prática seria “proibido” dentro da comunidade, sem que haja devolução dos bens. Outro golpe mencionado envolve a venda de veículos roubados ou clonados. Interessados são atraídos pelos anúncios, mas, ao comparecerem para verificar o automóvel, também são assaltados. Há ainda registros de anúncios falsos de eletrodomésticos, como geladeiras e fogões, divulgados nas redes sociais. O padrão, segundo as denúncias, se repete: a vítima vai até o local para concluir a compra e acaba sendo roubada. As publicações apontam que os criminosos estariam recorrendo a esses golpes como forma de levantar recursos, possivelmente com o objetivo de se capitalizar diante de uma eventual disputa com grupos rivais ligados ao Comando Vermelho. Ainda de acordo com os relatos, lideranças do tráfico na Serrinha teriam orientado anteriormente que os crimes fossem cometidos fora da comunidade. No entanto, diante de perdas recentes de integrantes, principalmente por prisões, os golpes teriam passado a ser uma alternativa por permitir que o dinheiro chegue diretamente aos chefes do grupo criminoso.

Traficantes da Serrinha (TCP) são suspeitos de aplicar o golpe do ouro onde sequestram, torturam, extorquem, roubam e até matam

Um ourives foi sequestrado e torturado por traficantes no Morro da Serrinha, em Madureira, na zona norte do Rio. Além disso ficou sem o carro. O homem foi liberado após a empresa onde trabalha realizar um Pix de quase R$ 20 mil. Ele relatou que outros colegas também foram vítimas dos criminosos. Além dos quatro ourives sequestrados no final de semana, a polícia investiga uma possível ligação do grupo criminoso com a morte de um jovem encontrado baleado dentro do próprio carro em Vicente de Carvalho Mateus Eduardo Oliveira, foi morto em Vicente de Carvalho após cair em um golpe conhecido como “golpe do ouro”. A vítima foi atraída por criminosos com a promessa de uma negociação envolvendo ouro, mas acabou sendo surpreendida e assassinada durante o encontro. De acordo com as informações, esse tipo de crime costuma envolver armadilhas bem planejadas, nas quais os suspeitos simulam oportunidades lucrativas para atrair vítimas. A polícia investiga o caso e busca identificar os envolvidos, enquanto reforça o alerta sobre esse tipo de golpe, que tem se repetido e, em alguns casos, termina de forma violenta.

Telemarketing religioso cobrava até R$ 1,5 mil por curas e milagres no Rio. Polícia faz operação

Policiais civis da 76ª DP (Niterói) deflagraram, nesta quarta-feira (24/09), uma ação contra uma quadrilha que, se passando por um pastor, cobrava de fiéis para fazer orações, prometendo curas e milagres. Os criminosos atuavam a partir de uma central de telemarketing, no Centro de Niterói. A “Operação Blasfêmia” é realizada em conjunto com o Ministério Público. O objetivo da ação é o cumprimento de mandados de busca e apreensão em decorrência de inquérito da 76ª DP que apurou os crimes de estelionato, charlatanismo, curandeirismo, associação criminosa, falsa identidade, crime contra a economia popular, corrupção de menores e lavagem de dinheiro. As investigações revelaram uma estrutura sofisticada de telemarketing religioso, onde dezenas de atendentes eram contratados por meio de anúncios em plataforma on-line de vendas. Os selecionados, sem qualquer vínculo religioso com a instituição, eram orientados a se passarem pelo líder religioso durante atendimentos via WhatsApp. Durante as conversas com as vítimas, os atendentes simulavam ser o pastor de uma igreja de São Gonçalo, utilizando áudios previamente gravados com promessas de curas e milagres, condicionadas à realização de transferências bancárias via pix. Os valores cobrados variavam entre R$ 20 e R$ 1,5 mil, conforme o “tipo de oração” oferecida. Para dar vazão ao grande volume de arrecadações, o grupo se utilizava de uma rede de contas bancárias registradas em nome de terceiros, dificultando o rastreamento das movimentações financeiras. Os atendentes eram remunerados por comissões proporcionais à arrecadação semanal e submetidos a metas rígidas de desempenho. Aqueles que não atingiam o valor mínimo estipulado eram dispensados. A investigação teve início em fevereiro deste ano, quando a polícia identificou a existência de um call center, onde foram flagradas 42 pessoas realizando atendimentos virtuais. Na ocasião, 52 telefones celulares, 6 notebooks e 149 cartões pré-pagos de telefonia móvel foram apreendidos. A análise desse material confirmou a atuação coordenada do grupo e permitiu identificar milhares de vítimas em todo o território nacional.Durante a apuração, foi realizada também investigação financeira, que identificou movimentações superiores a R$ 3 milhões em um período de dois anos. Com base nos elementos colhidos, foram decretados o sequestro de bens e o bloqueio de contas bancárias dos investigados, bem como de empresas a eles vinculadas. Nessa primeira fase, o pastor e outros 22 integrantes do grupo foram denunciados. Além disso, foi deferida medida cautelar de monitoramento por tornozeleira eletrônica em face do pastor. As investigações seguem com o objetivo de identificar novas vítimas e eventuais participantes da organização criminosa.

Veja modus operandi de mulher presa por aplicar o golpe do ‘Boa Noite Cinderela” em vários turistas no Rio

Policiais civis da 12ª DP (Copacabana) prenderam uma mulher, na manhã desta terça-feira (23/09), que fez diversas vítimas aplicando o golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela”, em ação conjunta com a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat). Os agentes cumpriram contra ela dois mandados de prisão por crimes praticados contra turistas estrangeiros. Ela foi localizada em Duque de Caxias, Baixada Fluminense. De acordo com as investigações, somente em 2024, ela foi identificada em seis inquéritos que apuram crimes desta modalidade. Entre as vítimas estão turistas da Alemanha, Suíça e Noruega, além de viajantes de São Paulo e Minas Gerais. Segundo apurado, o crime é cometido sempre da mesma maneira, após sedar as vítimas, a criminosa levava pertences, como notebooks e televisões, além de objetos pessoais, como dinheiro, relógios, celulares e perfumes. Os cartões bancários roubados também eram usados em transações, gerando grandes prejuízos. Os agentes apuraram ainda que a criminosa agia com comparsas. Em grande parte dos casos, ela contou com a participação de um homem, preso em flagrante em dezembro do ano passado enquanto tentava aplicar o mesmo golpe. Na ocasião, a vítima conseguiu acordar e acionar policiais militares. O criminoso, em junho deste ano, recebeu o benefício de responder o processo em liberdade. A prisão da mulher, nesta terça-feira, além de tirar das ruas uma criminosa reincidente, irá ajudar no aprofundamento das investigações, que seguem em andamento.

Presa uma das mulheres que aplicou ‘Boa Noite Cinderela’ em turistas ingleses

Amanda Couto Deloca, de 23 anos, foi detida em casa na tarde desta segunda-feira, em Nova Campinas, Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, pela Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat) em conjunto com a 62ª DP (Imbariê). Ela é uma das suspeitas de participar de um golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela” aplicado contra dois turistas britânicos. Segundo a investigação, as vítimas conheceram as mulheres na Lapa, no Centro do Rio, e, após serem dopadas, tiveram os celulares roubados, resultando em um prejuízo de R$ 116 mil. A presa se tornou ré nesta terça-feira (18) e tinha um mandado de prisão pelo crime contra os ingleses, juntamente com Mayara Ketelyn Américo da Silva e Raiane Campos de Oliveira, que ainda se encontra foragidos.

Uber tomou golpe de R$ 114 mil no RJ

Policiais civis da Delegacia de Defraudações (DDEF) deflagraram, nesta quarta-feira (13/08), a “Operação Rota Falsa”. O objetivo é desmantelar uma sofisticada rede criminosa que realizava fraudes contra uma empresa de aplicativo de transporte Uber. Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão em cinco endereços ligados a investigados por gerar prejuízo de R$ 114 mil à plataforma, na Zona Norte da capital. As investigações apontaram que os suspeitos exploravam uma vulnerabilidade no sistema de pagamentos via Pix do aplicativo. Eles utilizavam contas fraudulentas, tanto de motoristas como de passageiros, para fazer pedidos de corridas, mas acrescentavam múltiplas paradas durante o trajeto, o que fazia o valor final da viagem disparar. No final da corrida, a empresa responsável pela plataforma cobria o pagamento integral das paradas ao falso motorista, mas a quantia permanecia pendente na conta do passageiro, que não efetuava o pagamento e abandonava a conta, tornando-a inativa. Segundo os agentes, a empresa de tecnologia identificou mais de 2 mil corridas com indícios fraudulentos. Os suspeitos abriram 480 contas em nomes de falsos motoristas e passageiros e, entre essas, 478 foram criadas do endereço residencial de um dos investigados. Os policiais ainda identificaram que grande parte das contas bancárias vinculadas no aplicativo era de uma outra integrante dessa quadrilha. Os policiais ainda apuraram que os criminosos fraudavam o sistema de verificação da plataforma para a criação das contas falsas. Eles utilizam inteligência artificial para manipular imagens digitalmente e também usavam imagens físicas, com rostos de outras pessoas impressos em folhas de papel e colocavam por cima da própria face deles. Na ação desta quarta, os agentes diligenciaram em endereços no Alto da Boa Vista, Tijuca, Maracanã e Honório Gurgel. Em um dos locais, os policiais encontraram diversas fotos utilizadas para fraudar o sistema de verificação do aplicativo. As investigações continuam para identificar e responsabilizar todos os envolvidos no esquema criminoso.

Veja outros casos de ‘Boa Noite Cinderela’ aplicados por mulher que dopou turistas britânicos em Ipanema

No dia 23 de abril, Raiane Campos de Oliveira, uma das mulheres que doparam os turistas britânicos em Ipanema e roubaram deles mais de R$ 100 mil, participou de um caso semelhante na Pedra do Sal, na Zona Portuária do Rio. Na ocasiáo, a vítima e seus amigos conheceram 05 (cinco) mulheres e convidaram-nas para ir até o apartamento alugado por eles na Rua Nascimento Silva, no bairro de Ipanema; Posteriormente, ao acordar, a vítima verificou que as denunciadas não estavam mais no local, e constatou que diversos pertences seus foram subtraídos. Segundo relato, a vítima acredita ter sido drogada através de alguma substância ministrada nas bebidas por ele ingerida. Em sede policial, ao visualizar álbum de mulheres suspeitas por crimes de roubos na modalidade “boa noite, Cinderela”, a vítima reconheceu Raiane e outras suspeitas que que subiram para o apartamento dos estrangeiros no dia dos fatos. Um turista inglês contou que estava no dia 23/10/2023 na Pedra do Sal com seu amigo também inglês e conheceram três mulheres, entre elas Raiane. Que foram junto com estas moças de uber para sua casa na Rua Saint Roman em Copacabana. Que chegaram em casa por volta das 04:30h e seu amigo foi com uma das mulheres para outro apartamento e o declarante ficou com duas mulheres no seu imóvel. Que foi ao banheiro e deixou um copo de água em cima da pia. Que ao regressar bebeu o copo de água. Depois não se recorda de mais nada. Que acordou por volta das 09:30h e constatou que as duas mulheres foram embora e que seu celular e outros bens foram subtraídos. Sabe dizer que as duas mulheres tinham idade entre 23 e 25 anos, bronzeadas, cabelo preto. Em 26 de setembro de 2023, no período estendido entre as 00h00min e 13h40min, na Rua Bulhões de Carvalho,bairro de Ipanema, Raiane e comparsas, após eliminar a capacidade de resistência das vítimas, subtraíram para si e para outrem, coisa alheia, consistindo em diversos objetos, avaliados em, aproximadamente, mais de U$20.000,00, além de 200 pesos colombianos e R$ 5.000,00 em prejuízo em face dos turistas indianos e americanos. Consta no incluso procedimento que as vítimas estavam conhecendo a noite na localidade conhecida como Pedra do Sal. Nesta ocasião, enquanto um dos turistas dava uma volta no local, o outro ficou esperando próximo ao carro que ambos tinham alugado, momento em que foi abordado pelas mulheres, que passaram a conversar com um deles e logo pediram uma carona até a Zona Sul. Com a chegada do outro turista, todos embarcaram no veículo. Após chegarem em Copacabana, o grupo ficou na praia bebendo cervejas, momento em que um dos turistas passou a se sentir pesado, sonolento e sem equilíbrio, quando as mulher, sugeriram que todos fossem até o apartamento deles. No local, o grupo passou a dançar e beber, momento em que um dos alvos sentiu um gosto diferente em sua bebida. Após continuarem com a reunião por mais um tempo, todos foram dormir em razão do cansaço. As vítimas acordaram apenas várias horas depois, ainda com os sentidos alterados, sem total coordenação verbal e motora, podendo apenas perceber que as investigadas não estavam mais no local e que seus pertences de valor haviam sido levados por elas, totalizando um prejuízo de mais de U$20.000,00 (vinte mil dólares), além de 200 pesos colombianos e R$ 5.000,00 (cinco mil reais).

Universitários britânicos foram dopados e acabaram vítimas de Boa Noite Cinderela em Ipanema

Dois universitários britânicos foram vítimas de “boa noite, Cinderela” em Ipanema, após conhecerem três mulheres na Lapa. Drogados e roubados, tiveram celulares levados e perderam R$ 110 mil em transferência bancária. As suspeitas — Amanda Couto, 23, Mayara Ketelyn, 26, e Raiane Campos, 27, atuam em pontos turísticos e bares da Zona Sul. Raiane já havia sido presa pelo mesmo crime em 2024. As suspeitas foram flagradas fugindo em um.táxi. Elas roubaram todos os pertences dos rapazes. Elas moram em comunidades dr Duque de Caxias. Populares acionaram a PM e os bombeiros para fazer o socorro das vítimas

Polícia diz ter prendido a maior golpista em atividade no Rio

Policiais civis da 15ª DP (Gávea) prenderam Thaiza Carine da Costa Oliveira apontada como a maior golpista em atividade no Rio de Janeiro. Desde fevereiro deste ano, ela aplicou mais de 60 golpes e causou prejuízos que ultrapassam R$ 7 milhões, especialmente contra idosos das zonas Sul e Norte da capital. A criminosa foi capturada após três meses de investigação minuciosa conduzida pela equipe da 15ª Delegacia. Segundo a Polícia, Thaiza integrava uma quadrilha especializada em fraudes sofisticadas, nas quais se passava por falsa funcionária da Receita Federal para enganar suas vítimas. O golpe começava por telefone, com um comparsa se passando por servidor público e alegando supostos erros na declaração do Imposto de Renda. As vítimas, todas pessoas idosas, eram levadas a acreditar que poderiam perder seus bens caso não colaborassem. Na sequência, Thaiza fazia visitas presenciais às residências, onde, com postura firme e vocabulário técnico, conseguia convencer os idosos a entregar joias, dinheiro, aparelhos eletrônicos e até obras de arte. Em uma das investidas, ela chegou a levar um quadro original de Di Cavalcanti. A golpista possui sete anotações criminais por roubo, estelionato e associação criminosa. Ela havia sido solta em novembro de 2024 após cumprir sete meses de prisão, mas voltou a cometer crimes poucos meses depois. Thaiza admitiu à polícia que os valores arrecadados eram divididos entre os membros do grupo criminoso. A Polícia ainda trabalha para identificar e prender os demais integrantes e tenta recuperar parte do montante desviado. A orientação é para que a população — em especial idosos — redobre a atenção e nunca permita a entrada de supostos servidores públicos sem confirmação oficial. Contatos suspeitos devem ser comunicados imediatamente às autoridades.

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