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homicídios

JÚRI POPULAR: Traficante vai a júri popular por morte de suposto X9 da milícia em homicídio que marcou a entrada do CV na Gardênia Azul. Chefões da facção forneciam armas, homens e davam ordens para matar suspeitos de serem informantes de rivais

A Justiça decidiu levar a júri popular depois de mais de três anos o traficante Francisco Glauber, o GL, que está preso, pelo homicídio de um homem que o Comando Vermelho considerava X9 da milícia na Gardênia Azul, em Jacarepaguá. O crime marcou a entrada do CV na comunidade. Erinaldo Gomes da Silva foi morto com tiros pelas costas. Líder do CV nas ruas, o traficante Doca e seu assessor direto, vulgo Gardenal, fornecendo homens e armas de fogo e dando instruções sobre as execuções que deveriam ocorrer para a retomada e controle territorial e criminoso da região do Gardênia Azul. BMW colocava em prática as instruções sobre as execuções que deveriam ocorrer para retomada e controle territorial e criminoso da região.GL e outros bandidos já mortos (Lesk e Vin Diesel) eram líderes locais que solicitaram o auxílio de Doca e Gardenal e deram as ordens para que o executor (vulgo Mãozinha) para matar a vítima. Os envolvidos no crime acreditavam que Erinaldo era informante da polícia e/ou integrante da milícia privada que anteriormente dominava a região do Gardênia Azul, conforme prints de postagens dos criminosos no Twitter Mas há relatos de que Erinaldo possa ter sido confundido com alguém. Entre 1º fevereiro e 15 de março de 2023, na região do Gardênia Azul/Jacarepaguá, traficantes do CV praticaram diversos homicídios, além da venda de botijões de gás (motivação do homicídio apurado no I. P. nº 901-00286/2023). Além de ordenar homicídios, Doca passou a lucrar com a repartição das drogas comercializadas na região do Gardênia Azul. Uma testemunha revelou que a Gardênia Azul era dividida em algumas áreas e cada uma dominada por um grupo de milicianos diferente.Todos conviviam pacificamente até que um grupo, na época liderado pelo já falecido Gargalhone que era composto pelos milicianos Lesk, GL dentre outros tentou tomar as outras comunidades. Eles acabaram expulsos e foram pedir auxílio do miliciano Zinho para tentarem reconquistar a parte que eles perderam e toda a Gardênia.Zinho não pôde apoiá-los nessa guerra porque ele já estava apoiando guerras lá na Zona Oeste e fez interlocução com os traficantes Doca e Gadernaldo Comando Vermelho, que passaram a dar suporte bélico, de soldados, de armas, enfim de insumos, para que esses milicianos que passaram a integrar o Comando Vermelho assumissem a Gardênia Azul. Isso foi um início ali de muitos homicídios e os traficantes passaram a matar pessoas que eles acusavam ou desconfiavam de serem X9 ou de milicianos ou da polícia. Foi neste contexto que Erinaldo acabou sendo morto porque os traficantes acreditavam que ele fosse um X9 da polícia ou da milícia. Esse grupo de traficantes tinha o hábito de publicar os homicídios como forma de impor o medo aos demais moradores da região.Foi constatado na época diversas pichações com vulgos de traficantes que estavam atuando lá. O traficante que vai a júri popular pelo homicídio de Erinaldo era na época a liderança direta que atuava diretamente na Gardênia. Além da Gardênia, na época, haviam muitos homicídios também na Rua Araticum devido a essas pessoas que eram acusadas de participar da milícia, ou algum informante, algum simpatizante da milícia, o tráfico estava ali, estava executando. Tanto a milícia como o CV faziam quase que uma campanha de mídia, divulgando os atos, as ameaças, o que eles faziam, o que iam fazer. Ouvido na época, GL negou tudo e disse que nem conhecia a vítima. Confirmou que já tinha sido da milícia e rolou uma guerra ali e tinha que deixar a região. Ele também responde pelos homicídios dos três médicos, mortos na orla da Barra da Tijuca após um deles ser confundido com o miliciano Taillon de Rio das Pedras.

Traficante do CV vai a júri popular acusado de matar dois rivais do TCP e ganhar R$ 10 mil pela execução

A Justiça decidiu levar a júri popular Leandro Azevedo Pereira, acusado pelo Ministério Público de participar do assassinato de Geovani Braz Patrício de Oliveira e Marcos Cesar da Silva Costa, dois homens apontados na denúncia como integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), em meio à disputa territorial com o Comando Vermelho (CV). Segundo a acusação, após a execução, Leandro teria recebido R$ 10 mil de bonificação dos líderes do CV pela ação. O Ministério Público ofereceu denúncia contra Leandro Azevedo Pereira e outros acusados, imputando a ele a prática do crime previsto no artigo 121, § 2º, incisos I, IV e V, do Código Penal, ou seja, homicídio qualificado. De acordo com a denúncia, o crime ocorreu no dia 25 de abril de 2023, por volta das 20h, na Rua Altair, nº 171, em Anchieta, na Zona Norte do Rio. Segundo o MP, Leandro, agindo de forma livre e consciente e em comunhão de ações e desígnios com os traficantes Doca e Pedro Bala cujas ordens obedeceria, teria participado da ação com a intenção de matar Geovani e Marcos. As lesões provocadas pelos disparos, segundo os laudos de necropsia, foram a causa das mortes das duas vítimas. A denúncia afirma que os acusados seriam integrantes do Comando Vermelho, facção que dominava a localidade conhecida como Az de Ouro, e que o grupo mantinha disputas territoriais frequentes com criminosos da comunidade conhecida como Jaqueira, apontada como área ainda dominada pelo Terceiro Comando Puro, facção à qual, segundo a acusação, pertenciam as vítimas. No dia do crime, conforme o Ministério Público, Leandro e outros criminosos ainda não identificados seguiram de carro até a Rua Altair, nº 171, descrita na denúncia como local de traficância. Ao avistarem integrantes da facção rival, os criminosos teriam efetuado diversos disparos e fugido em seguida. Geovani Braz Patrício de Oliveira e Marcos Cesar da Silva Costa foram atingidos fatalmente. A denúncia afirma ainda que, depois do crime, Leandro teria comemorado em sua conta na rede social Twitter o resultado da ação, fazendo referência à morte dos chamados “dois alemães”. Ainda segundo o Ministério Público, a atuação teria sido reconhecida pelos líderes do Comando Vermelho, que teriam realizado o pagamento de uma bonificação de R$ 10 mil em razão da precisão na execução da empreitada criminosa determinada pelo grupo. Os elementos relacionados às redes sociais e ao suposto pagamento foram mencionados pelo MP nos anexos 37, 42 e 55 da investigação. Crime teria ocorrido em meio à guerra entre CV e TCP Na denúncia, o Ministério Público sustenta que o homicídio foi cometido por motivo torpe, em razão do conflito entre duas facções criminosas rivais e da tentativa de o TCP avançar territorialmente sobre pontos de venda de drogas, chamados de “esticas”. A acusação também afirma que o crime foi cometido de maneira a impossibilitar a defesa das vítimas, que teriam sido surpreendidas por criminosos fortemente armados. Outra qualificadora apontada pelo MP é a de que os homicídios teriam sido praticados para assegurar vantagem relacionada a outro crime, já que a ação teria como objetivo o controle do tráfico de drogas na região. Processo chegou à fase do Tribunal do Júri Leandro estava preso preventivamente em razão de outro processo. Depois do oferecimento da denúncia, a acusação foi recebida pela Justiça. A defesa apresentou resposta à acusação e, posteriormente, o recebimento da denúncia foi ratificado. Foi realizada audiência de instrução e julgamento, com a produção das provas e a oitiva das testemunhas. Nas alegações finais, o Ministério Público pediu a pronúncia de Leandro, para que ele fosse submetido ao julgamento pelo Tribunal do Júri. A defesa técnica, por sua vez, pediu inicialmente o reconhecimento da nulidade da prova digital apresentada no processo e, no mérito, a absolvição por insuficiência de provas. Defesa questionou prints de redes sociais A defesa alegou que haveria nulidade na prova digital porque seria apenas um print de tela isolado, sem perícia técnica e sem observância da cadeia de custódia da prova. O juiz rejeitou o argumento. Na decisão, o magistrado observou que a defesa não havia sequer especificado a qual print de tela isolado estava se referindo, não indicando a folha ou o índice do processo em que estaria localizado o material. Apesar disso, o juiz verificou a existência de prints nos IDs 114 e 883. Segundo os relatórios nos quais os materiais estavam inseridos, as imagens haviam sido obtidas de fontes abertas de contas em redes sociais, entre elas perfis no Instagram, Twitter e Facebook. Foram citados no processo os endereços de perfis como @constamarcos_21, o perfil do Twitter @diretodomiolo, além de @KiinTorre – Twitter e Kíín Torre (Carrapato Citty) – Facebook. Diante disso, a Justiça entendeu que a alegação da defesa não deveria ser acolhida.

GUERRA DE FACÇÕES EXPLODE NO BRASIL E DEIXA RASTRO DE SANGUE: CV, PCC, TCP E OUTROS GRUPOS TRAVAM DISPUTAS E EXECUÇÕES SE ESPALHAM PELO PAÍS

“Morre desgraçado, aqui é o bonde dos 40 caralho”. Essa frase foi dita por um criminoso armado que aparece atirando a queima roupa no rosto de um homem. A cena foi retratada em vídeo e divulgada nas redes sociais. Ela mostraria um assassinato de um membro do Comando Vermelho cometido por integrantes da facção Bonde dos 40, no Maranhão. Facções criminosas continuam se enfrentando em vários estados brasileiros e promovendo um verdadeiro banho de sangue. Nos últimos dias, foram registrados vários casos de homicídios pelo país por conta de disputa entre quadrilhas. Em Pontes e Lacerda, no Mato Grosso, um integrante do CV foi morto por membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). Os traficantes do Sindicato do Crime exibiram o corpo separado da cabeça de um suposto integrante do CV morto por eles no Rio Grande do Norte e botaram a frase. “É bala no Cu Vermelho”. Em Minas Gerais, um traficante do CV vulgo Fiel foi executado no Complexo Jardim Alvorada por traficantes do TCP. No Mato Grosso do Sul, o CV teria matado um membro do PCC em Paranaíba e divulgou uma postagem e uma foto fosca do corpo com sangue. “Obtivemos êxito em eliminar nosso inimigo por nome de Arthur ou Menor Progresso. Ele era lojista do PCCu” Em Três Lagoas, no mesmo estado, um bandido do PCC foi morto e outras quatro pessoas foram baleadas. Uma mulher chamada Marilei Pereira foi morta em Maracaju (MS). Ela era mãe do traficante Tu, membro do PCC preso mês passado por atirar contra traficantes do CV na cidade. O marido da moça estava levando o filho na escola na hora do crime. Em Castanhal, no Pará, um homem chamado Alan, ligado ao CV, foi assassinado pelo TCP. Foi divulgada uma imagem com os dizeres: “Eliminado com Sucesso” Essa semana, um homem ligado ao PCC morreu dias após ser baleado por membros do CV em Cáceres, no Mato Grosso. Ainda em Belo Horizonte, um  bandido ligado ao TCP foi morto no Complexo da Calama por um traficante conhecido como Balinha, do CV. Como presente de aniversário do PCC, um membro do CV por um padrinho da facção paulista em Maracaju, no MS Outra informação curiosa: o PCC estaria começando a retaliar ataques do CV no MS. Alguns integrantes estariam vindo de Minas Gerais. Uma lista de decretados foi divulgada. Eles divulgaram ainda um toque de exterminar integrantes do CV

DOIS TRIBUNAIS DO TRÁFICO: EM TANGUÁ homem foi torturado, entregou paradeiro de outro e se salvou; alvo foi encontrado, levado a via férrea e morto

Dois “tribunais do tráfico” em sequência teriam marcado um violento episódio em Tanguá, na Região Metropolitana do Rio. Primeiro, um homem foi sequestrado, levado para um local usado pelos criminosos e submetido a uma brutal sessão de tortura até revelar o paradeiro de outra pessoa. Depois que conseguiram a informação, os integrantes do grupo teriam partido em busca do segundo alvo, que acabou localizado e espancado até a morte. A sequência de violência é descrita em uma decisão judicial que manteve a prisão preventiva de um dos acusados pelos crimes. Segundo a denúncia, M.O.S.A. teria sido abordado no Centro de Tanguá por um grupo formado por quatro adultos e um adolescente de 17 anos. Mediante violência e grave ameaça, os criminosos teriam obrigado a vítima a entrar no porta-malas de um veículo Fiat Argo. O carro seguiu até um condomínio conhecido como “Carandiru”, no bairro Pinhão. Foi ali, segundo a acusação, que teria ocorrido o primeiro “tribunal do tráfico”. M.O.S.A. teria sido submetido a uma sessão de tortura com pedaços de madeira e barras de ferro. Os criminosos queriam saber onde estava Carlos Raylon Costa de Souza. A vítima teria sido repetidamente espancada enquanto os integrantes do grupo exigiam informações sobre o paradeiro de Carlos Raylon. A violência foi tão intensa que M.O.S.A. sofreu lesões corporais graves e precisou permanecer internado por um longo período. Segundo a denúncia, os ataques somente cessaram depois que ele revelou aos criminosos onde Carlos Raylon poderia ser encontrado. O segundo “tribunal” Com a informação obtida durante a tortura, o grupo teria iniciado uma nova etapa da ação. Carlos Raylon Costa de Souza foi localizado e levado até a região da linha férrea situada na Rua Dulce Lopes Garcia, no Centro de Tanguá. Ali teria ocorrido o segundo “tribunal do tráfico”. De acordo com a denúncia, Carlos Raylon permaneceu sob o domínio dos criminosos e passou a ser violentamente espancado. Os golpes teriam sido desferidos em diversas partes do corpo, com especial violência na região da cabeça. A sessão de agressões terminou em morte. O laudo de necropsia, citado na decisão judicial, apontou que as lesões provocadas pelas agressões constituíram a causa eficiente da morte de Carlos Raylon. A dinâmica descrita pela acusação revela, portanto, uma sequência em que uma vítima teria sido torturada para fornecer informações que permitissem aos criminosos chegar à segunda vítima. Punição determinada pelo tráfico A denúncia sustenta que os crimes ocorreram no contexto do chamado “tribunal do tráfico”, mecanismo utilizado por integrantes de uma organização criminosa para impor punições privadas a pessoas supostamente envolvidas em furtos na região. Em vez de recorrer às autoridades, os criminosos teriam assumido o papel de investigadores, julgadores e executores das punições. O primeiro alvo teria sido usado para obter uma informação. Depois de entregar o paradeiro de Carlos Raylon, teria sobrevivido às agressões. Já o homem apontado como segundo alvo não teve a mesma sorte. Ele foi encontrado pelo grupo e, segundo a acusação, submetido a uma nova sequência de espancamentos que terminou com sua morte. Adolescente também estaria entre os envolvidos A denúncia aponta ainda a participação de um adolescente de 17 anos na ação. Segundo o Ministério Público, os denunciados teriam corrompido ou, ao menos, facilitado a corrupção do menor, além de manterem uma associação estável para a prática de crimes, entre eles homicídio e tortura. A participação de um adolescente na dinâmica descrita foi considerada mais um elemento de gravidade pelo conjunto de circunstâncias apresentado à Justiça. Justiça destaca violência extrema Ao analisar o pedido de habeas corpus, a Justiça considerou que a prisão preventiva deveria ser mantida para garantir a ordem pública. O tribunal destacou principalmente o modus operandi atribuído ao acusado: sequestro, transporte da vítima no porta-malas, tortura com instrumentos contundentes, obtenção de informações mediante violência e posterior localização de outra pessoa, que acabou morta. Para a decisão, não se trata de uma simples análise abstrata da gravidade dos crimes. A própria maneira como os delitos teriam sido praticados demonstraria, em tese, uma elevada periculosidade. O histórico criminal do acusado também pesou. Acusado já tinha condenação por tráfico Segundo a decisão, o acusado possui condenação definitiva por tráfico de drogas, referente a processo que transitou em julgado em 30 de maio de 2022. Além disso, existem outras anotações relacionadas a crimes de ameaça, tortura e extorsão. Para o tribunal, esse histórico reforça o risco de reiteração criminosa e constitui mais um motivo para a manutenção da prisão preventiva. A decisão cita entendimentos do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça segundo os quais a gravidade concreta da conduta, a periculosidade do agente e o modo de execução dos crimes podem justificar a prisão cautelar. Risco de intimidação A Justiça também apontou que a liberdade do acusado poderia comprometer a instrução criminal. Segundo a decisão, ele poderia intimidar a vítima sobrevivente e testemunhas, prejudicando a produção das provas. O tribunal considerou especialmente relevante o fato de existir uma vítima que teria sobrevivido à sessão de tortura e que poderá ser chamada a prestar depoimento durante o processo. Acusado não foi localizado Outro fundamento utilizado para manter a prisão foi o risco de fuga. A decisão afirma que o acusado não comprovou possuir emprego fixo ou residência fixa em seu próprio nome e que, até aquele momento, o mandado de prisão expedido contra ele não havia sido cumprido. Ele permanecia em local incerto e não sabido. Para a Justiça, essa circunstância reforça o risco de evasão e a possibilidade de que o acusado se furte à aplicação da lei penal. Diante de todo o cenário, o tribunal concluiu que medidas cautelares alternativas à prisão não seriam suficientes. O habeas corpus foi denegado, mantendo-se a prisão preventiva do acusado. As acusações descritas na decisão ainda serão submetidas ao devido processo legal. A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa, por si só, condenação definitiva.

MORTE, DINHEIRO E GUERRA PELO TERRITÓRIO EM JACAREPAGUÁ: FAMÍLIA PEDE AJUDA PARA VELÓRIO DE HOMEM MORTO EM GUERRA NO SÁBADO E MILÍCIAS DE OUTRAS ÁREAS REFORÇAM RIO DAS PEDRAS

A família de Pablo, morto no último fim de semana durante o confronto entre traficantes e milicianos na região de Rio das Pedras, fez um apelo nas redes sociais em busca de ajuda para conseguir custear as despesas do velório. Em uma publicação na internet, familiares pediram contribuição financeira e afirmaram que qualquer valor seria importante neste momento. “Qualquer valor será de grande ajuda neste momento.” A situação chamou a atenção diante das circunstâncias da morte. A Polícia Civil investiga se Pablo tinha envolvimento com o tráfico de drogas e apura ainda informações de que o chefe do tráfico na região, conhecido pelo vulgo Zeus, teria se recusado a bancar as despesas do velório. Milícia estaria recebendo reforços de outras regiões Paralelamente às investigações sobre a morte de Pablo, informações obtidas pela reportagem, que também carecem de confirmação oficial, apontam para uma movimentação de grupos paramilitares em apoio à milícia de Rio das Pedras. Segundo esses relatos, integrantes de grupos de outras regiões estariam ajudando os milicianos locais na disputa pelo controle territorial. Entre os nomes citados estão PL, apontado como liderança de Santa Cruz, e Juninho Varão, da Baixada Fluminense. Há relatos de que PL teria enviado homens para a região do Sertão, área que se tornou um dos principais focos da guerra ocorrida no último fim de semana, semanas antes dos confrontos mais recentes. A movimentação reforçaria a possibilidade de que a disputa em Rio das Pedras tenha ultrapassado os limites do grupo local, envolvendo alianças com outras estruturas paramilitares. Cerca de 100 milicianos estariam concentrados no Sertão Após ser atacada por traficantes do Comando Vermelho no sábado, a milícia teria reagido e avançado em direção à Muzema, segundo informações ainda não confirmadas oficialmente. Relatos obtidos pela reportagem apontam ainda que cerca de 100 milicianos estariam concentrados na região de mata do Sertão, supostamente preparados para uma possível nova investida contra áreas controladas pelos traficantes conhecidos como Zeus e Maromba. A concentração de homens armados indicaria que a disputa territorial pode estar longe de terminar e que novos confrontos não estão descartados. O atual frente da milícia de Rio das Pedras, conhecido como Labareda, também teria determinado, segundo esses relatos, que o grupo avance sobre a Muzema. Outra informação repassada para a reportagem seria de que os traficantes do Terceiro Comando Puro, que estavam ajudando os milciianos de Rio das Pedras, teriam recuado diante da suposta união entre os grupos paramilitares Com o suposto apoio de homens ligados a Varão e PL, a milícia teria conseguido realizar recentemente um ataque na Muzema dias atrás. Todas essas informações sobre movimentação, efetivo e ordens de ataque dependem de confirmação das autoridades. Mortes e caos nas ruas O confronto ocorrido no sábado deixou outras vítimas. Entre elas está Jô Sapatão, apontado como integrante da milícia, além de outros três homens que teriam sido executados na região de Curicica. A violência provocou um cenário de caos em diferentes pontos da Zona Oeste. Ônibus foram atravessados nas vias e utilizados como barricadas, enquanto pontos de bloqueio foram incendiados. Segundo o Rio Ônibus, 14 coletivos foram utilizados como barricadas na noite de sábado (29 de agosto), nos bairros de Muzema, Gardênia Azul, Curicica e Taquara. De acordo com a entidade, a operação do transporte coletivo já havia sido normalizada nessas regiões. Os 14 ônibus usados como barricadas Muzema Curicica e Taquara Gardênia Azul

Cúpula do CV teria ordenado invasão de Rio das Pedras e espalhado caos por Jacarepaguá; com ônibus atravessados e mortes.VEJA TODOS PONTOS CRÍTICOS

A noite de sábado (30) terminou em clima de guerra em diferentes pontos de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Informações que circulam sobre os episódios, mas que ainda dependem de confirmação oficial, apontam que traficantes do Comando Vermelho (CV) de diferentes regiões teriam recebido uma ordem da alta cúpula da facção para tentar invadir a localidade do Sertão, em Rio das Pedras, área sob influência de grupos milicianos. A possível ofensiva teria provocado uma sequência de episódios violentos e bloqueios em importantes vias da região. Segundo os relatos, além da tentativa de ataque ao território rival, a cúpula do CV teria determinado que criminosos interrompessem a circulação em pontos estratégicos de Jacarepaguá, numa tentativa de dificultar o deslocamento das forças de segurança e criar obstáculos para quem circulava pela região. Ao menos 14 ônibus teriam sido atravessados nas ruas e utilizados como barricadas. Objetos também foram incendiados e colocados nas pistas. CONFRONTO NO SERTÃO No Sertão, os traficantes que teriam participado da tentativa de invasão teriam sido surpreendidos por homens armados ligados à milícia. O encontro entre os grupos teria provocado uma intensa troca de tiros, espalhando o medo entre moradores e pessoas que transitavam pela região. Mas a violência não teria ficado concentrada em Rio das Pedras. QUATRO MORTOS EM CURICICA Em Curicica, quatro pessoas foram mortas em circunstâncias que também são investigadas pela polícia. Entre as vítimas está Josiane Dias de Assunção Maia, conhecida como Jô Sapatão, apontada como ligada à milícia associada aos criminosos conhecidos como Boto e Capitão América. Jô foi encontrada morta dentro de um Ford EcoSport preto. Os outros três mortos ainda não haviam sido identificados oficialmente. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga os homicídios e realiza diligências para identificar os responsáveis e esclarecer a dinâmica dos crimes. JACAREPAGUÁ SITIADA? VEJA OS PONTOS ONDE HOUVE BLOQUEIOS, INCÊNDIOS E CONFUSÃO A possível ofensiva criminosa provocou reflexos em uma extensa área da Zona Oeste. Ônibus, lixeiras, sofás e outros objetos foram utilizados para bloquear ruas e avenidas, segundo relatos recebidos. 🚌 MUZEMA / ITANHANGÁ Ônibus teriam sido atravessados nas vias, formando barricadas e dificultando a circulação de veículos. A Polícia Militar confirmou que criminosos armados promoveram um confronto na comunidade da Muzema. Um homem foi baleado na perna e levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge. 🔥 ESTRADA DOS BANDEIRANTES Lixeiras teriam sido incendiadas e colocadas na pista para impedir ou dificultar a passagem de veículos. 🔥 AVENIDA SALVADOR ALLENDE Um sofá foi incendiado na pista lateral, contribuindo para o bloqueio da via. 🚨 GARDÊNIA AZUL / VIA PARQUE — AVENIDA AYRTON SENNA Também houve relatos de incêndios na pista lateral. Segundo as informações recebidas, criminosos teriam abordado ônibus e tomado as chaves dos coletivos, impedindo a circulação. 🚌 ESTRADA DO GUERENGUÊ Também houve relatos de ônibus atravessados na pista. 🚨 RUA LOPO SARAIVA — JACAREPAGUÁ Por volta de 1h da madrugada deste domingo (30), seguidores relataram um possível arrastão na Rua Lopo Saraiva, próximo ao Center Shopping. Segundo os relatos, seis criminosos, utilizando três motocicletas, teriam participado da ação. Ainda de acordo com as informações recebidas, disparos teriam sido efetuados durante a ocorrência, aumentando a tensão entre moradores e motoristas que estavam na região. 🚨 BARRA OLÍMPICA A onda de ocorrências também afetou o transporte público. BRTs tiveram a circulação interrompida e passageiros precisaram desembarcar dos veículos. PM CONFIRMA CONFRONTO E BLOQUEIOS Em nota, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que, neste sábado (30), criminosos armados promoveram um confronto na comunidade da Muzema. De acordo com a corporação, um homem foi atingido na perna e socorrido para o Hospital Municipal Lourenço Jorge. A PM informou ainda que, durante a ocorrência, pessoas interceptaram veículos e atearam fogo em objetos com o objetivo de bloquear as vias da região. Equipes do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) atuaram para estabilizar o perímetro e restabelecer o fluxo de veículos. O policiamento permaneceu reforçado nos pontos considerados de atenção, com apoio de equipes do 1º Comando de Policiamento de Área (CPA). Enquanto isso, a Delegacia de Homicídios da Capital continua investigando as mortes de Josiane Dias de Assunção Maia e dos três homens ainda não identificados. As investigações deverão apontar se os diferentes episódios registrados durante a noite fazem parte de uma mesma ofensiva criminosa e qual foi a participação de integrantes do Comando Vermelho e de grupos milicianos nos confrontos. No meio da tensão, um suposto milciiano provocou os traficantes nas redes sociais cu vermelho da muzema, junta os pano de bunda, está mais próximo que nunca, eu avisei! vamos voltar p onde é nosso, equipe LB vai chegar com pé na porta!

G1 confirma guerra antecipada pelo Fatos Policiais: mais de 10 mortos e ofensiva do CV contra o TCP espalham terror em Caxias

O portal G1 divulgou nesta quarta-feira que Duque de Caxias registrou mais de dez mortes nos últimos dias em meio à guerra entre as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP). A informação, porém, já havia sido antecipada pelo Fatos Policiais na semana passada, quando o site revelou que uma sequência de mortes vinha ocorrendo na Baixada Fluminense após o acirramento da disputa territorial entre os dois grupos. TRAIÇÃO, ROUBO DE FUZIS E EXECUÇÕES: GUERRA ENTRE FACÇÕES FAZ 10 MORTOS EM MENOS DE UMA SEMANA EM CAXIAS – Segundo a reportagem do G1, um dos principais personagens apontados como responsáveis pelo atual cenário de confronto é o traficante conhecido como Bochecha Rosa, ou BX, apontado como chefe do tráfico no Corte 8, área de influência do Comando Vermelho. O Fatos Policiais já havia informado que a escalada de violência começou justamente após BX divulgar uma mensagem nas redes sociais declarando guerra ao TCP. Desde então, a disputa passou a produzir uma sequência de ataques e mortes em diferentes pontos da Baixada Fluminense. Chefão do CV usa redes sociais para declarar guerra a rivais do TCP. “Para que haja paz é preciso ter a guerra” – Ainda de acordo com as informações levantadas, BX e o traficante conhecido como Flamengo, ligado ao TCP, fizeram manifestações nas redes sociais relacionadas à morte de moradores durante a disputa, evidenciando o nível de tensão entre os grupos criminosos. A guerra, no entanto, não ficou restrita a Duque de Caxias. O grupo comandado por BX também teria realizado ataques em Nova Iguaçu e Belford Roxo, ampliando o rastro de violência provocado pela disputa territorial. Deputado acompanha situação no Pantanal A escalada da violência chamou a atenção do deputado Marcelo Dino, que se reuniu com o comandante do 15º BPM, coronel Lourival do Nascimento, e acompanhou de perto a situação no Pantanal, uma das áreas atingidas pela atuação do Comando Vermelho. O parlamentar defendeu a presença permanente do Estado nas regiões dominadas ou ameaçadas pelo crime organizado e afirmou que “território nenhum pode pertencer ao tráfico ou à milícia”, ressaltando que a autoridade e o controle territorial devem ser exercidos pelo poder público. Durante a visita, Dino constatou ainda uma situação que demonstra a estrutura utilizada pelos criminosos para facilitar a movimentação pela região. Segundo o deputado, traficantes teriam construído um cais improvisado às margens do rio, utilizado como ponto de travessia em direção à Jerusa. Durante a fiscalização, parte da estrutura foi retirada pela Polícia Militar. O parlamentar afirmou que continuará cobrando a remoção completa do cais clandestino. “Recebi informações no local que criminosos ligados ao Terceiro Comando montaram esse cais para fazer a travessia pelo rio em direção à Jerusa. A polícia já retirou parte da estrutura usada para auxiliar a travessia. Agora vamos cobrar para que o restante seja removido, pois cada vez mais a atuação do crime organizado tem que ser dificultada”, afirmou. Operação mira articulação do CV Em meio à escalada da disputa, a Polícia Militar realiza nesta quarta-feira operações simultâneas em comunidades da Zona Norte do Rio e em Duque de Caxias. A ação foi desencadeada a partir de informações de inteligência que apontam para a realização de reuniões de integrantes do Comando Vermelho em comunidades da região. Segundo os levantamentos, os criminosos estariam articulando uma tentativa de avanço territorial sobre Vigário Geral, Parada de Lucas, Cidade Alta, Cinco Bocas e Pica-Pau, localidades que formam o chamado Complexo de Israel. As cinco comunidades são apontadas como áreas de influência do Terceiro Comando Puro e vêm sendo alvo de recentes ações da Polícia Militar, que contribuíram para enfraquecer a atuação de grupos criminosos na região. A operação desta quarta-feira ocorre nas comunidades do Quitungo, Guaporé, Furquim, Dique e Ficap, na Zona Norte do Rio, além do Parque das Missões, em Duque de Caxias. De acordo com as informações de inteligência, o objetivo da operação é impedir a movimentação e a articulação de criminosos, conter a disputa territorial e evitar novas tentativas de expansão do Comando Vermelho sobre comunidades do entorno. A ofensiva também integra a estratégia da Polícia Militar de atuar preventivamente a partir de informações de inteligência, buscando interromper articulações criminosas antes que elas resultem em novos confrontos e preservar o controle territorial nas áreas de Vigário Geral, Parada de Lucas, Cidade Alta, Cinco Bocas e Pica-Pau. O cenário revela que a disputa iniciada na Baixada Fluminense ultrapassou os limites de Duque de Caxias e passou a envolver diferentes pontos da Região Metropolitana do Rio, colocando comunidades sob ameaça de novos confrontos e obrigando as forças de segurança a intensificar as operações para impedir uma nova ofensiva territorial do crime organizado.

Traficante Peixão (TCP) fica acuado entre ofensiva da PM no Complexo de Israel e ataques do CV na Baixada mas reage com violência

A quadrilha do traficante Peixão, uma das principais lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP) no Rio, vem sendo pressionada simultaneamente por operações da Polícia Militar e por ataques do Comando Vermelho (CV), que tenta avançar sobre áreas controladas pelos rivais. Enquanto a PM intensifica as operações no Complexo de Israel, o grupo de Peixão também enfrenta investidas de traficantes do CV em comunidades de sua área de influência. No último fim de semana, criminosos das tropas de Bochecha Rosa, ou BX, e Urso, ligados ao Comando Vermelho, teriam invadido a comunidade do Buraco do Boi, em Nova Iguaçu. Durante a ação, os invasores executaram dois integrantes do bando de Peixão e levaram drogas que pertenciam aos rivais. Depois da invasão, traficantes do CV passaram a debochar dos integrantes mortos nas redes sociais, numa demonstração de força diante dos adversários. A pressão sobre o grupo também teria provocado uma deserção. Um traficante conhecido pelo vulgo de “Tá Maluco”, que atuava no Buraco do Boi, teria abandonado o TCP e passado a integrar o Comando Vermelho. No mesmo momento em que enfrenta a ofensiva do CV, Peixão também está no alvo de uma nova operação da Polícia Militar no Complexo de Israel. Nesta segunda-feira, a PM realizou uma nova etapa da operação. Depois de concentrar a primeira fase na Cidade Alta e em comunidades do entorno, as forças policiais avançaram para Parada de Lucas e Vigário Geral. A ofensiva provocou uma nova reação violenta dos criminosos. Houve intensos tiroteios, explosões, incêndios de caminhões e veículos e importantes vias expressas chegaram a ser fechadas preventivamente. S egundo o repórter Bruno Assunção, criminosos agrediram motoristas e retiraram vítimas de seus carros, enquanto gritavam: “Quem manda aqui é a gente. Mete o pé, mete o pé.” Durante a operação em Parada de Lucas e Vigário Geral, quatro criminosos foram presos por policiais do BOPE. Após negociação para a rendição, os agentes apreenderam dois fuzis escondidos em uma área de charco. Segundo a Polícia Militar, um dos soldados de Peixão estava com um explosivo preso ao colete. Ainda de acordo com os policiais, o artefato seria utilizado para ser lançado contra as equipes durante o confronto. As equipes também realizaram a desobstrução de vias, dando continuidade à operação para conter a atuação de grupos criminosos armados e reduzir os impactos da violência sobre moradores e usuários das principais vias expressas da região. A Cidade Alta é considerada uma área de posição topográfica privilegiada, característica que pode ser explorada por grupos criminosos para ampliar a capacidade de observação, controle territorial e enfrentamento às forças de segurança. Depois de estabilizar a Cidade Alta, a Polícia Militar avançou para uma segunda fase da operação, concentrada em Parada de Lucas e Vigário Geral. De acordo com a PM, um dos principais objetivos é conter as disputas territoriais entre facções criminosas nas comunidades do entorno do Complexo de Israel e combater quadrilhas que utilizam essas áreas como base para roubos de veículos e cargas, exploração ilegal de serviços e outras atividades criminosas. A operação também busca combater práticas de perseguição e intolerância religiosa contra minorias religiosas, incluindo praticantes de religiões de matriz africana e outros segmentos cristãos, preservando a liberdade religiosa e a segurança da população. Antes do início da ação, a PM realizou o fechamento preventivo da Avenida Brasil e da Linha Vermelha, seguindo o protocolo de segurança adotado em operações realizadas em comunidades próximas às principais vias expressas. A medida teve como objetivo proteger motoristas e usuários das duas vias durante a atuação das equipes policiais. Com ataques do CV contra áreas de seu domínio e a pressão crescente das forças de segurança, o grupo de Peixão enfrenta uma situação de forte cerco no Complexo de Israel, tendo de reagir simultaneamente à disputa territorial com uma facção rival e às operações policiais que avançam sobre seus principais redutos.

TRAIÇÃO, ROUBO DE FUZIS E EXECUÇÕES: GUERRA ENTRE FACÇÕES FAZ 10 MORTOS EM MENOS DE UMA SEMANA EM CAXIAS

A guerra entre facções criminosas em Duque de Caxias voltou a fazer vítimas nas últimas horas fazendo chegar a 10 o número de mortos em razão dos conflitos em menos de uma semana. Segundo relatos, por volta das 3h, criminosos associados ao Comando Vermelho (CV) teriam entrado na comunidade do Pantanal onde houve confronto com integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP). Ainda conforme as informações, dois traficantes do TCP tiveram a vida ceifada durante o confronto. Após a ação, os rivais teriam recolhido armas deixadas no local, entre elas fuzis, pistolas, carregadores e munições. Foi publicado nas redes sociais também que um traficante ligado a Tropa do Flamengo (TCP) que atuava na Jqueira e no Barro Vermelho pulou para o bando de Bochecha Rosa ou BX do Corte Oito (CV) levando dois fuzis, quatro pistolas e outros equipamentos. Há informações de que os traficantes do CV já estavam em contato com o mesmo há alguns dias. Após isso, traficantes da Tropa do BX baquearam a comunidade da Jaqueira e Barro (TCP) e executaram 1 rival da Tropa do Flamengo além de andarem por toda a comunidade gravando vídeos e tirando fotos. Esse traficante que mudou de facção já teria sido ameaçado pelos antigos aliados. Ontem, postamos aqui um print de uma suposta conversa entre BX e Flamengo em que eles falam sobre a possível morte de moradores neste conflito. Integrantes do Comando Vermelho dentro da Favela do Pantanal (TCP), em Duque de Caxias. Nas imagens, é possível identificar o traficante Colete, ex-integrante do Terceiro Comando Puro, além de outros criminosos utilizando a farda da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Segundo relatos, um ex-integrante do TCP teria deixado a facção e se juntado ao Comando Vermelho, no Complexo da Penha, e passou a integrar a chamada Tropa do BX.

Print de suposto diálogo entre chefes do tráfico rivais expõe escalada da guerra em Caxias e levanta suspeita de moradores entre as vítimas

Circulam nas redes sociais prints de uma suposta conversa entre os traficantes Flamengo, ligado ao Terceiro Comando Puro (TCP), e Bochecha Rosa ou BX, apontado como integrante do Comando Vermelho (CV), na qual os criminosos falariam sobre a possibilidade de moradores serem mortos em meio à guerra travada entre as duas facções em Duque de Caxias. Em outro print que também circula nas redes, aparecem comentários sobre o lançamento de granadas em locais onde estariam crianças. A autenticidade das conversas, porém, não foi confirmada. A guerra entre as duas facções já deixou pelo menos oito mortos ao longo desta semana, em uma escalada de violência que vem transformando diferentes pontos de Caxias em cenário de confrontos e execuções. A mais recente morte foi registrada por volta das 23h, quando o corpo de um rapaz, ainda sem identidade divulgada, foi encontrado na Avenida Presidente Kennedy, no caminho da comunidade do Pantanal. Segundo relatos, o homem apresentava perfurações provocadas por disparos de arma de fogo. O corpo também estava arranhado porque um motorista que passava pela via não percebeu que havia uma pessoa caída no meio da pista e acabou passando por cima dela. A sequência de mortes ocorre em meio à disputa territorial entre grupos criminosos que tentam ampliar ou manter o controle de comunidades da região. A tensão já provocou confrontos, mortes e ações de represália em diferentes pontos de Duque de Caxias. O mais grave é que não há certeza de que todas as vítimas tenham envolvimento com o tráfico. A possibilidade de moradores estarem sendo atingidos pela guerra aumenta ainda mais a preocupação de quem vive nas áreas afetadas. O traficante conhecido como “Colete”, que recentemente deixou o Terceiro Comando Puro (TCP) para integrar o Comando Vermelho (CV), divulgou nas redes sociais uma foto de um veículo roubado dentro da comunidade do Barro Vermelho, em Duque de Caxias Segundo apuração do repórter Bruno Assunção, soldados do grupo de Colete adentraram na região e realizaram uma série de pichações para marcar território e provocar os antigos aliados. Moradores ouvidos pela reportagem afirmam que Colete, atualmente ligado ao grupo conhecido do “BX”, estaria promovendo ataques contra soldados do TCP. Ainda segundo esses relatos, três soldados da facção rival teriam morrido em uma seman

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