Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

homicídios

Favela no Recreio onde casal foi executado estaria sob influência de três grupos criminosos e disputa violenta por território

A comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes — onde um casal foi assassinado na tarde de ontem — vive sob a influência direta de três grupos criminosos, em um cenário de disputa, tensão constante e medo entre moradores. As vítimas foram Ygor e Ariane, que estava grávida. Segundo relatos, o casal havia ido até a comunidade buscar uma encomenda para o chá de bebê, quando acabou sendo executado. De acordo com informações divulgadas pela página Milícia RJ News, o território estaria atualmente dividido: o Comando Vermelho (CV) domina uma pequena área no Pontal, enquanto o Terceiro Comando Puro (TCP) controla a maior parte da favela. Já milicianos atuam na cobrança de comerciantes, explorando economicamente a região. Ouvida por veículos de imprensa do Rio, a família afirmou acreditar que o casal foi morto por engano. Segundo publicações da mídia, Ygor — morador de Vargem Grande, área sob influência do TCP e da milícia — teria sido confundido com um paramilitar por traficantes do CV, hipótese que pode ter motivado a execução. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital. Na reportagem publicada ontem por nosso site, um morador já havia relatado o agravamento da situação na comunidade. Segundo ele, após um suposto rompimento entre milícia e TCP, a violência teria disparado no Terreirão, com registro de diversas mortes.. O cenário que se desenha é o de uma área fragmentada entre diferentes forças criminosas, onde a disputa por território e poder tem ampliado o risco para quem vive ali — e onde, como indica o caso do casal, até uma ida para buscar itens de um chá de bebê pode terminar em morte.

Sangue na ficha: ‘Marquinho Sem Cérebro’ e o histórico de homicídios na Zona Oeste do Rio

Apontado como chefe de uma nova cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro, Marquinho Sem Cérebro respondeu a processos acusados de homicídios na Zona Oeste carioca motivados por disputas na contravenção e também milícia. Em 2011, a Justiça instaurou ação contra ele pelo homicídio de Antôio Marcos Duarte Barros cometido em Senador Camará. Os autos revelaram que Marquinho seria miliciano atuante na Zona Oeste e com vínculo a Fernando Ignácio, conhecido cotraventor. Sobre o crime, foi apurado que a vítima tinha um depósito de gás clandestino e este, era forçado a comprar gás para a revenda com o miliciano. Uma testemunha na época contou que a vítima teria comprado durante algum tempo botijões de Sem Cérebro, mas como passou a ter prejuízo na revenda do produto em função dos preços abusivos cobrados pelo miliciano, deixou de comprar os botijões com o mesmo, motivo pelo qual passou a ser ameaçado. informou ainda que na´epoca, Marquinoh era visto com freqüência em um carro preto, sempre acompanhado de três homens fortemente armados, fazendo ronda nas regiões conhecidas como “Quarenta e oito” (mesma região em que a vítima residia), “Bicho Solto”, “Sossego”, “Sapo”, entre outras, as quais todas localizadas entre Bangu e Senador Camará. A esstemunha afirmou que Sem Cérebro era conhecido rapidamente pela quantidade de gás que ele estava distribuindo para todo mundo. Segundo a declarante, o modo de agir deke era impor às pessoas colocarem o gás dele para venda no local, impondo condições para as pessoas trabalharem com gás. Outras testemunhas afirmara que o então miliciano também era apontado como o autgor do homicídio Sergio Luiz Baptista, tratando-se do mesmo modus operandi. Um policial contou na ocaisião que, na região de Bangu, existia milícia e o que o criminoso estaria indiciado em vários inquéritos que tramitavam na Delegacia de Homicídios que apuraram mortes ligadas ao comércio de gás, podendo afirmar que todas as pessoas que residiam na localidade próxima aos homicídios possuíam nítido pavor em prestar declarações sobre estes crimes e, por tal motivo, conseguiam, quando muito, depoimentos de familiares de vítimas. Frisou que, mesmo nestes casos (depoimentos de familiares de vítimas), o pavor era visível. Um delegado declarou ter presenciado o sentimento de extremo temor nutrido pelos moradores da localidade em relação ao acusado, podendo afirmar que Sem Cérebro, juntamente com seus comparsas, querem monopolizar o comércio de gás na localidade. A Justiça decidiu levar Sem Cérebro a júri popular por esse crime mas o julgamento não foi realizado até hoje., Em novembro do ano passado, Sem Cérebro foi condenado em um processo de homicído tentado de 2007 No dia 08 de setembro de 2006, por volta das 16h e 40min, na Rua Tocariva, em frente ao número 146, Padre Miguel, Marquinho e comparsas efetuaram disparos de arma de fogo contra a vítima ‘Mima`. que sobreviveu porque foi atingida em região não letal, mais precisamente numa de suas pernas. O crime foi praticado para assegurar a execução de outro crime, qual seja a exploração de máquinas contrabandeadas. Na época, o contrraventor Fernando Iggnácio foi apontado como mentor intelectual do crime em questão e chefe da quadrilha que compõe, dando as ordens aos seus subalternos. Certo é, ainda, que os projéteis disparados contra a vítima Mirna, desviaram-se da direção desejada, atingiram também o adolescente Marcos Tiago Antonio Domingos. que veio a óbito. Sem Cérebro também chegou a responder processo pelo homicídio de Gilmar Simão cometido no Tanque, em Jacarepaguá, em 10 de outubro de 2006. Ele e Fernando Iggnácio foram absolvidos.

Relato expõe terror após ruptura entre milícia e TCP no Terreirão, onde guerra voltou a matar casal — mulher grávida — no Recreio

A comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, voltou a ser palco de violência extrema na tarde de hoje, com a morte de um casal que foi até o local buscar uma encomenda para um chá de bebê e acabou surpreendido por um suposto tiroteio entre facções rivais. A mulher estava grávida. O alvo dos disparos, segundo relatos, seriam milicianos. O homem morto seria ligado a um grupo paramilitar. A região, no entanto, já carrega um histórico de confrontos violentos entre grupos criminosos, que ao longo dos anos deixaram um rastro de mortes. O Ministério Público colheu o depoimento de um morador do Terreirão que revelou que há uma disputa territorial antiga entre milícia e tráfico. Segundo ele, diferentes milícias atuavam na área e, por um período, mantinham aliança com traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP). Esse acordo, porém, foi rompido. Cada grupo seguiu por conta própria — e a partir daí, a guerra começou. O morador relatou que vivenciou de perto essa violência: perdeu amigos, foi baleado na perna, no braço e no peito, e disse que sua mãe e seu irmão também foram atingidos em meio aos confrontos. Ele afirmou ainda que traficantes passaram a matar pessoas sem qualquer envolvimento com o crime. Segundo o relato, “a facção é covarde e só mata trabalhador”. De acordo com o depoimento, três inocentes que trabalhavam como barbeiros teriam sido executados. Em outro episódio, duas pessoas foram mortas e uma terceira baleada — e o próprio morador disse ter chegado ao local e visto os corpos. Ele também contou que um primo foi assassinado e outro, que não tinha envolvimento com o crime — sendo apenas usuário — acabou baleado. Segundo o morador, todas essas mortes têm relação direta com a quebra do acordo entre o TCP e a milícia, embora o Comando Vermelho também tenha presença na comunidade. Um inquérito de 2024 apontou que o TCP atuava tanto no Terreirão quanto na região do Posto 12, no Recreio, onde há registros de uma intensa guerra contra o Comando Vermelho, com diversas mortes contabilizadas.

Depois de mais de dois anos de buscas, mãe desiste de buscar corpo do filho que teria sido assassinado e queimado por bandidos em Itaguaí e tenta na Justiça declaração de morte presumida

Uma mulher que há quase três anos procura pelo filho desaparecido em Itaguaí desistiu das buscas e tenta obter junto a Justiça a morte presumida do rapaz para poder ter acesso ao pouco que ele deixou no banco e encerrar de forma digna a triste história. Daniel Mateus Conceição Andrade desapareceu na noite do dia 02/12/2023. A autora diligenciou junto a hospitais, necrotérios e demais locais frequentados pelo ausente, não obtendo êxito em localizá-lo. Tais fatos foram informados à 50a Delegacia Policial, tendo sido lavrada a ocorrência nº 050-05256/2023. Mais especificamente, no dia 02 de dezembro de 2023 , Daneil conheceu um indivíduo não identificado em seu ambiente de trabalho. Na mesma data, por volta das 21h , ambos saíram da residência da família em uma motocicleta com destino a um evento festivo (“baile funk”) realizado na Praça Estrela do Céu , , no município de Itaguaí/RJ. Após a saída, po o rapaz não retornou ao lar e não estabeleceu qualquer contato posterior, o que gerou imediata preocupação nos familiares, dada a ausência de histórico de desaparecimentos ou condutas desabonadoras. Diante do quadro, no dia 03 de dezembro de 2023 , sua mãe compareceu à delegacia de polícia local para formalizar o Registro de Ocorrência. Ao chegar à unidade policial,ella foi abordada por uma mulher que se identificou como irmã do rapaz que acompanhava sf. Na ocasião, a senhora tentou dissuadir a mãe de Daniel de registrar o fato, orientando-a a “não dar parte” e afirmou que ambos os jovens teriam sido capturados por criminosos e levados para uma localidade conhecida como “Sem Terra” , onde teriam sido executados e seus corpos incinerados. Desde então, a mãe permaneceu sem qualquer notícia sobre o paradeiro de seu filho ou informações oficiais sobre o andamento das investigações. O silêncio das autoridades e a falta de localização do corpo mantiveram a família em um estado de angústia permanente, restando patente a necessidade de intervenção judicial para a elucidação do ocorrido. Outrossim, de acordo com as declarações de testemunhas anexadas, é patente a morte de Daniel  Segundo a Justiça,  a declaração de morte presumida é a única medida cabível à autora e sua família a fim de fazer prova da morte do ente querido, possibilitando que seja lavrado o óbito e que se possa, enfim, ultrapassar o luto pela tão triste perda.  Destarte, apesar de Daniel ter deixado bens, é necessária a demonstração de seu falecimento também para poder acessar contas em banco e pequenos valores que o mesmo deixou depositados, a fim de que possam ser levantados por Alvará Judicial, sem necessidade de inventário, vez que as quantias são ínfimas, porquanto a família é muito humilde. Diante de tais exigências, não resta à autora alternativa senão requerer a prestação jurisdicional, com a finalidade de obter o registro de óbito de seu filho.

De mansão no Vidigal a lista de extermínio: o passado brutal de Dada que poucos estão mostrando

O traficante baiano Ednaldo Pereira Souza, o Dada, voltou a ser destaque na imprensa carioca no último fim de semana ao ser noticiado detalhes da mansão que ele teria alugado no Morro do Vidigal, na Zona Sul do Rio. Ele foi alvo de operação policial na semana passada que resultou em tiroteio e deixou centenas de turistas ilhados no Morro do Dois Irmãos. Relatos indicam que ele teria escapado por uma passagem secreta do casarão. A reportagem voltou a fazer pesquias sobre o histórico do criminoso e descobriu algo aterrorizante que mostrou sua extrema periculosidade.Dada é um dos cabeças da facção Primeiro Comando de Eunápolis (PCE) desde a década passada e naquela época ele estabeleceu uma lista com quatro pessoas que tinham que morrer e todas elas acabaram assassinadas. Eles deram ordens aos seus subordinados e elas foram cumpridas à risca. Até a mãe de um dos alvos acabou morta. Todas as vítimas pertenciam à facção Movimento do Povo Atitude (MPA), que na época era rival do PCE. Após essas execuções, uma outra lista foi preparada com próximas vítimas. Uma outra vítima, que tambem integrava o MPA, foi assassinada com requintes de cruledade. Ela levou mais de dez tiros quando estava de costas e quando caiu agonizando, os executores se debruçaram sobre o corpo da vítima, e, cruelmente, desferiram vários outros tiros contra aquela, por pura perversidade. Já naquela época, Dada havia dado a determinação de subverter a ordem no sistema prisional, implantando um regime de terror que lhes permitam o controle de todas as ações criminosas que são deliberadas pelo PCE, mesmo no âmbito do Conjunto Penal de Eunápolis. O contraste chama atenção: enquanto parte da cobertura se limita a episódios pontuais, como a fuga do passado, o histórico completo revela um criminoso que consolidou sua trajetória com violência sistemática, execuções ordenadas e domínio estratégico — fatores que ajudam a explicar o impacto de cada operação que tenta capturá-lo.

Alvo de atiradores que mataram três pessoas em Nova Iguaçu, miliciano morto era um dos responsáveis por pagar propinas a PMs

A chacina de três mortos ocorrida durante a semana em Austin, em Nova Iguaçu, continua trazendo desdobramentos sobre o histórico da criminalidade no local. Segundo investigações do início desta década, o principal alvo dos atiradores, Vitor da Paixão Aragão, o Vitinho da Biqueira, tinha como uma da suas principais atribuições dentro da milícia que agia na região pagar propinas a PMs. A quadrilha realizava o pagamento de arrego aos agentes lotados no DPO de Austin’, regularmente, para que esses deixassem de repreender as ações delituosas do grupo, de acordo com a investigação. Em uma escuta telefônica feita à época, Vitinho informou a um policial que precisava “desenrolar uma meta” com ele e um colega de farda. Segundo as investigações, o pagamento da propina era subsidiado por quantias em dinheiro arrecadadas pela organização criminosa, proveniente de taxa recolhida junto aos mototaxistas da região, para que estes pudessem circular livremente pela localidade. A investigação revelou que naquela época chegou a haver um racha na quadrilha com o chefe do grupo, Marquinho Alemão, ordenando a morte de Vitinho ao saber que ele estaria ameaçando matá-lo. Vitinho chegou a se tornar um dos líderes da milícia com a prisão de Alemão. Vitinho dava ordens aos seus comandados, notadamente aqueles que realizavam o recolhimento de”taxa”de comerciantes e mototaxistas da localidade, bem como organizava e participava de empreitadas criminosas juntamente com outros milicianos. Ele também era considerado um dos matadores da milícia sendo acusado de dois homicídios cujos corpos das vitimas foram deixados no Arco Metropolitano, conforme nossa reportagem divulgou durante a semana. A investigação revelou que fazia parte também desta milícia um indivíduo conhecido como Nem Corolla, que foi assassinado em novembro do ano passado junto de outras duas pessoas em um bar em Nova Iguaçu, A chacina ocorrida essa semana em Austin deixou duas pessoas sem qualquer envolvimento com o crime mortas, entre elas o comerciante Rafael Babalu, dono do bar onde ocorreram os homicídios.

Bastidores de uma das guerras mais sangrentas do Rio que uniu duas facções e um ex-policial civil contra milicianos

Uma das guerras mais violentas e duradouras do Rio de Janeiro segue em curso na Zona Oeste, envolvendo traficantes, milicianos, contraventores e até um ex-policial civil que teria migrado para o crime organizado. O conflito, que permanece ativo até os dias atuais, é marcado por homicídios, ataques armados e intimidação sistemática de moradores, usados como instrumentos de domínio territorial. As investigações apontam que a disputa pelo controle de áreas como Catiri, Vila Kennedy e Jardim Bangu vai muito além do tráfico de drogas. O que está em jogo é o domínio de regiões estratégicas, inclusive pela proximidade com o Complexo Penitenciário de Gericinó, facilitando a comunicação com lideranças criminosas presas e fortalecendo a atuação das facções. Além disso, essas áreas garantem acesso a uma rede altamente lucrativa de atividades ilegais, como transporte alternativo (vans), fornecimento de gás e internet clandestina — negócios que intensificam ainda mais a disputa entre grupos criminosos. VIOLÊNCIA, HOMICÍDIOS E INTIMIDAÇÃO DE MORADORES Segundo os autos, o controle territorial é imposto por meio de violência extrema. Criminosos utilizam armamento pesado, promovem ataques coordenados e recorrem a práticas de intimidação coletiva, submetendo moradores ao medo constante. Homicídios e tentativas de assassinato são utilizados como forma de demonstrar poder, eliminar rivais e consolidar o domínio das comunidades, transformando a região em um cenário permanente de guerra. PULGÃO: EX-POLICIAL NO CENTRO DO CONFLITO No centro desse cenário está o ex-inspetor da Polícia Civil conhecido como “Pulgão”, apontado como integrante do Comando Vermelho (CV) e ligado à chamada “tropa do RD”. De acordo com as investigações, após deixar a prisão em 2024, ele passou a atuar diretamente nas ações da facção. Em junho de 2025, voltou a ser preso acusado de associação criminosa e envolvimento em diversos ataques armados contra milicianos, incluindo tentativas de homicídio. Além da atuação violenta, Pulgão também é apontado como responsável por fortalecer o controle econômico da facção, explorando serviços ilegais como transporte alternativo, internet clandestina e fornecimento de gás. GUERRA CONTRA MILÍCIA, JOGO DO BICHO E O ALVO “MONTANHA” O conflito não se limita ao tráfico de drogas. As investigações revelam disputas diretas com milicianos e também com grupos ligados ao jogo do bicho. Nesse contexto, o miliciano conhecido como “Montanha” aparece como um dos principais alvos. Segundo os autos, ele foi alvo de uma tentativa de execução, evidenciando o nível de confronto entre as organizações criminosas. PENHA, CV E ADA: ALIANÇA QUE POTENCIALIZOU A GUERRA Outro fator determinante para a escalada da violência foi a participação de criminosos do Complexo da Penha, reduto histórico do Comando Vermelho, nas ações na Zona Oeste. Além disso, investigações apontam uma aliança estratégica entre o CV e a facção Amigos dos Amigos (ADA) — grupos historicamente rivais, mas que passaram a atuar juntos para retomar territórios dominados por milicianos. Essa união foi fundamental para ataques como o ocorrido em 17 de outubro de 2024, durante a invasão à comunidade do Catiri. ATAQUE EM ANTARES E EXPANSÃO TERRITORIAL A escalada da violência ficou evidente em episódios como o de 3 de janeiro de 2025, quando criminosos fortemente armados invadiram a região de Antares e abriram fogo contra seguranças ligados à milícia. As investigações também apontam movimentações para expansão em áreas como Santa Cruz e Campo Grande, ampliando ainda mais o alcance da guerra. A “TROPA DO RD” E O CONTROLE DOS NEGÓCIOS O traficante RD é apontado como um dos principais articuladores da ofensiva. Sua tropa atua tanto nos confrontos armados quanto na estruturação do domínio territorial. O objetivo vai além do tráfico: controlar atividades altamente lucrativas, como transporte alternativo, fornecimento de gás e internet clandestina, ampliando o poder financeiro da facção e intensificando o conflito. GUERRA SEM FIM Apesar de prisões e operações policiais, os documentos indicam que a organização criminosa segue ativa, com atuação contínua para expandir e consolidar seu domínio. A guerra pelo controle do Catiri, Vila Kennedy e regiões vizinhas permanece em curso até os dias atuais — marcada por homicídios, ataques, alianças improváveis, disputa com milícias e contraventores, e o uso constante da intimidação como ferramenta de poder.

Justiça decreta prisão de 8 do TCP da Serrinha por execuções na “Operação Caça Urso” com moradores obrigados a transportar corpos

A Justiça do Rio mandou prender oito integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) após uma ação da facção que terminou com duas execuções e moradores obrigados a remover os corpos das vítimas, em um dos pontos mais chocantes do caso. Segundo a decisão, após os assassinatos de Pedro Lucas Magevsky Carvalho e Jonathan Ribeiro de Sant’Anna, ocorridos em 22 de maio de 2025, criminosos coagiram um caminhoneiro e um mototaxista a transportar os cadáveres até a Rua Guaraúna, em Vicente de Carvalho, numa tentativa de ocultar o local original do crime. Para o juiz, o episódio evidencia o poder de intimidação da organização criminosa e o risco concreto às testemunhas, sendo um dos principais fundamentos para a decretação das prisões preventivas. De acordo com as investigações, os crimes ocorreram durante a chamada “Operação Especial Caça Urso”, uma ofensiva organizada pelo TCP para atacar rivais e expandir território, marcada pelo uso de armamento pesado e diversos disparos em via pública no Morro do Juramento, na Zona Norte. O nome da operação faz alusão a Doca, também apelidado de Urso, chefe da facção criminosa Comando Vermleho. A decisão judicial também detalha de forma clara a hierarquia da facção no Complexo da Serrinha, evidenciando uma estrutura organizada e com divisão de funções: No topo da organização está o traficante“Salomão” ou “Lacoste”, apontado como o líder máximo do TCP na região, responsável por definir estratégias e ordenar ataques contra grupos rivais. Na sequência aparece “Coelhão”, descrito como braço direito da liderança e responsável por coordenar diretamente as ações armadas, comandando a chamada “Tropa do Coelhão”. Em um nível intermediário da estrutura estão Boneco da Serrinha e Bonitão s apontados como gerentes do tráfico e integrantes da cúpula da organização, com participação no planejamento das ofensivas. Já na base operacional estão os executores: vulgos Atentado, Cocão, HG e BL , que, segundo as investigações, integrariam equipes responsáveis pela execução direta dos homicídios. O ataque, segundo a investigação, foi realizado com uso de fuzis e múltiplos disparos em via pública, evidenciando a alta periculosidade do grupo e o risco de novos crimes. Na decisão, o magistrado destacou a gravidade concreta dos fatos, a necessidade de garantir a ordem pública, evitar a repetição de crimes e assegurar a instrução do processo, diante do poder de intimidação da facção. Além de decretar as prisões, a Justiça também recebeu a denúncia do Ministério Público, que acusa os oito investigados por duplo homicídio qualificado e participação em organização criminosa. Com isso, eles passam a responder formalmente ao processo e podem ser levados a julgamento pelo Tribunal do Júri. Os mandados de prisão têm validade de 20 anos, e o caso segue agora para a fase de instrução, com coleta de depoimentos e análise das provas.

Áudio atribuído ao CV aponta suspeita que facção teria sido a autora de três homicídios em Nova Iguaçu: “É o CV. Está aberta a temporada para caçar milícia”. Mais três corpos foram achados na cidade

Áudio divulgado pelo programa Balanço Geral da TV Record mostra um suposto traficante do Comando Vermelho comentando sobre as três mortes ocorridas na madrugada de hoje, em Austin, Nova Iguaçu. Na gravação, o suspeito diz “Para ficar de exemplo e outra… é só o começo. Miliciano nunca mais… Cacuia, Rodilândia, Biquinha, Autolino, Linha Velha, Eurico Miranda… Cabô mano. Nunca mais. É o Comando Vermelho.. Tá aberta a temporada de caça a milícia. O repórter autor da matéria disse que chegou informações para ele de que bandidos da Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, teriam sido os autores e quel eles tinham como alvo um integrante da milícia. Nossa reportagem informou mais cedo que um dos mortos, Vitor da Paixão Aragão, o Vitinho da Biqueira, respondia a processo por homicídios de dois homens em 2019 que foram cometidos por milicianos no mesmo bairro e local da chacina de hoje, A violência não para por ai. Após as três mortes da madrugada, outros três corpos foram achados carbonizados dentro de um carro no bairro Adrianópolis. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) foi acionada e investiga a morte de três pessoas, ainda não identificadas. A perícia foi feita no local e os agentes realizam diligências para identificar as vítimas e apurar os fatos. As investigações estão em andamento. De acordo com as primeiras informações, moradores acionaram as autoridades após perceberem o carro em chamas. Após o controle do incêndio, foram encontrados os cadáveres.

Um dos três homens mortos em chacina em Nova Iguaçu respondia processo por duplo homicídio cometido por milicianos no mesmo bairro e local

Um dos homens mortos em uma chacina ocorrida durante a madrugada em um bar no bairro de Austin, em Nova Iguaçu, Vítor da Paixão Aragão, o Vitinho da Biqueira, era rée em um processo de homicídio contra dois rapazes ocorridos em 2019 no mesmo bairro e mesmo local onde aconteceram os fatos agora. Iria inclusive a júri popular. Segundo os autos, na ocasião, teria ocorrido uma desavença entre as vítimas e integrantes da milícia do qual Vítor fazia parte.Na época, foram levantadas informações que as vítimas teriam sido mortas no local e levadas de carro pelos seus algozes, os quais teriam coagido os moradores a apagarem eventuais imagens captadas por câmeras de segurança da localidade As vítimas deste duplo homicídio, que eram amigos de inflância, foram encontradas mortas no Arco Metropolitano. Durante as investigações do fato, foi ouvido um PM morador de Austin, o qual afirmou existência de uma organização criminosa (milicia), no bairro de Austin, cujos integrantes, sempre fortemente armados, faziam cobranças de taxas de serviços referentes ao comércio de gás, dentre outras atividades, chegando a convidá-lo para que integrasse o grupo. Ele disse ainda que chegou a presenciar Vítor realizando cobranças. A esposa de uma das vítimas, Maicon, contou que o outro rapaz morto, Bruno, chamou o amigo para tentarem “desenrolar com milicianos nos sobre uma confusão anterior ocorrida em uma boate. Depois, soube por várias pessoas que Vítor e comparsas pegaram Bruno e Maiocn no interior de um bar, e sob ameaça de armas de fogo, colocarem as vítimas no interior de um automóvel, sendo elas encontradas mortas no Arco Metropolitano. A chacina Na madrugada desta sexta-feira (24), três homens foram mortos a tiros no Parque da Biquinha, em Austin, Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. De acordo com informações iniciais repassadas por testemunhas, homens fortemente armados, com fuzis e pistolas, chegaram ao local e abriram fogo contra dois homens. Durante a ação, Rafael, conhecido como “Babalu”, que estava nas proximidades, acabou sendo atingido pelos disparos. Ainda segundo relatos, a região ficou em pânico com a intensidade dos tiros durante a ocorrência. Até o momento, não há informações oficiais sobre a identidade das outras duas vítimas nem sobre a motivação do ataque. A Polícia Militar foi acionada e isolou a área para a realização da perícia. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que vai apurar autoria e circunstâncias do crime.

CATEGORIA:

copyright © 2025 Fatos Policiais. todos os direitos reservados

Rolar para cima