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homicídios

CV volta a atacar Rio das Pedras e baleou três

Segundo informações divulgadas pelo repórter Bruno Assunção, traficantes do Comando Vermelho voltaram a atacar a comunidadei Rio das Pedras está noite. De acordo com o jornalista , três homens suspeitos de pertencer a milícia teriam sido baleados no ataque. Um deles morreu. A ação ocorreu em um bar a tiros na Rua do Amparo, próximo à Rua Velha. No vídeo filmados por uma câmera de segurança local, é possível ver o momento de tensão na hora dos disparos, com todos se jogando no chão. Segundo informações, dois homens foram atingidos dentro do estabelecimento, um deles sendo miliciano, que morreu no local. De acordo com relato, outros dois milicianos que estavam fora do Bar também foram atingidos e não resistiram. Rio das Pedras vive um cenário de forte tensão devido à disputa entre traficantes e milicianos, que tem provocado confrontos frequentes e colocado moradores em risco. A quadrilha do ex-miliciano Kauan que pulou para o CV e tem sido um dos pivôs desta recente guerra já tinha feito ameaças.

Corpos levados por populares à UPA podem ser de suspeitos que trocaram tiros com PMs de helicóptero durante operação ontem em Realengo

Circulam informações na Internet que os seis corpos levados para a UPA de Magalhães Bastos sejam de suspeitos que trocaram tiros com PMs que estavam em um helicóptero durante operação ontem no Jardim Novo, em Realengo A Polícia Militar flagrou.de cima traficantes fortemente armados dentro da mata na comunidade. veja vídeo https://www.facebook.com/share/r/1AtFMDFc8C .Traficantes atiraram contra a aeronave da Polícia Militar. Foram mais de cinco horas de troca de tiros. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga as mortes de seis homens. De acordo com informações preliminares, os corpos foram encontrados por populares, que os encaminharam a uma unidade de saúde. Cinco já foram identificados: Lukas Taylan de Mendonça Monteiro, Jonathan Andrade Ferreira, Vinicius Neves Dantas, Felipe Barbosa da Silva e Alanderson de Almeida Guimarães. Os corpos foram levados para o Instituto Médico-Legal (IML), onde passarão por exames de necrópsia. Outras diligências também estão em andamento para esclarecer os fatos.

Duas execuções, morte de policial e rumores de invasão: o barril de pólvora que virou o Muquiço (TCP)

Horas antes do ataque que terminou com a morte do policial civil Carlos Alberto Freire Neto, a Favela do Muquiço, em Deodoro, já vivia um cenário de forte tensão, segundo relatos que circulam entre moradores e em redes sociais. Na madrugada do mesmo dia, dois homens foram encontrados mortos na Rua Carolina de Assis, um dos principais acessos à comunidade. Informações que circulam na região apontam que as vítimas seriam supostos “X9” (informantes) executados por traficantes que atuam no Muquiço. Até o momento, porém, essa versão não foi confirmada pelas autoridades. O duplo homicídio é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que ainda não divulgou a identidade das vítimas nem informou a existência de suspeitos. Nos bastidores da guerra entre facções, também circulam rumores de que o Comando Vermelho estaria preparando uma nova tentativa de retomar o controle da comunidade, atualmente dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP). A disputa ganhou força após a prisão de Coronel, antigo chefe do tráfico local. Outra informação que vem sendo compartilhada, mas que também não foi confirmada oficialmente, é a de que o traficante Grisalho, apontado como um dos possíveis sucessores de Coronel, teria deixado o Muquiço e se refugiado no Complexo da Pedreira, em Costa Barros. Segundo esses relatos, ele enfrentaria dificuldades para manter o controle da comunidade e não teria efetivo suficiente para resistir a uma eventual invasão promovida por rivais do Comando Vermelho. Até o momento, não há confirmação oficial da Polícia Civil sobre qualquer mudança no comando da facção ou sobre a veracidade dessas informações.

Comando Vermelho domina principais comunidades de Paraty e ataque que deixou menino de 4 anos morto pode ter sido ação do TCP

A cidade de Paraty, na Costa Verde fluminense, vive um momento de tensão após a tragédia registrada no último fim de semana, quando um ataque a tiros no bairro Pantanal deixou um menino de quatro anos morto, uma menina de cinco gravemente ferida e um adolescente baleado. Enquanto a polícia investiga o crime, levantamento da reportagem mostra que as principais comunidades do município estão atualmente sob domínio do Comando Vermelho (CV), que ampliou sua presença na região nos últimos anos. Segundo apurado, a facção controla o próprio Pantanal, além das comunidades da Mangueirinha e do Condado, assim como a Iha das Cobras. O portal A Cidade da Costa Verde informou que o ataque deste domingo teria sido uma ação de integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) contra rivais do CV. Assim como ocorre em áreas dominadas pela facção na capital fluminense, o Comando Vermelho também ampliou a exploração de atividades econômicas nas localidades que controla em Paraty. O grupo, por exemplo, extorque barqueiros. O bando também controla áreas turísticas. Mais recentemente, em abril deste ano, a Polícia Militar prendeu o apontado chefe do tráfico no Pantanal, conhecido como “Luan dos Remédios”, durante uma operação em que foi apreendida uma pistola. O ataque Um ataque a tiros deixou um menino de 4 anos morto, uma menina de 5 anos em estado grave e um adolescente de 15 anos ferido na noite deste domingo, no bairro Pantanal, em Paraty. O crime aconteceu por volta das 19h30, quando três homens armados abriram fogo contra uma praça onde moradores acompanhavam uma partida de futebol e crianças brincavam. Os três jovens foram atingidos pelos disparos. José Heitor Dias Cerqueira, de 4 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu. Segundo uma moradora, o menino vivia em Salvador com a mãe e passava as férias na casa do pai, em Paraty. No momento do ataque, brincava na praça. Uma moradora, que preferiu não se identificar, contou ter ouvido cerca de 20 disparos e descreveu o desespero vivido pelos moradores. “Estava em casa com a minha família após o jogo quando ouvi cerca de 20 tiros. Desci correndo para a praça e vi o menino baleado no chão, todo mundo em desespero. Ele mora em Salvador com a mãe, estava passando férias com o pai, e aconteceu isso. A família está inconsolável”, relatou. Segundo ela, que mora na região há mais de 30 anos, o Pantanal sempre foi considerado um bairro tranquilo, o que tornou o episódio ainda mais chocante para os moradores. “Ninguém esperava isso. Os bandidos saíram atirando, e só tinha famílias na praça. Colocaram uma TV perto da quadra para o pessoal assistir ao jogo. Tem a pracinha, o parquinho, a quadra e um quiosque. Estava todo mundo reunido ali, com as crianças brincando. Existem outros bairros de Paraty onde a gente sabe que há disputas entre criminosos, mas aqui nunca teve isso. A gente entra e sai a qualquer hora, abre a garagem de madrugada, sai de casa. Aqui não tem assalto. Você dorme com a porta e a janela abertas. É uma tranquilidade que acabou”, lamentou.

CV e milicia voltaram a entrar em guerra em três regiões do Rio com relatos de mortes

Mais úm fim de semana de guerra entre o Comando Vermelho e a milicia em três regiões da capital fluminense com registros de mortes. Criminosos ligados à Tropa do Urso (CV) realizaram um baque simultâneo na Favela da Guarda e na Favela do Rato em Del Castilho, matando dois milicianos. Milicianos oriundos da Carobinha, em Campo Grande ligados ao GAT do Cara de Egua executaram um taficante ligado à Tropa do Flamengo (CV) na Vila Kennedy.. Paramilitares ironizaram Em Curicica, traficantes da Tropa do Tricolor (CV) avançaram e expulsaram os rivais ligados à milícia do Capitão América da Comunidade do Alto do Bela Vista.

Duas mulheres foram executadas em Trajano de Moraes

Duas mulheres foram mortas a tiros na manhã deste sábado(04/07) na cidade de Trajano de Moraes, no.interior fluminense, após serem atacadas por criminosos enquanto estavam em um carro. Segundo as primeiras informações, homens que estavam em uma motocicleta se aproximaram do veículo e efetuaram diversos disparos contra as vítimas, fugindo logo em seguida. Uma das mulheres, identificada como Nair do Carmo, não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. A outra vítima, Rayssa de Souza Bessa, chegou a ser socorrida e encaminhada ao hospital, mas infelizmente também não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada na unidade de saúde. As investigações apontam que, antes de ser morta, Nair gravou um vídeo afirmando que estava sendo ameaçada. Nas imagens, ela relatou que vinha sendo acusada de envolvimento em um suposto roubo a uma residência e declarou que uma pessoa da cidade de Macaé estaria indo ao seu encontro para matá-la. A vítima ainda afirmou que, caso algo acontecesse com ela ou com algum familiar, existiam áudios, gravações e o nome da pessoa que a estaria acusando. Esse material deverá ser analisado pela Polícia Civil para verificar se há relação com o duplo homicídio. A Polícia Civil realiza diligências para identificar os autores do crime e esclarecer a motivação da execução. Até o momento, ninguém havia sido preso. O caso aconteceu no distrito de Barra dos Passos, no município de Trajano de Moraes, no estado do Rio de Janeiro. .

ATRAÍDO PARA MORRER: Milícia de Araruama enganou integrante antes de executá-lo e pode estar por trás de outras mortes

Uma denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro revela que a milícia que atua na região de Itatiquara, em Araruama, teria atraído um dos próprios integrantes para uma emboscada antes de executá-lo a tiros em plena via pública. A investigação também aponta que outros assassinatos podem estar ligados ao grupo, incluindo um possível caso de “queima de arquivo”. De acordo com a denúncia recebida pela Justiça, a vítima, Elizeu de Almeida Campina, conhecido como “Zeu” ou “Zeus”, foi morta no dia 29 de março de 2025 após ser enganada pelos próprios comparsas. Segundo o Ministério Público, minutos antes do crime, Eliomar Souza da Silva Cordeiro, o “Bimba”, telefonou para Elizeu e o convidou para uma suposta reunião destinada a esclarecer um boato. Convencido de que retornaria rapidamente para casa, Elizeu pegou emprestada a motocicleta da companheira e foi até o local combinado. Ao chegar, acabou surpreendido pelos executores. Ainda conforme a denúncia, os criminosos iniciaram uma conversa aparentemente amistosa antes de efetuarem diversos disparos de arma de fogo contra a vítima. O Ministério Público afirma que os autores estavam em superioridade numérica e utilizaram armamento de uso restrito, incluindo munições calibre 9 mm, impossibilitando qualquer reação da vítima. Para os investigadores, a execução ocorreu em razão de conflitos internos da própria organização paramilitar. A denúncia sustenta que todos os envolvidos, inclusive a vítima, integravam a chamada “milícia de Itatiquara”, grupo que, segundo o Ministério Público, era liderado pelo ex-policial militar e ex-vereador conhecido como “Egger”. De acordo com a acusação, a organização criminosa atuava sob o pretexto de oferecer segurança aos moradores, mas seria responsável por uma série de crimes, entre eles homicídios, extorsões, esbulhos possessórios, porte ilegal de armas, adulteração de veículos e coação de testemunhas. As investigações também indicam que a violência interna da organização pode ter feito novas vítimas. A decisão judicial destaca que um dos denunciados, Carlos Eduardo Dias de Oliveira dos Santos, o “Cadu”, morreu durante o andamento do processo, levando à extinção de sua punibilidade. Já em relação a Eliomar Souza da Silva Cordeiro, o “Bimba”, apontado como responsável por atrair Elizeu para a emboscada, o magistrado registra que ele está desaparecido e há indícios de que também tenha sido assassinado em um contexto de “queima de arquivo” relacionado à atuação da milícia. Até o momento, porém, sua morte ainda não foi oficialmente confirmada. Ao receber a denúncia, a Justiça também decretou a prisão preventiva dos demais acusados,, conhecidos pelos apelidos de “Egger”, “Dudu”, “Bimba” e “Jailton Caçador”. Na decisão, o magistrado. O juiz ressaltou que há indícios de participação dos réus em organização criminosa e destacou a extrema violência empregada no homicídio, considerado premeditado e praticado mediante emboscada. A decisão ainda autorizou o compartilhamento das provas com outros processos que investigam o funcionamento da milícia em Araruama e uma tentativa de homicídio atribuída ao mesmo grupo. Para o magistrado, as informações podem ajudar a esclarecer a estrutura da organização, seu modo de atuação e a possível participação de seus integrantes em outros crimes violentos registrados na região.

BASTIDORES INÉDITOS: Investigação revela que acusado se casou com moradora da região para monitorar de perto Marquinho Catiri um ano antes da execução e matou o segurança dele por ter flertado com sua esposa

Relatório da Justiça obtido pela reportagem aponta detalhes inéditos dos bastidores da investigação da execução do miliciano Marquinho Catiri e de seu segurança Sandrinho em 2022. Segundo o documento, o crime foi cometido “, em uma ação cuidadosamente planejada ao longo de aproximadamente um ano.A acusação sustenta que um dos envolvidos, George, alugou uma residência estrategicamente localizada em frente ao local frequentado diariamente pela vítima e, para não despertar suspeitas, casou-se com uma moça que morava na região e passou a residir na comunidade. Do imóvel, George monitorava diariamente a rotina de Catiri, inclusive mediante a utilização de equipamentos de vigilância, até o dia da emboscada. Ainda de acordo com a acusação, cerca de doze homens participaram da execução. Após os fatos, George teria confessado à companheira não apenas sua participação na morte de Catiri, como também que efetuou pessoalmente o disparo que matou Sandrinho, afirmando ter agido, neste último caso, também por vingança, em razão de um suposto flerte da vítima com a companheira. As investigações também apontam que o crime teria sido praticado mediante promessa de recompensa. George receberia R$ 1.000.000,00 pela execução e, logo após os homicídios, recebeu de José Ricardo duas transferências de R$ 10.000,00, fugindo em seguida para São Paulo, onde continuou recebendo auxílio financeiro enquanto aguardava o pagamento prometido. Conforme apurado pela Polícia Civil, a motivação dos homicídios estaria relacionada à aproximação de Marquinhos Catiri com o contraventor Bernardo Bello, que lhe teria repassado áreas de exploração da contravenção. Segundo a investigação, essa aliança teria desagradado um grupo rival ligado ao comércio ilegal de cigarros, do qual fariam parte George e José Ricardo, dando origem ao plano para a execução de Catiri e de seu segurança, Sandrinho. A investigação reuniu informações de colaboradores e de outros procedimentos policiais no sentido de que Bernardo Bello teria arrendado parte de suas áreas de atuação para Catiri, permitindo que este passasse a explorar regiões tradicionalmente vinculadas ao grupo do contraventor. Em razão desse acordo, Catiri deixou de atuar exclusivamente como liderança miliciana e passou também a exercer atividades relacionadas à exploração da contravenção nas áreas anteriormente controladas por Bernardo Bello. Ainda de acordo com a tese acusatória, essa associação alterou o equilíbrio existente entre os grupos criminosos que disputavam o controle econômico da região.A investigação também concluiu que o grupo investigado não se limitaria aos homicídios objeto da presente ação penal. A partir das quebras de sigilo telemático e da análise dos aparelhos celulares apreendidos, a Polícia Civil afirmou ter identificado indícios da existência de uma organização criminosa voltada à prática de homicídios sob encomenda, vinculada ao comércio ilegal de cigarros e à contravenção. Segundo os investigadores, exames de confronto balístico teriam apontado que os estojos de munição recolhidos no local da execução de Catiri e Sandrinho eram compatíveis com armamentos utilizados em outros homicídios investigados pela Polícia Civil, dentre eles a morte do policial militar João Joel, em Guaratiba; de Thiago, conhecido como “F6”, em Nova Iguaçu; e de Fernando Marcos, na Tijuca. Também foram mencionadas conexões com a tentativa de homicídio envolvendo Luiz Cabral e com os conflitos posteriormente deflagrados na disputa entre grupos ligados a Bernardo Bello e ao comércio ilegal de cigarros. O bicheiro Adilsinho teve a prisão decretada por conta da morte de Catiri. Ele é apontado como mandante do crime. Outro envolvido seria o ex-PM Sem Alma

Morto em chacina no Recreio fez parte de quadrilha que aplicava golpes em bares e hospedagens de luxo

Um dos três mortos em chacina ocorrida ontem no Recreio dos Bandeirantes,  Rodrigo Basilio Lemos, chegou a ser preso ano.passado suspeito de fazer parte de  uma quadrilha especializada em golpes contra bares e hospedagens de alto padrão na capital fluminense. A trama envolveu uma uma sequência de fraudes que envolveu consumo de luxo, cartões virtuais e cancelamentos estratégicos de pagamento. Segundo as investigações da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), o grupo atuava de forma organizada e interestadual, com ramificações no Rio e em São Paulo, e mantinha um padrão de vida elevado sustentado por calotes aplicados em estabelecimentos comerciais.A investigação começou após um golpe aplicado em um bar tradicional da Zona Sul carioca. No local, os suspeitos consumiram pratos sofisticados, como lagosta e camarões, além de bebidas importadas, entre elas, whisky envelhecido por 20 anos. A conta ultrapassou R$ 10 mil. No momento do pagamento, segundo a polícia, o grupo utilizou artifícios fraudulentos para frustrar a cobrança, deixando o prejuízo para o estabelecimento. A partir desse episódio, os investigadores passaram a monitorar os passos da quadrilha e identificaram um segundo padrão de golpe, desta vez no setor de hospedagem.De acordo com a Polícia Civil, integrantes do bando  se hospedaram em um hostel no Rio e realizaram sete reservas diferentes, sempre de forma fracionada, usando cartões virtuais distintos a cada diária.A estratégia tinha objetivo de dificultar o rastreio das transações e retardar a percepção da fraude. Durante a estadia, o grupo passou a consumir refeições e bebidas no local, alegando que os valores seriam compensados posteriormente nas diárias contratadas. Mais uma vez, optaram pelos itens mais caros do cardápio.

Milicianos contra milicianos: como uma disputa interna desencadeou uma onda de violência em Magé

As redes sociais revelam os bastidores de brigas internas envolvendo integrantes da cúpula da milícia em Magé que têm sido considerada um dos fatores que contribuíram para o aumento da violência na cidade nos últimos meses.Segundo relatos, pelo menos seis lideranças passaram a confrontar diretamente André Careca, apontado como uma das principais referências do principal grupo paramilitar que age no município. . A origem da crise começa depois que o controle da milícia em Piabetá passou das mãos de Lopes para integrantes alinhados a André Careca. Com isso, diversos criminosos antigos demonstraram insatisfação. Muitos deles integravam a estrutura que, anos atrás, fazia parte da organização comandada por Wellington da Silva Braga, o Ecko, morto em 2021. Com o aprofundamento do racha, grupos que antes atuavam de forma subordinada à cúpula da milícia passaram a reclamar da falta de apoio do chamado “Quartel-General” da organização, situado em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. O enfraquecimento dessa relação contribuiu para a fragmentação do grupo em diferentes áreas da Baixada. Em Piabetá, integrantes historicamente ligados ao grupo de Lopes romperam com André Careca. O rompimento ganhou força após uma série de ataques atribuídos a aliados de Careca contra grupos comandados por Vaguinho e Hugo, que atuavam nos bairros de Suruí e Mauá. Sem condições de permanecer nas áreas que controlavam, Vaguinho e Hugo deixaram a região e buscaram apoio em São João de Meriti. Lá, teriam sido acolhidos pelo grupo liderado por Ninja, apontado como uma das principais lideranças criminosas do Morro do Pau Branco. A aliança fortaleceu os dissidentes e ampliou a capacidade de reação contra André Careca. Na sequência, os grupos liderados por Igor e Valdeck, em Piabetá, aderiram ao bloco rival e passaram a apoiar Vaguinho e Hugo na tentativa de retomar o controle de Suruí e Mauá. O conflito também atingiu o bairro da Piedade. Segundo relatos, os grupos comandados por Cebolinha e Patrick passaram a sofrer ataques frequentes atribuídos a aliados de André Careca. Apesar da pressão, eles permaneceram na região e se uniram ao grupo formado por Igor e Valdeck. A divisão interna ultrapassou as ruas e chegou ao sistema penitenciário. Informações obtidas por fontes ligadas à investigação apontam que integrantes da milícia presos na Penitenciária Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9, teriam solicitado transferências de celas por receio de represálias de criminosos ligados a alas rivais da própria organização. Com o fortalecimento do bloco formado por Igor, Valdeck, Cebolinha, Patrick, Vaguinho e Hugo, apoiados por Ninja, a disputa ganhou uma nova dimensão. Do outro lado, André Careca e seu principal aliado, conhecido como TH Sem Alma, passaram a buscar reforços para sustentar o controle territorial. Segundo relatos de fontes do submundo e informações compartilhadas entre investigadores, André Careca e TH Sem Alma teriam estabelecido uma aproximação com traficantes da Vila do João, no Complexo da Maré. A aliança teria garantido o envio de homens armados e armamentos para reforçar posições nos bairros de Suruí e Mauá. A suposta parceria provocou forte reação dentro da própria milícia. Diversos integrantes teriam discordado da aproximação com criminosos ligados ao tráfico de drogas, tradicional rival dos grupos paramilitares em diversas regiões do estado. De acordo com relatos obtidos pela reportagem, alguns desses milicianos teriam sido submetidos ao chamado “tribunal do crime” após questionarem a aliança. Há informações de que integrantes considerados dissidentes foram executados por ordem de lideranças ligadas a TH Sem Alma. Essas informações, entretanto, ainda dependem de confirmação oficial das autoridades. Paralelamente, a chamada Tropa do César teria se unido ao grupo de André Careca em operações destinadas a consolidar o controle de áreas próximas à Baía de Guanabara. O objetivo seria criar um corredor territorial contínuo sob domínio dos aliados de Careca. Enquanto isso, os rivais buscaram alianças próprias. Um acordo de não agressão entre integrantes do Complexo de Santa Lúcia e os grupos liderados por Igor e Valdeck teria ampliado ainda mais a complexidade do conflito. Atualmente, a guerra entre os grupos de André Careca e TH Sem Alma e o bloco formado por Igor, Valdeck, Cebolinha, Patrick, Vaguinho, Hugo e seus aliados continua ativa em diferentes pontos de Magé. Ataques armados, emboscadas e homicídios têm sido registrados com frequência, evidenciando uma disputa que deixou de ser apenas uma divergência interna e se transformou em uma guerra aberta pelo controle de territórios, rotas e fontes de arrecadação criminosa.

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