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homicídios

Morte de Marielle teria sepultado ambiciosos planos do delegado Rivaldo Barbosa. Segundo a PF, ele lucrava enquanto quadrilhas empilhavam corpos mas coisa saiu do controle com assassinato de vereadora

Preso acusado de participar do assassinato de Marielle Franco e de Anderson Gomes, o delegado Rivaldo Barbosa lucrava enquanto asorganizações criminosas empilhavam corpos pela Região Metropolitana do Rio de Janeiro, aponta relatório da PF. A criação desse ambiente pernicioso permitiu o fortalecimento de grupos criminosos, tendo em vista que a omissão deliberada na repressão dos crimes de homicídio tem o condão de cultivar um ambiente fértil para todo o tipo de criminalidade, sendo a morte de Marielle o esgoto no qual desaguam os reflexos dos demais. Uma das premissas em que se baseava esse comportamento omissivo na repressão de tais crimes era a de que os vagabundos se matavam entre eles. Assim, cabia à Divisão de Homicídios somente auferir os lucros dessa guerra sangrenta. No entanto, descreve a PF, a atuação com base em tal princípio/pressuposto saiu de controle e levou à execução de uma vereadora cuja trajetória jamais perpassou pela criminalidade, além de seu inocente motorista. Em relação à sua escalada política, Rivaldo chegou ao mais alto cargo de sua corporação, mas esbarrou na inesperada magnitude da repercussão do homicídio de Marielle Franco e Anderson Gomes, cuja morosidade das investigações e notícias isoladas de inconsistências sepultaram seus ambiciosos planos (não revelados). Rivaldo Barbosa passou a ter movimentação incompatível com a renda (pessoa física) e faturamento (pessoa jurídica) declarados Foi verificada ocorrência altíssima de operações financeiras em espécie: saques e depósitos com origem não identificada; FONTE: Relatório da PF sobre o caso Marielle disponível no site do STF

Relatório da PF sobre morte de Marielle relembra disputa sangrenta pelo poder na família Garcia. VEJA OS CRIMES

O relatório da Polícia Federal sobre a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes relembra o histórico da disputa sangrenta que ocorreu dentro da família Garcia, uma das principais expressões da contravenção no Rio de Janeiro. O documento lembra que a morte de Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, em 28 de setembro de 2004, com seis tiros de fuzil quando saía de uma academia de ginástica em Jacarepaguá, desencadeou uma série de episódios sangrentos envolvendo pessoas ligadas à família e a escola de samba Acadêmicos do Salgueiro do qual ele era patrono. Maninho era filho do membro da Velha cúpula do Jogo do bicho e presidente de honra do Salgueiro, Waldemir Garcia, o Miro, que morreu no mesmo ano por conta de problemas de saúde. A intrínseca relação entre a escola e a família Garcia tornou a agremiação uma importante peça no tabuleiro da disputa dos herdeiros de Maninho pelo seu espólio. Disputa essa que se tornaria uma verdadeira guerra, que demonstra, de maneira exemplificativa, notórios homicídios e tentativas vinculados à Acadêmicos do Salgueiro e ao Clã Garcia: Em 2007, o vice-presidente executivo da escola, Guaracy Paes Falcão PAES primo de Maninho, e sua mulher, Simone Moujarkianforam mortos a tiros em bairro da zona norte do Rio de Janeiro. À época, foi acusado o pecuarista Rogério Mesquita. Em 2008, Pedro Paulo dos Santos Fernandes, o Pedro Fú, irmão da já presidente da agremiação, Regina Celi, sofreu um atentado na porta da quadra da escola, ocasião em que levou oito tiros, mas sobreviveu; Em 2009, Rogério Mesquita foi assassinado a tiros de pistola em plena luz do dia, em Ipanema, bairro da Zona Sul da cidade. A principal suspeita recaiu sobre José Luiz Barros Lopes, o Zé Personal, então marido de Shanna Harrouche Garcia, filha de Maninho. Em 2011, Zé Personal morreu em um centro espírita no bairro da Praça Seca quando foi surpreendido por três homens encapuzados que efetuaram diversos disparos contra o bicheiro e seu segurança pessoal. A morte teria ocorrido pouco depois de Zé Personal ter demitido o ex-capitão Adriano da Nóbrega e este ter se aproximado de Bernardo Bello, marido de Tamara, a outra filha de Maninho. Em 2014, Marcelo Cunha Freire, o Marcelo Tijolo, vice-presidente do Salgueiro, morreu com três tiros em Vila Isabel. Em 2017, Waldemiro Paes Garcia Júnior, o Mirinho foi sequestrado e assassinado quando deixava uma academia de ginástica na Barra da Tijuca. A polícia prendeu os executores do crime, mas nunca chegou aos mandantes. A principal suspeita recaiu sobre a disputa peloespólio de Maninho e, consequentemente, Bernardo Bello. Em 2019, Shanna Garcia sofreu um atentado no Recreio dos Bandeirantes. Seu veículo foi alvo de disparos em frente a um shopping na avenida das Américas. Mesmo estando em um automóvel blindado, ela foi alvejada no braço. A filha de Maninho acusoupublicamente o seu ex-cunhado Bernardo Bello. Por fim, em 2020, o contraventor Alcebíades Paes Garcia, o Bid, irmão de Maninho foi vítima de dois atiradores encapuzados. Seu veículo foi alvejado por diversos disparos. Bernardo Bello foi denunciado como mandante do homicídio, mas ainda não foi julgado. Regina Celi Fernandes Duran, que foi presidente do Salgueiro, foi alvo de planejamento de homicídio por parte de Bernardo Bello que contratou Ronnie Lessa para executá-la. Regina representava os interesses de Shanna enquanto que seu opositor, os de Bernardo Bello. Pelo fato de a contravenção carioca estar inserida num contexto de máfia, importou-se a característica da hereditariedade masculina na sucessão dos negócios. Entretanto, Mirinho era uma criança na ocasião do falecimento de seu pai, de modo que Shanna e Tamara, porserem mulheres, não conseguiram quebrar a barreira do machismo na atividade e elencaram seus maridos/companheiros para representá-las. Com isso, Shanna se casou às pressas com Zé Personal, enquanto Tamara se aliou a Bernardo Bello. FONTE: Relatório da PF sobre caso Marielle disponível no site do STF

Conluio entre a Delegacia de Homicídios e promotor permitiu que Escritório do Crime comandado pelo capitão Adriano da Nóbrega praticasse vários homicídios, aponta relatório da PF

O relatório da PF sobre a investigação da morte de Marielle Franco revela que a atuação criminosa da Delegacia de Homicídios da Capital na época de Rivaldo Barbosa em conjunto com um promotor de Justiça deu ao Escritório do Crime, grupo de matadores de aluguel comandado pelo capitão Adriano da Nóbrega, certa tranquilidade para o desenvolvimento de suas atividades ilícitas. Um juiz disse ter constatado “morosidade”, “inefetividade” das investigações sobre crimes cometidos por essa quadrilha e realização de “diligências inócuas”, tecendo duras críticas aos órgãos de investigação na solução dos casos. O caso da morte de Zé Personal é um deles. Ele foi morto por conta da guerra pelo espólio do bicheiro Maninho. O magistrado concluiu que o inquérito foi “marcado por inefetividade”, tendo sido percebida gravíssima “omissão deliberada” do promotor. Esses movimentos peristálticos do apuratório entre a DHC e a 23ª Promotoria de Investigação Penal se arrastaram por sete anos sem que fosse realizada qualquerdiligência efetiva, apesar da magnitude da repercussão do crime. Segundo o relatório, caso fosse efetivamente investigado, uma série de homicídios atribuídos ao Capitão Adriano e ao Escritório do Crime poderiam ter sidoevitados. O inquérito sobre a morte do PM Geraldo Pereira, uma das vítimas do grupo, se detectou a concessão de “indefinidas dilações de prazo, sem efetivo avançodas investigações” pelo promotor. O juiz afirmou que o procedimento foi caracterizado por “rotinas engessadas e não profícuas” No inquérito sobre a morte de Haylton Escafura, o magistrado alertou que, apesar do potencial para ser solucionado, a investigação nãoavançou/“não se desenvolveu rumo a uma conclusão”. Na investigação sobre a morte do empresário Marcelo Diotti pelo Escritório do Crime, o juiz revelou que, apesar dos autores terem sido, a princípio, identificados,possivelmente tenha ocorrido “falhas graves na colheita de provas” Diotti tinha envolvimento com milícias e contravenção. FONTE: Relatório da PF sobre caso Marielle disponível no site do STF

Relação com o tráfico, milícia e jogo do bicho, propinas a policiais, extorsões e ameaças a comerciantes, vazamento de operações, grupo de extermínio que cometeu vários homicídios, plano para matar delegado da PF e agente aposentado, veja os crimes que o contrabandista Adilsinho, um dos homens mais procurados do Rio, é suspeito

Um dos homens mais procurados do Rio, Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho comanda uma quadrilha que pratica extorsões, roubos, lavagem de dinheiro, corrupção e crimes tributários, além de relações com integrantes do jogo do bicho, da milícia e do tráfico de drogas. As investigações revelam ainda “relação de proximidade com o Poder Público, haja vista a participação de vários agentes de segurança em seu quadro, além do pagamento de propina para integrantes da Polícia Civil e da Polícia Militar” Ele seria investigado por montar um novo ‘escritório do crime’ no Rio responsável por diversos homicídios, entre eles o do miliciano Marquinho Catiri, de policiais e de pessoas ligadas ao jogo do bicho. Processo na Justiça Federal revela que, além de propinas pagas a policiais, teria determinado a emissão de notas fiscais falsas (em quantidade inferior à efetivamente vendida); teria ordenado a gerentes a deixar de descontar e recolher o tributo incidente e cobrado sobre a fabricação e comercialização de cigarros; teria ordenado o recolhimento, transporte, repasse e depósitos dos valores ilicitamente auferidos; teria determinado ao escalão de segurança extorquir, ameaçar e constranger comerciantes a vender a mercadoria da malta; teria ordenado a aquisição, recebimento, transporte, manutenção em depósito, exposição à venda e venda de cigarros cujo tributo foi sonegado; teria determinado a gerentes e pessoas especializadas e interpostas a promover a ocultação e dissimulação de valores provenientes de toda atividade criminosa; teria ordenado a gerentes e pessoas especializadas e interpostas a realizar a remessa de valores ao exterior em desacordo com os preceitos legais; teria comandado, chefiado/liderado, coordenado, montado e organizado toda a estrutura malta e as atividades através dela desenvolvidas; teria dividido o lucro entre os demais líderes; teria determinado o pagamento a todos os membros da malta. A polícia chegou a organizar uma grande operação para capturar 40 integrantes de sua quadrilha mas apenas quatro mandados foram cumpridos, todos do último escalão do bando. Concluiu-se que o número de denunciados que não foram localizados foi um grande indicativo de que eles foram avisados previamente sobre a data da operação e do cumprimento das medidas decretadas pelo Juízo (…); houve o chamado vazamento da operação. Um integrante da organização teria realizado pesquisas e visitas ao ‘site’ do COT (Comando de Operações Táticas da Polícia Federal),com sede em Brasília, que participou da operação. Ressaltou o MP que, “até aquele momento, a eventual atuação do COT era informaçãoreservada a poucas pessoas da Polícia Federal” e, naquele dia 15/06/2021, foi justamente a data em que os mandados de prisão e de busca e apreensão da Operação ‘Fumus’ foram digitados, de modo que não se tratou de mera coincidência. Segundo o MP, no dia seguinte, em 16/06/2021, esse mesmo membro teria conversado com Adilsinho via ‘WhatsApp’. A relação entre os dois não seria meramente eventual, já que, em 14/05/2021, ele teria estado na milionária festa realizada por‘Adilsinho’ no Hotel Copacabana Palace, Em continuidade, no próprio dia da operação (24/06/2021) e nos dias seguintes, esse suspeito teria demonstrado “especial interesse em acompanhar o resultado” ao acessar notícias sobre a operação. A Polícia Federal instaurou inquérito no dia 12/01/2023, para apurar suposto delito de ameaças contra um Delegado de Polícia Federal e um Agente de Polícia Federal aposentado que teriam sido proferidas por Adilsinho. Segundo a denúncia da época, o criminoso teria tentado contratar um grupo de policiais para executar o serviço, os quais teriam se negado a fazê-lo em razão dos alvos escolhidos. O caso foi arquivado. FONTE: Relatório da Justiça Federal disponível no site Jusbrasil

Investigação revela conteúdo de diálogos mantidos por envolvidos na morte de Marquinho Catiri após o crime. Teve até rap com os nomes dos integrantes da quadrilha e falaram do ‘patrão’. PM morto em Caxias e ex-policial civil abatido em Nova Iguaçu estariam também entre as vítimas do grupo

–Investigações revelam diálogos mantidos por envolvidos no assassinato do miliciano Marquinho Catiri em novembro do ano passado logo após o crime. Em um dos áudios, um homem não identificado, para o corréu José Ricardo Gomes Simões, um dos presos pelo fato, cantando Rap, em que fala o apelido de vários homens da organização criminosa, possivelmente em alusão ao homicídio, tendo em vista além da letra, odia e a hora em que foi enviado, em que cita a atuação de Simões “A notícia eu te dar agora como é que foi. Sem Alma está de luneta, da pra te buscar em casa. Curinga tá de AK”. José Ricardo e George Garcia, outro preso, conversavam sobre o PM Rafael do Nascimento Dutra, o Sem Alma, mais um envolvido e que está foragido em que se observou que o policial era um dos membros da organização mais próximos do “patrão”, no caso o contrabandista de cigarros vulgo Adilsinho. Sem Alma e Simões intermediariam a comunicação do “patrão” com George, bem como o passariam instruções para ele quando este se evadiu para São Paulo. Em uma das conversas de Simões com George este último encaminhou ao comparsa o print de um trecho da conversa com Sem Alma, onde se observa que o nome do contato seria “Don´t Soul”, uma tentativa de tradução de Sem Alma para o inglês. Há relatos na investigação que Sem Alma, junto a outro policial conhecido como Lemos e um ex-PM estariam envolvidos em diversos homicídios, dentre eles o do ex-policial civil “Tiago Barbosa” em Nova Iguaçu/RJ (IP nº 861- 00533/2022), possivelmente no homicídio do policial militar Ezequias Penido da Rosa na cidade de Duque de Caxias/RJ (IP nº 861- 00110/2022) e também na morte do policial civil João Joel de Araújo no bairro de Ilha de Guaratiba, Rio de Janeiro/RJ (IP nº 901-00398/2022) A denúncia anônima também cita que Sem Alma e Lemos teriam envolvimento com contrabando de cigarros e que os homicídiospraticados pelo grupo seriam a mando de Adilsinho. FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

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