Um dos três mortos em chacina ocorrida ontem no Recreio dos Bandeirantes, Rodrigo Basilio Lemos, chegou a ser preso ano.passado suspeito de fazer parte de uma quadrilha especializada em golpes contra bares e hospedagens de alto padrão na capital fluminense.
A trama envolveu uma uma sequência de fraudes que envolveu consumo de luxo, cartões virtuais e cancelamentos estratégicos de pagamento.
Segundo as investigações da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), o grupo atuava de forma organizada e interestadual, com ramificações no Rio e em São Paulo, e mantinha um padrão de vida elevado sustentado por calotes aplicados em estabelecimentos comerciais.A investigação começou após um golpe aplicado em um bar tradicional da Zona Sul carioca.
No local, os suspeitos consumiram pratos sofisticados, como lagosta e camarões, além de bebidas importadas, entre elas, whisky envelhecido por 20 anos. A conta ultrapassou R$ 10 mil.
No momento do pagamento, segundo a polícia, o grupo utilizou artifícios fraudulentos para frustrar a cobrança, deixando o prejuízo para o estabelecimento.
A partir desse episódio, os investigadores passaram a monitorar os passos da quadrilha e identificaram um segundo padrão de golpe, desta vez no setor de hospedagem.De acordo com a Polícia Civil, integrantes do bando se hospedaram em um hostel no Rio e realizaram sete reservas diferentes, sempre de forma fracionada, usando cartões virtuais distintos a cada diária.A estratégia tinha objetivo de dificultar o rastreio das transações e retardar a percepção da fraude.
Durante a estadia, o grupo passou a consumir refeições e bebidas no local, alegando que os valores seriam compensados posteriormente nas diárias contratadas. Mais uma vez, optaram pelos itens mais caros do cardápio.