A PM prendeu hoje o traficante Bruno da Silva Loureiro, o Coronel, que comanda a comunidade do Muquiço, em Deodoro, há mais de duas décadas.
Segundo as primeiras informações, Coronel foi localizado em um hospital onde aguardava para uma cirurgia.
O bandido se internou sem identificação e vinha sendo monitorado pelos agentes.
Veja nota
SSI – SUBSECRETARIA DE INTELIGÊNCIA DA POLICIA MILITAR
INFORMAÇÃO PRESTA: EQUIPES DA SSI EFETUARAM A PRISAO DE BRUNO DA SILVA LOREIRO, VULGO “CORONEL DO MUQUIÇO”, O MARGINAL ENCONTRAVA-SE INTERNADO NO HOSPITAL RAUL GAZOLA EM ACARI QUANDO FOI ABORDADO POR POLICIAIS DESTA SUBSECRETARIA.
A OCORRÊNCIA CONTOU COM O APOIO DO 41° BPMZ QUE ENCONTRA-SE NO LOCAL.
Coronel”,é acusado pela morte da jovem de 22 anos, Sther Barroso dos Santos, assassinada após deixar um baile funk na comunidade da Coréia, em Senador Camará, Zona Oeste do Rio.
Investigações da DHC, apuraram que após sair de um baile funk, por volta das 22h, que foi realizado no dia 17 de agosto, ela foi sequestrada pelos outros dois indiciados a mando de “Coronel” e levada, à força, para uma casa dentro da comunidade do Muquiço, onde passou a madrugada de domingo, sendo espancada “brutalmente” pelos dois indiciados, pelo fato de se recusar a sair do evento com chefe do tráfico do Muquiço.
Após ser “barbaramente”, espancada pelos seus “algozes”, e totalmente desfigurada, a jovem acabou desfalecendo. Com medo da vítima vir a morrer, os criminosos a levaram à sua casa, na Vila Aliança, no banco de trás de um BYD cor azul, que era conduzido pelo homem conhecido como “Debochado”, com Douglas como carona. A polícia afirma que os dois são seguranças do traficante “Coronel”.
Laudo médico, aponta como causas da morte foi uma hemorragia subaracnóidea (vaso sanguíneo inchado que se rompe no cérebro), traumatismo crânio encefálico e politrauma (quando a vítima apresenta múltiplas lesões em diferentes partes do corpo, provocadas por violência intensa). Segundo familiares, a violência foi tamanha que a família precisou pagar cerca de R$ 2 mil para reconstruir o rosto da jovem, para poder ser enterrada.
Bruno da Silva Loureiro, acumula diversas anotações criminais por tráfico de drogas, roubo, homicídio, porte ilegal de arma de uso restrito, receptação e lesão corporal. Contra ele, há 12 mandados de prisão pendentes de cumprimento. Segundo a polícia, Bruno também teria sido um dos responsáveis por ordenar o desaparecimento de vítimas e subtração de cadáver. Apontado como figura violenta e de grande influência dentro da facção, Coronel é descrito como alguém que usa a força para impor medo na comunidade.
Um dos últimos mandados de prisão preventiva contra Bruno foi em junho do ano passado, por homicídio e organização criminosa. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou o criminoso e mais dois traficantes por participação em uma chacina ocorrida em março de 2021, no Parque de Madureira, Zona Norte do Rio. Segundo a denúncia, eles efetuaram disparos de arma de fogo contra cinco pessoas durante uma partida de futebol.
“Coronel” costumava se esconder no Complexo da Maré, na Zona Norte, mas, segundo informações recebidas pelo Disque Denúncia, ele chegou a se esconder na Vila Aliança, que causou insatisfação no traficante Rafael Alves, o “Peixe”, e ainda indicou que outros chefes do tráfico de drogas do TCP, não estariam querendo a presença de “Coronel” em seus redutos, o que faria com que a polícia fizesse constantes operação nas comunidades, para prender o traficante.
Coronel determinaria as regras a serem seguidas na comunidade, sob pena de execução daqueles que as descumprirem, também administrando a traficância ilícita e crimes conexos cometidos pelo tráfico local.