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bala perdida

GUERRA EM CAXIAS FAZ MAIS UMA VÍTIMA: Ao ouvir tiros no último domingo, mulher foi na janela ver o que era, acabou baleada e morreu hoje

A guerra entre traficantes em Duque de Caxias fez mais uma vítima inocente. Morreu hoje Rosana da Silva, de 53 anos. Ela foi baleada no rosto no último domingo durante troca de tiros na comunidade do Pantanal. Segundo relatos, Rosana estava se preparando para sair de casa pra ir pagar o seu aluguel, no momento em que se iniciou um confronto entre traficantes rivais que disputam o território da região. Rosana ao colocar o rosto pra fora do portão para tentar ver oque está acontecendo, acabou sendo alvejada. Ela foi socorrida às pressas, e foi encaminhada para o Hospital Adão Pereira Nunes onde chegou a ficar internada em coma, com o projétil alojado no maxilar. Na manhã desta quinta, ela acabou não resistindo e foi a óbito. Ela deixa três filhos. A guerra entre traficantes em Caxias já matou quase 20 pessoas nas últimas três semanas. A disputa ocorre entre as quadrilhas dos traficantes Bochecha Rosa ou BX do Comando Vermelho e Flamengo do Terceiro Comando Puro.

Homem morreu baleado ao sair de igreja durante guerra de facções em Caxias

Um homem morreiu baleado ao sair da igreja durante uma guerra de traficantes na Vila do Rosário, em Duque de Caxias, na noite de ontem A vítima foi identificada como Aquiles Lima, de 33 anos Relatos apontam que traficantes do Terceiro Comando Puro do Bairro Três (antigo Barro Vermellho)deram um baque na comunidade do Curral, controlada pelo Comando Vermelho.e houve confronto. Aquiles havia se casado recentemente, deixou esposa e um casal de filhos.

NINGUÉM ESTÁ A SALVO: A GUERRA ENTRE FACÇÕES QUE TRANSFORMOU INOCENTES EM ALVOS NO RIO

No meio das guerras travadas pelas facções criminosas no Rio de Janeiro, existe uma população que não escolheu nenhum dos lados, mas acaba pagando um preço cada vez mais alto. Moradores, trabalhadores, idosos e crianças são atingidos por tiros, granadas e confrontos que transformam comunidades e ruas da cidade em cenários de guerra. Inocentes perdem a vida ou ficam feridos simplesmente por estarem no lugar errado, na hora errada. Uma das vítimas mais recentes foi Leda Maria da Conceição Antônio, de 75 anos, conhecida como Tia Lêda. Em 20 de julho de 2026, ela foi morta a tiros dentro de uma padaria na comunidade Furquim Mendes, no Jardim América, Zona Norte do Rio. Segundo as investigações, ela acabou atingida durante um ataque de traficantes do Terceiro Comando Puro contra criminosos rivais do Comando Vermelho. Um entregador de aplicativo também foi baleado durante a ação e precisou ser socorrido para o Hospital Estadual Getúlio Vargas. Dias antes, outro idoso havia sido vítima da violência. João José da Silva, de 80 anos, conhecido como Badu, morreu após ser atingido por uma bala perdida dentro do próprio bar, na comunidade Chácara do Céu, na Tijuca. Na ocasião, criminosos do Comando Vermelho atacaram a região, dominada pelo Terceiro Comando Puro. E a violência voltou a atingir a mesma comunidade nesta semana. Uma menina de apenas 11 anos e a própria mãe ficaram feridas depois que uma granada foi lançada por um drone. Facções controlam até o direito de ir e vir A guerra entre as organizações criminosas não se limita aos confrontos armados. Ela também impõe uma espécie de fronteira invisível sobre milhares de moradores e trabalhadores. Pessoas podem ser impedidas de circular simplesmente porque moram em uma área dominada por uma facção rival. Quem atravessa essas fronteiras corre o risco de ser abordado, interrogado, revistado e até desaparecer. Em Rio das Pedras, em Jacarepaguá, diversos jovens que foram à região a trabalho ou para encontrar alguém acabaram desaparecendo. Criminosos costumam perguntar onde essas pessoas moram e verificar seus celulares em busca de qualquer indício de ligação com territórios ou integrantes de grupos rivais. O domínio territorial também já chegou ao transporte por aplicativo. Nesta semana, um áudio ao qual tivemos acesso revelou o alerta feito por um motorista de aplicativo: trabalhadores de áreas dominadas pelo TCP, como o Complexo da Maré e o Dendê, deveriam evitar fazer corridas para o Complexo da Penha, território controlado pelo Comando Vermelho. No áudio, o motorista afirmou ter presenciado dois colegas de profissão sendo espancados por criminosos. Policiais também viram alvos Os criminosos também colocam policiais na mira. Agentes são mortos durante o serviço, atacados nas ruas e até assassinados durante períodos de folga. Recentemente, um policial civil foi morto durante uma operação na Favela do Muquiço, em Guadalupe. Um policial militar também morreu após ser atacado na Avenida Brasil. Até operações policiais deixam inocentes no fogo cruzado A violência contra a população, porém, não ocorre apenas durante confrontos entre facções. As próprias operações policiais realizadas contra criminosos também podem colocar moradores e trabalhadores em meio ao fogo cruzado. Nesta semana, uma passageira foi baleada dentro de um ônibus durante um confronto entre policiais militares e criminosos em Vila Kosmos, na Zona Norte do Rio. Na Favela do Metrô, na Mangueira, um menino de apenas seis anos foi atingido no olho por estilhaços durante uma ação policial. A esses episódios somam ações dos criminosos que fecham ruas com barricadas, provocam fechamento de postos de saúde e escolas, a chegada de serviços públicos nas comunidades, São episódios diferentes, envolvendo circunstâncias diferentes, mas que revelam uma mesma realidade: para quem vive ou trabalha nas áreas afetadas pela guerra do crime organizado, o risco pode surgir a qualquer momento, independentemente de estar envolvido com o tráfico ou de ter escolhido qualquer um dos lados. Enquanto as facções disputam territórios e impõem suas próprias regras, a população fica encurralada no fogo cruzado — sem controle sobre quando os tiros começam, de onde vêm e quem será a próxima vítima.

Ataque em Campos deixa dois mortos e três feridos. Uma das vítimas fatais é uma criança de cinco anos

Uma criança e um homem foram mortos outras três foram baleadas durante um ataque a tiros no final da tarde deste sábado (08/08), na Rua Bartolomeu Lizandro, no Parque São Matheus, em Guarus, Campos. Testemunhas informaram à Polícia que homens saíram de um carro modelo Creta, cor chumbo, e atiraram contra as vítimas que estavam em via pública. O menino de nome de iniciais B.L.O., de 5 anos, estava com seu pai passando pelo local e acabou levando um tiro na cabeça. Ele morreu após passar por cirurgia no Hospital Ferreira Machado.  A segunda vítima fatal foi Cristiano Ribeiro, de 37 anos (com passagem criminal). Ele morreu no local. Os três baleados foram: Vinicius De Souza Pinheiro, de 32 anos; Cristovão Paulo Pereira Armando, de 36 anos, (com passagem criminal); Mariana Rufino, de 18 anos. As três vítimas se encontram sendo submetidas a cirurgia no Hospital Ferreira Machado.  Policiais militares fazem buscas em Guarus na tentativa de localizar os autores dos tiros. A principal suspeita é de que ele sejam membros de uma facção criminosa.

ENTENDA A GUERRA NA TIJUCA: CV TENTA TOMAR REDUTO DO TCP EM DISPUTA QUE JÁ DEIXOU MORTOS E ESPALHOU O TERROR PELA REGIÃO

A morte de João José da Silva, o Zé Badu, de 80 anos, atingido por uma bala perdida durante um intenso tiroteio na Tijuca, é mais um capítulo de uma guerra territorial que há meses envolve traficantes do Comando Vermelho e do Terceiro Comando Puro na região. O CV, principalmente a partir dos morros do Borel e do Andaraí, vem tentando avançar sobre comunidades controladas pelo TCP, como o Morro do Cruz, Casa Branca e Chácara do Céu. Os confrontos entre as duas facções não são novos, mas se intensificaram desde o ano passado e já deixaram um rastro de mortes e episódios de extrema violência. Em um dos confrontos, três pessoas que estavam em uma oficina nas proximidades do Borel morreram. Uma moradora também foi morta neste ano em meio à violência provocada pela disputa entre os grupos criminosos. Várias vezes foram relatados tiroteios na região, principalmente de madrugada Em determinado momento, chegaram a circular informações de que o CV teria conseguido tomar a Chácara do Céu. A informação, no entanto, não se confirmou. Os morros controlados pelo TCP na Tijuca teriam se transformado em uma espécie de reduto para traficantes expulsos de outras áreas após o avanço do Comando Vermelho sobre o Morro dos Macacos, em Vila Isabel. A gestão das comunidades seria atribuída ao traficante Lacoste, apontado como uma das principais lideranças do Complexo da Serrinha, em Madureira. A disputa chegou a produzir episódios incomuns. No início do ano, traficantes do Morro do Cruz teriam lançado uma granada a partir de um drone em direção ao Morro do Andaraí. O artefato, porém, não explodiu. Também circularam vídeos mostrando balas traçantes cruzando o céu da Tijuca durante os confrontos. Em maio, uma mensagem atribuída ao Comando Vermelho indicava que a facção estaria tentando atrair traficantes insatisfeitos do TCP no Morro do Cruz. O texto acusava integrantes da facção rival de extorquir moradores. Morador de 80 anos morreu após ser baleado Zé Badu, como João José da Silva era conhecido, morava na Chácara do Céu e foi atingido por um disparo na tarde de sexta-feira (24), durante um intenso tiroteio que atingiu comunidades da Grande Tijuca. Segundo relatos de moradores, os disparos começaram por volta do meio-dia e se espalharam por áreas do Borel, Casa Branca, Morro do Cruz e Andaraí. A suspeita entre moradores era de que uma tentativa de invasão de criminosos rivais teria provocado a reação dos grupos que controlam a região. A Polícia Militar informou que foi acionada e constatou um confronto entre criminosos nas proximidades da localidade conhecida como Pedra, considerada um ponto estratégico de acesso a várias vielas. O policiamento foi reforçado no entorno. Baleado no tórax, Zé Badu foi levado em estado grave para o Hospital do Andaraí, mas morreu neste sábado (25). A vítima trabalhava como ajudante de obras, era casada e deixou dois filhos. Moradores o descrevem como uma pessoa tranquila, que não tinha envolvimento com a criminalidade. A morte de Zé Badu mostra mais uma vez como a disputa entre facções transforma moradores em vítimas de uma guerra que não escolheram. Na Tijuca, a batalha pelo controle de comunidades rivais continua produzindo tiroteios, mortes e medo — enquanto a população fica no meio do fogo cruzado.

Repórter descreve terror vivido por motoristas, passageiros e moradores com guerra de facções no Juramento (TCP X CV)

O eporter Bruno Assunção descreveu o tertor que foi a noite de ontem durante um ataque de traficantes do Terceiro Comando Puro ao Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio,. Na acão, quatro pessoas morreram. A disputa entre os traficantes durou cerca de duas horas, com intenso tiroteio. Segundo apuração do repórter Bruno Assunção, motoristas que passavam pelas proximidades precisaram retornar na contramão para tentar escapar dos disparos . Passageiros que estavam em um metrô também tiveram que se proteger dentro da composição por causa da intensidade do confronto. Mais uma vez, a população ficou no meio de uma guerra que não escolhe vítimas e que transforma ruas, casas e transportes públicos em cenários de medo. Um adolescente de 16 anos, identificado como Maiky, foi atingido por disparos e não resistiu. Um jovem lutador, estudante e, segundo familiares, sem qualquer envolvimento com a criminalidade, que acabou vítima da guerra covarde travada por criminosos pelo controle do território. A morte de Maiky expõe a injustiça e a covardia de uma violência que interrompeu precocemente a vida de um adolescente que tinha sonhos e se preparava para seguir carreira no esporte. Para a família, fica a dor de perder um irmão, um filho e um jovem que tinha toda uma vida pela frente. Uma despedida marcada pela revolta e pela saudade. “Hoje, o meu coração se despediu de uma das pessoas mais importantes da minha vida. Meu irmão Maiky, ainda dói acreditar que você se foi. Parece que tudo aconteceu rápido demais, e a saudade já aperta de um jeito que nem consigo explicar. Você sempre vai fazer parte de mim. Vou guardar com muito carinho todas as lembranças, os momentos que vivemos, as risadas e tudo o que compartilhamos. Seu amor e sua presença jamais serão esquecidos. Descanse em paz, meu irmão. Eu te amo e vou sentir sua falta todos os dias da minha vida. Você nunca deixará de ser parte de mim. Até um dia, meu irmão.” A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga as mortes de Maiky Brian dos Santos Silva e de outros três homens, ainda não identificados. Diligências estão em andamento para apurar a autoria e  circunstâncias do crime.

Comando Vermelho domina principais comunidades de Paraty e ataque que deixou menino de 4 anos morto pode ter sido ação do TCP

A cidade de Paraty, na Costa Verde fluminense, vive um momento de tensão após a tragédia registrada no último fim de semana, quando um ataque a tiros no bairro Pantanal deixou um menino de quatro anos morto, uma menina de cinco gravemente ferida e um adolescente baleado. Enquanto a polícia investiga o crime, levantamento da reportagem mostra que as principais comunidades do município estão atualmente sob domínio do Comando Vermelho (CV), que ampliou sua presença na região nos últimos anos. Segundo apurado, a facção controla o próprio Pantanal, além das comunidades da Mangueirinha e do Condado, assim como a Iha das Cobras. O portal A Cidade da Costa Verde informou que o ataque deste domingo teria sido uma ação de integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) contra rivais do CV. Assim como ocorre em áreas dominadas pela facção na capital fluminense, o Comando Vermelho também ampliou a exploração de atividades econômicas nas localidades que controla em Paraty. O grupo, por exemplo, extorque barqueiros. O bando também controla áreas turísticas. Mais recentemente, em abril deste ano, a Polícia Militar prendeu o apontado chefe do tráfico no Pantanal, conhecido como “Luan dos Remédios”, durante uma operação em que foi apreendida uma pistola. O ataque Um ataque a tiros deixou um menino de 4 anos morto, uma menina de 5 anos em estado grave e um adolescente de 15 anos ferido na noite deste domingo, no bairro Pantanal, em Paraty. O crime aconteceu por volta das 19h30, quando três homens armados abriram fogo contra uma praça onde moradores acompanhavam uma partida de futebol e crianças brincavam. Os três jovens foram atingidos pelos disparos. José Heitor Dias Cerqueira, de 4 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu. Segundo uma moradora, o menino vivia em Salvador com a mãe e passava as férias na casa do pai, em Paraty. No momento do ataque, brincava na praça. Uma moradora, que preferiu não se identificar, contou ter ouvido cerca de 20 disparos e descreveu o desespero vivido pelos moradores. “Estava em casa com a minha família após o jogo quando ouvi cerca de 20 tiros. Desci correndo para a praça e vi o menino baleado no chão, todo mundo em desespero. Ele mora em Salvador com a mãe, estava passando férias com o pai, e aconteceu isso. A família está inconsolável”, relatou. Segundo ela, que mora na região há mais de 30 anos, o Pantanal sempre foi considerado um bairro tranquilo, o que tornou o episódio ainda mais chocante para os moradores. “Ninguém esperava isso. Os bandidos saíram atirando, e só tinha famílias na praça. Colocaram uma TV perto da quadra para o pessoal assistir ao jogo. Tem a pracinha, o parquinho, a quadra e um quiosque. Estava todo mundo reunido ali, com as crianças brincando. Existem outros bairros de Paraty onde a gente sabe que há disputas entre criminosos, mas aqui nunca teve isso. A gente entra e sai a qualquer hora, abre a garagem de madrugada, sai de casa. Aqui não tem assalto. Você dorme com a porta e a janela abertas. É uma tranquilidade que acabou”, lamentou.

Dias antes da morte de menino em Costa Barros, Justiça havia decretado prisão de traficante dono de festa da onde teria partido o tiro e de toda a cúpula do crime na Pedreira (TCP)

Em meio as suspeitas de que a bala que matou o menino Bento Costa Petillo Benze, de 12 anos, no Morro da Quitanda, em Costa Barros, tenha partido de uma festa, em comemoração ao aniversário do chefe do tráfico de drogas da região, Douglas Oliveira dos Santos, vulgo “Pudim ou Palmeiras, a Justiça decretou no último dia 27 a prisão deste bandido e de outros cinco bandidos que integram a linha de frente do tráfico no Complexo da Pedreira pelo crime de organização criminosa. O documento revela também a hierarquia do crime no Complexo da Pedreira. A investigação aponta a liderança de Raro (preso) apontado como “dono” da área e responsável por ordens e gestão da organização; a atuação de Coelho como braço armado e segundo na hierarquia; a função de “frente” exercidas por Morcego ou Cego e Menor D, com atuação operacional nas comunidades; a liderança de Neném em grupo armado próprio e de Pudim apontado como responsável pela comunidade da Quitanda. O inquérito policial apontou a existência de organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas e hierarquia definida, voltada à prática de diversos crimes graves Sobre a morte de Bento, o tiro atingiu o peito do menino enquanto ele brincava na quadra do condomínio, localizado na Rua Capitão Gouveia.Bento estava na companhia do irmão, de 13 anos, que presenciou o momento em que ele foi baleado. A comunidade fica a 2 quilômetros de onde o garoto foi atingido.

PM é acusado de trocar carregador da arma para enganar perícia após ação que terminou com morte de menino de 11 anos em Maricá

Um cabo da Polícia Militar do Rio de Janeiro é acusado pelo Ministério Público de ter alterado as características de sua arma funcional para dificultar o trabalho da perícia e induzir ao erro investigadores, peritos e até mesmo a Justiça após uma operação realizada em Maricá que terminou com a morte do menino D.A.C., de 11 anos. Segundo a acusação, o policial teria trocado o carregador original da pistola por outro modelo e utilizado munições de origem desconhecida para dificultar a identificação dos disparos efetuados durante o confronto. Quase três anos após os fatos, a Justiça Militar decidiu receber a denúncia contra o cabo, transformando-o oficialmente em réu no processo. A decisão foi assinada pelo juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venancio Braga, que entendeu existirem indícios suficientes para o prosseguimento da ação penal. De acordo com a denúncia do Ministério Público, tudo aconteceu na manhã de 12 de julho de 2023, durante uma operação policial realizada no conjunto habitacional Minha Vida, em Inoã, distrito de Maricá. Na ocasião, policiais do PATAMO se envolveram em uma troca de tiros com homens armados. So agora a Justiça Militar recebeu denúncia contra ele. A investigação aponta que, durante ou logo após o confronto, o cabo teria retirado o carregador original de sua pistola Glock calibre .40, pertencente à PMERJ, e acoplado um carregador transparente incompatível com os modelos fornecidos pela corporação. Além disso, segundo a acusação, ele passou a utilizar munições cuja procedência não foi esclarecida. Para os promotores, a suposta manobra tinha como objetivo dificultar a reconstrução dos fatos e criar obstáculos para a identificação da quantidade exata de disparos efetuados pelo policial durante a ocorrência. As suspeitas ganharam força após a análise das imagens captadas pela câmera corporal utilizada pelo próprio militar. Segundo o Inquérito Policial Militar, os registros audiovisuais mostrariam momentos importantes da alteração apontada pelos investigadores. Outro elemento que chamou a atenção dos responsáveis pela investigação foi a divergência encontrada nos registros oficiais da corporação. Embora o policial tenha declarado à Delegacia de Homicídios ter efetuado três disparos durante a ocorrência, os investigadores afirmam que esses tiros não foram registrados no Livro de Partes Diárias da unidade e tampouco houve lançamento do consumo das munições ao final do serviço. Na decisão que recebeu a denúncia, o magistrado destacou que o Inquérito Policial Militar reuniu elementos suficientes para justificar a abertura da ação penal, especialmente os relatórios produzidos a partir da análise das câmeras corporais. Agora, o policial terá a oportunidade de apresentar sua defesa antes do início da fase de instrução do processo. Caso seja condenado, poderá responder pelo crime previsto no artigo 16, parágrafo 1º, inciso II, da Lei do Desarmamento, que trata da modificação de arma de fogo para induzir ao erro autoridades policiais, peritos ou magistrados. A abertura da ação penal ocorre quase três anos após a operação que resultou na morte da criança, um caso que provocou grande repercussão na época e que agora volta ao centro das atenções com as acusações envolvendo a suposta adulteração da arma utilizada pelo policial.

Mulher morreu baleada em tiroteio em Quintino

Uma moradora morreu baleada durante confronto entre criminosos e PMs em Quintino. Isabel Santos de Souza foi atingida por uma bala perdida quando estava na calçada da Rua Clarimundo de Melo. Na tarde deste domingo, a vítima estava na calçada da Rua Clarimundo de Melo, esquina com a Rua João Barbalho, quando foi atingida. Isabel cheg0u a ser socorrida com vida e levada ao Hospital Salgado Filho, mas não resistiu aos feriment0s e morreu. Segundo testemunhas, ela aguardava a chegada de um carro de aplicativo quando foi alvejada.

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