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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Comando Vermelho usa armas, extorsões e sabotagens para tomar mercado de internet e ampliar negócios criminosos em Duque de Caxias

O Comando Vermelho não se limita a controlar o tráfico de drogas nas comunidades de Duque de Caxias. A facção transformou o domínio territorial em uma máquina de exploração econômica e passou a usar armas, ameaças, sabotagens e expulsões para tomar o mercado de internet. Investigações revelam como o grupo cobrava taxas extorsivas de empresas provedoras e trabalhava para impor um monopólio criminoso sobre um serviço essencial, com empresas autorizadas a operar a serviço da própria organização. As informações constam de investigações que analisaram a atuação de diferentes núcleos criminosos ligados ao Comando Vermelho no município e revelam detalhes de como a facção utiliza o domínio territorial, o poderio bélico e a violência para ampliar seus negócios criminosos. O elo entre os diferentes núcleos criminosos seria Joab da Conceição Silva, conhecido como “Girafa”. Segundo a denúncia, a liderança exercida por ele no território de Duque de Caxias permitiria a coordenação simultânea de diferentes atividades criminosas, todas voltadas ao fortalecimento do Comando Vermelho. Segundo a investigação, alguns dos denunciados utilizavam o grupo de WhatsApp “Família R7” para trocar mensagens sobre o monitoramento de incursões policiais. O objetivo seria manter inabalável a dominação territorial do Comando Vermelho em áreas como Rua Sete, Salgueiro, Acapulco, Divinéia, Mangueira e Badu. As conversas também teriam revelado o poderio bélico da facção, com a confirmação da utilização de armamentos de grosso calibre por seus integrantes. A investigação apontou ainda que estruturas da sociedade civil seriam utilizadas em favor do crime organizado. Entre elas está a Associação de Moradores de Campos Elíseos, cujo presidente, Cláudio Corrêa da Silva, conhecido como “Pastor”, é um dos denunciados. Facção cobrava empresas e expulsava concorrentes Um dos principais braços criminosos identificados na investigação envolve o controle do serviço de internet. Segundo a apuração, o Comando Vermelho teria criado uma estrutura organizada, com divisão de tarefas, para dominar a distribuição do sinal nas áreas sob seu controle. O esquema começaria com a cobrança de taxas extorsivas das empresas provedoras que já atuavam nas comunidades. Em seguida, empresas que se recusassem a se submeter às exigências do grupo seriam alvo de sabotagens e expulsões violentas. O objetivo final seria controlar territorialmente a oferta de internet e estabelecer um monopólio formado por empresas que atuariam a serviço da própria facção. As investigações apontam que o esquema não se limitava à cobrança de uma taxa para permitir que as empresas trabalhassem. A facção buscaria controlar todo o mercado de internet nas áreas dominadas, utilizando a força das armas para eliminar concorrentes e garantir que apenas empresas autorizadas pelo Comando Vermelho pudessem prestar o serviço. A atividade, identificada nas investigações como exploração da chamada “CVNet”, geraria lucros significativos para o crime organizado e, ao mesmo tempo, fortaleceria o controle da facção sobre comunidades inteiras. A investigação destaca que o domínio sobre um serviço essencial como a internet amplia a influência da organização criminosa sobre os moradores, impondo controle, medo e dependência econômica. Esquema começou a ser investigado em Bom Retiro As análises telemáticas realizadas no Inquérito Policial nº 060-02796/2025 foram cruzadas com as informações reunidas no Inquérito Policial nº 02118/2022. Inicialmente, o segundo procedimento investigava traficantes da Comunidade do Bom Retiro, em Duque de Caxias, que estariam cobrando taxas de empresas provedoras de internet para permitir que elas atuassem em áreas dominadas pelo Comando Vermelho. Com o avanço da apuração, os investigadores identificaram que a logística criminosa também alcançava as comunidades do Rasta, Vila Urussaí, Badu e Rua Sete. O cruzamento dos dois inquéritos permitiu, segundo a investigação, identificar uma estrutura mais ampla de atuação do Comando Vermelho no município. Facção diversificou negócios criminosos A investigação aponta que o Comando Vermelho atua em Duque de Caxias em duas frentes simultâneas. A primeira está diretamente relacionada ao tráfico de drogas e às atividades necessárias para sua manutenção, como o monitoramento das ações policiais e o emprego de armas de fogo. A segunda envolve outros núcleos criminosos voltados para a obtenção de lucro e o fortalecimento da organização criminosa. Entre eles estão o roubo de cargas e veículos, a exploração ilegal do serviço de internet e a ocultação e lavagem do dinheiro obtido com as atividades criminosas. Segundo a denúncia, a estrutura criminosa seria dividida em quatro núcleos: A investigação aponta que esses grupos mantinham estruturas organizadas, com divisão de tarefas e diferentes níveis de atuação. O elo entre as estruturas criminosas seria Joab da Conceição Silva, conhecido como “Girafa”. Segundo a denúncia, a liderança exercida por ele no território de Duque de Caxias permitiria a coordenação simultânea de diferentes atividades criminosas, todas voltadas ao fortalecimento do Comando Vermelho. Armas também eram utilizadas em roubos A investigação aponta que o arsenal da facção não seria utilizado apenas para proteger pontos de venda de drogas ou garantir o domínio territorial. As armas também seriam empregadas em roubos de veículos e cargas. Após os crimes, os veículos e produtos roubados seriam inseridos em um esquema de receptação, com auxílio de integrantes de outras comunidades do estado do Rio de Janeiro também dominadas ou aliadas ao Comando Vermelho. Segundo a investigação, essa estrutura transformaria os roubos em uma das diversas fontes de financiamento e fortalecimento da facção. A investigação aponta que o Comando Vermelho teria construído em Duque de Caxias uma estrutura criminosa diversificada, que combina tráfico de drogas, roubos, extorsão de empresas, controle de serviços essenciais e lavagem de dinheiro. O resultado seria um sistema no qual diferentes atividades criminosas se alimentariam mutuamente e contribuiriam para ampliar o poder territorial e econômico da facção. A diversificação das atividades criminosas permitiria, de acordo com a denúncia, a retroalimentação da organização criminosa, com a utilização dos lucros para ampliar o número de integrantes, fortalecer e pulverizar lideranças, adquirir armas de fogo cada vez mais letais e aumentar a capacidade de compra e distribuição de drogas.

Condomínio sob domínio da milícia de Juninho Varão tinha cobrança de ‘segurança’, venda forçada de produtos e sistema organizado de arrecadação. Mulher era peça-chave no esquema

Uma investigação da Polícia Civil revelou detalhes sobre a atuação da organização paramilitar ligada à liderança de Gilson Ingrácio de Souza Junior, o “Juninho Varão”, apontado como chefe da milicia que manteria o controle sobre moradores do Condomínio Jardim Guandu, na Baixada Fluminense. Segundo a investigação, o condomínio seria dominado por milicianos, que explorariam economicamente os moradores por meio da imposição da aquisição de produtos e serviços, especialmente gás e mantimentos, além da cobrança sistemática de valores sob a justificativa de uma suposta “segurança”. As denúncias, recebidas de forma frequente e reiterada pelo Disque Denúncia e por outros canais institucionais, apontam para um esquema de exploração dos moradores que, em tese, envolveria práticas de extorsão e esbulho possessório. A apuração é conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO-IE), no âmbito do Inquérito Policial nº 405-00102/2026, instaurado para investigar a atuação da organização paramilitar vinculada a “Juninho Varão”. A investigação aponta que o esquema contaria com uma estrutura organizada para controlar, registrar e administrar o dinheiro arrecadado dos moradores. Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão judicial, deferido em regime de plantão no processo nº 0033229-35.2026.8.19.0001, os policiais apreenderam em um imóvel localizado no interior do condomínio talonários de recibos, controles de cobrança, escrituras e diversos documentos compatíveis com a arrecadação sistemática de valores provenientes das extorsões. O imóvel era ocupado por uma mulher que, segundo informações de inteligência, exerceria uma função ativa na organização criminosa, especialmente na arrecadação dos valores cobrados dos moradores. A análise preliminar do celular apreendido com ela, realizada com autorização judicial, revelou grupos e conversas estruturadas voltadas à cobrança de moradores. O aparelho também continha informações sobre o monitoramento de ações policiais, inclusive referências diretas à atuação da unidade responsável pela investigação e à autoridade policial que subscreveu a representação. Para os investigadores, o material apreendido demonstra a existência de organização, divisão de tarefas e funções específicas dentro da estrutura criminosa. Os elementos encontrados — incluindo registros manuscritos, diálogos e comprovantes de pagamentos — indicariam que a mulher exercia a função de gerenciar a arrecadação dos valores extorquidos dos moradores, controlando e registrando os pagamentos ilícitos exigidos mediante coação. A função, segundo a investigação, já vinha sendo delineada durante a apuração e teria sido confirmada pelo material apreendido. Investigação também relaciona grupo a homicídio A organização investigada também é relacionada a crimes violentos. Em uma investigação recente sobre um homicídio ocorrido na Baixada Fluminense, formalizada no Registro de Ocorrência nº 861-0866/2025, a mãe da vítima relatou que o filho teria sido morto por milicianos ligados à liderança de “Juninho Varão”. Segundo o relato, integrantes do grupo atuariam e residiriam no Condomínio Jardim Guandu. A mulher apontou ainda Felipe Alves da Silva, companheiro da investigada, como um dos envolvidos diretamente no homicídio. Para a polícia, a informação reforça a possível ligação do núcleo familiar da mulher com a estrutura criminosa violenta investigada. Celulares roubados Durante a operação, os policiais também constataram que dois celulares encontrados com a mulher possuíam registros de roubo em sistemas oficiais. Um dos aparelhos era um Motorola Moto G8 Power, relacionado ao Registro de Ocorrência nº 35-03843/2021, com o IMEI nº 359097101021775. O outro era um Apple iPhone 14 Pro Max, relacionado ao Registro de Ocorrência nº 044-04457/2025, com os IMEIs nº 355901946584307 e 355901946880184. Segundo a investigação, a manutenção dos aparelhos na posse da conduzida, sem comprovação de origem lícita, poderia configurar, em tese, o crime de receptação, previsto no artigo 180 do Código Penal. A apuração prossegue para identificar outros integrantes da organização, esclarecer a extensão do domínio exercido pela milícia sobre o condomínio e aprofundar a investigação sobre o sistema de cobrança, arrecadação e controle imposto aos moradores.

Morto em casa da família de vereador de Mangaratiba já havia sido preso com pistola de uso restrito, ‘jammer’, balaclava e material ligado a roubos de carga

Um dos homens mortos dentro de uma casa pertencente à família do vereador de Mangaratiba Mair Bichara, Jorge Felipe dos Santos Noga Barbosa, vulgo Batata, já havia sido preso em 2024, em Itaguaí, durante a Operação Torniquete. Na ocasião da abordagem, os agentes apreenderam uma pistola de calibre de uso restrito, com a numeração de série suprimida por ação mecânica, um simulacro de arma de fogo, um aparelho de bloqueio de sinal GPS, conhecido como “jammer”, além de luvas e uma balaclava. Os materiais apreendidos eram intrinsecamente ligados às atividades de associação criminosa, notadamente à prática de roubos de carga. O rastreamento de cargas é comumente realizado pelas empresas transportadoras e, nesse tipo de delito, é frequente a utilização de aparelhos “jammer” para impedir o rastreamento dos bens e valores subtraídos após uma eventual fuga. Na época, os agentes responsáveis pela prisão dos denunciados prestaram declarações em sede policial afirmando que, durante o monitoramento dos seis denunciados, foi possível observar que eles se comunicavam por meio de aparelhos celulares, aparentemente passando coordenadas e instruções uns aos outros. A outra vítima foi identificada como Cayo Gustavo Genuel dos Santos, conhecido como “Mulatinho”. Segundo informações, os dois seriam moradores da comunidade Brisamar, em Itaguaí. Após o ataque, os criminosos deixaram o imóvel levando pelo menos 11 celulares e fugiram em um barco. A investigação está a cargo da 165ª DP (Mangaratiba), que busca esclarecer a motivação do crime e identificar os responsáveis pelo ataque. Em nota publicada nas redes sociais, o vereador Dr. Mair Bichara afirmou que não estava presente no imóvel no momento dos fatos e que não possui qualquer relação com o ocorrido, além da condição de proprietário do imóvel disponibilizado para locação. O parlamentar declarou solidariedade às famílias das vítimas e disse confiar no trabalho das forças de segurança. O vereador Dr. Mair vem a público prestar esclarecimentos acerca dos fatos ocorridos na madrugada do dia 21 de julho de 2026, em um imóvel pertencente à sua família, localizado na Ilha Flexeira, em Itacuruçá. O referido imóvel é disponibilizado para locação por meio da plataforma Airbnb e, na data dos acontecimentos, encontrava-se regularmente alugado a terceiros. Durante a permanência dos hóspedes no local, ocorreu um grave episódio de violência, resultando em homicídios provocados por disparos de arma de fogo. O vereador esclarece que ele e seus familiares não estavam presentes no imóvel no momento dos fatos e que não possuem qualquer relação com o ocorrido, além da condição de proprietários do imóvel disponibilizado para locação. A investigação encontra-se sob responsabilidade das autoridades policiais competentes, que conduzem todas as diligências necessárias para a completa elucidação dos fatos e identificação dos responsáveis. Neste momento de profunda tristeza, o vereador Dr. Mair manifesta solidariedade às famílias e amigos das vítimas, reafirmando sua confiança no trabalho das forças de segurança e da Justiça, colocando-se à disposição para colaborar com as autoridades sempre que necessário. Por respeito à investigação em andamento, não serão feitas especulações ou comentários que possam prejudicar a apuração dos fatos. Dr. Mair Vereador “O referido imóvel é disponibilizado para locação por meio da plataforma Airbnb e, na data dos acontecimentos, encontrava-se regularmente alugado a terceiros. Durante a permanência dos hóspedes no local, ocorreu um grave episódio de violência”, diz trecho da nota. O vereador informou ainda que está à disposição para colaborar com as investigações e que, por respeito à apuração, não fará especulações sobre o caso.

Homem de confiança de Doca e chefe da segurança do CV na Penha está entre mortos em confronto com a PM no Quitungo

Um dos três traficantes mortos durante um confronto com policiais militares no Quitungo, em Brás de Pina, na Zona Norte do Rio, foi identificado como Caio César da Silva Sant’anna, apontado como um dos principais frentes da comunidade e homem de confiança das principais lideranças do Comando Vermelho. Caio também exerceria a função de chefe da segurança de líderes da facção no Complexo da Penha, uma das principais áreas de atuação do grupo criminoso no Rio de Janeiro. Segundo relatos recentes publicados em redes sociais, Caio teria sido flagrado em uma conversa com Doca, uma das principais lideranças do Comando Vermelho, na qual discutia a necessidade de obter novos carregamentos de drogas e armas para as comunidades do Quitungo e do Guaporé. Na conversa, Doca teria orientado Caio a confirmar a situação com um criminoso conhecido como Gardenal. Durante a madrugada, Caio e outros dois integrantes do Comando Vermelho tentaram deixar o Quitungo em direção ao Complexo da Penha, mas acabaram se deparando com equipes do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 16º BPM. Na tentativa de fuga, o veículo utilizado pelos criminosos colidiu contra um poste. Após um cerco tático, os três integrantes do Comando Vermelho foram mortos. Na ação, os policiais apreenderam dois fuzis e uma pistola.

Uma grande quadrilha formada por torcedores organizados do Flamengo que espalhava terror fora do estádio durante os jogos. LEIA DETALHES DA INVESTIGAÇÃO

O Ministério Público denunciou dezenas de integrantes e associados da Torcida Jovem do Flamengo (TJF) sob a acusação de que o grupo havia formado uma verdadeira estrutura criminosa, com caráter estável e permanente, destinada à prática de diversos delitos relacionados a confrontos entre torcidas organizadas. Segundo a denúncia, os acusados teriam se associado entre si e a outras pessoas ainda não identificadas, inclusive adolescentes, com o objetivo específico de cometer crimes como tumultos, lesões corporais, ameaças, homicídios, porte de armas de fogo, posse e transporte de artefatos explosivos, desobediência e outros delitos ligados a eventos esportivos. A acusação aponta que a suposta associação criminosa entrou em ação no dia 8 de março de 2026, horas antes da final do Campeonato Carioca entre Flamengo e Fluminense, disputada no Maracanã. Integrantes da TJF teriam se reunido nas proximidades da Rua Paulo VI, na subida do Morro Azul, entre Flamengo e Laranjeiras, área próxima à sede do Fluminense. A operação policial encontrou um verdadeiro arsenal destinado, segundo a acusação, à prática de violência em um confronto entre torcidas. Foram apreendidos sete bastões de madeira, um taco de beisebol, duas facas, caixas de fogos de artifício e três artefatos explosivos de fabricação caseira, além de outros materiais. A decisão judicial registra que o grupo estaria reunido nas proximidades da sede do Fluminense com uma finalidade violenta e que, segundo depoimentos colhidos durante a investigação, haveria a intenção de atacar o local e interceptar ônibus de torcedores rivais que seguiriam para o jogo. De acordo com o Ministério Público, a atuação dos denunciados não se resumiria a um episódio isolado. A acusação sustenta que os integrantes da torcida organizada estariam associados de forma estável e permanente para a prática de crimes dolosos, transformando a estrutura da torcida em uma espécie de organização voltada à violência em eventos esportivos. A denúncia também acusa os integrantes de terem corrompido ou facilitado a corrupção de dois adolescentes, que teriam participado das infrações penais atribuídas ao grupo. Além disso, um dos denunciados, Carlos da Silva Albuquerque, responde também por receptação, acusado de ter adquirido, recebido, transportado ou ocultado um celular que, segundo o processo, seria produto de roubo. A Justiça recebeu a denúncia e reconheceu a existência de prova da materialidade e indícios de autoria suficientes para dar início à ação penal. Os acusados chegaram a ser presos preventivamente, mas posteriormente tiveram a prisão revogada e foram submetidos a medidas cautelares, incluindo a proibição de frequentar partidas de futebol e eventos esportivos. A decisão também proibiu os denunciados de comparecerem a eventos esportivos portando elementos que os identificassem como integrantes da Torcida Jovem do Flamengo. O caso expõe, segundo a acusação, o grau de organização e a diversidade de crimes que podem estar envolvidos em confrontos entre torcidas organizadas. Para o Ministério Público, não se tratava apenas de uma briga ocasional entre torcedores, mas de uma associação criminosa estruturada para praticar violência, utilizar armas e explosivos, envolver adolescentes e cometer outros delitos no contexto de eventos esportivos. A decisão judicial destaca que o grupo estaria reunido nas proximidades da sede do Fluminense com uma finalidade claramente violenta. Conforme consta dos depoimentos colhidos durante a investigação, os integrantes da torcida teriam se preparado para atacar a torcida rival e promover uma ação nas Laranjeiras. Em uma das declarações, o acusado Natan Fernandes da Silva Matos teria afirmado que o grupo iria “dar um ataque nas Laranjeiras”. Para a Justiça, a ação planejada não chegou a ser concretizada em razão da intervenção da Polícia Militar. O grupo foi abordado antes que o suposto ataque à torcida adversária pudesse ocorrer. A decisão também ressaltou que, entre os crimes imputados, está o de associação criminosa, considerado independente da efetiva consumação dos demais delitos planejados. Segundo o entendimento exposto no processo, os denunciados, integrantes da Torcida Jovem do Flamengo, estariam, em tese, predispostos à prática de crimes, especialmente contra torcedores rivais. A Justiça considerou que a denúncia apresentou elementos suficientes para dar início à ação penal e afastou os argumentos das defesas de que a acusação seria genérica ou não individualizaria adequadamente a conduta dos denunciados. O entendimento foi de que, em crimes de autoria coletiva, não é necessário que a denúncia descreva minuciosamente a atuação individual de cada acusado, desde que demonstre a ligação entre os envolvidos e a suposta prática criminosa. Apesar de reconhecer a gravidade dos fatos e a existência de elementos que apontariam para a materialidade dos crimes e indícios de autoria, a Justiça posteriormente revogou as prisões preventivas. A decisão considerou que, embora estivesse presente o chamado fumus commissi delicti, não havia, naquele momento, elementos suficientes para demonstrar risco à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal. Os acusados foram colocados em liberdade mediante medidas cautelares. Entre elas estão a obrigação de comparecer aos atos do processo, a apresentação bimestral ao Juizado do Torcedor e dos Grandes Eventos e a proibição de deixar a comarca sem autorização judicial. A principal restrição, porém, foi relacionada ao futebol: os denunciados foram proibidos de acessar ou frequentar partidas e eventos esportivos em todo o território nacional. Também não podem comparecer a esses locais utilizando roupas, acessórios, símbolos ou qualquer outro elemento que permita identificá-los como integrantes da Torcida Jovem do Flamengo. O processo, portanto, descreve uma ação que, segundo o Ministério Público e os elementos considerados pela Justiça, teria ultrapassado uma simples briga entre torcedores. A acusação sustenta que integrantes da torcida se reuniram previamente, portando bastões, taco de beisebol, facas e artefatos explosivos, com o objetivo de atacar rivais. A intervenção policial teria impedido que o plano de violência avançasse. O episódio é tratado pela acusação como uma atuação coletiva e organizada para a prática de múltiplos crimes, incluindo associação criminosa, posse de explosivos, porte de armas brancas e corrupção de adolescentes. A denúncia foi recebida pela Justiça, que reconheceu a existência de justa causa para a abertura da ação penal.

Em áudios atribuídos a Peixão (TCP), ele tenta convencer rivais do CV a mudarem de facção. OUÇA Bando matou idosa em invasão.

ÍEm meio a guerra que ocorre em Cordovil, a TV Record divulgou trechos de audios que mostrariam o traficante “Peixão” tentando convencer integrantes do Comando Vermelho a deixarem a facção. O objetivo, segundo as informações, seria que esses criminosos migrassem para o Terceiro Comando Puro. Ouça: Além da guerra em Cordovil, Peixão investe também no Jardim América. Sua tropa teria aplicado um novo baque nos rivais ligados à Tropa do Mister (CV) na Furquim Mendes.NOTÍCIA URGENTE Eles atacaram também a Favela do Dique. Uma idosa dona de uma padaria, chamada Leda, teria sido mantida como refém e acabou morta segundo o repórter Bruno Assunção. O clima segue tenso na região vamos ter cautela ao passar pelo local. A Tropa do Mister também deu um baque nos rivais ligados a Peixão nas comunidades da Tinta e Dourados em Cordovil. Eles teriam jogado granadas com drones.

Vídeo mostra dezenas de criminosos reunidos em Cordovil enquanto circula rumor de invasão do CV ao Complexo de Israel (veja postagem)

Mais um fim de semana de terror em Cordovil, na Zona Norte do Rio, em meio à guerra entre o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP). A tensão permanece na região e, neste domingo, circularam rumores sobre uma possível invasão do Complexo de Israel por criminosos ligados ao CV. O repórter Bruno Assunção publicou em suas redes sociais que a Polícia Militar teria monitorado vários criminosos que estariam preparados para um confronto em Cordovil. Segundo o jornalista, uma laje localizada na Rua Clio estaria sendo utilizada como abrigo por integrantes de grupos criminosos. Imagens do local foram divulgadas. Veja: https://www.facebook.com/share/r/18kTZtEeup/ Durante a noite, também circulou uma postagem apontando que o Comando Vermelho estaria supostamente planejando uma grande invasão ao Complexo de Israel, área sob influência do Terceiro Comando Puro. Até o momento, não há confirmação oficial de que uma operação desse tipo esteja em andamento, mas a informação aumentou ainda mais a tensão na região. A guerra em Cordovil e nas áreas próximas começou há algumas semanas, depois que criminosos ligados ao TCP invadiram e tomaram o controle da comunidade do Dourado. Durante a ofensiva, sete pessoas foram assassinadas, entre elas uma jovem autista. Desde então, o Comando Vermelho tenta retomar o controle da área. A disputa provocou novos confrontos e mantém moradores de Cordovil e de comunidades próximas sob tensão permanente. As operações policiais também se intensificaram na região. Pelo menos cinco criminosos foram baleados em ações recentes, sendo dois apenas neste fim de semana. A possibilidade de uma nova ofensiva do Comando Vermelho contra o Complexo de Israel, ainda tratada como um rumor, mostra que a guerra está longe de terminar. A região permanece sob tensão, com criminosos se preparando para novos confrontos e moradores convivendo com o medo de uma nova escalada da violência.

Repórter descreve terror vivido por motoristas, passageiros e moradores com guerra de facções no Juramento (TCP X CV)

O eporter Bruno Assunção descreveu o tertor que foi a noite de ontem durante um ataque de traficantes do Terceiro Comando Puro ao Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio,. Na acão, quatro pessoas morreram. A disputa entre os traficantes durou cerca de duas horas, com intenso tiroteio. Segundo apuração do repórter Bruno Assunção, motoristas que passavam pelas proximidades precisaram retornar na contramão para tentar escapar dos disparos . Passageiros que estavam em um metrô também tiveram que se proteger dentro da composição por causa da intensidade do confronto. Mais uma vez, a população ficou no meio de uma guerra que não escolhe vítimas e que transforma ruas, casas e transportes públicos em cenários de medo. Um adolescente de 16 anos, identificado como Maiky, foi atingido por disparos e não resistiu. Um jovem lutador, estudante e, segundo familiares, sem qualquer envolvimento com a criminalidade, que acabou vítima da guerra covarde travada por criminosos pelo controle do território. A morte de Maiky expõe a injustiça e a covardia de uma violência que interrompeu precocemente a vida de um adolescente que tinha sonhos e se preparava para seguir carreira no esporte. Para a família, fica a dor de perder um irmão, um filho e um jovem que tinha toda uma vida pela frente. Uma despedida marcada pela revolta e pela saudade. “Hoje, o meu coração se despediu de uma das pessoas mais importantes da minha vida. Meu irmão Maiky, ainda dói acreditar que você se foi. Parece que tudo aconteceu rápido demais, e a saudade já aperta de um jeito que nem consigo explicar. Você sempre vai fazer parte de mim. Vou guardar com muito carinho todas as lembranças, os momentos que vivemos, as risadas e tudo o que compartilhamos. Seu amor e sua presença jamais serão esquecidos. Descanse em paz, meu irmão. Eu te amo e vou sentir sua falta todos os dias da minha vida. Você nunca deixará de ser parte de mim. Até um dia, meu irmão.” A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga as mortes de Maiky Brian dos Santos Silva e de outros três homens, ainda não identificados. Diligências estão em andamento para apurar a autoria e  circunstâncias do crime.

Entrada de traficantes do TCP da Maré em Vargem Grande acirrou guerra de facções e aumentou violência contra moradores

Alvo recente da atenção das forças de segurança devido ao acirramento da guerra entre facções, a região das Vargens, na Zona Sudoeste do Rio, passou nos últimos anos por uma profunda mudança no mapa do crime organizado. O avanço de traficantes ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP), oriundos de comunidades da Maré, alterou o equilíbrio de forças na região. Esses criminosos passaram a atuar em parceria com setores da milícia na administração de comunidades de Vargem Grande, criando uma frente de resistência à expansão do Comando Vermelho (CV). Ao mesmo tempo, o CV avançou sobre áreas que estavam sob influência da milícia em Vargem Pequena. Em determinado momento, os dois grupos chegaram a atuar conjuntamente na comunidade Cesar Maia, mas os traficantes do Comando Vermelho acabaram predominando na região. A movimentação expôs uma aliança entre setores da milícia e o TCP. O acordo reúne interesses distintos. De um lado, grupos paramilitares que perderam espaço e capacidade de controle territorial diante da expansão do CV. De outro, traficantes interessados em ampliar a venda de drogas e sua presença em áreas estratégicas da Zona Oeste. O avanço do Comando Vermelho na Grande Jacarepaguá contribuiu para redesenhar o mapa do crime organizado. A expansão dos traficantes aumentou a pressão sobre áreas tradicionalmente influenciadas por milicianos e aproximou grupos que, em outros momentos, atuavam de forma independente. Nas Vargens, essa aproximação se traduziu em uma frente comum contra o avanço dos vermelhos. A chegada de criminosos ligados ao TCP da Maré tornou a disputa ainda mais intensa. Com capacidade de mobilização e reforço armado, a estrutura passou a ser utilizada para consolidar posições e impedir o avanço do CV em pontos estratégicos da região. A aliança também representa uma mudança na dinâmica de exploração dos territórios. Enquanto a milícia mantém mecanismos de extorsão e controle de serviços e atividades econômicas, os traficantes ligados ao TCP ampliam a venda de drogas e a presença armada nas comunidades. Na prática, os grupos passaram a atuar com interesses convergentes na manutenção do domínio territorial. A conexão com os criminosos da Maré seria feita por integrantes ligados ao traficante conhecido como GB, apontado como uma das principais lideranças do TCP na Vila do João e em comunidades do Complexo da Maré. A partir dessa estrutura, criminosos ligados ao grupo passaram a atuar em áreas das Vargens, como Taboinha, Canal, Pombo Sem Asa e Posto 12. Um inquérito foi aberto ano passado para apurar, além do movimento de traficância, a atividade de extorsão de comerciantes locais em troca de segurança, tendo em vista a unificação da facção criminosa Terceiro Comando Puro com as Milícias que já controlavam a região. Conforme apurado pela investigação, é apontada a atuação de facções criminosas (Terceiro Comando Puro e Comando Vermelho) em conjunto com a Milícia na região de Vargem Grande, Vargem Pequena e adjacências, e que, considerando que uma das condutas apuradas é relativa à atuação da Milícia, A presença desses traficantes teria provocado uma mudança na dinâmica local. Relatos divulgados em redes sociais e canais de denúncia apontam a atuação de homens ligados ao grupo de GB na Taboinha e em outras áreas da região. As denúncias mencionam ameaças, agressões e abusos contra moradores e comerciantes, além da chegada de novos integrantes da quadrilha. Em uma das mensagens, moradores questionam a ausência de uma liderança efetiva na comunidade e reclamam da falta de controle sobre integrantes do grupo. Em outra, criminosos ligados ao TCP são acusados de intimidar moradores. A disputa ganhou novos contornos nas últimas semanas com integrantes do TCP e da milícia insatisfeitos que resolveram pular para o Comando Vermelho fazendo com que o TCP perdesse áreas em Vargem Grande. Com isso, os traficantes tentaram recupera as áreas, acirrando o conflito. A movimentação do grupo de GB em direção à Taboinha eria colocado a população no centro de mais um conflito territorial. Ao serem expulsos de Vargem Grand,e os bandidos do TCP foram se refugiar na Maré. A guerra pelo controle das Vargens, portanto, não se resume a uma disputa entre duas facções. Ela resulta da combinação entre a expansão territorial do Comando Vermelho, a perda de espaço da milícia, a aproximação entre grupos paramilitares e o TCP e a chegada de traficantes de outras regiões do Rio para reforçar a disputa. O resultado é uma região cada vez mais pressionada pela presença de grupos armados. Enquanto facções e milicianos disputam território e fontes de renda, moradores e comerciantes convivem com ameaças, interrupções na rotina e o risco de novos confrontos. A entrada de criminosos ligados ao TCP da Maré, nesse cenário, tornou-se um dos principais elementos do agravamento da disputa nas Vargens. A presença de uma estrutura criminosa externa, com capacidade de mobilização e interesse direto na expansão territorial, transformou uma disputa local em mais uma frente da guerra entre o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro na Zona Oeste do Rio.

Ataque do TCP teria deixado três mortos no Juramento (CV)

Três homens foram executados por criminosos ligados à Tropa do Zezito ligada ao Terceiro.Comando Puri no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, área do Comando Vermelho. Um do mortos era lutador. Foi confundido com um rival.do.CV. Ele estava se recuperando, pois foi baleado recentemente na frente de casa. Um.menir conhecido como Maiky, foi atingido por disparos durante o confronto e não resistiu aos ferimentos. Ainda de acordo com relatos, a disputa entre traficantes do Comando Vermelho e do Terceiro Comando Puro durou cerca de duas horas, com intenso tiroteio na região. Fotos dos corpos das vítimas circulam na Internet

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