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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Traficantes do TCP debocham do CV após facção tentar invadir comunidade em Belford Roxo, perder armas e ter membros presos

Traficantes do Terceiro Comando Puro debocharam dos rivais do Comando Vermelho pelas redes sociais após os oponentes tentarem invadir a comunidade do Gogó da Ema, em Belford Roxo, e ter membros presos e armas apreendidas. Policiais militares do 39° BPM receberam informações de inteligência de um possível baque do CV no Gogó e foram ao local.Os agentes apreenderam 2 fuzis, 1 pistola, 3 rádios transmissores, duas granadas e munições. Três foram presos. O caso foi encaminhado a 54ª DP. Nas redes Sociais, traficantes do TCP que atuam no Gogó de Bom Pastor debocharam dos inimigos que foram presos e principalmente do traficante “Esquilo”, principal investidor da facção na comunidade.

Motorista de aplicativo preso suspeito de transportar dinheiro do jogo do bicho disse que fazia isso há quatro meses fora da plataforma e recebia R$ 50 por cada entrega

O caso da prisão de um motorista de aplicativo acusado de transportar valores ligados ao jogo do bicho ganhou destaque na mídia nesta semana. O Auto de Prisão em Flagrante, porém, traz um detalhe que não apareceu nas matérias sobre a ocorrência: o transporte dos valores não era feito pela plataforma. Segundo o depoimento do motorista, ele realizava esse serviço por fora da plataforma, havia aproximadamente quatro meses, recebendo R$ 50 por cada entrega. Na ocasião da prisão, ele fazia uma corrida regular pelo aplicativo e aproveitou o mesmo deslocamento para buscar um envelope e levá-lo até a Barra da Tijuca. O flagrante ocorreu em 2 de setembro, por volta das 11h30. Policiais do 18º BPM receberam informações de que um Renault Kwid branco estaria sendo utilizado para recolher valores provenientes da exploração do jogo do bicho. O veículo foi localizado na Avenida Geremário Dantas, na Freguesia, em Jacarepaguá. Durante a abordagem, os policiais encontraram dois envelopes, dois celulares e R$ 1.685 em espécie. O mtotorista contou que havia iniciado uma corrida pela plataforma com destino à Barra da Tijuca e, com autorização da passageira, fez uma parada na Praça do Valqueire. No local, recolheu um envelope lacrado a pedido de uma mulher chamada “Elaine”. O motorista afirmou que fazia esse tipo de transporte de maneira rotineira, fora dos aplicativos, e que recebia R$ 50 por entrega com destino à Barra. Também declarou que, por retirar os envelopes em um ponto de exploração do jogo do bicho, presumia que eles continham dinheiro. A partir das informações fornecidas pelo motorista policiais foram até um endereço na Rua Quiririm, na Vila Valqueire, onde encontraram Elaine Cristina Cosme da Silva. Segundo o auto, ela admitiu que o estabelecimento funcionava como ponto de anotação do jogo do bicho. No local, foram apreendidos dois celulares, duas impressoras térmicas e, em uma sala nos fundos, três máquinas caça-níqueis em funcionamento. Outra equipe foi até um imóvel na Rua das Cravinas, também na Vila Valqueire, que havia sido identificado durante o acompanhamento do trajeto do motorista. Os policiais encontraram bilhetes de jogo do bicho e um porta-tabelas. Elgen Vieira de Souza, que estava no local, tentou fugir ao perceber a presença dos agentes. Na sala, foram apreendidos uma máquina de apostas, bilhetes de jogo do bicho e dinheiro. De acordo com a decisão judicial, ao todo foram apreendidos R$ 2.518 em espécie, além de máquinas de caça-níqueis, celulares, máquina de cartão, notas fiscais, recibos, calculadora, veículos, folhetos, bobinas, cadernos de anotações e outros materiais relacionados à atividade. A decisão também destaca que o relato de Erick aponta para uma atuação habitual, já que ele afirmou realizar o transporte dos envelopes havia cerca de quatro meses, mediante pagamento de R$ 50 por entrega. A história ganhou mais contornos hoje quando o Núcleo de Atuação perante as Centrais de Audiência de Custódia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (NACAC/MPRJ) recorreu da decisão que concedeu prisão domiciliar a Elgen Vieira de Souza, de 70 anos. Ele teve a prisão preventiva convertida em domiciliar, com monitoramento eletrônico, em razão da idade e do estado de saúde debilitado.  No recurso, o NACAC/MPRJ sustenta que os documentos apresentados pela defesa não comprovam que o estado de saúde de Elgen seja incompatível com o cumprimento da prisão no sistema penitenciário. O material, segundo o Núcleo, não demonstra de forma inequívoca que o investigado esteja extremamente debilitado por doença grave, nem que o tratamento necessário não possa ser oferecido em uma unidade prisional. Outro argumento é que a prisão domiciliar não impediria Elgen de continuar exercendo, de dentro de casa, as atividades que lhe são atribuídas no esquema. A estrutura investigada operaria fortemente por meios digitais, sem depender da presença física dos envolvidos nos pontos de jogo. Com acesso a celular, internet e aplicativos, ele poderia continuar se comunicando com outros integrantes, acompanhando a contabilidade do jogo e autorizando movimentações financeiras por PIX. Da corrida de aplicativo aos pontos de jogo A ocorrência que resultou nas prisões começou na quarta-feira (02/09), quando uma passageira de transporte por aplicativo desconfiou de que o motorista, carregava dinheiro relacionado ao jogo do bicho. Durante o trajeto, ela enviou mensagens ao namorado, um delegado da Polícia Civil, relatando que estava com medo e compartilhando sua localização. A partir do alerta, policiais localizaram e abordaram o veículo. Segundo os autos, Erick estava com R$ 1.675 e informou aos policiais que fazia a coleta de valores para Elaine Cristina Cosme da Silva, em um percurso que começava em Vila Valqueire e terminaria na Barra da Tijuca. As informações obtidas na abordagem levaram os agentes a novas diligências em endereços que seriam utilizados pela estrutura do jogo do bicho. Em um desses locais, os policiais encontraram Elgen. De acordo com o recurso, ele tentou fugir ao perceber a chegada dos agentes. No endereço, foram apreendidos uma máquina utilizada para apostas, cartelas, cadernos de anotações e R$ 833. O NACAC/MPRJ atribui a ele atuação no recebimento de apostas, nos registros e na movimentação de valores do esquema.

UM DOS TRAFICANTES MAIS PROCURADOS DO RIO ATUALMENTE CONSEGUIU SAIR DA CADEIA ALEGANDO DOENÇA E SUMIU ANTES DE COLOCAR TORNOZELEIRA. HOJE COMANDA A MUZEMA (CV) E EXIBE FOTOS NA ACADEMIA

Um dos traficantes mais procurados do Rio de Janeiro atualmente, Gordão ou Maromba conseguiu deixar a cadeia em 2024 e passar a cumprir a pena em casa após a defesa alegar que ele estava doente. Gordão comanda hoje a Favela da Muzema, no Itanhangá, junto do traficante Zeus e é um dos principais responsáveis pela guerra que aterroriza a população da Zona Sudoeste do Rio. O problema é que, depois de ganhar o benefício, ele não cumpriu uma das principais determinações da Justiça: não apareceu para colocar a tornozeleira eletrônica e acabou tendo a prisão novamente decretada. A estratégia para tirá-lo da cadeia começou com um habeas corpus apresentado pela defesa, que pediu a chamada prisão domiciliar humanitária em razão do estado de saúde do traficante. A defesa alegou que ele havia sido diagnosticado com hipertensão essencial (primária) e Covid-19, além de apresentar dores no peito, falta de ar e visão turva. Também sustentou que o preso não estaria recebendo tratamento de saúde adequado dentro da unidade prisional. Embora a Lei de Execução Penal preveja a prisão domiciliar, em regra, para condenados em regime aberto, a jurisprudência admite excepcionalmente o benefício humanitário para presos em regimes fechado e semiaberto. Foi com esse argumento que, em 27 de março de 2024, uma liminar foi concedida e o traficante foi colocado em recolhimento domiciliar, com autorização para permanecer em casa por quatro meses, mediante monitoramento eletrônico, justamente para que pudesse tratar da saúde. Ele, portanto, saiu efetivamente do sistema prisional. Mas a história começou a desandar depois da soltura. Ao informar o tribunal sobre o cumprimento da decisão, a Vara de Execuções Penais revelou que o traficante havia sido solto sem tornozeleira eletrônica. Ele tinha prazo determinado para comparecer à VEP e instalar o equipamento, mas simplesmente não apareceu. A partir daí, a Justiça determinou imediatamente a expedição de mandado de prisão. O detalhe é especialmente grave porque o benefício havia sido concedido justamente para permitir que o condenado recebesse tratamento de saúde em casa. Em vez de cumprir as condições impostas para permanecer em liberdade, ele deixou de comparecer para a instalação do monitoramento eletrônico. Diante do descumprimento, a Justiça entendeu que houve quebra da confiança que havia permitido a concessão da prisão domiciliar e revogou a liminar. Com isso, foi determinado o retorno do traficante ao sistema prisional. No julgamento definitivo do habeas corpus, o tribunal manteve o entendimento e denegou a ordem. Ele foi preso em 2014, e chefiava o Morro do Banco, Itanhangá, na Zona Oeste do Rio. Ele possui várias passagens pelo sistema prisional, sendo duas por Evasões. Ele chegou a ser condenado a uma pena de 35 anos de reclusão, onde já tinha cumprido 17 anos e faltava a ser cumprido outros 17 anos. Recentemente, surgiram imagens de Gordão nas redes sociais dele frequentando academia Veja: https://x.com/i/status/2095176479218778279

TIROTEIO NO CATUMBI: Traficantes do TCP teriam atacado morros do CV e confronto pode ter sido motivado por emboscada de R$ 10 mil. Há relatos de baleados e mortes

Informações que circulam apontam que o intenso tiroteio ocorrido na noite de ontem na região do Catumbi, na Região Central do Rio, teria sido provocado por uma ação de traficantes do Complexo de São Carlos, ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP), contra os morros do Fallet/Fogueteiro e da Coroa, dominados pelo Comando Vermelho (CV). Durante a madrugada, a imprensa chegou a divulgar que pelo menos cinco pessoas teriam sido baleadas. A Delegacia de Homicídios da Capital também estaria investigando a morte de um homem de 23 anos. No entanto, uma outra versão passou a circular e pode estar relacionada à origem do confronto. Segundo essas informações, o tiroteio teria sido desencadeado após uma suposta emboscada envolvendo um jovem de 18 anos, apontado como integrante recente do tráfico no Morro da Mineira, no Complexo de São Carlos. O rapaz teria sido atraído por um companheiro da própria comunidade até o Catumbi. Sob o pretexto de que aguardaria um transporte por aplicativo, ele teria sido entregue a criminosos ligados ao grupo rival que atua no Fallet/Fogueteiro. A suposta traição teria sido motivada pelo pagamento de R$ 10 mil. Ainda de acordo com os relatos, o jovem foi morto depois de ser levado para o território rival. Quando integrantes do grupo do São Carlos teriam descoberto que ele havia sido atraído para uma emboscada, o responsável pela entrega também teria sido executado por membros da própria facção. A situação teria provocado uma escalada da tensão durante a madrugada. Traficantes ligados ao Complexo de São Carlos teriam tentado avançar em direção ao Morro da Coroa pela região conhecida como Chacrinha, dando início a um intenso confronto armado. Moradores relataram uma sequência de disparos e momentos de grande tensão na região. Os tiros teriam cessado entre meia-noite e 0h40, mas o clima de alerta permaneceu durante a madrugada. Até o momento, porém, essas informações sobre a suposta emboscada, a recompensa de R$ 10 mil e a dinâmica que teria dado origem ao confronto não foram confirmadas oficialmente pelas autoridades. Pelas redes sociais, moradores também relataram o clima de tensão e registraram o intenso tiroteio. VEJA IMAGENS DO CONFRONTO: Vídeo do tiroteio

Conheça alguns crimes de Jetta, chefão do CV alvo da polícia. Ele mandou arrancar cabeça, cortar braços e pernas e jogar pedaços no rio. Em outro caso, ordenou uma execução por telefone mesmo com a vítima implorando pela vida

Alvo prioritário da polícia do RJ nesta semana, José Severino da Silva Júnior, vulgos Soró, Jetta ou Maluquinho (vulgo “Soró”), ocupa o posto de destaque na hierarquia da estrutura criminosa Comando Vermelho, sendo considerado o chefe do complexo Castelar, em Belford Roxo – que abrange as comunidades Castelar, Palmeirinha e Rola Bosta – e, portanto, responsável pela determinação de todas as ações criminosas da facção na localidade. Homicídios só ocorrem sob sua autorização. Uma testemunha revelou que ouviu em uma ligação telefônica, traficantes dizendo que Soró havia mandado “dar um jeito” em um homem chamado Ary, chegando a ouvi-lo implorando pela vida, ressalta ainda que ouviu os disparos de arma de fogo que o atingiram. Uma outra disse que estava conversando com amigos na comunidade do Castelar amigos, no momento em que os traficantes da facção Comando Vermelho, levaram Ary para o “acerto de contas” e viu o momento em que um deles, ligou para Soró para dizer que já estavam com Ary no “acerto”. Soró foi acusado por exemplo de mandar matar Rogério Natã Pinheiro da Silva em agosto do ano passado em razão de conflitos internos ou alegações que a vítima vinha afrontando ou desobecendo suas determinações. Rogério foi morto com golpes na cabeça e teve o corpo esquartejado, membros retirados à altura dos cotovelos e joelhos. Os pedaços do corpo foram colocados em três sacolas. Um homem foi coagido pelos traficantes a jogar o material às margens de um rio. Um dos braços direito de Edgar Alves de Andrade, o Doca, Jetta ficou conhecido em 2018 quando teria dado ordem para atacar um grupo de pessoas que estavam em um bar na noite de Natal. Seis foram baleados. Soró determinou o ataque porque achava que havia um miliciano entre entre eles.  Ele também participado do homicídio de um homem, por este ser do tráfico local, e também por ser um assaltante de veículos na região, e que teria sido morto pelo tráfico de drogas local. Soró assumiu o comando do Castelar devido a suposta morte de José Carlos Prazeres Silva, o Piranha, que teria sido picotado por ordem da cúpula do Comando Vermelho no Complexo da Penha por conta do episódio do desaparecimento de três meninos. Ele é responsável por apresentar a contabilidade do dinheiro proveniente do tráfico no Castelar, além de prestar contas sobre armas e drogas destinadas à revenda.Imagens anexadas a uma denúncia, extraídas da “nuvem” de Gardenal, mostram um malote de dinheiro e fazem referência às áreas controladas por José Severino.Contra ele constam oito mandados de prisão. A OPERAÇÃO QUE TENTOU PRENDÊ-LO Policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense (DRE-BF) deflagraram, nesta quinta-feira (03/09), uma operação para combater o tráfico de drogas do Comando Vermelho em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, para tentar prender Jetta. A ação contou com apoio de equipes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da 54ª DP (Belford Roxo) e teve como foco o cumprimento de mandados de prisão e a repressão aos pontos de venda de entorpecentes. Durante as diligências, 11 criminosos foram capturados e um adolescente apreendido. Os agentes também apreenderam drogas e rádios comunicadores. Entre os presos está um homem apontado pelas investigações como responsável pelo gerenciamento do tráfico na comunidade da Palmeira. Ele foi localizado em um ponto de venda de drogas e estava foragido desde que não retornou ao sistema prisional após uma saída temporária concedida por ocasião do Dia dos Pais. Outro alvo foi capturado enquanto atuava na vigilância do tráfico, monitorando a movimentação policial e repassando informações aos demais integrantes do grupo. Duas mulheres também foram presas, apontadas como colaboradoras da organização criminosa. A ofensiva teve como principal foco a comunidade do Castelar, apontada nas investigações como uma das áreas de atuação da organização criminosa. De acordo com as apurações da DRE-BF, os alvos mantêm envolvimento reiterado com o tráfico de entorpecentes e integram a estrutura responsável pela comercialização de drogas na região. As equipes atuaram na repressão aos pontos de venda de drogas instalados na comunidade.A estratégia busca não apenas localizar os alvos, mas também atingir a estrutura utilizada para manter o comércio ilegal de entorpecentes e reduzir a capacidade de atuação da organização criminosa no território. A ação faz parte da “Operação Contenção”, uma ofensiva estratégica do Governo do Estado para conter e atacar o avanço territorial da facção criminosa Comando Vermelho. O principal objetivo é desarticular a estrutura financeira, logística e operacional da organização criminosa, além de prender traficantes que atuam na região. Até o momento, são mais de 375 capturados e outros 138 criminosos neutralizados em confronto. Foram apreendidas cerca de 482 armas, sendo 191 fuzis, e mais de 51 mil munições.

GUERRA EM CAXIAS FAZ MAIS UMA VÍTIMA: Ao ouvir tiros no último domingo, mulher foi na janela ver o que era, acabou baleada e morreu hoje

A guerra entre traficantes em Duque de Caxias fez mais uma vítima inocente. Morreu hoje Rosana da Silva, de 53 anos. Ela foi baleada no rosto no último domingo durante troca de tiros na comunidade do Pantanal. Segundo relatos, Rosana estava se preparando para sair de casa pra ir pagar o seu aluguel, no momento em que se iniciou um confronto entre traficantes rivais que disputam o território da região. Rosana ao colocar o rosto pra fora do portão para tentar ver oque está acontecendo, acabou sendo alvejada. Ela foi socorrida às pressas, e foi encaminhada para o Hospital Adão Pereira Nunes onde chegou a ficar internada em coma, com o projétil alojado no maxilar. Na manhã desta quinta, ela acabou não resistindo e foi a óbito. Ela deixa três filhos. A guerra entre traficantes em Caxias já matou quase 20 pessoas nas últimas três semanas. A disputa ocorre entre as quadrilhas dos traficantes Bochecha Rosa ou BX do Comando Vermelho e Flamengo do Terceiro Comando Puro.

POLÍCIA DIVULGA TRECHOS DE DIÁLOGOS E DIZ QUE JOGADOR DO VASCO DAVID PODE TER DITO SOBRE VÍTIMA DE TENTATIVA DE HOMICÍDIO: “MERECEU TOMAR UNS TIROS MESMO”. VEJA O QUE O DELEGADO FALOU

Em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira, a Polícia Civil do Espírito Santo divulgou trechos de diálogos que, segundo os investigadores, levantam suspeitas sobre uma possível relação do jogador do Vasco David com pessoas envolvidas em uma investigação sobre tráfico de drogas, armas e uma tentativa de homicídio no Espírito Santo. Em uma das conversas apresentadas pela polícia, David teria recebido informações sobre uma vítima de tentativa de homicídio e reagido com a frase: “MERECEU TOMAR UNS TIROS MESMO.” Em outro diálogo divulgado durante a coletiva, após receber a foto de uma pistola, o jogador teria respondido: “TEM QUE MATAR UM PARA VER DE QUAL É.” A polícia também apresentou uma terceira conversa relacionada à negociação de um Fiat Argo. De acordo com o delegado responsável pela investigação, outros investigados teriam procurado David para conseguir dinheiro emprestado e, com isso, trocar o veículo. Segundo a investigação, o Fiat Argo teria sido utilizado em uma tentativa de homicídio e estaria “queimado” — expressão usada no meio criminoso para indicar que um veículo teria ficado comprometido ou identificado após ser empregado em uma ação criminosa. O conteúdo das conversas, de acordo com o delegado, levantou a hipótese de que David pudesse ter alguma relação com o financiamento do tráfico de drogas no bairro Serra Dourada III, área apontada como de atuação do Comando Vermelho (CV), na Serra, no Espírito Santo. Em depoimento, o atacante admitiu conhecer pessoas que estão entre os alvos da investigação, mas negou qualquer envolvimento com o tráfico de drogas ou com armas. O empresário de David, André Cury, também negou qualquer ligação do jogador com o crime organizado. A investigação corre sob segredo de Justiça. Até o momento, David é investigado e não foi preso. A operação que deu origem à investigação foi deflagrada na última segunda-feira. A quadrilha é investigada por envolvimento com o tráfico de drogas e armas, além de possíveis vínculos com uma facção criminosa. As autoridades apuram a atuação do grupo, que teria ramificações em diferentes estados. Segundo as investigações, também estão sendo analisados possíveis envolvimentos de atletas profissionais e empresários com a organização criminosa.

Bandido preso em condomínio invadido em Itaboraí disse que porteira seria condenada e agredida pelo tráfico se não lhe avisasse sobre a chegada da polícia

Uma porteira de condomínio em Itaboraí teria sido ameaçada por um traficante para funcionar como seu “radar” contra a polícia. Segundo o Auto de Prisão em Flagrante, o homem determinou que ela avisasse sempre que policiais chegassem ao local e teria dito que, caso não cumprisse a ordem, ela poderia ser condenada pelo tráfico e sofrer agressões. A ameaça teria acontecido na véspera da prisão. Por volta das 18h30 do dia 31 de agosto, o suspeito teria ordenado que a funcionária comunicasse qualquer chegada de policiais ao condomínio. Na manhã seguinte, a ordem acabou sendo cumprida. Quando percebeu a presença dos agentes, a porteira ligou para o suspeito usando o telefone da portaria e avisou que a polícia estava no local. Só que, desta vez, os policiais já estavam atrás dele. Por volta das 6h do dia 1º de setembro de 2026, uma equipe de busca do serviço reservado do 35º Batalhão de Polícia Militar foi até o Condomínio Residencial Dom Marcelino, na Rua J, nº 10, no bairro Bela Vista, em Itaboraí. A ação de inteligência apurava uma denúncia sobre a presença no condomínio de suspeitos de participação em um ataque ocorrido no bairro Outeiro das Pedras, na madrugada de 30 para 31 de agosto. O caso é investigado no inquérito nº 071-07298/2026. Ao perceber a movimentação policial, o custodiado tentou escapar pulando o muro do condomínio, mas acabou abordado e preso. E a fuga não era o único problema. Com o homem, os policiais encontraram uma mochila contendo 156 tiras de maconha, 94 pinos de cocaína, 336 pedras de crack, cinco rádios transmissores, duas bases para carregamento de rádio, três celulares e R$ 59 em espécie. A porteira também foi conduzida para a unidade policial. Em seu depoimento, contou que havia avisado o suspeito sobre a chegada da polícia porque, no dia anterior, ele havia determinado que ela fizesse isso e a ameaçado. Segundo a funcionária, caso não avisasse sobre a presença dos policiais, ela seria responsabilizada pelo tráfico e ainda sofreria agressões. Na prática, segundo o relato registrado no flagrante, o suspeito teria usado a ameaça para transformar a porteira em um sistema de alerta particular, capaz de avisá-lo quando a polícia entrasse no condomínio. O material apreendido foi encaminhado para perícia. O exame apontou 1.640 gramas de maconha, 75 gramas de cocaína em pó e 150 gramas de cocaína na forma popularmente conhecida como crack.

JÚRI POPULAR: Traficante vai a júri popular por morte de suposto X9 da milícia em homicídio que marcou a entrada do CV na Gardênia Azul. Chefões da facção forneciam armas, homens e davam ordens para matar suspeitos de serem informantes de rivais

A Justiça decidiu levar a júri popular depois de mais de três anos o traficante Francisco Glauber, o GL, que está preso, pelo homicídio de um homem que o Comando Vermelho considerava X9 da milícia na Gardênia Azul, em Jacarepaguá. O crime marcou a entrada do CV na comunidade. Erinaldo Gomes da Silva foi morto com tiros pelas costas. Líder do CV nas ruas, o traficante Doca e seu assessor direto, vulgo Gardenal, fornecendo homens e armas de fogo e dando instruções sobre as execuções que deveriam ocorrer para a retomada e controle territorial e criminoso da região do Gardênia Azul. BMW colocava em prática as instruções sobre as execuções que deveriam ocorrer para retomada e controle territorial e criminoso da região.GL e outros bandidos já mortos (Lesk e Vin Diesel) eram líderes locais que solicitaram o auxílio de Doca e Gardenal e deram as ordens para que o executor (vulgo Mãozinha) para matar a vítima. Os envolvidos no crime acreditavam que Erinaldo era informante da polícia e/ou integrante da milícia privada que anteriormente dominava a região do Gardênia Azul, conforme prints de postagens dos criminosos no Twitter Mas há relatos de que Erinaldo possa ter sido confundido com alguém. Entre 1º fevereiro e 15 de março de 2023, na região do Gardênia Azul/Jacarepaguá, traficantes do CV praticaram diversos homicídios, além da venda de botijões de gás (motivação do homicídio apurado no I. P. nº 901-00286/2023). Além de ordenar homicídios, Doca passou a lucrar com a repartição das drogas comercializadas na região do Gardênia Azul. Uma testemunha revelou que a Gardênia Azul era dividida em algumas áreas e cada uma dominada por um grupo de milicianos diferente.Todos conviviam pacificamente até que um grupo, na época liderado pelo já falecido Gargalhone que era composto pelos milicianos Lesk, GL dentre outros tentou tomar as outras comunidades. Eles acabaram expulsos e foram pedir auxílio do miliciano Zinho para tentarem reconquistar a parte que eles perderam e toda a Gardênia.Zinho não pôde apoiá-los nessa guerra porque ele já estava apoiando guerras lá na Zona Oeste e fez interlocução com os traficantes Doca e Gadernaldo Comando Vermelho, que passaram a dar suporte bélico, de soldados, de armas, enfim de insumos, para que esses milicianos que passaram a integrar o Comando Vermelho assumissem a Gardênia Azul. Isso foi um início ali de muitos homicídios e os traficantes passaram a matar pessoas que eles acusavam ou desconfiavam de serem X9 ou de milicianos ou da polícia. Foi neste contexto que Erinaldo acabou sendo morto porque os traficantes acreditavam que ele fosse um X9 da polícia ou da milícia. Esse grupo de traficantes tinha o hábito de publicar os homicídios como forma de impor o medo aos demais moradores da região.Foi constatado na época diversas pichações com vulgos de traficantes que estavam atuando lá. O traficante que vai a júri popular pelo homicídio de Erinaldo era na época a liderança direta que atuava diretamente na Gardênia. Além da Gardênia, na época, haviam muitos homicídios também na Rua Araticum devido a essas pessoas que eram acusadas de participar da milícia, ou algum informante, algum simpatizante da milícia, o tráfico estava ali, estava executando. Tanto a milícia como o CV faziam quase que uma campanha de mídia, divulgando os atos, as ameaças, o que eles faziam, o que iam fazer. Ouvido na época, GL negou tudo e disse que nem conhecia a vítima. Confirmou que já tinha sido da milícia e rolou uma guerra ali e tinha que deixar a região. Ele também responde pelos homicídios dos três médicos, mortos na orla da Barra da Tijuca após um deles ser confundido com o miliciano Taillon de Rio das Pedras.

Traficante do CV vai a júri popular acusado de matar dois rivais do TCP e ganhar R$ 10 mil pela execução

A Justiça decidiu levar a júri popular Leandro Azevedo Pereira, acusado pelo Ministério Público de participar do assassinato de Geovani Braz Patrício de Oliveira e Marcos Cesar da Silva Costa, dois homens apontados na denúncia como integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), em meio à disputa territorial com o Comando Vermelho (CV). Segundo a acusação, após a execução, Leandro teria recebido R$ 10 mil de bonificação dos líderes do CV pela ação. O Ministério Público ofereceu denúncia contra Leandro Azevedo Pereira e outros acusados, imputando a ele a prática do crime previsto no artigo 121, § 2º, incisos I, IV e V, do Código Penal, ou seja, homicídio qualificado. De acordo com a denúncia, o crime ocorreu no dia 25 de abril de 2023, por volta das 20h, na Rua Altair, nº 171, em Anchieta, na Zona Norte do Rio. Segundo o MP, Leandro, agindo de forma livre e consciente e em comunhão de ações e desígnios com os traficantes Doca e Pedro Bala cujas ordens obedeceria, teria participado da ação com a intenção de matar Geovani e Marcos. As lesões provocadas pelos disparos, segundo os laudos de necropsia, foram a causa das mortes das duas vítimas. A denúncia afirma que os acusados seriam integrantes do Comando Vermelho, facção que dominava a localidade conhecida como Az de Ouro, e que o grupo mantinha disputas territoriais frequentes com criminosos da comunidade conhecida como Jaqueira, apontada como área ainda dominada pelo Terceiro Comando Puro, facção à qual, segundo a acusação, pertenciam as vítimas. No dia do crime, conforme o Ministério Público, Leandro e outros criminosos ainda não identificados seguiram de carro até a Rua Altair, nº 171, descrita na denúncia como local de traficância. Ao avistarem integrantes da facção rival, os criminosos teriam efetuado diversos disparos e fugido em seguida. Geovani Braz Patrício de Oliveira e Marcos Cesar da Silva Costa foram atingidos fatalmente. A denúncia afirma ainda que, depois do crime, Leandro teria comemorado em sua conta na rede social Twitter o resultado da ação, fazendo referência à morte dos chamados “dois alemães”. Ainda segundo o Ministério Público, a atuação teria sido reconhecida pelos líderes do Comando Vermelho, que teriam realizado o pagamento de uma bonificação de R$ 10 mil em razão da precisão na execução da empreitada criminosa determinada pelo grupo. Os elementos relacionados às redes sociais e ao suposto pagamento foram mencionados pelo MP nos anexos 37, 42 e 55 da investigação. Crime teria ocorrido em meio à guerra entre CV e TCP Na denúncia, o Ministério Público sustenta que o homicídio foi cometido por motivo torpe, em razão do conflito entre duas facções criminosas rivais e da tentativa de o TCP avançar territorialmente sobre pontos de venda de drogas, chamados de “esticas”. A acusação também afirma que o crime foi cometido de maneira a impossibilitar a defesa das vítimas, que teriam sido surpreendidas por criminosos fortemente armados. Outra qualificadora apontada pelo MP é a de que os homicídios teriam sido praticados para assegurar vantagem relacionada a outro crime, já que a ação teria como objetivo o controle do tráfico de drogas na região. Processo chegou à fase do Tribunal do Júri Leandro estava preso preventivamente em razão de outro processo. Depois do oferecimento da denúncia, a acusação foi recebida pela Justiça. A defesa apresentou resposta à acusação e, posteriormente, o recebimento da denúncia foi ratificado. Foi realizada audiência de instrução e julgamento, com a produção das provas e a oitiva das testemunhas. Nas alegações finais, o Ministério Público pediu a pronúncia de Leandro, para que ele fosse submetido ao julgamento pelo Tribunal do Júri. A defesa técnica, por sua vez, pediu inicialmente o reconhecimento da nulidade da prova digital apresentada no processo e, no mérito, a absolvição por insuficiência de provas. Defesa questionou prints de redes sociais A defesa alegou que haveria nulidade na prova digital porque seria apenas um print de tela isolado, sem perícia técnica e sem observância da cadeia de custódia da prova. O juiz rejeitou o argumento. Na decisão, o magistrado observou que a defesa não havia sequer especificado a qual print de tela isolado estava se referindo, não indicando a folha ou o índice do processo em que estaria localizado o material. Apesar disso, o juiz verificou a existência de prints nos IDs 114 e 883. Segundo os relatórios nos quais os materiais estavam inseridos, as imagens haviam sido obtidas de fontes abertas de contas em redes sociais, entre elas perfis no Instagram, Twitter e Facebook. Foram citados no processo os endereços de perfis como @constamarcos_21, o perfil do Twitter @diretodomiolo, além de @KiinTorre – Twitter e Kíín Torre (Carrapato Citty) – Facebook. Diante disso, a Justiça entendeu que a alegação da defesa não deveria ser acolhida.

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