Preso essa semana apontado como integrante antigo da cúpula da facção criminosa Comando Vermelho, o ex-PM paulista Márcio Silva de Souza, o Verdão, estava entre os suspeitos da morte de Adriano Caldas Rodrigues; Ele chegou a ter a prisão preventiva decretada mas foi impronunciado (se livrou do júri popular).
A vítima, segundo a Justiça, havia noticiado, nos autos do inquérito nº 072-08353/2022, as atividades ilícitas que Verdão e comparsas cometiam na região dos fatos (São Gonçalo) e, em retaliação, ceifaram a sua vida. O crime ocorreu em 2024.
A partir de declarações prestadas pelas testemunhas em sede policial, além da análise do delito em tela com o inquérito Policial nº 072-08353/2022, o qual apura a prática do crime de associação para o tráfico pelos acusados: Verdão, Playboy e Rondinelle.
Todos possuíam bastante influência e conhecimento na região, havendo testemunhas que residem e trabalham próximo ao local do crime e possuem algum tipo de relação com os acusados, de modo que estas se encontravam temerosas com a liberdade de Verdão e de seus comparsas.
Verdão, segundo as investigações, , autorizou que os comparsas procedessem à execução da vítima, sendo certo que exercia posição de liderança na associação criminosa instalada na comunidade na qual o crime ocorreu.
Segundo os autos, os autores ocultaram o cadáver da vítima Adriano, ao abandonarem o seu corpo em um mangue situado no interior da Comunidade da Cerâmica.
Frisa-se que o irmão da vítima, em buscas por Adriano, foi o responsável por localizar o seu corpo no dia 17/06/2024, no interior do mangue, tendo arrastado o cadáver até a Praia das Pedrinhas, situada no bairro Porto do Rosa/SG.
Qiuem é Verdão
De acordo com as investigações, o criminoso é ex-policial militar do estado de São Paulo e, após deixar a corporação, passou a integrar o crime organizado. Ao longo dos anos, “Verdão” se consolidou como um dos principais fornecedores de drogas da facção e exerceu influência em regiões estratégicas do Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio.
Ainda de acordo com os agentes, ele ganhou notoriedade em 2003, quando foi preso em uma operação policial é apontado como responsável pelo abastecimento de drogas para diversas áreas dominadas pelo Comando Vermelho. Após passar cerca de 15 anos no sistema prisional, voltou à liberdade em 2018 e retomou posição de destaque na estrutura da organização criminosa.
As investigações apontaram que o criminoso comandava as atividades da facção nas comunidades Porto do Rosa e Monte Verde, em São Gonçalo, sendo responsável pela coordenação do tráfico de drogas, controle territorial e gerenciamento de criminosos armados na região.
Durante as diligências, os policiais constataram que ele utilizava documento falso para dificultar sua identificação e evitar o cumprimento de ordens judiciais. Contra o homem, foram cumpridos três mandados de prisão pelos crimes de tráfico de drogas, homicídio e associação para o tráfico.