Um dos homens mortos dentro de uma casa pertencente à família do vereador de Mangaratiba Mair Bichara, Jorge Felipe dos Santos Noga Barbosa, vulgo Batata, já havia sido preso em 2024, em Itaguaí, durante a Operação Torniquete.
Na ocasião da abordagem, os agentes apreenderam uma pistola de calibre de uso restrito, com a numeração de série suprimida por ação mecânica, um simulacro de arma de fogo, um aparelho de bloqueio de sinal GPS, conhecido como “jammer”, além de luvas e uma balaclava.
Os materiais apreendidos eram intrinsecamente ligados às atividades de associação criminosa, notadamente à prática de roubos de carga. O rastreamento de cargas é comumente realizado pelas empresas transportadoras e, nesse tipo de delito, é frequente a utilização de aparelhos “jammer” para impedir o rastreamento dos bens e valores subtraídos após uma eventual fuga.
Na época, os agentes responsáveis pela prisão dos denunciados prestaram declarações em sede policial afirmando que, durante o monitoramento dos seis denunciados, foi possível observar que eles se comunicavam por meio de aparelhos celulares, aparentemente passando coordenadas e instruções uns aos outros.
A outra vítima foi identificada como Cayo Gustavo Genuel dos Santos, conhecido como “Mulatinho”. Segundo informações, os dois seriam moradores da comunidade Brisamar, em Itaguaí.
Após o ataque, os criminosos deixaram o imóvel levando pelo menos 11 celulares e fugiram em um barco. A investigação está a cargo da 165ª DP (Mangaratiba), que busca esclarecer a motivação do crime e identificar os responsáveis pelo ataque.
Em nota publicada nas redes sociais, o vereador Dr. Mair Bichara afirmou que não estava presente no imóvel no momento dos fatos e que não possui qualquer relação com o ocorrido, além da condição de proprietário do imóvel disponibilizado para locação. O parlamentar declarou solidariedade às famílias das vítimas e disse confiar no trabalho das forças de segurança.
O vereador Dr. Mair vem a público prestar esclarecimentos acerca dos fatos ocorridos na madrugada do dia 21 de julho de 2026, em um imóvel pertencente à sua família, localizado na Ilha Flexeira, em Itacuruçá.
O referido imóvel é disponibilizado para locação por meio da plataforma Airbnb e, na data dos acontecimentos, encontrava-se regularmente alugado a terceiros.
Durante a permanência dos hóspedes no local, ocorreu um grave episódio de violência, resultando em homicídios provocados por disparos de arma de fogo.
O vereador esclarece que ele e seus familiares não estavam presentes no imóvel no momento dos fatos e que não possuem qualquer relação com o ocorrido, além da condição de proprietários do imóvel disponibilizado para locação.
A investigação encontra-se sob responsabilidade das autoridades policiais competentes, que conduzem todas as diligências necessárias para a completa elucidação dos fatos e identificação dos responsáveis.
Neste momento de profunda tristeza, o vereador Dr. Mair manifesta solidariedade às famílias e amigos das vítimas, reafirmando sua confiança no trabalho das forças de segurança e da Justiça, colocando-se à disposição para colaborar com as autoridades sempre que necessário.
Por respeito à investigação em andamento, não serão feitas especulações ou comentários que possam prejudicar a apuração dos fatos.
Dr. Mair
Vereador
“O referido imóvel é disponibilizado para locação por meio da plataforma Airbnb e, na data dos acontecimentos, encontrava-se regularmente alugado a terceiros. Durante a permanência dos hóspedes no local, ocorreu um grave episódio de violência”, diz trecho da nota.
O vereador informou ainda que está à disposição para colaborar com as investigações e que, por respeito à apuração, não fará especulações sobre o caso.