Até mesmo em pacatas cidades do interior do Estado do Rio de Janeiro, cenas de extrema violência semelhantes às ocorridas na capital e Região Metropolitana costumam acontecer..
Foi o caso do município de Italva, no Noroeste Fluminense. No dia 22 de outubro de 2025 , entre 09h e 11h, no bairro São Caetano, traficantes do Terceiro Comando Puro submeteram um rapaz a intenso sofrimento físico, mediante agressões com pedaços de madeira, em típico procedimento de “tribunal do tráfico”, com o objetivo de aplicar castigo pessoal, por suposta dívida de drogas com a facção.
Os criminosos, agindo em conjunto, restringiram a liberdade da vítima, agredindo-a fisicamente e moralmente, inclusive com a participação de um adolescente, corrompido pelos adultos, conforme apurado nos autos.
Os crimes foram praticados em contexto de domínio territorial do tráfico de drogas, com emprego de violência e grave ameaça, em plena luz do dia, em local público, visando impor temor à comunidade e reafirmar o poder da facção TCP.
A vítima, por medo de represálias, não formalizou registro de ocorrência imediatamente e mudou-se de Italva após os fatos, estando em local incerto e não sabido.
O Ministério Público Estadual denunciou quatro suspeitos do crime, entre eles o traficante G3, gerente da facção e responsável por ordenar a execução do “tribunal do tráfico” contra a vítima.
Um dos bandidos que participou diretamente das agrssões se descuidou e deixou documento e telefone celular na residência da vítima, evidenciando envolvimento ativo.
Um terceiro ficou encarregado de dar pauladas na vítima e o quarto confessou ter desferido soco nas costas do rapaz.