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DESCULPA REVOLTANTE: Pais presos por tortura de bebê de 50 dias dizem que carrinho que fechou sozinho com criança dentro causou lesões; médicos apontam sinais de violência extrema

A investigação sobre o caso do bebê de apenas 50 dias internado em estado gravíssimo na Baixada Fluminense ganhou um novo e revoltante capítulo: os pais presos suspeitos de tortura e estupro afirmaram segundo testemunhas que as graves lesões teriam sido causadas porque o carrinho onde a criança estava “fechou com ela dentro”. Segundo a assistente social responsável por ouvir o casal, os dois também disseram ter ficado surpresos com o estado da criança, o que levantou ainda mais suspeitas diante da gravidade dos ferimentos. A justificativa foi apresentada em depoimento, mesmo com os próprios investigados reconhecendo que se trata de um carrinho leve — versão considerada incompatível com a extensão das lesões. A reportagem teve acesso ao inquérito, que aponta um quadro extremo de violência. A bebê foi transferida do Hospital Geral de Nova Iguaçu para a UTI neonatal após apresentar politrauma e convulsões. De acordo com a médica pediatra e neonatologista responsável pelo atendimento, a criança apresentava hemorragia intracraniana, identificada em tomografia, além de lesões cerebrais antigas e recentes, em diferentes estágios evolutivos — quadro altamente sugestivo da chamada Síndrome do Bebê Sacudido. A médica também relatou que exames de corpo inteiro identificaram fraturas antigas em três arcos das costelas, já em processo de cicatrização, indicando episódios anteriores de agressão. Em avaliação oftalmológica especializada, foram constatadas múltiplas hemorragias retinianas, outro indicativo típico de violência. O caso se torna ainda mais grave com a suspeita de abuso sexual. Segundo a equipe médica, durante procedimento de troca de sonda, foi verificado que a criança apresentava ânus extremamente dilatado, com sangramento e vermelhidão intensa, condição absolutamente incompatível com a fisiologia de um bebê e sugestiva de violência. Ainda de acordo com a médica, a bebê segue em estado extremamente grave, sob ventilação mecânica, sedação contínua e uso de medicações, com risco concreto de morte. Outro ponto destacado pela profissional foi o comportamento dos pais, que não procuraram a equipe médica para obter informações sobre o estado da filha nem demonstraram reação emocional compatível com a gravidade do quadro durante todo o período de internação. A assistente social também relatou que o casal negou qualquer agressão física e apresentou apenas a versão do carrinho como explicação para todas as lesões. O inquérito aponta ainda que a bebê permanecia praticamente todo o tempo sob os cuidados diretos da mãe, sem contato frequente com terceiros, convivendo basicamente apenas com os próprios pais — fator que, segundo os investigadores, torna o caso ainda mais grave e reforça que as agressões ocorreriam dentro do ambiente familiar. O pai da criança possui condenação anterior por tortura-castigo contra outra filha, o que agrava ainda mais a suspeita sobre o histórico de violência. Para a polícia, não há qualquer explicação plausível para o conjunto de lesões. Os exames indicam agressões repetidas ao longo do tempo, evidenciadas pelos diferentes estágios de cicatrização. Diante da gravidade do caso, a Justiça decretou a prisão temporária do casal. As investigações seguem para apurar todos os detalhes, incluindo a possível prática de estupro de vulnerável.

Após revelação do nosso site no RJ, denúncia contra acusado de matar modelo repercute em outros veículos e vítima expõe novos detalhes de terror

A matéria publicada por nosso site durante a madrugada — revelando que uma ex-namorada de Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, acusado de matar a modelo baiana Ana Luiza Mateus na Barra da Tijuca, denunciou ter sido espancada e estuprada por ele — não apenas repercutiu, como rapidamente ganhou dimensão nacional. Horas depois, o conteúdo foi replicado pelo site do jornal Extra, ampliando o alcance de um caso marcado por extrema violência e detalhes perturbadores. No Mato Grosso do Sul, onde parte dessa história começou, a repercussão foi imediata. A vítima decidiu falar ao portal Campo Grande News e trouxe novos detalhes que aprofundam a gravidade das denúncias. Abalada, ela afirmou que não quer ter seu nome vinculado ao de Endreo e teme os efeitos da exposição. O receio tem motivo: ela ainda mantém uma medida protetiva contra o pai do acusado, o pecuarista Éder Lincoln Gonçalves da Cunha, que, segundo relatou, a ameaçou após a denúncia contra o filho. Em meio à sequência de revelações, a jovem admitiu sentir alívio ao saber que Endreo foi encontrado morto na carceragem da Delegacia de Homicídios da Capital, no Rio de Janeiro — um desfecho que encerra uma sequência de episódios violentos. Segundo o Campo Grande News, o relacionamento teve início no fim de 2024, em Campo Grande, na empresa de locação da família dele. O que parecia um namoro comum rapidamente deu lugar a um comportamento de controle. Desde o início, Endreo demonstrava ciúmes excessivos, tentando controlar redes sociais, amizades e até o contato da vítima com a própria família. A escalada foi rápida. Ainda em dezembro, ocorreu a primeira agressão. O motivo, segundo a jovem, foram mensagens trocadas entre ela e a mãe de Endreo, nas quais pedia ajuda para lidar com o comportamento do namorado. Após o espancamento, a situação se agravou. A vítima relata que foi levada para São Paulo, onde permaneceu por 15 dias em cárcere privado, sem acesso ao celular, até que os hematomas desaparecessem — uma tentativa de ocultar as marcas da agressão. Mesmo depois, os episódios continuaram. Ainda em São Paulo, houve uma nova tentativa de agressão. Dessa vez, segundo ela, Endreo ameaçou se jogar do 14º andar do apartamento. O episódio marcou o fim do relacionamento, mas não encerrou o problema. De volta a Campo Grande, a jovem passou a ser perseguida. “Ele me perseguia no trabalho, nas redes sociais, mandava mensagens para os meus clientes, para as mulheres dos meus clientes, dizendo que eu tinha um caso com eles. Ele sabia o horário em que eu chegava e que eu saía de casa. Em 26 de outubro, ele me sequestrou”, relatou. O episódio mais grave, segundo a vítima, ocorreu justamente nessa data. Ela afirma que ficou em cárcere por cerca de 24 horas. Durante esse período, foi agredida, estuprada e enforcada com um cinto. Sofreu traumatismo em dois pontos do rosto e diversas escoriações. Sobreviveu, segundo conta, porque conseguiu manter o controle emocional. “Conversei muito com ele, falei que tudo que estava acontecendo era culpa minha, que ele ia cuidar de mim como cuidou da primeira vez. Ele me acusava de ter outros homens. Ele gravou um vídeo fazendo com que eu, toda ensanguentada, assumisse todos os relacionamentos que, na cabeça dele, existiam. Gravou por mais de meia hora me fazendo perguntas e, toda vez que eu dizia não, ele me batia mais e eu tinha que assumir tudo que ele falava. Fiquei horas negociando com ele, até que consegui fazer com que ele me deixasse na UPA. Estou aqui hoje pela graça de Deus”, disse a consultora de licitações. O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em outubro de 2025. Endreo chegou a ser preso, mas acabou sendo liberado. Em 2026, se mudou para o Rio de Janeiro, onde conheceu Ana Luiza Mateus, posteriormente assassinada na Barra da Tijuca. Nem após a denúncia a vítima teve tranquilidade. Em novembro de 2025, ela relatou à polícia ter recebido uma ligação do pai de Endreo. Segundo a denúncia, o pecuarista a ameaçou de morte, afirmando que a “cortaria em pedaços” caso o filho se matasse por causa do relacionamento. O relato foi formalizado, e no dia 4 daquele mês a polícia solicitou medidas como busca e apreensão de arma de fogo e munições, além de buscas em endereços ligados ao investigado. Ao Campo Grande News, a vítima confirmou que conseguiu uma medida protetiva contra o pecuarista — proteção que segue em vigor. A sequência dos fatos — com registros de agressões, cárcere privado, estupro, perseguição e ameaças — expõe um histórico consistente e anterior ao assassinato de Ana Luiza, ampliando o peso do caso e levantando questionamentos sobre tudo o que aconteceu até o desfecho.

Suspeito de matar modelo na Barra já havia sido acusado de espancar e estuprar uma ex-namorada, apontam relatos — ele foi encontrado morto na delegacia

O homem apontado como principal suspeito da morte da modelo e miss baiana Ana Luiza Mateus, de 29 anos, já havia sido acusado anteriormente de agredir uma ex-namorada, segundo reportagens publicadas pela imprensa de Campo Grande (MS). O caso ganhou ainda mais repercussão após ele ser encontrado morto dentro da carceragem da Delegacia de Homicídios da Capital, poucas horas depois de ser preso no Rio. Endreo Lincoln Ferreira da Cunha foi detido nesta quinta-feira após a queda da modelo do 13º andar de um prédio na Barra da Tijuca. Horas depois, de acordo com a Polícia Civil, ele foi encontrado sem vida na cela. A principal linha de investigação é suicídio: segundo os agentes, ele teria utilizado uma peça de roupa — uma bermuda — para provocar asfixia. O local foi isolado e periciado. RELATO DE VIOLÊNCIA EXTREMA NO PASSADO Em uma reportagem divulgada no ano passado, uma ex-namorada de Endreo relatou à imprensa e às autoridades que teria vivido episódios de violência em um imóvel no bairro Villas Boas, em Campo Grande. Segundo o relato, ela afirmou que já havia sido agredida em 2024 e que, em um dos episódios mais graves, no ano seguinte, após uma discussão motivada por ciúmes, teria sido espancada com socos na cabeça, no rosto e no abdômen. Ainda de acordo com a versão apresentada pela vítima à época, mesmo já caída, ela teria sido forçada a confessar uma traição que negava e, em seguida, teria sido enforcada com um cinto. A mulher também relatou que teria permanecido por horas sob domínio do agressor, em situação que descreveu como cárcere privado, e que teria sido obrigada a manter relações sexuais contra a própria vontade. Segundo esse mesmo relato, ela conseguiu sair do local após dizer que precisava de atendimento médico por conta de um sangramento. Em uma unidade de saúde, exames teriam confirmado uma fratura na cavidade óssea do crânio, sem necessidade de cirurgia. OUTROS EPISÓDIOS ENVOLVENDO O SUSPEITO Endreo chegou a cursar medicina e, conforme informações divulgadas anteriormente, teria se envolvido em episódios de ameaça dentro da faculdade. Segundo esses relatos, ao menos dois alunos teriam solicitado medidas protetivas contra ele. Há ainda menção, em reportagens da época, de que ele teria diagnóstico de transtorno bipolar e apresentaria episódios de surto, com comportamento agressivo — informação que não implica, por si só, prática de crimes. Em 2019, conforme noticiado, ele foi baleado pelo próprio pai durante uma briga familiar. Na ocasião, o pai afirmou ter agido em legítima defesa, alegando que o filho tentava invadir sua residência. O CASO NA BARRA DA TIJUCA No caso mais recente, Ana Luiza morreu após cair do 13º andar do apartamento onde estava com o suspeito. Segundo testemunhas, o casal teria discutido ao chegar ao condomínio. Após sair, o homem retornou ao local. Funcionários relataram que a modelo chegou a dizer que iria embora, inclusive com passagem comprada para a Bahia, mas acabou permanecendo no imóvel. A queda ocorreu por volta das 5h30. De acordo com a Polícia Civil, Endreo foi preso em flagrante horas depois, suspeito de envolvimento direto na morte. Segundo o delegado Renato Martins, ele afirmou ser “culpado”, embora não tenha formalizado uma confissão. As investigações apontam ainda que ele teria alterado a cena do crime e tentado deixar o local pelos fundos. Outro ponto destacado é que ele se apresentou inicialmente com um documento de identificação em nome do próprio irmão, o que foi posteriormente confirmado por perícia. MORTE NA CARCERAGEM Poucas horas após a prisão, o caso teve um novo desdobramento: Endreo foi encontrado morto dentro da carceragem da Delegacia de Homicídios. Segundo a Polícia Civil, há indícios de que ele tenha cometido suicídio utilizando uma peça de roupa. A área foi periciada, e o caso também passou a ser apurado pelas autoridades. INVESTIGAÇÃO SEGUE Com a morte do principal suspeito, a Polícia Civil segue investigando para esclarecer completamente as circunstâncias da queda da modelo e os acontecimentos dentro do imóvel. As informações sobre o passado do investigado, incluindo denúncias e relatos anteriores, fazem parte do contexto, mas não substituem a apuração oficial em andamento.

Marcado para morrer: homem foi atraído por ex, caiu em emboscada e sofreu horas de tortura no Caramujo (CV), em Niterói. Era acusado de ser informante da polícia

Um encontro marcado para “acertar o relacionamento” terminou em uma noite de terror em Niterói. Um homem foi atraído pela ex-companheira para uma pizzaria, mas, segundo as investigações, tudo não passava de uma armadilha para entregá-lo a traficantes do Complexo do Caramujo, que o acusavam de ser informante da polícia. O caso aconteceu na noite de 14 de janeiro de 2026. Ao chegar ao local combinado, a vítima foi surpreendida por diversos homens armados, que a cercaram, revistaram e a levaram sob grave ameaça até o interior da comunidade. De acordo com a denúncia, o homem foi mantido sob o poder dos criminosos por horas, sendo submetido a uma sequência de agressões físicas — com socos, tapas e até golpes com arma de fogo — além de intenso terror psicológico. Durante todo o tempo, ele teria sido acusado de colaborar com a polícia, ameaçado de morte e pressionado sob violência constante. A vítima só foi liberada por volta das 4h30 da madrugada, após ser expulsa da comunidade sob ameaças. O Ministério Público denunciou cinco suspeitos de participação no crime. Entre eles, está um homem apontado como liderança do tráfico local, que teria coordenado toda a ação e foi reconhecido pela vítima. Os demais denunciados são descritos como integrantes do grupo armado, responsáveis por agressões, vigilância e intimidação. Segundo as investigações, um dos acusados participou diretamente das agressões físicas, enquanto outros atuaram na condução da vítima, na revista e na coação armada durante todo o período em que ela permaneceu sob domínio do grupo. O laudo de exame de corpo de delito confirmou que a vítima sofreu lesões provocadas por ação contundente, reforçando os relatos de violência. Para o Ministério Público, o caso evidencia o cenário de controle imposto por traficantes na região. Segundo a acusação, o grupo exerce poder paralelo no Complexo do Caramujo, impondo regras próprias, aplicando punições e expulsando moradores, em uma dinâmica que, na prática, desafia a autoridade do Estado.

RELATO CHOCANTE: MILICIANO TERIA ESPANCADO A IRMÃ E LIBERADO MORTE — absolvição vira alvo do MP”

Um caso cercado por denúncias gravíssimas, falas chocantes e suspeita de atuação de milícia na Zona Oeste do Rio de Janeiro terminou, ao menos por enquanto, com a absolvição do acusado — decisão que agora está sendo contestada pelo Ministério Público, que vê indícios de intimidação e possível erro na análise das provas. O caso ocorreu no ano passasdo. De acordo com os autos, uma testemunha-chave — ex-namorado da vítima — descreveu uma sequência de violência extrema após o fim do relacionamento com a mulher. Segundo ele, após uma discussão em que a ex teria quebrado objetos dentro da residência, ele deixou o local e foi para a casa de um amigo. O que veio depois, segundo o relato, foi uma cena de terror. Minutos depois, a mulher teria chegado acompanhada do irmão e de outros três homens, que o depoente apontou como milicianos e que estariam armados. Assim que chegaram, o irmão teria feito uma ameaça direta e brutal: “Desce daí da residência que a gente vai te colocar na mala e levar” A testemunha afirmou que tentou se explicar, dizendo que não tinha culpa pela situação. Foi nesse momento, segundo ele, que o acusado teria voltado a violência contra a própria irmã. O depoimento descreve agressões com socos, chutes e golpes com arma de fogo — incluindo coronhadas na cabeça. Mesmo após a sequência de violência, o caso teria ficado ainda mais grave. Segundo a testemunha, o acusado colocou a irmã dentro de um carro e saiu do local. Desesperado, com medo de que ela fosse morta, ele decidiu seguir o veículo de motocicleta. Durante o trajeto, ele afirma ter visto a vítima cair do carro. E foi nesse momento que, segundo o depoimento, ouviu uma das frases mais chocantes do caso: “Agora, você pode até matar ela que eu não vou me meter” A testemunha contou que ainda tentou intervir e pediu que o acusado retornasse à casa para que a mulher pegasse seus pertences. Mas, segundo ele, a violência continuou. Ao chegar ao local, o acusado teria sacado novamente a arma e desferido mais coronhadas na irmã, que teria desmaiado. Em seguida, ele fugiu com os demais homens. O depoente afirmou que acionou o pai da vítima, que chamou o SAMU para socorrê-la. Também disse que os supostos comparsas eram conhecidos pelos apelidos de CL, Pimenta e Corolla. Apesar da gravidade das acusações, o caso sofreu uma reviravolta dentro da Justiça. Em juízo, a própria vítima negou completamente a versão apresentada pela testemunha. Ela afirmou que não houve agressões e que tudo não passou de uma discussão sob efeito de álcool. Segundo seu depoimento, ela foi até a residência apenas para buscar seus pertences após o término e foi ela mesma quem ligou para o irmão pedindo ajuda. Disse ainda que ele chegou sozinho, sem armas, e que não houve qualquer ameaça ou violência. A mulher declarou que o irmão não tem qualquer envolvimento com milícia, que não havia outras pessoas no local e que não presenciou nenhuma agressão. Ela também afirmou que passou mal devido à mistura de álcool, energético e problemas de ansiedade, o que teria motivado o acionamento do SAMU. Disse que não desmaiou por agressão, mas por mal-estar, e que foi levada diretamente ao hospital. A vítima ainda declarou que nunca ouviu falar de coronhadas, de tentativa de colocá-la em carro à força ou de qualquer episódio violento, e que desconhece por que essas informações apareceram nos depoimentos de terceiros. Também afirmou que não entendeu a prisão do irmão, já que, segundo ela, ele não cometeu qualquer irregularidade, e disse que a região não possui atuação de milícia. Diante das versões conflitantes, a Justiça decidiu absolver o acusado. Na sentença, o entendimento foi de que não houve comprovação suficiente da existência de organização criminosa nem da participação do réu em milícia. A decisão destacou que os relatos mais graves se basearam em declarações extrajudiciais que não foram confirmadas em juízo, além das contradições apresentadas no processo. Mas o caso está longe de terminar. O Ministério Público recorreu e sustenta que a absolvição ignorou elementos importantes. Segundo o MPRJ, diligências policiais já indicavam que o acusado seria conhecido na região por suposta atuação em milícia, informação que teria sido confirmada por moradores, pelo pai da vítima e inicialmente pelo próprio denunciante. O órgão vai além e faz um alerta central: em áreas com possível influência de milícia, mudanças de versão em juízo podem ocorrer sob pressão e precisam ser analisadas com extremo cuidado. Para o Ministério Público, os depoimentos iniciais, somados a outros elementos de prova, indicam atuação conjunta com homens armados, sendo desnecessária a comprovação completa da estrutura da organização criminosa para caracterização do crime. Diante disso, o MPRJ pede a reversão da absolvição. O caso agora será reavaliado por instâncias superiores e expõe um cenário delicado: de um lado, relatos de violência brutal e frases que chocam; do outro, uma mudança total de versão em juízo — em um contexto onde, segundo o próprio Ministério Público, o medo pode falar mais alto que a verdade.

Confira a versão oficial do caso do tio que esfaqueou o sobrinho em um apartamento em Copacabana. Autor teve prisão preventiva decretada mas continua internado

Documentos oficiais obtidos pela reportagem revelam detalhes inéditos do caso que chocou Copacabana na última semana: a Justiça decretou a prisão preventiva de Anísio José Bueno, acusado de esfaquear o próprio sobrinho, manter duas mulheres sob ameaça dentro de um apartamento e mobilizar uma operação de negociação da Polícia Civil para conter a situação. De acordo com os autos, por volta das 13h40 do dia 10 de abril de 2026, policiais civis da 12ª DP (Copacabana), que trafegavam pela Rua Barata Ribeiro, na altura do número 363, foram alertados por gritos de socorro. Populares informaram que um homem havia esfaqueado o sobrinho e se recolhido ao apartamento 901. Diante da situação de flagrante, os agentes ingressaram no prédio com autorização do porteiro e seguiram até o imóvel. Ao chegarem ao local, encontraram duas mulheres sob restrição imposta pelo acusado. Parte da equipe se posicionou para evitar fuga, enquanto outro grupo iniciou procedimento de gerenciamento de crise, com negociação técnica e não confrontativa, visando preservar a integridade das vítimas, dos policiais e do próprio agressor. Após as tratativas, as mulheres foram liberadas sem ferimentos adicionais. Segundo relatos colhidos no local, Anísio teria tentado atingir uma das vítimas, sendo impedido pelo sobrinho, Vitor Hugo, que acabou ferido por um golpe de faca na região abdominal. Ainda conforme os autos, o próprio autor teria se autolesionado com a mesma arma branca. Com a liberação das reféns, as negociações prosseguiram até a rendição do acusado, que entregou a faca utilizada no crime, posteriormente apreendida. As vítimas receberam atendimento imediato no local, com apoio do Corpo de Bombeiros (CBMERJ), até a remoção de Vitor Hugo para atendimento hospitalar. Encerradas as primeiras providências, Anísio foi encaminhado sob escolta ao Hospital Municipal Miguel Couto. Já as vítimas e o material apreendido foram levados à 12ª DP para apreciação da autoridade policial. Posteriormente, o acusado foi conduzido à delegacia, onde foi autuado em flagrante. A Justiça já determinou sua prisão preventiva, e o caso deverá ter novos desdobramentos após a alta hospitalar do investigado.

Seis anos depois, PM abre processo que pode expulsar acusados de tortura brutal em Angra. SAIBA DETALHE POR DETALHE

Após mais de seis anos dos fatos, a Polícia Militar do Rio de Janeiro decidiu submeter ao Conselho de Disciplina cinco policiais militares investigados por suposta prática de tortura em Angra dos Reis. O procedimento administrativo pode resultar na expulsão dos agentes dos quadros da corporação. De acordo com os autos, os episódios teriam ocorrido na madrugada de 19 de setembro de 2019, por volta das 1h50, no Conjunto Habitacional Parque Mambucaba, conhecido como “Predinhos”. Na ocasião, segundo a acusação, os militares teriam constrangido um homem mediante o uso de violência física com o objetivo de obter informações sobre a localização de drogas e valores relacionados ao tráfico. Ainda conforme a denúncia, as agressões teriam incluído socos, pontapés, golpes com pedaços de madeira contendo pregos, utilização de fios e aplicação de spray de pimenta, causando sofrimento físico e psicológico à vítima. Dias depois, segundo os elementos do processo, os mesmos policiais teriam agredido outra pessoa que havia acompanhado a primeira vítima até a 5ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) para formalizar denúncia contra os agentes. De acordo com o relato, essa segunda vítima teria sido submetida a tapas, chutes, socos e ameaças de morte, com a finalidade de assegurar a impunidade das condutas anteriores. A acusação também aponta a prática de tortura-castigo, que teria incluído agressões como apertar o pescoço da vítima, jogar água gelada e proferir ameaças, supostamente em razão de desentendimentos prévios com um dos policiais. No mesmo contexto, um dos agentes é acusado de ter subtraído um aparelho celular Motorola Moto G5, a quantia de R$ 50,00, além de chaves de veículo e de residência da vítima, após abordá-la, algemá-la e reduzi-la à impossibilidade de resistência. Na sequência, ainda segundo os autos, a vítima teria sido colocada algemada em uma viatura policial e levada à 166ª DP. No local, um dos policiais teria feito novas ameaças, afirmando que poderia imputar falsamente crimes como ameaça e associação ao tráfico, além de intimidá-la com a possibilidade de morte caso retornasse à região. Os autos também indicam que, já na unidade policial, os agentes teriam tentado intermediar contato com um suposto traficante conhecido como “BX”, a partir de ligação realizada com o celular da própria vítima, que estava sob posse de um dos policiais. A vítima foi liberada horas depois. A instauração do Conselho de Disciplina não implica condenação automática, mas representa um avanço no âmbito administrativo da corporação e pode culminar na exclusão dos policiais, caso as acusações sejam confirmadas ao longo do processo, assegurados o contraditório e a ampla defesa.

ARRAIAL: Criança de um ano foi internada com marcas de tortura. Mãe e padrasto foram presos

Uma criança de 1 ano e 2 meses foi socorrida com múltiplas lesões no Hospital Geral de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio, na tarde de domingo (5), e o caso resultou na prisão em flagrante da mãe e do padrasto por suspeita de tortura. Segundo a Polícia Civil, os profissionais de saúde acionaram os agentes ao identificarem que os ferimentos apresentados pela criança eram incompatíveis com a versão dada pelos responsáveis. O casal alegou que o menor teria sido atacado por um animal filhote, mas, conforme avaliação médica, as lesões indicavam agressões físicas. Diante da suspeita, os envolvidos foram levados para a Delegacia de Polícia Civil de Cabo Frio. Após a realização de exames periciais, foi constatado que as lesões tinham origem em ação contundente de natureza humana, o que levou à prisão em flagrante do casal com base na Lei de Tortura. Após receber atendimento médico e ter alta hospitalar, a criança foi encaminhada para os procedimentos legais e entregue ao pai. O que diz a políciaSegundo a polícia, as agressões contra a criança aconteceram na Sexta‑Feira Santa (3), mas o menor não foi levado para atendimento médico naquele momento. A situação só veio à tona após outros familiares, incluindo o pai, perceberem que a criança continuava sentindo dores, o que levou à busca por ajuda. As investigações apontam que a vítima permaneceu sofrendo por dias, sem receber os cuidados necessários, o que caracterizou a continuidade dos maus-tratos até o domingo. Ainda de acordo com a polícia, a mãe teria conhecido o suspeito há cerca de três meses por meio de um aplicativo de relacionamento e passou a morar com ele após aproximadamente dois meses. Há cerca de um mês, ela teria deixado o filho sozinho com o homem enquanto ia trabalhar. A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação.

Apagão de provas: câmeras da PMERJ falham ou não são usadas, imagens somem e casos chegam à Justiça sem registro”

Após mortes recentes em operações policiais — como a de uma médica em Cascadura e de um morador no Morro dos Prazeres — vieram à tona não apenas questionamentos sobre a atuação da PMERJ, mas também falhas recorrentes da própria corporação no fornecimento e na gestão das imagens captadas por câmeras corporais. Em diversos casos analisados pela Justiça, o problema não se limita ao uso inadequado dos equipamentos pelos agentes, mas envolve a ausência de registros, dificuldades no acesso às gravações e até o apagamento automático dos arquivos, o que compromete a transparência das ações policiais e a produção de provas. A polêmica ganhou força porque, embora as câmeras corporais sejam tratadas como ferramentas essenciais para dar mais segurança jurídica às abordagens, há uma série de falhas estruturais e operacionais. Há registros de policiais que não utilizam os equipamentos por falta de unidades disponíveis nos batalhões, de agentes que realizam operações sem portar as câmeras e de situações em que as imagens simplesmente não são apresentadas — seja por problemas técnicos, seja pelo limite de armazenamento de 60 dias, após o qual o conteúdo é automaticamente apagado. Apesar disso, o entendimento predominante da Justiça é de que a ausência das imagens não impede, por si só, uma condenação. As gravações são consideradas elementos adicionais, e não indispensáveis para a formação da convicção do juiz. Falta de equipamentos nos batalhões Em uma ocorrência registrada no ano passado na comunidade Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, um suspeito foi preso com drogas, rádios e armas e alegou ter sido agredido por policiais militares. O laudo pericial apontou lesões compatíveis com soco no rosto, reforçando a versão apresentada. Os PMs afirmaram que não utilizavam câmeras corporais porque o batalhão não possuía equipamentos suficientes para todos os agentes envolvidos na operação. O suspeito acabou condenado, mas a defesa recorreu com base na ausência de imagens, conseguindo a redução da pena. Imagens não entregues e apagadas Em outro caso, ocorrido em 2023, a defesa de um homem preso por tráfico solicitou as imagens das câmeras corporais dos policiais envolvidos. Os agentes alegaram ter entregue os equipamentos na unidade, e o juiz determinou o envio das mídias pela Ouvidoria da PMERJ. Mesmo após reiteradas solicitações — incluindo ofício expedido em fevereiro de 2024 e até determinação de busca e apreensão — a resposta só veio posteriormente pela Corregedoria da corporação: o conteúdo havia sido apagado automaticamente após o prazo de 60 dias de armazenamento. Ainda assim, o réu foi condenado e não obteve revisão criminal, evidenciando como a falta das imagens não tem sido suficiente para reverter decisões judiciais. Denúncias prejudicadas pela ausência de câmeras Em Volta Redonda, no Sul Fluminense, a falta de câmeras corporais impactou diretamente a apuração de uma denúncia grave. Policiais afirmaram ter prendido dois homens armados após perseguição. Os acusados, porém, deram versões completamente diferentes, alegando que não estavam envolvidos com o crime e que teriam sido vítimas de abordagem arbitrária e até de tentativa de extorsão por parte dos agentes. Sem imagens que comprovassem o que de fato ocorreu, a Justiça determinou o envio do caso à Corregedoria da PMERJ e ao Ministério Público para investigação das condutas dos policiais. Prazo curto compromete provas Outro episódio semelhante envolveu um acusado de tráfico cuja defesa solicitou as imagens das câmeras corporais durante o processo. O pedido foi aceito pela Justiça, mas o batalhão informou que o material já havia sido apagado, novamente em razão do limite de armazenamento de 60 dias. A recorrência desse tipo de resposta levanta questionamentos sobre a eficiência do sistema de guarda das evidências digitais e sobre a responsabilidade da corporação em preservar provas relevantes. Problemas de cadastro e acesso às imagens Em Itaboraí, durante a prisão de um suspeito com drogas, os policiais também não utilizavam câmeras corporais. Ao serem cobradas pela Justiça, as imagens não foram apresentadas. Em resposta oficial, a PMERJ informou que não foi possível atender ao pedido, citando laudo técnico da empresa responsável pela gestão das imagens, indicando inconsistências no vínculo das câmeras aos policiais envolvidos na ocorrência. O episódio evidencia falhas administrativas no controle e na rastreabilidade dos equipamentos. Gravações incompletas Há ainda casos em que as câmeras funcionam parcialmente. Em uma ocorrência na Favela Nova Brasília, em Niterói, envolvendo apreensão de armas e drogas após troca de tiros, a Justiça solicitou as imagens da operação. No entanto, apenas áudios foram registrados, sem qualquer registro visual da ação. Diante disso, o próprio Judiciário reconheceu que a ausência de imagens impede a verificação concreta da dinâmica dos fatos, abrindo margem para dúvidas sobre as versões apresentadas. O conjunto desses casos revela que o problema vai além da conduta individual de policiais e expõe fragilidades internas da PMERJ na gestão das câmeras corporais. Entre falta de equipamentos, falhas técnicas, prazos curtos de armazenamento e dificuldades no fornecimento das imagens à Justiça, o sistema que deveria garantir transparência ainda apresenta lacunas que podem impactar diretamente investigações e julgamentos.

Educador da Prefeitura do Rio foi agredido com uma paulada na cabeça e sua colega de trabalho foi empurrada para o meio da rua e quase foi atropelada por um ônibus durante abordagem em Botafogo. Casal suspeito está preso

A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva de um casal acusado de agredir educadores da Secretaria Municipal de Assistência Social durante uma abordagem a um menor em situação de rua, na Praia de Botafogo, Zona Sul da cidade. De acordo com o auto de prisão em flagrante, o caso ocorreu na manhã do dia 3 de março de 2026, por volta das 10h40. Os servidores realizavam atendimento a um adolescente quando foram abordados por um homem e uma mulher, que se identificaram como pais do menor. Segundo o registro, ao serem informados sobre a impossibilidade de manter o jovem naquela condição, os dois reagiram com agressividade. O homem teria ameaçado os agentes com um pedaço de madeira e atingido um dos educadores com uma paulada na cabeça, causando ferimentos. Ainda conforme o documento, a mulher empurrou uma educadora para o meio da via, colocando-a em risco de ser atropelada por um ônibus, além de ter subtraído o celular da vítima — aparelho que foi posteriormente recuperado. Diante da situação, foi necessário acionar apoio. Equipes de segurança e agentes da operação Rio Ordem intervieram na ocorrência e conduziram o casal à delegacia. Os profissionais da assistência social ficaram feridos. O menor foi entregue a um homem que se apresentou como tio.

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