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processo judicial

Devido a discussão por videogame, mulher induziu criança a ir a boca de fumo em São Gonçalo acusar falsamente rapaz de estupro. Traficantes o agrediram até a morte

Uma criança de 14 anos foi instruída a ir a uma boca de fumo na comunidade Nova Grécia, em São Gonçalo, acusar um rapaz chamado Patrick de tê-la estuprado e que batia nos seus pais e irmãos. A falsa acusação arquitetada por terceiros acabou levando traficantes locais a capturá-lo e submetê-lo a inúmeras agressões físicas que culminaram no seu óbito. Segundo a investigação, uma das autoras da acusação tinha desavenças com a vítima por causa de uma disputa material mesquinha (a cobrança da devolução de um videogame) e acabou simulando uma grave ofensa sexual para instrumentalizar o braço armado do tráfico de drogas e obter a morte da vítima Um mototaxista levou rapaz até o ponto de venda de drogas e Patrick foi de bom grado acreditando ser uma situação que conseguiria resolver.Os bandidos então levaram Patrick que estava sendo acusado de estuprar uma bebê de quatro anos, uma menina de quatro anos e uma adolescente de 14 anos. Testemunhas foram a procura do rapaz. Uma delas foi impedida de subir para a boca de fumo. Elas passaram pelas comunidades da Favelinha e Mangueirinha. Uma destas testemunhas conversou novamente com o mototaxista que levou Patrick até os traficantes e ele lhe disse que o jovem não mais voltaria pois estava amarrado pelos pés e pelas mãos. O declarante retornou á Nova Grècia e soube que os traficantes conversaram com o chefe da boca que liberou a entrada de uma pessoa próxima a Patrick para verificar o corpo mas o rapaz ainda estava vivo. Os bandidos obrigaram essa pessoa a bater mais em Patrick com pedaço de madeira mas esta se recusou e o rapaz foi agredido ainda mais . Segundo os relatos, haviam seis homens com camisa amarrada no rosto. Eles gritaram que Patrick havia estuprado um bebê de quatro meses, uma menina de 04 anos e uma menina de 14 anos;. Um dos suspeitos estava muito alterado e gritando. “Você gostaria que fosse sua filha que tivesse sido estuprada” Os familiares de Patrick desceram com ele e o levaram ao hospital onde ele faleceum Uma testemunha relatou que a criança que acusou Patrick foi até a sua casa informando que estava assustada e que o rapaz apenas havia brincado com ela de colocar o pé na frente e que não tinha feito nada com ela. Falou que em 23 de fevereiro de 2026, apareceram dois homens em sua casa ameaçar sua família mas a situação depois ficou resolvida, O enterro de Patrick ocorreu no domingo de carnaval. Na quarta-feira de cinzas, a testemunha conversou com o mototaxista que levou Patrick até a boca de fumo e este lhe disse que arrependeu do feito, A Justiça decretou a prisão preventiva deste mototaxista (vulgo Calabresa( e de uma mulher (conhecida como CR) que teria induzido a criança a fazer acusações contra Patrick,

“Não morre, papai”: menina de 4 anos se jogou sobre o corpo do pai após execução em Itaboraí, diz decisão judicial

Uma das passagens mais emocionantes de uma recente decisão da Justiça do Rio de Janeiro descreve o desespero de uma menina de apenas quatro anos após presenciar o assassinato do próprio pai. Segundo o depoimento da mãe da criança, a pequena Alice correu até o corpo de ALEXANDRE DE OLIVEIRA SILVA, se jogou sobre ele e começou a gritar: “Não morre, papai, não morre”. O crime aconteceu na tarde de 5 de junho de 2024, em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, e levou a Justiça a receber somente este ano a denúncia apresentada pelo Ministério Público e a decretar a prisão preventiva dos acusados. A decisão destaca que Alexandre foi morto diante da companheira e dos filhos em uma ação que, segundo a investigação, teve características de execução. Ameaças antes do assassinato De acordo com o depoimento da companheira de Alexandre, que também é mãe dos quatro filhos do casal, a vítima mantinha desavenças antigas com um dos denunciados. Segundo ela, no dia 4 de maio de 2024, Alexandre esteve na residência do suspeito quando ocorreu uma nova discussão. Durante o desentendimento, a testemunha afirmou ter ouvido uma ameaça direta contra a vítima. Segundo seu relato, o homem teria dito: “Mais tarde vou te provar que você não é Deus, que vou resolver esse problema que já temos há muito tempo.” Ainda conforme o depoimento, outro indivíduo que estava no local também teria participado da ameaça. A mulher afirmou que ficou assustada com a situação e pediu que Alexandre fosse embora, mas ele teria respondido que, se tivesse que morrer, morreria em sua própria casa. Ataque aconteceu diante dos filhos Segundo a denúncia do Ministério Público, por volta das 18 horas do dia seguinte, homens armados foram até a residência da vítima. Naquele momento, Alexandre estava na frente de casa varrendo a calçada ao lado das crianças. A companheira dele estava no quintal recolhendo roupas do varal quando ouviu os disparos. Em seu depoimento, ela afirmou ter visto os criminosos atirando contra Alexandre. Ainda segundo a testemunha, após os disparos, os homens chegaram a apontar armas em sua direção, mas desistiram após outros integrantes do grupo alertarem para a presença das crianças. “Não morre, papai” O momento mais marcante do depoimento foi destacado na própria decisão judicial. Segundo a mãe das crianças, três filhos do casal presenciaram toda a cena. Logo após Alexandre cair baleado, a filha mais nova, Alice, de apenas quatro anos, correu até o pai. A criança se jogou sobre o corpo da vítima e começou a implorar para que ele sobrevivesse. “Não morre, papai, não morre”, teria gritado a menina diante do corpo do pai. Medo de testemunhar Ao decretar a prisão preventiva dos denunciados, a Justiça também destacou o clima de medo existente na região. Segundo informações reunidas pela Polícia Civil durante a investigação, houve dificuldades para localizar e ouvir testemunhas porque moradores da área teriam receio de sofrer represálias. A companheira de Alexandre afirmou que não possui dúvidas sobre a identidade dos autores do crime e declarou que diversas pessoas da localidade saberiam quem são os responsáveis, mas evitariam falar por medo. Prisão preventiva decretada Na decisão, o magistrado ressaltou que há indícios suficientes de autoria e que a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública e proteger a instrução criminal. O juiz também destacou a extrema gravidade do caso, observando que a vítima foi morta por disparos de arma de fogo em via pública, diante da própria família e na presença de crianças. Além disso, a decisão menciona que Alexandre já havia registrado anteriormente uma ocorrência relacionada a uma suposta tentativa de homicídio. Com base nos elementos reunidos pela investigação, a Justiça recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público e determinou a prisão preventiva dos acusados, que responderão ao processo por homicídio qualificado.

PIADA: Apesar de ter perdido o cargo, policial civil acusado de cobrar propina armada de R$ 15 mil a delegado e citar “aval de delegado” pegou só 2 anos de prisão no RJ e ainda assim em semiaberto. Ele ainda recorreu

Um policial civil condenado por usar distintivo, arma de fogo e o peso da função pública para extorquir um comerciante no interior do Rio acabou recebendo uma punição considerada extremamente branda: apenas 2 anos e 8 meses de prisão em regime semiaberto. Segundo a denúncia do Ministério Público, o agente participou de uma abordagem em que a vítima foi pressionada a pagar R$ 15 mil para “resolver” uma suposta investigação criminal. Durante a intimidação, os acusados chegaram a afirmar que o valor “não poderia ser menor porque o delegado não aceitaria”. Apesar da gravidade das acusações — que envolvem ameaça, cobrança de propina e uso da estrutura policial para intimidar a vítima — a pena aplicada pela Justiça ficou abaixo de três anos. O agente também perdeu o cargo público. O caso aconteceu em abril de 2025, em Volta Redonda. De acordo com o processo, o policial e outro homem abordaram um comerciante próximo a uma padaria após serem apresentados por um policial militar conhecido da vítima. Na abordagem, um dos acusados se apresentou armado e exibindo distintivo da Polícia Civil. Em seguida, afirmou que o comerciante estaria sendo investigado por uma disputa envolvendo um terreno e que poderia “desenrolar a situação”. Ainda conforme os autos, os suspeitos questionaram a vítima sobre tráfico de drogas e armas escondidas na região antes de iniciarem a cobrança dos R$ 15 mil. O comerciante relatou ter ficado intimidado pela arma de fogo e pelo fato de um dos envolvidos ser policial civil com atuação anterior em delegacias do Sul Fluminense. Segundo a investigação, os acusados insistiram que o dinheiro seria necessário para evitar problemas na suposta investigação e afirmaram que “o delegado não aceitaria” valor inferior. Temendo sofrer represálias e possíveis complicações policiais, a vítima concordou inicialmente em pagar R$ 5 mil e prometeu entregar o restante posteriormente. Os acusados forneceram então um número de telefone internacional registrado no Canadá para manter contato e acertar a entrega do dinheiro. Mensagens trocadas entre os envolvidos foram anexadas ao processo. O pagamento, porém, não chegou a ser realizado. Dias depois, o comerciante viu publicações nas redes sociais denunciando homens suspeitos de extorquir comerciantes na região e reconheceu os envolvidos. Após procurar a delegacia, a vítima fez o reconhecimento formal dos acusados. Segundo o Ministério Público, o policial utilizava a própria estrutura da Polícia Civil para intimidar vítimas, aproveitando-se do acesso a armas, informações sigilosas, inquéritos e dados pessoais. Mesmo diante das acusações consideradas graves, a Justiça condenou o policial a apenas 2 anos e 8 meses de prisão em regime semiaberto. O outro acusado recebeu pena de 2 anos e 4 meses. Além da condenação criminal, a Justiça determinou a perda do cargo de policial civil. As defesas recorreram da sentença mas a Justiça negou.

PMs são denunciados por estrangular homem até desmaiar dentro de delegacia no RJ

A Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro decidiu receber a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra dois policiais militares acusados de submeter um homem a uma série de agressões e abusos de autoridade que teriam culminado em um estrangulamento dentro de uma delegacia, fazendo a vítima perder a consciência e cair no chão. Os denunciados são um terceiro-sargento e um cabo que agora passam a responder formalmente ao processo criminal após o magistrado entender que existem indícios suficientes de autoria e materialidade para a abertura da ação penal. Segundo a denúncia do Ministério Público, os fatos ocorreram em 27 de março de 2025, em Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense. De acordo com a investigação, os policiais abordaram M.J.O.H que transitava em uma bicicleta vermelha pelo bairro Parque das Águas. A revista pessoal não teria encontrado qualquer material ilícito e também não havia mandado de prisão contra ele. Mesmo assim, segundo a acusação, os agentes teriam obrigado o homem a acompanhá-los até a 144ª Delegacia de Polícia, onde os episódios mais graves teriam ocorrido. A denúncia afirma que, após ser constatado que não existia qualquer mandado de prisão contra m, um dos policiais exigiu que fosse feita uma fotografia do seu rosto. A vítima teria se recusado. Foi então que, segundo o Ministério Público, o sargento puxou M pela camisa e o levou para uma área mais reservada da delegacia. Ainda conforme a denúncia, o policial passou a pressionar o pescoço da vítima contra uma parede para forçá-la a aceitar o registro fotográfico. Quando Marlon pediu que o agente soltasse seu pescoço, o cabo teria segurado seus braços enquanto o sargento continuava a esganadura. A acusação sustenta que o estrangulamento foi tão intenso que a vítima acabou perdendo a consciência. “O estrangulamento persistiu até que M perdesse a consciência, caindo ao solo e batendo com a cabeça no chão”, descreve a denúncia. O Ministério Público afirma que as acusações são amparadas por análises de imagens, vídeos e demais elementos reunidos durante o Inquérito Policial Militar. Como se não bastasse o episódio do estrangulamento, a denúncia relata que, pouco antes de liberar a vítima, o sargento ainda teria desferido um tapa em seu rosto. A agressão teria provocado um ferimento na boca de Marlon, registrado por fotografias e outros elementos periciais anexados aos autos. Na decisão, o juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venancio Braga, da Auditoria da Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro, destacou que a denúncia atende aos requisitos legais e que os elementos reunidos durante a investigação fornecem base suficiente para a instauração da ação penal. O magistrado ressaltou que a acusação está apoiada em depoimentos, registros audiovisuais e demais provas produzidas durante o Inquérito Policial Militar. Diante disso, determinou o recebimento da denúncia e a citação dos policiais para apresentarem defesa. Os dois PMs são acusados de crimes militares relacionados a constrangimento ilegal praticado com abuso de autoridade e violência, enquanto o sargento também responderá por acusação de lesão corporal em razão do tapa que teria atingido a vítima. Com o recebimento da denúncia, o processo entra agora na fase de instrução, quando serão analisadas as provas, ouvidas testemunhas e apresentadas as versões da defesa e da acusação. O episódio chama atenção pela gravidade das acusações, já que a suposta violência não teria ocorrido durante uma troca de tiros ou uma prisão em flagrante, mas dentro de uma unidade policial e contra uma pessoa que, segundo a própria investigação, não possuía mandado de prisão e não portava material ilícito no momento da abordagem. A denúncia descreve uma sequência de atos que vão desde a condução forçada à delegacia até um alegado estrangulamento que teria feito a vítima desmaiar, fatos que agora serão analisados pela Justiça Militar do Rio de Janeiro.

MP quer tirar de Búzios julgamento de PMs acusados de executar Horácio e diz que réus integram milícia que atua na Zona Oeste e Baixada

A execução de Horácio Carvalho, apontado como ex-chefe de milícia com atuação na Zona Oeste do Rio, e de Maicon, dentro de uma lanchonete em Armação dos Búzios, ganhou um novo capítulo: o Ministério Público pediu que o julgamento dos acusados saia da Região dos Lagos por considerar que a cidade não tem estrutura nem ambiente de segurança para realizar o Tribunal do Júri. Na petição, o MP sustenta que os quatro acusados — entre eles policiais militares e um policial penal — não seriam apenas autores de um duplo homicídio de repercussão estadual. Segundo a acusação, eles integrariam uma milícia estruturada, armada e com atuação permanente em áreas da Zona Oeste do Rio e em municípios da Baixada Fluminense, organização que disputava território e influência com o grupo ligado a Horácio. Para o Ministério Público, o caso extrapola um homicídio comum: seria um episódio de confronto entre grupos paramilitares com capacidade de intimidação e histórico de violência. De acordo com a denúncia, na madrugada de 3 de maio de 2023, os acusados teriam saído do Rio de Janeiro e percorrido dezenas de quilômetros até Búzios para localizar Horácio. O alvo estava no estabelecimento Gaúcho Burguer & Beer, no bairro Manguinhos. Ainda segundo os autos, Horácio e Maicon foram surpreendidos e atingidos por diversos disparos. Funcionários que estavam no local escaparam da morte porque conseguiram se proteger durante os tiros e acabaram feridos por estilhaços. Após o ataque, os suspeitos tentaram deixar a cidade, mas acabaram interceptados por policiais militares antes de sair de Búzios. Com eles, segundo o processo, foram apreendidos: Na reconstrução feita pelo Ministério Público, o arsenal e a forma de execução reforçariam a tese de uma ação planejada e típica de grupo criminoso organizado. O pedido de desaforamento insiste que o ponto central não é apenas a gravidade do crime, mas quem são os envolvidos e o alcance territorial da organização atribuída aos acusados. O MP descreve o grupo como uma estrutura com características de milícia: atuação armada, domínio de áreas, obtenção de lucro ilegal e emprego recorrente de violência para manutenção de influência. Segundo a peça, essa rede teria presença especialmente na Zona Oeste da capital e na Baixada Fluminense, regiões historicamente marcadas por disputas entre grupos armados. Na visão da promotoria, levar esse julgamento ao Tribunal do Júri de Búzios colocaria pressão excessiva sobre jurados de uma cidade pequena, onde a repercussão do caso teria produzido ambiente de temor. O texto cita que o município não estaria preparado para absorver um julgamento com esse nível de risco operacional, mencionando preocupações com: O pedido lembra ainda que, em fases anteriores do processo, atos judiciais já precisaram ter medidas diferenciadas por razões de segurança. Por isso, o Ministério Público quer que o julgamento seja transferido para uma comarca com estrutura maior — defendendo, inclusive, a possibilidade de realização na capital. Na prática, a tese apresentada é que Búzios virou palco de um acerto de contas entre grupos milicianos que nasceram fora da cidade — e que o peso desse conflito hoje impede que o caso seja julgado ali com tranquilidade institucional.

“Ele Implorava Pela Vida”: Ligação Ao Vivo Coloca Chefão do CV do Castelar no Centro de Execução Brutal

Apontado pela polícia como chefe do tráfico no Castelar, área dominada pelo Comando Vermelho, José Severino da Silva Júnior, o “Soró”, virou réu por homicídio em um caso marcado por um detalhe chocante: testemunhas afirmam ter ouvido, em uma ligação telefônica ao vivo, os últimos momentos de desespero da vítima antes da execução. Segundo a investigação, Ary teria sido sequestrado por traficantes da facção e levado para um “acerto de contas” dentro da comunidade. Durante o trajeto, uma testemunha afirma que permaneceu em chamada com a vítima e escutou criminosos dizendo que Soró havia mandado “dar um jeito” nele. O relato é considerado um dos pontos mais pesados do processo. De acordo com o depoimento, Ary começou a implorar pela própria vida enquanto era cercado pelos traficantes. Pouco depois, ainda durante a ligação, foram ouvidos os disparos de arma de fogo que teriam colocado fim à execução. Outra testemunha contou que viu o momento em que traficantes do Comando Vermelho telefonaram para Soró avisando que a vítima já estava no local do chamado “acerto”. Para os investigadores, os depoimentos indicam que a execução teria acontecido sob ordens diretas do criminoso, apontado como uma das principais lideranças do CV no Castelar. A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público contra Soró pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, entendendo que existem indícios suficientes para abertura da ação penal. Apesar da gravidade do caso e do conteúdo explosivo dos depoimentos, o juiz negou o pedido de prisão preventiva. Na decisão, o magistrado reconhece a existência de indícios contra o acusado, mas afirma que ainda não há testemunhas que tenham presenciado diretamente o momento do assassinato. O juiz também destacou que não existem provas de que Soró esteja ameaçando testemunhas ou tentando interferir na investigação. Com isso, o traficante continuará respondendo ao processo em liberdade enquanto o caso segue sendo investigado pela polícia e pelo Ministério Público. Outro crime Soró também aparece como acusado em outro processo extremamente violento investigado pela Justiça. Desta vez, o traficante apontado como chefe do Comando Vermelho no Castelar é citado como um dos envolvidos na execução de Kauã, conhecido como “Cobrinha”. Segundo a denúncia do Ministério Público, Kauã vinha sofrendo ameaças havia semanas após uma briga envolvendo integrantes ligados ao tráfico. O processo aponta que, dias antes do assassinato, criminosos já haviam feito ataques de intimidação contra a vítima, chegando a disparar tiros em sua direção em diferentes ocasiões. No dia do crime, Kauã foi cercado por quatro homens em duas motos quando voltava para casa após uma confraternização. O próprio pai da vítima afirmou à polícia que presenciou a emboscada. De acordo com o depoimento, um criminoso conhecido como “Cabeludo” teria sido o responsável pelos disparos, enquanto “Mateus” conduzia a moto usada na execução. Mesmo baleado, Kauã ainda tentou correr para dentro de casa, mas acabou atingido antes de conseguir escapar. Outro detalhe pesado do processo é que um dos acusados presos admitiu participação no ataque durante depoimento à polícia. Segundo ele, o assassinato teria ligação direta com a guerra entre facções criminosas rivais. A Justiça entendeu que existem provas e indícios suficientes contra os envolvidos e decretou a prisão preventiva dos acusados, incluindo Soró. Na decisão, o juiz destacou a gravidade do crime, o risco à ordem pública e a violência empregada na execução.

Bastidores da guerra no Rio: denúncias revelaram que CV mandou fechar comércio em Anchieta e bloquear avenida no Maracanã depois de megaoperação na Penha e Alemão. “Suspeitos gritaram para fechar mercado”

Denúncias apresentadas pelo Ministério Público à Justiça revelam que integrantes do Comando Vermelho receberam ordens para espalhar ações de intimidação em bairros distantes dos complexos da Penha e do Alemão após a megaoperação “Contenção”, realizada pelas polícias Civil e Militar em outubro de 2025. Os autos mostram que criminosos ligados à facção teriam sido mobilizados para ameaçar comerciantes, provocar pânico e bloquear vias importantes da cidade como forma de represália à ofensiva policial. Um dos episódios aconteceu em Anchieta, na Zona Norte do Rio. Segundo a denúncia, policiais civis monitoravam informações sobre possíveis saques e ordens para fechamento de comércios quando seguiram até o Mercado Rio Sul, na Estrada Marechal Alencastro, em Anchieta. No local, os agentes flagraram dois suspeitos entrando no estabelecimento e começando a gritar para que o mercado encerrasse as atividades. De acordo com os relatos enviados à Justiça, funcionários foram abordados em tom intimidatório e ficaram com medo de represálias. Ao perceberem a presença da polícia, os suspeitos tentaram disfarçar e se passar por clientes, mas acabaram presos em flagrante. Ainda segundo o Ministério Público, um dos detidos carregava um telefone celular com selos contendo as inscrições “CV” e “maconha” presos à capa do aparelho. Em depoimento, os acusados afirmaram que estavam cumprindo ordens do tráfico local. Entretanto, como testemunhas ficaram com medo de depôr , a Justiça entendeu que não havia provas suficientes e absolveu os suspeitos As investigações também mostram que a reação do Comando Vermelho à operação se espalhou por outras regiões da cidade. Outro denunciado foi preso após incendiar pneus e bloquear a Avenida Rei Pelé, na altura da estação Maracanã. Segundo os autos, o próprio suspeito admitiu que a interdição da via ocorreu por determinação do Comando Vermelho. O bloqueio afetou o trânsito e paralisou o transporte público durante parte do dia. O Ministério Público sustenta que as ações foram coordenadas pela facção para intimidar a população e demonstrar força após a operação policial nos complexos da Penha e do Alemão.

PM foi preso acusado de executar amante da ex-mulher: veja detalhes exclusivos da investigação e dos bastidores do crime

m policial militar foi preso nesta sexta-feira acusado de executar friamente um vigilante e comerciante em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. A investigação da Delegacia de Homicídios da Capital aponta que o crime teria sido motivado por ciúmes e vingança após o agente descobrir o relacionamento da vítima com sua ex-companheira. O caso, que chocou moradores da região pela brutalidade e pela forma calculada da execução, ganhou novos contornos após a Polícia Civil reunir imagens, depoimentos, cruzamento de dados e rastreamento da motocicleta usada no assassinato. Segundo as investigações, Jonathan foi morto a tiros no dia 25 de fevereiro de 2026, por volta das 14h08, no momento em que fechava o brechó onde trabalhava, em Campo Grande. O atirador chegou sozinho em uma motocicleta branca, usando roupas escuras, capacete preto e balaclava. Sem dar qualquer chance de reação, abriu fogo contra a vítima em plena luz do dia e fugiu logo em seguida. Inicialmente, testemunhas chegaram a relatar a presença de dois criminosos na moto. Mas o avanço da investigação desmontou essa versão. Uma testemunha ocular, dono de uma oficina de motos em frente ao local do crime, afirmou ter visto claramente apenas um homem efetuando os disparos. O detalhe considerado crucial pela polícia foi a identificação da motocicleta: uma Yamaha NMAX branca. O mecânico afirmou ter certeza absoluta do modelo por trabalhar há anos no ramo de motocicletas. A partir daí, investigadores chegaram ao policial militar, que possuía exatamente uma moto com as mesmas características. TRAIÇÃO, CIÚMES E MONITORAMENTO De acordo com a investigação, Jonathan mantinha um relacionamento amoroso com A. ex-companheira do PM. O caso extraconjugal teria começado ainda quando ela era casada com o policial. Familiares da vítima contaram que Jonathan e A. viviam o relacionamento de forma discreta, mas o policial já sabia da traição há meses e não aceitava o fim da relação. A ex-mulher de Jonathan revelou em depoimento que o vigilante chegou a publicar uma foto ao lado de A. nos “status” do WhatsApp poucos dias antes do crime. Segundo ela, Jonathan jamais comentou estar sendo ameaçado, mas todos tinham receio da reação do policial por ele ser agente da ativa da PM. Já A. confirmou aos investigadores que o PM monitorava constantemente o relacionamento dela com Jonathan e chegou a obrigá-la a enviar uma mensagem simulando o fim do romance. A mulher também relatou um episódio considerado decisivo pela polícia: cerca de uma hora antes do assassinato, Jonathan avisou que o policial havia acabado de passar de moto em frente ao seu brechó. Minutos depois, ele seria morto. IMAGENS, HORÁRIOS E RASTREAMENTO DA MOTO As imagens obtidas pela Delegacia de Homicídios foram fundamentais para embasar o pedido de prisão. Câmeras do condomínio onde o PM mora registraram o momento em que ele saiu pilotando sua Yamaha NMAX branca às 13h06 — cerca de uma hora antes do homicídio. Já às 15h04, pouco menos de uma hora após o assassinato, ele retornou ao condomínio carregando um capacete idêntico ao utilizado pelo atirador. Além disso, o sistema CIVITAS, da Prefeitura do Rio, identificou a motocicleta do policial circulando a apenas 1,7 km do local do crime minutos após a execução. A polícia também afirma que as roupas usadas pelo PM em imagens anteriores coincidiam com as vestes do assassino registradas por câmeras da região. Para os investigadores, o conjunto probatório mostra uma movimentação precisa e planejada. EXECUÇÃO CALCULADA E SUSPEITA DE OCULTAÇÃO DE PROVAS Outro ponto que chamou atenção da polícia foi o comportamento da ex-companheira do PM após o crime. A mulher admitiu ter apagado mensagens trocadas tanto com Jonathan quanto com o policial. Dias depois da execução, o PM também alterou suas redes sociais, fechando o perfil e removendo referências à mulher, apesar de manter o status de “casado”. Os investigadores interpretaram as mudanças como tentativa de dificultar as apurações. A Polícia Civil ainda destacou que o militar possui treinamento tático, acesso a armamento e conhecimento operacional, fatores que aumentariam o risco para as investigações caso permanecesse solto. JUSTIÇA AUTORIZOU A PRISÃO Diante do avanço das apurações, a Delegacia de Homicídios representou pela prisão temporária do policial por homicídio qualificado. A polícia sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe — vingança motivada por ciúmes e traição — e mediante recurso que impossibilitou qualquer defesa da vítima, surpreendida enquanto fechava o estabelecimento. Os investigadores também apontam que a prisão era necessária para evitar interferências nas diligências ainda em andamento. Com isso, a Justiça autorizou a prisão temporária do PM por 30 dias. O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital.

Justiça afasta PMs da Patamo acusados de roubar até R$ 4 mil de bar e ameaçar vítimas para esconder imagens em Rio das Ostras

Depois de quase três anos, a Justiça Militar decidiu afastar da atividade fim, quatro PMs acusados de roubar entre R$ 2.000 e R$ 4.000 de um estabelecimento comercial em Rio das Ostras. Segundo os autos, no dia 30 de maio de 2023, por volta das 22h30min, no interior do estabelecimento comercial localizado no bairro Nova Cidade, os agentes em serviço¹, subtraíram quantia monetária não especificada, cujo montante girava em torno de R$ 2.000,00 e R$ 4.000,00 em espécie, para si, depois de haverem reduzido à impossibilidade de resistência as vítimas (duas mulheres e um homem). Dois PMs praticaram o roubo e outros dois permaneceram do lado de fora do estabelecimento fazendo a segurança do perímetro, além de terem se beneficiado do produto do crime. Na ocasião, os PMs estavam em serviço de Patamo, quando receberam ao local acima citado, onde abordaram um adolescente, que estava no interior do bar, sentado em uma mesa em frente ao balcão, contando dinheiro. Após a abordagem ao menor, um dos PMs realizou uma varredura no local, passando pela área interna central, cozinha e banheiro, quando, ao se aproximar do balcão, subtraiu a quantia monetária não especificada do caixa do estabelecimento, que girava em torno de R$ 2.000,00 e R$ 4.000,00. Logo após a subtração da quantia acima mencionada, ao observar a presença de câmeras de segurança no local, inclusive voltadas ao balcão, o PM avisou, em tom ameaçador às vítimas que não vazassem as imagens do bar. Durante a revista ao local e subtração do dinheiro, um segundo PM estava na área interna central do bar, portando ostensivamente sua arma de fogo, ao passo que os outros dois estavam na área externa, fazendo a segurança do perímetro. Em seguida, os PMs procederam à 128ª DP, conduziram o menor perante a autoridade policial e apresentaram a quantia de R$ 22,00 e, no dia seguinte, complementaram com o valor de R$ 839,00², sendo a totalidade do dinheiro atribuída ao adolescente. A Justiça Militar determinou medidas cautelares contra os policiaisProibição de manter contato, por qualquer meio, com a vítima e com quaisquer testemunhas arroladas nos autos, mantendo distância mínima de 500 metros da vítima e das testemunhas. Afastamento da atividade-fim de policiamento ostensivo, devendo ser removido para atividade administrativa.

BARBÁRIE EM MADUREIRA: Homem foi morto com aval de Lacoste e Coelhão após dono de bar ter ido reclamar dele para os traficantes. Corpo não apareceu até agora

Mais uma crueldade sem limites dos traficantes Lacoste e Coelhão do Complexo da Serrinha, em Madureira. Um homem foi submetido ao tribunal do tráfico após desentendimento com o proprietário de um bar. O crime foi cometido ano passado e só agora a Justiça decretou a prisão dos suspeitos. Segundo a companheira da vítima, Gustavo foi parar em um bar localizado na comunidade da Patolinha, área dominada pela facção Terceiro Comando Puro (TCP) e que neste bar teria discutido com o dono e que este homem teria ido se queixar com traficantes que estavam de “plantão” em uma boca de fumo próxima. Os traficantes então teriam capturado Gustavo no bar, levado ele para a comunidade da Serrinha onde ele teria sido executado e seu corpo ocultado com a autorização e aval do dono de vulgo Lacosta e seu braço-direito Coelhão. Segundo os autos, a execução de Gustavo ocorreu na madrugada do dia 23/03/2025 e a declarante neste mesmo dia foi acompanhada pelo primo do marido, de quem não possui o telefone e não sabe o nome completo, procurar por informações sobre o paradeiro de seu companheiro. Coelhão e Lacoste estão com a prisão preventiva decretada pelo crime com mandado que tem validade de 20 anos.

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