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processo judicial

MACAÉ: Espancado por suposto caso com mulher de bandido, homem fugiu desesperado e cheio de sangue para cabine da PM e escapou de execução

A Justiça do Rio recebeu denúncia do Ministério Público e decretou a prisão preventiva de integrantes de um grupo acusado de participar de uma brutal tentativa de execução ocorrida no bairro Aeroporto, em Macaé. Segundo as investigações, a vítima, identificada apenas pelas iniciais R.H., só escapou da morte após conseguir fugir correndo e buscar ajuda em uma cabine da Polícia Militar. De acordo com os autos, o crime teria sido motivado por ciúmes e teria como pano de fundo a suposta relação da vítima com a companheira de um criminoso conhecido pelo vulgo de “Sucesso”, apontado como líder do grupo investigado. vítima foi cercada por cerca de dez homens armados O caso aconteceu na noite de 12 de fevereiro de 2026, por volta das 21h. Conforme a denúncia, R.H. estava saindo de uma academia quando foi surpreendido por aproximadamente dez homens. Segundo o relato da vítima, o grupo estava armado com pedaços de madeira e pelo menos um dos criminosos portava pistola. As investigações apontam que os agressores começaram a espancar violentamente a vítima ainda na rua. Em meio às agressões, os criminosos tentaram colocar R.H. à força dentro de um Ford Focus preto, que seria usado para levá-lo ao local onde ocorreria a execução. chamada de vídeo teria autorizado execução Um dos trechos mais dramáticos da investigação envolve uma suposta chamada de vídeo realizada durante o ataque. Segundo o depoimento da vítima, um adolescente conhecido como “BH”, apontado como homem de confiança de “Sucesso”, teria colocado o celular diante do rosto de R.H. para que outro integrante do grupo, conhecido pelos vulgos “PH” e “Petrusco”, autorizasse a execução em tempo real. Ainda conforme os autos, após a autorização, os criminosos intensificaram as agressões e tentaram concluir o sequestro da vítima. fuga desesperada salvou a vida da vítima O homicídio só não teria sido consumado porque, mesmo ferido, R.H. conseguiu escapar dos agressores. A vítima correu em direção a uma cabine da Polícia Militar e acabou sendo socorrida, sendo posteriormente levada para uma UPA da região. Segundo a denúncia, todos os envolvidos teriam participado diretamente das agressões, usando pedaços de madeira para espancar a vítima. Justiça aponta risco às testemunhas e decreta prisão Na decisão, o juiz destacou que há “sólidos e robustos elementos” indicando a materialidade do crime e os indícios de autoria. O magistrado também ressaltou que a prisão preventiva era necessária para garantir a ordem pública e proteger testemunhas e a própria vítima, que ainda serão ouvidas judicialmente. Foram decretadas as prisões preventivas dos acusados identificados pelos vulgos: Outros integrantes do grupo também tiveram mandados expedidos pela Justiça. Os mandados de prisão possuem validade até maio de 2046 e foram cadastrados no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). denúncia foi oficialmente recebida pela Justiça Ao receber a denúncia, a Justiça entendeu que o Ministério Público apresentou elementos suficientes para abertura da ação penal. Os acusados agora serão citados para apresentar defesa por escrito no processo que apura tentativa de homicídio qualificado.

Bomba na Justiça Militar: PMs viram réus por suposto desvio de armas de operação enquanto câmeras corporais ficaram “apagadas”

Uma denúncia explosiva recebida pela Justiça Militar do Rio revelou acusações gravíssimas contra cinco policiais militares do 15º BPM (Duque de Caxias), suspeitos de desviar armas apreendidas durante uma operação na comunidade da Fumacinha, na Baixada Fluminense. O caso chama atenção não apenas pela acusação de peculato envolvendo armamento recolhido em serviço, mas também pela demora para que a ação penal fosse efetivamente aberta: os fatos ocorreram em dezembro de 2023 e somente agora, em 2026, a denúncia foi recebida oficialmente. Segundo o Ministério Público, os PMs teriam se apropriado de duas armas de fogo que haviam sido apreendidas após uma troca de tiros com criminosos. A investigação aponta ainda possíveis tentativas de dificultar a apuração por meio do uso irregular das câmeras corporais da corporação. acusação envolve sumiço de armas após confronto De acordo com a denúncia, os policiais estavam em serviço pelo GAT I quando participaram de uma ação na Estrada Velha do Pilar, na comunidade da Fumacinha, em Duque de Caxias, no dia 6 de dezembro de 2023. Após uma troca de tiros, quatro suspeitos foram presos e, segundo o próprio registro da ocorrência, três armas teriam sido arrecadadas pelos PMs. No entanto, apenas uma delas acabou sendo oficialmente apresentada na 60ª DP. A arma apresentada foi uma pistola HS-9 calibre 9 mm. Já as outras duas desapareceram. As investigações do IPM apontam que imagens das câmeras corporais flagraram momentos em que os armamentos aparecem nas mãos dos policiais. Um laudo pericial confirmou que uma das armas ocultadas seria compatível com pistolas dos modelos 92, 99, 100 ou 11, calibres 9 mm ou .40. Em um trecho destacado pela investigação, um dos PMs afirma de maneira “peremptória” que a equipe havia recolhido três armas na ocorrência — informação que confronta diretamente o material oficialmente entregue na delegacia. câmeras corporais viraram peça-chave no caso Outro ponto considerado extremamente grave pela investigação foi a suposta manipulação das câmeras corporais utilizadas pelos policiais. Segundo o Ministério Público, quatro dos cinco acusados desligaram, retiraram ou deixaram as COPs em locais inadequados durante a operação e também já na delegacia. Em alguns momentos, os equipamentos gravaram apenas “tela preta” ou imagens estáticas. A denúncia descreve situações em que câmeras teriam sido deixadas dentro da viatura, em coletes largados na delegacia ou até em local não identificado. Os promotores sustentam que os policiais descumpriram normas internas da PM sobre o uso obrigatório e contínuo das câmeras operacionais portáteis durante ações policiais. As imagens das COPs, inclusive, foram fundamentais para que a própria investigação identificasse indícios do suposto desvio das armas. crime pode levar a até 15 anos de prisão Os PMs respondem por peculato militar, crime previsto no artigo 303 do Código Penal Militar, cuja pena pode chegar a 15 anos de prisão. Parte dos acusados também vai responder por recusa de obediência, devido às irregularidades apontadas no uso das câmeras corporais. Na decisão, a Justiça Militar entendeu que existem indícios suficientes de autoria e materialidade para abertura da ação penal. O magistrado destacou que os relatórios produzidos a partir das gravações das câmeras corporais fornecem lastro mínimo para prosseguimento do processo. demora para abertura da ação chama atenção Um dos aspectos que mais chama atenção no caso é o intervalo entre os fatos investigados e o recebimento formal da denúncia. A operação ocorreu em dezembro de 2023, o Inquérito Policial Militar foi instaurado em 2024 e apenas em 2026 a Justiça Militar decidiu abrir oficialmente a ação penal contra os agentes. O caso agora será analisado pelo Conselho Permanente de Justiça da PMERJ, órgão responsável por julgar crimes militares envolvendo policiais da corporação. Os acusados serão citados para apresentar defesa por escrito antes do avanço da instrução criminal.

PM teve a prisão decretada acusado de ameaçar matar funcionário de bar em Niterói que se recusou a lhe dar comida de graça. Detalhe: policial estava fardado na hora

Um policial militar está com a prisão preventiva decretada suspeito de ameaçar matar o funcionário de um bar porque ele se recusou a dar a ele de graça um caldo de mocotó. Detalhe: ele estava de serviço na hora do fato. O caso ocorreu no último dia 20 de abril em um estabelecimento no bairro de Santa Rosa, em Niterói. Segundo os autos, na ocasião, o PM estava de serviço quando em companhia de um colega de farda foi até o boteco No interior do bar, o policial exigiu que o atendente lhe fornecesse um caldo de mocotó sem que fosse cobrado o valor da refeição, sendo o pedido negado pela vítima. Diante da negativa, o agente se exaltou, dizendo que queria o caldo de mocotó de graça, momento em que deu um tapa na mão da vítima e disse: “eu sou policial! Quer que eu te prenda agora?”, e, posteriormente, afirmou que iria recolher as mesas do bar e que mataria a vítima. Ao observar os fatos, o responsável pelo estabelecimento, realizou a entrega do caldo de mocotó ao PM. Segundo o juízo da Auditoria Militar, a conduta investigada – extorsão de civis, revela, em tese, gravíssima violação aos deveres funcionais militares e potencial afronta aos princípios da legalidade e da moralidade, o que configura risco concreto à ordem pública militar. Com efeito, a manutenção do investigado em liberdade representa risco concreto à instrução criminal, uma vez que poderá interferir com provas testemunhais essenciais à elucidação dos fatos,

NOVA IGUAÇU: Rapaz foi morto por traficantes do CV porque postou em rede social foto com time de futebol da milícia. Desesperada, mãe foi at´pe a boca de fumo pedir notícias do filho

A Justiça do Rio decretou em abril a prisão de mais dois envolvidos no assassinato de um rapaz em setembro de 2025 no bairro de Austin, em Nova Iguaçu. O rapaz foi morto porque publicou em rede social foto usando o uniforme de um time de futebol considerado rival (da milícia) pelos autores do crime, que são ligados ao Comando Vermelho. O asassinato teve contornos ainda mais dramáticos porque a mãe da vítima foi até a boca de fumo para saber da notícia do filho;Um outro suspeito, vulgo Buzico, já teve a prisão decretada em fevereiro. Narra a denúncia que “entre os dias 21 de setembro de 2025 – quando a vítima foi retirada de sua residência situada na Rua Bilu, nº 03, Bairro Vila Guimarães, Austin, Nova Iguaçu/RJ – e o dia 24 de setembro de 2025, data em que seu corpo foi localizado na Estrada do Tinguazinho, s/n, Tinguazinho, Nova Iguaçu, os criminosos efetuaram disparos de arma de fogo contra a vítima Matheus Ribeiro dos Santos, que veio a óbito; O crime foi cometido por motivo torpe, consistente na imposição violenta de domínio territorial pela facção criminosa Comando Vermelho tendo a vítima sido executada em razão da publicação, em rede social, de fotografia na qual vestia uniforme de time de futebol cujos integrantes teriam suposto vínculo com uma organização criminosa rival daquela integrada pelos autores O homicídio foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, a qual foi retirada de sua residência pelos denunciados e por seus comparsas, integrantes da facção criminosa Comando Vermelho, e conduzida, sob coação, para o interior de área dominada pelo grupo armado, onde foi executada com múltiplos disparos de arma de fogo após permanecer sob o domínio dos acusados, sem qualquer possibilidade de reação ou fuga, em ambiente integralmente controlado pelos criminosos.” A mãe de Matheus foi chamada no dia 21 de setembro por dois amigos do seu filho para avisar que Buzico teria levado Matheus.Ela disse que Buzico é morador da região, e que o conhece desde que ele” nasceu; Que o filho e o bandido já tiveram problemas em um jogo de futebol no campo do zenit, em Austin. Desde então “Buzico” vinha ameaçando Matheus. A mae ao correr até a esquina de sua rua ainda conseguiu ver três motos em uma moto estava um indivíduo não identificado pilotando e Buzico na garupa e Matheus no meio. Viu ainda mais outros dois indivíduos um em cada moto, sendo uma delas a do filho. Ela não conseguiu alcançar as motos por estar a pé e foi até a comunidade São Simão, sabendo que “Buzico” é integrante do tráfico desta comunidade, dominada pela facção criminosa “comando vermelho”; Ao chegar na favela, um traficante falou para a declarante ir na “boca do flamengo onde ela viu Buzico. Ele veio em sua direção com uma moto, modelo honda PCX e arma em punho; Buzico” ficou rodeando a declarante com a moto e ela perguntando onde estava seu filho; O bandido respondeu que não tinha pego Matheus.A mãe retrucou. “Você pegou o meu filho, que eu vi”; “Buzico” respondeu “Foi eu que matei ele?”, “Pode me empurrar mais um homicídio, o do “Nando” foi eu que matei mesmo, (Fazendo referência ao homicídio do procedimento 861-00979/2024) mas pode ir lá e depois aguenta as consequências” e subiu a rampa; A mãe perguntou quem era o responsável e um dos indivíduos se identificou; Que a declarante pediu para que entregassem o seu filho e o traficante disse que ia ver o que poderia fazer, e pegou uma moto e subiu a ladeira; Quando o traficante saiu já era 02hrs da manhã e voltou depois de uma hora e meia falando para a declarante ir embora que o filho dela estava morto:A mulher pediu para que pelo menos entregassem o corpo de Matheus e o traficante Que o informou que não poderia fazer mais nada e que já tinha falado de mais;. A mãe do rapaz morto foi para casa por volta das 05hrs30min. No entanto, mpaciente com a situação foi novamente à comunidade São Simão.Ao chegar na boca, haviam dez pessoas e a cunhada dela que a acompahava perguntou a um traficante sobre Matheus e o bandido respondeu que não queria saber e que não para envolver o nome dele; A mãe recebeu uma ligação anônima que informou a declarante que não era só “Buzico” que estaria envolvido na morte de seu filho e que um traficante chamado Matheus também estaria e que a motivação seria que a vítima teria postado uma foto em que estaria usando uniforme de um time de várzea da região em que alguns integrantes do time seriam milicianos. A moto que Matheus usava era de trabalho e pertencia ao patrão dele, que disse que, no dia do fato, pelo aplicativo da seguradora da moto, constava que a localização do veículo estaria na comunidade São Simão; A tia de Matheus falou que implorou a um traficante para que entregasse o sobrinho. “Por favor Matheusn é meu sobrinho, me ajuda”. O bandido respopndeu. “Sai de perto de mim, não fala meu nome aqui não”.Perguntada o que sabia do homicídio, respondeu que pelo fato da declarante ter um comércio na região, todos comentam que Buzico e um traficante chamado Matheus e seriam os autores do homicídio em tela. Falou inclusive que Buzico já teria ameaçado o sobrinho de morte anteriormente; Sobre a motivação, a declarante respondeu que seria pelo fato de Matheys ter tirado fotografia com um time de futebol que possuem milicianos que jogam nesse time. O patrão de Matneus afirmou que Buzico e comparsa estavam “tacando” terror na comunidade e que a vítima era trabalhador e não possuía envolvimento com a milícia; Contou inclusive que quatro dias antes do homicídio, Matheus lhe relatou que Buzico teria ido até ele e perguntou se o mesmo estava na “mancada” e mandou o mesmo abrir o olho;

Só depois de sete anos, MP denuncia PMs por receber propina de milicianos para liberar carro irregular na Muzema

Depois de sete anos, o Ministério Público do Rio de Janeiro decidiu denunciar três policiais militares suspeitos de receber propina de integrantes da milícia que atuava na Muzema e em Rio das Pedras para liberar um veículo com irregularidades durante uma abordagem. A denúncia foi apresentada por promotores do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP) e tem como base provas técnicas obtidas a partir de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça no âmbito da operação “Os Intocáveis”, que investigou a atuação de organizações criminosas na Zona Oeste do Rio. De acordo com o Ministério Público, o caso aconteceu no dia 1º de fevereiro de 2019, durante uma operação de trânsito realizada por policiais militares do APTRAN do 18º BPM, em Rio das Pedras. Na ocasião, um veículo com irregularidades foi abordado pelos agentes, que chegaram a determinar sua apreensão e acionaram um reboque. No entanto, o motorista, conhecido como “Valdir do frete”, acionou integrantes ligados à milícia que dominava a região na época para evitar que o carro fosse levado. Ainda segundo a investigação, a partir desse contato, houve uma articulação entre os criminosos e os policiais militares, que resultou no pagamento de vantagem indevida para que o veículo fosse liberado. O Ministério Público aponta que os três policiais denunciados agiram em conjunto, de forma consciente, para receber a propina e deixar de cumprir o dever legal de apreender o automóvel. As provas reunidas indicam que, após negociações intermediadas por terceiros ligados ao grupo criminoso, o carro acabou sendo liberado, mesmo com as irregularidades constatadas inicialmente pelos próprios agentes. A investigação destaca ainda que o material utilizado para embasar a denúncia é majoritariamente técnico, baseado em interceptações telefônicas e cruzamento de dados, considerado mais robusto em casos envolvendo organizações criminosas, onde a prova testemunhal costuma ser limitada. Os três policiais foram denunciados pelo crime de corrupção passiva. Na denúncia, o Ministério Público também pede à Justiça a suspensão do exercício da função pública dos agentes no policiamento ostensivo, permitindo apenas atuação em funções administrativas, como forma de evitar a repetição de condutas semelhantes durante o andamento do processo. O caso remonta ao período em que a milícia ainda exercia forte controle territorial sobre a Muzema e regiões vizinhas, influenciando diretamente ações cotidianas — inclusive abordagens policiais. Agora, com a apresentação da denúncia, caberá à Justiça decidir se aceita a acusação e transforma o caso em ação penal.

VIOLÊNCIA POLICIAL NA TIJUCA: Justiça age após quase um ano: PMs têm função pública suspensa por tapa, tiro em jovem por discussão banal e mentira na delegacia para incriminar vítima

Quase um ano depois do episódio, a resposta veio — e com peso: a Auditoria da Justiça Militar decidiu suspender a função pública de dois policiais militares envolvidos em um caso de extrema violência na Tijuca, na Zona Norte do Rio. O caso envolve um jovem que estava de bicicleta, levou um tapa no rosto e acabou baleado por um dos agentes durante uma discussão. Os policiais também são acusados de mentir na delegacia, ao afirmarem que a vítima teria oferecido resistência — o que, segundo as investigações, não aconteceu. Segundo os autos, no dia 09 de junho de 2025, por volta das 08h50min, na Avenida Maracanã, um dos PMs deu um tapa no rosto de G.S.F e, em seguida, efetuou um disparo de arma de fogo que atingiu a região inguinal da vítima. Por conta disso, o rapaz ficou afastado de suas ocupações habituais por mais de 30 dias. Na ocasião, o policial militar estava em patrulhamento de rotina quando, com a motocicleta da PMERJ, acessou a calçada da via, passando ao lado da vítima, que trafegava de bicicleta no local. Diante do protesto do rapaz em razão da manobra realizada pelo militar, o PM decidiu abordá-lo. Após uma discussão, desferiu um tapa no rosto da vítima e, logo em seguida, efetuou o disparo que resultou na lesão grave. Mas o caso não parou na violência da abordagem. No mesmo dia 09 de junho de 2025, entre 17h05min e 17h09min, no interior da 19ª DP, localizada na Rua General Espírito Santo Cardoso, os dois policiais militares, com o objetivo de assegurar a impunidade do crime de lesão grave, teriam, segundo a investigação, abusado do poder ao provocar a instauração de inquérito policial contra a própria vítima. Eles imputaram a G.S.F o crime de resistência, mesmo sabendo que ele era inocente. Após acionarem o Corpo de Bombeiros, que conduziu o rapaz ao Hospital Municipal Souza Aguiar para atendimento médico, os agentes se dirigiram à delegacia, onde relataram falsamente à autoridade policial que a vítima teria resistido às ordens emanadas, dando origem ao inquérito nº 019-06115/2025. A apuração aponta que essa versão foi forjada. Com a decisão da Justiça, os PMs envolvidos estão com a função pública suspensa e, até a sentença definitiva ou eventual decisão em contrário, não podem exercer atividade policial. Um caso que começa com um tapa, evolui para um tiro e termina sob a suspeita de uma tentativa de transformar a vítima em acusada — agora com a resposta da Justiça Militar.

Chefão do CV, Gardenal foi chamado para matar entregador que foi pego por traficantes e que seria morto por suspeitarem que ele era aliado de facção rival. Vítima fugiu e em meio a tiros se agarrou em um carro desesperada para pedir ajuda sendo arrastada

Um processo do Tribunal de Justiça do Rio revela o desespero que passou um entregador que foi abordado por traficantes do Comando Vermelho em Brás de Pina que acharam que ele era aliado a uma facção rival, pretendiam matá-lo, chamaram um dos chefes para isso e o rapaz conseguiu fugir mediante a tiros, chegando a ser arrastado por um motorista de um veículo a quem pediu ajuda. Na parte da manhã do dia 20 de fevereiro de 2023, na Rua Suruí, na Comunidade do Quitungo, os bandidos, com a intenção de matar, efetuaram diversos disparos de armas de fogo (fuzis e pistolas) na direção de B.A.M O crime não se consumou pois a vítima, rendida, conseguiu fugir correndo, quando aqueles disparam na sua direção, mas erraram por imprecisão dos tirosOs bandidos pretendiam matá-lo por suspeitar de que ela integrava uma facção rival, bem como pelo emprego de arma de fogo de uso restrito (fuzil AK47, calibre 762), Os criminosos ainda roubaram a moto e o celular do rapaz. A vítima estava trafegando com seu veículo pela Rua Suruí (que” corta “a Comunidade do Quitungo e Guaporé), realizando uma entrega para a empresa na qual trabalha, quando, ao passar por uma” boca de fumo “existente no percurso, teria sido abordada por três traficantes (todos fortemente armados) que determinaram que ela descesse da motocicleta e lhes entregasse seu aparelho telefônico. Os criminosos passaram a vasculhar o conteúdo do celular da vítima – que, a essa altura, encontrava-se sentada na beira da calçada, sob a mira de um fuzil – quando chegaram à conclusão de que ela seria aliada à facção criminosa rival, ao que, com um rádio transmissor, comunicaram-se com outros integrantes da organização criminosa determinando:”se liga, manda um carro pra cá e chama o”Gadernal” (um dos chefes do CV), que ele que gosta disso!”Todavia, antes que os demais traficantes chegassem ao local, a vítima – que afirma ter certeza de que seria executada. Aproveitando-se de um momento de distração de seus algozes, pôs-se em fuga desenfreada e, mesmo em meio aos inúmeros disparos de arma de fogo desferidos pelos criminosos em sua direção, logrou ingressar na Estrada do Quitungo, oportunidade em que se lançou na direção de um dos veículos que por lá trafegava, segurando-se na janela deste, sendo arrastado por algum tempo, até que o motorista parasse o veículo, possibilitando à vítima buscar socorro junto a policiais militares que se encontravam nas imediações. B chegou a dizer. “Eles apontaram arma para mim apontaram a arma para mim e falaram queiriam lhe matar”. Um dos acusados chegou a ser levado a júri popular mas acabou sendo absolvido apesar dele ter sido reconhecido pela vítima como um dos participantes do crime mas a sentença n não explicou o motivo. O processo foi arquivado. Um policial afirmou que o tráfico na região estava expandindo seus domínios, ruas que antigamente eram ruas normalmente transitáveis, hoje estavam compostas por barricadas, com contenção armadas com fuzis e pistolas, boca de fumo. Segundo o agente, eventualmente pessoas que eles desconfiassem, nutrissem qualquer desconfiança, que fossem informantes da polícia ou tivessem parentes na polícia, ou até mesmo que essas pessoas entrassem erradas e eles confundissem com algum desafeto deles, rotineiramente abordavam, roubavam os pertences, e não raro aconteciam situações em que pessoas inclusive desapareciam e depois descobriam que essas pessoas haviam sido executadas;

Momentos dramáticos para escapar com vida: vítimas fogem sob tiros em Nova Iguaçu; Justiça decreta prisão de três por tentativa de execução”

A tentativa de execução que deixou quatro pessoas baleadas em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no fim do ano passado, voltou com força nesta semana após a Justiça decretar a prisão preventiva de três suspeitos e revelar o que estava por trás do ataque: uma vingança que terminou em uma emboscada a tiros em plena rua. Os novos desdobramentos expõem, com riqueza de detalhes, os minutos de terror vividos pelas vítimas — que precisaram correr, invadir casas e pular muros enquanto eram perseguidas por disparos para não morrer. Na última sexta-feira (16), a Justiça determinou a prisão de três homens apontados como ligados ao tráfico do Complexo da Penha. Eles são acusados de participar do ataque ocorrido no dia 27 de dezembro de 2025, na Rua Olga Alves, nº 70, no bairro Engenho Pequeno. De acordo com a denúncia, os criminosos agiram com clara intenção de matar. Em um movimento coordenado, chegaram de carro, abriram as quatro portas ao mesmo tempo e desembarcaram já atirando, de forma repentina, em via pública e durante a noite — pegando as vítimas completamente desprevenidas. Os disparos atingiram quatro pessoas: Warley foi baleado três vezes — dois tiros na coxa esquerda e um na panturrilha. Pedro levou um tiro no braço direito. Tiago foi atingido duas vezes na região da virilha. Josemir sofreu ferimentos por estilhaços no tórax. O resultado morte não se consumou por circunstâncias alheias à vontade dos atiradores: as vítimas conseguiram fugir sob fogo e receberam atendimento médico rápido. A investigação aponta que o crime foi motivado por vingança — considerada motivo torpe. Tudo teria começado com uma briga anterior entre Josemir e Cauan, um dos acusados. Na ocasião, as outras vítimas teriam intervindo para separar a confusão. Segundo os autos, Paulo César e Washington, também denunciados, são amigos de Cauan e teriam participado diretamente da ação. Um quarto envolvido ainda não foi identificado. Os depoimentos revelam uma sequência de cenas de puro desespero. Pedro contou que, assim que os tiros começaram, correu sem olhar para trás e entrou na Rua Oba. No caminho, viu familiares de Tiago fugindo e tentando se abrigar dentro de casa. Em meio ao pânico, ele e Josemir invadiram o imóvel e, tentando escapar dos atiradores, pularam o muro que dava acesso a um terreno baldio. Sem parar, ainda atravessaram o local e pularam um segundo muro, que levava à Rua Nair Dias. Foi nesse momento que Pedro percebeu que havia sido baleado. Mesmo ferido, ele conseguiu uma motocicleta emprestada e, junto com Josemir, seguiu até o Hospital Geral de Nova Iguaçu. Pedro também relatou que acredita que o estopim da tentativa de homicídio tenha sido uma briga em uma festa, quando um amigo seu teria agredido Cauan após suspeitar que ele estaria se envolvendo com sua irmã. Cauan teria ido tirar satisfação — e o conflito evoluiu até o ataque armado. Uma testemunha afirmou que os três acusados fazem parte do tráfico de drogas do Complexo da Penha e vinham tentando expandir a atuação para a região, inclusive com a intenção de instalar um ponto de venda de drogas na Rua Professor Godoi, próximo ao Escadão, no Engenho Pequeno. Segundo essa testemunha, os acusados eram de sua convivência e mantinham uma boa relação com ele e seus amigos antes de ingressarem no tráfico. Depois disso, o comportamento mudou. Ela afirmou acreditar que os envolvidos são capazes de matar para “fazer o nome” no bairro e relatou que eles circulam frequentemente pela região em diferentes veículos, intimidando moradores. Josemir confirmou a versão da fuga e disse que só percebeu que também havia sido atingido quando já estava no hospital. Ele acrescentou que, após o crime, Cauan passou em frente ao seu local de trabalho acompanhado de outra pessoa em uma motocicleta, em atitude interpretada como intimidação. Warley também descreveu momentos de pânico absoluto. Ele contou que, ao ouvir os tiros, correu com Tiago para dentro da casa de Pedro, subiu as escadas às pressas e, em seguida, pulou o muro da varanda, conseguindo acessar a casa de uma prima de Tiago. Eles ficaram escondidos por minutos que pareceram intermináveis, até conseguirem sair e pedir ajuda. Um conhecido socorreu o grupo e os levou ao Hospital da Posse. Com a decretação das prisões, o caso ganha um novo peso: o que parecia mais um episódio de violência na Baixada agora se confirma como uma tentativa de execução premeditada, motivada por vingança — e da qual as vítimas só escaparam após uma fuga desesperada sob tiros. As investigações seguem para identificar o quarto envolvido.

Apagão nas câmeras? Defesa questiona ação da PM e levanta dúvidas sobre prisão por tráfico no RJ”

A prisão de um homem condenado por tráfico na Gardênia Azul, em Jacarepaguá, voltou ao centro do debate após a defesa apontar uma série de supostas irregularidades na ação policial — com destaque para a ausência de imagens das câmeras corporais dos PMs, que, segundo os próprios agentes, não teriam funcionado no momento da ocorrência. O caso, que já resultou em uma condenação de cinco anos e dez meses de prisão, agora é alvo de recurso. Os advogados pedem a soltura do réu até o julgamento da apelação, sustentando que houve falhas graves na condução da abordagem. De acordo com o Auto de Prisão em Flagrante, a ação ocorreu no dia 29 de setembro de 2025, durante uma operação de grande porte na comunidade. Policiais do Batalhão de Ações com Cães (BAC) teriam sido levados por um cão farejador até uma residência no Beco do Arquiteto, onde o suspeito estaria. Na versão apresentada pelos agentes, o próprio acusado teria autorizado a entrada no imóvel e admitido informalmente a posse de drogas — mais de 500 gramas de maconha, além de haxixe e cocaína. A defesa, no entanto, contesta essa narrativa. Segundo os advogados, uma moradora do imóvel afirmou que o portão e a janela foram arrombados, indicando uma possível entrada forçada, e declarou ainda que o acusado não residia no local, sendo apenas um visitante. Outro ponto central levantado pela defesa diz respeito às câmeras corporais. Em juízo, os policiais informaram que não utilizavam os equipamentos no momento da incursão porque o sistema estaria “fora do ar” devido à falta de sinal na região. A explicação é questionada pelos advogados. Eles argumentam que o modelo de câmera utilizado — Motorola V700 — possui armazenamento interno e capacidade de gravação independente de conexão com internet, o que, em tese, permitiria o registro das imagens mesmo sem sinal. Diante disso, a ausência de gravações passou a ser apontada como um fator que fragiliza a comprovação da dinâmica da ocorrência, especialmente diante das versões divergentes sobre a entrada no imóvel. Apesar das controvérsias, o homem foi absolvido da acusação de associação para o tráfico por falta de provas, mas acabou condenado por tráfico de drogas, com pena fixada em regime inicial fechado. A defesa também questiona a manutenção da prisão preventiva, alegando que a decisão se baseou em fundamentos genéricos e desconsiderou o período já cumprido — 194 dias — além do fato de que o recurso de apelação foi recebido. No recurso, os advogados pedem não apenas a liberdade provisória, mas também a revisão da pena, com aplicação de redutores legais. O caso agora segue sob análise da Justiça, em meio a questionamentos sobre a legalidade da ação policial e a ausência de registros por câmeras corporais — ponto que, cada vez mais, tem sido considerado essencial para dar transparência a operações desse tipo.

Cinco mortos: Justiça decreta prisão por ‘tribunal do tráfico’ do CV em São Gonçalo com corpos incendiados em retaliação a arrastão”

A Justiça do Rio decretou, no último dia 25 de março, a prisão preventiva de cinco traficantes ligados ao Comando Vermelho — conhecidos pelos vulgos Du Pente, Cabeça, Ben Ben, Pretinha e Jimmy — apontados em investigações como responsáveis por uma sequência de execuções brutais que deixou ao menos cinco homens mortos e desaparecidos na Região Metropolitana. De acordo com os autos, os corpos das vítimas ainda não foram localizados e teriam sido incendiados numa tentativa de ocultação dos crimes. As investigações indicam que as mortes teriam sido uma retaliação direta do tráfico após as vítimas participarem de um arrastão na rodovia RJ-104, em São Gonçalo — ação que, segundo apurado, não teria sido autorizada pela facção criminosa que domina a região. O caso é investigado no inquérito nº 951-00424/2025, conduzido pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DH-NSG), que apura o desaparecimento e as mortes de Davi Mendonça Schinke, João Pedro Ramos Freitas, Thalis da Silva Ferreira Moura e Kaio Luiz da Silva Oliveira, entre os dias 14 e 18 de outubro de 2025, nas comunidades Nova Grécia e Palmeira, áreas sob domínio do Comando Vermelho. Segundo os autos, tudo começou com uma denúncia anônima feita ao Disque-Denúncia, indicando que o corpo de Davi Mendonça estaria na localidade conhecida como “Pedra do Urubu”, na Comunidade da Palmeira, após ter sido executado por traficantes. Com o avanço das investigações, foi constatado que Davi estava desaparecido desde o dia 16 de outubro. Em depoimento, os pais afirmaram que o filho teria sido morto por integrantes do Comando Vermelho como forma de punição pelos roubos ocorridos na RJ-104, nas proximidades da Comunidade Nova Grécia. A apuração revelou ainda o desaparecimento de outros três homens — João Pedro, Thalis e Kaio — que, segundo os autos, também teriam participado do arrastão ocorrido no dia 13 de outubro, sem autorização da liderança do tráfico local. Como resposta, as vítimas teriam sido sequestradas por criminosos da facção. Parte delas teria sido levada para um ponto conhecido como “Campanário”, no alto da Comunidade Nova Grécia. Já Davi e Kaio teriam sido levados para a Comunidade da Palmeira, em Niterói, onde, segundo as investigações, foram executados. Testemunhas afirmaram que as mortes teriam sido ordenadas pelo traficante conhecido como “Cabeça”, identificado, segundo informações do Portal de Segurança do Estado, como alguém com 46 anotações criminais. Ainda conforme os relatos, a execução teria sido realizada pelo traficante “Du Pente”, apontado como “frente” do tráfico na Comunidade da Palmeira. Ele foi reconhecido por testemunhas por meio de mosaico fotográfico. As investigações também indicam que “Ben Ben” e “Pretinha” — esta última apontada como ex-liderança da Comunidade Nova Grécia — teriam participado diretamente da ação, auxiliando na identificação das vítimas e, em um dos casos, mantendo uma delas amarrada até a chegada dos executores. Uma testemunha identificada como Dayana também reconheceu “Ben Ben” e “Pretinha” em procedimento policial. Já o traficante conhecido como “Jimmy” foi apontado como o responsável pelo tráfico na Comunidade Nova Grécia, área onde parte das vítimas desapareceu. Na decisão, a Justiça destacou que os autos revelam uma atuação “extremamente violenta, organizada e reiterada”, com execução de múltiplas vítimas em um contexto de domínio territorial armado, além da tentativa de ocultação de cadáveres por meio de incêndio. Segundo o entendimento judicial, a liberdade dos acusados representaria risco à ordem pública, diante da gravidade dos fatos, da repercussão social e da periculosidade dos investigados. A decisão também aponta que a soltura poderia intimidar testemunhas e comprometer o andamento do processo. O clima de medo, inclusive, já aparece no próprio processo. De acordo com os autos, uma das testemunhas afirmou estar com receio de prestar informações mais detalhadas por viver em área dominada pelo mesmo grupo criminoso, chegando a omitir parte do que sabia por medo de represálias. O caso expõe, segundo a própria investigação, um cenário de violência extrema, com execuções, desaparecimentos e possíveis queimas de corpos, em meio ao controle rígido imposto pelo tráfico sobre territórios da Região Metropolitana do Rio.

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