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PIADA: Apesar de ter perdido o cargo, policial civil acusado de cobrar propina armada de R$ 15 mil a delegado e citar “aval de delegado” pegou só 2 anos de prisão no RJ e ainda assim em semiaberto. Ele ainda recorreu

Um policial civil condenado por usar distintivo, arma de fogo e o peso da função pública para extorquir um comerciante no interior do Rio acabou recebendo uma punição considerada extremamente branda: apenas 2 anos e 8 meses de prisão em regime semiaberto. Segundo a denúncia do Ministério Público, o agente participou de uma abordagem em que a vítima foi pressionada a pagar R$ 15 mil para “resolver” uma suposta investigação criminal. Durante a intimidação, os acusados chegaram a afirmar que o valor “não poderia ser menor porque o delegado não aceitaria”. Apesar da gravidade das acusações — que envolvem ameaça, cobrança de propina e uso da estrutura policial para intimidar a vítima — a pena aplicada pela Justiça ficou abaixo de três anos. O agente também perdeu o cargo público. O caso aconteceu em abril de 2025, em Volta Redonda. De acordo com o processo, o policial e outro homem abordaram um comerciante próximo a uma padaria após serem apresentados por um policial militar conhecido da vítima. Na abordagem, um dos acusados se apresentou armado e exibindo distintivo da Polícia Civil. Em seguida, afirmou que o comerciante estaria sendo investigado por uma disputa envolvendo um terreno e que poderia “desenrolar a situação”. Ainda conforme os autos, os suspeitos questionaram a vítima sobre tráfico de drogas e armas escondidas na região antes de iniciarem a cobrança dos R$ 15 mil. O comerciante relatou ter ficado intimidado pela arma de fogo e pelo fato de um dos envolvidos ser policial civil com atuação anterior em delegacias do Sul Fluminense. Segundo a investigação, os acusados insistiram que o dinheiro seria necessário para evitar problemas na suposta investigação e afirmaram que “o delegado não aceitaria” valor inferior. Temendo sofrer represálias e possíveis complicações policiais, a vítima concordou inicialmente em pagar R$ 5 mil e prometeu entregar o restante posteriormente. Os acusados forneceram então um número de telefone internacional registrado no Canadá para manter contato e acertar a entrega do dinheiro. Mensagens trocadas entre os envolvidos foram anexadas ao processo. O pagamento, porém, não chegou a ser realizado. Dias depois, o comerciante viu publicações nas redes sociais denunciando homens suspeitos de extorquir comerciantes na região e reconheceu os envolvidos. Após procurar a delegacia, a vítima fez o reconhecimento formal dos acusados. Segundo o Ministério Público, o policial utilizava a própria estrutura da Polícia Civil para intimidar vítimas, aproveitando-se do acesso a armas, informações sigilosas, inquéritos e dados pessoais. Mesmo diante das acusações consideradas graves, a Justiça condenou o policial a apenas 2 anos e 8 meses de prisão em regime semiaberto. O outro acusado recebeu pena de 2 anos e 4 meses. Além da condenação criminal, a Justiça determinou a perda do cargo de policial civil. As defesas recorreram da sentença mas a Justiça negou.

“Matei mais de 40 vagabundos”: traficante do TCP admite série de assassinatos em áudio anexado à Justiça

Um áudio atribuído ao traficante Bruno Siqueira, conhecido pelos apelidos de “Morrão”, “Professor” e “Sombra”, revelou detalhes chocantes sobre a atuação do Terceiro Comando Puro (TCP) em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. Apontado pelas investigações como integrante e uma das lideranças da facção criminosa TCP, o criminoso aparece se vangloriando de homicídios cometidos durante a disputa pelo controle de comunidades da cidade. A gravação foi citada em decisão judicial que manteve a prisão preventiva do acusado. Para a Justiça e o Ministério Público, o conteúdo demonstra a alta periculosidade do traficante e reforça os indícios de participação direta em execuções ligadas à guerra entre facções. No trecho mais impactante do áudio, Bruno Siqueira afirma: “… Dentro de Teresópolis ninguém tem mais homicídio de que eu de Comando Vermelho, ninguém tem. Eu posso bater no peito e falar. Ninguém tem. Eu matei pra mais de 40 vagabundo aí dentro dessa porra aí, ninguém tem. Posso falar de cabeça erguida, pergunta ao Da Roça, pergunta a qualquer um. Até na cadeia, o cara do Amarelinho falou: ‘E aí mano, parou com aquela saga lá em cima?’ Falei: ‘parei nada’. Falou: ‘Que isso, rapaz?’ Eles ficaram apavorados, ficaram apavorados. Quando eu saí também, agora, fiz uma limpa, acabei com tudo, né mano?’” Apesar de citar o “Comando Vermelho” no áudio, a própria investigação aponta que Bruno Sequeira atua ligado ao Terceiro Comando Puro (TCP), facção que disputa território e rotas do tráfico na Região Serrana. Segundo os autos, o traficante utilizava violência extrema para manter a hegemonia criminosa em comunidades de Teresópolis, além de intimidar moradores e rivais. O processo também aponta que Bruno Siqueira e comparsas teriam ameaçado um policial militar e familiares do agente após apreensões de drogas e armas ligadas à facção. De acordo com o Ministério Público, os criminosos monitoravam a rotina da família da vítima e faziam promessas constantes de morte. Na decisão, o juiz destacou que o acusado “causava verdadeiro terror” em localidades antes consideradas pacíficas e que sua liberdade representa risco concreto à ordem pública. Além da acusação de associação para o tráfico e coação no curso do processo, Bruno Sequeira possui antecedentes por tráfico de drogas e crimes envolvendo armas de fogo. Por conta da gravidade dos fatos e do risco de reiteração criminosa, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva do traficante. Ele preso na Vila Aliança, na Zona Oeste do Rio, em 2024.

Traficante do Complexo do Alemão (CV) enviava drogas pelos Correios para abastecer facção na Bahia

Uma investigação do Ministério Público da Bahia descobriu um esquema de tráfico interestadual de drogas operado a partir do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio. Segundo as investigações, entorpecentes eram enviados pelos Correios para integrantes do Comando Vermelho na Bahia. De acordo com a denúncia da 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada, um dos acusados morava na localidade conhecida como “Casinhas”, dentro do Complexo do Alemão, área dominada pela facção criminosa Comando Vermelho, e seria o responsável pela distribuição das drogas enviadas para outros estados. As investigações apontam que, no dia 3 de setembro de 2025, agentes interceptaram encomendas no Centro de Tratamento de Encomendas (CTE) de Benfica, na Zona Norte do Rio. Nos pacotes foram encontrados 4,45 quilos de maconha prensada e 2 quilos de cocaína, acondicionados em tabletes. Segundo o Ministério Público, a carga tinha como destino o estado da Bahia, onde outro integrante da facção seria responsável por receber e redistribuir os entorpecentes. A apuração identificou que o esquema funcionava de forma contínua e organizada. Somente em agosto de 2025, o acusado apontado como remetente realizou seis envios com características semelhantes às encomendas apreendidas. Em quatro deles, o destinatário era o mesmo investigado na Bahia. Ainda conforme a denúncia, entre janeiro de 2024 e setembro de 2025 foram registrados 42 envios postais ligados ao esquema criminoso. Desse total, 31 tinham como destino o mesmo receptor baiano, o que, segundo o MP, demonstra a atuação permanente da associação criminosa voltada ao tráfico interestadual de drogas. O Ministério Público sustenta que os acusados se associaram de forma estável para a prática reiterada do tráfico de drogas por meio do sistema postal, utilizando encomendas para abastecer integrantes da facção fora do Rio de Janeiro. Os dois denunciados vão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e tráfico interestadual.

PMs são denunciados por estrangular homem até desmaiar dentro de delegacia no RJ

A Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro decidiu receber a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra dois policiais militares acusados de submeter um homem a uma série de agressões e abusos de autoridade que teriam culminado em um estrangulamento dentro de uma delegacia, fazendo a vítima perder a consciência e cair no chão. Os denunciados são um terceiro-sargento e um cabo que agora passam a responder formalmente ao processo criminal após o magistrado entender que existem indícios suficientes de autoria e materialidade para a abertura da ação penal. Segundo a denúncia do Ministério Público, os fatos ocorreram em 27 de março de 2025, em Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense. De acordo com a investigação, os policiais abordaram M.J.O.H que transitava em uma bicicleta vermelha pelo bairro Parque das Águas. A revista pessoal não teria encontrado qualquer material ilícito e também não havia mandado de prisão contra ele. Mesmo assim, segundo a acusação, os agentes teriam obrigado o homem a acompanhá-los até a 144ª Delegacia de Polícia, onde os episódios mais graves teriam ocorrido. A denúncia afirma que, após ser constatado que não existia qualquer mandado de prisão contra m, um dos policiais exigiu que fosse feita uma fotografia do seu rosto. A vítima teria se recusado. Foi então que, segundo o Ministério Público, o sargento puxou M pela camisa e o levou para uma área mais reservada da delegacia. Ainda conforme a denúncia, o policial passou a pressionar o pescoço da vítima contra uma parede para forçá-la a aceitar o registro fotográfico. Quando Marlon pediu que o agente soltasse seu pescoço, o cabo teria segurado seus braços enquanto o sargento continuava a esganadura. A acusação sustenta que o estrangulamento foi tão intenso que a vítima acabou perdendo a consciência. “O estrangulamento persistiu até que M perdesse a consciência, caindo ao solo e batendo com a cabeça no chão”, descreve a denúncia. O Ministério Público afirma que as acusações são amparadas por análises de imagens, vídeos e demais elementos reunidos durante o Inquérito Policial Militar. Como se não bastasse o episódio do estrangulamento, a denúncia relata que, pouco antes de liberar a vítima, o sargento ainda teria desferido um tapa em seu rosto. A agressão teria provocado um ferimento na boca de Marlon, registrado por fotografias e outros elementos periciais anexados aos autos. Na decisão, o juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venancio Braga, da Auditoria da Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro, destacou que a denúncia atende aos requisitos legais e que os elementos reunidos durante a investigação fornecem base suficiente para a instauração da ação penal. O magistrado ressaltou que a acusação está apoiada em depoimentos, registros audiovisuais e demais provas produzidas durante o Inquérito Policial Militar. Diante disso, determinou o recebimento da denúncia e a citação dos policiais para apresentarem defesa. Os dois PMs são acusados de crimes militares relacionados a constrangimento ilegal praticado com abuso de autoridade e violência, enquanto o sargento também responderá por acusação de lesão corporal em razão do tapa que teria atingido a vítima. Com o recebimento da denúncia, o processo entra agora na fase de instrução, quando serão analisadas as provas, ouvidas testemunhas e apresentadas as versões da defesa e da acusação. O episódio chama atenção pela gravidade das acusações, já que a suposta violência não teria ocorrido durante uma troca de tiros ou uma prisão em flagrante, mas dentro de uma unidade policial e contra uma pessoa que, segundo a própria investigação, não possuía mandado de prisão e não portava material ilícito no momento da abordagem. A denúncia descreve uma sequência de atos que vão desde a condução forçada à delegacia até um alegado estrangulamento que teria feito a vítima desmaiar, fatos que agora serão analisados pela Justiça Militar do Rio de Janeiro.

Investigação aponta rede com mais de 20 empresas de diferentes setores usada para movimentar recursos da quadrilha de Rabicó (CV). Jornal que fez circular R$ 58 milhões em um ano e clínica estética na França são citados

A denúncia do Ministério Público revela a dimensão empresarial atribuída à organização criminosa ligada ao traficante conhecido como Rabicó do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.  Segundo a investigação, o grupo teria utilizado mais de 20 empresas espalhadas por diversos segmentos econômicos para movimentar milhões de reais e ocultar a origem dos recursos sob suspeita. O que mais chama atenção é a variedade dos negócios citados nos autos. Entre as empresas mencionadas aparecem companhias dos setores de reciclagem de sucata, comércio de metais, transportes, logística, reboque de veículos, energia solar, informática, cursos preparatórios, importação, comércio de alimentos, varejo online, armarinho, pagamentos,  assessoria empresarial, intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, comunicação (jornal), comércio de mercadorias em geral não especializado”, alimentos (Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares_além até mesmo de uma sorveteria localizada na Ilha de Itaóca, em São Gonçalo., e suprimentos para processamento de dados, comercio varejista, plastificação, corretagem de automóvel, distribuição de correspondência, malote, administração de veículos automotores, correspondentes bancários, mala direta, escritório virtual, serviços de assessoria administrativa, informações cadastrai, serviços de salas de internet. A investigação cita ainda clínicas de serviços estéticos, sendo uma delas supostamente localizada na França e  outra no  Complexo do Salgueiro vinculadas a esposa de um dos membros da quadrilha de Rabicó.  As empresas eram de fachada e usadas, notadamente, com o propósito de ocultar, dissimular e reinserir recursos ilícitos no sistema financeiro formal.  Chama atenção também a ausência de estrutura operacional (funcionários registrados e infraestrutura física) e compatível com os vultosos valores movimentados pelas firmas, reforçando a tese de que tais empresas não exercem atividade econômica legítima Uma delas, por exemplo, movimentou cerca de R$ 32 milhões no intervalo de um ano. O jornal fez circular R$ 58 milhões, Tinha empresa, inclusive, localizada fora do RJ. Foram descobertas firmas no Paraná e em São Paulo.  O núcleo empresarial, portanto, não apenas servia como meio de ocultação da origem dos recursos, mas também como rota de dispersão e pulverização dos valores, beneficiando diretamente os integrantes da organização criminosa, inclusive seus líderes e operadores financeiros

PM é acusado de trocar carregador da arma para enganar perícia após ação que terminou com morte de menino de 11 anos em Maricá

Um cabo da Polícia Militar do Rio de Janeiro é acusado pelo Ministério Público de ter alterado as características de sua arma funcional para dificultar o trabalho da perícia e induzir ao erro investigadores, peritos e até mesmo a Justiça após uma operação realizada em Maricá que terminou com a morte do menino D.A.C., de 11 anos. Segundo a acusação, o policial teria trocado o carregador original da pistola por outro modelo e utilizado munições de origem desconhecida para dificultar a identificação dos disparos efetuados durante o confronto. Quase três anos após os fatos, a Justiça Militar decidiu receber a denúncia contra o cabo, transformando-o oficialmente em réu no processo. A decisão foi assinada pelo juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venancio Braga, que entendeu existirem indícios suficientes para o prosseguimento da ação penal. De acordo com a denúncia do Ministério Público, tudo aconteceu na manhã de 12 de julho de 2023, durante uma operação policial realizada no conjunto habitacional Minha Vida, em Inoã, distrito de Maricá. Na ocasião, policiais do PATAMO se envolveram em uma troca de tiros com homens armados. So agora a Justiça Militar recebeu denúncia contra ele. A investigação aponta que, durante ou logo após o confronto, o cabo teria retirado o carregador original de sua pistola Glock calibre .40, pertencente à PMERJ, e acoplado um carregador transparente incompatível com os modelos fornecidos pela corporação. Além disso, segundo a acusação, ele passou a utilizar munições cuja procedência não foi esclarecida. Para os promotores, a suposta manobra tinha como objetivo dificultar a reconstrução dos fatos e criar obstáculos para a identificação da quantidade exata de disparos efetuados pelo policial durante a ocorrência. As suspeitas ganharam força após a análise das imagens captadas pela câmera corporal utilizada pelo próprio militar. Segundo o Inquérito Policial Militar, os registros audiovisuais mostrariam momentos importantes da alteração apontada pelos investigadores. Outro elemento que chamou a atenção dos responsáveis pela investigação foi a divergência encontrada nos registros oficiais da corporação. Embora o policial tenha declarado à Delegacia de Homicídios ter efetuado três disparos durante a ocorrência, os investigadores afirmam que esses tiros não foram registrados no Livro de Partes Diárias da unidade e tampouco houve lançamento do consumo das munições ao final do serviço. Na decisão que recebeu a denúncia, o magistrado destacou que o Inquérito Policial Militar reuniu elementos suficientes para justificar a abertura da ação penal, especialmente os relatórios produzidos a partir da análise das câmeras corporais. Agora, o policial terá a oportunidade de apresentar sua defesa antes do início da fase de instrução do processo. Caso seja condenado, poderá responder pelo crime previsto no artigo 16, parágrafo 1º, inciso II, da Lei do Desarmamento, que trata da modificação de arma de fogo para induzir ao erro autoridades policiais, peritos ou magistrados. A abertura da ação penal ocorre quase três anos após a operação que resultou na morte da criança, um caso que provocou grande repercussão na época e que agora volta ao centro das atenções com as acusações envolvendo a suposta adulteração da arma utilizada pelo policial.

IMPÉRIO DE RABICÓ (CV): Armas e drogas vinham do Complexo da Penha. Casa em Iguaba reunia família do criminoso

Segundo a denúncia do Ministério Público, o nome de “Matuto Falcão” aparece nas investigações como um dos principais fornecedores de armas e drogas ligados ao grupo criminoso chefiado por Rabicó. As apurações apontam que ele seria responsável por intermediar ou fornecer carregamentos destinados à facção, mantendo conexões com criminosos de outras áreas dominadas pelo Comando Vermelho, como o Complexo da Penha As investigações revelam que Magrinho Brizola atuava como um dos responsáveis pelas negociações envolvendo a aquisição desses armamentos e entorpecentes. Conversas analisadas pelos investigadores mostram tratativas relacionadas à compra de drogas e armas, além de movimentações financeiras destinadas a viabilizar essas operações. Em um dos episódios citados na denúncia, uma transferência de R$ 5 mil teria sido utilizada em uma negociação relacionada ao abastecimento da organização criminosa. Para o Ministério Público, as mensagens demonstram que Magrinho Brizola exercia papel estratégico dentro da engrenagem criminosa, funcionando como interlocutor entre integrantes da facção e fornecedores externos, entre eles o homem identificado pelo vulgo “Matuto Falcão”, apontado como peça importante na cadeia de suprimentos do grupo. egundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, um dos bens que chamou a atenção dos investigadores foi uma residência localizada na Rua Elvira Maria da Dores, nº 5, no bairro Iguabella, em Iguaba Grande, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Embora o imóvel esteja formalmente registrado em nome de Bruno P.C, os promotores sustentam que a propriedade seria, na prática, utilizada pela família de Rabicó. De acordo com a investigação, a análise dos dados extraídos de aparelhos eletrônicos revelou uma série de fotografias e registros que mostrariam a presença frequente de Raquel Neves dos Santos Mendonça, companheira de Rabicó, além de familiares e pessoas próximas ao casal, no imóvel. As imagens retratariam momentos de lazer, reuniões familiares e situações cotidianas, indicando que a residência seria utilizada de forma contínua pela família do traficante. A denúncia destaca ainda que foram identificados documentos e comprovantes relacionados à manutenção da propriedade. Segundo os investigadores, despesas ordinárias, como serviços de internet e outras contas ligadas ao funcionamento da casa, seriam administradas ou pagas por pessoas ligadas ao núcleo familiar de Rabicó, apesar de o imóvel permanecer registrado em nome de um terceiro. Outro ponto citado pelo Ministério Público é uma conversa atribuída a Raquel na qual ela teria cobrado de Rabicó providências para que a propriedade fosse transferida para o nome da filha do casal. Para os promotores, o diálogo seria um indicativo de que a família se considerava a verdadeira beneficiária do imóvel, independentemente da titularidade formal registrada nos documentos oficiais. Os investigadores afirmam que o caso da casa de Iguaba Grande se encaixa em um padrão identificado ao longo da apuração: bens registrados em nome de terceiros, mas utilizados e administrados por integrantes da organização criminosa. Segundo a acusação, esse mecanismo teria como objetivo dificultar a identificação dos verdadeiros proprietários e proteger o patrimônio contra eventuais medidas judiciais de bloqueio ou sequestro. A residência de Iguaba Grande não é o único bem mencionado na denúncia. O Ministério Público aponta que veículos e outros imóveis também teriam sido colocados em nome de pessoas próximas ou de terceiros, formando uma rede de suposta blindagem patrimonial destinada a ocultar a origem dos recursos e a propriedade efetiva dos bens utilizados pela cúpula da organização criminosa. Entretanto, a casa de Iguaba ganhou destaque por conta da quantidade de registros fotográficos, documentos e mensagens encontrados durante a investigação, que, segundo os promotores, demonstrariam seu uso direto pela família de Rabicó.

Alvo de operação de hoje que prendeu sua mulher, Rabicó expandiu seus domínios em São Gonçalo e tinha esquema de envio de armas diretamente da fronteira com o Paraguai

Uma investigação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio revelou detalhes de um esquema interestadual de envio de armas para traficantes do Comando Vermelho em São Gonçalo, envolvendo fornecedores ligados à fronteira com o Paraguai e integrantes da facção que atuam no Complexo do Salgueiro e no Jardim Catarina. Segundo documentos obtidos pela reportagem, o traficante Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó” ou “Coroa”, apontado como uma das principais lideranças do CV na região, mantinha contato com fornecedores responsáveis pelo abastecimento de armamentos destinados à facção. As investigações apontam que parte das armas chegava ao Rio de Janeiro a partir de Foz do Iguaçu, no Paraná, área considerada estratégica para o tráfico internacional de armamentos vindos do Paraguai. Outro fornecedor citado nos autos é um homem identificado pelo vulgo “Imperador”, apontado como um dos responsáveis pelo fornecimento bélico da organização criminosa. Arsenal pesado abastecia comunidades dominadas pelo CV A estrutura investigada abasteceria traficantes que atuavam no Complexo do Salgueiro e também no Jardim Catarina, para onde o grupo criminoso expandiu suas operações nos últimos anos. De acordo com o Ministério Público, integrantes da facção eram frequentemente vistos circulando com armamento pesado nas comunidades controladas pelo grupo. Em uma das operações realizadas anteriormente no Salgueiro, agentes apreenderam munições de calibre 5.56, pistolas e carregadores de fuzil, reforçando as suspeitas sobre a existência de uma rota permanente de abastecimento de armas para o Comando Vermelho em São Gonçalo. Rabicó ampliou domínio do CV após deixar a prisão As investigações mostram que Rabicó reassumiu o comando do tráfico no Complexo do Salgueiro após deixar a prisão, em novembro de 2019. A partir daí, segundo os investigadores, o criminoso ampliou os domínios da facção para o Jardim Catarina, uma das maiores comunidades de São Gonçalo. Além do tráfico de drogas, o grupo é acusado de participação em roubos de carga, extorsões contra comerciantes e moradores e venda de cargas roubadas. A denúncia aponta ainda que a quadrilha possuía divisão de tarefas bem definida. Rafael Teixeira Guimarães Peixoto, o “Funil”, seria um dos principais homens de confiança de Rabicó e responsável pelo recebimento de drogas, armas e munições que chegavam às áreas controladas pela facção. Já Luan Lourenço Laube, conhecido como “Bola”, atuaria no transporte de drogas entre comunidades dominadas pelo CV. Jhonny Ribeiro da Silva é apontado como participante da movimentação de drogas e de confrontos armados entre facções rivais. Leonardo Riccio de Almeida Barros, o “Léo da Providência”, teria função de segurança pessoal de Rabicó e atuação armada nas bocas de fumo. Operação desta sexta teve mulher de Rabicó presa A nova ofensiva da Polícia Civil realizada nesta sexta-feira teve como alvo a estrutura criminosa ligada ao traficante. Durante a operação, a companheira de Rabicó foi presa pelos agentes. O caso tramita na Vara Criminal Especializada em Organizações Criminosas, após a Justiça reconhecer que o grupo atuava de forma estruturada e armada em diferentes regiões de São Gonçalo. A investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) revelou uma sofisticada estrutura criminosa voltada à ocultação, dissimulação e lavagem de recursos ilícitos provenientes do tráfico de drogas, principalmente no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. Segundo os levantamentos da especializada, o esquema movimentou mais de R$ 453 milhões. As ações ocorrem simultaneamente em diversos municípios do estado do Rio de Janeiro, como a capital, São Gonçalo, Duque de Caxias, Itaboraí, Iguaba Grande, Armação dos Búzios e São João de Meriti. Também são cumpridos mandados em outros estados, incluindo cidades de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão. A operação é resultado de aproximadamente um ano e quatro meses de investigação da DRE-CAP, que identificou uma estrutura criminosa com atuação interestadual voltada à lavagem de dinheiro para a facção. Os mandados de prisão, busca e apreensão e as medidas patrimoniais foram deferidos pela 1ª Vara Criminal Especializada em Combate ao Crime Organizado, após denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Durante as investigações, os agentes captaram diálogos envolvendo Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó”, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho, e o principal operador financeiro da facção. Segundo a apuração, ele era responsável pela lavagem de dinheiro, gerenciamento de empresas de fachada, movimentações bancárias e utilização de terceiros para ocultar patrimônio e valores ilícitos. As diligências apontaram que o investigado atuava como verdadeiro gestor financeiro da organização criminosa. O esquema utilizava empresas de reciclagem e ferros-velhos, contas bancárias de passagem, depósitos fracionados em espécie, emissão de notas fiscais falsas e intensa movimentação financeira entre empresas ligadas ao grupo para conferir aparência de legalidade aos recursos oriundos do tráfico. A investigação identificou ainda que empresas do ramo de reciclagem e comércio de sucatas transferiam milhões de reais diretamente para contas do investigado e de empresas controladas por ele, funcionando como engrenagens de financiamento do narcotráfico. A DRE-CAP também apurou indícios de receptação qualificada, aquisição de materiais de origem suspeita e pulverização de recursos em diversas contas bancárias para dificultar o rastreamento dos valores. Durante a apuração, equipes da DRE realizaram monitoramentos que identificaram áreas utilizadas para a queima clandestina de cabos de cobre e estabelecimentos vinculados ao operador financeiro, reforçando os indícios de integração das atividades ilícitas à cadeia de lavagem de dinheiro da facção. Os valores movimentados pelo esquema foram identificados a partir de Relatórios de Inteligência Financeira (RIF/COAF), análises bancárias, afastamentos de sigilos fiscal, telefônico e telemático, além de cruzamentos de dados financeiros e patrimoniais realizados ao longo da investigação. O MPRJ enunciou e obteve 55 mandados de prisão preventiva contra integrantes da quadrilha de Rabicó. s.A denúncia do GAECO/MPRJ relata que, sob a liderança do denunciado Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó”, o Comando Vermelho consolidou no Complexo do Salgueiro um quartel-general fora da capital fluminense, abrangendo as comunidades localizadas nos bairros do Porto do Rosa, Itaúna, Fazenda dos Mineiros, Palmeiras, Itaóca, Praia da Luz, Jardim São Lourenço e Recanto das Acácias.Ainda De acordo com a denúncia, “Rabicó” estruturou, com o auxílio dos demais denunciados, uma

Operador financeiro do Comando Vermelho chegou a ser preso durante operação contra a quadrilha de Adilsinho levantando suspeitas sobre possível ligação da facção com a contravenção

Uma revelação contida em decisão judicial escancarou uma conexão explosiva entre integrantes do Comando Vermelho e um dos principais alvos das investigações contra a contravenção no Rio de Janeiro: um homem apontado como operador financeiro da facção foi preso justamente durante uma operação contra o grupo do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”. O investigado aparece nos autos como responsável por movimentações financeiras clandestinas em benefício da cúpula do Comando Vermelho, incluindo operações ilegais de câmbio em dólares destinadas ao traficante Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”, atual chefe da facção no Complexo do Alemão. Segundo a investigação, Igor integrava o chamado núcleo financeiro da organização criminosa e teria atuado diretamente na ocultação e dissimulação de recursos oriundos do tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e outras atividades do CV. O detalhe que chamou atenção dos investigadores — e que até então não havia sido divulgado — é que o operador financeiro do Comando Vermelho acabou preso em março de 2025 numa operação policial voltada justamente contra as atividades ilícitas atribuídas ao grupo do mafioso do jogo do bicho “Adilsinho”. A informação cria um elo inédito entre um personagem apontado como lavador de dinheiro do Comando Vermelho e uma investigação ligada à estrutura financeira da contravenção carioca. Dólares para o CV e ligação com esquema investigado na contravenção Os autos apontam que, em abril de 2024, Igor teria realizado uma operação clandestina de câmbio no valor de US$ 60 mil para beneficiar diretamente “Pezão”, uma das lideranças máximas do CV no Rio. As tratativas, segundo a investigação, envolveram ainda outros integrantes do grupo, incluindo operadores políticos e logísticos ligados à facção. Mesmo com esse histórico descrito pelos investigadores, Igor acabou aparecendo posteriormente no radar da operação contra “Adilsinho”, acusado de integrar organização criminosa ligada a esquemas financeiros ilícitos. O operador foi preso durante a ofensiva policial, mas acabou libertado meses depois, respondendo atualmente em liberdade.

Milicianos de Rio das Pedras são acusados de sequestrar e executar dois jovens dados como desaparecidos após verem no celular de um deles fotos com armas

João ícaro Alves Sousa, de 19 anos, foi visto pela última vez no dia 26 de fevereiro por volta da 1h saindo da comunidade da Muzema, no Itanhangá, indo em direção a Taquara, mas não teria chegado ao seu destino. O rapaz estava em sua moto, de cor azul, modelo PCX. Segundo informações da Justiça, a mãe de João disse que foi informada que o filho e um outro rapaz quando passavam pela Taquara foram interceptados por criminosos armados e foram levados para a localidade conhecida como “Carangueijo”, onde foram agredidos e executados. A namorada de João afirmou que quando soube do desaparecimento da vítima foi até a comunidade Rio das Pedras e que um indivíduo de vulgo “LC” informou que no celular da outra vítima Jadson haviam fotos dele portando armas de fogo o que teria motivado a execução dos rapazes, após serem agredidos por milicianos. Dois suspeitos foram denunciados pelo crime, entre eles o irmão de um dos lideres da milícia de Rio das Pedras.. O reconhecimento dos acusados, realizado em sede policial, se deu por meio de álbum de fotografia, sendo este o único indício existente nos autos, por ora, de que os denunciados foram os autores do delito imputado na denúncia. Portanto, ainda não houve decretação de prisão.

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