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Suposta perseguição do CV na Bolívia teria levado Peixão (TCP) de volta ao Brasil

Circulam nas redes sociais informações que, até o momento, não receberam confirmação oficial das autoridades, dando conta de que o traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, teria retornado ao Brasil após permanecer por um período na Bolívia. Segundo esses relatos, o criminoso teria deixado o país vizinho porque estaria sendo alvo de uma suposta perseguição de integrantes de uma facção rival. Ainda de acordo com essas informações, a suposta ordem para caçá-lo teria partido do traficante conhecido como Zeus, apontado como integrante do Conselho do Comando Vermelho. Oriundo da Região Norte do país, Zeus atualmente é apontado como uma das principais lideranças da facção na comunidade da Muzema, localizada no Itanhangá, Zona Oeste do Rio. Os mesmos relatos afirmam que, diante da alegada ameaça, integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) teriam providenciado a retirada de Peixão da Bolívia, permitindo seu retorno ao território brasileiro. Não há, contudo, confirmação oficial sobre essa versão dos fatos. Na época em que familaires de Peixão foram detidos por policiais rodoviários indo para a Bolívia, chegou a ser publicado que membros do PCC estavam dando segurança ao traficante carioca. Já de volta ao Rio de Janeiro, Peixão voltou a desafiar e a debochar das autoridades. No último fim de semana, o traficante teria promovido um grande baile em Vigário Geral para celebrar os 19 anos da ocupação das comunidades que compõem o chamado Complexo de Israel. Imagens que circulam nas redes sociais mostram a presença de diversos MCs e de criminosos portando fuzis durante o evento. VEJA OS VÍDEOS: https://twitter.com/CDFNOTICIA/status/2076421030763991432/video/3 https://twitter.com/RioWarz21/status/2076666120510071275/video/2

Após chacina em Cordovil, muitos moradores abandonaram suas casas e favela virou uma ‘cidade fantasma’. VIDEO

Segundo denúncia da página TV Complexo, após a chacina ocorrida na madrugada de sábado na comunidade do Dourado, em Cordovil, muitos moradores fugiram às pressas da localidade deixando suas casas; “Parece uma cidade fantasma. O medo se instaurou. As pessoas estão se mudando às pressas, pegando suas coisas e abandonando suas casas. Eles vivem em um verdadeiro caos”, relatou o vídeo publicado na página. VEJA VÍDEO https://www.instagram.com/reels/DatSRbZNjAQ/ Pelo menos sete pessoas teriam morrido em uma invasão de traficantes do Terceiro Comando Puro. Entre os mortos está Karolaine Nascimento Neves, de 22 anos, jovem autista que teve o corpo jogado em um valão. Segundo sua irmã, ela teria sido abusada sexualmente. Em meio a chacina, os traficantes acusados do crime foram filmados em um baile funk neste fim de semana no Complexo de Israel, com show de MC famoso, fuzis e a presença do chefão do tráfico, vulgo Peixão, que voltou da Bolívia. VEJA VIDEO: https://www.instagram.com/p/DatPR-JKlyc/ Os bandidos do TCP debocharam da chacina Um mês antes da chacina, os traficantes ligados a Peixão haviam dado um baque no Dourado e mataram dois traficantes do CV.

Traficantes deixam população sem internet em Araruama

Clientes da operadora Amigo nos bairros Praia do Hospício, Havaí e Area, em Araruama, estão sem internet após a interrupção de um serviço de manutenção na rede. De acordo com uma mensagem enviada pela empresa a um cliente, a equipe técnica foi “abordada e expulsa do bairro por ordens do tráfico local”, o que impediu a realização da manutenção e o restabelecimento do serviço. Além dos frequentes relatos de roubos e furtos, moradores agora também enfrentam a interrupção de serviços essenciais por questões de segurança. Moradores reclamaram nas redes sociais Pois aqui eles disseram que não iriam mais poder vir, fui praticamente obrigada a colocar a que tinha, já que nem uma outra mais atende aqui. E a internet está péssima, caí toda hora, o aparelho é fraco, tive que comprar dois repetidores para espalhar o sinal, que antes ia até o fundo do terreno. Acho um absurdo. Quase tentando uma satélite. Isso tem sido um problema que aflige vários municípios fluminenses. Matéria do Globo hoje mostrou estrições impostas por grupos criminosos que já atingem diferentes regiões de Niterói, reduzem a atuação das principais operadoras e afetam milhares de moradores

ANGRA: Traficante do TCP é suspeito de tentar matar homem que trabalharia para a Polícia Civil e era ligado ao CV

A Justiça voltou a decretar a prisão preventiva de um ntegrante do Terceiro Comando Puro (TCP), acusado de tentar matar um homem que trabalhava na Polícia Civil e que, segundo o Ministério Público, seria associado a integrantes do Comando Vermelho (CV). A decisão foi tomada após o juiz reconsiderar a revogação da prisão preventiva diante de novas provas obtidas por meio da extração de dados do celular do acusado. O fato ocorreu em Angra dos Reis. De acordo com a denúncia, Bruno responde por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O Ministério Público sustenta que o crime foi motivado pela suposta ligação de Romário com integrantes da facção rival e por sua atuação profissional junto à Polícia Civil. Segundo a decisão, a extração dos dados do telefone celular revelou indícios de que o ataque foi premeditado. Em mensagens enviadas na véspera do crime, o acusado afirmou a um interlocutor que não iria a um pagode porque teria uma “missão” em um condomínio em Bracuí, que seria uma oportunidade de “ficar rico” e que apenas faltava conseguir uma faca. Na sequência, diversas mensagens foram apagadas, circunstância considerada pelo magistrado como indicativa de tentativa de ocultar o planejamento da ação. Ainda conforme os autos, Bruno entrou em contato com a vítima alegando que estava entediado e queria apenas passar o tempo. Convencido de que se tratava de um encontro amistoso, Romário permitiu sua entrada na residência, onde o acusado permaneceu durante toda a noite. Na manhã seguinte, ele teria surpreendido a vítima com diversos golpes de faca na região do pescoço, dizendo: “Você acha que eu não sei que você trabalha na Polícia Civil? Eu sei muito bem o que você anda fazendo.” Para o juiz, os elementos reunidos indicam que o ataque não decorreu de um desentendimento momentâneo, mas de uma ação previamente planejada. A decisão destaca que o acusado teria dormido na casa da vítima para atacá-la quando estivesse em situação de maior vulnerabilidade, utilizando uma faca e direcionando os golpes para uma região vital do corpo. Embora um laudo complementar tenha concluído que não houve risco efetivo de morte, o magistrado ressaltou que o resultado só não foi fatal devido ao rápido atendimento médico e à intervenção cirúrgica. Segundo a decisão, a gravidade da conduta, a premeditação evidenciada pelas mensagens extraídas do celular e o risco à vítima e às testemunhas tornam insuficientes as medidas cautelares anteriormente impostas. Com base nesses fundamentos, o juiz exerceu o chamado juízo de retratação, revogou a decisão que havia concedido liberdade ao acusado e determinou a expedição imediata de mandado de prisão preventiva.

Irmã de jovem autista morta em ataque do tráfico em Cordovil disse que ela foi abusada sexualmente e jogada sem roupa no rio. ACESSE O LINK E ASSISTA

A irmã de Karolaine Nascimento Neves, moça autista que  foi morta durante um ataque de traficantes do Terceiro Comando Puro na comunidade do Dourado, em Córdovil disse que ela teria sido abusada sexualmente pelos assassinos. A jovem teria sofrido mutilação das partes íntimas e atirada sem roupa dentro de uma vala. “Minha irmã lnão é traficante. Ela tem um retardo mental..Foi brutalmente asassinada. Abusaram dela porque ela tava pelada  e jogaram o corpo no Rio e a gente que reve que titar”. Acesse o link e veja a entrevista https://www.instagram.com/p/DaqMdMNxIwS A jovem autista muito querida na região. Nas redes sociais, dezenas de mensagens de carinho e despedida demonstram a comoção causada por sua partida. Familiares afirmam que ela tinha a mentalidade de uma criança, não fazia mal a ninguém e era uma pessoa sem qualquer maldade. De acordo com relatos, Karolaine foi baleada durante a invasão e teve o corpo lançado em um valão. Ainda de acordo com testemunhas, após Karolaine ser baleada, criminosos do TCP teriam lançado o corpo da jovem em um valão, acreditando que a correnteza o levaria. No entanto, segundo esses relatos, a água não tinha força suficiente e o corpo ficou preso na vegetação. Apesar de ter sido divulgado que houve cinco mortos, moradores disseram que teriam sido sete sendo todos inocentes. Relatos de moradores apontam que a invasão provocou cenas de desespero e obrigou muitas famílias a se protegerem dentro de casa enquanto os disparos eram ouvidos em diversos pontos da comunidade. Vestidos com fardamentos semelhantes aos utilizados pelo Exército de Israel, armados com fuzis e tentando esconder os rostos com emojis, soldados do Terceiro Comando Puro (TCP) exibiram nas redes sociais imagens do ataque à Favela do Dourado. As fotografias foram divulgadas pelos próprios criminosos. Segundo a polícia, porém, a estratégia de ocultar a identidade não adiantou, já que os envolvidos estariam sendo identificados pelas equipes de investigação. Há tempos que a comunidade do Dourado tem sidopalco de guerras entre facções. Em 2024, por exemplo, o traficante Peixão do Terceiro Comando Puro teria tomado o local mas seu rival Doca (CV)  enviou reforços. Houve intenso tiroteio e o CV retornou para a Penha. Comentários nas redes socias dão conta que os ttraficantes do Dourado nsatisfeitos com a gestão da Penha que não enviaria soldados nem armamento e queriam a troca de facção A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga as mortes de cinco pessoas, ainda não identificadas, na região de Cordovil, na Zona Norte do Rio. Diligências estão em andamento para apurar os fatos.

Um dos seis mortos levados para a UPA foi citado em investigação que lhe apontou como olheiro que monitorava operações policiais para a ADA no Jardim Novo

Um dos seis mortos que foram levados por moradores para a UPA de Magalhães Bastos, Jonathan Andrade Ferreira, que usava o nome falso de Diego, foi citado em uma investigação do início da década sobre o tráfico no Complexo do Jardim Novo, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. Jonathan na época seria olheiro da quadrilha chegando a ficar preso As investigações da época revelaram que Jonathanmonitorava as vias de acesso e a movimentação policial no entorno das comunidades, informando aos demais comparsas da mesma facção criminosa “ADA” Ele participava do grupo usado pelos traficantes ‘De Ponta a Outra’ que monitorava o conjunto de comunidades, Nogueira, Light, Jardim Novo, 77 e Vila Vintém, com o objetivo de informar sobre operações policiais e movimentação de facções rivais. Em uma mensagem enviada ao grupo, ele chegou a escrever.  “Legal JN, Iraque”,”, onde se percebeu que o mesmo está monitorando a localidade Iraque, na comunidade jardim Novo. Em outra postagem Jonathan enviou uma figura que faz alusão à facção criminosa A.D.A (Amigos dos Amigos), com a inscrição: ” Só os ADA na pista”.e outra figurinha com a inscrição 141 Resistência”. Jonathan chegou a ser condenado a quatro anos e um mês de prisão. Sobre os mortos, a principal suspeita é que os m0rtos sejam crimin0sos que teriam trocado tir0s com a equipe do helicóptero da PM, o “Sapão”, durante uma ação em uma área de mata do Jardim Novo. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital. Um vídeo divulgado pelo repórter Jackson Silva mostrou imagens do helicóptero no momento do confronto. Até o momento, essa informação não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.

CV mata liderança da milicia em Rio das Pedras

Um homem identificado como LC, apontado pelas investigações como suspeito de integrar a liderança de um grupo paramilitar que atua na localidade conhecida como Sertão, localidade de Rio das Pedras, foi morto durante um ataque promovido por criminosos armados. Segundo apuração do repórter Bruno Assunção, o grupo responsável pela invasão seria ligado à organização criminosa Comando Vermelho (CV), com participação de soldados da chamada tropa de Kauan. Durante a ação, outro homem conhecido como Pitomba também teria sido alvo dos criminosos, mas conseguiu escapar, mesmo ferido. Ainda de acordo com a apuração, um fuzil, uma pistola, celulares, anotações e outros materiais que estariam ligados ao grupo rival foram levados. Após o ataque, perfis atribuídos a criminosos passaram a divulgar imagens de um fuzil nas redes sociais acompanhadas da frase: “Presente do Doca”, em aparente referência a um dos principais líderes da organização criminosa. Conforme apurado pelo jornalista, o episódio faz parte da ofensiva do Comando Vermelho para ampliar sua atuação em Rio das Pedras, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Publicações atribuídas ao grupo também trazem ameaças contra os milicianos, prometendo buscar todas as lideranças do grupo em casa. Mesma tática utilizada para tomar outras regiões do Rio de Janeiro.

De respiradores na pandemia a suposto rombo de R$ 86 milhões: Didê volta ao centro de investigação milionária

Antes da denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro contra o presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM), Davi Perini Vermelho, conhecido como “Didê”, ele teve seu nome envolvido em um episódio que já havia colocado seu nome no centro de uma das maiores investigações de corrupção durante a pandemia de Covid-19. Antes de ser apontado como líder de uma suposta organização criminosa acusada de desviar R$ 86,2 milhões do Instituto Rio Metrópole, Davi Perini já figurava entre os investigados da Operação Oxigênio, deflagrada em 2020 para apurar fraudes na compra emergencial de respiradores pelo Governo de Santa Catarina. Na época, a investigação do Ministério Público Federal apontava indícios de corrupção, fraude na dispensa de licitação e possível desvio de R$ 33 milhões destinados à aquisição de ventiladores pulmonares da empresa Veigamed. Segundo os investigadores, Davi Perini integrava o grupo de pessoas suspeitas de participação nas negociações do contrato investigado. Embora a prisão preventiva dos investigados tenha sido posteriormente substituída por medidas cautelares, o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal por meio de um habeas corpus. Em novembro de 2020, a Segunda Turma do STF, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, manteve as restrições impostas aos investigados. Na decisão, o ministro destacou que havia elementos concretos que justificavam a manutenção das medidas cautelares, citando a gravidade dos fatos investigados, o suposto desvio milionário de recursos públicos e a necessidade de preservar a apuração. O voto menciona expressamente Davi Perini Vermelho ao lado de outros investigados e registra que mensagens de WhatsApp teriam sido apagadas, em aparente tentativa de dificultar as investigações, circunstância considerada relevante para impedir contatos entre os investigados e evitar eventual reiteração criminosa. Entre as medidas impostas estavam a entrega do passaporte, proibição de manter contato com os demais investigados, comparecimento periódico à Justiça, recolhimento domiciliar noturno, uso de tornozeleira eletrônica, além da proibição de contratar com a administração pública e de atuar em atividades relacionadas à aquisição de equipamentos médicos destinados ao enfrentamento da pandemia. Ao negar o recurso da defesa de um dos investigados, Gilmar Mendes afirmou que as restrições eram proporcionais e adequadas diante dos indícios reunidos pela investigação, ressaltando que elas poderiam ser revistas futuramente caso surgissem novos elementos no processo. Agora, quase seis anos depois, Davi Perini volta a ser alvo de uma investigação de grande repercussão. Segundo a denúncia do Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (GAESF/MPRJ), ele comandava o núcleo de servidores responsável por autorizar contratações, firmar contratos e controlar pagamentos dentro do Instituto Rio Metrópole. De acordo com o Ministério Público, entre 2022 e 2026 foi estruturado um esquema que teria movimentado R$ 86,28 milhões, por meio de contratos com empresas privadas. Parte dos recursos, segundo a acusação, era transferida para uma entidade sem estrutura operacional compatível, de onde o dinheiro era sacado em espécie e posteriormente transportado sob escolta armada para dificultar o rastreamento dos valores. A nova denúncia, portanto, recoloca Davi Perini no centro de uma investigação sobre supostos desvios de recursos públicos, poucos anos após seu nome já ter aparecido na Operação Oxigênio, quando o Supremo Tribunal Federal considerou legítima a imposição de medidas cautelares diante dos indícios apresentados pelos investigadores. O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESF/MPRJ) denunciou 11 pessoas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações e lavagem de dinheiro em um esquema de desvio de recursos públicos do Instituto Rio Metrópole (IRM). São cumpridos seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão, nesta quinta-feira (09/07), em endereços na capital, em São Gonçalo e em Teresópolis, com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra) do Ministério da Justiça e da Corregedoria da Polícia Civil. De acordo com a denúncia apresentada à 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, os acusados utilizaram contratos firmados pelo IRM entre julho de 2022 e maio de 2026 para desviar recursos, em um esquema que movimentou R$ 86,28 milhões. Segundo o Ministério Público, valores pagos a duas empresas contratadas eram posteriormente transferidos para a Brazilian Institute of Organics (Instituto BIO), uma entidade sem estrutura operacional compatível, de onde o dinheiro era sacado em espécie. O MPRJ requereu e obteve a prisão preventiva de seis agentes públicos identificados como integrantes do esquema. Segundo a denúncia, Davi Perini Vermelho, o “Didê”, ex-presidente da Câmara de São João de Meriti e atual presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM), liderava o núcleo de servidores investigado, autorizando contratações, firmando contratos e controlando pagamentos. Ele foi preso durante a ação. Também foram cumpridos mandados de prisão contra Franquis Dias Nepomuceno, diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM e delegado da Polícia Civil, que atuava como ordenador de despesas e exercia o controle de fato do grupo RioForte, responsável pela escolta armada do dinheiro; Marcelo Lopes da Silva, procurador do Estado então à frente da Procuradoria-Geral do IRM, acusado de emitir os pareceres que deram cobertura jurídica às contratações e ao reajuste irregular do contrato; Caroline Soares Barros, que acumulava as funções de fiscal de contratos do IRM e presidente do Instituto BIO — a entidade de fachada por onde os recursos passavam antes de serem sacados em espécie; e Amanda Íthala Santos da Paschoa, que a sucedeu na fiscalização e atestou a execução dos contratos, respaldando os pagamentos. O GAESF/MPRJ também obteve mandado de prisão contra Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do IRM e integrante da Comissão Técnica de Licitação, apontado como articulador do direcionamento das licitações em favor das contratadas. Ele encontra-se foragido.Em relação aos demais denunciados, a Justiça aplicou medidas cautelares diversas da prisão, entre elas, o monitoramento eletrônico, o comparecimento periódico em juízo e a proibição de se ausentarem do País. São eles: Leilson de Souza Nepomuceno, Gerson Luís de Araújo Rodrigues, Hélio Augusto Machado Pessôa, Roberto Accioly Peotta e Roberto Peotta.

Trabalhadores denunciam esquema de “arrego” a traficantes e milicianos para liberar entregas em favelas do Rio; dois processos expõem relatos chocantes

Uma ação trabalhista revelou denúncias que ultrapassam a discussão sobre direitos trabalhistas e expõem um suposto esquema envolvendo o pagamento de “arrego” para que caminhões de entrega pudessem circular em áreas dominadas por organizações criminosas no Estado do Rio de Janeiro. Os relatos foram feitos por trabalhadores que atuavam nas entregas e descrevem uma rotina marcada pelo medo, pela intimidação e pela convivência direta com homens armados. Segundo os depoimentos prestados à Justiça, a empresa teria estabelecido acordos com traficantes e milicianos para garantir o acesso às comunidades onde realizava suas operações comerciais. De acordo com uma das testemunhas ouvidas em juízo, o chamado “arrego” consistia na entrega de mercadorias a criminosos que controlavam essas regiões. O depoente afirmou que a prática beneficiava traficantes, milicianos e até policiais que atuariam nas localidades, permitindo que os caminhões continuassem realizando as entregas sem sofrer ataques ou impedimentos. A testemunha relatou que as equipes atendiam comunidades como Aliança, Dom Bosco e Grão Pará, em Nova Iguaçu, consideradas áreas de forte influência do crime organizado. Segundo o depoimento, quando o “acordo” deixava de ser cumprido, os trabalhadores eram impedidos de deixar a comunidade e permaneciam sob a vigilância de criminosos armados até que a situação fosse resolvida. O relato é um dos trechos mais impactantes do processo. Conforme a testemunha, motoristas e ajudantes ficavam literalmente sentados, cercados por homens armados, aguardando que representantes da empresa resolvessem o impasse com os criminosos responsáveis pelo controle territorial da região. As denúncias não partiram apenas do trabalhador que ajuizou a ação. Uma testemunha confirmou detalhadamente a existência desses supostos acordos e descreveu a dinâmica utilizada para garantir a entrada dos veículos nas comunidades. Já uma testemunha apresentada pela própria empresa reconheceu que o reclamante era responsável por uma rota que atendia a comunidade do Grão Pará, embora tenha afirmado não saber se havia pagamento de “arrego”. Ao analisar as provas, o juiz destacou que os relatos demonstram uma exposição completamente incompatível com qualquer ambiente de trabalho. Na sentença, o magistrado registrou que obrigar empregados a permanecerem em áreas dominadas por criminosos armados, aguardando a solução de conflitos envolvendo supostos pagamentos a grupos criminosos, extrapola qualquer risco normal da atividade profissional. A decisão afirma que a tensão psicológica vivida pelos trabalhadores, obrigados a aguardar uma “solução comercial” enquanto permaneciam sob a mira de armas de fogo, ultrapassa todos os limites de tolerância e configura grave violação aos direitos fundamentais do trabalhador. O magistrado também entendeu que, caso confirmadas essas circunstâncias, a empresa deixou de cumprir seu dever constitucional de proporcionar um ambiente de trabalho seguro, submetendo seus funcionários a um risco muito superior ao inerente à atividade de entrega de bebidas. Em razão desse conjunto de provas, a Justiça condenou a empresa ao pagamento de indenização por danos morais. No entanto, o trabalhador recorreu da decisão, sustentando que o valor fixado não é compatível com a gravidade das denúncias nem com o porte econômico da empresa. Mais do que uma discussão sobre verbas trabalhistas, o caso chama atenção pelo conteúdo dos depoimentos, que descrevem a suposta existência de negociações entre empresas privadas e grupos criminosos para viabilizar atividades comerciais em territórios dominados por facções e milícias. Os relatos apontam que os maiores prejudicados eram justamente os trabalhadores, obrigados a ingressar diariamente em áreas de alto risco e, segundo as testemunhas, abandonados à própria sorte sempre que os supostos acordos deixavam de ser cumpridos. As denúncias, registradas sob compromisso legal perante a Justiça do Trabalho, lançam luz sobre uma realidade frequentemente relatada por profissionais que atuam em comunidades dominadas pelo crime organizado: a de que, para manter suas operações, empresas acabam se submetendo às regras impostas por grupos armados, enquanto motoristas, ajudantes e entregadores são expostos a situações extremas de medo, coação e riscoA equipe do Fatos Policiais teve acesso a outro processo trabalhista que reforça denúncias semelhantes envolvendo a atuação de empresas em áreas dominadas pelo crime organizado no Estado do Rio de Janeiro. Na ação, um ex-funcionário afirma que foi obrigado a negociar diretamente com traficantes e milicianos para garantir a realização de entregas e ações comerciais em comunidades controladas por grupos criminosos. Segundo o trabalhador, a empresa delegava aos próprios empregados a responsabilidade de acertar com criminosos os valores e condições do chamado “arrego”, expondo vendedores e supervisores a um risco permanente de morte. O processo foi ajuizado em dezembro de 2023 e reúne uma série de acusações contra a empresa. Além de jornadas exaustivas, supressão de intervalos e outras irregularidades trabalhistas, o ponto mais grave da ação diz respeito às alegações de que funcionários eram utilizados como intermediários em negociações com traficantes e milicianos para viabilizar operações comerciais em territórios dominados por organizações criminosas. Em seu depoimento, o trabalhador afirmou que era obrigado a negociar “o percentual das doações” exigidas por criminosos para permitir a entrada das equipes nas comunidades. Segundo ele, a situação gerou tamanho abalo psicológico que passou a temer por sua própria vida, alterou sua rotina pessoal e afetou inclusive seu relacionamento familiar. Os relatos não ficaram restritos ao autor da ação. Uma testemunha confirmou em juízo que o chamado “arrego” correspondia a uma “taxa informal negociada entre a empresa e as comunidades para que pudesse fazer as vendas e as entregas”. Ainda segundo esse depoimento, quando o pagamento não era realizado, vendedores sofriam represálias impostas pelos criminosos. A testemunha revelou ainda um episódio que demonstra o nível de risco enfrentado pelos funcionários. Segundo declarou sob compromisso legal, chegou a permanecer retida por milicianos em Rio das Pedras até que o pagamento exigido fosse efetuado. O mesmo depoimento afirma que o supervisor da equipe — autor da ação — era quem costumava negociar diretamente com os criminosos e chegou a ir ao local para resolver o impasse. Outro trecho do processo chama atenção por indicar que a empresa tinha pleno conhecimento dos riscos enfrentados por seus empregados. Durante a audiência, o representante da companhia reconheceu que já haviam ocorrido episódios de violência relacionados à realidade das operações no Rio de Janeiro

Duas execuções, morte de policial e rumores de invasão: o barril de pólvora que virou o Muquiço (TCP)

Horas antes do ataque que terminou com a morte do policial civil Carlos Alberto Freire Neto, a Favela do Muquiço, em Deodoro, já vivia um cenário de forte tensão, segundo relatos que circulam entre moradores e em redes sociais. Na madrugada do mesmo dia, dois homens foram encontrados mortos na Rua Carolina de Assis, um dos principais acessos à comunidade. Informações que circulam na região apontam que as vítimas seriam supostos “X9” (informantes) executados por traficantes que atuam no Muquiço. Até o momento, porém, essa versão não foi confirmada pelas autoridades. O duplo homicídio é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que ainda não divulgou a identidade das vítimas nem informou a existência de suspeitos. Nos bastidores da guerra entre facções, também circulam rumores de que o Comando Vermelho estaria preparando uma nova tentativa de retomar o controle da comunidade, atualmente dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP). A disputa ganhou força após a prisão de Coronel, antigo chefe do tráfico local. Outra informação que vem sendo compartilhada, mas que também não foi confirmada oficialmente, é a de que o traficante Grisalho, apontado como um dos possíveis sucessores de Coronel, teria deixado o Muquiço e se refugiado no Complexo da Pedreira, em Costa Barros. Segundo esses relatos, ele enfrentaria dificuldades para manter o controle da comunidade e não teria efetivo suficiente para resistir a uma eventual invasão promovida por rivais do Comando Vermelho. Até o momento, não há confirmação oficial da Polícia Civil sobre qualquer mudança no comando da facção ou sobre a veracidade dessas informações.

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