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denúncia

Milicianos de Rio das Pedras são acusados de sequestrar e executar dois jovens dados como desaparecidos após verem no celular de um deles fotos com armas

João ícaro Alves Sousa, de 19 anos, foi visto pela última vez no dia 26 de fevereiro por volta da 1h saindo da comunidade da Muzema, no Itanhangá, indo em direção a Taquara, mas não teria chegado ao seu destino. O rapaz estava em sua moto, de cor azul, modelo PCX. Segundo informações da Justiça, a mãe de João disse que foi informada que o filho e um outro rapaz quando passavam pela Taquara foram interceptados por criminosos armados e foram levados para a localidade conhecida como “Carangueijo”, onde foram agredidos e executados. A namorada de João afirmou que quando soube do desaparecimento da vítima foi até a comunidade Rio das Pedras e que um indivíduo de vulgo “LC” informou que no celular da outra vítima Jadson haviam fotos dele portando armas de fogo o que teria motivado a execução dos rapazes, após serem agredidos por milicianos. Dois suspeitos foram denunciados pelo crime, entre eles o irmão de um dos lideres da milícia de Rio das Pedras.. O reconhecimento dos acusados, realizado em sede policial, se deu por meio de álbum de fotografia, sendo este o único indício existente nos autos, por ora, de que os denunciados foram os autores do delito imputado na denúncia. Portanto, ainda não houve decretação de prisão.

Justiça manda prender “Flamengo”, apontado como chefão do TCP em Duque de Caxias, por execução de policial militar

A Justiça do Rio decretou a prisão preventiva de Leandro Santos Sabino, o “Flamengo”, apontado pelas investigações como um dos principais líderes do TCP em Duque de Caxias, acusado de participação na execução brutal de um policial militar em outubro de 2023. Além de Flamengo, também tiveram a prisão decretada Wilian Teixeira da Silva, o “Neymar”, e Charles Wallace dos Santos Targino, o “Lalá”. Os três vão responder por homicídio qualificado no Tribunal do Júri. Segundo a denúncia do Ministério Público, o assassinato foi cometido com características típicas de uma ação de guerra do tráfico: emboscada, armamento pesado, divisão de tarefas e destruição de provas após o crime. A vítima foi atacada com diversos disparos de fuzis calibres 7,62 e 5,56, armamentos normalmente utilizados por facções criminosas em confrontos armados. EXECUÇÃO TERIA SIDO RETALIAÇÃO DO TCP De acordo com a investigação, o policial militar foi morto em uma ação ligada diretamente à atuação do TCP na Baixada Fluminense. A denúncia afirma que os criminosos agiram por “motivação torpe” e em represália à atuação funcional da vítima como policial. O Ministério Público sustenta que os acusados participaram de uma emboscada cuidadosamente planejada, utilizando armas de guerra para garantir a execução. A decisão judicial destaca que os investigados fariam parte de uma organização criminosa armada com forte atuação territorial em Duque de Caxias. JUSTIÇA APONTA PERICULOSIDADE EXTREMA Ao decretar a prisão preventiva, a Justiça ressaltou a extrema gravidade do caso e o elevado nível de organização dos criminosos. Segundo a decisão: Um dos pontos destacados pela Justiça foi o incêndio do veículo utilizado na ação criminosa, apontado como tentativa de dificultar as investigações. O magistrado também afirmou que os acusados apresentam alto grau de periculosidade e que medidas cautelares alternativas seriam insuficientes diante da gravidade do caso. “FLAMENGO” É APONTADO COMO LIDERANÇA DO TCP Entre os denunciados, o nome que mais chama atenção é o de Leandro Santos Sabino, o “Flamengo”, apontado nas investigações como uma das principais lideranças do TCP em Duque de Caxias. Investigadores afirmam que o criminoso possui forte influência em áreas dominadas pela facção na Baixada Fluminense e seria ligado a ações armadas da organização criminosa. A decisão que autorizou a prisão preventiva reforça que os acusados estariam inseridos em uma facção fortemente armada e com capacidade de promover novos ataques violentos. GUERRA CONTRA AGENTES DE SEGURANÇA O caso é tratado nos bastidores da segurança pública como mais um episódio da escalada de violência promovida por facções criminosas contra agentes do Estado no Rio de Janeiro. A utilização de fuzis de guerra, emboscadas e ações coordenadas tem preocupado investigadores, principalmente em regiões da Baixada Fluminense dominadas por grupos fortemente armados. Com o recebimento da denúncia, os acusados passam agora a responder formalmente pelo homicídio qualificado do policial militar perante a Justiça.

Bicheiros contrataram traficantes do TCP para cometer assassinato na Zona Oeste do Rio. Atirador trabalhava para ‘quem pagasse mais’

A investigação sobre a execução de Fábio Romualdo Mendes, morto em 2021 em Vargem Pequena, revelou um detalhe explosivo que expõe um novo patamar da ligação entre contravenção e tráfico no Rio: integrantes de um grupo ligado ao bicheiro Rogério Andrade teriam recorrido a um traficante associado ao TCP para executar um homicídio ligado à guerra interna do jogo do bicho na Zona Oeste, que agora é Zona Sudoeste O caso, que voltou aos holofotes após decisões recentes da Justiça, mostra como criminosos da contravenção passaram a utilizar a estrutura armada de facções para resolver disputas territoriais e eliminar adversários. Segundo a Delegacia de Homicídios, o traficante conhecido como Jonathan Esquilo, apontado como integrante do TCP e suspeito de diversos assassinatos na Zona Oeste, teria sido contratado para atuar diretamente na execução de Fábio. Em depoimento considerado um dos mais impactantes do processo, o delegado responsável pela investigação afirmou que Jonathan “matava para milícia, para o tráfico e para a contravenção”, funcionando como uma espécie de matador de aluguel da guerra criminosa na região. A polícia sustenta que o criminoso atuava principalmente em áreas como Vargem Grande e Guaratiba e que, nos últimos anos, passou a integrar o TCP, sem abandonar os serviços prestados a outros grupos criminosos. Segundo a investigação, Jonathan Esquilo era conhecido justamente por atuar para quem oferecesse mais dinheiro, independentemente de facção ou organização criminosa. O delegado afirmou em juízo que o traficante “matava para quem pagasse mais”, sendo usado em execuções ligadas ao tráfico, à milícia e até à contravenção. CONTRAVENÇÃO E FACÇÃO: A ALIANÇA QUE ASSUSTA INVESTIGADORES O ponto central da investigação não é apenas o homicídio em si — amplamente noticiado na época — mas a revelação de que a guerra do jogo do bicho na Zona Oeste passou a envolver diretamente traficantes armados do TCP. De acordo com a DH, o grupo ligado a Rogério Andrade e ao bicheiro Flávio da Mocidade teria recorrido a criminosos especializados em execução para eliminar pessoas associadas ao grupo rival de Márcio Araújo, preso por outros crimes ligados à contravenção. As investigações apontam que Jonathan Esquilo foi escolhido justamente por sua fama de pistoleiro profissional disposto a atuar para qualquer organização criminosa mediante pagamento. Outro nome citado no processo é o de Caio Piloto, apontado como responsável por conduzir a motocicleta usada na emboscada. Piloto também é membro do TCP era um dos responsáveis pelos confrontos na disputa de território em Vargem Grande e Vargem Pequena, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A polícia afirma que a arma utilizada no assassinato foi relacionada, por confronto balístico, a outros homicídios atribuídos ao traficante do TCP. Jonathan Esquilo acabou morto posteriormente em confronto com milicianos. GUERRA INTERNA NA ESTRUTURA DE ROGÉRIO ANDRADE Segundo depoimentos colhidos pela Delegacia de Homicídios, existia uma disputa interna entre braços operacionais ligados à estrutura de Rogério Andrade na Zona Oeste. O delegado responsável pelo caso afirmou que, após a prisão de Márcio Araújo, integrantes ligados a Flávio da Mocidade tentaram assumir áreas de exploração ilegal e eliminar aliados do grupo rival. Fábio Romualdo Mendes, segundo a investigação, era considerado homem de confiança de Márcio Araújo e teria sido executado justamente por causa dessa guerra. A investigação aponta que o grupo criminoso atuava de forma organizada, com divisão clara de funções: As quebras de sigilo revelaram mensagens sobre o monitoramento da vítima, tentativas anteriores de execução e comemoração após o crime. Segundo a investigação, um dos envolvidos chegou a enviar vídeo da vítima baleada logo após os disparos. POLICIAL MILITAR E MATADORES DE ALUGUEL Outro ponto considerado alarmante pelos investigadores é a presença de um policial militar entre os integrantes apontados como participantes da organização criminosa. A DH também identificou movimentações envolvendo transporte de armas, circulação de fuzis e acesso a criminosos especializados em homicídios por encomenda. Os autos descrevem uma estrutura onde contraventores, traficantes, PMs e matadores profissionais atuariam em conjunto na disputa por territórios e dinheiro na Zona Oeste do Rio. JUSTIÇA LEVA ACUSADO A JÚRI Após a instrução criminal, a Justiça decidiu levar um dos acusados ao Tribunal do Júri por entender que existem indícios suficientes de participação no planejamento do homicídio. Mesmo com parte dos investigados impronunciados nesta fase, o processo escancarou um dos cenários mais perigosos já revelados sobre a aproximação entre a contravenção carioca e facções armadas do tráfico. Para investigadores, o caso mostra que a guerra do jogo do bicho deixou de ser apenas uma disputa entre bicheiros e passou a envolver diretamente criminosos do TCP, milicianos e grupos armados especializados em execuções.

MP quer tirar de Búzios julgamento de PMs acusados de executar Horácio e diz que réus integram milícia que atua na Zona Oeste e Baixada

A execução de Horácio Carvalho, apontado como ex-chefe de milícia com atuação na Zona Oeste do Rio, e de Maicon, dentro de uma lanchonete em Armação dos Búzios, ganhou um novo capítulo: o Ministério Público pediu que o julgamento dos acusados saia da Região dos Lagos por considerar que a cidade não tem estrutura nem ambiente de segurança para realizar o Tribunal do Júri. Na petição, o MP sustenta que os quatro acusados — entre eles policiais militares e um policial penal — não seriam apenas autores de um duplo homicídio de repercussão estadual. Segundo a acusação, eles integrariam uma milícia estruturada, armada e com atuação permanente em áreas da Zona Oeste do Rio e em municípios da Baixada Fluminense, organização que disputava território e influência com o grupo ligado a Horácio. Para o Ministério Público, o caso extrapola um homicídio comum: seria um episódio de confronto entre grupos paramilitares com capacidade de intimidação e histórico de violência. De acordo com a denúncia, na madrugada de 3 de maio de 2023, os acusados teriam saído do Rio de Janeiro e percorrido dezenas de quilômetros até Búzios para localizar Horácio. O alvo estava no estabelecimento Gaúcho Burguer & Beer, no bairro Manguinhos. Ainda segundo os autos, Horácio e Maicon foram surpreendidos e atingidos por diversos disparos. Funcionários que estavam no local escaparam da morte porque conseguiram se proteger durante os tiros e acabaram feridos por estilhaços. Após o ataque, os suspeitos tentaram deixar a cidade, mas acabaram interceptados por policiais militares antes de sair de Búzios. Com eles, segundo o processo, foram apreendidos: Na reconstrução feita pelo Ministério Público, o arsenal e a forma de execução reforçariam a tese de uma ação planejada e típica de grupo criminoso organizado. O pedido de desaforamento insiste que o ponto central não é apenas a gravidade do crime, mas quem são os envolvidos e o alcance territorial da organização atribuída aos acusados. O MP descreve o grupo como uma estrutura com características de milícia: atuação armada, domínio de áreas, obtenção de lucro ilegal e emprego recorrente de violência para manutenção de influência. Segundo a peça, essa rede teria presença especialmente na Zona Oeste da capital e na Baixada Fluminense, regiões historicamente marcadas por disputas entre grupos armados. Na visão da promotoria, levar esse julgamento ao Tribunal do Júri de Búzios colocaria pressão excessiva sobre jurados de uma cidade pequena, onde a repercussão do caso teria produzido ambiente de temor. O texto cita que o município não estaria preparado para absorver um julgamento com esse nível de risco operacional, mencionando preocupações com: O pedido lembra ainda que, em fases anteriores do processo, atos judiciais já precisaram ter medidas diferenciadas por razões de segurança. Por isso, o Ministério Público quer que o julgamento seja transferido para uma comarca com estrutura maior — defendendo, inclusive, a possibilidade de realização na capital. Na prática, a tese apresentada é que Búzios virou palco de um acerto de contas entre grupos milicianos que nasceram fora da cidade — e que o peso desse conflito hoje impede que o caso seja julgado ali com tranquilidade institucional.

Investigação revela que CV tomou a pacata cidade de Bom Jardim, no interior do RJ

Uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio descreve um cenário de expansão do Comando Vermelho em Bom Jardim, na Região Serrana, com atuação estruturada em bairros da cidade, monitoramento permanente da movimentação policial e manutenção de atividades criminosas mesmo com parte das lideranças presa. Segundo o documento encaminhado à Justiça, 21 investigados teriam integrado uma associação voltada ao tráfico de drogas com atuação principalmente nos bairros dos Alves e Jardim Boa Esperança (BNH), apontados pelos investigadores como áreas onde o grupo buscava consolidar presença territorial. De acordo com a acusação, a organização mantinha uma divisão interna de funções semelhante a uma estrutura empresarial clandestina: havia responsáveis pelo comando, gerenciamento financeiro, armazenamento e distribuição de drogas, transporte de entorpecentes, fornecimento de armas, prestação de contas e vigilância para antecipar ações policiais. Um dos elementos destacados pelo MP é que o comando do grupo, segundo a investigação, continuava ativo mesmo com lideranças encarceradas. A denúncia sustenta que ordens eram transmitidas por telefone e aplicativos de mensagens, permitindo manter o funcionamento do esquema fora dos presídios. Os autos descrevem que o grupo operava por meio de um canal de comunicação no WhatsApp chamado “Tropa do Gato Preto”, usado diariamente para trocar alertas sobre presença policial e proteger a atividade do tráfico. Segundo a denúncia, os integrantes monitoravam em tempo real diversos pontos considerados estratégicos dentro do município. Nas conversas e levantamentos citados pelo Ministério Público aparecem referências a áreas identificadas pelos próprios investigados como “Iraque”, “Iraq”, “BNH”, “Pistão”, “Pistão Iraque”, “Pistão BNH”, “Angico”, “Rodo”, “Rodinho”, “Altos”, “Pombal”, “Cemitério”, “12”, “15”, “Rua do Seu Erly”, “Volta da Cachoeira”, “Ponte do Sinal”, “CT”, “Quadra”, “Galpão” e “Bolívia”. Para os investigadores, esses nomes funcionariam como uma espécie de mapa operacional da associação, indicando locais de vigilância, circulação de integrantes e áreas usadas para sustentar a venda de drogas. Ainda conforme o Ministério Público, maconha e cocaína seriam comercializadas em embalagens diferenciadas por cores, símbolos e inscrições para facilitar identificação, separação de quantidades e venda. A denúncia também afirma que integrantes monitoravam viaturas para avisar sobre abordagens e operações, reduzindo o risco de apreensões e prisões em flagrante. Outro ponto citado pelo MP é o uso de violência e intimidação para preservar o controle interno do grupo. O documento menciona ainda emprego de armas, suposta participação de adolescentes em funções ligadas ao tráfico e referências a pichações atribuídas à facção em pontos da cidade. Ao pedir prisões preventivas, o Ministério Público argumentou que o grupo teria criado uma estrutura permanente para manter o tráfico funcionando e dificultar a atuação das forças de segurança. Os denunciados terão direito ao contraditório e à ampla defesa ao longo do processo judicial.

De dentro de Bangu: denúncia aponta que preso comandava avanço do Comando Vermelho em Juiz de Fora

Mesmo encarcerado no Complexo de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro, um integrante apontado pelo Ministério Público de Minas Gerais como liderança do Comando Vermelho teria continuado exercendo influência direta sobre atividades criminosas em Juiz de Fora e na Zona da Mata. Segundo denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o preso conhecido como “Canela” ou “CNL” ocupava posição de destaque na hierarquia da facção e seria responsável por decisões estratégicas relacionadas ao tráfico, arrecadação de dinheiro, distribuição de drogas e articulação interna do grupo. De acordo com a acusação, seis investigados foram denunciados por promover e integrar organização criminosa. O MP sustenta que a estrutura atuava de forma organizada desde, ao menos, o início de 2025 e mantinha funções definidas para controle territorial, cadastro de integrantes, gestão de pontos de venda de drogas e recolhimento de valores entre membros da facção. A denúncia afirma que, mesmo preso em Bangu, Canela continuava ativo na tomada de decisões e no gerenciamento de interesses do grupo em Juiz de Fora. O documento aponta que ele integraria um chamado “conselho permanente” da facção e que subordinados o descreviam como uma das principais referências do Comando Vermelho em Minas Gerais. Segundo o Ministério Público, parte das provas foi obtida por meio de quebras de sigilo telemático, apreensão e análise de celulares em operações anteriores, além do compartilhamento de elementos colhidos em investigações conduzidas pelo Judiciário. Os investigadores relatam ter identificado grupos de WhatsApp usados para administrar atividades criminosas, organizar cobranças internas conhecidas como “caixinha”, registrar pontos de tráfico e impor regras internas. Entre os grupos citados estão canais denominados “Caixinha da Casa”, “Tropa da Loba”, “A Grande Família” e “Caça as Notas”, que, segundo a denúncia, seriam utilizados para controle financeiro e operacional da organização. Ainda conforme o MP, duas lideranças apontadas na investigação estariam presas — uma em Juiz de Fora e Canela em Bangu — sem que isso tivesse interrompido a atuação atribuída ao grupo. A acusação também menciona suspeitas de uso de menores em atividades ligadas ao tráfico, circulação de armamento e tentativas de expansão da influência da facção para além das atividades criminosas tradicionais. Ao final, o Ministério Público pede o recebimento da denúncia, a condenação dos investigados por organização criminosa, perda de bens ligados às apurações, fixação de indenização mínima por danos coletivos e restrições futuras para progressão de regime caso haja condenação. Os denunciados terão direito à ampla defesa e ao contraditório ao longo do processo.

Emboscadas, tiros e matadores de aluguel: decisão judicial revela bastidores da Milícia de Araruama

Um relatório da Justiça revelou detalhes sobre o funcionamento da Milícia de Itatiquara, organização criminosa investigada por atuar em Araruama, Região dos Lagos com emboscadas, execuções planejadas e atuação como milícia privada e grupo de extermínio. Segundo os autos, o grupo teria sido liderado por um policial civil apontado como responsável por coordenar uma estrutura formada por executores armados e operadores encarregados de monitorar e eliminar alvos mediante recompensa financeira. A decisão recebeu denúncia do Ministério Público, decretou prisões preventivas e autorizou o compartilhamento de provas com outras investigações para aprofundar o mapeamento da atuação da milícia. O caso detalhado no relatório envolve uma tentativa de homicídio ocorrida em agosto de 2024. Conforme a acusação, integrantes do grupo teriam montado uma operação previamente planejada para executar um alvo em via pública. O documento descreve que os criminosos permaneceram escondidos dentro de um veículo aguardando o momento exato para agir e abrir fogo. O ataque só não teria terminado em morte porque o carro utilizado pela vítima possuía blindagem balística. Segundo o Ministério Público, “Bimba” teria participado diretamente do planejamento, vigilância e cerco armado durante a ação. Já “Zeus”, ao lado de outros integrantes investigados, teria atuado na execução direta do atentado, incluindo os disparos e a operação de fuga. Mas o relatório vai além do episódio específico e descreve o que seria o funcionamento interno da organização. De acordo com os autos, o grupo ligado a “Egger” teria começado atuando na execução de traficantes e depois ampliado sua atuação para funcionar como uma estrutura de matadores de aluguel, realizando homicídios e tentativas de homicídio mediante pagamento. Para sustentar a denúncia, a investigação reuniu imagens de câmeras de segurança, dados obtidos após quebra de sigilo telemático, rastreamento de celulares por antenas, perícias balísticas, exames em munições, apreensão de aparelhos eletrônicos e diligências autorizadas pela Justiça. A decisão também registra que parte dos denunciados morreu durante o andamento das investigações e menciona a existência de indícios ainda não confirmados de possível assassinato de um integrante desaparecido em contexto investigado como eventual “queima de arquivo”, hipótese que segue sem conclusão oficial nos autos. Ao decretar as prisões preventivas, o magistrado destacou que o modus operandi marcado por planejamento, emboscada, divisão de tarefas, uso de armas de fogo e indícios de vínculo com milícia demonstraria elevada periculosidade concreta e justificaria a medida para preservar a ordem pública e a instrução processual. O Juízo também autorizou o compartilhamento das provas produzidas neste processo com outros procedimentos que investigam o funcionamento da Milícia de Itatiquara e fatos relacionados a integrantes do grupo. O processo continua em tramitação e as acusações ainda serão submetidas à fase de instrução e julgamento, sem condenação definitiva até o momento.

MAIS UM ESCÂNDALO REVELADO: Quase 4 anos depois, Justiça tira das ruas PMs acusados de arrancar propina em euros de turista na Estrada do Joá

Quase quatro anos após um escandaloso caso de corrupção policial ocorrido na Zona Sul do Rio, a Justiça Militar decidiu afastar das ruas três policiais militares acusados de extorquir um turista estrangeiro durante uma abordagem na Estrada do Joá, em São Conrado. A decisão foi assinada pelo juiz da Auditoria da Justiça Militar que recebeu denúncia do Ministério Público contra um 2º sargento, um 3º sargento e um cabo da PM pelo crime de concussão — quando um agente público exige vantagem indevida usando o cargo. Segundo a denúncia, os PMs teriam exigido 2.500 euros de um passageiro estrangeiro após abordarem o veículo de aplicativo em que ele estava. Apesar da gravidade das acusações, a decisão que afastou os policiais da atividade operacional só ocorreu anos após o episódio, ocorrido em junho de 2023, fato que chama atenção diante da denúncia de corrupção envolvendo agentes armados em serviço. Abordagem terminou em suposta cobrança de propina em euros De acordo com o Inquérito Policial Militar, o caso aconteceu por volta das 18h50 na Estrada do Joá. A vítima estava em um carro de aplicativo quando foi abordada pela equipe policial. Segundo o Ministério Público, os agentes obrigaram o passageiro a desembarcar enquanto realizavam revista pessoal e inspeção da bagagem. Durante a abordagem, a vítima informou que carregava determinada quantia em euros. Em seguida, os policiais encontraram medicamentos na mala do passageiro. Foi nesse momento, segundo a denúncia, que os agentes passaram a afirmar que o estrangeiro seria conduzido para a delegacia. O Ministério Público afirma que o 2º sargento iniciou então uma conversa reservada com a vítima, enquanto os outros dois PMs permaneceram próximos, garantindo apoio e “superioridade numérica” durante a ação. Ainda segundo a acusação, o policial exigiu o pagamento de 2.500 euros para não levar o passageiro à delegacia. Após entregar o dinheiro, a vítima foi liberada e seguiu viagem. Justiça vê “risco inaceitável” em manter PMs nas ruas Ao receber a denúncia, a Justiça Militar entendeu que existem indícios suficientes para abertura da ação penal e classificou a conduta investigada como extremamente grave. Na decisão, o magistrado afirmou que os policiais, em tese, utilizaram o cargo e a função pública para exigir vantagem indevida da vítima. O juiz destacou ainda que a permanência dos acusados na atividade policial ostensiva representa ameaça à sociedade. “As condutas são especialmente reprováveis por terem se valido de seus cargos para exigirem quantia indevida da vítima, violando a proteção desta e constituindo risco inaceitável para a sociedade”, destacou a decisão. Diante disso, a Justiça determinou: Os três permanecerão apenas em funções administrativas até nova decisão judicial. Investigação reuniu escalas, registros e documentos internos Segundo a decisão, o Inquérito Policial Militar reuniu: A Justiça Militar entendeu que a denúncia do Ministério Público descreve de maneira individualizada a participação de cada policial no caso. Os PMs responderão pelo crime de concussão, previsto no Código Penal Militar, cuja pena pode chegar a oito anos de prisão. O processo seguirá agora para a fase de instrução criminal na Auditoria da Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Sessão de tortura em Bonsucesso: PMs teriam usado barras de ferro e spray de pimenta contra suspeito rendido. Depois de quase três anos, envolvidos foram afastados das ruas

IDepois de quase três anos, a Justiça Militar suspendeu o exercício de função pública de dois PMs acusados de aplicar golpes com barras de ferro e de madeira, além da utilização de spray, a intenso sofrimento físico, como forma de aplicar castigo pessoal a uma pessoa que não foi identificada nos autos suspeita de furto a residência, O relatório aponta que, no dia 24 de outubro de 2023, por volta das 00h40min, na rua Bonsucesso, no bairro Bonsucesso, Rio de Janeiro/RJ, os PMs . Na ocasião, os PMs foram acionados para verificação da possível prática de furto a uma residência no endereço Ao chegarem ao local, se depararam com um suspeito, ainda não identificado e autor do suposto delito, momento em que os agentes, como forma de punição, iniciaram as agressões com a utilização de barra de ferro, pedaço de madeira e uso de spray contra a vítima. Tais atos de violência duraram cerca de 4 (quatro) minutos e foram capturados pelas imagens juntadas. Cessadas as agressões, os PMs liberaram a vítima e voltaram ao patrulhamento de rotina. A decisão judicial determinou que os PMs envolvidos não sejam escalados na atividade policial (atividade-fim), devendo permanecer na atividade administrativa; O Inquérito Policial Militar foi instaurado com a finalidade de apurar possível crime de tortura cometido pelos policiais durante o serviço, bem como eventual prática de ilícitos por parte dos militares responsáveis pelo registro dos fatos. A apuração preliminar se deu por análise da oitiva dos investigados, do Termo de Análise de Vídeo e do Laudo Pericial de Exame Audiovisual, os quais geraram os relatórios acostados ao inquérito que apontam fatos e imagens que trazem indícios mínimos dos delitos imputados na denúncia.

Guerra no Recreio e Vargens: investigação revela estrutura do TCP com “matadores”, tráfico na praia e disputa sangrenta contra CV e milícia

A recente execução de um casal no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, voltou a escancarar a guerra silenciosa que vem transformando a região do Recreio e de Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio, em território de disputa entre traficantes do Comando Vermelho (CV), integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e grupos milicianos. Em meio ao clima de tensão, uma denúncia do Ministério Público do Rio revelou detalhes da estrutura criminosa montada pelo TCP nas regiões do Terreirão e Posto 12, apontando traficantes responsáveis por execuções, distribuição de drogas, monitoramento policial e venda de entorpecentes em plena orla da praia. A morte do casal, ocorrida recentemente em uma das áreas mais conflagradas do Recreio, aumentou o medo entre moradores e frequentadores da região. O crime é tratado nos bastidores da segurança pública como mais um reflexo da disputa territorial que se intensificou nos últimos anos na Zona Sudoeste da capital. Segundo o Ministério Público, o TCP mantém domínio sobre pontos estratégicos do Terreirão, Canal, Pombo Sem Asa, Taboinha e Notredame, além de áreas próximas às Vargens e ao Posto 12, onde traficantes atuariam até mesmo durante o dia comercializando drogas para turistas e frequentadores de quiosques. A investigação aponta que armas e entorpecentes eram escondidos na areia da praia, debaixo de decks e próximos a barcos utilizados pelos criminosos. Estrutura da facção tinha gerentes, distribuidores e executores A denúncia mostra que a facção possuía uma divisão clara de funções dentro da organização criminosa. O traficante conhecido como “Lobim” aparece como um dos principais gerentes do tráfico na região, responsável pelo abastecimento de drogas vindas da Vila do João, no Complexo da Maré. Além da logística dos entorpecentes, ele é apontado como um dos principais “matadores” da facção, ligado a diversos homicídios ocorridos no Recreio. Outro nome citado é “RB”, descrito pelos investigadores como um dos “frentes” do TCP no Terreirão. Segundo o Ministério Público, ele atuava diretamente na eliminação de rivais e no controle dos pontos de venda de drogas. Já o criminoso conhecido como “Sem Vulgo” é apontado como um dos principais executores da organização. Testemunhas afirmaram que ele fazia rondas diárias pela comunidade à procura de integrantes de facções rivais para matar. Outro denunciado, conhecido como “Chibata”, foi apontado como participante de ataques armados e homicídios ligados à disputa territorial. Em um dos episódios citados na investigação, ele teria efetuado disparos contra um rival dentro de um posto de saúde no Terreirão. Tráfico funcionava em quiosques e pistas de skate A denúncia detalha ainda que o tráfico funcionava abertamente em áreas movimentadas do Posto 12. Segundo as investigações, integrantes da facção comercializavam cocaína e maconha na areia da praia, em quiosques, decks e próximos à pista de skate frequentada por jovens e turistas. Uma das denunciadas foi flagrada vendendo drogas diretamente para frequentadores da praia. Outro integrante acabou preso após fazer uma transmissão ao vivo nas redes sociais exibindo cocaína e anunciando a venda do entorpecente. O Ministério Público afirma que quase metade dos registros de tráfico da região estavam concentrados no entorno do Posto 12. Guerra envolve também milicianos e o Comando Vermelho As investigações mostram que a violência no Recreio e nas Vargens vai além da rivalidade entre TCP e CV. Grupos milicianos também tentam avançar sobre áreas estratégicas da Zona Sudoeste, aumentando o cenário de confrontos e execuções. Um dos casos citados na denúncia envolve a morte de dois homens apontados como milicianos. Segundo os investigadores, traficantes do TCP teriam sido acionados após a presença dos rivais ser identificada no Terreirão. O Ministério Público afirma que o conflito armado provocou uma explosão nos homicídios da região, que registrou aumento de 163% nas mortes entre 2022 e 2023. Além das execuções, os criminosos utilizavam grupos de WhatsApp para monitorar viaturas e operações policiais em tempo real, permitindo esconder drogas e armas antes da chegada das equipes. Para os investigadores, o Recreio e a região das Vargens deixaram de ser apenas áreas de expansão imobiliária e lazer da cidade para integrar o mapa das principais disputas do crime organizado no Rio de Janeiro. cara, nao eh para omitir as funcoes dos traficantes Execução de casal expõe guerra entre facções na Zona Sudoeste do Rio; denúncia revela estrutura do TCP no Recreio com gerentes, “matadores” e tráfico na praia A execução recente de um casal no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, voltou a expor a escalada da violência na região do Recreio e de Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio, onde traficantes do Comando Vermelho (CV), integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e grupos milicianos travam uma disputa armada por território, pontos de drogas e influência criminosa. Em meio ao clima de guerra, uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio detalhou a estrutura montada pelo TCP no Terreirão e no Posto 12, revelando a atuação de gerentes do tráfico, distribuidores de drogas, vendedores na praia, executores de rivais e integrantes responsáveis por monitorar operações policiais. Segundo a investigação, a facção domina áreas como Terreirão, Canal, Pombo Sem Asa, Taboinha, Notredame e pontos estratégicos próximos às Vargens e à orla do Recreio. O documento mostra que a região virou um dos principais centros de venda de drogas da Zona Sudoeste, com traficantes atuando até mesmo em quiosques, decks e pistas de skate frequentadas por turistas. A denúncia afirma que armas e drogas eram enterradas na areia da praia ou escondidas embaixo de barcos e estruturas da orla. Gerentes do tráfico e ligação com o Complexo da Maré Entre os principais nomes citados está o traficante conhecido como “Lobim”, apontado como um dos gerentes do tráfico no Posto 12 e Terreirão. Segundo o Ministério Público, ele era responsável por trazer drogas da Vila do João, no Complexo da Maré, para abastecer os pontos de venda no Recreio. Além da logística dos entorpecentes, Lobim também seria um dos principais “matadores” da facção, ligado a diversos homicídios registrados na região. Outro denunciado apontado como liderança é “RB”, descrito como um dos “frentes” do TCP no Terreirão. A investigação afirma

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