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De respiradores na pandemia a suposto rombo de R$ 86 milhões: Didê volta ao centro de investigação milionária

Antes da denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro contra o presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM), Davi Perini Vermelho, conhecido como “Didê”, ele teve seu nome envolvido em um episódio que já havia colocado seu nome no centro de uma das maiores investigações de corrupção durante a pandemia de Covid-19. Antes de ser apontado como líder de uma suposta organização criminosa acusada de desviar R$ 86,2 milhões do Instituto Rio Metrópole, Davi Perini já figurava entre os investigados da Operação Oxigênio, deflagrada em 2020 para apurar fraudes na compra emergencial de respiradores pelo Governo de Santa Catarina. Na época, a investigação do Ministério Público Federal apontava indícios de corrupção, fraude na dispensa de licitação e possível desvio de R$ 33 milhões destinados à aquisição de ventiladores pulmonares da empresa Veigamed. Segundo os investigadores, Davi Perini integrava o grupo de pessoas suspeitas de participação nas negociações do contrato investigado. Embora a prisão preventiva dos investigados tenha sido posteriormente substituída por medidas cautelares, o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal por meio de um habeas corpus. Em novembro de 2020, a Segunda Turma do STF, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, manteve as restrições impostas aos investigados. Na decisão, o ministro destacou que havia elementos concretos que justificavam a manutenção das medidas cautelares, citando a gravidade dos fatos investigados, o suposto desvio milionário de recursos públicos e a necessidade de preservar a apuração. O voto menciona expressamente Davi Perini Vermelho ao lado de outros investigados e registra que mensagens de WhatsApp teriam sido apagadas, em aparente tentativa de dificultar as investigações, circunstância considerada relevante para impedir contatos entre os investigados e evitar eventual reiteração criminosa. Entre as medidas impostas estavam a entrega do passaporte, proibição de manter contato com os demais investigados, comparecimento periódico à Justiça, recolhimento domiciliar noturno, uso de tornozeleira eletrônica, além da proibição de contratar com a administração pública e de atuar em atividades relacionadas à aquisição de equipamentos médicos destinados ao enfrentamento da pandemia. Ao negar o recurso da defesa de um dos investigados, Gilmar Mendes afirmou que as restrições eram proporcionais e adequadas diante dos indícios reunidos pela investigação, ressaltando que elas poderiam ser revistas futuramente caso surgissem novos elementos no processo. Agora, quase seis anos depois, Davi Perini volta a ser alvo de uma investigação de grande repercussão. Segundo a denúncia do Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (GAESF/MPRJ), ele comandava o núcleo de servidores responsável por autorizar contratações, firmar contratos e controlar pagamentos dentro do Instituto Rio Metrópole. De acordo com o Ministério Público, entre 2022 e 2026 foi estruturado um esquema que teria movimentado R$ 86,28 milhões, por meio de contratos com empresas privadas. Parte dos recursos, segundo a acusação, era transferida para uma entidade sem estrutura operacional compatível, de onde o dinheiro era sacado em espécie e posteriormente transportado sob escolta armada para dificultar o rastreamento dos valores. A nova denúncia, portanto, recoloca Davi Perini no centro de uma investigação sobre supostos desvios de recursos públicos, poucos anos após seu nome já ter aparecido na Operação Oxigênio, quando o Supremo Tribunal Federal considerou legítima a imposição de medidas cautelares diante dos indícios apresentados pelos investigadores. O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESF/MPRJ) denunciou 11 pessoas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações e lavagem de dinheiro em um esquema de desvio de recursos públicos do Instituto Rio Metrópole (IRM). São cumpridos seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão, nesta quinta-feira (09/07), em endereços na capital, em São Gonçalo e em Teresópolis, com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra) do Ministério da Justiça e da Corregedoria da Polícia Civil. De acordo com a denúncia apresentada à 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, os acusados utilizaram contratos firmados pelo IRM entre julho de 2022 e maio de 2026 para desviar recursos, em um esquema que movimentou R$ 86,28 milhões. Segundo o Ministério Público, valores pagos a duas empresas contratadas eram posteriormente transferidos para a Brazilian Institute of Organics (Instituto BIO), uma entidade sem estrutura operacional compatível, de onde o dinheiro era sacado em espécie. O MPRJ requereu e obteve a prisão preventiva de seis agentes públicos identificados como integrantes do esquema. Segundo a denúncia, Davi Perini Vermelho, o “Didê”, ex-presidente da Câmara de São João de Meriti e atual presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM), liderava o núcleo de servidores investigado, autorizando contratações, firmando contratos e controlando pagamentos. Ele foi preso durante a ação. Também foram cumpridos mandados de prisão contra Franquis Dias Nepomuceno, diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM e delegado da Polícia Civil, que atuava como ordenador de despesas e exercia o controle de fato do grupo RioForte, responsável pela escolta armada do dinheiro; Marcelo Lopes da Silva, procurador do Estado então à frente da Procuradoria-Geral do IRM, acusado de emitir os pareceres que deram cobertura jurídica às contratações e ao reajuste irregular do contrato; Caroline Soares Barros, que acumulava as funções de fiscal de contratos do IRM e presidente do Instituto BIO — a entidade de fachada por onde os recursos passavam antes de serem sacados em espécie; e Amanda Íthala Santos da Paschoa, que a sucedeu na fiscalização e atestou a execução dos contratos, respaldando os pagamentos. O GAESF/MPRJ também obteve mandado de prisão contra Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do IRM e integrante da Comissão Técnica de Licitação, apontado como articulador do direcionamento das licitações em favor das contratadas. Ele encontra-se foragido.Em relação aos demais denunciados, a Justiça aplicou medidas cautelares diversas da prisão, entre elas, o monitoramento eletrônico, o comparecimento periódico em juízo e a proibição de se ausentarem do País. São eles: Leilson de Souza Nepomuceno, Gerson Luís de Araújo Rodrigues, Hélio Augusto Machado Pessôa, Roberto Accioly Peotta e Roberto Peotta.

Trabalhadores denunciam esquema de “arrego” a traficantes e milicianos para liberar entregas em favelas do Rio; dois processos expõem relatos chocantes

Uma ação trabalhista revelou denúncias que ultrapassam a discussão sobre direitos trabalhistas e expõem um suposto esquema envolvendo o pagamento de “arrego” para que caminhões de entrega pudessem circular em áreas dominadas por organizações criminosas no Estado do Rio de Janeiro. Os relatos foram feitos por trabalhadores que atuavam nas entregas e descrevem uma rotina marcada pelo medo, pela intimidação e pela convivência direta com homens armados. Segundo os depoimentos prestados à Justiça, a empresa teria estabelecido acordos com traficantes e milicianos para garantir o acesso às comunidades onde realizava suas operações comerciais. De acordo com uma das testemunhas ouvidas em juízo, o chamado “arrego” consistia na entrega de mercadorias a criminosos que controlavam essas regiões. O depoente afirmou que a prática beneficiava traficantes, milicianos e até policiais que atuariam nas localidades, permitindo que os caminhões continuassem realizando as entregas sem sofrer ataques ou impedimentos. A testemunha relatou que as equipes atendiam comunidades como Aliança, Dom Bosco e Grão Pará, em Nova Iguaçu, consideradas áreas de forte influência do crime organizado. Segundo o depoimento, quando o “acordo” deixava de ser cumprido, os trabalhadores eram impedidos de deixar a comunidade e permaneciam sob a vigilância de criminosos armados até que a situação fosse resolvida. O relato é um dos trechos mais impactantes do processo. Conforme a testemunha, motoristas e ajudantes ficavam literalmente sentados, cercados por homens armados, aguardando que representantes da empresa resolvessem o impasse com os criminosos responsáveis pelo controle territorial da região. As denúncias não partiram apenas do trabalhador que ajuizou a ação. Uma testemunha confirmou detalhadamente a existência desses supostos acordos e descreveu a dinâmica utilizada para garantir a entrada dos veículos nas comunidades. Já uma testemunha apresentada pela própria empresa reconheceu que o reclamante era responsável por uma rota que atendia a comunidade do Grão Pará, embora tenha afirmado não saber se havia pagamento de “arrego”. Ao analisar as provas, o juiz destacou que os relatos demonstram uma exposição completamente incompatível com qualquer ambiente de trabalho. Na sentença, o magistrado registrou que obrigar empregados a permanecerem em áreas dominadas por criminosos armados, aguardando a solução de conflitos envolvendo supostos pagamentos a grupos criminosos, extrapola qualquer risco normal da atividade profissional. A decisão afirma que a tensão psicológica vivida pelos trabalhadores, obrigados a aguardar uma “solução comercial” enquanto permaneciam sob a mira de armas de fogo, ultrapassa todos os limites de tolerância e configura grave violação aos direitos fundamentais do trabalhador. O magistrado também entendeu que, caso confirmadas essas circunstâncias, a empresa deixou de cumprir seu dever constitucional de proporcionar um ambiente de trabalho seguro, submetendo seus funcionários a um risco muito superior ao inerente à atividade de entrega de bebidas. Em razão desse conjunto de provas, a Justiça condenou a empresa ao pagamento de indenização por danos morais. No entanto, o trabalhador recorreu da decisão, sustentando que o valor fixado não é compatível com a gravidade das denúncias nem com o porte econômico da empresa. Mais do que uma discussão sobre verbas trabalhistas, o caso chama atenção pelo conteúdo dos depoimentos, que descrevem a suposta existência de negociações entre empresas privadas e grupos criminosos para viabilizar atividades comerciais em territórios dominados por facções e milícias. Os relatos apontam que os maiores prejudicados eram justamente os trabalhadores, obrigados a ingressar diariamente em áreas de alto risco e, segundo as testemunhas, abandonados à própria sorte sempre que os supostos acordos deixavam de ser cumpridos. As denúncias, registradas sob compromisso legal perante a Justiça do Trabalho, lançam luz sobre uma realidade frequentemente relatada por profissionais que atuam em comunidades dominadas pelo crime organizado: a de que, para manter suas operações, empresas acabam se submetendo às regras impostas por grupos armados, enquanto motoristas, ajudantes e entregadores são expostos a situações extremas de medo, coação e riscoA equipe do Fatos Policiais teve acesso a outro processo trabalhista que reforça denúncias semelhantes envolvendo a atuação de empresas em áreas dominadas pelo crime organizado no Estado do Rio de Janeiro. Na ação, um ex-funcionário afirma que foi obrigado a negociar diretamente com traficantes e milicianos para garantir a realização de entregas e ações comerciais em comunidades controladas por grupos criminosos. Segundo o trabalhador, a empresa delegava aos próprios empregados a responsabilidade de acertar com criminosos os valores e condições do chamado “arrego”, expondo vendedores e supervisores a um risco permanente de morte. O processo foi ajuizado em dezembro de 2023 e reúne uma série de acusações contra a empresa. Além de jornadas exaustivas, supressão de intervalos e outras irregularidades trabalhistas, o ponto mais grave da ação diz respeito às alegações de que funcionários eram utilizados como intermediários em negociações com traficantes e milicianos para viabilizar operações comerciais em territórios dominados por organizações criminosas. Em seu depoimento, o trabalhador afirmou que era obrigado a negociar “o percentual das doações” exigidas por criminosos para permitir a entrada das equipes nas comunidades. Segundo ele, a situação gerou tamanho abalo psicológico que passou a temer por sua própria vida, alterou sua rotina pessoal e afetou inclusive seu relacionamento familiar. Os relatos não ficaram restritos ao autor da ação. Uma testemunha confirmou em juízo que o chamado “arrego” correspondia a uma “taxa informal negociada entre a empresa e as comunidades para que pudesse fazer as vendas e as entregas”. Ainda segundo esse depoimento, quando o pagamento não era realizado, vendedores sofriam represálias impostas pelos criminosos. A testemunha revelou ainda um episódio que demonstra o nível de risco enfrentado pelos funcionários. Segundo declarou sob compromisso legal, chegou a permanecer retida por milicianos em Rio das Pedras até que o pagamento exigido fosse efetuado. O mesmo depoimento afirma que o supervisor da equipe — autor da ação — era quem costumava negociar diretamente com os criminosos e chegou a ir ao local para resolver o impasse. Outro trecho do processo chama atenção por indicar que a empresa tinha pleno conhecimento dos riscos enfrentados por seus empregados. Durante a audiência, o representante da companhia reconheceu que já haviam ocorrido episódios de violência relacionados à realidade das operações no Rio de Janeiro

Duas execuções, morte de policial e rumores de invasão: o barril de pólvora que virou o Muquiço (TCP)

Horas antes do ataque que terminou com a morte do policial civil Carlos Alberto Freire Neto, a Favela do Muquiço, em Deodoro, já vivia um cenário de forte tensão, segundo relatos que circulam entre moradores e em redes sociais. Na madrugada do mesmo dia, dois homens foram encontrados mortos na Rua Carolina de Assis, um dos principais acessos à comunidade. Informações que circulam na região apontam que as vítimas seriam supostos “X9” (informantes) executados por traficantes que atuam no Muquiço. Até o momento, porém, essa versão não foi confirmada pelas autoridades. O duplo homicídio é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que ainda não divulgou a identidade das vítimas nem informou a existência de suspeitos. Nos bastidores da guerra entre facções, também circulam rumores de que o Comando Vermelho estaria preparando uma nova tentativa de retomar o controle da comunidade, atualmente dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP). A disputa ganhou força após a prisão de Coronel, antigo chefe do tráfico local. Outra informação que vem sendo compartilhada, mas que também não foi confirmada oficialmente, é a de que o traficante Grisalho, apontado como um dos possíveis sucessores de Coronel, teria deixado o Muquiço e se refugiado no Complexo da Pedreira, em Costa Barros. Segundo esses relatos, ele enfrentaria dificuldades para manter o controle da comunidade e não teria efetivo suficiente para resistir a uma eventual invasão promovida por rivais do Comando Vermelho. Até o momento, não há confirmação oficial da Polícia Civil sobre qualquer mudança no comando da facção ou sobre a veracidade dessas informações.

Saiba quem é o bandido que pode ter herdado o comando do Muquiço (TCP) após a prisão de Coronel. Traficantes da favela atacaram policiais e um agente acabou morto

A morte do policial civil Carlos Alberto Freire Neto, durante um ataque de traficantes da Favela do Muquiço, em Deodoro, colocou novamente no centro das atenções um dos criminosos mais perigosos do estado. Com a prisão recente do chefe do tráfico da comunidade, conhecido como Coronel, investigadores apontam que um dos bandidos que pode ter assumido o comando da favela é o traficante Grisalho, contra quem existem 14 mandados de prisão. O ataque que vitimou o agente da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) também deixou uma policial civil e um morador baleados, provocando uma megaoperação da Polícia Civil na comunidade. Natural de São Gonçalo, Grisalho foi aliado de Thomas Jhayson Vieira Gomes, o 3N, um dos antigos chefes do tráfico do Complexo do Salgueiro. Os dois romperam com o Comando Vermelho (CV) e migraram para o Terceiro Comando Puro (TCP), fortalecendo a facção em diversas regiões do estado. Segundo investigações, Grisalho chegou a comandar o tráfico em mais de dez comunidades de São Gonçalo. Além da atuação no tráfico, Grisalho e Coronel são apontados em investigações como responsáveis por impor um regime de terror na região do Muquiço. Trabalhadores da Light eram impedidos de realizar cortes de energia elétrica e chegaram a ser ameaçados de morte. Em um dos episódios, dois funcionários tiveram equipamentos roubados na Rua Melita, atrás da Igreja Nossa Senhora de Guadalupe, e receberam o aviso de que seriam mortos caso retornassem ao local. As investigações também apontam que Grisalho e Coronel mantinham ligação com supostos milicianos. A partir dessa aliança, comerciantes passaram a ser obrigados a pagar taxas ilegais sob ameaça de morte. Um comerciante que se recusou a pagar acabou assassinado. Grisalho e Coronel também fizeram parte da Tropa do Pai, que comandava o Complexo da Alma, em São Gonçalo. A quadrilha foi identificada em diversos procedimentos investigatórios, vários deles instaurados na DHNSG para apurar a prática reiterada de crimes de homicídio na região. Foi possível verificar que os denunciados, valendo-se do denominado “tribunal do tráfico” por eles instituído, julgavam e executavam todos aqueles que são considerados inimigos ou informantes (“X-9”) da facção criminosa rival Comando Vermelho, Mesmo sendo um dos criminosos mais procurados do Rio de Janeiro, Grisalho chegou a desafiar publicamente as autoridades. Após ter sua foto divulgada em um cartaz do Disque Denúncia oferecendo recompensa de R$ 1 mil por informações sobre seu paradeiro, publicou uma selfie nas redes sociais com a frase: “Quem me pegar tem um doce!!!” Após o assassinato do policial Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, a Secretaria de Estado de Polícia Civil desencadeou uma operação emergencial na Favela do Muquiço, mobilizando equipes dos Departamentos-Gerais de Polícia Especializada (DGPE), da Capital (DGPC), da Baixada (DGPB) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Carlos Alberto ingressou na Polícia Civil em dezembro de 2023 e, desde maio deste ano, atuava na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense. Ele deixa esposa e dois filhos. Em nota, a Polícia Civil afirmou que ataques contra agentes de segurança representam um ataque direto ao Estado e garantiu que seguirá intensificando o combate às facções criminosas. A instituição se solidariza com familiares, amigos e colegas de trabalho, prestando suas mais sinceras condolências.Até

Traficante do TCP que levou golpe e perdeu áreas em Vargem Grande tentou acordo com rivais (OUÇA ÁUDIO) que não aceitaram e ainda debocharam. “Tá passando vergonha”. Mesmo assim, bandido ameaçou moradores e comerciantes (OUÇA)

Depois de ter tomado um golpe e perdido todas as comunidades para o Comando Vermelho na região de Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio, o traficante GB teria supostamente tentado negociar com rivais a retomada das áreas. Um áudio atribuído a ele que circula nas redes sociais reforça essa suspeita ]OUÇA:https://x.com/Vargensnoticia/status/2074545255471354212/video/1 O mesmo bandido também teve um áudio divulgado em que ameaçaria moradores e comerciantes da região OUÇA: https://x.com/Vargensnoticia/status/2074524655172333772/video/1 Segundo apuração do repórter Bruno Assunção, um dos áudios mostra o criminoso conhecido como BMW, apontado como uma das principais lideranças do CV, rejeitando qualquer possibilidade de acordo com o TCP. Outros soldados da facção também teriam se manifestado contra a negociação. O CV ainda debochou do CV; ENTENDA O CASO Entre sexta-feira e sábado, o Terceiro Comando Puro perdeu suas comunidades em Vargem Grande devido a um “golpe de estado”, agora todas pertencem ao Comando Vermelho. Segundo relatos, a troca de bandeira teria acontecido pois um dos chefes do TCP na região, vulgo GB, não estaria dando a devida atenção nas comunidades e deixando seus soldados “abandonados”. Com a mudança, GB e seus aliados buscaram refúgio no Complexo da Maré. Os principais articuladores da ação teriam sido os traficantes Orelha, chefe da comunidade Taboinha, e o Renatinho, que era um dos homens de confiança do GB. Na sexta, traficantes do TCP tentaram baquear a Favela do Canal porém não tiveram sucesso e um inocente acabou morto. Até o momento, o CV encontra apenas milicianos como resistência em Vargem Grande. O vídeo abaixo, mostra GB e seus aliados exibindo seus armamentos. Eles estariam escondidos na Vila do João (TCP). As comunidades que trocaram a bandeira foi: Pombo Sem Asa, Canal, Taboinha, Comunidade do 30, Paciência, Vila dos Crentes e Fundação.

CV comemora prisão de Canella com fogos e deboche nas redes. VIDEO

Traficantes do Comando Vermelho da comunidade do Castelar, em Belford Roxo, comemoraram com a prisão do ex-prefeito Márcio Canella Relatos dão conta de quase 10 minutos de fogos na noite da terça-feira. Os bandidos também postaram fotos debochando do político, que é pré-candidato ao Senado. “Cracudo fedorento. Se fudeu”. A prisão aconteceu durante a Operação Unha e Carne, que cumpriu 19 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. Segundo a investigação, o grupo é suspeito de lavar dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis. Entre os alvos estava Canella, que acabou preso por portar um fuzil A repercussão nas redes mostra o impacto da operação na Baixada Fluminense. Durante o seu governo, Canella disse que reprimiu o tráfico, principalmente com a retirada de barricadas. Toda vez que um bandido era preso, o então prefeito dizia que iria ”sentar no colo do capeta’

Alvo da Operação Unha e Carne, delegado Marcus Amin já havia sido afastado pela Justiça por operação considerada ilegal

Um dos alvos da sexta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta terça-feira (7) pela Polícia Federal, o delegado Marcus Vinícius Amin volta ao centro de uma investigação policial anos depois de ter sido alvo de uma decisão judicial que determinou seu afastamento cautelar da Polícia Civil por supostas irregularidades durante uma operação da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo. O processo, no entanto, foi arquivado. Amim já foi chefe da Polícia Civil também. Marcus Amin já havia enfrentado problemas com a Justiça em um processo decorrente de uma operação realizada em fevereiro de 2017. Em decisão que acolheu pedido do Ministério Público, o juiz destacou que havia indícios, corroborados pela investigação ministerial e pela Corregedoria da Polícia Civil, de que policiais da Delegacia de Homicídios ingressaram em uma residência sem mandado judicial e sem autorização dos moradores. Segundo a decisão, imagens do circuito interno de segurança e laudos periciais indicariam que os agentes acessaram o imóvel pelos fundos, pulando o portão da residência. O próprio Marcus Amin, em depoimento prestado à Corregedoria, confirmou que a equipe realizava diligências para localizar uma arma de fogo supostamente utilizada em um homicídio, admitindo que não havia mandado de busca e apreensão para a operação. O magistrado também apontou indícios de outras irregularidades, como a condução de um suspeito sem ordem judicial e o suposto emprego excessivo de força durante a ação, fatos que, segundo a decisão, eram corroborados pelas imagens anexadas ao processo. Diante desse conjunto de elementos, o juiz determinou o afastamento cautelar dos policiais envolvidos, incluindo Marcus Amin, proibindo-os de exercer funções policiais, ingressar em delegacias como agentes públicos e portar armamento funcional enquanto perdurassem as medidas cautelares. O pedido de prisão preventiva, entretanto, foi negado por ausência de elementos que demonstrassem risco concreto à investigação ou tentativa de intimidação de testemunhas. Na ação desta terça, a Polícia Federal cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense, além de medidas de sequestro de bens, bloqueio de valores e suspensão das atividades de empresas ligadas ao grupo investigado. Segundo a PF, a organização criminosa teria utilizado uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro e movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). Durante o cumprimento dos mandados, agentes apreenderam veículos de luxo em imóveis localizados nos bairros de Camboinhas e Piratininga, em Niterói, além de dinheiro em espécie e outros bens que serão periciados. Ainda durante a operação, um dos investigados apontado pela Polícia Federal como braço político da organização foi preso em flagrante após os policiais encontrarem um fuzil calibre .556 no interior de seu veículo. Trata-se do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, que foi autuado pelo crime de posse ou porte de arma de fogo de uso restrito. Agora, o delegado volta a figurar entre os investigados na Operação Unha e Carne, que apura uma suposta estrutura criminosa responsável por lavar recursos por meio de empresas do setor de combustíveis, com participação de agentes públicos e operadores financeiros.

Veja vídeos que mostram suposta encenação de traficantes do CV para incriminar rivais do TCP em Jardim América por conta de granada deixada em telhado de creche. ACESSE O LINK

Assista os vídeos que mostram uma suposta encenação de traficantes do Comando Vermelho que teriam colocado uma granada no telhado de uma creche na comunidade de Furquim Mendes no Jardim América para incriminar os rivais do Terceiro Comando Puro de Vigário Geral com quem estão em guerra. Os vídeos mostram os bandidos posicionando um carro destruído como barricada bem ao lado de uma creche. Eles teriam tentado forjar um ataque com drone: colocaram o veículo praticamente inutilizado no local para simular que uma granada teria sido lançada por drone e culpar rivais de Vigário Geral e Parada de Lucas. As imagens ainda mostram os criminosos efetuando diversos disparos a esmo durante a ação. Usar uma creche como cenário para encenação criminosa. Isso é o nível que chegou. Acesse o link e assista https://twitter.com/CDFNOTICIA/status/2073921615679651923/video/1 Páginas ligadas ao Traficante Peixão desmentiu ataque da facção (TCP) no Jardim América.

CV e milicia voltaram a entrar em guerra em três regiões do Rio com relatos de mortes

Mais úm fim de semana de guerra entre o Comando Vermelho e a milicia em três regiões da capital fluminense com registros de mortes. Criminosos ligados à Tropa do Urso (CV) realizaram um baque simultâneo na Favela da Guarda e na Favela do Rato em Del Castilho, matando dois milicianos. Milicianos oriundos da Carobinha, em Campo Grande ligados ao GAT do Cara de Egua executaram um taficante ligado à Tropa do Flamengo (CV) na Vila Kennedy.. Paramilitares ironizaram Em Curicica, traficantes da Tropa do Tricolor (CV) avançaram e expulsaram os rivais ligados à milícia do Capitão América da Comunidade do Alto do Bela Vista.

Relatos apontam suposto aumento da ‘taxa de segurança’ e cobranças sobre água, energia e comércio em Rio das Pedras (milícia)

Circulam nas redes sociais denúncias de que moradores de Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio, teriam sido informados nesta semana sobre um aumento na chamada “taxa de segurança” cobrada na comunidade. Segundo as publicações, um comunicado teria sido distribuído aos moradores informando que a cobrança passará para R$ 80 mensais a partir do próximo mês. A informação foi compartilhada de forma anônima por um morador, que afirma já ter sido notificado por integrantes do grupo responsável pelas cobranças. Ainda de acordo com os relatos que circulam nas redes sociais, moradores também estariam sendo obrigados a pagar R$ 80 por cada caixa-d’água, R$ 70 pela chave dos portões da comunidade, R$ 150 de taxa de moradia — mesmo para imóveis próprios —, além de R$ 200 referentes ao fornecimento de energia e outros R$ 200 pelo abastecimento de água. As denúncias também apontam que comerciantes estariam sendo submetidos a cobranças semanais que variariam de acordo com o porte do estabelecimento. Conforme esses relatos, pequenos comerciantes pagariam até R$ 2 mil por semana, enquanto grandes comerciantes poderiam ser cobrados em valores que chegariam a R$ 50 mil semanais. Esse último valor, no entanto, ainda não pôde ser confirmado de forma independente. Além disso, comerciantes também estariam sendo obrigados a pagar taxas sobre diversos produtos comercializados, como farinha, lâminas de barbear, gaiolas para pássaros, carvão, entre outros. As informações têm caráter extraoficial e são baseadas em denúncias e relatos divulgados nas redes sociais, não havendo, até o momento, confirmação oficial sobre os fatos. Rio das Pedras viveu nas últimas semanas um acirramento das disputas entre a milícia e o Comando Vermelho com dias sucessivos de tiroteios e casas atingidas por granadas lançadas por drones. A comunidade estaria sendo controlada em conjunto entre milicianos e traficantes do Terceiro Comando Puro.

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