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denúncia

CV teria expulsado o TCP de São João de Meriti e ampliado domínio na Baixada Fluminense

Segundo informações que circulam nas redes sociais neste fim de semana, o Comando Vermelho teria expulsado de vez os rivais do Terceiro Comando Puro de São João de Meriti. De acordo com as publicações, o CV teria conseguido retirar o TCP da comunidade Trio de Ouro, que tinha influência do traficante Lacoste, do Complexo da Serrinha, em Madureira. As tropas do Urso, Esquilo e Jetta teriam comandado a ação de expulsão dos inimigos da cidade. O repórter Bruno Assunção informou que o local teria passado a se chamar agora ‘Dois de Ouro’ em razão de o número dois fazer referência ao CV. O CV agora só encontraria resistência de milciianos na cidade. SAIBA MAIS https://twitter.com/bnn_oficiall/status/2073535753892610256/video/1

Ataques simultâneos e execuções espalham terror em comunidades da Zona Oeste do Rio

Ataques atribuídos ao Comando Vermelho, execuções e um duplo homicídio espalharam terror em diferentes comunidades da Zona Oeste do Rio nos últimos dias. Os episódios, registrados em Santa Cruz, Campo Grande e Paciência, evidenciam a escalada da violência na região. Na favela de Antares, em Santa Cruz, há relatos de que dois moradores foram sequestrados e mortos por milicianos. As vítimas foram identificadas como Leandro da Kombi e Jefferson Rodrigues. Já durante a madrugada, traficantes do Comando Vermelho teriam atacado a comunidade do Vilar Carioca, em Campo Grande. Dois dos invasores foram baleados, sendo um atingido por milicianos e outro por policiais militares. Um fuzil foi apreendido pela PM, enquanto outro armamento teria sido levado pelos paramilitares. Ainda em Santa Cruz, um miliciano teria sido executado durante uma investida do Comando Vermelho na comunidade do Rodo. Segundo relatos, os criminosos fugiram levando uma pistola da vítima e teriam utilizado uma bag de entregador para facilitar a aproximação e surpreender os rivais. Também durante a madrugada, um miliciano matou duas pessoas em um bar na comunidade da Urucânia, em Paciência. De acordo com relatos, o criminoso se desentendeu com um homem no estabelecimento. Quando o proprietário do bar tentou intervir para encerrar a discussão, também foi baleado. As duas vítimas morreram no local.

GUERRA NA REGIÃO SUDOESTE: TCP teria tomado golpe e perdido áreas de Vargem Grande para o CV

Segundo informações que circulam nas redes socosis, traficantes do Comando Vermelho após muito tempo de conversa conseguiram fazer com que alguns soldados importantes do Terceito Comanfk Puro de Vargem Grande pulassem para a facção. Com isso, o TCP teria perdido o controle das comunidades Canal, Taboinha e Pombo sem Asa.. Como represália, o chefão do TCP, vulgo Gabriel Cocão resolveu dar um baque na comunidade do Canal.ação que teria terminado na morte de um Inocente Gabriel Cocão tinha apoio do TCP do Complexo da Maré Após a perda do território, soldados do grupo liderado por “GB” buscaram refúgio na Vila do João, no Complexo da Maré. Mesmo diante da derrota, os narcomilicianos divulgaram um vídeo se exibindo nas redes sociais. Segundo apuração do repórter Bruno Assunção, a postura de GB gerou insatisfação entre alguns chefes do TCP, que não aprovaram as publicações do criminoso se divertindo e ostentando nas redes logo após a perda das comunidades para o CV. Ainda de acordo com a apuração, soldados da facção teriam avaliado que a exposição excessiva de GB tem chamado muita atenção para a Vila do João, onde o grupo está refugiado.

Homem envolvido em morte da menina Eduarda que foi morto um dia após o crime teria participado de assassinato de PM junto a suspeito de planejar homicídio da garota que foi preso hoje

Jefferson Bruno da Silva Oliveira, o Teleco, homem que, segundo a Polícia Civil do Rio, teria participado do assassinato da menina Eduarda Cruz dos Santos, de sete anos, em Nova Iguaçu, e que foi morto um dia após o crime, participou junto com Marcos Vinicius Moura da Silva, o Marquinho, do homicídio de um PM no ano passado, de acordo com informações da Justiça. Marquinho foi preso hoje suspeito de planejar o assassinato da menina. Segundo as investigações, o homem agiu como autor intelectual do crime e forneceu informações logísticas para a concretização do homicídio. Ele foi responsável por dar detalhes sobre a residência da vítima, além de ter reunido outros criminosos do Comando Vermelho para participarem do crime hediondo. Conforme os trabalhos de investigação, o fato teria acontecido após o criminoso dizer que o pai da vítima seria miliciano. Desta forma, os trabalhos de inteligência da unidade apontaram que a invasão à residência da família da criança foi orquestrada por traficantes da facção criminosa para executar o pai dela e subtrair bens. Durante o ataque armado, a menor foi alvejada por disparos de arma de fogo, vindo a óbito. No dia seguinte a morte da menina, o criminoso compareceu à residência da família dela sob o pretexto de prestar condolências. A Polícia Ciivl informou que no dia 20 de fevereiro de 2025, Marquinho assassinou um policial militar, na saída de uma casa noturna na Rodovia Presidente Dutra, em Nova Iguaçu. Após o crime, ele se escondeu no Complexo do Alemão, onde atuou ativamente para a concretização do assassinato da menina Eduarda. Conforme apurado, o homem não frequentava a região desde a morte do policial militar e o objetivo da visita seria verificar o nível de conhecimento das vítimas acerca de sua participação no crime. Sobre Teleco, ele foi encontrado morto, no mesmo bairro, um dia após o ataque à casa de Eduarda, o que demonstra uma tentativa de “queima de arquivo” e a ligação dos fatos. Ainda sobre o assassinato do PM, Marquinho teria dito no dia: “Pô cara, teve uma briga na Malibu, não tinha jeito, era o cara ou o Teleco. O cara colocou a arma na cabeça do Jefferson”.

Em meio a ação de traficantes que sequestraram coletivos para impedir operação na Cidade de Deus (CV), ex-chefe de Polícia Civil divulga áudio mostrando chefão dar ordens para parar tudo. “Quando eu mandar atravessar ônibus na pista é para tirar a chave e furar os pneus”. OUÇA

O ex-chefe da Polícia Civil do Rio, delegado Felipe Curi, divulgou um áudio em suas redes sociais mostrando que o traficante Sardinha, um dos chefes da Cidade de Deus, ordenando o caos na região. “Cara, vai tomar no c… Quando eu mandar atravessar ônibus na pista é para tirar a chave e furar os pneus mano. Porra, vamos dar trabalho aos caras. Já vai com uma faca e enfia no pneu”. ACESSE O LINK E OUÇA: https://www.instagram.com/p/DaVeXUORuFc/ A manhã de hoje foi de terror na região. Como retaliação a uma operação policial na comunidade para impedir o avanço do Comando Vermelho em Rio das Pedras, os traficantes sequestraram três ônibus para bloquear as vias e impedir a passagem das viaturas. Houve registros de lixeiras e barricadas incendiadas para dificultar o acesso das equipes. . Por conta da instabilidade, 10 linhas de ônibus tiveram os itinerários alterados, deixando de circular pela Edgar Werneck e pela Estrada Miguel Salazar Mendes de Moraes. alização e recaptura do criminoso, ligado a facção criminosa Comando Vermelho (CV) e considerado de Altíssima Periculosidade pelo sistema carcerário, Luciano da Silva Teixeira, vulgo ?Sardinha da CDD?, de 42 anos. Um dos principais líderes do tráfico de drogas em localidades da Comunidade da Cidade de Deus, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, Sardinha seria o homem de confiança do criminoso Ederson José Gonçalves Leite, o Sam da Cidade de Deus, principal traficante e chefe do tráfico de drogas da CDD. Ele possui passagens sistema penitenciário, sendo preso pela última por Policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Chatuba, no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio, em uma casa na localidade conhecida como Caracol. Sardinha que responde a processos pelos crimes de homicídio qualificado, associação para o tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, receptação e resistência, onde cumpre uma pena de 24 anos e 2 meses e 13 dias, atualmente em regime semiaberto, recebeu o benefício na modalidade de Visita Periódica ao Lar (VPL), referente as comemorações dos Dias dos Pais, saindo do Instituto Penal Benjamim de Moares Filho e não retornou. Diante dos fatos, e precisando cumprir ainda 11 anos de pena, contra o criminoso ?Sardinha? foi expedido um Mandado de Prisão, pela Vara de Execuções Penais (VEP), Espécie de prisão: Recaptura , Motivo: Fuga, pelo crime de Homicídio, referente a processo de 2003.

PM alvo de operação por propina ao Comando Vermelho é acusado de executar jovem após vídeo que provocava milicianos em Nova Iguaçu

Um dos alvos da operação do MPRJ hoje contra PMs suspeitos de receber propinas de traficantes do Comando Vermelho na Baixada Fluminense, o policial Alan Silva do Nascimento é suspeito de matar Miguel Lopes Nascimento e atingir um homem chamado Higor em fevereiro de 2023 no bairro Cobrex, em Nova Iguaçu. O crime foi praticado por motivo torpe, em razão de disputa territorial entre grupos milicianos, com o objetivo de manter o controle da área onde os fatos ocorreram. O crime foi praticado com emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, visto que o denunciado e seu comparsa atacaram as vítimas de surpresa, efetuando disparos de dentro de um veículo em movimento, impedindo qualquer reação defensiva eficaz por parte das vítimas. Testemunhas disseram que Miguel colocou uma foto com arma; que depois, com 17 anos, a vítima colocou um vídeo dizendo “quer matar, mata agora, porque quando eu completar 18 anos já era; que a vítima estava provocando o pessoal do Cobrex. Miguel estava colaborando com a boca de fumo do Cobrex e o local tinha domínio de milícia. Os paramilitares mtiveram conhecimento do vídeo e queriam matar a vítima.Um conhecido alertou Miguel que os caras estavam de olho nele. O bairro na época tinha a atuação de justiceiros, entre eles Soró e Linguiça Após gravar um vídeo com ameaças, Miguel foi aconselhado a fazer um outro pedindo desculpas mas não deu tempo. O sobrevivente do fato chegou a acusar o PM como um dos participantes do crime chegando a dizer que Alan queria matar Miguel porque ele fazia muita besteira. Quando foi ouvido pela Justiça sobre o caso, Alan ficou em silêncio A operação de hoje O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, cumpre, nesta sexta-feira (03/07), sete mandados de busca e apreensão contra dois policiais militares investigados por associação criminosa armada e corrupção passiva majorada. O GAECO/MPRJ encontrou fortes indícios de que os dois agentes integram um esquema de recebimento de valores de narcotraficantes da facção Comando Vermelho para não combaterem o tráfico de drogas em comunidades de Japeri, na Baixada Fluminense. A investigação teve início a partir da apuração de crimes cometidos pelo policial militar, Alan Silva do Nascimento, que já resultou em denúncia por homicídio e em uma condenação por tráfico de drogas e posse ilegal de um fuzil e de munições de calibre restrito. O GAECO/MPRJ identificou a prática de diversos crimes de corrupção por Alan Nascimento e, de acordo com as investigações, por sua guarnição, autodenominada “Irmãos Metralha”, à época integrada pelos dois policiais alvos das buscas desta sexta-feira. Os agentes estavam lotados no 24º Batalhão de Polícia Militar, responsável pelo policiamento das cidades de Queimados, Japeri, Paracambi, Seropédica e Itaguaí. Os mandados, expedidos pelo Juízo da Auditoria da Justiça Militar a pedido do GAECO/MPRJ, estão sendo cumpridos em endereços nas cidades de Queimados e Nova Iguaçu, bem como no 20º Batalhão de Polícia Militar (Mesquita), atual unidade de lotação dos alvos.

Preso por suspeita de integrar milícia, policial civil também é investigado por tráfico de drogas sintéticas após flagrante com MDMA

Um policial civil preso no ano passado sob suspeita de integrar uma milícia que atuava em Belford Roxo também passou a ser investigado por envolvimento com o tráfico de drogas sintéticas, conforme revela um documento da Justiça obtido com exclusividade pela reportagem. A prisão do agente foi decretada no âmbito da investigação que apura a atuação da organização paramilitar na Baixada Fluminense. No entanto, durante o cumprimento do mandado, a operação revelou um cenário ainda mais grave. Na residência do policial, localizada no Condomínio Reserva do Parque, em Jacarepaguá, os agentes encontraram grande quantidade de drogas sintéticas escondidas dentro de um travesseiro no quarto do casal. Outra parte do entorpecente foi localizada no interior da viatura oficial da Polícia Civil que estava sob a posse do investigado. O policial foi preso em flagrante no dia 9 de dezembro de 2025. O laudo pericial confirmou que o material apreendido era composto por MDA e MDMA, totalizando mais de 180 gramas entre comprimidos e pó. Segundo o documento judicial, os elementos reunidos apontam para a prática de tráfico de drogas de forma individual, investigação distinta da apuração sobre a suposta participação do agente na milícia. Além dos entorpecentes, a operação apreendeu um verdadeiro arsenal em poder do policial: um fuzil, uma pistola Glock — ambos pertencentes ao patrimônio da corporação —, um simulacro de pistola, carregadores, munições, colete balístico, distintivo funcional de comissário, carteira funcional da SEPOL, um canivete, um coldre de Glock e a viatura oficial Toyota Corolla, prefixo 67-2098, utilizada pelo investigado.

ATRAÍDO PARA MORRER: Milícia de Araruama enganou integrante antes de executá-lo e pode estar por trás de outras mortes

Uma denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro revela que a milícia que atua na região de Itatiquara, em Araruama, teria atraído um dos próprios integrantes para uma emboscada antes de executá-lo a tiros em plena via pública. A investigação também aponta que outros assassinatos podem estar ligados ao grupo, incluindo um possível caso de “queima de arquivo”. De acordo com a denúncia recebida pela Justiça, a vítima, Elizeu de Almeida Campina, conhecido como “Zeu” ou “Zeus”, foi morta no dia 29 de março de 2025 após ser enganada pelos próprios comparsas. Segundo o Ministério Público, minutos antes do crime, Eliomar Souza da Silva Cordeiro, o “Bimba”, telefonou para Elizeu e o convidou para uma suposta reunião destinada a esclarecer um boato. Convencido de que retornaria rapidamente para casa, Elizeu pegou emprestada a motocicleta da companheira e foi até o local combinado. Ao chegar, acabou surpreendido pelos executores. Ainda conforme a denúncia, os criminosos iniciaram uma conversa aparentemente amistosa antes de efetuarem diversos disparos de arma de fogo contra a vítima. O Ministério Público afirma que os autores estavam em superioridade numérica e utilizaram armamento de uso restrito, incluindo munições calibre 9 mm, impossibilitando qualquer reação da vítima. Para os investigadores, a execução ocorreu em razão de conflitos internos da própria organização paramilitar. A denúncia sustenta que todos os envolvidos, inclusive a vítima, integravam a chamada “milícia de Itatiquara”, grupo que, segundo o Ministério Público, era liderado pelo ex-policial militar e ex-vereador conhecido como “Egger”. De acordo com a acusação, a organização criminosa atuava sob o pretexto de oferecer segurança aos moradores, mas seria responsável por uma série de crimes, entre eles homicídios, extorsões, esbulhos possessórios, porte ilegal de armas, adulteração de veículos e coação de testemunhas. As investigações também indicam que a violência interna da organização pode ter feito novas vítimas. A decisão judicial destaca que um dos denunciados, Carlos Eduardo Dias de Oliveira dos Santos, o “Cadu”, morreu durante o andamento do processo, levando à extinção de sua punibilidade. Já em relação a Eliomar Souza da Silva Cordeiro, o “Bimba”, apontado como responsável por atrair Elizeu para a emboscada, o magistrado registra que ele está desaparecido e há indícios de que também tenha sido assassinado em um contexto de “queima de arquivo” relacionado à atuação da milícia. Até o momento, porém, sua morte ainda não foi oficialmente confirmada. Ao receber a denúncia, a Justiça também decretou a prisão preventiva dos demais acusados,, conhecidos pelos apelidos de “Egger”, “Dudu”, “Bimba” e “Jailton Caçador”. Na decisão, o magistrado. O juiz ressaltou que há indícios de participação dos réus em organização criminosa e destacou a extrema violência empregada no homicídio, considerado premeditado e praticado mediante emboscada. A decisão ainda autorizou o compartilhamento das provas com outros processos que investigam o funcionamento da milícia em Araruama e uma tentativa de homicídio atribuída ao mesmo grupo. Para o magistrado, as informações podem ajudar a esclarecer a estrutura da organização, seu modo de atuação e a possível participação de seus integrantes em outros crimes violentos registrados na região.

Preso em operação da PF, pastor Márcio Poncio já era investigado por suspeita de ligação com a máfia dos cigarros

O pastor Márcio Poncio, preso em operação deflagrada nesta quinta-feira pela Polícia Federal, já era investigado pelas autoridades há vários anos por suspeitas de envolvimento em um esquema de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial relacionado ao comércio de cigarros. A investigação teve origem em uma denúncia anônima apresentada à Ouvidoria do Ministério Público de São Paulo em 2021. O relato afirmava que Poncio, apontado como responsável de fato por empresas do setor tabagista, teria estruturado um esquema para esconder sua participação nos negócios e dificultar a atuação dos órgãos de fiscalização. Segundo os autos, a principal empresa mencionada era a Win Distribuidora de Cigarros, que, conforme a denúncia, teria transferido sua sede do Rio de Janeiro para São Paulo e promovido alterações societárias para retirar oficialmente Márcio Poncio do quadro de sócios. Apesar disso, o documento sustentava que ele continuaria exercendo o comando da empresa, figurando apenas como procurador. A denúncia também citava outras empresas ligadas ao grupo, entre elas a New Ficet Indústria e Comércio de Cigarros, a Quality in Tabacos Indústria e Comércio de Cigarros e a Blue Comercial Ltda.. Conforme o relato encaminhado ao Ministério Público, alterações societárias e mudanças de endereço teriam sido utilizadas para ocultar o verdadeiro controle das companhias e dar continuidade às atividades sem despertar a atenção das autoridades. O documento ainda descrevia um suposto esquema de movimentação de grandes quantias em dinheiro em espécie provenientes da comercialização de cigarros, principalmente na região da Rua 25 de Março, em São Paulo. Os valores, segundo a denúncia, seriam recolhidos por pessoas ligadas ao grupo e posteriormente entregues a Márcio Poncio. As suspeitas também envolviam o uso de empresas e de terceiros para ocultação patrimonial, além da aquisição de imóveis e bens de luxo supostamente incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos. Durante a apuração, o Ministério Público Estadual arquivou a parte relacionada aos crimes tributários por entender que não havia elementos suficientes para demonstrar a existência de sonegação fiscal ou de lançamento definitivo de tributos. O caso foi então remetido ao Ministério Público Federal para análise de possíveis crimes de lavagem de dinheiro e contra o sistema financeiro. Ao longo da investigação, a Polícia Federal e o MPF solicitaram informações à Receita Federal e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Também foram verificadas centenas de inscrições em dívida ativa envolvendo empresas citadas na denúncia. Apesar disso, a Receita Federal informou não ter localizado lançamentos tributários definitivos ou ações fiscais capazes de caracterizar os crimes apontados. Diante da ausência de um crime antecedente que sustentasse a investigação por lavagem de dinheiro e da falta de provas suficientes, o Ministério Público Federal concluiu que não havia suporte probatório mínimo para o prosseguimento das investigações. Em abril de 2025, o MPF requereu o arquivamento do inquérito, destacando que, após o esgotamento das diligências realizadas, não foram encontrados elementos capazes de comprovar os delitos investigados. O arquivamento ocorreu sem prejuízo de eventual reabertura do caso caso surgissem novas provas, conforme prevê o artigo 18 do Código de Processo Penal. A existência desse inquérito demonstra, no entanto, que Márcio Poncio já vinha sendo monitorado pelas autoridades antes de voltar ao centro das investigações na operação realizada nesta quarta-feira. A ação de hoje Poncio é um dos alvos da quinta fase da Operação Unha e Carne com o objetivo de aprofundar apuração de indícios de lavagem de dinheiro praticada pelo “capo” da nova cúpula do jogo do bicho, vulgo Adilsinho, e possível ramificação do esquema junto a integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio de Janeiro. Na ação de hoje, policiais federais cumprem cumprem três mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF em endereços vinculados aos investigados, nas cidades do Rio de Janeiro e São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Além disso, o STF determinou o sequestro de bens e valores até o montante de cerca de R$ 22 milhões.  Esta nova fase teve início após a apreensão de listas em poder do conhecido contraventor indicarem a existência de registros relacionados a supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais. As listas chamaram a atenção dos investigadores por apontarem possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro. As investigações prosseguem com a análise do material apreendido, a identificação do fluxo financeiro investigado e a apuração da participação de eventuais beneficiários, intermediários e operadores do esquema. A ação se insere no contexto da decisão do STF no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas) que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos.

De homicídio, apreensão de arsenal à operação de hoje prisão em 2024′ desvendou milícia que aterrorizava Queimados. LEIA COMO FOI

Em junho de 2024, Washington Gabriel de Oliveira Rosa, o Bibi, um dos alvos da operação deflagrada nesta terça-feira pelo Ministério Público do Rio de Janeiro contra a milícia de Queimados, já havia sido preso em flagrante após ser apontado pela polícia como integrante de um grupo armado envolvido em um ataque a tiros que terminou com um homem morto e outro baleado no Centro do município. Segundo o auto de prisão em flagrante, policiais militares do 24º BPM foram acionados após receberem informações sobre disparos de arma de fogo na Avenida Doutor Pedro Jorge. Durante as buscas, os agentes localizaram um Nissan Versa preto, apontado como o veículo utilizado pelos criminosos, e realizaram a abordagem. No carro estavam Bibi e outros três comparrsas. Durante a revista, os policiais encontraram um verdadeiro arsenal: um fuzil calibre 5,56 com numeração raspada, cinco carregadores abastecidos com 135 munições, três pistolas calibre 9 mm também com numeração suprimida, 14 carregadores contendo 149 munições, um simulacro de arma de fogo, um colete balístico, outros três coletes, uma balaclava, cinco porta-carregadores, três coldres, quatro camisas semelhantes às utilizadas por policiais, dois uniformes pretos e quatro telefones celulares. Os agentes também constataram que o Nissan Versa utilizado pelo grupo possuía placa falsa e era produto de furto. De acordo com a investigação da Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança e vídeos obtidos nas redes sociais mostraram que o veículo ocupado pelos quatro suspeitos foi utilizado minutos antes para atacar ocupantes de um Citroën C3 prata, estacionado na Avenida Doutor Pedro Jorge. As gravações, segundo a autoridade policial, registraram o momento em que o Versa se aproxima por trás do carro das vítimas e seus ocupantes efetuam diversos disparos de arma de fogo. No atentado, um homem morreu e outro ficou gravemente ferido, sendo posteriormente identificado como Wesley Santos Martins, que permaneceu internado sob custódia policial por também responder por porte ilegal de arma de fogo e constituição de milícia privada. Ao analisar o caso, o juiz Pedro Ivo Martins Caruso D’Ippolito destacou que os elementos reunidos no inquérito indicavam que os quatro presos integrariam um grupo miliciano responsável por homicídios, desaparecimentos forçados, extorsões contra comerciantes e outros crimes violentos em Queimados. Na decisão, o magistrado ressaltou ainda que, além do arsenal apreendido, a polícia atribuía ao grupo a execução do homicídio ocorrido pouco antes da abordagem. Segundo o juiz, a forma de atuação dos investigados demonstrava “elevada audácia e destemor”, revelando periculosidade concreta e risco de reiteração criminosa. A operação de hoje O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou 21 pessoas por integrarem uma milícia que atuava em Queimados, na Baixada Fluminense, e requereu a prisão preventiva de 20 delas, medida deferida pela Justiça. Nesta quarta-feira (01/07), a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar, cumpre os 20 mandados de prisão, sendo cinco no sistema penitenciário, em razão de os denunciados já se encontrarem presos, e 15 em endereços localizados nos municípios de Nova Iguaçu e Queimados. Até o momento, nove mandados já foram cumpridos: cinco no sistema penitenciário e quatro nas ruas. A investigação direta do GAECO/MPRJ apontou que, em 2024, o grupo extorquiu vários comerciantes e mototaxistas, ameaçando as vítimas e cobrando semanalmente taxas de segurança. De acordo com a denúncia recebida pela Justiça, as informações foram obtidas a partir da análise do telefone celular apreendido com Washington Gabriel de Oliveira Rosa, conhecido como Bibi, preso logo após um confronto entre duas milícias que disputavam o controle da região. As mensagens revelaram que, além de planejar ataques contra grupos rivais, o grupo monitorava policiais militares. .Esta é a terceira fase da Operação Hunter. A primeira foi deflagrada em julho de 2019, e a segunda, em janeiro de 2024. O nome Hunter faz alusão, em inglês, ao objetivo da operação: dar continuidade às ações de combate ao grupo de milicianos que se autointitula “caçadores de ganso”. “Ganso” é um termo informal utilizado por criminosos para se referir a criminosos e integrantes de grupos rivais. Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa

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